Ainda sobre a equiparação dos títulos nacionais, segue a minha opinião na coluna de ontem:
http://ferozesfc.blogspot.com/2010/12/chazinho-de-coca-comparadando-o.html
Dito isso novamente, venho aqui estimular o livre exercício de pensamento entre os caros.
Dom Pedro não foi presidente do Brasil, mas foi mandatário. Não havia república. OK. Logo não há motivos para dizer que os campeonatos nacionais anteriores a 1971 são igualmente importantes aos disputados após essa data, mas o foram em outros momentos e bla, bla, bla.
Este exemplo foi usado pelo PVC em sua coluna e parece que Marco Aurélio Cunha também fez usufruto do mesmo exemplo em uma de suas costumeiras galhofadas – andava meio sumido o vereador, não?
Bem, trata-se, de fato, de um exemplo aplicável. Também não vejo necessidade de dizer que é tudo igual. Para mim eles sempre foram importantes e mais, me davam argumento para dizer que o Palmeiras era campeão de todos os títulos nacionais possíveis e imagináveis. Coisa de torcedor, sabe como é que é, né?
Mas porque o vereador não vem a público explicar a razão pela qual o seu São Paulo faz tanta questão de se dizer tricampeão mundial, sendo que dessa edição organizada pela Fifa ele só tem um título?
“A Fifa unificou os títulos, seu Zé Mané!”
Oras, oras, estou apenas colocando a questão para discussão. Por que se a unificação dos nacionais não é válida, também não é a dos mundiais. Ou então ambas são. Ou então deixamos como sempre foi:
Palmeiras e Santos continuam com 9 títulos de âmbito nacional (sim, a Copa do Brasil também é nacional), mas do atual modelo de Brasileirão o Verdão tem 4 e o Peixe 2, da mesma maneira que o São Paulo tem dois títulos intercontinentais organizados pela montadora de carros e 1 pela Fifa. Ou então aceitamos AS DUAS unificações.
Para mim não muda nada. E para você?
15 de dez. de 2010
CHAZINHO DE COCA - SOBRE UNIFICAÇÕES DE NACIONAIS, DE MUNDIAIS E BLA, BLA, BLAS
23 de set. de 2010
Café com Leite: De virada é mais gostoso!
16 de jul. de 2010
Chazinho de Coca - Palmeiras vence o clássico. Sob o "Efeito Felipão".
Texto: João Paulo Tozo
Imagens: Tom Dib
Se o Verdão havia perdido Cleiton Xavier horas antes do clássico contra o Santos, por outro lado tinha a estréia de Kleber Gladiador e – ao menos no mérito técnico – a estréia de Ewerthon, que fez seu melhor jogo desde que chegou ao Palestra Italia. Com Lincoln – outro destaque do time - mais centralizado e armando o jogo, estava formado o triangulo que fez uma fumaceira dos diabos pra cima da zaga santista.
O Peixe vinha com Ganso no banco, recuperando-se de artroscopia e sem Robinho, que estranhamente pediu para não jogar.
Murtosa e Felipão trancaram o Palmeiras escalando Edinho como um falso 3º zagueiro, por vezes aparecendo a frente, enquanto Assunção e Marcio Araujo se seguravam.
Entretanto o gol saiu em falha de Maranhão, que afastou mal o cruzamento verde. Inteligente, Kleber ajeitou de cabeça para Ewerthon que vinha de trás e que com extrema felicidade acertou um petardo indefensável, no ângulo direito de Rafael. Um golaço!
Daí o jogo ficou bom. O Santos partiu pra cima e passou a deixar espaço para as rápidas investidas de Kleber e Ewerthon. O Peixe esbarrou também na má jornada de Neymar, mais preocupado em reclamar da marcação do que em jogar futebol.
O Santos era quem dava o tom do jogo. Quando partia pra cima, o Palmeiras postava Kleber e Ewerthon abertos nas pontas. Quando diminuía o ritmo o jogo, Edinho voltava e formava o tripé da defesa. Tava ruim pro Santos.
O 2º tempo começou e o panorama permaneceu o mesmo. Mas o Santos voltou com Ganso no time.
Aos 14 minutos uma alteração estranha no Palmeiras. Murtosa e Felipão sacaram Lincoln, que vinha muito bem e era o cérebro do time, e promoveram a estréia de Tinga.E dava pra ter cornetado essa mudança. Mas aí o “Efeito Felipão” funcionou outra vez.
Felipão não é só competente, tem estrela. Muita estrela. A alteração que seria xingada por qualquer um, mal teve tempo de sofrer os xingamentos. Em seu 1º lance Tinga recebeu aberto pela esquerda e enfiou o canudo, a bola ainda desviou em Edu Dracena e matou o goleiro Rafael.
O Palmeiras batia no Santos e ainda jogava bem. Felipão tirava um destaque do jogo e colocava uma jovem promessa e a coisa funcionava. Palmeiras e Felipão é de fato uma parceria diferente.
A dupla de comandantes continuou mexendo no time. Depois veio Patrick no lugar de Ewerthon e Tadeu no de Kleber. E ambos vinham bem no jogo.
Dorival Jr mandou Marcel no lugar de Neymar, que saiu soltando fogo pelas ventas. Só que a alteração surtiu efeito, tornando a reclamação de Neymar injustificável.
Ainda que na base do abafa e dos cruzamentos, jogo que não é característico do Peixe, aos 38 pintou outro golaço. Dele, de Marcel.
O Cruzamento veio da direita, o centroavante dominou no peito e encheu o pé, a bola ainda tocou no travessão e dormiu dentro da rede. Ainda teve tempo do Santos meter uma bola na trave. Mas não seria justo o empate.
O Palmeiras foi mais time ao longo do jogo e fez sua reestréia no BR10 com o pé direito. E também sob o “Efeito Felipão”.
Despeço-me da ferocidade cheia de ginga que nos acompanha com um clássico do AC/DC - You Shook Me All Night Long:
Cheers,
27 de mai. de 2010
Menino da vila: Em noite do Guarani, Deu Santos.

Texto: Gregório Possa
Foto: Globoesporte.com
O Cenário da partida indicava ao torcedor a certeza de mais uma vitória tranquila, afinal de contas o Santos atuava em seus domínios, os meninos estavam de volta a campo e o adversário era o Guarani, aquele mesmo time que sofreu impiedosos 8x1 há tão pouco tempo atrás pelas oitavas de final da Copa do Brasil, porém a única semelhança com aquele jogo foi o adversário vestido com as cores bugrinas, já que nenhum dos 11 titulares do Bugre que entraram em campo nessa noite estiveram presentes naquela partida.
A primeira etapa mal começou e logo aos 2 minutos, Neymar - com suas belas trancinhas - recebeu lançamento de Ganso e após limpar o zagueiro, chutou fraco no canto para abrir o placar. A impressão de uma nova goleada santista logo se desfez, o Guarani impôs seu jogo e com jogadas de muita velocidade conseguiu criar 3 chances em 3 minutos, obrigando Felipe a executar algumas boas defesas. O Santos errava passes e a fraca retaguarda santista que vem incomodando a torcida desde o começo do ano, falhava constantemente e logo o Bugre empatou em bela cobrança de falta do bom e velho Baiano que apesar da idade continua correndo feito um menino e batendo muito bem na bola. 1x1 na Vila.
Na volta do intervalo, quem esperava uma melhora da equipe do Santos se enganou de novo, o Bugre continuou com o mesmo folêgo da etapa inicial e com uma marcação muito forte não deixou a equipe da casa jogar, percebendo a apatia da equipe, Dorival Jr. resolveu alterar as coisas e caiu no vicio dos técnicos brasileiros, tirou Marquinhos aos 10 min e colocou Zé Eduardo - se a coisa já estava feia, porque não mudar o time no intervalo de jogo ? A alteração, de ínicio, até surtiu efeito mas a noite não era dos meninos e logo o Santos voltou a jogar mal. Neymar abusava dos dribles e era facilmente neutralizado pelos bugrinos, aliás o garoto apresentou um semblante fechado durante a partida, talvez abalado ainda pela punição sofrida recentemente e foi substituído aos 29 min por Marcel. Quando o jogo encaminhava-se para um empate morno, a eficiência prevaleceu sobre a técnica e o Santos concretizou sua vitória com dois gols depois dos 40 minutos, um em jogada de Léo pela esquerda que cruzou na cabeça de Marcel e o outro em uma falha de Fabão que deixou o autor do 2° gol santista ajeitar para André, que mesmo concluindo mal anotou o 3° gol alvinegro.
O placar engana quem não acompanhou a partida, o Guarani até então invicto no campeonato mostrou que pode dar trabalho durante a competição e por pouco não beliscou um ponto na Vila Belmiro. Com a vitória a equipe santista assumiu a vice-liderança do Brasileirão com oito pontos, dois a menos que seu próximo adversário - o Corinthians - que não tem mais 100% de aproveitamento. Apesar do fraco futebol apresentado a torcida santista saiu satisfeita da Vila Belmiro já que em um campeonato longo de pontos corridos, o que vale são os 3 pontos.
| Felipe, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley (Rodriguinho), Marquinhos (Zé Eduardo) e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Marcel) e André | Douglas; Rodrigo Heffner, Fabão, Ailson e Márcio Careca; Renan, Baiano (Fabinho), Paulo Roberto e Preto (Heverton); Mazola (Ricardo Xavier) e Roger. |
| Técnico: Dorival Júnior | Técnico: Vagner Mancini |
| Gols: Neymar, 2. Baiano, 37; Marcel, 41, André, 43 do segundo tempo | |
| Cartões amarelos: Roger, Preto (Guarani), Léo, Pará, Edu Dracena (Santos) | |
| Público e renda: 5.146 pagantes/R$ 143.715,00 | |
| Estádio: Vila Belmiro, em Santos. Data: 26/05/2010. Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa/SP). Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Júnior e Dante Mesquita Júnior (ambos de SP) | |
22 de mai. de 2010
Menino da vila: Sem estrelas, Santos vence a primeira no Brasileiro
Texto por: Gregório Possa
Foto: Globoesporte.com
Antes de comentar o que ocorreu de melhor na partida de hoje entre Atlético-GO e Santos, vale uma menção ao ocorrido nesta semana com alguns dos principais jogadores santistas - Neymar, André, Mádson e Ganso - que chegaram atrasados a concentração e foram duramente punidos por Dorival Jr (além de multa, foram cortados da partida de hoje). Há quem conteste a punição imposta pelo comandante alvinegro, mas como forma de evitar privilégios - já que os jogadores envolvidos na polêmica tem maior impacto na mídia - e colocar todos os jogadores no mesmo patamar de importância dentro do grupo, considero a punição válida. Somando isso ao desfalque de Robinho que está com a seleção brasileira em Curitiba, o Santos veio a campo com a seguinte equipe: Felipe, Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Wesley, Marquinhos e Zezinho; Marcel e Zé Eduardo.
Mesmo com tantos desfalques o Santos teve a primeira chance do jogo com Marquinhos que cobrando falta, exigiu uma bela defesa do eficiente goleiro do Atlético-GO. Os santistas ainda tiveram uma chance nos pés de Zé Eduardo que bateu cruzado pra outra bela defesa de Márcio e um pênalti não marcado pelo árbitro em cima de Wesley. O time da casa só teve sua primeira chance quase aos 30 minutos com Thiago Feltri, mas parou no goleiro Felipe, a última jogada a ser destacada na primeira etapa foi o gol perdido por Marcão camisa 9 do time goiano que na cara do goleiro santista chutou pra fora de forma bisonha pondo fim á um equilibrado primeiro tempo.
O jogo não empolgava nem torcedores goianos nem torcedores santistas, o Atlético parava na falta de qualidade de seus jogadores e o Santos na falta de entrosamento do time em meio a tantos desfalques. Na volta para o segundo tempo os alvinegros impuseram seu jogo e não precisaram de muito esforço para comandar a partida, após duas magistrais defesas do camisa 1 do time goiano em chutes de Marquinhos, o Santos abriu o placar em sua mais eficiente jogada - o contra-ataque, Wesley recebeu passe do próprio Marquinhos e acertou lindo chute da entrada da área abrindo caminho para vitória santista. Poucos minutos depois a equipe alvinegra teve um gol anulado corretamente pela arbitragem, alegando toque de mão do jogador Marquinhos. Porém a demora em invalidar o lance causou uma confusão desnecessária. O Santos continuou atacando e conseguiu o segundo gol, dessa vez totalmente legal, com Zé Eduardo que recebeu passe preciso de Alex Sandro e completou para o gol. Em sua única chance na segunda etapa os goianos diminuíram com Boka que após nova falha da retaguarda santista completou para o gol na saída de Felipe. O ponto positivo da partida foi a comprovação de que o Santos tem sim um elenco forte que pode conciliar mais de uma competição já que no segundo semestre além das finais da Copa do Brasil terá o restante do Brasileiro e a Copa Sul-Americana.
Agora o Santos receberá mais um recém promovido a Série-A, o Guarani, quarta-feira na Vila Belmiro e tentará emplacar sua segunda vitória no campeonato para dar uma tranqüilidade á equipe que domingo que vem enfrentará o Corinthians. Antes de finalizar quero registrar aqui meu elogio á alguns jogadores que estão mostrando um belo e eficiente futebol mesmo sem o estardalhaço da mídia, são eles: Wesley, Arouca e Pará, estes considerados coadjuvantes da equipe vem dando suporte ás estrelas do time e na ausência delas decidem os jogos a favor do Santos. Parabéns.
20 de mai. de 2010
Menino da vila: Noite épica no templo sagrado
Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com
Bom vamos ao que realmente importa, a partida desta noite teve tons dramáticos, com um Santos extremamente nervoso e afobado no primeiro tempo e o Grêmio esbanjando experiência e calma, tanto que dominou as ações desde o começo e obrigou o Santos a se defender dando a impressão de que estava jogando em seus domínios. A primeira boa chance da equipe da baixada só ocorreu nos pés de Neymar que após confusão na entrada da área chutou para bela defesa do goleiro Victor (melhor jogador gremista em campo).
13 de mai. de 2010
Chazinho de Coca - Grêmio 4X3 Santos. Um jogaço que o Dunga não assistiu.
Um jogo sensacional, cheio de alternativas, com jogadas de brilho, de talento, de raça, de superação. O que mais uma vez mostra que para se ter um time forte e chegar aos resultados não são necessários ter 277 volantes. O jogo de ontem entre Grêmio X Santos o Dunga com certeza não assistiu. Nem deveria, já que não é daquilo que ele gosta.
Já o joguinho pífio de seu seguidor Kleberson na derrota do Flamengo na Libertadores ele dever ter acompanhado de perto. Orgulhoso da lastimável jornada de seu pupilo. E aplaudido. Palmas para o Dunga também.
Olímpico lotado é o tipo de cenário que mesmo os mais preparados craques sabem respeitar.
Alguns deles até sentem a pressão. Não PH Ganso. Cracaço, bolão, jogadorzaço, maestro de um baita time. Jogador para qualquer escrete do mundo. Menos para a seleção do Dunga.
O Grêmio bem que tentou imprimir seu jogo no início. Mas logo aos 15 minutos, em escanteio vindo da direita, Vitor falhou, e Andre completou para o gol vazio. O gol deixou os gremistas desorientados em campo. E o Santos imprimiu o seu jogo alucinante.
Bicões para cima começaram a acontecer na zaga gremista. Isso com vinte e poucos minutos de jogo.
Em uma dessas pixotadas a bola ficou com Ganso, que achou André entrando livre. Passe na medida para o centroavante tocar na saída de Vitor.
O Grêmio só ameaçava nas bolas paradas. Em uma dessas, Douglas obrigou Felipe a fazer grande defesa. No rebote Borges perdeu o gol.
Na sequencia William Magrão fez boa jogada individual e foi derrubado por Durval, dentro da área. Pênalti – batido por Jonas e defendido por Felipe.
Aliás, se o Santos já era um timaço que necessitava de goleiro, a partir do jogo de ontem passou a ser completo. Isso, claro, se Felipe mantiver o nível do jogo no Olímpico.
Na sequencia ao pênalti perdido, Ganso quase marca gol de placa, encobrindo Vitor e mandando a pelota no travessão.
A partir disso Felipe assumiu o papel de principal nome do Santos. Aos 26 e aos 38, operou 2 milagres em disparos de Borges.
Na 2ª etapa, talvez tentando esfriar o jogo, o Peixe cedeu campo ao Grêmio. Dorival mandou Rodrigo Mancha no lugar de Marquinhos e aí a vaca quase foi para o brejo.
Na 1ª jogada em cima de Mancha, Douglas deu passe perfeito para Borges descontar. E logo em seguida, Jonas passou por Mancha e achou Borges, que empatou a peleja.
Vendo que o Grêmio achou o jogo exatamente em cima de Mancha, Dorival sacou o cara e mandou Rodriguinho em seu lugar. O volante obviamente ficou “P” da vida e demonstrou toda sua raiva no banco de reservas.
Dorival começou a perder a mão. O jogo tinha dono. O dono do mando. O dono do Olímpico.
Em menos de 10 minutos o Grêmio virou o jogo. Um golaço de Jonas no ângulo de Felipe quase derruba o estádio.
Hugo que vinha sumido, tabelou com Jonas aos 31 minutos do 2º tempo. Da ótima tabela, saiu passe para mais uma vez Borges, marcar o seu 3º gol, o 4º do Grêmio. Aí sim, uma situação muito boa para os mandantes. Ruim para o Peixe.
Ruim até os 37 minutos. Quando Robinho marcou um golaço, matando a bola no peito e fuzilando Vitor.
Aí os defensores do Dunga irão dizer “Tá vendo, o Robinho é da igreja do Dunga e fez o que fez.”
Ninguém duvida da condição técnica do Robinho. Mas em todo o jogo foi a única aparição digna de elogios do camisa 7 santista. Se o Santos traz para a baixada um ótimo resultado, deve-se a genialidade de Ganso, ao oportunismo de André e aos milagres de Felipe.
Como eu já disse algumas vezes. Para ganhar desse Santos, o adversário precisa marcar muitos gols. Mesmo quando perde o Peixe faz chover gols. Vide as derrotas para Palmeiras, Santo André e a de ontem. Se puxar aí na temporada tem mais.
Um jogaço! No duelo que deve apontar o campeão da Copa do Brasil.
Um jogaço que com certeza quem gosta de futebol assistiu. O Dunga não.
Acompanhe aqui o que técnico da CBF perdeu:
Despeço-me da grande nobreza que nos acompanha ao som do Suede – Pantomime Horses.
Cheers,
4 de mai. de 2010
Agora quem dá bola é o Santos.
Convidei o santista e feroz (nessa ordem) Jurandir Joy para falar sobre o jogo que deu o título do Paulistão 2010 ao seu Peixe. Este blogueiro não chega a concordar com tudo. Mas em um ponto creio que não há discordâncias – Quem deu bola nesse Paulistão foi o Santos.
Texto: Jurandir Joy
Foto: Ari Ferreira (para o Lancenet!)
O jogo
Foi o jogo mais dramático que eu já presenciei do Santos. Nem o 5 x 2 sobre o Fluminense em 1995 eu passei tanto mal. Enquanto o time do Santo André se mostrava mais organizado e equilibrado principalmente nos pés de Branquinho e Carlinhos, o Santos contava com a habilidade individual dos seus jogadores e a organização do seu ataque, mas mais uma vez pecava na sua organização defensiva. As expulsões desmontaram a pouca organização tática do time e bastou juntar os cacos e buscar o resultado mais na raça do que na técnica.
Dorival Jr x Sérgio Soares
As alterações realizadas por eles em seus respectivos times na segunda etapa mais atrapalharam do que ajudaram.
Arbitragem
Eu aprendi nos últimos anos que é inútil ficar aborrecido quando o meu time perde por problemas de arbitragem. Há séculos a arbitragem brasileira deixa a desejar. O time ajudado de hoje será o prejudicado de amanhã. Nos dois jogos finais do Paulista aconteceram erros para ambos os times (uns mais graves, outros nem tanto) com um saldo negativo para o Santo André. Agora acho ridículo tentarem desmerecer o título do Santos por conta destes erros. O Santo André teve todas as condições de passar por cima destes erros. Ou seja, não vou ficar discutindo isso.
Homens x Moleques
Ouvi muitas vezes que os meninos do Santos poderiam tremer em momentos decisivos. Mas o que aconteceu na verdade foram os jogadores mais experientes que se mostraram mais imaturos (Marquinhos, Léo e Roberto Brum) e quase botaram tudo a perder. E foi um dos “moleques” (não sei se posso mais chamá-lo assim) que tomou conta do jogo e evitou que o pior acontecesse. Ganso, você é o cara. E Arouca, você é o cara depois do cara.
Neymar
Se você fizer todo jogo gols como estes que fez contra o Santo André, por mim você pode dar uma de “cai-cai”, dar um duplo twist carpado, não interessa. Todo jogador brasileiro tem seu lado “cai-cai”. Se tem alguém a ser cobrado é a arbitragem brasileira. No dia em que todos os juízes seguirem o mesmo critério e não caírem nas artimanhas dos atacantes, o “cai-cai” será minimizado.
Milagre da multiplicação
O Datafolha errou nesta última pesquisa a respeito do tamanho das torcidas dos times brasileiros. É nítido que o Santo André é o time com a maior torcida no Brasil.
Pronto podem despejar seus impropérios na caixa de comentário abaixo.
26 de abr. de 2010
Chazinho de Coca - Falta só uma faixa para o Santos ser campeão. A faixa.

Foto: Miguel Schinchariol (p/ o Lancenet)
Os primeiros 45 minutos da 1ª partida da final do Paulistão foram todinhos azuis. Foram tão azuis que até a Taça de Campeão quase se torna azul. Uma Taça que já era alvinegra para muitos. E que passou a ser ainda mais alvinegra após os 45 minutos finais.
O Santo André jogou tudo aquilo que já havia jogado naqueles 3X1 contra o Palmeiras e mais um pouco. O quadrado azul parecia reluzir bem mais que o alvinegro. Bruno Cesar teve atuação irretocável. Um 1º tempo com 7 chances andreenses contra apenas 3 santistas (números Mauro Betisticos). Dessas chances, uma anotada. Gol de Bruno Cesar.
Foi pênalti de Toninho em Neymar?
Depois de ver umas cinco, das 418 câmeras do jogo, digo que foi. Na hora eu achei que não. O juiz não tem 418 câmeras. Acho complicado crucificá-lo.
Neymar é craque?
É sim. Mas estranhamente foi após a sua saída e entrada de André que o Santos ganhou o jogo. Não só com André, claro. Também não por Neymar ter saído. Mas talvez por Wesley ter sido adiantado e jogado mais próximo dos atacantes. Wesley que pra mim foi o nome do jogo na 2ª etapa.
Robinho continua não me convencendo. Mas Wesley e André deram o tom da partida.
O 1º tempo foi muito azul. O quarteto Andreense jogou tudo o que pode e venceu o grande Santos por 1X0.
Infelizmente, para os de azul, no 2º tempo o Santos jogou tudo o que pode e venceu por 3X1. 3 gols em 24 minutos.
Ao todo foram 11 chances do Santo André contra 9 do Santos (mais números Mauro Betisticos). Mas se o quarteto de azul é ótimo. O trio santista é espetacular. Sim, trio. Robinho não tem jogado no mesmo nível de Neymar, Ganso e André.
Ainda houve tempo para a expulsão de Toninho. O que deu a impressão de que o Campeonato seria pintado definitivamente de alvinegro ontem mesmo. Estranhamente o ótimo Santo André voltou a equilibrar o jogo e chegou a um justo 2º gol com Rodriguinho.
Um 3X2 que ainda não dá o campeonato ao Santos, mas que deixa a Taça precisando de poucas pinceladas para torná-la completamente alvinegra. Talvez falte apenas uma faixa. A faixa.
Despeço-me do feroz jovem de espírito ao som do The Soft Pack - Answer To Yourself.
15 de abr. de 2010
Nascer, viver e no Santos morrer é um orgulho que nem todos podem ter!

A homenagem tardou, mas chegou. Fossem minhas as palavras e seriam respeitosas. Mas prestes a completar 100 anos, o Peixão merece aqui em nosso humilde espaço, muito mais do que respeito. Merece o testemunho de alguém que vive verdadeiramente essa paixão.
Abro o espaço no Ferozes FC para Rachel Fornis, dentre outras coisas, a responsável por desenvolver o projeto que irá levar o Ferozes FC a outro patamar. Além, claro, de ser súdita do Rei.
Nascer, viver e no Santos morrer é um orgulho que nem todos podem ter!
Hoje é dia de festa, os deuses do futebol devem estar sorrindo, o Santos completa 98 anos de uma história rica, construída através de muitas glórias, títulos, jogadores talentosos e sucesso.
O time que já parou guerra, que mais levou jogadores para a seleção brasileira, que vê raios e mais raios caindo no território sagrado da Vila Belmiro deve comemorar e muito, porque vivemos um momento mágico, comprovando mais uma vez para os céticos de plantão toda a força de nosso passado, presente e futuro.
Mas hoje, mais do que tudo isso, é dia de festa, de comemorar, hoje diante do Guarani, vamos mais uma vez nos emocionar, rir, chorar, nos divertir, porque é isso que o Santos nos traz, os mais puros sentimentos, a simples alegria de ver o manto sagrado entrar em campo.
E nesse espaço deixo minha singela homenagem, com todo o orgulho de ser santista impregnado na minha alma, assim como o de tantas outras pessoas que juntos formamos a nação mais feliz desse mundo, porque não é à toa que nosso hino canta que esse é um orgulho que nem todos podem ter!
Para cima deles santos! Continue contanto essa história linda que tanto nos orgulha e nos enche de paixão.
Rachel Fornis
santista - sócia número: 43546-00
13 de abr. de 2010
Calma garotada! Do outro lado tambem tem um gigante!

É assim que posso traduzir o que foi o primeiro jogo da semi final que ocorreu neste domingo. De um lado a alegria trazida de volta pelos meninos da Vila, e do outro o até então gigante adormecido do Morumbi!
Um começo de jogo tenso, muita correria dos dois lados, aquele São Paulo que todos criticavam pela inanição nas partidas deu lugar a outro time, mais guerreiro, mais brioso, porém nem essas qualidades resgatadas impediram o time praiano de marcar os dois primeiros gols do jogo, o primeiro num cruzamento de Léo e uma infelicidade do lateral Junior César, "auxiliando" a zaga jogou no canto de Rogério Ceni, pelo jeito o São Paulo vem treinando muitos gols contras durante a semana não é (Alex Silva tambem marcou no clássico diante do Corinthians)!? E o segundo numa jogada de Neymar, André estufa as redes da casa mais uma vez!
O que já estava ruim pro time da casa piorou quando Marlos foi expulso! Mas ai veio o segundo tempo.
E o São Paulo mostrou aquele São Paulo que todos ja estavam se esquecendo, cresceu, se engrandeceu e num belo chute de Hernanes mandou o primeiro gol pras redes santistas, e num lance de Cicinho, que havia entrado muito bem no lugar de Washington, Dagoberto, outro que lutava bravamente, empatou a partida, o que havia acontecido com o time do Santos? Nao se ouvia mais falar o nome de Neymar, nem de Robinho, nem de Ganso, cansaram? Não aguentavam a marcação do time tricolor?
Percebendo isso, Dorival Junior coloca Madson e Zé Eduardo, nos lugares de Neymar e Marquinhos, com novo gás o Santos volta a comandar as ações, parte pra cima, ate o zagueiro Durval encara a missão da vitória sofrendo a falta e cabeceando a bola pro fundo das redes, ai já não dava mais pros sãopaulinos, final São Paulo 2 Santos 3, e o final dessa história saberemos no próximo Domingo, quando os times voltam pra segunda partida.
O Santos vai mostrar que realmente é o melhor time do Brasil hoje?
Ou o São Paulo, vai ter o mesmo espirito na Vila Belmiro e mostrar num raro momento de sua história recente que pode ser a zebra da ocasião?
Domingo veremos!
PS. Por motivos de gripe maior do nosso comentarista tricolor, a coluna sobre a semi foi especialmente escrita por esse que vos escreve!
Vou aproveitar e mandar essa beleza do Ladytron!
5 de abr. de 2010
Chazinho de Coca - A intolerância que empobrece o futebol.
Da mesma maneira que água e óleo não se misturam, futebol e religião deveriam ser assuntos jamais colocados na mesma mesa de discussões.
O que pretende alguém que pede antes de alguma partida, que Deus ajude a sua equipe em detrimento da equipe rival? Deus deve ajudar um e prejudicar outro? Mas como se são todos filhos Dele?
No futebol, infelizmente não é necessária muita coisa para que aconteçam conflitos entre torcedores. No Brasil a mistura de futebol e religião ainda não causou grandes ebulições entre torcedores. Os motivos que os levam a se estapear são geralmente menos “nobres”.
Mas em muitos locais no planeta isso ocorre. A enorme rivalidade escocesa entre Celtic e Rangers é alimentada, sobretudo, pela divisão entre católicos e protestantes, alavancada pela intolerância religiosa entre as partes.
Futebol por si só já é efervescente. Não precisa que seja misturada a sua essência um tempero extra tão ou mais explosivo.
O atual time do Santos encanta os apaixonados pelo futebol vistoso, de técnica, de vocação ofensiva. Encanta a todos, sejam santistas ou corintianos, palmeirenses ou são paulinos. Sejam católicos, sejam protestantes, evangélicos, da umbanda, kardecistas ou de qualquer outra linhagem religiosa.
Afinal, o Santos existe e joga para o santista, para o futebolista como um todo e não para o santista e futebolista de determinada crença religiosa.
A caridade é um ato de amor. É a demonstração máxima do desprendimento em relação a dogmas, a valores mundanos e é a chance de muitos para que seja colocada em prática o que muitas vezes é apenas dito da boca para fora.
O Lar Espírita Mensageiros da Luz cuida de pessoas com paralisia cerebral. Faz um trabalho de caridade estupendo, que independente de ser vinculado ao espiritismo, prega a caridade, prega o amor. Amor que é a base de toda religião, ou não? Certamente não é a intolerância.
O Santos FC, em uma ação de brilho, doou 600 ovos de páscoa para essa benéfica entidade. Esses ovos serão vendidos nas lojas do clube e a arrecadação ira para a instituição.
Mais do que isso, a simples presença de ídolos e/ou candidatos a ídolos, já faz uma diferença brutal para essas pessoas que estão presas as suas limitações físicas. Para quem pratica essa caridade, o engrandecimento moral e humano é incomparável.
Palmas e louvores para Felipe, Wladimir, Edu Dracena, Zé Eduardo, Arouca, Pará, Gil, Maikon Leite, Breitner, Zezinho, Wesley, o técnico Dorival Jr e demais membros da diretoria presentes.
Vaias e lamentos para Neymar, Robinho, Ganso, Fábio Costa, Madson, Léo, André. E, apesar de não ter se prestado ao papelão de ir e não entrar no local, vaias e lamentos também para Roberto Brum, que vive mais de pregação do que de futebol. Acreditasse mesmo no que diz e não teria feito o que deixou de fazer.
Não entraram pois a entidade é ligada a uma religião diferente da deles. Fosse uma casa de homossexuais e não teriam entrado também? Que culpa tem aquelas pessoas tão cheias de dificuldades na vida? A diferença na crença torna alguém menor? Só mesmo na cabeça de alguém com cérebro de amendoim.
Não é uma questão religiosa,muito menos clubistica. É muito maior do que isso. É humano.
Se eles são “ídolos” é porque um dom lhes foi dado. Um dom que infelizmente aquelas pessoas com paralisia cerebral não receberam.
Fizeram um mal para aquelas pessoas, que vai se saber o quanto aguardavam pelo contato com os ídolos. Fizeram um mal para si próprios, pois saíram do episódio diminuídos como seres humanos, com um moral do tamanho de um amendoim. Mas prejudicaram também a instituição que dá a eles a chance de serem ídolos, pois se a intolerância religiosa deles foi capaz de provocar uma atitude imbecil como essa, não será nada estranho se parte dos que se encantaram com esse time santista até então, passem a olhá-los com outros olhos. A intolerância aparece de diferentes maneiras.
Disse ontem o lúcido presidente do Santos no Programa Mesa Redonda, que esses jogadores já estavam revendo seus conceitos e possivelmente iriam corrigir o erro.
Isso acontecendo, da mesma maneira que espinafro aqui a lamentável atitude deles, voltarei para engrandecê-los. Até porque, que atire a 1ª pedra quem nunca errou. Somos humanos, todos. De direitos e deveres iguais, independente da crença religiosa, do time para qual torce, de ter limitações físicas, mentais, morais ou de qualquer outro tipo.
PS: Não sou ateu, mas não sigo nenhuma religião. Não sou santista, sou palmeirense. Mas antes de qualquer coisa, sou humano. A abordagem foi meramente na questão humana. Não procure pêlo em ovo, você não vai achar.
15 de mar. de 2010
Chazinho de Coca - Palmeiras vence o Santos por 4 "dancinhas" a 3 no grande jogo do ano.
Certas vezes a ruindade de um time contagia o adversário e o faz jogar no mesmo padrão. Outras tantas vezes ocorrem o oposto.
Os adversários do atual Santos são obrigados a dedicar o seu máximo na busca por um bom resultado. Se esse adversário não e qualificado, no máximo ele pode conseguir escapar de uma goleada. Se possui qualificação, pode sim vencer a sensação desse início de temporada. Pode vencer e construir um jogo memorável como o clássico de ontem.
Sensação ou não, o Santos não é imbatível e suas deficiências ficam evidentes quando o rival equilibra em qualidade.
Foi o que fez ontem o Palmeiras, em plena Vila Belmiro.
Embora o inicio logo com 2X0 de saída tenha dado a impressão de que o Santos desfilaria. A excelente atuação de palmeirenses que não vinham bem na temporada, ajudou o Verdão a equilibrar com os santistas na técnica – e desequilibrar na disposição.
Armero, Diego Souza e Robert foram os pilares dessa ótima atuação verde. A zaga santista, sobretudo pelo lado de Durvall, deu o tom de onde estão as principais falhas do time da baixada. Arouca também colaborou em muito com a má jornada defensiva santista.
Se Dorival Junior é, justamente, elogiado pela sua postura ofensiva. Não se deve elogiar menos Antônio Carlos. Em termos de classificação o empate não era bom para o Palmeiras, mas dentro do panorama até ali desenhando, o empate parecia sim ser grande negócio. Mas Tonhão trouxe o seu Palmeiras para o 2º tempo com Marcio Araujo no lugar do amarelado Eduardo. Inverteu a posição de Edinho, que também já estava pendurado. Com isso ganhou o meio campo e enervou a juventude peixeira. Não demorou e o Verdão virou, com Diego Souza.
Não parecia suficiente e Tonhão mandou Lincoln fazer sua estréia - bela estréia, por sinal – no lugar de Everthon, ainda fora de ritmo. Compondo o meio com Diego, Lincoln e Xavier, o Palmeiras isolou Robert no ataque. Isolou taticamente, pois as bolas passaram a chegar a todo instante. O Palmeiras era mais perigoso.
Demonstrando uma afobação até então não mostrada nessa temporada, a rapaziada do Santos tentava chegar aos trancos e barrancos, deixando grande margem para o contra-ataque verde. Mas numa dessas tentativas, Ganso, o mais consciente jovem do Santos, meteu linda bola para Madson empatar.
No minuto seguinte Neymar me dá razão ao dizer que Ganso era o mais frio dos jovens santistas, ao dar forte entrada em Pierre, sem bola. Corretamente expulso pelo bom árbitro.
Já no finalzinho do jogo, Arouca falhou na frente de Lincoln, que roubou a bola e rolou para Robert. O nome do jogo enxergou Felipe adiantado e mandou um balaço, indefensável. Marcando um golaço incontestável, coroando a sua grande atuação.
Não havia mais inspiração para o Santos buscar o empate. Não havia mais margens para que o resultado não fosse a merecida vitoria do Palmeiras.
Foram 4 “dancinhas” a 3. Num jogo que entrou para a história desse clássico tão cheio de grandes momentos.
Acompanhe tudo o que rolou no melhor jogo do ano:
Despeço-me da ferocidade geral ao som do mestre Ray Charles – Hard Times (No One Knows Better Than I)
Cheers,
1 de mar. de 2010
Experiência contra juventude ou nervosismo contra habilidade!

Assim registrado por este cerébro aqui como a melhor maneira de definir o clássico, no Corinthias, onde deveria caminhar experiência e auto-controle , viu-se experiência e nervosismo, do outro lado, uma garotada muito boa de bola afim de mostrar serviço, e que serviço!
Paulo Henrique, André e principalmente Neymar botaram o alvi-negro da capital na roda, somado ao enorme numero de cartoes amarelos e evermelhos, enerveram o time corinthiano.
O técnico Mano Meneses oscilava entre a serenidade e a mesma raiva dos jogadores de Itaquera. O que ficou evidente na expulsão corretissima do lateral Moacir, num primeiro momento, ele grita com seu comandado, criticando a entrada que poderia causar uma expulsão, e no momento seguinte, se enfurece com a aplicação do mesmo cartão aplicado pelo juiz José Henrique de Carvalho!
Dentro de campo, o que se viu foi o toque de bola envolvente do Santos, os lançamentos primorosos do ótimo Marquinhos, e claro, a habilidade, a molecagem e a marotisse do jovem aspirante a craque Neymar!
Ja não é de hoje que acho que ele merece uma atenção especial do treinador da Seleção, porem, como todo garoto ainda pisa na bola na hora de ter um pouco de respeito ao adversário!
Não critico a brincadeira, acho que isso deve existir, nao existe regra que proibe a alegria de um drible, porem, regras proíbem a violencia, e acredito devolver a gracinha com cascudo, merece sim ir pro chuveiro mais cedo!
Todavia, o que vem jogando Neymar é digno de ser grifado! Se continuar nessa crescente, será um sério candidato a melhor do mundo em uns 2 ou 3 anos!
Voltando ao jogo! Depois de 2 gols lindos e 2 expulões alvi-negras o time da vila decidiu que ja tava tudo ganho e resolveu descansar, e como a bola pune, logo tomou o primeiro gol e por um capricho de uma cabeçada torta de Tcheco nao sofreu um empate!
Levando em consideração esse jogo, dois recados aos times:
Ao Corinthians, acredito que deva cair na real e enxergar que o time nao ta jogando redondo, ganhou uma partida relativamente facil na Libertadores e pode se dar mal com times mais estruturados! É um time perdido em campo, que acha que ta tudo certo! Isso pode ser fatal! Não adianta de nada ficar culpando juiz, o Santos foi superior durante todo o jogo! Baixa a crista e poe a cabeça no lugar, time tem, falta um pouco de hombridade!
Ao Santos, humildade, a mesma humildade que falta ao Corinthias pra reconhecer seus erros, falta ao Santos na hora de jogar sério, Neymar abusa de sua habilidade, e esse "abuso" pode ainda lhe render algumas fraturas!
Em tempo! Ta dando gosto ver o Santos jogar! Mérito maior para Dorival Junior, que colhe futebol onde outros técnicos só colhiam desastres!
8 de fev. de 2010
Chazinho - Santos é sensação. Mas de sensação a campeão existe um longo caminho.
Estamos na 7ª rodada do Paulistão 2010 e de time desacreditado, o Santos passou a ser a sensação desse início de temporada.
Dorival Jr. começa a mostrar mais um excelente trabalho e tem baseado o esquema tático santista no talento de Neymar e PH Ganso. É um time que joga para explorar a velocidade dessa rapaziada boa de bola e que agora conta com o “tiozinho” Robinho.
O clássico “san-são” de ontem deu uma amostragem do que pode fazer esse time ao longo da temporada. Uma longa temporada, aliás. Longa o suficiente para que a empolgação com esse time tenha de ter certas reticências.
Voltemos a 7ª rodada do Paulistão de 2009.
Qual era o cenário? Palmeiras líder com 7 vitórias e 7 jogos.
O artilheiro e destaque do campeonato? Keirrison.
Classificado com sobras para as semifinais, o líder Palmeiras pegou o 4º colocado e inconstante Santos, da jovem revelação Neymar. O Peixe venceu as duas partidas e fez a final contra o Corinthians.
Keirrison foi para a Europa algum tempo depois e desde então não acontece nada em sua carreira.
Início de temporada não serve para apontar nada quando se faz prognósticos para o ano todo. Todos os grandes clubes ainda estão em “pré-temporada”, só que em plena atividade. Por isso toda ressalva é justificável com esse jovem e, por enquanto, “apenas” promissor Santos. Mas que deu gosto ver o futebol praticado pela molecada e pelo “tio” Robinho, deu.
Cheers,
26 de jan. de 2010
Chazinho de Coca - O projeto de Robinho X O projeto do Santos
Robinho não surgiu no Santos. Ele explodiu!
Fez parte de uma geração de jovens e talentosos jogadores que resgataram o moral e a dignidade de um clube enorme, mas que vinha há anos vivendo a margem de sua história.
No Santos de 2002, Robinho era a estrela, a cereja do bolo. Sua enorme capacidade de driblar e entrelaçar as pernas dos pobres marcadores mostrava-se fora do comum. Franzino, mas sem medo de encarar os brutamontes que tentavam, em vão, lhe acertar as canelas finas. Robinho era também dono de uma personalidade divertida, agradável, muitas vezes beirando o infantil. Infância a qual ela acabará de deixar.
Robinho demoliu o bom Corinthians de Carlos Alberto Parreira na final do BR02. Consolidou-se. Virou estrela. Tornou-se o novo xodó de uma torcida ávida por novos ídolos. Virou, nas palavras de Milton Neves, “Robinho Arantes do Nascimento”.
Exageros a parte, Robinho era sim diferente. E dele se esperava muito, muito mais do que aquilo que ele já produzia.
Robinho voltou a ser campeão brasileiro pelo Peixe em 2004, mas já vinha a algum tempo sofrendo assédio dos enormes do exterior.
Robinho era no novo Pelé? Só nas boas piadas de Milton “Cabeça” Neves. Ele era sim muito bom. Desde Giovanni que o Santos não tinha alguém daquele nível. Com uma vantagem para Robinho. Giovanni não conquistou 2 brasileiros pelo clube.
Nesse meio tempo, passou a fazer parte das convocações pré-olímpicas. E junto daquela seleção, naufragou.
A personalidade divertida passou a ser considerada, para muitos, algo que soava como irresponsável.
Enquanto isso, o Santos começava a conviver com as especulações em torno de sua estrela. Segurou-se bem, até surgir o Real Madrid. O dito “maior clube do mundo” chegou aplicando uma voadora com os dois pés no peito santista, tamanho era o caminhão de dinheiro que despejou na Vila.
Não tinha como dizer não. Robinho não queria dizer não.
O meninote da Vila partia para a Espanha com um planejamento já bem definido por seus managers – Ser o melhor do mundo - Nunca passou nem perto disso.
Enquanto isso explodiam Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. E no Real Robinho patinava para conseguir seu espaço no time.
Passadas temporadas, o público já olhava para aquele diamante descoberto na Vila como uma jóia sem muito mais o que se lapidar. A esperança passava agora pela desconfiança. E Robinho nunca tratou de mudar essa tendência.
Logo ele arrumou N desculpas e se mandou para o novo rico do futebol – O Manchester City.
Um novo rico sem 1% a história do Real. Um clube que não era nem o maior de sua cidade, onde o grande é o enorme United.
Era muita derrota sair de um clube que sempre briga por Champions League e ir para um que mal consegue estar nessa competição.
Entretanto, no City Robinho seria, teoricamente, a estrela da equipe. “Reinaria” acima do bem e do mal. Só que mais uma vez, não foi bem assim.
Logo chegou Carlitos Teves ao City, que se não é um primor de técnica, é um jogador que se entrega 110%, ao contrário do brasileiro. Robinho conseguiu não ser a estrela nem no modesto City.
Ao contrário de Carlitos, Robinho nunca desenvolveu grande condição de goleador. Parece que bastou sua natural facilidade no drible. Mas habilidade só não basta. Vide Denilson. O futebol atual pede muito, mas MUITO mais do que isso.
Robinho parou no tempo, ainda que um curto tempo. Curto o suficiente para que ele possa retomar um progresso.
Porém, mais recentemente começou a não ser nem relacionado para os jogos do City, e mais uma vez criou uma situação para sua saída.
Dessa vez Robinho pretende retornar ao Santos. Feito isso, terá assinado de uma vez o seu fracasso na Europa. Com 26 anos, ele precisa muito mais resgatar sua condição de bom jogador do que pensar em ser o melhor do mundo. Com 22 anos Messi já é. Cristiano Ronaldo também. Ambos são as estrelas do atual futebol, já Robinho...
Mesmo na seleção brasileira, onde sempre contou com a simpatia do “professor” Dunga - até porque sempre esteve melhor com a amarelinha do que nos seus clubes pela Europa – Robinho já começa a ser contestado. Sobretudo pela retomada do bom futebol de Ronaldinho Gaucho, que convenhamos, na ponta dos cascos é muito mais bola do que Robinho.
Mas se o porto seguro dele é o Brasil, é o Santos, que assim seja. Quem sabe aquele meninote cheio de ginga de outrora não retome seu caminho.
Pode dar certo, muito certo. Mas pode não dar. Robinho demonstra ter um projeto próprio, assim como Vagner Love quando voltou ao Palmeiras.
Enquanto o clube pensa em títulos, em alcançar Libertadores, Robinho pensa na seleção, pensa na Copa que começa a lhe escapar por entre os dedos. Assim como foi V. Love no Palmeiras.
Love mostrou-se completamente descompromissado com o clube que se esforçou para repatriá-lo. Robinho demonstrou o mesmo nas passagens por Real e City
Eu, que apostei alto no rapaz quando ele explodiu como um candidato a gênio naquele Santos de 2002, torço para que resgate seu jogo, para que ele busque o que lhe faltou na Europa. Mas não deposito em Robinho a esperança de sucesso santista em 2010. Um Robinho só não faz verão. E nesse atual Santos - ainda que ele faça o elo das gerações com Giovanni e Neymar - a esperança recairá todinha sobre seus ombros.
Resta saber se o projeto “Robinho” dará liga com o projeto do Santos.
O que o feroz aí acha. Robinho dará certo em seu retorno ao Santos?
Responda a enquete marota e cheia de ginga no canto superior direito do blog.
Cheers,
18 de jan. de 2010
Chazinho de Coca - As estréias de Verdão e Peixão na temporada 2010.
Viciados em futebol, o tormento chegou ao fim . A bola voltou a rolar redondissima pelos gramados do país.
Pelejas retomadas, perspectivas renovadas. Vamos falar um pouco das estréias de Verdão e Peixão, que começaram 2010 com seus respectivos pés direitos, conflitando com o péssimo encerramento da temporada 2009.
O Palmeiras fez a pazes com seu torcedor ou pelo menos tranqüilizou os ânimos que em 2009 estiveram acirrados.
O Verdão contou com as belas estréias do zagueiro Léo e do volante Márcio Araújo. Léo ainda anotou o 2º gol do Palmeiras, na goleada por 5X1 contra o Mogi - Mirim. Mas os destaques foram, como em 2009, a dupla Cleiton Xavier e Diego Souza. Cleiton marcou um de pênalti e participou de todos os outros gols. Já Diego marcou 2. O outro tento foi carimbado por Robert.
Alento para Muricy, que pode contar com a qualidade de ambos. Mas alerta também, já quem em 2009 o time caiu de produção exatamente quando não contava com um dos dois. Em 2010 Muricy quer qualificar o elenco para que, na falta de um deles, o nível do time não caia como na temporada passada.
Também como na temporada passada, o time atuou melhor na etapa onde esteve com 3 meias em campo – Diego, Cleiton e Deyvvid Sacconi. E Muriçoca já deu o recado – Em 2010 o time jogará com 2 zagueiros.
Como eu já disse N vezes, o time do Palmeiras é muito bom, o que precisa é qualificar o elenco. Parece que isso está sendo feito na medida certa.
Confira o que de mais maroto rolou na peleja alviverde:
O Santos chutou de lado a desconfiança de todos. Sem nenhuma contratação bombástica, o Peixão apostou no retorno do eterno ídolo Giovanni e na esperança de que ele possa fazer, na Vila, o que Pet fez na Gávea.
Respeito muito o craque de idade avançada, mas para mim, o êxito santista na temporada passa muito mas pelos de pés de Paulo Henrique Ganso e Neymar. Se as duas promessas da baixada explodirem como todos esperam, o Peixão pode ter uma temporada redentora.
A 1ª impressão foi da melhores. Com Giovanni entrando só no 2º tempo, coube a ambos ditarem o ritmo do jogo. Com mando de campo “invertido” - já que o Rio Branco abriu mão do mando e jogou no Pacaembu - o Santos não deu trela para a zica se instalar.
Ganso e Neymar marcaram 2 cada e o Peixe goleou o Rio Branco por 4X0.
Aos 12 da 2ª etapa, Dorival Jr mandou Giovanni a campo. Aos 19 o “Messias” da Vila já deu o recado – “ainda sabe tratar muito bem a criança” – ele recebeu a bola dentro da área e se livrou da marcação de dois adversários, achando Ganso livre para anotar um dos gols da partida.
Siga o que de mais bacana aconteceu no cotejo santista:
Se a 1ª impressão é a que fica...
Despeço-me da nobreza com a pancada sonora do Skinny Puppy – Assimilate
Cheers,
7 de jan. de 2010
Chazinho de Coca - A nova norma de conduta do Santos. A chegada de Giovanni e uma comparação a chegada de RC no Corinthians.
Alguns pontos que podem gerar polêmicas merecem destaque.
-Durante comemoração de gols os atletas não poderão mais tirar a camisa.
Essa já é uma ação passível de punição a ser aplicada pela arbitragem. A prática visa defender os interesses de quem injeta dinheiro nos clubes – patrocinadores de camisa, principalmente – que perdem muito da exposição de marca desejada quando o autor de um gol tira a camisa durante a comemoração de um gol. Justamente no momento em que todos os holofotes estão no cara. Não é apenas um ato de burrice do sujeito que deveria saber que aquilo lhe dará uma punição, como também é um desrespeito com quem coloca boa parte do dinheiro que vai para seus vencimentos. Mais ainda. Desrespeita o próprio clube, que assim como o patrocinador, deixa de mostrar seu escudo para a grande massa.
Apesar de ser plenamente favorável a medida, nunca achei que coubesse a arbitragem defender esses direitos, mas sim ao clube. Não amarelar o cara, mas sim puni-lo no bolso, acho uma medida muito mais cabível. Acerta em cheio o presidente santista ao adotar essa nova conduta entre o elenco.
- Os atletas estão proibidos de fazer manifestações religiosas quando ostentam a imagem do clube.
Vamos nos despir de pré-conceitos aqui, ok? O clube de futebol é uma entidade laica, logo não deve estar atrelado a qualquer tipo de manifestação de cunho religioso. Sem falar que dentro de toda torcida existe simpatizantes de todo tipo de seita e religião ou mesmo de ateus. Ver seu clube associado a algo no qual ele não acredita pode afastá-lo do estádio e da vida do clube.
Recentemente o próprio Santos teve problemas internos devido a pregação que ocorria entre grupos de jogadores. O volante Roberto Brum foi afastado do elenco em 2009, pelo então técnico Luxemburgo. Brum foi punido coincidentemente após declarações do vidente Robério de Ogum, onde recomendava a Luxa que afastasse Brum e toda a sua “patota”, caso quisesse que o Peixe tivesse êxito no BR09. Como se sabe, Robério de Ogum acompanha Luxemburgo a anos. E Roberto Brum é evangélico ferrenho. Como se sabe também, de nada adiantou afastar o jogador. O Peixe naufragou feio no último Brasileirão.
- A partir de agora todos são obrigados a falar com a imprensa.
Será o prenúncio do fim das épocas da mordaça instaurada sobretudo por figuras nefastas da bola como Eurico Miranda e Mustafá Contursi?
O jogador de futebol não fala a imprensa. Fala para o seu torcedor, através da imprensa.
Jogador que se nega a falar deveria ter parte de seus direitos de imagem cortados. Afinal, ele está lá representando o clube, que por sua vez tem representado em seus uniformes as marcas de quem o patrocina. Simples assim.
Os tempos não são de fartura para o Peixe. Mas pelo menos no começo de sua gestão, o novo presidente demonstra uma belíssima visão administrativa.
Ainda sobre o Santos.
Parece que o Santos está programando uma grande festa para a apresentação do meia Giovanni, nos moldes da que o Corinthians fez com Roberto Carlos.
Em conversa com amigos, alguns trataram disso em tom jocoso. Afinal, Giovanni está com 37 anos e não deverá ser o meia dos sonhos do torcedor (não mais). Ou será?
Mas e Roberto Carlos com seus 36 anos, é o lateral dos sonhos?
Antes de responder, pense na trajetória de ambos ao longo dos tempos.
Giovanni jogou muita bola nas temporadas de 95 e 96 pelo Santos, muita mesmo. Em 1995 ele foi fator decisivo no resgate do orgulho de um clube e torcida que há anos viviam a margem de sua gloriosa história. Só não foi Campeão Brasileiro daquele ano porque o árbitro Márcio Rezende de Freitas (o Simon da época) não deixou. Depois em 96 o Santos foi o único a fazer frente ao super Palmeiras dos 102 gols e Giovanni ainda terminou aquele Paulistão como artilheiro.
Depois foi vendido ao Barcelona, onde jogou com Rivaldo. Lá ele foi campeão espanhol, mas nunca empolgou como havia feito no Santos. Depois passou pelo Olympiacos da Grécia e fez parte da seleção brasileira vice-campeã mundial em 1998. Voltou ainda ao Santos em 2005, pelo Al Hilal da Arábia Saudita, Ethnikos da Grécia e enfim pelo Mogi Mirim no ano passado.
Roberto Carlos surgiu no União São João e de lá foi para o Palmeiras em 1993. Lá ele ganhou quase tudo – Bi Paulista, Bi Brasileiro, Rio-SP, dentre outros. Em 1995 foi para a Inter de Milão, onde rapidamente adaptou-se ao estilo europeu. De lá foi para o Real Madrid, onde ficou por 11 anos e ganhou tudo, inclusive status de um dos maiores laterais esquerdos de todos os tempos. Para mim é sim, o melhor que eu assisti jogar, disparado.
Em 1997 ele ficou em 2º no prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa. Foi finalista de outras 5 premiações nos anos seguintes.
Em 2007 foi para o Fenerbahçe da Turquia e agora chega ao Corinthians.
RC foi ainda convocado para três Copas do Mundo e foi campeão em 2002. Ficou marcado pela falha de marcação no gol de Henry que eliminou o Brasil em 2006.
Onde quero chegar com essas comparações todas? Oras, Giovanni foi um belíssimo jogador, mas nunca esteve no mesmo patamar de Roberto Carlos. Sua carreira segue curva descendente desde que saiu do Barcelona e sua passagem no Mogi Mirim não foi nada empolgante.
Roberto Carlos foi titular sempre por onde passou e ganhou tudo. Evidentemente não é mais o mesmo, mas dá motivos sim para que o torcedor corintiano possa se entusiasmar mais do que o santista.
O que não quer dizer que Giovanni não mereça ser festejado como um dos grandes jogadores da história do Santos. Pela sua história com o clube ele merece, e muito.
E até pelo que aconteceu com Petkovic no Flamengo. Pode-se acreditar em sucesso sim, por que não? E eu torço por isso.

Despeço-me da nobreza ao som de Skinny Puppy – Assimilate
Cheers,
5 de out. de 2009
Chazinho de Coca - Jogando luzes na liderança alviverde.
São 12 rodadas consecutivas na liderança. Time que mais venceu e menos perdeu no BR09. Melhor defesa e melhor saldo de gols. Mais uma vitória e volta a obter a média de 2 pontos por jogo, índice que o time já atingiu em outro momento na competição e que é suficiente para lhe garantir o título, independentemente do que os outros façam.
São dados suficientes para justificar a incontestável vitória do Palmeiras sobre o Santos, na Vila Belmiro. Mas acredito que eles sirvam mesmo é para jogar luz no porque do alviverde estar nessa grande condição no campeonato. Para buscar compreender o resultado do jogo de ontem, basta olhar as escalações:
Santos: Felipe; George Lucas, Fabão, Eli Sabiá e Triguinho; Rodrigo Souto, Pará, Germano e Madson; Neymar e Kléber Pereira
Palmeiras: Marcos; Figueroa, Maurício, Danilo e Armero; Edmilson, Souza, Cleiton Xavier e Diego Souza; Obina e Vagner Love
Chega a me espantar as declarações de Luxemburgo quando chegou ao Santos, dizendo que pretendia classificar esse time para a Libertadores. Simplesmente não dá para se levar a sério. A briga santista é para não terminar o campeonato numa situação ruim, apenas isso.
Não bastasse o limitado time que tem em mãos, Luxa ainda não pode contar com a saudosa eficácia de Kleber Pereira, que vive péssimo momento. Vê no prematuramente lançado e classificado como craque, Neymar, transformar-se num reconhecido “cai-cai”. Não bastasse isso, ainda fica sem seu braço direito em campo, Emerson, que foi cortado por um tal de “desconforto muscular”. Denominação da moda que no frigir dos ovos quer dizer uma “P*** dor dos infernos”. Um “modismo” que ainda tirou Fabão e George Lucas logo no início do jogo.
Não bastasse tudo dar errado para o Peixe, tudo dá certo para o Palmeiras. Danilo mais uma vez fez um grande jogo, salvando milagrosamente uma bola que era quase gol de Madson. É um zagueiro que faz a leitura tática do jogo, como o próprio Muricy gosta de dizer, e que com isso ajuda na melhor armação do setor defensivo.
Figueroa ganhou a lateral direita na bola e colocando as bolas onde bem entende na zaga adversária. Com ele o Palmeiras deixou de ser tão central e passou a abrir as jogadas por aquele lado. Já são 2 assistências e 1 gol marcado em apenas 2 jogos como titular. 
Na partida de ontem Obina não foi bem, mas em seu lugar entrou Robert, que marcou o gol da virada e ainda teve muita lucidez na jogada do 3º gol. Gol anotado por Vagner Love, que decide quando precisa.
E tudo isso orquestrado, desenhado e finalizado pelo grande jogador do BR09, o grande jogador do time no ano – Diego Souza.
Veja o que de melhor aconteceu no clássico na Vila Belmiro:
Restam 11 rodadas para o término do BR09. O Verdão mantém os 5 pontos de vantagem para o São Paulo, que por sua vez necessita de ao menos 2 tropeços alviverdes, sem que o tricolor paulista se dê ao luxo de ter margens de erros, para assim poder ultrapassar o rival.
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Despeço-me da feroz nobreza, mas não sem deixá-los com a pancada musical que embalou a feitura desse post. Do clássico disco Facelift, de 1990. Daquela que para mim, foi a grande banda grunge de todos os tempos – Alice in Chains, com Bleed the Freak. Saca só que maravilha:
Cheers,
20 de jul. de 2009
Post It - Transações, negociações, apresentações e uma viagem.
-André Santos e Cristian não são mais jogadores do Corinthians. Na surdina, de ontem para hoje, o Fernerbahce contratou os 2 destaques do Timão, que já nem jogam contra o Vitória na quinta-feira. Os valores não foram divulgados.
-O lateral esquerdo Armero, do Palmeiras, também interessa ao clube turco.
-Wanderley Luxemburgo foi apresentado como novo comandante santista, nessa tarde na Vila Belmiro. Chegou com a arrogância de sempre, dizendo que não está em baixa no mercado e que promete levar o Peixe a Libertadores em 2010.
*Você, caríssimo e feroz leitor, acredita que Luxa classifique o Santos entre os 4 primeiros do BR09? Vote na enquete no canto superior direito do blog.
-Renato Gaúcho será apresentado nessa terça como o novo treinador do Fluminense. A partir de uma imposição do patrocinador do clube. Renato assume o clube na condição na qual o largou na temporada passada – na zona do rebaixamento.
*E nesse caso, meu nobre leitor da ferocidade bloguistica, você acha que Renato Gaúcho irá salvar o Tricolor de um vexame histórico? Essa enquete também está no canto superior direito dessa bagaça.
-E agora imagine a seguinte situação:
Talzinho tem uma namorada lindíssima pela qual é apaixonado. De repente ele leva um pé na bunda da pequena. Dias após o ocorrido, uma amiga da sua ex, igualmente lindíssima, passa a flertar com o figura. Existe o interesse, apesar de ele entender que a situação não lhe é das mais agradáveis – “Pô, já ir pegando a amiga dela logo na seqüência?”
A amiga da ex compreende a situação do figura e resolve dar um tempo para ele pensar ou então para que esse tempo seja necessário para a ex entender bem a situação na qual seu ex se encontra.
Feito isso, o figura finalmente se ataca aos braços da nova pretendente. O seu filme não fica queimado com a ex e todos vivem felizes e o novo relacionamento será eterno enquanto durar.
Dependendo do que acontecer nos jogos dessa semana entre Goiás X Palmeiras e Palmeiras X Corinthians, acho que o figura tem grandes possibilidades de se atacar aos braços da nova pequena já na próxima semana.
-Falando em Palmeiras (ops), o atacante que o presidente Belluzzo diz estar negociando e que atua na Europa, pode ser o centroavante Wagner Love. Love disse que ainda não houve nada de oficial, mas que cabe ao Palmeiras convencer o CSKA a liberá-lo. (Informação da Rádio Globo)



