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4 de jan. de 2011

FUTECORE - FELIZ ANO VELHO



Texto: Leandro A. C. Rosa

Feroz 2011 galera! Salve, salve!
O FFC começa o ano vestido de branco e preto, é claro.
O Timão se reapresentou ontem, mas eu e o Ronaldo voltamos hoje. Somos diferenciados!

A temporada passada foi uma grande festa, mas no final não tivemos muito pra comemorar. No paulista, o chamado "segundo time", que contava com medalhões como Edu, Defederico, Marcelo Mattos e Souza, não classificou-se para o quadrangular final.
Na Libertadores, após fazer campanha perfeita e classificar-se em primeiro na colocação geral, sofremos triste eliminação nas oitavas. E no Brasileirão 2010, apesar de cumprir bom papel na maior parte do certame, o Corinthians terminou em melancólica terceira colocação. Uma derrota para um time que perdeu o campeonato para si mesmo.

Pois bem, a badalação pelo centenário acabou, e a diretoria tratou de reduzir a maior folha de pagamento entre os clubes brasileiros. Dispensou muita gente cara e trouxe de volta atletas mais baratos, que estavam emprestados para outros clubes.
Adriano foi cotado como reforço bombástico, mas aparentemente não passou de especulação para vender jornal.

Segue a lista de mudanças até agora:

SAÍRAM

Bobadilla - rescindiu contrato e interessa ao Olimpia-PAR
Boquita - emprestado Bahia
Defederico - emprestado ao Independiente-ARG
Dodô - emprestado ao Bahia
Edu - rescindiu contrato
Elias - negociado com o Atlético de Madri-ESP
Iarley - emprestado ao Ceará
Renato - emprestado ao Figueirense
Souza - emprestado ao Bahia
Thiago Heleno - rescindiu contrato
William - aposentou-se
William Morais - emprestado ao América-MG

VOLTAM DE EMPRÉSTIMO:

Diego Sacoman - estava no Ceará
Edno - estava no Botafogo
Éverton Ribeiro - estava no São Caetano
Marcelo Oliveira - estava no Grêmio-SP
Moradei - estava no São Caetano
Morais - estava no Bahia

CONTRATADOS:

Wallace - Zagueiro, estava no Vitória

ESPECULADOS:

Manoel - Zagueiro (Atlético Paranaense)

O portal Terra já deu como certa a contratação, mas pelo o que eu entendi o APR não quer liberar o atleta. Internacional e SPFC também estão na briga.

Marcinho - Meia/Atacante (Um clube qualquer das arábias)

Entre o jogador e o Corinthians está acertado. Falta o clube liberar. Quer dizer, falta tudo então. Aliás, essa parece ser a moda desse verão no mercado brasileiro.

Willian - Atacante (Figueirense)

Os chamados "detalhes" ainda impedem o anúncio do artilheiro da série B.





Por hoje é isso amigos, o tempo urge e o macaco morde, logo menos voltaremos com uma análise detalhada do elenco, bem como as expectativas para a temporada.

E para inaugurar vossos ferozes tímpanos em 2011, oriundos de Cuiabá, o sensacional MACACO BONG!

22 de nov. de 2010

FUTECORE - VITÓRIA


Charge: Milton Trajano (IG Esporte)
Texto: Leandro A. C. Rosa

Salve, salve, ferozes! Salve o Corinthians!
A ante penúltima rodada do BR2010 pode ter sido a decisiva. Mesmo tendo valido os mesmos três pontos de todas as anteriores. Novamente o algoz corintiano em seu ano de centenário foi um time rubro-negro. Contra o time chamado Vitória, o empate foi uma derrota.

O jogo começou ótimo para o Timão. Com um Vitória armado na retranca por Antônio "Delegralha" Lopes, os comandados de Tite impuseram seu já característico estilo de jogo, mantendo a posse da pelota, cadenciando até surgir aquele passe mais agudo, ocasionando situações de gol. Duas delas apareceram com Ronaldo, uma delas Danilo converteu. O placar era ótimo para a proposta do Coringão, e o Vitória teve de ir para cima. Como antecipou (secou?) o diário Lance!, o Fenômeno saiu machucado em seu sétimo jogo seguido na temporada. Ronaldo sentiu. O time, também.
Perto do final da primeira etapa, o apitador Simon apontou a marca do cal na cozinha alvi-negra.
Ralf, que vinha tendo jornada atipicamente infeliz, tendo inclusive discutido rispidamente com o homem de preto ao tomar um amarelo, desviou a bola na área. Pênalti para muitos. Os mesmos que não dariam o de semana passada. Imparcialidade e falta de critério é mato por essas bandas, e a pressão criada pela mídia, entre outras coisas citadas no post da semana passada influenciaram a arbitragem ao meu ver. Mas até pela fama de bandido, o SCCP não sabe fazer papel de vítima. Segue o jogo.

O que eu tenho a reclamar é da atitude do time no segundo tempo. Não faltou RAÇA aos jogadores, não foi isso. Iarley pra mim não serve para o Timão, Danilo fez boa partida, mas não chuta como Bruno César. Tite botou Paulinho Mentira muito cedo no jogo. Roberto Carlos nem com o nome jogou. Elias cansou. William Moraes não entrou. Tudo muito errado na minha visão, mas o que me deixou inconformado era ver o time jogando como se houvesse vantagem no empate. Em certo momento, gritei um incoerente "VOLTA BATISTA!" Galhofa singela, mas verdadeira. A volta da segurança na defesa foi bom, mas faltou ao time EQUILÍBRIO. Excessão a Alessandro, não vi ninguém querendo decidir a partida. A bola queimava nos pés de alguns.

O Timão não criava, não chegava, o Vitória foi muito mais perigoso e se não fosse mais uma vez Júlio Cesar Kurilin, o resultado seria ainda mais adverso.
Não sei se o SPFC entregou para o Flu ao tomar de quatro, e na verdade nem ligo.
Não me preocupo se o Palmeiras vai com o time reserva. Não acredito que o titular conseguiria vencer os cariocas, de qualquer maneira. O Guarani está para cair, mas é o único que pode complicar. Não por sua (falta de) qualidade técnica, mas pelo grau de nervosismo que o jogo deve apresentar para as duas equipes.

A nossa chance era ganhar os jogos que restavam. Continua sendo assim. Eu acredito!

VAI CORINTHIANS.






Trilha sonora: Não tive o prazer de comparecer aos shows deste fim de semana incrível para a música internacional no Brasil, mas deixo aqui a minha inveja branca e preta pra quem viu o Pavement, o Sir Paul Mc e Billy Ronaldinho. Como diria o tricolor Ricky ao ser expulso pelo Héber Roberto Corgan: viados! ;D

CHAZINHO DE COCA - FESTIVAL PLANETA TERRA E SEUS PARALELOS NO BRASILEIRÃO 2010.

Sábado 20 de novembro de 2010: No "parquinho" mais clássico do Brasil, indies, rockers, patricinhas, gaiatos e entusiastas de todos os tipos puderam nas mais de 10 horas de folia e entre um "mergulinho" e outro no "fanfarronico" e "pneumônico" Splash, curtir o melhor festival musical do país.

O Festival Planeta Terra é sucesso há 4 edições. Apostando sempre na mescla de bandas que são sucesso hoje e nas que foram sucesso ontem, hoje e serão pelo resto dos tempos em que ouvidos vitaminados possuírem corpos humanos que os carreguem.

Não sei por ser minha 1ª vez no festival, mas fiquei estupefato diante da organização jamais notada por mim em outros eventos do tipo. Talvez mais pontos de venda de fichinhas sejam necessários, mas diante de todo o aparato notado isso se tornou irrisório.

Por volta das 16:30 eu lá estava bebericando cervejas geladas com os amigos presentes. Minhas expectativas giravam em torno do Phoenix e das clássicas Pavement e Smashing Pumpkins. Mas fui surpreendido já pelo ótimo show do Of Montreal. Aliás, não por acaso, todas bandas que já foram trilha sonora nos programas do Ferozes Futebol Clube.

O show dos franceses do Phoenix foi o tipo de coisa que você assiste incrédulo e termina extasiado. A sensação final é a de "Porra, valeu o ingresso!".

Teve até mergulho e "nado" épico do carismático Thomas Mars no público. Nas mãos da galera, o bichão foi até o meio onde subiu em uma escada que dava numa cadeirinha com a melhor visão do evento. De lá ele foi ovacionado e eleito o "craque" do festival.





Não sei definir o som do Phoenix. O amigo sabe?

Eles vivem em uma linha tênue entre o alternativo e o eletrônico. Embora os próprios dizem fazer parte da mesma cena de Air e Daft Punk. Enfim, pensar em um rótulo é o que menos interessa. O som é uma maravilha.

Por falar em Daft Punk, diziam milhares de bocas pequenas que o mitológico duo eletrônico faria uma ponta no show dos caras. Criou-se uma expectativa descabida e que foi facilmente esquecida diante do mais do que auto-suficiente show do Phoenix.

A imprensa musical está parecendo a esportiva e a especulação rola solta. Como bem definiu o camarada Jurandir Joy.

A outra história que rolava solta era a de que os líderes de Pavement e Smashing Pumpkins sairiam na porrada no backstage. Não notei nenhum olho roxo em ambos.

Fato é que o show do Phoenix trouxe uma responsabilidade ainda maior para os clássicos Pavement e Smashing Pumpkins, que vinham na sequencia.

O Pavement eu acabei acompanhando mais a distância. Suficiente para notar que 50% do pessoalzinho saiu do Main Stage assim que o show começou. Ato falho de uma geração que se mostra cada vez menos tolerante aos alicerces dos bons sons. O imediatismo dessa galera assusta. O bom de hoje não significa nada amanhã. O de "ontem" então sequer existe em seus repertórios. Ruim para eles.

Perderam um show competente de Stephen Malkmus e cia.

Com o fim do bom show do Pavement, abriu-se então espaço para o show mais aguardado da noite para a maioria do público. A galerinha voltou ao Main Stage.

O careca Billy Corgan estava lá e trazia com ele a responsabilidade de ter criado uma dezena de clássicos noventistas que dataram uma geração inteira.

Billy estava lá, o Smashing Pumpkins estava presente, mas não em essência. O show foi morno. Billy Corgan parecia tocar para si e o setlist não ajudou a ganhar plenamente o público. Os clássicos “Bullet with butterfly wings”, “Today”, “Tonight, tonight” e “Ava adore” foram tocadas de forma desleixada e as faixas mais recentes, destacadas pela banda ao longo da apresentação, não eram exatamente o que os ávidos fãs queriam escutar. Ou não apenas elas.

O atual Smashing Pumpkins é na verdade uma banda de apoio a Billy Corgan. O pessoal é bom, mas não recebem nenhum tipo de destaque. O foco é só o mito Billy Corgan. E olha que a baixista Ginger Reyes merecia um pouco mais de holofotes.


Domingo, 21 de novembro de 2010: Corinthians, Fluminense e Cruzeiro disputam o título do Campeonato Brasileiro, há 3 rodadas do término da competição.

As expectativas giram todas em torno de um careca que fez muito sucesso nos anos 90 e início dessa década. Seu time é bom, aparece como franco favorito a conquistar o título desse ano.

O Fluminense precisa fazer a sua parte para mostrar que pode ainda terminar o BR10 como protagonista. Conta com um carismático e bom de bola argentino em seu meio-campo. Favorito a ser eleito o craque do campeonato.

O Cruzeiro corre por fora, tentando fazer com que o seu estilo mais clássico, mais bem jogado, possa ainda fazer o sucesso de outrora. Tem na figura do já rodado meia Roger a esperança de levar seu bom jogo ao topo.

Ao final da rodada notou-se que o Corinthians, time do careca Ronaldo, perdeu fôlego e com isso deixou de ser a estrela do evento. O Fluminense surpreendeu e venceu seu difícil compromisso por 4X1, com destaque para o carismático Conca e tornou-se sucesso de público. E o Cruzeiro segurou bem a sua escola de futebol mais clássico e mesmo que hoje não seja a estrela de outras temporadas, tem ainda gás para tornar-se protagonista.

Não é a toa que o Ferozes FC banca esses paralelos entre música e futebol. Eles são tão óbvios.

Como óbvio é também que show do Phoenix foi meu predileto, o que não quer necessariamente dizer que o seu paralelo na rodada de ontem do BR10 já tenha atingido o sucesso definitivo da temporada. Mas está próximo.

Deixo os amigos na cia do Phoenix, com vídeo tirado do show de sábado no Planeta Terra. Os caras começaram “só” com Lizstomania. Sente o clima:






CONVITE: Acesse a rádio web da Universidade Cidade de São Paulo e ouça o podcast do Programa Ferozes Futebol Clube. A 27ª edição já está disponível. Eu e meus comparsas comentamos as rodadas do futebol na cia das boas sonoridades. Lembrando que o Programa vai ao ar toda segunda-feira, às 20:00, AO VIVO. Acompanhe pelo link:
http://comunicacidade.unicid.br/radiotape_ferozes.htm

Adicionem o twitter do Ferozes Futebol Clube e fique por dentro das novidades do esporte e da música:
http://twitter.com/joaopaulotozo

Adicionem-me no twitter e vamos trocar boas idéias sobre futebol, música e cultura útil e inútil:
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Cheers

16 de nov. de 2010

POST IT - A ARBITRAGEM EM QUESTÃO. CORINTHIANS, FLUMINENSE, CRUZEIRO.



Acerca da nervosa rodada do final de semana do BR10, escalei os ferozes que me acompanham em minha página no Facebook e perguntei:

Estive fora e alheio a tudo o que aconteceu na rodada do final de semana do BR10. Diz a boca pequena que houve assalto no Pacaembu, confere? Favorecendo a quem? No RJ o Fluminense amarelou? Contem, Ferozes.

Seguem as devidas interações.

Roberto Borati assalto foi pouco o que aconteceu no paca, oras, quem seria o beneficiado com o décimo nono pênalti a seu favor no BR10? e o flu deu mole, mas ainda está na briga!

João Paulo Tozo hahahaha. caceta, preciso ver os lances.

João Paulo Tozo Velho, to vendo aqui o pênalti no Ronaldo. Sendo isento. Acho que eu marcaria tbm. Bichão não visa bola. Ele vai direto nas costas do Gordo.Preciso agora ver o do Cruzeiro.

Roberto Borati cara, discordo, aquilo não foi pênalti....para mim um encontrão normal como acontece em vários e vários lances...e teve um pênalti clamoroso para o cruzeiro, além dos "impedimentos"

Roberto Borati raposa foi operada

João Paulo Tozo não vi ainda esse do cruzeiro. mas do Corinthians não acho que foi encontrão não. o gordo tava de costas e subiu pra cabecear a bola. o zé mané do cruzeiro, por inocência ou não, sobe de cabeça encolhida, o que mata a idéia de que ele sobe pra disputar a bola no alto. Mas ao mesmo tempo ele vai de encontro às costas do Gordo. Dai se ele faz cena ou não, não sei.

Roberto Borati essa arbitragem tá foda, 19 pênaltis para o Corinthians, todos muito suspeitos.

Rene Luis Crema CPI do Brasileirão JA!

João Paulo Tozo ‎2 lances de pênaltis no Tiago Ribeiro do CRU. O 1º que o JC sai com os pés e "pega" o atacante, não foi. O 2º, que o JC sai com as mãos, foi. Claríssimo.

Roberto Borati pois é, cara....esse campeonato tá perdendo a graça...a vitória vai jogar contra o Corinthians e principalmente contra terceiros...

Rogério Real alguém aqui é cruzeirense?

Rene Luis Crema ‎#2005feelings

João Paulo Tozo o que muda isso, Real?

Rogério Real
é que a galera que ta cornetando nem assistiu ao jogo, nem torce pro cruzeiro, nem nada... porra, o mano só visou o corpo do gordo. só. dentro da área? pênalti e bem marcado e melhor ainda convertido. pq ninguém fala da incompetência dos atacantes do cruzeiro que não concluíram em gol, 2 oportunidades CLARAS de gol? preferem denegrir o Corinthians, que nada teve a ver com isso!Ver mais

João Paulo Tozo real, o Borati é fluminense. e nem acho que precise estar envolvido para se ter opinião formada.
eu acho que foi pênalti no gordo. como foi tbm, claríssimo, no Tiago ribeiro. simples. o do Corinthians foi dado. o do cruzeiro não.

Roberto Borati denegrir o que, cara? o Corinthians está sendo beneficiado, isso é FATO!

Rogério Real Borati, teu atacante é o Washington. não tem moral pra reclamar...

Rogério Real Tozo, é isso. Não se tem o que falar. O fator jogar em casa tem dessas vantagens. quem souber tirar proveito, tira!E sem contar que o goleirão falou o canto pro Ronaldo bater.

Roberto Borati pois é, um pena não ter um apito amigo no fluminense, não é mesmo?

Rene Luis Crema Ele tem razão, Washington é um argumento foda, hauahauhauahauahauhauaha

João Paulo Tozo Real, não acho uma justificativa plausível esse papo de "tirar vantagem por jogar em casa". prefiro o merecimento técnico ao merecimento na malandragem.

Roberto Borati assino embaixo, Rene.

Rogério Real kkkk chororo... kkkko teu time empata com um time rebaixado e vc me vem falar de apito amigo? e a competência, onde fica? rs. era obrigação ganhar ontem... e não ganhou! ai vem falar de apito e bla bla bla? Chorão, kkk

Roberto Borati assino embaixo, João!

Roberto Borati chorão não, até porque não sou botafoguense...bicho, o flu deu mole e aí? ao menos tenho orgulho de não ser ajudado pelo apito amigo, já você, né.....

Rene Luis Crema Calma Borati, ta certo que o curinthia é um time suspeito, mas o seu tb não é santo não hein, rsrs >D

Roberto Borati cara, aí vamos ter muito a conversar....se está se referindo a João Havelange, lembre-se que temos que botar na conta do Corinthians....afinal, lembra do caso ivens mendes? pois é...."timão" e patético paranaense....

Rene Luis Crema isso vai longe

Roberto Borati sim, vamos marcar um botecão quando eu chegar ae! vamos fazer uma mesa redonda feroz ?

Rene Luis Crema mas coommmm certeza!

Rogério Real
tozo, se for por merecimento técnico, então pode entregar a taça pro Coringão! Qual time ta jogando melhor nesse campeonato?E no jogo em questão, um empate seria injusto pq ambas as equipes jogaram muito. Se o cruzeiro ganhasse, não iria ficar puto da vida. Vi o jogo. Iria vir aqui e falar: Mereceu! ponto.Ver mais

Roberto Borati o Corinthians melhor time? não concordo nem um pouco....o fluminense também não acho, se for por questão puramente técnica é óbvio que o cruzeiro do cuca levaria, mas sabe como é...apitos....

João Paulo Tozo
Flu e Cor merecem mais que os outros, Real. Mas não vejo um melhor que o outro. E não entendo seu ponto de vista. Se Cor e Cru jogaram igualmente muito, então o empate seria sim o mais justo, oras. Não vi o jogo. Vi lances. Pelos lances,... o Cruzeiro teve mais chances. Mas não cravo merecimento de um ou de outro.

Thiago Cappi não foi pênalti no Ron Aldo, nem pro flu, a torcida do flu mais atrapalhou que ajudou, time nervoso, segue o jogo, semana que vem decidi o campeonato acho.

Roberto Borati cara, o que atrapalhou foi aquele estádio...ele é muito esquisito...a torcida foi ontem, estive lá no meu lugar de sempre, na visão fifa 94, concordo com o Muricy quando diz que é muito estranho terem tirado o maracanã do flu nesse campeonato, até porque sabemos como está sendo tão rápidas essas obras para a copa....

Rene Luis Crema Alias, já podemos dizer que essa será a maior copa de todos os tempos ?rs

Roberto Borati ô! podemos dizer que termos um super time de Manaus para utilizar o moderno estádio?

Thiago Cappi Deu pra sentir o time ansioso, se fosse um jogo da décima quinta rodada tinham levado. eu to torcendo pro Flu e acho que o Vitoria lá não vai ser fácil pro coríntia.

Rene Luis Crema O Grande Yanomami Futebol Clube!

Roberto Borati também acho que não será, mas o time de Sampa tem um amigão.....

O que acham os demais ferozes que acompanham a discussão agora aqui no Ferozes FC?

11 de nov. de 2010

FUTECORE: PITACOS E BOTINADAS



Texto: Leandro A. C. Rosa

Olá feroz, olá você! O Pacaembu é logo ali, mas enquanto sábado não vem, permitam-me discorrer sobre os assuntos mais (ir)relevantes da semana até então.

ADÍLSON BATISTA NO PEIXE: Aproveito a deixa do colega Gregório para que eu Possa exorcizar esse fanfarrão de uma vez. Apesar de não considerar o Santos FC um rival (acho o time simpático), comemorei como um reforço a confirmação deste pseudo técnico como comandante da peixada na temporada vindoura. O Peixe sem dúvida continua como principal postulante ao título da Libertadores 2011, mas a possibilidade de ver Neymar escalado como lateral direito e Ganso como centro-avante trombador faz este que vos escreve sorrir de lado com maldade.

Sobre o curriculum de Louco Batista, recomendo o excelente post do não menos excelente Caio Maia, no blog do Trivela:
http://trivela.uol.com.br/blog/de-onde-vem-a-moral-de-adilson-p1.aspx

Já sobre sua desastrosa passagem pelo Corinthians, dou meu veredito com ares de terapia, pois nos meses em que ele por cá esteve, falar de futebol era falar mal de Adíl Filho. E caso o Timão não leve o penta esse ano, já elegi meu culpado.

Adílson foi demitido do Cruzeiro principalmente por desgaste com a torcida, essa é a versão que chegou a SP. Parece que por lá, não aguentavam mais ver jogadores escalados fora de posição, e insistência em figuras contestadas. Seu momento mais emblemático foi uma destemperada e insana voadora nas placas de publicidade, em um jogo decisivo. O tempo que ficou parado não lhe serviu de reflexão ,parece.

Batista chegou e encontrou um Timão redondo, em primeiro lugar no BR, jogando um futebol sólido e consistente (mais sobre isso no meu post anterior). Achou que não estava bom. Arrogante, impôs seu estilo de jogo ofensivo e incosequente, muito diferente de seu antecessor Mano, o Menezes. Tal esquema não foi assimilado por completo pelos jogadores, que viram-se escalados fora de suas posições. Elias adiantado pra meia-atacante, junto com Jorge Henrique. Roberto Carlos como um ala, "armando" o jogo pela esquerda. Peraí, mas o Corinthians não tinha um meia, canhoto, artilheiro do campeonato até então? Pois é amigos, B. Cézar na ponta-direita foi a pior invenção do Prof. Pardílson.

Há ainda indícios de mal estar com os líderes do grupo (Ronaldo, William, R. Carlos...), a contratação (desnecessária) do zagueiro Thiago Heleno, a escalação do mesmo (desastrosa), a desvalorização pública de DVDerico e a libertação de um mal antigo, que novamente pairou sua maldição sobre nós, o ressuscitado MOACUMBACIR, galinha-preta do nordeste.

O resultado, sagaz leitor, todo mundo sabe. SETE jogos consecutivos sem vitória. Crise pela primeira vez em muito tempo. Nem mesmo a eliminação na para o Flamengo causou tamanha revolta no Pq. São Jorge. Não vamos aqui entrar em méritos de "se minha mãe fosse homem", mas é fato que se tivéssemos conquistado metade desses pontos, neste exato momento crianças chinesas estariam confeccionando faixas de Campeão Brasileiro 2010 em preto e branco. Esperemos que, apesar de Batista e dos direitos humanos, elas ainda o façam.

SOBRE ADRIANO: Ronaldo indicou, nosso mestre JP indagou: Adriano no Timão, carimba?
Minha opinião é que Adriano tem massa encefálica proporcional a sua capacidade de marcar gols. Não tem a cara do Timão não, mas foi um dos melhores centro-avantes que já vi por aí, e ainda o pode ser se assim o quiser. Carimbo fácil! Ainda mais devido a carência de um goleador nato na ausência de Ronaldo. Mas deixo as especulações pra depois, após a comemoração do título. \O/

STJD: Bom, quer dizer então que eu vou ao estádio do meu rival, no setor visitante, causo tumulto e prejudico-o, fazendo perder mando de campo na reta final de campeonato? Acho que essa moda pega hein, STJD! Precedente perigoso. Vamos recorrer!
E porcada, por obséquio, voltem pro chiqueiro. ATUALIZAÇÃO: O Corinthians conseguiu o efeito suspensivo e jogará contra o Vasco no Pacaembu. O Palmeiras ainda não recorreu.

A "FINAL" DE SÁBADO: A volta de São Jorge Henrique é motivo de celebração, mas o Romarinho de Pq. São Jorge deve começar no banco. Acredito em um jogo truncado no primeiro tempo, mas mantendo-se a igualdade, a promessa é de um segundo tempo épico, já que o empate só interessa ao Fluminense. VAAAAAI CORINTHIANS!


TRILHA SONORA: Putz, depois que eu vi que o link do primeiro post tava quebrado. Então segue agora o correto, porque valorizo muito. Guy Ritchie + EODM + Nike

9 de nov. de 2010

POST IT - ADRIANO NO CORINTHIANS?


Ronaldo Nazário, o “Fenômeno”, disse que Adriano, o “Imperador”, é sem dúvidas o seu sucessor ideal no Corinthians.

Sucessor? Nazário não disse que irá empurrar sua carreira por mais uma temporada?

Seja para sucessor ou companheiro de ataque, fato é que Ronaldo já iniciou junto ao Corinthians o lobby pela contratação do ex-atacante de Inter de Milão, São Paulo, Flamengo e atual Roma – onde vem sendo pouco aproveitado.

Sem debruçar por qualquer que seja o aspecto dessa possível contratação corintiana para o ano de seu 101º aniversário, levantei em minha página na rede de relacionamentos “Facebook” algumas opiniões de amigos alvinegros (ou não) acerca da possibilidade. Como título de curiosidade segue a interação entre eu e meus camaradas:

João Paulo Tozo Ronaldo disse que o Adriano é o seu sucessor natural no Corinthians. O que acham disso os nobres camaradas alvinegros?

Marcio Costa Custodio acho bom! o corinthians eh a cara dele! acho q ele pode aumentar de rendimento no corinthians. fora a campanha de marketing, podemos gerar muito $$$ em cima dele. e ele tem ainda 28 anos. pode jogar mais uns tres anos no coringao.

João Paulo Tozo o que é ter "a cara do corinthians"?os problemas recentes dele e a falta de futebol, não interferem em todo esse cenário maravilhoso desenhado?

Marcio Costa Custodio ter raça... calor da torcida... ser o xodó da fiel... acho q ele pode melhorar tanto psicologicamente quanto fisicamente no corinthians... ele ja deu exemplos antes de "redencao"...

João Paulo Tozo
deu? no flamengo? por 6 meses apenas? vale? garra, calor de torcida, xodó. são caracteristicas de quase todas as grandes massas, não é privilégio de uma delas. e o adriano não tem esse perfil.a análise sobre ele é técnica. como ele não vem ...sendo utilizado na roma. essa análise acaba não tendo sustentação. é apostar em um nome que já foi forte no mundo da bola. uma aposta, apenas.

Marcio Costa Custodio vale sim! eh uma aposta sim, como qualquer outra contratacao! sou a favor dessa aposta! tem que correr riscos!! se ele ganhar um titulo de expressao ao corinthians, ja vale!

Karen Bachega Neste momento não acho interessante a contratação dele, sem falar no quanto ele é displicente

Tiago Pimentel adriano, quando no auge, foi um dos melhores centroavantes brucutus (no bom sentido) q eu já vi jogar. mas na atual conjuntura, deixa para lá

Márcio Maganha sucessor no papel de come e dorme? Acho ótimo.

Silvio Luiz Stanzani já sabe né. vai ter sacanagem.

João Paulo Tozo neste caso a análise a se fazer é se o risco vale o altissimo valor empregado.mas bacana. em principio achei que os corintianos fossem ser contra.

Karen Bachega eu sou contra, na atual fase

E você corintiano amigo, já tem uma opinião formada a respeito?

8 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - DEU CORINTHIANS NO CLÁSSICO




Texto: João Paulo Tozo

Do alto de toda a isenção que a situação me propiciava, às 17:00 horário de Brasília me sentei diante da TV para acompanhar ao clássico São Paulo X Corinthians.

Surpresa só no narrador escolhido pela detentora dos direitos de transmissão dos jogos – Milton Leite. Milton é hoje, ao lado de João Palomino e Paulo Andrade, ambos da ESPN Brasil, o melhor narrador esportivo de televisão no país. Bacana, gostei.

Encerraram-se aí as surpresas. Em campo o aguardado aconteceu.

O São Paulo que por pouca coisa poderia brigar nesse BR10, tornou-se agora praticamente mais um dos muitos “espectadores” do campeonato. As chances existem, mas são remotas.

Mais remotas ainda pelo futebol tricolor ao longo de toda a temporada. A hegemonia exercida nos últimos 7 anos acabou. Daquele time, só a figura ainda imponente de Rogério Ceni.

O meio campo são paulino carece de alguém pensante. Que até poderia ser Jorge Vagner, mas é por vezes do ainda inconstante Lucas. Quando o garoto não consegue ser decisivo, a acefalia mostra-se presente. Fernandão é só uma sombra do ótimo jogador que já foi. Ricardo Oliveira está mais preocupado em reclamar de passes de letra dados pelo adversário e que resultam em gol, do que tentar ele fazer o mesmo. Dagoberto briga, tenta e continua tentando. Sozinho pouco pode fazer.

Contra um Corinthians quase completo é muito pouco.

Completo não, com um jogador a menos. Ronaldo merece meu respeito pelo histórico, mas hoje mais atrapalha o esquema do que ajuda.

Ainda assim deu Corinthians e com sobras. Elias e Jucilei estão sobrando e cobrem a “ausência” de Ronaldo em campo.

Alessandro, que não vinha bem, ontem teve atuação tática importante. Resignou- se muitas vezes a fazer a cobertura para as subidas de Elias e Bruno Cesar. Por ali o São Paulo pouca coisa fez.

Digo isso há tempos. O time do Corinthians é muito forte. Falta elenco, faltam peças de reposição. E isso ficou muito claro no momento conturbado do time sem vitórias, com futebol pífio. Mas com a volta de todos complica e é difícil batê-los.

Ao São Paulo sobra o papel de “fiel da balança”. Pega ainda o Fluminense, o principal rival corintiano ao título. Sem ter pelo que brigar no ano, pode se dar “ao luxo” de demandar “pouca atenção” ao jogo. Não acredito em entregas de jogos. Mas que a volúpia não é a mesma não é. E nem se pode esperar o contrário.

A Copa do Brasil em 2011 pode servir para o SP rever seus conceitos, seus sobressaltos, seu elenco.

Ao Corinthians resta a opção de vencer e torcer muito contra o Fluminense, que como ele voltou a se acostumar com as vitórias.

Cheers,

FUTECORE - SÓBRIO


Texto: Leandro A. C. Rosa

Ferozes e felinas do Brasil, loucos e loucas da República Popular do Corinthians, é com prazer quase sexual que retorno aos gramados do FFC, para um segundo post de muitos vindouros. O tema é a vitória do Timão no majestoso, o passado, a cerveja e o futuro, não necessariamente ordem nessa.

O Timão aumentou o tabu, que perdura desde os remotos tempos de Betão Eterno, teve direito a picardilha de Dentinho e provocação no site oficial (CPF na nota?). O SPFC bambiou mais uma vez.

Apesar da freguesia recente, vale salientar que o escréte do Jardim Leonor é um adversário que impõe respeito, mesmo não estando aonde mais gostaria, nas cabeças. O Majestoso quase sempre é um duelo tático estudado, e assim o foi mais uma vez.

Clássico é clássico e vice-versa, já dizia o outro, e a ansiedade pelo duelo havia começado na quarta-feira, após a goleada em cima do Avaí. Domingo de sol, as geladas imploravam pela minha garganta enquanto ensaiava ferozmente com a minha banda. Sessada a explosão musical, vesti a farda e parti de encontro ao campo de batalha, um buteco deveras agradável na Av. Robert Kennedy em minha SBC natal. Frituras e geladas avançavam incisivas como o ataque Tricolor, mas encarnei nosso Júlio Cesar Kurilin e não deixei escapar uma.

Perto dos 40 min do primeiro tempo, a felicidade transbordou das mesas alvi-negras e a garganta rouca gritou GOOOOL e outros impropérios impublicáveis. Bolão de Jucilei, o MONSTO Jucilenda, Jucilampard, Juci-lei-do-mais-forte. Elias Corinthians penetrou a pequena e mandou uma bomba por cima de um goleiro de pijamas, que se ajoelhou como de costume.

1x0 Timão e embriagado como nosso camisa 7 parece estar na foto que abre o post, tive uma emoção de quem revê um velho amigo perdido na madrugada. Era o MEU Corinthians que havia voltado. O time que joga o melhor futebol do Brasil desde 2009. O time montado por Mano, campeão paulista e da Copa BR, 100% de aproveitamento na primeira fase da Libertadores. Time que joga com a bola no pé, que controla o jogo e explora o erro do adversário. Esse Corinthians tinha sumido com o famigerado Adílson "Burro" Batista, que inexplicávelmente ainda tem crédito com parte da imprensa e público. Ao impor seu estilo "bumba meu boi", o ex-zagueiro campeão mundial conseguiu perder jogos incríveis, até em casa, contra potências como Atlético de Goiás e Ceará de Ceará. Aos que culpam as lesões, eu culpo novamente Adíl Filho. Com sua cara de bêbado e voz embargada, conseguiu fazer nossos heróis jogar com o R1 do video-game sempre apertado, estourando jogadores e a paciência deste que vos escreve. Tivéssemos nós conquistado metade dos pontos que disputamos sob a batuta de Louco Batista, seríamos líderes isolados.

Não choremos sobre a cevada derrubada porém. Trouxemos de volta o gelado Tite, que com frieza de ânus de foca gaúcha, retomou o estilo sóbrio, cadenciado e vencedor de seu conterrâneo Mano, o Menezes. O clássico com o SPFC continuou quente, elas tendo maior volume de jogo, parando porém no paredão poderoso do Time do Povo. Nos contra-ataques, ou nas jogadas bem trabalhadas, o Timão chegava, e assim o fez novamente, depois de jogada iniciada por Dentinho, passando por Paulinho até chegar em Alessandro, que cruzou pra trás e correu pro abraço. Dentinho havia completado. 2x0 e caixão fechado. O garçon corinthiano trouxe a conta. Paguei feliz. Fim de um domingo excelente.

Agora o futuro continthiano parece mais azul.
Em uma semana decidiremos com o Cruzeiro quem segue à caça do ainda líder Fluminense.
Com a possível volta de São Jorge Henrique, acredito ainda mais no time que voltou a jogar o futebol mais consistente do Brasil. O Coringão voltou. E voltou para ficar!

TRILHA SONORA: Ska-core maroto do saudoso REEL BIG FISH - BEER.

5 de nov. de 2010

FUTECORE - ALTANEIRO



Texto: Leandro A. C. Rosa


Ferozes e felinas do Brasil, é com grande honra e orgulho que debuto minha coluna aqui no mundialmente famoso Ferozes F.C., espaço qual sempre fui leitor, e hoje tenho prazer de fazer parte.
Convidado pelo ilustríssimo amigo JP Tozo, debaterei com os ferozes acerca do Sport Clube Corinthians Paulista, paixão centenária desse que vos fala.

O Time do Povo, que traçou um projeto grandioso como havia de ser, sofreu uma eliminação precoce na competição que é sua obsessão maior, a Taça Libertadores da América, decepção que este ecriba sofreu in loco e que causa pesadelos em noites de chuva.

Restou a busca pelo pentacampeonato nacional, e desde o começo do certame até agora, impressionantes trinta e três rodadas passadas, o Timão sempre esteve entre as três primeiras colocações. Mesmo sem Ronaldo por quase todo o campeonato e enfrentando sérias turbulências sob o comando do (des)treinador Adílson "louco" Batista, a equipe chega ao clássico com o SPFC a um ponto do líder Fluminense, faltando quinze a serem disputados.

Após a goleada de quarta-feira última sobre o Avaí de Haway, o Coringão vive um momento decisivo no campeonato, quando pode alçar vôo altaneiro em busca do título, em caso de vitórias no Majestoso de domingo e no confronto direto com o Cruzeiro na próxima semana. Assim como a ave que dá nome a principal torcida, o corinthiano espreita os próximos asversários e, tal qual o gavião, espera voar mais alto na hora certa, rumo à vitória.

Como trilha sonora inaugural, a união do que une todos nós: Futebol e música.
Direção de Guy Ritchie, música de Eagles of Death Metal - (Don't Speak) I Came to Make a Bang!

25 de out. de 2010

Não importa


Texto: Beto Almeida
Imagem: Junior Lago/UOL

O  telefone toca. Minha mão tateia o colchão, procurando o aparelho celular. O quarto está escuro, as janelas fechadas. Do outro lado da linha fala João Paulo Tozo, editor do Ferozes F.C.:
- E aí, Beto... Como vai essa força? Tá sumido, rapá... A galera tá com saudade dos seus textos...
- Pois é, João. Ando meio deprimido, sacumé, não consigo escrever... Falta inspiração e vontade.
- Mas, por quê? Que tá acontecendo contigo, malander?
- É o Timão, cara... Não ganha mais nada, tá osso...  Não tô acostumado com essa seca severina...
- Mermão, essas coisas acontecem, relaxa...
- Quéisso... Pode acontecer com você que é palmeirense, mas eu... Cara, é difícil.
- É só futebol, velho... Ninguém morreu... Sai dessa, bicho.
- Eu sei... “A mais importante das coisas desimportantes” e blábláblá e tal...
- Cara, experimenta sair de casa um pouco. Quem sabe dando uma volta você acaba tendo uma inspiração, sei lá.
- Beleza, cara. Vou fazer isso.
Levanto, tomo um banho. Visto qualquer coisa e saio pra rua. O dia está esquisito neste domingo, um céu cinza. Pensando bem, isto não é esquisito. Não em São Paulo
Pais passeiam com seus filhos. Homens e mulheres passeiam com seus cães. Vou até a padaria, tomo um café. Converso com a balconista e com o chapeiro. Vejo as mensagens deixadas por amigos e amigas no celular.
Encontro meu irmão. Tomamos uma cerveja, botamos o papo em dia. Ele é palmeirense, coitado. Combinamos de ver o derby juntos, mais tarde. Damos risadas, a vida é boa. Ele se despede, pego o caminho de volta pra casa.
Cigarros são fumados, ligações são feitas. Uma mulher linda passa por mim, evita meu olhar. Folheio umas revistas na banca de jornal que não despertam meu interesse. Penso que amanhã é segunda-feira e tenho de ir ao trabalho. Não quero pensar nisso, penso novamente na mulher que passou por mim. Penso em outra mulher.
Meu vizinho maluco grita palavras de ordem aos passantes. Penso que queria estar na praia, tomando um banho de mar pra tirar toda zica. Uma roda de samba com os amigos. Vejo as crianças brincando na rua, penso que crescer é bom.
Meu irmão passa pra me pegar pra ver o jogo. Antes a gente almoça na casa dele. Minha cunhada fez arroz de forno acompanhado de sardinhas ao molho de tomate e pimentão. Muito bom.
A gente joga um pouco de videogame. Depois vai num barzinho assistir o jogo. A cerveja desce bem pela garganta, o papo vai fácil.
O jogo termina. O Corinthians ganhou de 1 x 0. Não importa. É só futebol. A mais importante das coisas desimportantes.

14 de out. de 2010

CHAZINHO DE COCA - SOBRE RIVAIS, REVIVALS E A QUEDA DO CORINTHIANS


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Lancenet


Com 29 rodadas já disputadas, o Campeonato Brasileiro mostra a deterioração de um time que vinha sendo apontado por muitos como favorito ao título. E não por acaso. Essa situação foi adquirida em campo, com boas atuações e destaques individuais com nível de seleção. Vide seus dois jogadores convocados e a iminência de outros serem chamados.

Mas com 29 rodadas e restando somente 9 para o término da competição, o que era certo, passa a ser duvidoso, para não dizer tenebroso.

Liderança. Vaga no G3 da Libertadores. Tudo isso passou a ficar ameaçado desde o declínio técnico, além claro, dos inúmeros desfalques que vem se acumulando. Sem falar da deficiência no elenco, que não possui peças de reposição em condição de suprir a ausência dos titulares.

É amigo, para quem acha que estou descrevendo a situação do Corinthians no BR10, saiba que a história acima citada passou-se em 2009 e o protagonista dela foi o Palmeiras.

Com uma pequena diferença. Na 29ª rodada do BR09 o Palmeiras era líder com 54 pontos e 5 de vantagem sobre o São Paulo, então vice-líder. Hoje o Corinthians é “apenas“ o 3º colocado com 49 pontos, somente 2 a mais que o Internacional.

Pior que isso é a crise que se instalou no clube desde a saída de Mano Menezes para assumir a seleção. Adilson Batista chegou e desandou um time que vinha caminhando muito bem e foi demitido – ainda acho que precipitadamente. As opções naturais para preencher a vaga não aceitaram o convite (até o encerramento dessa coluna). O interino estreou levando de dois do Vasco – lucro, tendo em vista o volume de jogo dos cariocas e a ausência corintiana em campo.

Não é possível enxergar nesse time condição de mudar drasticamente esse cenário em tão pouco tempo restante para o final do BR10. Mais ainda pelo fato de os times que vem logo atrás estarem em momento técnico bem superior ao do Corinthians. O próprio Palmeiras, que parece ter aprendido a lição, começa a reagir ainda em um momento que pode lhe propiciar brigar na parte de cima do campeonato. Isso sem falar do Santos, que sobe a cada rodada e já é o 5º colocado, apenas 4 pontos atrás do Corinthians.

Todo o resto da história é quase um revival de 2009. O Verdão tinha Diego Souza e Cleiton Xavier na seleção brasileira e mais cinco desfalques entre contundidos e suspensos. Levou de 3X0 do Náutico, nos Aflitos e demarcou ali a mais surpreendente decadência técnica de uma equipe favoritíssima ao título. Ao menos até o BR09.

Resta saber se o restante dessa história irá se repetir. O Palmeiras chegou à última rodada de 2009 ainda sonhando com título, mas acabou fora até da Libertadores, causando uma crise técnica e interna que se arrastou até recentemente.

A queda do Corinthians dá-se praticamente no mesmo momento do campeonato. Mas ao contrário do maior rival na temporada passada, o alvinegro não tem a chamada “gordurinha” para queimar.

Tendo em vista o atual momento, mais ainda após a péssima partida de ontem, pode-se dizer que o Corinthians tem sorte por estar onde está ou encontrar o BR10 em sua reta final. Tivesse ainda mais rodadas e a briga do time seria outra e bem mais ingrata.

5 de out. de 2010

Café com Leite: De eleições e futebol


Texto: Beto Almeida
Foto: Fernando Santos/Folhapress


E a rodada do Brasileirão foi antecipada por causa da festa da democracia em nosso país, o domingo das eleições. Que democracia é essa que grassa num país de tantas desigualdades eu não sei, e não é o Tiririca que vai me contar.
Vai lá que também cumpri meu dever cívico e depositei meu voto na urna, ou melhor, digitei os botõezinhos necessários para me sentir bem com minha consciência. Aí foi passar o dia com meus pais, pois não transferi meu título e tenho de voltar pra cidade natal pra votar. Boa desculpa pra filar uma comidinha da mamãe.
E as horas passam com muito carinho de irmãos, cunhadas, tios, tias e taças de vinho. Fala-se sobre tudo, política e futebol, inclusive. E nas minhas filosofadas chego à conclusão definitiva sobre o eleitor: ele é, antes de qualquer coisa, um torcedor.
Não tô falando do eleitor comum, aquele que vai votar obrigado, não. To falando daquele que inunda minha caixa de e-mail com mensagens xingando a Dilma. Por          que só recebo essas, podecrê.
Veja bem, que a figura também não pode ser comparada ao torcedor comum. Ele é um torcedor do São Paulo, aquele que só vai na final. Porque só vejo o tipo bradando contra o perigo vermelho nessa época de eleições, o resto do ano nem pra mandar e-mail de mulher pelada. Vai entender.
Feita essa brilhante análise, como sempre costumo fazer, vamos falar do Coringão. Esse sim é o preferido dos brasileiros, de todas matizes ideológicas. Se pudesse ganhava todos campeonatos no primeiro turno. De lavada.
Mas a coisa não é assim, e tem de ser no jogo jogado dentro do gramado. O que é bem melhor e justo. Pois que tropeçamos empatando com o Ceará no Pacaembu, mas nossos adversários diretos pelo título de campeão, Cruzeiro e Fluminense, também empataram seus joguinhos nesse sabadão.
Mas não dá pra perder pontos assim. O Ceará que me desculpe, grande clube do Nordeste e com torcida apaixonada, porém com elenco bem mais modesto que o do alvinegro paulista. Pois o futebol imita a vida, e vice-versa.
E Adílson Batista, dá pra explicar o que o Edu tá fazendo no time? Acho que só você sabe a resposta.
O time também vai sentir falta do São Jorge Henrique Guerreiro, o maratonista. O baixinho se contundiu no jogo. Tudo bem, o Dentinho volta e dá pra fazer um bem bolado lá na frente. Elenco pra isso a gente tem.
O que não dá é pra perder pro Atlético Mineiro, pô. Os mineiros tão no fundo do poço, tem de ensacar os caras. Tá na cara que vão vir com tudo pra cima do Timão, o negócio é resistir à blitz e marcar no contra-ataque. Ou seja, repetir a atuação que o Timão teve contra o Fluminense. Dá pra fazer.

Café com Leite: De eleições e futebol


Texto: Beto Almeida
Foto: Fernando Santos/Folhapress

E a rodada do Brasileirão foi antecipada por causa da festa da democracia em nosso país, o domingo das eleições. Que democracia é essa que grassa num país de tantas desigualdades eu não sei, e não é o Tiririca que vai me contar.
Vai lá que também cumpri meu dever cívico e depositei meu voto na urna, ou melhor, digitei os botõezinhos necessários para me sentir bem com minha consciência. Aí foi passar o dia com meus pais, pois não transferi meu título e tenho de voltar pra cidade natal pra votar. Boa desculpa pra filar uma comidinha da mamãe.
E as horas passam com muito carinho de irmãos, cunhadas, tios, tias e taças de vinho. Fala-se sobre tudo, política e futebol, inclusive. E nas minhas filosofadas chego à conclusão definitiva sobre o eleitor: ele é, antes de qualquer coisa, um torcedor.
Não tô falando do eleitor comum, aquele que vai votar obrigado, não. To falando daquele que inunda minha caixa de e-mail com mensagens xingando a Dilma. Por          que só recebo essas, podecrê.
Veja bem, que a figura também não pode ser comparada ao torcedor comum. Ele é um torcedor do São Paulo, aquele que só vai na final. Porque só vejo o tipo bradando contra o perigo vermelho nessa época de eleições, o resto do ano nem pra mandar e-mail de mulher pelada. Vai entender.
Feita essa brilhante análise, como sempre costumo fazer, vamos falar do Coringão. Esse sim é o preferido dos brasileiros, de todas matizes ideológicas. Se pudesse ganhava todos campeonatos no primeiro turno. De lavada.
Mas a coisa não é assim, e tem de ser no jogo jogado dentro do gramado. O que é bem melhor e justo. Pois que tropeçamos empatando com o Ceará no Pacaembu, mas nossos adversários diretos pelo título de campeão, Cruzeiro e Fluminense, também empataram seus joguinhos nesse sabadão.
Mas não dá pra perder pontos assim. O Ceará que me desculpe, grande clube do Nordeste e com torcida apaixonada, porém com elenco bem mais modesto que o do alvinegro paulista. Pois o futebol imita a vida, e vice-versa.
E Adílson Batista, dá pra explicar o que o Edu tá fazendo no time? Acho que só você sabe a resposta.
O time também vai sentir falta do São Jorge Henrique Guerreiro, o maratonista. O baixinho se contundiu no jogo. Tudo bem, o Dentinho volta e dá pra fazer um bem bolado lá na frente. Elenco pra isso a gente tem.
O que não dá é pra perder pro Atlético Mineiro, pô. Os mineiros tão no fundo do poço, tem de ensacar os caras. Tá na cara que vão vir com tudo pra cima do Timão, o negócio é resistir à blitz e marcar no contra-ataque. Ou seja, repetir a atuação que o Timão teve contra o Fluminense. Dá pra fazer.

23 de set. de 2010

Café com Leite: De virada é mais gostoso!

Texto: Beto Almeida
Foto: Bruno Miani/UOL

Eu já sabia! É o que todo mundo disse ao término do jogo entre Santos e Corinthians em que este mais uma vez ganhou daquele pra corroborar a freguesia e agravar a crise instalada na Vila Belmiro há uma semana.
Praqueles extraterrestres que habitam lugares distantes do mundo da bola eu conto a história: afinal de contas tenho uma cota de linhas para cumprir. E ela começa quarta-feira passada no jogo entre Santos e Atlético Goianiense onde o garoto Neymar – principal jogador peixeiro e incensado pela mídia esportiva como o novo Pelé e salvador do futebol brasileiro – ao ser preterido pelo técnico Dorival Júnior na cobrança de uma penalidade máxima passou a desancar colegas de equipe e o próprio chefe no meio do campo, tudo captado pelas atentas câmeras de TV em rede nacional e internacional, como deve ser.
Oras bolas, isto é o futebol, meus amigos, minhas amigas, qualquer tema, por mais irrelevante que seja, adquire proporções titânicas em jornais, revistas e programas de televisão, sem falar nos blogs, redes sociais e um tal de twitter, coisas modernosas de modernos, e causa-se o estardalhaço necessário para garantir a audiência, tiragem e visitação, ganha-se uns cobres com a publicidade e a indústria desportiva agradece, imprensa, clubes e o próprio jogador – que, apesar de ser chamado de monstro, não precisa se preocupar com a falta de grana pra pagar as contas.
Aí que o garoto foi punido com uma multa de 30% de seu (dele) salário e suspenso por um jogo, tudo isso acordado entre diretoria, técnico, jogador, seu (dele) pai e o empresário do jogador, figura que não pode faltar nessas horas – pois é pai, melhor amigo e guia espiritual dos guris com alto potencial de ganhar dinheiro.
Mas o acordo não foi combinado, o técnico Dorival Júnior achou por bem suspender o garoto no jogo de ontem contra o Corinthians também, coitado, foi mandado embora, simples assim, como toda demissão: seja de técnico, seja de peão.
Parece que vai treinar o São Paulo, nem fará parte das estatísticas de taxa de desemprego, bom para o país e principalmente pra ele – que levou uma boa grana de multa rescisória.
Coisa que não acontece com a maioria dos desempregados brasileiros, incluídos aí uma grande parcela de corinthianos diante do aparelho televisor para acompanhar o jogo de ontem, todos na expectativa de uma vitória praquela alegria no meio de tanta tristeza tirando um sarrinho do desempregado santista, este vai ter de dormir com a cabeça mais quente ainda, coitado.
Pois essa é a alegria do pobre e do rico, tripudiar da desgraça alheia, é fantástico: o freak-show da vida.
Pois o menino Neymar entrou em campo, trazendo com ele a responsabilidade de conduzir o time praiano à vitória, coisa que não aconteceu. Até que ele começou bem, uns dribles e tal, fizeram o primeiro gol aos 2 minutos, depois só deu Corinthians – que empatou numa grande jogada de Jucilei que deixou Iarley na cara do gol. Depois o Santos fez o segundo gol com Neymar pegando rebote, o Timão empatou, veio o segundo tempo e o Todo-Poderoso carimbou a virada com uma cabeçada de Paulo André num cruzamento de Danilo, o “Morto Muito Louco”. Foi isso, mais detalhes na coluna do colega Gregório Possa, escriba peixeiro pra azar dele.
Taí que o desempregado corinthiano atravessa mais um dia, sobreviveu e sorriu. Vai acordar amanhã com essa lembrança no pensamento, “tem coisas que fazem a gente seguir em frente”. O desempregado santista tem lá as coisas que também o fazem seguir em frente, mas hoje não se trata de futebol.
O fato é que o Corinthians tá jogando o fino, se continuar nessa toada leva o campeonato. Começou a ganhar fora de casa, algo que não vinha acontecendo. È que agora o alvinegro do Parque São Jorge parece ter achado o esquema de jogo ideal, o elenco qualificado permite muitas variações no esquema tático e o técnico Adilson Batista tá mandando muito bem, colocando o time pra frente.
O mais importante é que o ambiente interno parece muito bom, sem as panelinhas freqüentes que grassam nos vestiários. Isso faz toda a diferença. Nisso dou crédito ao Mano Menezes, ele sabe administrar vaidades. E olha que o Timão tem Ronaldo e Roberto Carlos, duas figuras emblemáticas do panteão de jogadores do futebol brasileiro.
Continua assim Timão, os corinthianos (desempregados ou não) agradecem.

19 de set. de 2010

Café com Leite: Brad Pitt


Texto: Beto Almeida
Foto: Fabio Braga/Folhapress

Pois é, gente... O Timão jogou no sábado o jogo bem jogado, aquele que dá pro gasto e ganhou do lanterna – o Grêmio Itinerante, hoje em Presidente Prudente – por um placar de 3 gols a zero, num Pacaembu tão gelado quanto meus pés.
Com a vitória alcançamos a liderança isolada do campeonato, sacramentada com o empate do Fluminense diante do Flamengo no dia seguinte. Ê coisa boa, torcer pro Timão! E a gente ainda tem um jogo a menos que o resto, olhaí.
Tenho um amigo que acha perigoso assumir a liderança agora na metade da competição: “O ideal era ser segundo colocado até umas cinco rodadas pro final, aí sim a gente decolava pra ser campeão, sem aquela pressão de ser líder. Todo time cai matando em quem tá em primeiro lugar”.
“Bobagem”, eu falo. “Todo time cai matando em cima do Corinthians do mesmo jeito, não importa a colocação. A gente é o eterno primeiro lugar presses caras, o rival que todos adoram ter, o Mais Querido e Mais Odiado – a dualidade das querenças”.
“Taí uma verdade”, ele olha pro alto pensativo e aproveita pra entornar o resto de cerveja que sobra no copo.
Ah, Coringão... Triste sina essa, ser inimigo de todo mundo.
Sintam o drama que se desenrola na padaria onde tomo café e saboreio meu pão na chapa, lugar onde todos os brasileiros duma parcela da Lapa se encontram para sorver sua cafeína matinal que dará ânimo para o resto do dia e jogar conversar fora:
- Aí corinthiano, a CBF já tá ajudando vocês de novo, hein? O juizão garfou o Cruzeiro lá nó Engenhão. Ano do Centenário, né?
- Pois é, que nem 2005, que roubaram do Inter pra dar o título pro Corinthians, você numviu que o André Sanches é amigão do Ricardo Teixeira, foram pra Copa juntos?
“É agora que vão falar do Lula...”, penso, logo sinto – fantástico blog da minha amiga Nina, recomendo!
- E o Lula que é corinthiano e deu um estádio pros caras, puta imoralidade isso aí, o meu tricolor tem casa própria, não precisou de esmola do governo, não...
- Sabe como é, ano de centenário dos caras, né?
- É, ano do semtênada, rárárárá...
Eu, na minha, tomo meu café de boa.
Nós, corinthianos, maloqueiros e sofredores já estamos acostumados com esse tipo de provocação. O Corinthians nunca é vencedor por mérito próprio: sempre é preciso armar uma conspiração gigante para ganhar um campeonato, temos todos os juízes, bandeirinhas e congêneres em nossa folha de pagamento, nossa influência é tão grande e poderosa que nossos tentáculos se espalham por CBF e Governo Federal, Estadual e Municipal, quiçá (adoro essa palavra) a ONU. O Timão é mais poderoso que os Estados Unidos da América. É o Corinthians que vai conseguir a paz no Oriente Médio.
Claro, não se trata disso. É o que chamo de "efeito Brad Pritt" – o cara não tá nas cabeças porque é um excelente ator. Ele é só mais um rostinho bonito, sem talento nenhum, sacumé... No fundo, todos sentem um pouco de inveja dele. Todos querem ser um pouco Brad Pitt. Todos querem ser um pouco corinthianos.

 

16 de set. de 2010

Café com Leite: Aquele abraço!


Texto: Beto Almeida
Foto: Alex Carvalho/UOL

E o Coringão foi pro Rio de Janeiro, a “Cidade Maravilhosa”, ganhar do Fluminense, rival direto pelo título de campeão do campeonato brasileiro de futebol, jogando uma boa bola e conquistando a mesma pontuação do tricolor carioca e a segunda colocação no torneio.
Tudo bem, o alvinegro tem um jogo a menos por causa de uma partida adiada em virtude das comemorações pelos cem anos do clube em 1º de setembro, evento mais comemorado que o Dia da Independência aqui pelos lados da capital paulista.
Pois meninos, eu vi. Mais de cem mil corinthianos festejando e cantando os “parabéns pra você, nesta data querida” ao time que do Brasil é o mais brasileiro. Mas isso é outra história, pra outra mesa de bar.
Que a história de hoje começa no sábado passado quando eu calçado da minha bota de gelo fui ao estádio do Pacaembu assistir a peleja entre Corinthians e Grêmio. Todo mundo sabe que o Timão perdeu esta perdida, mas não por esta coluna – entrei em depressão e não consegui escrever sobre isso e se o faço agora é por sugestão do psicólogo.
Bem, o fato é que, noves fora a derrota, o Jucilei se destacou na partida. Muito bem nos desarmes e no apoio ao ataque mostrou porque foi convocado por Mano Menezes para a seleção brasileira. O garoto jogou muito e o Todo-Poderoso só não ganhou dos gaúchos por conta de uma tarde infeliz de Iarley, que perdeu um pênalti e outros gols feitos, como dizem na gíria ludopédica e futebolística.
Não se pode ganhar todas, assim é a vida mundana, quem ganha sempre não faz parte do meu círculo de amizades – eu que freqüento a Virada do Centenário no Anhangabaú e não as mesas do Leopoldo.
Pois as derrotas deixam os homens mais fortes e firmes em seus propósitos também, senão veja a raça e garra que o Coringão desfilou nos gramados do Engenhão ontem. Os jogadores disseram que encaravam a partida como uma final de campeonato, e era mesmo, perder para o Fluminense seria uma estocada fatal nas pretensões do alvinegro ao título. Apesar de ainda ter muito campeonato pela frente, o Fluminense abriria uma vantagem perigosa em relação ao clube do Parque São Jorge, além de iniciar um processo de quebra de confiança dentro da equipe. Com a vitória corinthiana acontece tudo isso aí que falei com sinal trocado, ou seja, os cariocas que ficaram com essa brocha na mão, como dizem na gíria paterna e vôterna.
O importante é que o time jogou muito bem, superando os primeiros 20 minutos iniciais de alguma pressão do adversário. Depois dominou o meio-campo e daí pra fazer o primeiro gol foi um exercício de paciência. O Timão tinha maior posse de bola e foi cozinhando o pó-de-arroz até o final do primeiro tempo quando fez um gol com Jucilei – o craque que matou a bola no peito e fuzilou no canto direito do goleiro Jorge Henrique. Énóis.

Aí vamos pro intervalo.

Comentário do intervalo: “O Corinthians ganha muito com a volta de Roberto Carlos e Alessandro à equipe. Esses jogadores precisam de substitutos à altura, não de jogadores improvisados em seus lugares quando não podem jogar.” Eu

Voltamos pro segundo tempo. Em uma frase.

O Fluminense voltou pro segundo tempo com Rodriguinho no lugar de André Luis com a intenção de jogar no ataque, o Corinthians se segura e num contragolpe rápido faz o segundo gol aos 21 minutos num cruzamento de Alessandro para Iarlei que logo é substituído por Boquita que tem a função de prender a bola no meio-campo, o Fluminense diminui com Washington, o Corinthians segura o placar de 2x1, apita o final de jogo o juiz Carlos Eugênio Simon!
O trio de arbitragem foi muito bem, também.
Pois é, se o Coringão continuar batendo essa bola, não vai ter outra: será campeão. Jogou um futebol redondo e consciente, de gente grande. Para uma equipe que não havia ganho um jogo fora de casa, nada melhor que obter essa primeira vitória sobre o principal concorrente no campeonato. Isso deu uma moral pro time que é monstra, como dizem na gíria jóvi e descolada da moçada e rapaziada.
Agora é aproveitar a buena onda e ir com tudo pra cima do Grêmio que hoje é Prudente no sábado. Vai Coríntia, não para de lutar!

 

9 de set. de 2010

Café com Leite: Da psicologia, religião, Beatles e o papel da mulher na sociedade


Texto: Beto Almeida

Vailá que não tem jeito, o Coringão não consegue ganhar fora de casa, justificando a alcunha de time caseiro: coisa que os rivais, ou seja, todo mundo, querem imputar ao glorioso clube do Parque São Jorge já faz um tempo.
A verdade é que qualquer time desse meu Brasil brasileiro já tem escrita no estatuto aquela regra que diz que quando enfrentar o Corinthians o elenco deve fazê-lo com gana redobrada: a maior rivalidade do futebol é essa, meus amigos e amigas, uma nação contra outra nação - a nação do resto versus a nação corinthiana – fato documentado e comprovado em qualquer mesa de boteco no interior e no exterior também.
Ninguém quer perder pro Timão, muito menos em casa. E dá-lhe retranca, ferrolho e botinada. Não tem jogo fácil pro Todo-Poderoso, até o Palmeiras jogou bem contra a gente - arrancou um empate! Sentiu o nível da parada?
E não ia ser diferente em Curitiba contra o Atlético Paranaense. Nessas horas o Paulo Baier tem uma atuação digna de convocação pra seleção brasileira. É cada coisa que até Deus duvida.
Mas, naboa... Demorou pro time perceber isso, né?
Vamos ser justos: o técnico e o time sabem disso faz tempo, ontem mesmo vi jogadores comentando isso nas entrevistas. Então porque a vitória não vem? Mesmo jogando contra times inferiores tecnicamente?
A resposta é simples e complicada, como tudo nessa vida de meu Deus e dos diabim que ficam urucando a nossa desdita, e tem explicação na psicologia freudiana, lacaniana, cognitiva ou fenomenológica: a culpa é da mulher.


:O


Brincadeira, pessoal! Só ia falar disso caso quisesse fundar uma nova religião, ou pra arrumar uma explicação do porquê os Beatles se separaram, a velha história de que foi por causa da Yoko Ono e tal. Convenhamos, tá na cara que o problema era o Lennon: ou você acha que um cara que casa com uma mina que tem a bunda mais feia que a dele tá batendo bem da cachola?

A verdade é que o time está muito ansioso quando joga fora de casa. Sai pra matar o jogo logo, acaba se descuidando na defesa e toma um gol. Aí o adversário recua e só joga no contra-ataque. Foi assim com o Cruzeiro. Ou então, o time supera essa ansiedade inicial e sai na frente, mas sente falta do apoio da torcida e sei lá, toma um gol. O Coringão precisa de uma vitória fora pra adquirir confiança. É normal.
Mas isso tem de acontecer logo. Se o Timão pretende ser campeão brasileiro este ano, tem de ganhar fora de casa. Apesar do ânimo redobrado dos adversários.

1 de set. de 2010

Café com Leite: Timão, 100 anos



Texto: Beto Almeida

Tem coisas que não conseguimos transmitir em palavras, não dá. Como explicar o que é ser corintiano? Me rendo, não tenho o talento dos mestres, essa pena fabulosa, sou pequeno  diante dessa Nação – pois o Corinthians é a massa de milhões de torcedores vestindo o preto e o branco – cantando em coro que este sim, é do Brasil o clube mais brasileiro, na comunhão de raças e classes sociais, ponto comum entre tantas diferenças e indiferenças que grassam nessa terra, a religião que abraça todos os crentes e descrentes, homens e mulheres e crianças que corintianos, são iguais.
O Corinthians é o time do chefe e do peão, e este odeia aquele, mas na hora do gol se abraçam como se fossem grandes amigos – e nessa hora eles são – porque quando o Corinthians entra em campo todos somos corintianos.
E é teu símbolo que carregam tatuado no peito, esse amor que nunca há de acabar, o amor perene e eterno, posto que transcende o humano. É imortal.
Salve, Corinthians! Parabéns pelos 100 anos.
Parabéns, corintianos!

23 de ago. de 2010

Café com Leite: Freguês, agradecemos a preferência!

Texto: Beto Almeida
Foto: UOL

“Ôôôôôôô, nosso freguês voltou...” cantava a torcida alvinegra num Pacaembu de 30 mil pessoas que assistiam um clássico chamado Majestoso, aquele protagonizado por Corinthians e São Paulo – este que não veio ao jogo, aquele aplicando sonora goleada acompanhada dos gritos de olé dos fiéis discípulos de São Jorge que voltaram muito felizes pra casa, de metrô, busão, carros, motos e – pasmem – até mesmo a pé, meio de locomoção pouco praticado nas pirambeiras ao redor do estádio.
O placar de 3 x 0 para o Timão até que foi tímido diante do massacre imposto aos tricolores da Vila Leonor, devotado freguês da venda corinthiana, onde sempre volta pra comprar derrotas e é sempre bem atendido. Aquele chocolate suíço que todo mundo gosta.
E a massa de corinthianos agradece o show, um balé digno do Bolshoi e do Grupo Corpo e outras companhias famosas, até Mano Menezes compareceu aos camarotes da casa de espetáculos para matar saudades do time que o alçou à Seleção Brasileira.
- Aí, deixa de enrolar e fala como foi o jogo!
Tá bom, caro leitor, caríssima leitora, falo.
As duas equipes entraram em campo acompanhados dos respectivos mascotes, perfilaram-se e entoaram o hino nacional. O juiz jogou a moeda pro alto e a saída de bola coube ao time do São Paulo. Aqui se encerra a participação do tricolor na partida.
O Todo-Poderoso foi pra cima dos bambis (alcunha dada aos são-paulinos pelos torcedores rivais) numa verdadeira blitzkrieg, ou seja, serviu o trivial costumeiro. O domínio do Timão na partida era evidente e o primeiro gol alvinegro saiu aos 21 minutos, num chute de fora da área de Elias, bem no canto esquerdo do goleiro-ícone Rogério Ceni.
É agora que faço minha análise tática das equipes:
- O técnico corinthiano Adilson Batista mandou muito bem tirando o Danilo do meio-campo, substituindo-o por Jucilei e colocando Elias para jogar mais adiantado. Com essa mudança o Maior de Todos ganhou mais velocidade neste setor do gramado, com Elias e Jucilei chegando de surpresa no ataque e livres de marcação. Foi aí que o Corinthians ganhou o jogo.
- Torcedor tricolor, me desculpe, mas fazer uma análise tática da equipe da Vila Sônia é uma tarefa mais difícil que fazer campanha para eleger o Serra presidente do Brasil.
Depois deste brilhante aparte no texto, onde o autor nos brinda com a chave para a compreensão da partida, continuamos com a programação normal – o passeio corinthiano na avenida tricolorida, pois que Elias marca seu segundo gol no certame aos 41 minutos.
E assim foi o primeiro tempo.
Pois é, jogar com time pequeno dá nisso, alegria da Fiel Torcida que não parava de cantar nas arquibancadas, mesas de bares e sofás de sala em todo o país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Mas que beleza!
O segundo tempo não foi diferente do anterior, o massacre corinthiano continuou sangrento e sanguinolento, o goleiro Rogério Ceni operou mais milagres miraculosos e Jucilei fez o terceiro gol alvinegro, para alegria da torcida e aqueles clichês todos que costumo escrever nestas horas.
Aí o grito de olé imperou e ao time do São Paulo só restou torcer pro jogo acabar logo e não tomar mais umas bolas na rede. Coisa normal.
E o jogo acabou, a rodada também. O Timão está em segundo lugar no Campeonato com 31 pontos, dois pontos atrás do Fluminense que teima em ficar na liderança mesmo sendo dirigido pelo Muricy Ramalho, rei do chuveirinho e das goleadas de 1 a 0. Vá lá, tem muitos jogos ainda e o Tricolor carioca ainda vai dar seus tropeços.
Resta-me agora agradecer ao Timão pelo sono tranqüilo e as alegres mensagens de vivas enviadas pelos amigos ao meu celular. Essas pequenas alegrias não têm preço.