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8 de nov. de 2010

FUTECORE - SÓBRIO


Texto: Leandro A. C. Rosa

Ferozes e felinas do Brasil, loucos e loucas da República Popular do Corinthians, é com prazer quase sexual que retorno aos gramados do FFC, para um segundo post de muitos vindouros. O tema é a vitória do Timão no majestoso, o passado, a cerveja e o futuro, não necessariamente ordem nessa.

O Timão aumentou o tabu, que perdura desde os remotos tempos de Betão Eterno, teve direito a picardilha de Dentinho e provocação no site oficial (CPF na nota?). O SPFC bambiou mais uma vez.

Apesar da freguesia recente, vale salientar que o escréte do Jardim Leonor é um adversário que impõe respeito, mesmo não estando aonde mais gostaria, nas cabeças. O Majestoso quase sempre é um duelo tático estudado, e assim o foi mais uma vez.

Clássico é clássico e vice-versa, já dizia o outro, e a ansiedade pelo duelo havia começado na quarta-feira, após a goleada em cima do Avaí. Domingo de sol, as geladas imploravam pela minha garganta enquanto ensaiava ferozmente com a minha banda. Sessada a explosão musical, vesti a farda e parti de encontro ao campo de batalha, um buteco deveras agradável na Av. Robert Kennedy em minha SBC natal. Frituras e geladas avançavam incisivas como o ataque Tricolor, mas encarnei nosso Júlio Cesar Kurilin e não deixei escapar uma.

Perto dos 40 min do primeiro tempo, a felicidade transbordou das mesas alvi-negras e a garganta rouca gritou GOOOOL e outros impropérios impublicáveis. Bolão de Jucilei, o MONSTO Jucilenda, Jucilampard, Juci-lei-do-mais-forte. Elias Corinthians penetrou a pequena e mandou uma bomba por cima de um goleiro de pijamas, que se ajoelhou como de costume.

1x0 Timão e embriagado como nosso camisa 7 parece estar na foto que abre o post, tive uma emoção de quem revê um velho amigo perdido na madrugada. Era o MEU Corinthians que havia voltado. O time que joga o melhor futebol do Brasil desde 2009. O time montado por Mano, campeão paulista e da Copa BR, 100% de aproveitamento na primeira fase da Libertadores. Time que joga com a bola no pé, que controla o jogo e explora o erro do adversário. Esse Corinthians tinha sumido com o famigerado Adílson "Burro" Batista, que inexplicávelmente ainda tem crédito com parte da imprensa e público. Ao impor seu estilo "bumba meu boi", o ex-zagueiro campeão mundial conseguiu perder jogos incríveis, até em casa, contra potências como Atlético de Goiás e Ceará de Ceará. Aos que culpam as lesões, eu culpo novamente Adíl Filho. Com sua cara de bêbado e voz embargada, conseguiu fazer nossos heróis jogar com o R1 do video-game sempre apertado, estourando jogadores e a paciência deste que vos escreve. Tivéssemos nós conquistado metade dos pontos que disputamos sob a batuta de Louco Batista, seríamos líderes isolados.

Não choremos sobre a cevada derrubada porém. Trouxemos de volta o gelado Tite, que com frieza de ânus de foca gaúcha, retomou o estilo sóbrio, cadenciado e vencedor de seu conterrâneo Mano, o Menezes. O clássico com o SPFC continuou quente, elas tendo maior volume de jogo, parando porém no paredão poderoso do Time do Povo. Nos contra-ataques, ou nas jogadas bem trabalhadas, o Timão chegava, e assim o fez novamente, depois de jogada iniciada por Dentinho, passando por Paulinho até chegar em Alessandro, que cruzou pra trás e correu pro abraço. Dentinho havia completado. 2x0 e caixão fechado. O garçon corinthiano trouxe a conta. Paguei feliz. Fim de um domingo excelente.

Agora o futuro continthiano parece mais azul.
Em uma semana decidiremos com o Cruzeiro quem segue à caça do ainda líder Fluminense.
Com a possível volta de São Jorge Henrique, acredito ainda mais no time que voltou a jogar o futebol mais consistente do Brasil. O Coringão voltou. E voltou para ficar!

TRILHA SONORA: Ska-core maroto do saudoso REEL BIG FISH - BEER.

11 de mar. de 2010

Corinthians x Independiente de Medellín

Abaixo um relato sobre o jogo que aconteceu ontem, Timão x Independiente de Medellín, na ‘VOZ’ de um TORCEDOR CORINTIANO, que gentilmente escreveu este texto para o Ferozes F.C. Vai que é sua, Rodrigo !

Com “Dentão” encavalado, Dentinho salva outra vez

Coração de corintiano sofre, e isso todo mundo já está cansado de saber, não é?

O Sport Club Corinthians Paulista, fundado pela classe oprimida há quase cem anos, tem como marca registrada a tradicional garra e também a capacidade de deixar ainda mais tênue a linha entre a dor e o prazer, entre a raiva e o amor.

E não foi diferente nesta quarta-feira à noite, no segundo desafio da almejada taça Libertadores no ano do centenário, contra o Independiente de Medellín, na altitude de 2640 metros da cidade de Bogotá, na Colômbia.

No início da transmissão meu sangue alvinegro já borbulhou ao ver o time escalado com Marcelo Mattos na lateral direita e Jucilei como segundo volante, devido o titular Alessandro ter sentido dores antes da partida e Tcheco encostado por opção. Após minhas mãos transpirarem, ao som do hino nacional brasileiro, de ansiedade e raiva desses “jogadores de vidro”, que se machucam sozinhos, o Independiente dá o pontapé inicial, e começa atacando para o lado direito da minha nova TV de LCD.

No início, os dois times demonstraram o interesse em estudar o comportamento do time rival, assim como um respeitável lutador de boxe avalia o estilo do adversário. Tanto Corinthians como Independiente mantiveram parcimônia no ataque, com alguns lançamentos em profundidade, na verdade, “tijoladas”, de acordo com o “futebolês” mais fluente.

No decorrer do jogo, notei um Corinthians bem posicionado em campo, com boa marcação e muitas roubadas de bola na saída do adversário, porém ainda com notória falta de criatividade na armação e força no ataque.

Ronaldo (esse renderá um subtítulo neste texto) ficava isolado no frente. Danilo, Elias e Jorge Henrique tentavam dar criatividade à equipe, mas sem muita objetividade. As “tijoladas” persistiram, por parte do time local, já o do Parque São Jorge demonstrava uma moderada superioridade com boa movimentação.

Já eram quase 11 horas da noite, horário em que não se pode mais fazer barulho aqui onde moro, quando de repente, meu grito de palavrão corta o silêncio e se sobrepõe aos bramidos dos vizinhos, também, na maioria, corintianos.

Faltando 5 minutos para o final da primeira etapa, os zagueiros Chicão e Willian conseguem ser driblados de uma só vez por um atacante do time colombiano, que obriga Felipe a fazer um milagre embaixo do travessão. Ninguém disse que ser corintiano era fácil.

A última chance da etapa inicial foi do Corinthians. O árbitro assinalou uma falta quase do meio-campo para o timão. Mano Menezes gritou da lateral do campo para que Roberto Carlos cobrasse. Em uma de suas melhores apresentações no time alvinegro, o lateral esquerdo desferiu uma “patada atômica”, semelhante aos tempos de Europa, exigindo que o goleiro do time colombiano fizesse uma bonita defesa.

Terminada a primeira etapa, mesmo sem fome, faço pausa para água, uvas e bolachas para que eu não coma os meus dedos, devido a enorme aflição.

Converso também com meu vizinho palmeirense que fuma um cigarro na janela e penso: “meu vizinho não é Zé do Caixão, no entanto só tem a possibilidade de rogar pragas aos rivais nesta altura”. Ninguém mandou o “Verdão” amarelar no ano passado.

Bem, começa o segundo tempo e a cara do jogo não se altera. Ronaldo, que, lembrando, ainda será “cornetado” neste texto, se arrasta em campo, ainda com o Corinthians melhor.

Os dois técnicos, então, resolvem entrar em ação. Mano Menezes, que gosta de testar a saúde dos corações corintianos, resolve tirar Danilo para colocar Dentinho, assim perdendo solidez no meio campo e força na criação, já deficiente.

Olha o Corinthians, em especial, Mano Menezes, abalando as dualidades da vida! Sinto euforia e decepção em segundos. Vibrei ao ver Dentinho no aquecimento, mas xinguei quando vi que Danilo é quem iria sair.

Qual será o mico de Ronaldo? (“cornetada” prometida)

Totalmente apagado, o fenômeno, convidado especial do Big Brother Brasil, dispensado pela DIRETORIA do compromisso contra o São Caetano, no último domingo, para brilhar muito na Rede Globo, está cada vez mais se parecendo com um ex-jogador em atividade.

Em frente ao computador, no site youtube, vejo Ronaldo apreciando as lindas curvas de Anamara e um trecho do desempenho do maior artilheiro de todas as copas como, juiz de um jogo idiota do BBB. Me bateu uma dúvida cruel: afinal, quem é o ATLETA PROFISSIONAL que aparece na tela?

Ora, Ronaldo, como disse antes, o Corinthians detém o segredo da alquimia secreta de transformar sentimentos. Ontem você foi idolatrado, amanhã pode ser supliciado em pleno saguão do Parque São Jorge. Pior ainda é a diretoria que formalmente permite esse meretrício. Aqui é Corinthians, poxa!

Fim da Cornetada

Ainda ligeiramente melhor em campo, o castigo enviado pelos deuses do futebol chegou como um soco no estômago do time de Mano Menezes e do bando de loucos que o apóia, inclusive a este maluco que vos escreve.

Nelson Barahona, em posição ilegal, recebe cruzamento, chuta e...”Balança o capim no fundo do gol do Felipe” (salve Silvio Luiz). O silêncio imperou por aqui. Meu sangue alvinegro esquentou. Se alguém, neste momento, me atirasse uma pedra, eu certamente devolveria uma granada, como diria o rapper Thayde.

Após o banho de água fria, o Corinthians tentava pressionar o time local, contudo sem muita consistência. No entanto, aos 40 minutos, Dentinho arriscou um chute de fora da área e acertou o ângulo. GOLAÇO! FESTA DA NAÇÃO CORINTIANA !

Até os bombeiros do agrupamento aqui ao lado do meu prédio comemoraram com sirenes, enquanto fogos de artifício incendiavam os céus, como nuance do reveillon ainda no SEGUNDO jogo rumo ao topo da América.

À propósito, antes e após o jogo, o termo “VAAAAAMU CURIIIIIIIIIINTCHA” despontou como o mais “twitado” no Brasil e, também, por mais incrível que pareça, nos EUA. Isto é Corinthians!

Enfim, quando volto à frente da TV e vejo Jorge Henrique tentando segurar a bola numa cobrança de escanteio, me dou conta que só restava esperar o jogo terminar. E assim foi.

Nada é fácil para o Corinthians, mesmo para um Corinthians ainda sem muita cara de Corinthians.

Apesar de tudo, esse resultado manteve o timão na liderança do grupo 1 do torneio continental, agora com 4 pontos ganhos. O Racing, do Uruguai, com 3 segue na segunda colocação. O Independiente Medellín tem 2, e o Cerro Porteño apenas com 1 até este momento.

Por Rodrigo Foganholi

18 de mai. de 2009

Pira na Chulipa - Fred é absolvido por tapa na cara!

É isso mesmo, por UNÂNIMIDADE, o atacante do Fluminense foi exaurido da culpa por ter dado um tapa na cara do jogador do Goiás, na partida válida pela Copa do Brasil, isso mostra nitidamente que os critério do STJD não servem para todos,  é repugnante.


Por (um pouco) menos o jogador Dentinho (do Corinthians) pode pegar um gancho de 540 dias por uma cotovelada no jogador Rafael Moura do Atlético Paranaense pela mesma Copa do Brasil, se isso acontecer estaremos diante de um das maiores calamidades já vista no nosso futebol nacional.

Não podia deixar isso passar, eu assisti esse jogo e o tapa aconteceu na cara do juiz, esse que pra piorar mais ainda a situação teve a pachorra de expulsar somente o jogador do Goiás.


Como já dizia o célebre apresentador Bóris Casoy, "- Isso é uma VERGONHA".