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20 de jan. de 2011

CHAZINHO DE COCA - TIRONE É O NOVO PRESIDENTE DO PALMEIRAS.

Arnaldo Tirone Jr é o novo presidente do Palmeiras. A vitória foi larga, pra não dizer esmagadora. Ainda que Nobre - preferido da torcida - ganhasse todos os míseros 21 votos de Palaia, mesmo assim não teria conseguido sequer incomodar o vencedor.

Tirone Jr tem apoio político de Mustafa Contursi, ex presidente que fez figuração na era da co-gestão com a Parmalat e que levou o clube a série B quando teve que assumir a responsabilidade sozinho.

Por outro lado, "Juninho" é filho de Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras na década de 60, era de ouro que emplacou o surgimento da 1ª versão da Academia - caros, até arrepia ao escrever "Academia".

Este blogueiro já havia cravado apoio a candidatura de Paulo Nobre em outrora. Mas não cabe agora criticar ou cornetar uma direção que sequer começou seu trabalho. Mas estamos de olho.

Que Tirone Jr traga de volta os bons fluidos da distante década de 60 e não o martírio e a vergonha emplacada por Mustafá em seus últimos momentos como presidente.

Mais do que nomes de candidatos, de cargos e funções, um nome apenas interessa a todos, seja de posição, oposição ou 3ª Via. Mais do que um nome, uma instituição. Uma sociedade formada não por 288 eleitores, mas por 18 milhões de torcedores.

Boa sorte, Tirone.

Eterno, Verdão!

17 de jan. de 2011

CHAZINHO DE COCA - O INIMIGO VESTE VERDE


O ano de 2011 começou para o Palmeiras como terminou 2010. Mesmo time, mesma tensão, mesmos resultados em campo, mesma perspectiva.

Não vou falar aqui sobre as “contratações” feitas até aqui e nem nas peças especuladas para chegar.

Tão óbvio como entender as razões dos fracassos do ano que terminou, é entender que se nada mudar, tudo fica como está. Redundância mais do que cabível quando se fala nesse Palmeiras.

Esse Palmeiras de eleições marcadas para a próxima quarta-feira, logo no início da temporada. Comandantes de uma nova era que já teve início sob as ações dos que lá podem sequer permanecer.

Mas se a eleição marcada para uma temporada que já deveria ter suas diretrizes bem delineadas é algo estapafúrdio em um mundo que prega o planejamento, ainda mais absurdo é entender um pleito que pode dar ao seu presidente um vice de outra chapa.

Sim meus caríssimos. Há uma eleição dentro da própria eleição. Além de votar no presidente do clube nos próximos dois anos, excelentíssimos dirigentes terão também de escolher o vice e que não necessariamente deve ser da mesma chapa do presidente escolhido. É a mesma coisa que a Dilma ser presidenta com o Índio da Costa, vice de José Serra, nas eleições de outubro passado.

Mas partindo do pressuposto de que lá estão pessoas que só prezam o bem do clube, imagina-se que qualquer que seja formação da nova diretoria, uma única coisa estará em jogo – o bem da Sociedade Esportiva Palmeiras- pelo menos é assim que deveria ser.

O Inimigo veste verde.

2010 marcou o retorno de três ídolos ao clube de Palestra Italia – Felipão, Kleber e Valdívia.

Se mesmo contando com os três os resultados ficaram longe do esperado, ao menos restou a esperança de que 2011 pode ser diferente já partindo pela presença desses desde o início do ano.

E então surgiram os “Pescarmonas” da vida, que ao invés de usar a imagem desses três para promover um novo momento no clube, estimulando outros bons nomes a vir jogar ao lado desses, preferem açoitá-los publicamente, tornando insustentável uma situação que já não se sustenta há tempos. E ainda falaram de Ronaldinho Gaúcho (se bem que esse não escolheu um caminho tão diferente assim), agora falam de Alex. Logo pinta o nome de Messi, Cristiano Ronaldo. Tudo isso para desviar o foco. Para dar ao torcedor algo para se distrair, que não seja a lixeira política em que se transformou o clube.

Agora surge outro nome nessa novela sem graça – Osório Furlan – guardem esse nome.

Quando o Palmeiras repatriou o chileno Valdívia em 2010, Furlan bancou uma parte do valor, o que o tornou dono de 36% do passe do jogador. Furlan é minoritário, sendo que o Palmeiras é o dono dos outros 54%. Ou seja, em vias de fato, quem manda nessa relação é o Palmeiras.

Em vias de fato, um Conselheiro de clube deve zelar pelo bem desse clube. Osório Furlan é Conselheiro do Palmeiras. E a não ser que ele ache Valdívia um perna de pau, o que ele vem tentando fazer e lesar quem deveria zelar. Furlan é candidato a vice-presidente na chapa Furlan é candidato a vice-presidente na chapa de Salvador Hugo Palaia.





Furlan disse recentemente que Muricy Ramalho pediu a contratação de Valdívia para a disputa da Libertadores. E ontem, em entrevista a Rádio Globo de São Paulo, criou até um factóide para justificar esse pedido do técnico do tricolor carioca, onde segundo fontes de dentro das Laranjeiras, Deco não deverá permanecer no clube e Valdívia seria seu substituto.

Digo factóide, pois a mesma Rádio Globo, só que do RJ, disse a pouco que não há nenhum tipo de informação a esse respeito por lá. Nem sobre a saída de Deco e nem sobre um possível interesse de Muricy em Valdívia.

Na mesma entrevista em que conta essa história, Furlan usou de sua posição política e também de seu status de empresário no caso Valdívia, para ameaçar os conselheiros que irão votar na próxima quarta-feira. Segundo ele, a situação do chileno no clube pode ser uma, caso ele seja eleito vice-presidente, mas pode ser outra, caso ele saia derrotado do pleito. Uma ameaça pública, em rede nacional, sem medo de ser feliz.

É com esse tipo de gente que o Palmeiras vive o seu dia-a-dia. É com pseudo-palmeirense como esse Osório Furlan no topo da direção do clube que o Palmeiras precisa sair desse buraco sem fim que continua sendo cavado por mãos inescrupulosas. É nas tramas de tipinhos como esse que os rivais sustentam suas teses de apequenamento do alviverde imponente.

E é, infelizmente, na continuidade dessa política tacanha, desprovida de planejamento estruturado, que escolhe seus líderes enquanto os rivais escolhem seus soldados, que o Palmeiras continuará dando murro em ponta de faca pelos próximos tempos. Até que caia uma bomba atômica lá dentro e as eleições diretas sejam adotadas. Acabando de vez com esse ciclo vicioso de velhos de velhas idéias que forjam uma palestrinidade pintada em preto, vermelho, azul, grená, qualquer cor, menos a verde.

14 de jan. de 2011

Hipster x Rockscene - Indie Rock na Casa do Diretor Pornô

Amanhã mais uma vez rolo os bons sons com amigos das cabines e amigos das pistas. Estão todos convidados. Segue:



Hipster x Rockscene - Indie Rock na Casa do Diretor Pornô


Pista 1:
Carlos From (mover/generation x)
João Paulo Tozo (Ferozes FC)
Cristina Hoff (rockscene)
André Vicentin (radio pirata/pankadão)
Cesinha (rockscene)


Pista 2
Alex Orbit (Hot Cold Nights)
Mauro Bertolino (Tóxica/Monster Club)
Nichollas e MarieEduardo de Sá (crew tiro na placa)
Fernando Leon (crew tiro na placa)


Sutra - R. Treze de Maio, 804 - (Ao lado do Glória)
R$ 10 Entrada - Porta
Até 12:30 VIP com lista, após R$10 consumação.

Aceitamos VISA / MASTERCARD

Lista: euvounafesta3@gmail.com

11 de jan. de 2011

CHAZINHO DE COCA - aTELECINE: A BANDA DE SASHA GREY


Em 1988 nasceu Marina Ann Hantzis, hoje mundialmente conhecida como Sasha Grey. Aos 22 anos, já é considerada a maior estrela pornô de todos os tempos.

Ao contrário do que diz a biografia de muitas dessas estrelas, Sasha não escolheu atuar nesse esse ramo por falta de opção, mas por “vocação”.

OK. O Ferozes FC não é um blog que aborde o tema.

“Mas então o que Sasha Grey faz por aqui?”

É a pergunta do amigo internauta.

Sasha faz música.

Como dito, Sasha tornou-se uma celebridade dos XXX porque quis. Mas possui talento e condição de atuar em diversas frentes no mundo das artes.

Mas por que o nome “Sasha Grey”?

Fãs de Marilyn Manson que se identificam com a criação de personagens a base de junções de outros personagens irão se identificar com o pseudônimo de Marina Ann Hantzis: “Sasha Grey” é a junção de “Sasha Konietzko” da banda KMFDM e “Grey” vem de “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde. “Grey” é também uma referência dentro da escala Kinsey de sexualidade. (infos do site: manifestorockunderground.blogspot.com)


Antes de falar sobre sua banda – aTELECINE – algumas citações sobre Sasha:

Em 2008, Steven Soderbergh convidou a moça para ser protagonista de sua película, “The Girlfriend Experience”. Um filme que fala sobre o submundo da prostituição a partir da vivência de uma garota de programa de luxo. Depois, em 2009, fez o comédia/terror “Smash Cut” de Lee Demabre.

Alguns sites dizem que Sasha declarou certa vez que na verdade nasceu no Brasil, no estado do Ceará e que foi levada aos EUA por sua mãe aos 5 anos. Não confirmei essa informação.

Sasha é amante da cultura pop. É pianista e toca guitarra desde os 13 anos. (infos do site: http://www.rockinpress.com.br/)

Em 2005 ela conheceu Pablo St. Francis num clube de strip. Pablo interessou-se pela “camiseta” do Sisters Of Mercy que Sasha usava. Logo os dois descobriram afinidades musicais e é a partir desse fato que começa a história que de fato interessa para nós. Ou não?

aTELECINE

Em 2009 os dois lançam o EP “Vigillant Carpark”. Está oficialmente lançado projeto aTelecine.

O som é algo como um “industrial/noise/metal/cyber/conspiracy”, seja lá o que isso signifique.

É algo que não vai se escutar em rádios e dificilmente será aproveitado por algum DJ da cena nos porões (hoje limpinhos e organizados) de nossa cena alternativa. Há uns 10 anos talvez pudesse alguém, sem alguns parafusos, disparar os barulhos de Sasha (voices, synths, tape loops, guitar) e Pablo (voices, bass, drums, tape loops).

Em 2010 lançaram seu 1º álbum, “A Cassete Tape Culture”, onde os mesmos elementos soturnos do EP de estréia reaparecem. O lançamento marca também a estréia de Anthony Djuan (voice, words, synth, tape loops).


Enfim, não é um som que agrade aos ouvidos desatentos. Mesmos os atentos talvez torçam o nariz. Mas pode-se notar o experimentalismo a que se propõe o duo.

Depois de receber todos os “Oscars” possíveis do mundo pornográfico, o Grammy talvez não seja o objetivo de Sasha Grey.

Confira a barulheira:






MySpace: http://www.myspace.com/atelecine

Cheers,

9 de jan. de 2011

CHAZINHO DE COCA - AS DESISTÊNCIAS DE PALMEIRAS E GRÊMIO NA NOVELA RONALDINHO GAUCHO.

Ontem o Grêmio, hoje o Palmeiras. Se haviam opções de sobra para o dentuço mais talentoso do futebol do mundo, resta agora apenas o Flamengo como opção nessa sua conturbada volta ao futebol brasileiro. O leilão acabou e o derrotado maior é o próprio Ronaldinho.

Se ele e seu irmão (e péssimo) procurador, Assis, esperavam um anúncio bombástico, agora já era. Só há um interessado.

Mas não adianta Palmeiras e Grêmio virem a público pra dizer que não entraram em leilão pelo jogador, pois entraram sim. Mas agiram em tempo de tornar o mico menor e arranhar menos suas gloriosas histórias.

A novela foi tão cheia de personagens ruins de atuação, que até o vice-presidente do Milan, o tal de Adriano Galliani, mostrou-se um completo fanfarrão, aproveitando-se do momento para destilar sua completa falta de trato com os assuntos da bola, como da história que liga o seu país ao nosso.

Galliani afirmou em sua desastrosa coletiva que torcia para que o jogador fosse para o “rossonero” Flamengo.

Oras, não sabe o pobre dirigente que a cidade de São Paulo é a 3ª maior cidade italiana no mundo? Certamente que não.

Não sabe esse senhor que nesse que é o maior pedaço da Itália fora da Velha Bota, o maior representante da cultura e da integração ítalo-brasileira chama-se Sociedade Esportiva Palmeiras e que isso é muito, mas muito mais representativo que qualquer combinação de cores em vermelho e preto?

Galliani e Assis contribuíram para que a imagem do excepcional jogador que ainda é Ronaldinho fique com um arranhão de difícil cicatrização.

Não vou ser leviano e mudar de opinião quanto ao jogador. Ainda acho que o clube que o contratar dará um salto fantástico de qualidade técnica. Acho o dentuço um dos maiores de todos os tempos e mesmo em baixa, ainda que jogue 20% do que pode, já é suficiente para fazer muito estrago por aqui.

Mas torná-lo maior que as instituições que, com suas histórias, com suas glórias, tornaram ao longo dos anos o futebol brasileiro no mais festejado do mundo é absurdo, é agir contra a própria história.

Palmeiras e Grêmio acordaram em tempo. Não que o Flamengo tenha que desistir agora. Até porque só sobrou ele no páreo. Se chegou até aqui, seria burrada ainda maior desistir agora.

Mas seria muito interessante se o glorioso rubro-negro carioca – e não italiano – fizesse como seus co-irmãos e deixassem Ronaldinho e Assis com o pires nas mãos, pedindo pelo amor de Deus para alguém lhe dar abrigo.

Os clubes deram o troco. Se foram iscas fáceis no joguinho sujo do Milan e da dupla Assis/Ronaldinho, agora dão o troco e deixam com eles a menor das propostas feitas pelo jogador.

Leia na íntegra a carta de Luiz Gonzaga Belluzo onde é anunciada a desistência do Palmeiras na contratação do meia:

"A Sociedade Esportiva Palmeiras informa aos 18 milhões de torcedores que, a partir desta data (9 de janeiro de 2011), desiste oficialmente da contratação do atleta Ronaldinho. Pela grandeza e história do nosso clube, e para esclarecimento aos seus milhões de torcedores, o Palmeiras manifesta que:

- As conversações com o irmão e empresário do atleta, o senhor Roberto de Assis, tiveram início no mês de junho de 2010;

- Nesse mês, foi apresentado o projeto para a vinda do atleta. Várias empresas se mostraram interessadas em participar e a partir daí iniciaram-se as negociações;

- Em julho, surge um fato novo. Ao contrário do que ocorria até aquele momento, o Milan resolveu não abrir mão dos direitos que tinha sobre o contrato do jogador, que venceria somente em junho de 2011, inviabilizando, assim, o negócio;

- Não obstante, durante esse período, o Palmeiras continuou mantendo conversações com o representante do atleta, o senhor Roberto de Assis;

- Em dezembro, nos foi informada a possibilidade da liberação do atleta sem o pagamento da multa. Até este momento, segundo o senhor Roberto de Assis, apenas o Palmeiras negociava com o atleta, o que nos deixava confiantes na vinda do jogador;

- Somente em meados de dezembro é que surgem então outros clubes interessados. A partir de então o representante do jogador começou a desenvolver negociações paralelas. O Palmeiras alertou o irmão do jogador sobre esses novos fatos e disse que não se envolveria nessa modalidade de negociação por considerá-la contrária aos padrões éticos de uma sociedade civilizada;

- Menos de uma semana após essa conversa, no dia 2 de janeiro o senhor Roberto de Assis fez uma contra proposta apresentada por ele como definitiva. O Palmeiras de imediato aceitou essa contra proposta . Tínhamos então a garantia da vinda do jogador;

- Qual não foi nossa surpresa ao ver pela imprensa que as negociações com outros clubes continuavam, apesar da palavra empenhada do senhor Roberto de Assis de que o jogador vestiria nossa camisa;

Por tudo isso, o Palmeiras faz questão de vir a público para enfatizar que jamais vai compactuar com esse tipo de comportamento.

O Palmeiras esclarece que desenvolveu um projeto com grandes empresas do mercado brasileiro e internacional, reunindo profissionais de reputação em uma ampla operação comercial e de marketing para viabilizar a vinda do jogador.

Todas as etapas para a conclusão do negócio, abrangendo salário, premiação, tempo de contrato e empresas envolvidas, foram solucionadas e acordadas com o empresário do atleta. Todas as cláusulas e valores pedidos pelo representante do atleta, neste período, foram 100% aceitas pelo Palmeiras e repassadas para a conclusão do negócio. As condições eram excepcionais, provavelmente as maiores do mercado brasileiro em todos os tempos. O empresário Assis afirmou ao Palmeiras que a transação estava fechada no dia 2 de janeiro.

Desde então, foram várias respostas evasivas e tentativas frustradas de contato. É necessário alertar a opinião pública que, em respeito à sua história, a seus torcedores e a seus parceiros, a Sociedade Esportiva Palmeiras trabalhou com a paciência necessária e com a dignidade exigida para conclusão dessa negociação.


Luiz Gonzaga Belluzzo
Presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras

São Paulo, 9 de janeiro de 2011"

22 de dez. de 2010

FESTA DE FIM DE ANO DA MONSTER CLUB - ESPECIAL FEROZES FUTEBOL CLUBE

Localização: ASTRONETE BAR


Rua Matias Aires, 183
São Paulo, Brasil


Mais informações:
MONSTER CLUB - Especial FEROZES FUTEBOL CLUBE http://twitter.com/ferozesfc (ÚLTIMA FESTA DO ANO NO ASTRONETE)

Com decoração de terror, discotecagem rocker e filmes no telão, a festa agita as quintas da casa!

DJs residentes ANGELO MALKA http://twitter.com/angelomalka + MAURO BERTOLINO http://twitter.com/maurobertolino

DJs convidados FEROZES FUTEBOL CLUBE:




HUMBERTO LUMINATI http://twitter.com/humb_lumi & CID http://twitter.com/cidvale (PÓS)

Em comemoração ao término da 1ª temporada do programa na rádio, o Blog Ferozes FC (http://ferozesfc.blogspot.com ) irá distribuir cd´s com todas as trilhas sonoras do programa de rádio ao longo do ano. Serão 30 faixas de 30 bandas distintas. De Beatles a Wilson Simonal. De Stones a Chico Buarque. http://twitter.com/ferozesfc

http://www.facebook.com/l/89d813gbuRboa9MRrFo9RFoqpVA;ferozesfc.blogspot.com

INFO Abre 21h, DJs 23h, entrada grátis até 22h, depois $10 (porta) ou $15 (consumação) -


PROMO Com nome na lista fica $5 (porta) ou $10 (consumação) no souummonstro@hotmail.com

15 de dez. de 2010

CHAZINHO DE COCA - SOBRE UNIFICAÇÕES DE NACIONAIS, DE MUNDIAIS E BLA, BLA, BLAS

Ainda sobre a equiparação dos títulos nacionais, segue a minha opinião na coluna de ontem:
http://ferozesfc.blogspot.com/2010/12/chazinho-de-coca-comparadando-o.html

Dito isso novamente, venho aqui estimular o livre exercício de pensamento entre os caros.

Dom Pedro não foi presidente do Brasil, mas foi mandatário. Não havia república. OK. Logo não há motivos para dizer que os campeonatos nacionais anteriores a 1971 são igualmente importantes aos disputados após essa data, mas o foram em outros momentos e bla, bla, bla.

Este exemplo foi usado pelo PVC em sua coluna e parece que Marco Aurélio Cunha também fez usufruto do mesmo exemplo em uma de suas costumeiras galhofadas – andava meio sumido o vereador, não?

Bem, trata-se, de fato, de um exemplo aplicável. Também não vejo necessidade de dizer que é tudo igual. Para mim eles sempre foram importantes e mais, me davam argumento para dizer que o Palmeiras era campeão de todos os títulos nacionais possíveis e imagináveis. Coisa de torcedor, sabe como é que é, né?

Mas porque o vereador não vem a público explicar a razão pela qual o seu São Paulo faz tanta questão de se dizer tricampeão mundial, sendo que dessa edição organizada pela Fifa ele só tem um título?

“A Fifa unificou os títulos, seu Zé Mané!”

Oras, oras, estou apenas colocando a questão para discussão. Por que se a unificação dos nacionais não é válida, também não é a dos mundiais. Ou então ambas são. Ou então deixamos como sempre foi:

Palmeiras e Santos continuam com 9 títulos de âmbito nacional (sim, a Copa do Brasil também é nacional), mas do atual modelo de Brasileirão o Verdão tem 4 e o Peixe 2, da mesma maneira que o São Paulo tem dois títulos intercontinentais organizados pela montadora de carros e 1 pela Fifa. Ou então aceitamos AS DUAS unificações.

Para mim não muda nada. E para você?

CHAZINHO DE COCA - MAZEMBE FEZ HISTÓRIA



O Internacional perdeu para o Mazembe na semifinal do Mundial Interclubes. Uma decepção retumbante para o torcedor colorado, óbvio. Mas fracassou na temporada um clube campeão da América?

“Fracassou” é um termo pesado demais. Ele diminui o êxito que conduziu o clube ao jogo de ontem e mais, diminui o feito histórico dos africanos.

Saiba o amigo que me acompanha que ontem o Mazembe fez história em Abu Dabhi. Colocou pela 1ª vez o continente africano em uma final de mundial.

Sabe quando foi a única vez em que uma final da competição não teve um sul-americano e um europeu? Na conturbada edição de 2000, disputada no Brasil e que teve dois sul-americanos na final.

O Mazembe pôs fim a idéia dos que sempre se perguntam “o que asiáticos e africanos fazem no mundial?”

Eles disputam a final. Essa é a resposta.

É feito suficiente para por fim a outra atrocidade.

Ou alguém acha justo que o próximo clube africano tenha que disputar um jogo a mais que sul-americanos e europeus? Mantida a atrocidade, que então o próximo sul-americano dispute esse jogo. Ou o europeu, dependendo do que a Inter de Milão fizer hoje.

O Mazembe acabou com a fina casca de moralidade que dava aval a essa regra estapafúrdia.




14 de dez. de 2010

IMORTALIZANDO O PAI DO GOL

O futebol nos concede craques dos campos que se tornam ídolos para uma vida inteira. Mas de tão generoso que é, nos dá também craques e gênios das palavras, dos textos, do gol falado, do gol narrado.

Tenho hoje 31 anos e desde a infância os gols da minha vida tem uma voz. Sempre a mesma voz.

Aprendi a admirá-lo através de uma paterna e alviverde influência. No início da adolescência, já devidamente influenciado, mas sem a companhia do influenciador, o adotei como o ídolo de fora dos campos.

Na tarde fria de 12 de junho de 1993 ele narrou O GOL da minha vida de tantos outros gols de uma vida.

Por causa dele tornei-me um viciado em rádio AM. Um louco pelas transmissões esportivas que chegam aos ouvidos pelas ondas do rádio. Tornei-me adepto do rádio na orelha e da TV no mudo em dias de jogos do Palmeiras. Do rádio na orelha e olhos no campo quando estou no Palestra ou onde quer que o Palmeiras esteja.

Não há paralelos vivos ou atuantes para exemplificar José Silvério. Na história são poucos. Na minha história não há nenhum.

Silvério, o Pai do Gol, agora é um imortal. É o campeão entre todos os campeões da narração esportiva. De tão fenomenal, deixa de ser concorrente no prêmio ACEESP e passar a ser troféu.

De agora em diante o Troféu de Melhor Narrador Esportivo passa a se chamar José Silvério. Os vencedores a partir de agora serão “José Silvério” por uma temporada.

Foram 10 premiações, sendo 7 consecutivas. Incomparável Silvério.

Ao Pai de todos os meus gols, os meus parabéns e o agradecimento por eles - por ele - por aquele do dia 12 de junho de 1993 em que ele soltou a sua voz.

CHAZINHO DE COCA - COMPARADANDO O EQUIPARADO

Enfim a CBF tomou uma atitude sobre a polêmica acerca da equiparação de todos os campeonatos disputados nacionalmente. Vitória dos que eram favoráveis.

O amigo que acompanha o que eu escrevo aqui ou em minhas redes sociais, sabe bem o que penso a respeito. Refresco então a memória dos que se esqueceram.

Palmeiras e Santos são os maiores campeões nacionais desde que esse âmbito passou a ser aplicado. São ao todo 8 títulos de amplitude nacional para cada lado.

Para o Palmeiras, metade disso conquistado dentro dos “atuais” moldes de nosso Campeonato Nacional. Nesse ponto o Santos tem 2.

Nunca foi colocada a prova a importância dos títulos do Roberto Gomes Pedrosa e da Taça Brasil. Como não será colocada se em algum tempo o Campeonato Brasileiro for aposentado também.

Ao mesmo tempo em que essa medida coloca tudo sob a mesma nomenclatura e dá a sensação de que a justiça foi feita, pode-se pensar que os mesmos que reivindicaram isso não davam o devido valor as suas próprias conquistas do passado. Conquistas que pavimentaram e traçaram o perfil de gigantes que seus clubes hoje ostentam.

Não vou entrar na pilha de ser contra ou a favor. Para mim dá na mesma.

Palmeirense que sou, continuo convicto na questão de que meu clube é o maior campeão nacional do Brasil, ao lado do Santos. Pouco importando se são Brasileirões, “Robertões”, “Tações” ou “Copões”.

Mas os exercícios que essa questão nos permite fazer são interessantes.

Existem os que acham que a fórmula define o paralelo entre as competições. O que penso ser até plausível. Nesse ponto a Taça do Brasil deveria ser equiparada sim a nossa atual Copa do Brasil. Isso tornaria Santos e Cruzeiros os maiores campeões desse torneio com 5 títulos cada. O Palmeiras teria 3.

Assim seriam unificados os títulos do Roberto Gomes Pedrosa com o atual Campeonato Brasileiro.

Isso faria de Palmeiras e São Paulo seus maiores campeões com 6 títulos cada.

Mas abre-se assim uma série de precedentes. O que fazer com a Copa dos Campeões que foi disputada no início dos anos 00´s e dava vaga na Libertadores? A Copa União é o que? E a João Havelange?

Como imaginar um clube sendo bicampeão brasileiro no mesmo ano? Sim, o Palmeiras é bicampeão brasileiro de 1967, onde conquistou a Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa.

Esse simples fato já não demonstra o amplo domínio que o Palmeiras exercia no cenário da Bola. Não é magnífico pensar assim?

Com a equiparação, todos os clubes campeões passam a ser detentores de todos os campeonatos nacionais, afinal virou tudo uma coisa só. Antes disso nem todos podiam se dizer campeões de tudo.

Vejam também que agora Pelé, Coutinho e Pepe passam a ser os jogadores mais vezes campeões do Brasileirão.

Já não eram os maiores antes de mudar a nomenclatura? Claro que eram.

Roberto Dinamite continua sendo o maior artilheiro do Brasileirão? Possivelmente não.

Essa é uma conversa que só vai servir para alimentar discussão de mesa de boteco. Para os que de fato pensam um pouco mais além do copo de cerveja, nada muda. Palmeiras e Santos já eram recordistas anteontem, independentemente da nomenclatura que se dê as competições.

Cheers,

7 de dez. de 2010

CHAZINHO DE COCA - CARTA DE UM AMIGO TRICOLOR

João Paulo,

Lendo seu texto me veio à cabeça um filme, daqueles épicos. Tudo começou em 2009 após aquela arrancada magnífica, de um time que ficará marcado para sempre como "time de guerreiros". Pode ser uma alcunha de quem apenas é esforçado e não se tem técnica para ganhar os jogos, mas não, apenas é uma forma de mexer com o brio daqueles jogadores que tanto sofreram, apenas uma forma de dizer que sem garra não se vai a lugar algum e depois de 26 anos chegamos. São caras que jamais irão ser esquecidos pelos torcedores que tanto comeram o pão que o diabo amassou.

Chorei a Libertadores. Chorei também em silêncio na Sulamericana, mas hoje eu choro, de uma emoção enorme, de uma felicidade, pois “quem espera sempre alcança" e alcançamos.

Mas lembrando que tudo começou ano passado, naquela virada fenomenal, onde pouquíssimos acreditavam, apenas aqueles que sofreram em silêncio.

Hoje fez 1 ano daquela batalha em Curitiba. Hoje faz 1 dia após a tremenda conquista do campeonato brasileiro. Pois é, ser tricolor é sofrer com gosto, é sentir marcas profundas num céu tão alto.

Assim se faz Fluminense, aquele clube que me orgulha pelos feitos, que me fez virar cidadão e saber exatamente o que é a palavra amor.


Obrigado pela homenagem, pelo reconhecimento e principalmente, por saber que este clube, este que ganhou o título nacional ontem, figura entre os grandes, porque ele nasceu assim, ficou num profundo coma, mas jamais deixou de ser gigante!


Abraços e saudações tricolores

Roberto Borati. 1970/1984/2010.
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Resposta:

Bob meu velho, sem palavras. Quem agradece aqui sou eu. O que fiz foi pouco perto da significância que sei que essa conquista tem pra você e os seus iguais. Torcemos por agremiações distintas, com histórias distintas, mas que co-existem, se completam e tornam o futebol brasileiro essa coisa fantástica e cheia de cores.

Parabéns e obrigado,

6 de dez. de 2010

CHAZINHO DE COCA - TRÊS CORES QUE TRADUZEM TRADIÇÃO

Salve o querido pavilhão,
Das três cores que traduzem tradição.

Passaram-se 26 anos sem que as 3 cores que tanta tradição carregam não davam o tom do país.

O torcedor do flu teve nesse tempo todo que conviver com situações as quais não são inerentes as grandes instituições do nosso futebol.

Os rivais sabem que reside alí, naqueles rebaixamentos para a 2ª e depois 3ª divisão, a ferida aberta do tricolor. A virada de mesa que levou (e lesou) o Fluminense de volta ao posto de onde ele não deveria jamais ter saído, mas que uma vez fora, deveria ter sido retomado por méritos do campo e não por deméritos morais dos que o "conduziam". Então os rivais apertam, rasgam, inflamam o ferimento que por tempos pareceu não ter cicatrização.

Os mesmos que terão que agora reverenciar o Flu como o melhor do Brasil. A cicatriz está fechada. Ao menos por enquanto.

O verde, branco e grená são as cores do Brasil desde ontem. Desde o 05 de dezembro de 2010 que jamais sairá das memórias do seu torcedor. Como aquele 24 de maio de 1984.

Não como nos tristes episódios de sobe e desce. Da volta insalubre que agora contrasta com o doce sabor da vitória legítima. Da vitória nos campos. Dos pés e cabeças do melhor de todos. Da cabeça de um comandante que de tão bom carater, disse não a uma seleção que já foi do Brasil, mas que hoje tem dono e que certamente não é tipo de gente a qual ele queira chamar de chefe. Muricy disse não a seleção para no final do ano ser campeão. Campeão com o Flu. Pelo Flu.

Deixo aqui com rasas palavras, mas com o prazer de dedicá-las a quem merece, os parabéns ao torcedor do clube que tem o 2º hino mais bonito do futebol. E que teve na figura do mito Nelson Rodrigues a máxima que eleva ao máximo o orgulho e a honra dessa gente. Já dizia o gênio:

"O Fluminense é o único time Tricolor do mundo. O resto são só times de três cores.



Post dedicado a Roberto Boratti. Tricolor de tradição, de coração, do Pavilhão.

26 de nov. de 2010

O FEROZES FC APÓIA A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS TORCEDORES (ANT) E PEDIMOS: FORA RICARDO TEIXEIRA!

O Futebol não pertence a A ou B, embora hoje tenha dono. O futebol é nosso, do povo, da verdadeira razão para qual ele foi criado e pelo qual se tornou o que é.

Responda aos questionamentos abaixo. Veja se você se enquadra no perfil de "formiguinha" e torne-se um associado da ANT. (Questionário desenvolvido pela ANT).



Você acha que futebol é coisa de rico?
Você acha certo ninguém dar satisfação sobre os gastos no futebol?
E a fortuna cobrada pelos ingressos, você concorda?
Os jogos no meio de semana que terminam meia-noite, têm o seu apoio?
Você acha que lugar de pobre ver jogo é no boteco da esquina?
Você não está nem aí pra hora e dia dos jogos do seu time, definidos pela TV?
Está satisfeito com o esquema de transporte nos dias de jogo?
Você acha que os torcedores são todos “doentes” e que não sabem se organizar?
Se você respondeu não a todas as perguntas, está na hora de se juntar à nossa torcida


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http://www.lancenet.com.br/copa-do-mundo/Associacao-Nacional-Torcedores-Ricardo-Teixeira_0_379162101.html



5 de DEZEMBRO: DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A ELITIZAÇÃO DO FUTEBOL


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25 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - NAS LÁGRIMAS DOS QUE TE QUEREM BEM

Texto: João Paulo Tozo

Havia pensando em usar o termo “pacaembuzaço” como ponto de partida para minha coluna sobre a tristeza de ontem, mas Mauro Beting e Milton Neves, mais do que eu em tudo quando se pensa em textos, em termos, em palavras do jogo jogado com a bola nos pés, já usaram a referência em suas inserções no rádio e internet.

Pensei então em focar no jogo do campo, no jogo dos números, no jogo dos erros, dos acertos, dos erros e dos erros, dos erros e dos erros incessantemente corriqueiros . No jogo da superação. No jogo da decepção.

Referências chegam aos montes. Na tristeza meu cérebro parece trabalhar melhor. Intrigante. Preferia então ter sempre dificuldades ao pensar no que escrever.

Penso...

Os dois são verdes. Um Verdão de cada lado. Um maior na história. Outro maior ontem no campo. Um maior na superação. Outro maior na decepção.


Paralelos básicos demais.

Pensei então em evocar a minha linhagem, minha estirpe, minha família verde dentro da família de sangue e verter algumas lágrimas enquanto escrevo. Mas já fiz uso desse artifício em algum outro momento de tristeza gerada pelo mesmo agente causador.

As enxugo...

Os velhos de velhas idéias que tornam a esperança Verde de dias melhores em desgosto nos tristes dias que nunca melhoram poderiam ser alvos de uma raiva canalizada há tempos. Mas acho que já direcionei minha voadora imaginária a eles em algum momento.

Pensando...

Cara, quantas razões e momentos já tive para escrever sobre tristezas e decepções pintadas em verde e branco. Até quando me darão munição?

Já virou arsenal.

A postura blasé na derrota não é nosso forte. Ser blasé em momento algum nos parece ser postura digna de quem diz torcer. O verde de alma derrama sua lágrima na tristeza. Mas também na alegria. Faz tempo, mas lembro-me de muitas que derramei por motivos de nobreza verde. Nós as derramamos. Simplesmente.

E que assim continuemos. Por que por mais que existam velhos de velhas e cretinas idéias dos quintos dos infernos. Jogadores sem vinculo, sem paixão, sem respeito, sem condição. Por mais que sacanas oportunistas tentem demover do imaginário popular a sensação cheia de razão de que naquela sociedade esportiva reside um gigante, ferido é verdade, mas gigante na história dos campos e dos cantos. Enquanto houver quem por ele derrame lágrimas de alegria ou tristeza, o Gigante Verde permanecerá.

“Melhor do que vencer é ter um time pelo qual torcer” (Mauro Cezar Pereira)

24 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - SOBRE TORCER E DISTORCER.

Texto – João Paulo Tozo

"...um país em que torcedor vai a campo torcer contra o próprio time e depois se queixa dos políticos que ele mesmo elege, sua alma e sua palma"

Se o futebol reflete em si e nos que o cercam muitas das facetas de nossa sociedade, a frase de Juca Kfouri citada acima traz a tona uma faceta bem feia de um filão dela. Rompe uma camada bem fina de civilidade e expõe as deformidades que por muitas vezes levam a massa a certas atrocidades.

TORCER significa: “Demonstrar (o apreciador de prélios esportivos) com entusiasmo, gesticulando e gritando, o desejo de que vença o clube ou equipe de sua simpatia”

A semântica do termo está aí. Mas quem torce de verdade pelo seu clube não precisa de explicações ou denominações, ele simplesmente exerce o torcer. Torce a favor da instituição com a qual ele simpatiza. Com a qual ele possui relações sanguíneas, espirituais, transcendentais, humanas, universais. Nunca ligações boçais, criminais.

Conheço a história de muitos clubes, gosto de futebol, de quem faz dele o mais incrível dos esportes. Mas meu coração pertence a apenas um. Aquele com o qual minhas raízes se confundem, se unem, mas nunca se punem.

Quando falo de futebol, falo do que eu gosto, do que me gera prazer. Quando falo do Palmeiras eu torço. Pelo Palmeiras eu torço. E só por ele eu torço.
O fato de eu torcer por ele, imediatamente impacta em torcer contra todos os seus outros rivais. Contra TODOS eles.

Só que para torcer contra eles eu não preciso torcer contra o Palmeiras. Como torcedor, torço para que o Corinthians seja derrotado pelo Vasco. Que deixe de ser campeão por demérito próprio. O que é diferente. MUITO diferente.

Nutro prazer pela rivalidade. Não pela imbecilidade de ver em meu contrário o meu inimigo. O meu rival eu quero vencer. Meu inimigo eu quero que deixe de existir.

No domingo, peço ao amigo palmeirense, torça contra o Corinthians. Nunca, jamais, contra o Palmeiras.

Se outros o fazem, deixe-os. Os outros são os outros. Zele pelo que é seu, pelo que é nosso. Pelo que por todos nós existe. Pelo que para todos nós continua surgindo alviverde e imponente nos gramados do mundo e nos orgulha tão profundamente na alma.

22 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - FESTIVAL PLANETA TERRA E SEUS PARALELOS NO BRASILEIRÃO 2010.

Sábado 20 de novembro de 2010: No "parquinho" mais clássico do Brasil, indies, rockers, patricinhas, gaiatos e entusiastas de todos os tipos puderam nas mais de 10 horas de folia e entre um "mergulinho" e outro no "fanfarronico" e "pneumônico" Splash, curtir o melhor festival musical do país.

O Festival Planeta Terra é sucesso há 4 edições. Apostando sempre na mescla de bandas que são sucesso hoje e nas que foram sucesso ontem, hoje e serão pelo resto dos tempos em que ouvidos vitaminados possuírem corpos humanos que os carreguem.

Não sei por ser minha 1ª vez no festival, mas fiquei estupefato diante da organização jamais notada por mim em outros eventos do tipo. Talvez mais pontos de venda de fichinhas sejam necessários, mas diante de todo o aparato notado isso se tornou irrisório.

Por volta das 16:30 eu lá estava bebericando cervejas geladas com os amigos presentes. Minhas expectativas giravam em torno do Phoenix e das clássicas Pavement e Smashing Pumpkins. Mas fui surpreendido já pelo ótimo show do Of Montreal. Aliás, não por acaso, todas bandas que já foram trilha sonora nos programas do Ferozes Futebol Clube.

O show dos franceses do Phoenix foi o tipo de coisa que você assiste incrédulo e termina extasiado. A sensação final é a de "Porra, valeu o ingresso!".

Teve até mergulho e "nado" épico do carismático Thomas Mars no público. Nas mãos da galera, o bichão foi até o meio onde subiu em uma escada que dava numa cadeirinha com a melhor visão do evento. De lá ele foi ovacionado e eleito o "craque" do festival.





Não sei definir o som do Phoenix. O amigo sabe?

Eles vivem em uma linha tênue entre o alternativo e o eletrônico. Embora os próprios dizem fazer parte da mesma cena de Air e Daft Punk. Enfim, pensar em um rótulo é o que menos interessa. O som é uma maravilha.

Por falar em Daft Punk, diziam milhares de bocas pequenas que o mitológico duo eletrônico faria uma ponta no show dos caras. Criou-se uma expectativa descabida e que foi facilmente esquecida diante do mais do que auto-suficiente show do Phoenix.

A imprensa musical está parecendo a esportiva e a especulação rola solta. Como bem definiu o camarada Jurandir Joy.

A outra história que rolava solta era a de que os líderes de Pavement e Smashing Pumpkins sairiam na porrada no backstage. Não notei nenhum olho roxo em ambos.

Fato é que o show do Phoenix trouxe uma responsabilidade ainda maior para os clássicos Pavement e Smashing Pumpkins, que vinham na sequencia.

O Pavement eu acabei acompanhando mais a distância. Suficiente para notar que 50% do pessoalzinho saiu do Main Stage assim que o show começou. Ato falho de uma geração que se mostra cada vez menos tolerante aos alicerces dos bons sons. O imediatismo dessa galera assusta. O bom de hoje não significa nada amanhã. O de "ontem" então sequer existe em seus repertórios. Ruim para eles.

Perderam um show competente de Stephen Malkmus e cia.

Com o fim do bom show do Pavement, abriu-se então espaço para o show mais aguardado da noite para a maioria do público. A galerinha voltou ao Main Stage.

O careca Billy Corgan estava lá e trazia com ele a responsabilidade de ter criado uma dezena de clássicos noventistas que dataram uma geração inteira.

Billy estava lá, o Smashing Pumpkins estava presente, mas não em essência. O show foi morno. Billy Corgan parecia tocar para si e o setlist não ajudou a ganhar plenamente o público. Os clássicos “Bullet with butterfly wings”, “Today”, “Tonight, tonight” e “Ava adore” foram tocadas de forma desleixada e as faixas mais recentes, destacadas pela banda ao longo da apresentação, não eram exatamente o que os ávidos fãs queriam escutar. Ou não apenas elas.

O atual Smashing Pumpkins é na verdade uma banda de apoio a Billy Corgan. O pessoal é bom, mas não recebem nenhum tipo de destaque. O foco é só o mito Billy Corgan. E olha que a baixista Ginger Reyes merecia um pouco mais de holofotes.


Domingo, 21 de novembro de 2010: Corinthians, Fluminense e Cruzeiro disputam o título do Campeonato Brasileiro, há 3 rodadas do término da competição.

As expectativas giram todas em torno de um careca que fez muito sucesso nos anos 90 e início dessa década. Seu time é bom, aparece como franco favorito a conquistar o título desse ano.

O Fluminense precisa fazer a sua parte para mostrar que pode ainda terminar o BR10 como protagonista. Conta com um carismático e bom de bola argentino em seu meio-campo. Favorito a ser eleito o craque do campeonato.

O Cruzeiro corre por fora, tentando fazer com que o seu estilo mais clássico, mais bem jogado, possa ainda fazer o sucesso de outrora. Tem na figura do já rodado meia Roger a esperança de levar seu bom jogo ao topo.

Ao final da rodada notou-se que o Corinthians, time do careca Ronaldo, perdeu fôlego e com isso deixou de ser a estrela do evento. O Fluminense surpreendeu e venceu seu difícil compromisso por 4X1, com destaque para o carismático Conca e tornou-se sucesso de público. E o Cruzeiro segurou bem a sua escola de futebol mais clássico e mesmo que hoje não seja a estrela de outras temporadas, tem ainda gás para tornar-se protagonista.

Não é a toa que o Ferozes FC banca esses paralelos entre música e futebol. Eles são tão óbvios.

Como óbvio é também que show do Phoenix foi meu predileto, o que não quer necessariamente dizer que o seu paralelo na rodada de ontem do BR10 já tenha atingido o sucesso definitivo da temporada. Mas está próximo.

Deixo os amigos na cia do Phoenix, com vídeo tirado do show de sábado no Planeta Terra. Os caras começaram “só” com Lizstomania. Sente o clima:






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Cheers

18 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - "APELÃO" MARCOS ASSUNÇÃO DECIDE OUTRA VEZ E APROXIMA VERDÃO DA FINAL.


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Carlos Costa (p/ Lancenet)


Inteligente que é, o amigo palmeirense deve concordar que o atual elenco alviverde não dispõe de peças capazes de suprir determinadas ausências.

Valdívia faz uma falta tremenda e já vimos que Lincoln não é seu substituto. Não lhe falta condição técnica, falte, talvez, atitude (?).

Tinga é promessa. Tem lampejos. Mas é inconstante.

Valdívia não tem substituto em sua função. Em sua função. PONTO. Pois substituto para decidir partidas ele tem.

Quem de fato vem desequilibrando e decidindo jogos e classificações é o volante Marcos “ARCEnssão”, como disse ontem Mauro Beting na transmissão da Rádio Bandeirantes.

Limitado em opções, o time verde vem surpreendendo e caminhando a passos largos rumo a um título internacional que não vem desde 1999. É um time que já tem a cara de Felipão.

É um time bem definido taticamente. De fibra, que vibra e vem cumprido as determinações do chefe. Ainda que as peças dispostas não sejam exatamente as que lá deveriam estar. Sem um centroavante de qualidade, Felipão ainda precisa tirar Kleber de sua função e lá colocar o esforçado, porém limitadíssimo Luan.

Opção com a qual eu não concordo muito, pois se Luan justifica sua presença pela força de vontade, a mesma não falta a Kleber, que se atuasse na função de Luan, que é a sua de origem, poderia render mais. Na falta de um centroavante de qualidade, mande Tadeu. Dentro da área, de repente a bola esbarra nele e entra. Em Luan isso não vai acontecer. E Kleber não é centroavante. Então acho que o Palmeiras perde duas vezes com essa atual configuração de ataque.

Na ausência técnica de Vitor, vai o coringa Márcio Araújo na lateral direita.

A identidade tática do Verdão esbarra na limitação técnica do elenco. Mas ganha força e projeção na fase espetacular de Assunção.

Ciente de sua importância ao time, Assunção travou desde os primeiros minutos um duelo particular com o goleiro Harlei. Aos 4 minutos o primeiro disparo de um bombardeio que se sucedeu. Esse longe do gol. Como se ainda estivesse calibrando a pontaria.

Depois mais duas faltas venenosas e que complicaram as defesas de Harlei. Depois um tiraço de fora da área que passou lambendo a trave. E limitava-se a isso as tentativas do Palmeiras. O Goiás, frágil, sem força para assustar mesmo em seus domínios, tentava algo atabalhoadamente e abria espaços para contra-ataques puxados por Luan. O que pode explicar a ausência de boas chances de ataque.

Se o 1º tempo do Palmeiras teve como característica o jogo de Luan, o 2º foi de Marcos Assunção. O que também deve explicar a melhora no jogo e o tento no placar.

Se de bola parada não estava acontecendo, então foi com bola rolando que ele marcou mais um dos tantos golaços na temporada. Logo aos 3 minutos. Na gaveta esquerda, um petardo indefensável.

Após a partida, um amigo deu a seguinte definição em minha página no facebook:
Wellington Romualdo "Gol do Apelão! Apertou quadrado e direcional pra baixo. haha"

O Goiás pouco produziu e quando o fez, Deola lá estava para confirmar sua ótima fase. Definitivamente o problema do Palmeiras não é a defesa.

E por enquanto os problemas ofensivos vão sendo sanados com os "tomahawks" de Assunção. É uma arma e tanto, mas não pode ser a única. Ainda que esteja sendo ela a condução verde rumo a cada vez mais próxima final da Copa Sulamericana.
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Deixo o camarada que me acompanha na cia do Alice in Chains, ainda com o saudoso Layne Staley nos vocais, em sua histórica passagem pelo Brasil em 1992 - Alice in Chains - Bleed The Freak:



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12 de nov. de 2010

A HISTÓRIA DO GOL OLÍMPICO

Ainda empolgado com o gol olímpico de Marcos Assunção na partida em que o Palmeiras eliminou o Atlético MG e classificou-se para as semifinais da Copa Sulamericana, resolvi trazer para o Ferozes FC um texto sensacional e que conta a história acerca da origem do “GOL OLIMPICO”.

De autoria do grande Alexandre Aníbal, do ótimo site Futebol Portenho.

A história do gol olímpico

No dia 2 de outubro de 1924, mais de 30.000 pessoas testemunharam um feito que se transformou num marco do futebol argentino e mundial. Cesáreo Onzari, um ”interior” esquerdo que jogava no Huracán, marcou um gol diretamente da cobrança de um escanteio. Foi num amistoso entre Argentina e Uruguai, o então campeão olímpico. O gol inédito ficou marcado e, desde então, cada gol feito como "Onzari nos olímpicos" passou a ser denominado “gol olímpico” em toda a América e em alguns países da Europa.

O clássico do Rio da Prata teve sua importância ainda mais aumentada depois que o Uruguai conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris. Logo após a chegada dos uruguaios em sua terra natal, a Associação Uruguaia de Futebol organizou dois amistosos com a Argentina. O primeiro jogo foi realizado no dia 21 de setembro em Montevidéu e terminou empatado por 1 a 1. Uma semana depois, o segundo jogo foi disputado em Buenos Aires. O estádio do à época poderoso Sportivo Barracas tinha capacidade para 40.000 pessoas. No entanto, a expectativa gerada pela partida superou as expectativas e foram vendidos 42.000 ingressos. Com os convidados, sócios e afins, o número de presentes no estádio chegou a quase 60.000. Assim, o jogo começou com muita gente na beira da linha lateral. Com apenas quatro minutos de jogo, o árbitro da partida decidiu suspender a partida. Houve incidentes de violência e alguns feridos.

Uma nova partida foi marcada para o dia 2 de outubro, com algumas medidas de segurança. Entre elas, cercar o campo com um alambrado de um metro e meio de altura, diminuir a quantidade de ingressos à venda e aumentar o preço das entradas. Com isso, o público estimado ficou em 30.000 pessoas.


Onzari anotou o mítico gol aos 15 minutos do primeiro tempo. Cea empatou para os uruguaios aos 29 e Tarasconi fez o segundo para os argentinos aos oito minutos do segundo tempo. A Argentina ganhou por 2 a 1, mas o jogo não acabou porque a equipe uruguaia se retirou do campo faltando quatro minutos para o término da partida. Os argentinos acusaram os uruguaios de jogo violento, do qual foi vítima Adolfo Celli, que sofreu uma fratura na tíbia e na fíbula. Os uruguaios também reclamaram, mas da falta de educação do público presente no estádio, que atirou pedras e garrafas nos jogadores. O uruguaio Héctor Scarone deu um chute num policial e foi parar na delegacia.

O curioso nessa história é que até junho daquele ano não eram permitidos gols marcados diretamente da cobrança de escanteio. A regra foi modificada pela International Board, órgão que define as regras do futebol, no dia 14 de junho de 1924. E segundo relatado pelo árbitro da partida, a mudança na regra ainda não chegara ao conhecimento da Associação Uruguaia. No entanto, um jornal da época assinalou que a mudança já era conhecida há 15 dias pelos dirigentes do futebol argentino. Portanto, o gol foi validado sem que o árbitro conhecesse a mudança na regra.
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Alexandre Anibal é radialista, faz pós-graduação em Jornalismo Esportivo pela FMU e é locutor esportivo do site STI Esporte (www.stiesporte.com.br). Acompanha o futebol argentino desde os tempos de Roberto Pétri na Jovem Pan TV, é membro do Memofut brasileiro (Grupo de Literatura e Memória do Futebol) e CIHF argentino (www.cihf.org.ar) e já escreveu para os sites Trivela e Distintivos.com.br.
Site Futebol Portenho
www.futebolportenho.com.br

11 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - INSIGHTS ALVIVERDES E O PALMEIRAS NA SEMIFINAL DA SULAMERICANA




Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Tom Dib (p/ o Lancenet)

Lembro-me que na infância o meu grande sonho era ser uma daquelas crianças que entram com os jogadores do Palmeiras antes do início das partidas. Nunca cheguei nem perto disso.

Fui ter meus primeiros contatos com ídolos alviverdes depois de “velho”, devido, sobretudo, as minhas atividades junto ao Ferozes FC. Ademir da Guia, Dudu, Cesar Maluco. Gênio e Craques bandeiras da instituição, da nação. Momentos de raríssima felicidade. Mas “ultrajados” pela maturidade da idade. Deixar a “furtiva lacrima” escorrer diante do ídolo é aceitável para um trintão. Mas puxá-lo pelo braço e implorar para que ele demande toda sua atenção somente a você, não. Isso é aceitável somente se você for uma criança. Há 2 décadas deixei de ser. Perdi a chance, deixei o bonde passar. Posso, em algum tempo, com a minha futura prole, permitir que sintam o que eu não senti. Certamente o farei.

Como a molecada de ontem. Como um deles em especial. Não sei seu nome. Não sei quem ele é. Não sei nem porque eu estava atento ao seu clamor por atenção. Agarrado ao braço de Tinga, que apesar de ter condições de tornar-se ídolo, não é ainda um personagem histórico do Palmeiras. Mas ali, naquele momento, para aquele garoto, Tinga era Divino. Nunca será o Divino. Mas foi para o garoto. Na realidade Tinga era “apenas” o portador de uma paixão alheia. Da paixão do garoto. E o garoto era o que eu sempre quis ser quando criança. Ainda sozinho, sentado na mesa do L´osteria Palestra Italia, tomando a primeira de tantas cervejas que me fizeram companhia. Inflamei meu orgulho de pertencer a essa estirpe. De ficar feliz pelo meu próximo. Minha noite estava ganha. Meu palestrinidade estava enorme. Mais um dos meus tantos insights esmeraldinos.

A noite foi de festa. A classificação já estava bem encaminhada. O Palmeiras completo. O Pacaembu repleto.

A triste constatação de que o craque Valdívia tem certamente algo além de uma mera fibrose preocupa. Não por ontem. Pelo que está por vir. Ele é o diferente do time. É dele que se espera a jogada improvável, o fator decisivo no momento de dificuldade.

Contra Goiás ou provavelmente Avaí - ambos os times próximos de deixar de pertencer a elite – talvez Valdívia possa ser substituído por Lincoln que, em conjunto com Marcos Assunção, gera um eficiente nível de qualidade no setor de criação do time. Vide a partida de ontem, diante do bom mistão do Galo. A belíssima jogada do segundo gol, marcado pelo esforçado Luan, foi articulada por Lincoln.

Mas Lincoln é inconstante. A atuação destacada de ontem é conflitante com as anteriores, onde esteve mal. Bom de bola ele é. Mas não é Valdívia. E em uma provável final contra LDU ou Independiente (ou Tolima) é do Valdívia que o time irá precisar. Quem sabe, ao lado de Lincoln. Quem sabe, com Assunção metendo bolas na gaveta em cobranças de falta como as oito anteriores. Como ontem e seu 1º gol olímpico na carreira.

Contando com o ótimo setor defensivo dos bons Maurício Ramos e Fabrício, do excelente Danilo e do sensacional Deola, legítima cria da melhor escola de goleiros do planeta bola . Um setor que quase não é vencido. Que dificilmente leva mais que um gol. Que é o 2º melhor índice do BR10.

Felipão, “o cara” das decisões, “o cara” dos mata-matas, tem em mãos um time qualificado para levantar a 1ª Taça Internacional do Palmeiras desde a Libertadores de 1999. A sonhada Libertadores, que pode e deve chegar através da revitalizada Sulamericana. Assim como em 1998, quando juntos, Palmeiras e Felipão ergueram a Mercosul e pavimentaram o caminho rumo ao título da Libertadores seguinte.

Pode o clube repetir o feito agora. Mas a trajetória começa em 2010, com a Sulamericana e necessariamente passa pela presença e pelos pés habilidosos de Valdívia, o “diferente”.

E ele é tão diferente que até canta o hino do Brasil. Mano Menezes deve se coçar para não convocá-lo (risos).
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Despeço-me dos camaradas que me acompanham ao som de um petardo do Oasis. Uma releitura do clássico dos Beatles: Oasis – I am The Walrus:

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8 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - DEU CORINTHIANS NO CLÁSSICO




Texto: João Paulo Tozo

Do alto de toda a isenção que a situação me propiciava, às 17:00 horário de Brasília me sentei diante da TV para acompanhar ao clássico São Paulo X Corinthians.

Surpresa só no narrador escolhido pela detentora dos direitos de transmissão dos jogos – Milton Leite. Milton é hoje, ao lado de João Palomino e Paulo Andrade, ambos da ESPN Brasil, o melhor narrador esportivo de televisão no país. Bacana, gostei.

Encerraram-se aí as surpresas. Em campo o aguardado aconteceu.

O São Paulo que por pouca coisa poderia brigar nesse BR10, tornou-se agora praticamente mais um dos muitos “espectadores” do campeonato. As chances existem, mas são remotas.

Mais remotas ainda pelo futebol tricolor ao longo de toda a temporada. A hegemonia exercida nos últimos 7 anos acabou. Daquele time, só a figura ainda imponente de Rogério Ceni.

O meio campo são paulino carece de alguém pensante. Que até poderia ser Jorge Vagner, mas é por vezes do ainda inconstante Lucas. Quando o garoto não consegue ser decisivo, a acefalia mostra-se presente. Fernandão é só uma sombra do ótimo jogador que já foi. Ricardo Oliveira está mais preocupado em reclamar de passes de letra dados pelo adversário e que resultam em gol, do que tentar ele fazer o mesmo. Dagoberto briga, tenta e continua tentando. Sozinho pouco pode fazer.

Contra um Corinthians quase completo é muito pouco.

Completo não, com um jogador a menos. Ronaldo merece meu respeito pelo histórico, mas hoje mais atrapalha o esquema do que ajuda.

Ainda assim deu Corinthians e com sobras. Elias e Jucilei estão sobrando e cobrem a “ausência” de Ronaldo em campo.

Alessandro, que não vinha bem, ontem teve atuação tática importante. Resignou- se muitas vezes a fazer a cobertura para as subidas de Elias e Bruno Cesar. Por ali o São Paulo pouca coisa fez.

Digo isso há tempos. O time do Corinthians é muito forte. Falta elenco, faltam peças de reposição. E isso ficou muito claro no momento conturbado do time sem vitórias, com futebol pífio. Mas com a volta de todos complica e é difícil batê-los.

Ao São Paulo sobra o papel de “fiel da balança”. Pega ainda o Fluminense, o principal rival corintiano ao título. Sem ter pelo que brigar no ano, pode se dar “ao luxo” de demandar “pouca atenção” ao jogo. Não acredito em entregas de jogos. Mas que a volúpia não é a mesma não é. E nem se pode esperar o contrário.

A Copa do Brasil em 2011 pode servir para o SP rever seus conceitos, seus sobressaltos, seu elenco.

Ao Corinthians resta a opção de vencer e torcer muito contra o Fluminense, que como ele voltou a se acostumar com as vitórias.

Cheers,