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26 de jul. de 2010

Café com Leite: Valeu, Mano!

Texto: Beto Almeida 
Foto: Joel Silva/Folhapress

É isso aí, o técnico Mano Menezes saiu do Corinthians para virar funcionário da Globo, ops, técnico da seleção brasileira. Tudo bem, cada um com suas escolhas, é normal cometer erros na vida.
Quem se deu bem nessa história foi Adilson Batista, ex-técnico do Cruzeiro, que passa a comandar a equipe alvinegra nesta terça-feira. Ele tem uma ação trabalhista contra o Timão da ordem de R$500 mil, legal saber que o Todo-Poderoso não leva isso em conta na hora de contratar seus profissionais, exemplo que deveria ser seguido por toda empresa neste país tropical e abençoado por Deus.
Taí: acho que o escrete corinthiano só tem a ganhar com o novo técnico. Gosto do estilo dele de querer jogar pra frente e mantendo a posse de bola. O Mano é bom técnico, ganhou a Copa do Brasil, Paulista, etc. e tal, mas bastava o time marcar um gol pra botar a equipe na retranca.
É Mano, teu ciclo no Timão acabou, obrigado.
E teu jogo de despedida foi ontem contra os campineiros do Guarani. Nada mais justo que encerrar tua história no Timão com uma vitória e o retorno à liderança do Campeonato Brasileiro, tchê.
Pois é galera, o Fluzinho do quase-técnico da seleção Muricy Ramalho pisou na bola e empatou com o Botafogo no Engenhão. Caiu pro segundo lugar. Merecido. Retomamos o que era nosso por direito e destino e as armas de Jorge.
Mas vamos falar do jogo com o Guarani, né? O Todo-Poderoso começou arrasador, logo no primeiro minuto abriu o marcador com um gol de Jorge Henrique. Alegria no Pacaembu que contava com trinta mil fiéis, entre eles minha amiga Karen Bachega, cuja presença deixou o espetáculo mais bonito.
O domínio do Corinthians foi tão avassalador nos primeiros vinte minutos que poderíamos ter matado a partida no primeiro tempo mesmo. Mas, não... O Timão sempre tem que deixar o adversário empatar o jogo, sabe, pra dar aquela emoção.
E o empate veio no segundo tempo com gol de Mazola aos dezoito minutos.
Pronto, assim que o Bugre conseguiu o empate o Corinthians acordou novamente. Daí que Dentinho foi expulso num lance onde cabia o cartão amarelo, o juizão pra compensar a besteira expulsou um do Guarani também. A regra é clara nesses casos.
Empurrado pela torcida, o time corinthiano chegou ao segundo gol numa cobrança de falta de Bruno César – o garoto joga muito e merece um lugar na nova seleção brasileira. Viu, Mano?
Só pra deixar tudo mais tranqüilo pro nosso lado, o sósia do Tevez fez mais um de cabeça, num cruzamento do Rei, Roberto Carlos. 3 x 1, pra fechar a conta e passar a régua, como dizem na padaria onde tomo meu café matinal e tardal.
Aí foi aquela festa, o Mano fazendo a volta olímpica com os jogadores e sendo ovacionado pela torcida. Valeu, Mano. Você mandou bem.

27 de mai. de 2010

Menino da vila: Em noite do Guarani, Deu Santos.












Texto: Gregório Possa
Foto: Globoesporte.com

O Cenário da partida indicava ao torcedor a certeza de mais uma vitória tranquila, afinal de contas o Santos atuava em seus domínios, os meninos estavam de volta a campo e o adversário era o Guarani, aquele mesmo time que sofreu impiedosos 8x1 há tão pouco tempo atrás pelas oitavas de final da Copa do Brasil, porém a única semelhança com aquele jogo foi o adversário vestido com as cores bugrinas, já que nenhum dos 11 titulares do Bugre que entraram em campo nessa noite estiveram presentes naquela partida.

A primeira etapa mal começou e logo aos 2 minutos, Neymar - com suas belas trancinhas - recebeu lançamento de Ganso e após limpar o zagueiro, chutou fraco no canto para abrir o placar. A impressão de uma nova goleada santista logo se desfez, o Guarani impôs seu jogo e com jogadas de muita velocidade conseguiu criar 3 chances em 3 minutos, obrigando Felipe a executar algumas boas defesas. O Santos errava passes e a fraca retaguarda santista que vem incomodando a torcida desde o começo do ano, falhava constantemente e logo o Bugre empatou em bela cobrança de falta do bom e velho Baiano que apesar da idade continua correndo feito um menino e batendo muito bem na bola. 1x1 na Vila.

Na volta do intervalo, quem esperava uma melhora da equipe do Santos se enganou de novo, o Bugre continuou com o mesmo folêgo da etapa inicial e com uma marcação muito forte não deixou a equipe da casa jogar, percebendo a apatia da equipe, Dorival Jr. resolveu alterar as coisas e caiu no vicio dos técnicos brasileiros, tirou Marquinhos aos 10 min e colocou Zé Eduardo - se a coisa já estava feia, porque não mudar o time no intervalo de jogo ? A alteração, de ínicio, até surtiu efeito mas a noite não era dos meninos e logo o Santos voltou a jogar mal. Neymar abusava dos dribles e era facilmente neutralizado pelos bugrinos, aliás o garoto apresentou um semblante fechado durante a partida, talvez abalado ainda pela punição sofrida recentemente e foi substituído aos 29 min por Marcel. Quando o jogo encaminhava-se para um empate morno, a eficiência prevaleceu sobre a técnica e o Santos concretizou sua vitória com dois gols depois dos 40 minutos, um em jogada de Léo pela esquerda que cruzou na cabeça de Marcel e o outro em uma falha de Fabão que deixou o autor do 2° gol santista ajeitar para André, que mesmo concluindo mal anotou o 3° gol alvinegro.

O placar engana quem não acompanhou a partida, o Guarani até então invicto no campeonato mostrou que pode dar trabalho durante a competição e por pouco não beliscou um ponto na Vila Belmiro. Com a vitória a equipe santista assumiu a vice-liderança do Brasileirão com oito pontos, dois a menos que seu próximo adversário - o Corinthians - que não tem mais 100% de aproveitamento. Apesar do fraco futebol apresentado a torcida santista saiu satisfeita da Vila Belmiro já que em um campeonato longo de pontos corridos, o que vale são os 3 pontos.



FICHA TÉCNICA

SANTOS 3 X 1 GUARANI
Felipe, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley (Rodriguinho), Marquinhos (Zé Eduardo) e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Marcel) e André Douglas; Rodrigo Heffner, Fabão, Ailson e Márcio Careca; Renan, Baiano (Fabinho), Paulo Roberto e Preto (Heverton); Mazola (Ricardo Xavier) e Roger.
Técnico: Dorival Júnior Técnico: Vagner Mancini
Gols: Neymar, 2. Baiano, 37; Marcel, 41, André, 43 do segundo tempo
Cartões amarelos: Roger, Preto (Guarani), Léo, Pará, Edu Dracena (Santos)
Público e renda: 5.146 pagantes/R$ 143.715,00
Estádio: Vila Belmiro, em Santos. Data: 26/05/2010. Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa/SP). Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Júnior e Dante Mesquita Júnior (ambos de SP)

10 de mai. de 2010

Chazinho de Coca - Com medo de penaltis, Palmeiras larga com vitória no BR10.


Texto: João Paulo Tozo
Foto: Ari Ferreira (para o Lancenet!)
A passos de tartaruga o Palmeiras demonstra que caminha para uma melhora técnica. Taticamente é possível notar acertos, sobretudo na parte defensiva. Está difícil fazer gols no Verdão, principalmente no Palestra. Nos últimos 3 jogos – Atlético PR, Atlético GO e Vitória – o Palmeiras venceu todas e não levou gols. O problema ainda é o ataque.

Contra o Vitória, Robert abusou do direito de perder gols que uma criança faria com as pernas amarradas. Sem falar em mais um pênalti desperdiçado. O 2º seguido do centroavante. O 5º consecutivo do time, somados os 4 na derrota para o Atlético GO na Copa d Brasil.

A boa vontade com o centroavante está chegando ao limite. Tudo bem que a pressão no Palmeiras está absurda. Mas ninguém disse que ser jogador de equipe grande era moleza e para Robert a situação parece estar pesando.

Individualmente o torcedor alviverde pode comemorar a boa estréia do lateral direito Vitor. O crescimento de Lincoln. A recuperação do bom jogo de Armero e o acerto defensivo, mesmo sem contar com Danilo pelas próximas 10 rodadas.

Mas ainda é pouco para pensar em coisas grandes no BR10. Ainda que seja um pouco com highlights de crescimento.

A diretoria promete reforços para agosto, com a retomada do Brasileirão após a Copa. O centroavante Ernesto Farias voltou a pauta. Valdívia é um sonho declarado. Carlinhos, lateral esquerdo que teve destaque pelo Santo André no Paulistão, foi contratado.

Ainda sobre a crise nas penalidades do Verde, Tonhão já disse que Robert não bate mais. Cleiton Xavier aparece como opção. Mas pelo momento de crescimento e pela responsabilidade que assume nas partidas, eu acho que Lincoln deveria assumir a função.

Rapidinhas:

-Não faltassem ainda 37 rodadas para o término do BR10 e o Avaí seria o campeão brasileiro. Sapecou 6X1 no Prudente e disparou no saldo de gols.

-Muricy só conhece derrotas no comando do Fluminense. Na estréia no BR10, levou fumo do estreante Ceará. Seu tricolor estaria rebaixado a partir do ponto de vista fanfarrão de logo acima.

-O Guarani ressurgiu na elite com vitória sobre o Goiás do técnico Leão. Maravilha o Bugre.

-A Premier League, que é coisa linda divina, conheceu ontem o seu novo campeão. Uma máquina de fazer gols chamada Chelsea. Precisando de uma vitória simples, os blues não tomaram conhecimento do pobre Wigan e aplicaram 8X0, limando qualquer chance do United conquistar o tetracampeonato. Lampard foi o nome do jogo. Para o Chelsea de Lampard, pênalti é coisa séria. A responsabilidade assumida pelo craque, que como batedor oficial não permitiu que Drogba cobrasse a penalidade, pode e deve servir de exemplo para Robert e os demais jogadores do Palmeiras. Com o placar dilatado e a vitória/conquista já definida, Lampard permitiu que Drogba, que brigava pela artilharia, cobrasse a 2ª penalidade concedida aos blues. Drogba terminou a competição como artilheiro, superando Rooney na última rodada.

É o quarto título inglês do Chelsea, que interrompeu a sequencia de 3 conquistas consecutivas do United. Impediu também que o time de Manchester superasse o Liverpool em números de conquistas. Ambos ainda encabeçam a lista.

Despeço-me do camarada feroz que nos acompanha com o petardo sonoro do mestre Ray Charles, com I've got news for you.

Cheers,

23 de nov. de 2009

Chazinho de Coca - O Guarani está de volta!


Campeão Brasileiro de 1978 e vice em 1986. Responsável pelo surgimento de tantos personagens lendários do mundo da bola. Símbolo maior de uma era onde o futebol do interior assombrava os grandes das capitais e que muitas vezes tornava-se o grande da vez.

Cinco anos se passaram desde o seu rebaixamento. Cinco anos com cara de 50 para os que aprenderam a respeitar o grande Bugre Campineiro. Cinco anos com cara de 500 para seu o seu fiel torcedor. Cinco anos que quase se tornaram eternos, já que o clube esteve perto de encerrar suas atividades, de vender o seu Brinco de Ouro da Princesa para saldar dívidas deixadas por pessoas sem saldo histórico com o clube. Cinco anos de amargura, de humilhação.

Surgiu uma 3ª divisão na vida desse grande campeão. Mas divisão alguma foi suficientemente dura para quebrar uma tradição.

Perto do ano de seu centenário, enfim o Bugre está de volta ao seu lugar de origem. De onde um verdadeiro campeão não deve deixar de figurar - a elite.

Seja bem vindo, grande Guarani Futebol Clube.

Confira imagens do acesso do Bugre:

28 de abr. de 2009

Top 5 - Finais históricas do Paulistão.

O LANCENET! perguntou aos seus leitores quais foram as 10 finais de Paulistão mais legais de todos os tempos. O feroz Mauro Beting aproveitou o embalo e listou as suas 10 finais mais legais em seu blog.

Eu não irei tão longe e me limitarei a apenas 5 finais. Uma final por dia, até próximo sábado. E antes que o feroz aí me pergunte - "pô, mas e as mitológicas finais de 77, de 50, de 82?". Aviso que se trata das 5 melhores finais que eu acompanhei, que eu vivenciei, que eu curti, que eu consegui mensurar suas importâncias. Sacou?

Ainda não fechei minha lista, então pode ser que apareçam fora de ordem cronológica. Vamos à elas:

GUARANI 0x1 CORINTHIANS - 1988

Em uma época onde o futebol do interior não apenas incomodava os grandes, como brigava por títulos, o Guarani transcendia essa condição e muitas vezes era a equipe a ser batida. Em 1988 o Bugre Campineiro tinha um timaço e era o favorito a conquista do Paulistão, ainda que tivesse como rival o maior campeão do estado. No 1º jogo, empate em 1X1, no Morumbi, com Neto fazendo gol histórico de bicicleta.
No 2º, o clima de oba-oba tomou conta do elenco bugrino. O time contava com Wágner Bacharel, Ricardo Rocha, Paulo Isidoro, Barbiéri, Marco Antônio Boiadeiro, Neto, Evair e João Paulo – Um timaço.

Durante a partida houve equilíbrio e o placar de 0X0 provocou a prorrogação. Novo empate e o título seria do Guarani, por ter tido melhor campanha ao longo da competição. Mas bastaram 5 minutos e Viola apareceu no jogo, apareceu para o futebol e escreveu seu nome na história do clube alvinegro. Em chute de Wilson Mano, Viola desviou e matou o goleiro do Bugre. Ainda assim, foi a melhor campanha do Guarani na história dos Paulistas. Foi também o 20º título Paulista do Corinthians.

Local: Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas-SP
Árbitro: Arnaldo César Coelho-SP
Público: 49.604 pagantes
Cartões vermelhos: Paulo Isidoro (Guarani) e Paulinho Carioca (Corinthians)
Gol: Viola, aos 4'/1T (Prorrogação)

Guarani:Sérgio Nery; Marquinhos Capixaba, Wágner Bacharel, Ricardo Rocha e Albéris; Paulo Isidoro, Barbiéri (Mário Maguila), Marco Antônio Boiadeiro e Neto (Careca Bianchesi); Evair e João Paulo.
Técnico: José Luiz Carbone

Corinthians: Ronaldo; Edson Abobrão, Marcelo Dijian, Denílson e Dida; Biro-Biro, Márcio Bittencourt (Paulinho Gaúcho), Éverton e João Paulo; Viola e Paulinho Carioca.
Técnico: Jair Pereira

Corinthians 1X1 Guarani: Gol de bicicleta do Neto (infelizmente não achei o gol de empate do Corinthians):


Guarani 0X1 Corinthians: Gol de Viola (lamento também o fato de só ter conseguido esse vídeo de baixa qualidade):


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Convido agora o feroz leitor a exercitar sua memória, a escolher as suas finais inesquecíveis.

Amanhã tem mais.