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20 de jan. de 2011

CHAZINHO DE COCA - TIRONE É O NOVO PRESIDENTE DO PALMEIRAS.

Arnaldo Tirone Jr é o novo presidente do Palmeiras. A vitória foi larga, pra não dizer esmagadora. Ainda que Nobre - preferido da torcida - ganhasse todos os míseros 21 votos de Palaia, mesmo assim não teria conseguido sequer incomodar o vencedor.

Tirone Jr tem apoio político de Mustafa Contursi, ex presidente que fez figuração na era da co-gestão com a Parmalat e que levou o clube a série B quando teve que assumir a responsabilidade sozinho.

Por outro lado, "Juninho" é filho de Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras na década de 60, era de ouro que emplacou o surgimento da 1ª versão da Academia - caros, até arrepia ao escrever "Academia".

Este blogueiro já havia cravado apoio a candidatura de Paulo Nobre em outrora. Mas não cabe agora criticar ou cornetar uma direção que sequer começou seu trabalho. Mas estamos de olho.

Que Tirone Jr traga de volta os bons fluidos da distante década de 60 e não o martírio e a vergonha emplacada por Mustafá em seus últimos momentos como presidente.

Mais do que nomes de candidatos, de cargos e funções, um nome apenas interessa a todos, seja de posição, oposição ou 3ª Via. Mais do que um nome, uma instituição. Uma sociedade formada não por 288 eleitores, mas por 18 milhões de torcedores.

Boa sorte, Tirone.

Eterno, Verdão!

17 de jan. de 2011

CHAZINHO DE COCA - O INIMIGO VESTE VERDE


O ano de 2011 começou para o Palmeiras como terminou 2010. Mesmo time, mesma tensão, mesmos resultados em campo, mesma perspectiva.

Não vou falar aqui sobre as “contratações” feitas até aqui e nem nas peças especuladas para chegar.

Tão óbvio como entender as razões dos fracassos do ano que terminou, é entender que se nada mudar, tudo fica como está. Redundância mais do que cabível quando se fala nesse Palmeiras.

Esse Palmeiras de eleições marcadas para a próxima quarta-feira, logo no início da temporada. Comandantes de uma nova era que já teve início sob as ações dos que lá podem sequer permanecer.

Mas se a eleição marcada para uma temporada que já deveria ter suas diretrizes bem delineadas é algo estapafúrdio em um mundo que prega o planejamento, ainda mais absurdo é entender um pleito que pode dar ao seu presidente um vice de outra chapa.

Sim meus caríssimos. Há uma eleição dentro da própria eleição. Além de votar no presidente do clube nos próximos dois anos, excelentíssimos dirigentes terão também de escolher o vice e que não necessariamente deve ser da mesma chapa do presidente escolhido. É a mesma coisa que a Dilma ser presidenta com o Índio da Costa, vice de José Serra, nas eleições de outubro passado.

Mas partindo do pressuposto de que lá estão pessoas que só prezam o bem do clube, imagina-se que qualquer que seja formação da nova diretoria, uma única coisa estará em jogo – o bem da Sociedade Esportiva Palmeiras- pelo menos é assim que deveria ser.

O Inimigo veste verde.

2010 marcou o retorno de três ídolos ao clube de Palestra Italia – Felipão, Kleber e Valdívia.

Se mesmo contando com os três os resultados ficaram longe do esperado, ao menos restou a esperança de que 2011 pode ser diferente já partindo pela presença desses desde o início do ano.

E então surgiram os “Pescarmonas” da vida, que ao invés de usar a imagem desses três para promover um novo momento no clube, estimulando outros bons nomes a vir jogar ao lado desses, preferem açoitá-los publicamente, tornando insustentável uma situação que já não se sustenta há tempos. E ainda falaram de Ronaldinho Gaúcho (se bem que esse não escolheu um caminho tão diferente assim), agora falam de Alex. Logo pinta o nome de Messi, Cristiano Ronaldo. Tudo isso para desviar o foco. Para dar ao torcedor algo para se distrair, que não seja a lixeira política em que se transformou o clube.

Agora surge outro nome nessa novela sem graça – Osório Furlan – guardem esse nome.

Quando o Palmeiras repatriou o chileno Valdívia em 2010, Furlan bancou uma parte do valor, o que o tornou dono de 36% do passe do jogador. Furlan é minoritário, sendo que o Palmeiras é o dono dos outros 54%. Ou seja, em vias de fato, quem manda nessa relação é o Palmeiras.

Em vias de fato, um Conselheiro de clube deve zelar pelo bem desse clube. Osório Furlan é Conselheiro do Palmeiras. E a não ser que ele ache Valdívia um perna de pau, o que ele vem tentando fazer e lesar quem deveria zelar. Furlan é candidato a vice-presidente na chapa Furlan é candidato a vice-presidente na chapa de Salvador Hugo Palaia.





Furlan disse recentemente que Muricy Ramalho pediu a contratação de Valdívia para a disputa da Libertadores. E ontem, em entrevista a Rádio Globo de São Paulo, criou até um factóide para justificar esse pedido do técnico do tricolor carioca, onde segundo fontes de dentro das Laranjeiras, Deco não deverá permanecer no clube e Valdívia seria seu substituto.

Digo factóide, pois a mesma Rádio Globo, só que do RJ, disse a pouco que não há nenhum tipo de informação a esse respeito por lá. Nem sobre a saída de Deco e nem sobre um possível interesse de Muricy em Valdívia.

Na mesma entrevista em que conta essa história, Furlan usou de sua posição política e também de seu status de empresário no caso Valdívia, para ameaçar os conselheiros que irão votar na próxima quarta-feira. Segundo ele, a situação do chileno no clube pode ser uma, caso ele seja eleito vice-presidente, mas pode ser outra, caso ele saia derrotado do pleito. Uma ameaça pública, em rede nacional, sem medo de ser feliz.

É com esse tipo de gente que o Palmeiras vive o seu dia-a-dia. É com pseudo-palmeirense como esse Osório Furlan no topo da direção do clube que o Palmeiras precisa sair desse buraco sem fim que continua sendo cavado por mãos inescrupulosas. É nas tramas de tipinhos como esse que os rivais sustentam suas teses de apequenamento do alviverde imponente.

E é, infelizmente, na continuidade dessa política tacanha, desprovida de planejamento estruturado, que escolhe seus líderes enquanto os rivais escolhem seus soldados, que o Palmeiras continuará dando murro em ponta de faca pelos próximos tempos. Até que caia uma bomba atômica lá dentro e as eleições diretas sejam adotadas. Acabando de vez com esse ciclo vicioso de velhos de velhas idéias que forjam uma palestrinidade pintada em preto, vermelho, azul, grená, qualquer cor, menos a verde.

9 de jan. de 2011

CHAZINHO DE COCA - AS DESISTÊNCIAS DE PALMEIRAS E GRÊMIO NA NOVELA RONALDINHO GAUCHO.

Ontem o Grêmio, hoje o Palmeiras. Se haviam opções de sobra para o dentuço mais talentoso do futebol do mundo, resta agora apenas o Flamengo como opção nessa sua conturbada volta ao futebol brasileiro. O leilão acabou e o derrotado maior é o próprio Ronaldinho.

Se ele e seu irmão (e péssimo) procurador, Assis, esperavam um anúncio bombástico, agora já era. Só há um interessado.

Mas não adianta Palmeiras e Grêmio virem a público pra dizer que não entraram em leilão pelo jogador, pois entraram sim. Mas agiram em tempo de tornar o mico menor e arranhar menos suas gloriosas histórias.

A novela foi tão cheia de personagens ruins de atuação, que até o vice-presidente do Milan, o tal de Adriano Galliani, mostrou-se um completo fanfarrão, aproveitando-se do momento para destilar sua completa falta de trato com os assuntos da bola, como da história que liga o seu país ao nosso.

Galliani afirmou em sua desastrosa coletiva que torcia para que o jogador fosse para o “rossonero” Flamengo.

Oras, não sabe o pobre dirigente que a cidade de São Paulo é a 3ª maior cidade italiana no mundo? Certamente que não.

Não sabe esse senhor que nesse que é o maior pedaço da Itália fora da Velha Bota, o maior representante da cultura e da integração ítalo-brasileira chama-se Sociedade Esportiva Palmeiras e que isso é muito, mas muito mais representativo que qualquer combinação de cores em vermelho e preto?

Galliani e Assis contribuíram para que a imagem do excepcional jogador que ainda é Ronaldinho fique com um arranhão de difícil cicatrização.

Não vou ser leviano e mudar de opinião quanto ao jogador. Ainda acho que o clube que o contratar dará um salto fantástico de qualidade técnica. Acho o dentuço um dos maiores de todos os tempos e mesmo em baixa, ainda que jogue 20% do que pode, já é suficiente para fazer muito estrago por aqui.

Mas torná-lo maior que as instituições que, com suas histórias, com suas glórias, tornaram ao longo dos anos o futebol brasileiro no mais festejado do mundo é absurdo, é agir contra a própria história.

Palmeiras e Grêmio acordaram em tempo. Não que o Flamengo tenha que desistir agora. Até porque só sobrou ele no páreo. Se chegou até aqui, seria burrada ainda maior desistir agora.

Mas seria muito interessante se o glorioso rubro-negro carioca – e não italiano – fizesse como seus co-irmãos e deixassem Ronaldinho e Assis com o pires nas mãos, pedindo pelo amor de Deus para alguém lhe dar abrigo.

Os clubes deram o troco. Se foram iscas fáceis no joguinho sujo do Milan e da dupla Assis/Ronaldinho, agora dão o troco e deixam com eles a menor das propostas feitas pelo jogador.

Leia na íntegra a carta de Luiz Gonzaga Belluzo onde é anunciada a desistência do Palmeiras na contratação do meia:

"A Sociedade Esportiva Palmeiras informa aos 18 milhões de torcedores que, a partir desta data (9 de janeiro de 2011), desiste oficialmente da contratação do atleta Ronaldinho. Pela grandeza e história do nosso clube, e para esclarecimento aos seus milhões de torcedores, o Palmeiras manifesta que:

- As conversações com o irmão e empresário do atleta, o senhor Roberto de Assis, tiveram início no mês de junho de 2010;

- Nesse mês, foi apresentado o projeto para a vinda do atleta. Várias empresas se mostraram interessadas em participar e a partir daí iniciaram-se as negociações;

- Em julho, surge um fato novo. Ao contrário do que ocorria até aquele momento, o Milan resolveu não abrir mão dos direitos que tinha sobre o contrato do jogador, que venceria somente em junho de 2011, inviabilizando, assim, o negócio;

- Não obstante, durante esse período, o Palmeiras continuou mantendo conversações com o representante do atleta, o senhor Roberto de Assis;

- Em dezembro, nos foi informada a possibilidade da liberação do atleta sem o pagamento da multa. Até este momento, segundo o senhor Roberto de Assis, apenas o Palmeiras negociava com o atleta, o que nos deixava confiantes na vinda do jogador;

- Somente em meados de dezembro é que surgem então outros clubes interessados. A partir de então o representante do jogador começou a desenvolver negociações paralelas. O Palmeiras alertou o irmão do jogador sobre esses novos fatos e disse que não se envolveria nessa modalidade de negociação por considerá-la contrária aos padrões éticos de uma sociedade civilizada;

- Menos de uma semana após essa conversa, no dia 2 de janeiro o senhor Roberto de Assis fez uma contra proposta apresentada por ele como definitiva. O Palmeiras de imediato aceitou essa contra proposta . Tínhamos então a garantia da vinda do jogador;

- Qual não foi nossa surpresa ao ver pela imprensa que as negociações com outros clubes continuavam, apesar da palavra empenhada do senhor Roberto de Assis de que o jogador vestiria nossa camisa;

Por tudo isso, o Palmeiras faz questão de vir a público para enfatizar que jamais vai compactuar com esse tipo de comportamento.

O Palmeiras esclarece que desenvolveu um projeto com grandes empresas do mercado brasileiro e internacional, reunindo profissionais de reputação em uma ampla operação comercial e de marketing para viabilizar a vinda do jogador.

Todas as etapas para a conclusão do negócio, abrangendo salário, premiação, tempo de contrato e empresas envolvidas, foram solucionadas e acordadas com o empresário do atleta. Todas as cláusulas e valores pedidos pelo representante do atleta, neste período, foram 100% aceitas pelo Palmeiras e repassadas para a conclusão do negócio. As condições eram excepcionais, provavelmente as maiores do mercado brasileiro em todos os tempos. O empresário Assis afirmou ao Palmeiras que a transação estava fechada no dia 2 de janeiro.

Desde então, foram várias respostas evasivas e tentativas frustradas de contato. É necessário alertar a opinião pública que, em respeito à sua história, a seus torcedores e a seus parceiros, a Sociedade Esportiva Palmeiras trabalhou com a paciência necessária e com a dignidade exigida para conclusão dessa negociação.


Luiz Gonzaga Belluzzo
Presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras

São Paulo, 9 de janeiro de 2011"

15 de dez. de 2010

CHAZINHO DE COCA - SOBRE UNIFICAÇÕES DE NACIONAIS, DE MUNDIAIS E BLA, BLA, BLAS

Ainda sobre a equiparação dos títulos nacionais, segue a minha opinião na coluna de ontem:
http://ferozesfc.blogspot.com/2010/12/chazinho-de-coca-comparadando-o.html

Dito isso novamente, venho aqui estimular o livre exercício de pensamento entre os caros.

Dom Pedro não foi presidente do Brasil, mas foi mandatário. Não havia república. OK. Logo não há motivos para dizer que os campeonatos nacionais anteriores a 1971 são igualmente importantes aos disputados após essa data, mas o foram em outros momentos e bla, bla, bla.

Este exemplo foi usado pelo PVC em sua coluna e parece que Marco Aurélio Cunha também fez usufruto do mesmo exemplo em uma de suas costumeiras galhofadas – andava meio sumido o vereador, não?

Bem, trata-se, de fato, de um exemplo aplicável. Também não vejo necessidade de dizer que é tudo igual. Para mim eles sempre foram importantes e mais, me davam argumento para dizer que o Palmeiras era campeão de todos os títulos nacionais possíveis e imagináveis. Coisa de torcedor, sabe como é que é, né?

Mas porque o vereador não vem a público explicar a razão pela qual o seu São Paulo faz tanta questão de se dizer tricampeão mundial, sendo que dessa edição organizada pela Fifa ele só tem um título?

“A Fifa unificou os títulos, seu Zé Mané!”

Oras, oras, estou apenas colocando a questão para discussão. Por que se a unificação dos nacionais não é válida, também não é a dos mundiais. Ou então ambas são. Ou então deixamos como sempre foi:

Palmeiras e Santos continuam com 9 títulos de âmbito nacional (sim, a Copa do Brasil também é nacional), mas do atual modelo de Brasileirão o Verdão tem 4 e o Peixe 2, da mesma maneira que o São Paulo tem dois títulos intercontinentais organizados pela montadora de carros e 1 pela Fifa. Ou então aceitamos AS DUAS unificações.

Para mim não muda nada. E para você?

25 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - NAS LÁGRIMAS DOS QUE TE QUEREM BEM

Texto: João Paulo Tozo

Havia pensando em usar o termo “pacaembuzaço” como ponto de partida para minha coluna sobre a tristeza de ontem, mas Mauro Beting e Milton Neves, mais do que eu em tudo quando se pensa em textos, em termos, em palavras do jogo jogado com a bola nos pés, já usaram a referência em suas inserções no rádio e internet.

Pensei então em focar no jogo do campo, no jogo dos números, no jogo dos erros, dos acertos, dos erros e dos erros, dos erros e dos erros incessantemente corriqueiros . No jogo da superação. No jogo da decepção.

Referências chegam aos montes. Na tristeza meu cérebro parece trabalhar melhor. Intrigante. Preferia então ter sempre dificuldades ao pensar no que escrever.

Penso...

Os dois são verdes. Um Verdão de cada lado. Um maior na história. Outro maior ontem no campo. Um maior na superação. Outro maior na decepção.


Paralelos básicos demais.

Pensei então em evocar a minha linhagem, minha estirpe, minha família verde dentro da família de sangue e verter algumas lágrimas enquanto escrevo. Mas já fiz uso desse artifício em algum outro momento de tristeza gerada pelo mesmo agente causador.

As enxugo...

Os velhos de velhas idéias que tornam a esperança Verde de dias melhores em desgosto nos tristes dias que nunca melhoram poderiam ser alvos de uma raiva canalizada há tempos. Mas acho que já direcionei minha voadora imaginária a eles em algum momento.

Pensando...

Cara, quantas razões e momentos já tive para escrever sobre tristezas e decepções pintadas em verde e branco. Até quando me darão munição?

Já virou arsenal.

A postura blasé na derrota não é nosso forte. Ser blasé em momento algum nos parece ser postura digna de quem diz torcer. O verde de alma derrama sua lágrima na tristeza. Mas também na alegria. Faz tempo, mas lembro-me de muitas que derramei por motivos de nobreza verde. Nós as derramamos. Simplesmente.

E que assim continuemos. Por que por mais que existam velhos de velhas e cretinas idéias dos quintos dos infernos. Jogadores sem vinculo, sem paixão, sem respeito, sem condição. Por mais que sacanas oportunistas tentem demover do imaginário popular a sensação cheia de razão de que naquela sociedade esportiva reside um gigante, ferido é verdade, mas gigante na história dos campos e dos cantos. Enquanto houver quem por ele derrame lágrimas de alegria ou tristeza, o Gigante Verde permanecerá.

“Melhor do que vencer é ter um time pelo qual torcer” (Mauro Cezar Pereira)

24 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - SOBRE TORCER E DISTORCER.

Texto – João Paulo Tozo

"...um país em que torcedor vai a campo torcer contra o próprio time e depois se queixa dos políticos que ele mesmo elege, sua alma e sua palma"

Se o futebol reflete em si e nos que o cercam muitas das facetas de nossa sociedade, a frase de Juca Kfouri citada acima traz a tona uma faceta bem feia de um filão dela. Rompe uma camada bem fina de civilidade e expõe as deformidades que por muitas vezes levam a massa a certas atrocidades.

TORCER significa: “Demonstrar (o apreciador de prélios esportivos) com entusiasmo, gesticulando e gritando, o desejo de que vença o clube ou equipe de sua simpatia”

A semântica do termo está aí. Mas quem torce de verdade pelo seu clube não precisa de explicações ou denominações, ele simplesmente exerce o torcer. Torce a favor da instituição com a qual ele simpatiza. Com a qual ele possui relações sanguíneas, espirituais, transcendentais, humanas, universais. Nunca ligações boçais, criminais.

Conheço a história de muitos clubes, gosto de futebol, de quem faz dele o mais incrível dos esportes. Mas meu coração pertence a apenas um. Aquele com o qual minhas raízes se confundem, se unem, mas nunca se punem.

Quando falo de futebol, falo do que eu gosto, do que me gera prazer. Quando falo do Palmeiras eu torço. Pelo Palmeiras eu torço. E só por ele eu torço.
O fato de eu torcer por ele, imediatamente impacta em torcer contra todos os seus outros rivais. Contra TODOS eles.

Só que para torcer contra eles eu não preciso torcer contra o Palmeiras. Como torcedor, torço para que o Corinthians seja derrotado pelo Vasco. Que deixe de ser campeão por demérito próprio. O que é diferente. MUITO diferente.

Nutro prazer pela rivalidade. Não pela imbecilidade de ver em meu contrário o meu inimigo. O meu rival eu quero vencer. Meu inimigo eu quero que deixe de existir.

No domingo, peço ao amigo palmeirense, torça contra o Corinthians. Nunca, jamais, contra o Palmeiras.

Se outros o fazem, deixe-os. Os outros são os outros. Zele pelo que é seu, pelo que é nosso. Pelo que por todos nós existe. Pelo que para todos nós continua surgindo alviverde e imponente nos gramados do mundo e nos orgulha tão profundamente na alma.

18 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - "APELÃO" MARCOS ASSUNÇÃO DECIDE OUTRA VEZ E APROXIMA VERDÃO DA FINAL.


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Carlos Costa (p/ Lancenet)


Inteligente que é, o amigo palmeirense deve concordar que o atual elenco alviverde não dispõe de peças capazes de suprir determinadas ausências.

Valdívia faz uma falta tremenda e já vimos que Lincoln não é seu substituto. Não lhe falta condição técnica, falte, talvez, atitude (?).

Tinga é promessa. Tem lampejos. Mas é inconstante.

Valdívia não tem substituto em sua função. Em sua função. PONTO. Pois substituto para decidir partidas ele tem.

Quem de fato vem desequilibrando e decidindo jogos e classificações é o volante Marcos “ARCEnssão”, como disse ontem Mauro Beting na transmissão da Rádio Bandeirantes.

Limitado em opções, o time verde vem surpreendendo e caminhando a passos largos rumo a um título internacional que não vem desde 1999. É um time que já tem a cara de Felipão.

É um time bem definido taticamente. De fibra, que vibra e vem cumprido as determinações do chefe. Ainda que as peças dispostas não sejam exatamente as que lá deveriam estar. Sem um centroavante de qualidade, Felipão ainda precisa tirar Kleber de sua função e lá colocar o esforçado, porém limitadíssimo Luan.

Opção com a qual eu não concordo muito, pois se Luan justifica sua presença pela força de vontade, a mesma não falta a Kleber, que se atuasse na função de Luan, que é a sua de origem, poderia render mais. Na falta de um centroavante de qualidade, mande Tadeu. Dentro da área, de repente a bola esbarra nele e entra. Em Luan isso não vai acontecer. E Kleber não é centroavante. Então acho que o Palmeiras perde duas vezes com essa atual configuração de ataque.

Na ausência técnica de Vitor, vai o coringa Márcio Araújo na lateral direita.

A identidade tática do Verdão esbarra na limitação técnica do elenco. Mas ganha força e projeção na fase espetacular de Assunção.

Ciente de sua importância ao time, Assunção travou desde os primeiros minutos um duelo particular com o goleiro Harlei. Aos 4 minutos o primeiro disparo de um bombardeio que se sucedeu. Esse longe do gol. Como se ainda estivesse calibrando a pontaria.

Depois mais duas faltas venenosas e que complicaram as defesas de Harlei. Depois um tiraço de fora da área que passou lambendo a trave. E limitava-se a isso as tentativas do Palmeiras. O Goiás, frágil, sem força para assustar mesmo em seus domínios, tentava algo atabalhoadamente e abria espaços para contra-ataques puxados por Luan. O que pode explicar a ausência de boas chances de ataque.

Se o 1º tempo do Palmeiras teve como característica o jogo de Luan, o 2º foi de Marcos Assunção. O que também deve explicar a melhora no jogo e o tento no placar.

Se de bola parada não estava acontecendo, então foi com bola rolando que ele marcou mais um dos tantos golaços na temporada. Logo aos 3 minutos. Na gaveta esquerda, um petardo indefensável.

Após a partida, um amigo deu a seguinte definição em minha página no facebook:
Wellington Romualdo "Gol do Apelão! Apertou quadrado e direcional pra baixo. haha"

O Goiás pouco produziu e quando o fez, Deola lá estava para confirmar sua ótima fase. Definitivamente o problema do Palmeiras não é a defesa.

E por enquanto os problemas ofensivos vão sendo sanados com os "tomahawks" de Assunção. É uma arma e tanto, mas não pode ser a única. Ainda que esteja sendo ela a condução verde rumo a cada vez mais próxima final da Copa Sulamericana.
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Deixo o camarada que me acompanha na cia do Alice in Chains, ainda com o saudoso Layne Staley nos vocais, em sua histórica passagem pelo Brasil em 1992 - Alice in Chains - Bleed The Freak:



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Cheers

11 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - INSIGHTS ALVIVERDES E O PALMEIRAS NA SEMIFINAL DA SULAMERICANA




Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Tom Dib (p/ o Lancenet)

Lembro-me que na infância o meu grande sonho era ser uma daquelas crianças que entram com os jogadores do Palmeiras antes do início das partidas. Nunca cheguei nem perto disso.

Fui ter meus primeiros contatos com ídolos alviverdes depois de “velho”, devido, sobretudo, as minhas atividades junto ao Ferozes FC. Ademir da Guia, Dudu, Cesar Maluco. Gênio e Craques bandeiras da instituição, da nação. Momentos de raríssima felicidade. Mas “ultrajados” pela maturidade da idade. Deixar a “furtiva lacrima” escorrer diante do ídolo é aceitável para um trintão. Mas puxá-lo pelo braço e implorar para que ele demande toda sua atenção somente a você, não. Isso é aceitável somente se você for uma criança. Há 2 décadas deixei de ser. Perdi a chance, deixei o bonde passar. Posso, em algum tempo, com a minha futura prole, permitir que sintam o que eu não senti. Certamente o farei.

Como a molecada de ontem. Como um deles em especial. Não sei seu nome. Não sei quem ele é. Não sei nem porque eu estava atento ao seu clamor por atenção. Agarrado ao braço de Tinga, que apesar de ter condições de tornar-se ídolo, não é ainda um personagem histórico do Palmeiras. Mas ali, naquele momento, para aquele garoto, Tinga era Divino. Nunca será o Divino. Mas foi para o garoto. Na realidade Tinga era “apenas” o portador de uma paixão alheia. Da paixão do garoto. E o garoto era o que eu sempre quis ser quando criança. Ainda sozinho, sentado na mesa do L´osteria Palestra Italia, tomando a primeira de tantas cervejas que me fizeram companhia. Inflamei meu orgulho de pertencer a essa estirpe. De ficar feliz pelo meu próximo. Minha noite estava ganha. Meu palestrinidade estava enorme. Mais um dos meus tantos insights esmeraldinos.

A noite foi de festa. A classificação já estava bem encaminhada. O Palmeiras completo. O Pacaembu repleto.

A triste constatação de que o craque Valdívia tem certamente algo além de uma mera fibrose preocupa. Não por ontem. Pelo que está por vir. Ele é o diferente do time. É dele que se espera a jogada improvável, o fator decisivo no momento de dificuldade.

Contra Goiás ou provavelmente Avaí - ambos os times próximos de deixar de pertencer a elite – talvez Valdívia possa ser substituído por Lincoln que, em conjunto com Marcos Assunção, gera um eficiente nível de qualidade no setor de criação do time. Vide a partida de ontem, diante do bom mistão do Galo. A belíssima jogada do segundo gol, marcado pelo esforçado Luan, foi articulada por Lincoln.

Mas Lincoln é inconstante. A atuação destacada de ontem é conflitante com as anteriores, onde esteve mal. Bom de bola ele é. Mas não é Valdívia. E em uma provável final contra LDU ou Independiente (ou Tolima) é do Valdívia que o time irá precisar. Quem sabe, ao lado de Lincoln. Quem sabe, com Assunção metendo bolas na gaveta em cobranças de falta como as oito anteriores. Como ontem e seu 1º gol olímpico na carreira.

Contando com o ótimo setor defensivo dos bons Maurício Ramos e Fabrício, do excelente Danilo e do sensacional Deola, legítima cria da melhor escola de goleiros do planeta bola . Um setor que quase não é vencido. Que dificilmente leva mais que um gol. Que é o 2º melhor índice do BR10.

Felipão, “o cara” das decisões, “o cara” dos mata-matas, tem em mãos um time qualificado para levantar a 1ª Taça Internacional do Palmeiras desde a Libertadores de 1999. A sonhada Libertadores, que pode e deve chegar através da revitalizada Sulamericana. Assim como em 1998, quando juntos, Palmeiras e Felipão ergueram a Mercosul e pavimentaram o caminho rumo ao título da Libertadores seguinte.

Pode o clube repetir o feito agora. Mas a trajetória começa em 2010, com a Sulamericana e necessariamente passa pela presença e pelos pés habilidosos de Valdívia, o “diferente”.

E ele é tão diferente que até canta o hino do Brasil. Mano Menezes deve se coçar para não convocá-lo (risos).
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Despeço-me dos camaradas que me acompanham ao som de um petardo do Oasis. Uma releitura do clássico dos Beatles: Oasis – I am The Walrus:

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5 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - SULAMERICANA É O OBJETIVO


Texto: João Paulo Tozo

Enquanto o Palmeiras sonha com o retorno do meia Alex para a temporada 2011, na atual temporada o time praticamente despediu-se das chances de brigar pela vaga na próxima Libertadores através do Brasileirão.

Sejamos francos. Mesmo que vencesse ontem e chegasse aos 50 pontos, a classificação dentro do G3 já era bem pouco provável. Mesmo que matematicamente ainda possa acontecer. O G4 é hipotético e é exatamente pela possibilidade dele próprio colocar essa 4ª vaga no bolso através da Sulamericana, onde, por outro lado, tem todas as chances e é apontado como favorito (ou um deles). Então Felipão já deu o recado: Vai poupar jogadores contra o Guarani já na próxima rodada.

Que assim seja!

Na partida de ontem pelo Brasileirão, um 1º tempo muito bom. Incrível como Palmeiras e Atlético PR sempre encaixam bons jogos, sobretudo na Arena.

Mas as deficiências de elenco de ambos já eram flagrantes.

Sem Kleber e Valdívia, Felipão mandou Lincoln na armação e apostou na dupla Luan e Tadeu – muito pouco para um time como o Palmeiras. Mas na base da empolgação e nas boas tramas pelo meio o time chegava.

Mas perigo mesmo quem levou foi o Furacão. Só que aí a grande fase de Deola foi mais uma vez notória. O goleiraço, que começa a pavimentar a sua possível longa trajetória como titular alviverde, só foi vencido quando Nieto acertou um canudo, no ângulo e dentro da pequena área, já nos minutos finais da partida. Antes os donos da casa haviam tentado todo tipo de disparo, mas sem sucesso contra o ótimo sucessor de São Marcos.

Antes, ainda na 1ª etapa, o juiz Wallace Nascimento e os auxiliares Dibert Pedrosa e Fabiano Silva tiveram tempo suficiente para voltar a dar razão as reclamação do planeta bola em relação ao péssimo e lamentável momento da arbitragem nacional. 1º com gol de Tadeu mal anulado e depois com um de Paulo Baier, também muitíssimo mal anulado.

Afastá-los como fizeram com o arbitro de Cruzeiro e São Paulo vai adiantar? Vai nada!

No lugar entra outro com as mesmas deficiências. A mudança tem que acontecer lá em cima, em quem manda e forma esses árbitros. Mas lá ninguém é suspenso.

Voltando ao jogo e já ao 2º tempo. A impressão foi de que só os donos da casa acreditavam na possibilidade de ainda brigar por algo na competição. De fato, para eles, só sobrou a remota esperança via BR10.

Mas o Verdão voltou apático. Lincoln mostrou sua recorrente omissão, enquanto Luan e Tadeu tropeçavam nas próprias pernas. Sem faltas cometidas próximas da área atleticana para um possível petardo certeiro de Assunção, o time de Felipão sucumbiu a pressão quase que por osmose do Atlético e não fosse pela fase fantástica de Deola e pela dura marcação da natureza em cima, principalmente de Iván González, e o placar poderia ter sido mais elástico pelo que foi a 2ª etapa.

Com Valdívia e Kleber em campo o Palmeiras é outro. É aquele que encaixou uma sequencia de 9 jogos de invencibilidade. Agora pode contar com o retorno de Everthon, que bem ou mal é muito superior a Luan, por exemplo.

Que Felipão deixe de lado o entrevero com a imprensa e foque todas as ações do time na Sulamericana. Discussãozinha com imprensa é coisa de Dunga e do time da CBF. E nós sabemos bem no que isso deu. Felipão sabe também. Mestre que é, saberá dar ao time a característica brigadora que uma competição mata-mata como a Sulamericana necessita ter.

Que venha a Sulamericana e a vaga à Libertadores através dela.

Vou me despedindo do feroz que me acompanha ao som do Muse - Undisclosed Desire:


CONVITE: Acesse a rádio web da Universidade Cidade de São Paulo e ouça o podcast do Programa Ferozes Futebol Clube. A 26ª edição já está disponível. Eu e meus comparsas comentamos as rodadas do futebol na cia das boas sonoridades. Lembrando que o Programa vai ao ar toda segunda-feira, às 20:00, AO VIVO. Acompanhe pelo link:
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Cheers

28 de out. de 2010

CHAZINHO DE COCA - OPERAÇÃO CASTRILLI SÉCULO XXI


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Ramon Bittencourt(p/ o lancenet)


Depois de 318 convites feitos pelo camarada palestrino Vitor Campos para conhecer a L'Osteria Palestra Itália, dos quais ao menos uns 18 com minha presença confirmada, mas posteriormente furando com o compromisso, eis que a tabela do Verdão deu-me uma chance de, enfim, fazer valer minha palavra.

Os amigos palmeirenses contatados para me acompanhar na empreitada estavam deveras ocupados na noite da quarta-feira, portanto tive que apelar para o mais célebre de meus amigos – corintianos ou não – Tiago Prado – que disfarçando sua volúpia corintiana, fez belo papel em meio a dezenas de palmeirenses ávidos por uma vitória diante do mistão do Galo.

Nossa mesa já estava reservada pelo hospitaleiro Vitor. Cervejas então foram chamadas para molhar as goelas e prepará-las para os gritos de gol.

Dúvidas.

Com 18 minutos um susto, uma apreensão, um medo que irá permanecer pelos próximos dias. Valdívia, que já era dúvida, não deixou dúvidas sobre a duvidosa opção de Felipão por colocá-lo em campo com a sua atual e duvidosa condição física. Dúvidas desfeitas, o Mago foi sacado e em seu lugar entrou Lincoln. Com ele voltou a dúvida. Não sobre sua condição física, mas sobre sua duvidosa atuação nos jogos em que precisava acabar com nossas duvidas.

Não tão mal como contra o Corinthians, mas Lincoln não deu ao time o ritmo esperado.
O Galo levava mais perigo na 1ª etapa. Ricardo Bueno e Neto Berola tabelavam até com facilidade dentro da área do Verdão. Em uma dessas tabelas, Berola saiu na cara de Deola, mas a ótima fase do goleiro verde impediu o Galo de abrir o placar.

Intervalo de jogo e mais cervejas chegam a nossa mesa para abastecer nosso repertório de xingamentos. Tiago, o corintiano, já devidamente desmascarado, mas sentindo-se em casa, dava sinais de que pendia sua torcida para a nossa causa. Então polpetas – as melhores que já comi na vida – chegam a nossa mesa. Se gols não aconteciam em campo, golaços aconteciam em nossa mesa. Maravilha!

Chega a 2ª etapa e com ela uma das mais infelizes arbitragens dos últimos tempos. Vem também o Galo com Obina, que em vista das opções de ataque que Felipão tem hoje, deixa uma pontinha de saudosismo nos alviverdes.

Mas foram as goelas esmeraldinas, já calibradas com as sucessivas cervejas, que soltaram o grito até então solto para xingar até a própria sombra. Coisa de palmeirense. Inclusive o gol, em bela trama de Tinga com Kleber - era gol verde – do Gladiador.

Mais 10 minutos passaram-se e o que era para ser mais um grito de gol no L´Osteria Palestra Italia, tornaram-se verbalizações de cunho ofensivo, direcionados a toda a estirpe de Marcelo de Lima Henrique, o árbitro e personagem nefasto da partida.

O lance da discórdia

Dizem os piadistas de plantão que com Luxemburgo o Atlético não tinha um time. Com Dorival tem dois.

E de fato, mesmo o “misto-quente” de Dorival já é muito melhor do que o time que Luxa mandava a campo até bem pouco tempo.

Tão melhor que não precisava receber o que ainda é uma “suposta” interferência de pessoas alheias ao campo de jogo. Entenda “alheias” como pessoas que ficam no entorno do gramado – pessoal de rádio, TV, gandulas, seja lá o que for – mas que não podem e não devem interferir nos acontecimentos da peleja.

20 minutos e o Palmeiras era melhor. Lincoln recebeu bom passe pela esquerda, invadiu a área e foi derrubado, sem dó nem piedade, por Jairo Campos. Pênalti! Claríssimo, escancarado. Até a mãe do juiz apitava aquele lance. Inclusive o próprio. E foi o que ele fez. Cheio de pose, senhor absoluto da situação. Mas não sem antes verificar que a bandeirinha de Alessandro Matos ou Erich Bandeira, (já nem sei mais qual dos dois era o figura daquele lado) estava impávida, diante da certeza do auxiliar de que o lance era legal – Carimba, Godoy?

A mesa com as magníficas polpetas e geladas cervejas quase vira. Era puro deleite. Tiago, o gamb*, ops, o corintiano, gesticulava e apontava que era mesmo pênalti.

Pô, até ele senhor juiz!

Kleber na marca da cal. Era a grande chance de abrir 2X0 e trazer para São Paulo um resultado magnífico.

Kleber não mais na marca da cal.

Algo aconteceu no momento em que o juizão foi até a proximidade das placas de publicidade, algo lhe foi “soprado aos ventos” – “Ó, o que me tens a contar, vento?”

Certo ou errado, um vento cagueta que nada tem que se meter a besta. Mais lamentável ainda foi o juiz ao acatar a “boa nova ventistica”.

O juizão voltou atrás e inverteu a marcação. Apontou impedimento de Lincoln que nem ele e nem o bandeira haviam visto.

Passivamente os jogadores do Palmeiras aceitaram a marcação. A reclamação veio depois da partida, mas na hora faltou só bater palmas para o juiz fanfarrão.

Tiro de meta cobrado. Valdívia cover chamado. Pedido o cardápio. Mais cervejas e dessa vez acompanhadas de berinjelas recheadas. Que beleza!

Em campo a cirurgia continuava.

8 minutos passados do bizarro pênalti desmarcado e mais uma marcação digna de Javier Castrilli – aquele.

Obina - o até então saudoso - invade a área verde esmeraldina e atira seu corpanzil contra o imóvel Márcio Araújo. Movimento digno de aplausos, estivesse ele no Cirque du Soleil, não em um campo e futebol. Mas o nosso Castrilli da vez, novamente cheio de certeza, com uma postura digna de um diplomata, apontou para o centro a área. Era pênalti. Um daqueles que nem a mãe do Obina marcaria.

Talvez a do juizão marcasse, vai.

Obina bateu e marcou. Empatou e empacou o Palmeiras. De possíveis e próximos 2X0, o Verdão volta com um empate na bagagem.

Bom resultado a se imaginar antes do ocorrido. Péssimo depois da atuação deplorável do senhor Marcelo de Lima Henrique, o Castrilli do século XXI.

Enquanto isso no L´ Osteria, Valdívia cover servia ao anfitrião Vitor um gnocchi com uma almôndega mergulhada no molho. Uma beleza. Não fosse Vitor vegetariano.

Bichão deve ter entrado ontem no bar com dois pés esquerdos.
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O Ferozes FC recomenda: L´Osteria Palestra Italia
R. Caraíbas, 19 – Perdizes (Em frente ao Palestra Italia)
http://www.losteriapalestra.com.br/
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Essa epopéia foi descrita enquanto no ipod deste feroz rolava um dos tantos petardos do grande Mestre. Deixo entã o camarada que aqui me acompanha, na cia especialssima do grande Ray Charles, com Drown In My Own Tears:


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Cheers

25 de out. de 2010

Não importa


Texto: Beto Almeida
Imagem: Junior Lago/UOL

O  telefone toca. Minha mão tateia o colchão, procurando o aparelho celular. O quarto está escuro, as janelas fechadas. Do outro lado da linha fala João Paulo Tozo, editor do Ferozes F.C.:
- E aí, Beto... Como vai essa força? Tá sumido, rapá... A galera tá com saudade dos seus textos...
- Pois é, João. Ando meio deprimido, sacumé, não consigo escrever... Falta inspiração e vontade.
- Mas, por quê? Que tá acontecendo contigo, malander?
- É o Timão, cara... Não ganha mais nada, tá osso...  Não tô acostumado com essa seca severina...
- Mermão, essas coisas acontecem, relaxa...
- Quéisso... Pode acontecer com você que é palmeirense, mas eu... Cara, é difícil.
- É só futebol, velho... Ninguém morreu... Sai dessa, bicho.
- Eu sei... “A mais importante das coisas desimportantes” e blábláblá e tal...
- Cara, experimenta sair de casa um pouco. Quem sabe dando uma volta você acaba tendo uma inspiração, sei lá.
- Beleza, cara. Vou fazer isso.
Levanto, tomo um banho. Visto qualquer coisa e saio pra rua. O dia está esquisito neste domingo, um céu cinza. Pensando bem, isto não é esquisito. Não em São Paulo
Pais passeiam com seus filhos. Homens e mulheres passeiam com seus cães. Vou até a padaria, tomo um café. Converso com a balconista e com o chapeiro. Vejo as mensagens deixadas por amigos e amigas no celular.
Encontro meu irmão. Tomamos uma cerveja, botamos o papo em dia. Ele é palmeirense, coitado. Combinamos de ver o derby juntos, mais tarde. Damos risadas, a vida é boa. Ele se despede, pego o caminho de volta pra casa.
Cigarros são fumados, ligações são feitas. Uma mulher linda passa por mim, evita meu olhar. Folheio umas revistas na banca de jornal que não despertam meu interesse. Penso que amanhã é segunda-feira e tenho de ir ao trabalho. Não quero pensar nisso, penso novamente na mulher que passou por mim. Penso em outra mulher.
Meu vizinho maluco grita palavras de ordem aos passantes. Penso que queria estar na praia, tomando um banho de mar pra tirar toda zica. Uma roda de samba com os amigos. Vejo as crianças brincando na rua, penso que crescer é bom.
Meu irmão passa pra me pegar pra ver o jogo. Antes a gente almoça na casa dele. Minha cunhada fez arroz de forno acompanhado de sardinhas ao molho de tomate e pimentão. Muito bom.
A gente joga um pouco de videogame. Depois vai num barzinho assistir o jogo. A cerveja desce bem pela garganta, o papo vai fácil.
O jogo termina. O Corinthians ganhou de 1 x 0. Não importa. É só futebol. A mais importante das coisas desimportantes.

21 de out. de 2010

CHAZINHO DE COCA - EM JOGO DE APAGÃO, BRILHA O VERDÃO




Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Miguel Schincariol (p/ o Lancenet)


Diferente de todas as previsões – ou omissões – dos médicos do Palmeiras, Valdívia foi a campo contra o Sucre da Bolívia.

Sem ser brilhante, mas brilhando o suficiente para ofuscar qualquer hipotético lampejo boliviano, o Mago ditou o ritmo do Palmeiras no 1º tempo.

Com Edinho postado a frente da zaga, Tinga espetado em uma direita sem lateral de ofício e tendo Marcio Araújo resguardando suas costas por aquele lado, além de Gabriel Silva alternando com Luan as espetadas pela esquerda – Gabriel Silva, esse sim lateral esquerdo de ofício e oficialmente acertando todos os cruzamentos que Armero não acertou em sua passagem pelo Palmeiras - Felipão deu total liberdade para Valdívia encostar em Kleber e articular as triangulações quase dentro da área boliviana.

Foi fácil demais. As limitações do adversário são gritantes. Mas gritante também foi a boa distribuição verde em campo. Afinal, o serviço precisava ser feitoi.

E nem foi necessário Assunção acertar um de seus Tomahawks.

Dois cruzamentos de Gabriel Silva, um na cabeça de Kleber e outra de Luan. Palmeiras 2X0, sem quase precisar suar.

O 2º tempo nem bem começou e as luzes da Arena Barueri apagaram-se. Lamentável. Mais ainda pelo horário ridículo da partida – claro, devido aos interesses da TV – e a desnecessária execução dos hinos dos países, que fez o jogo terminar na manhã dessa quinta-feira.

Em campo o Palmeiras voltou com a mesma formação. Lincoln deve estar mesmo muito em baixa com Felipão. Convenhamos, com jogo ganho e tendo o clássico contra o Corinthians no domingo, poupar o chileno seria boa coisa.

Se não rola comentar sobre o paralisado jogo, falemos da torcida do Palmeiras, que deu um show digno de comentários entusiasmados. Nas arquibancadas, com os celulares ligados. Não era SWU, não era Planeta Terra, não era Green Day e nem Echo & The Bunnymen, mas era show do Verdão – em campo e nas arquibancadas.

Apagão “desapagado”, a bola voltou a rolar, mas o Palmeiras esqueceu a sua bola no vestiário. O Sucre, muito mais por desatenção Verde do que por mérito próprio, descontou com Cirillo, que havia acabado de entrar.

A zebra não apareceria de qualquer forma, mas a coluna do meio já seria uma “zebrada” e tanto. Possibilidade descartada 7 minutos depois.

Assunção, sem “tomahawk”, mas com uma “bomba de efeito moral”, colocou a redonda na cabeça de Danilo, que testou forte e passou a régua na fatura alviverde. Foi o 9º jogo de invencibilidade do Verdão.

O Palmeiras encara agora o Atlético MG em um clássico caseiro e certamente mais complicado. A partida será na casa do Galo, no dia 27, quarta-feira da próxima semana. Antes, porém, tem o clássico contra o Corinthians pelo BR10.

Como se vê não haverá mais vida mansa no caminho do Verdão.
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Despeço-me da camaradagem que me acompanha com um petardo do Echo & The Bunnymen – A Promise:

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Cheers,

20 de out. de 2010

CHAZINHO DE COCA - O BICHO VAI PEGAR NA SULAMERICANA. MAS QUEM FALOU QUE ERA BOLINHO?

De uma competição inútil, a Sulamericana passou a dar vaga direta para a Libertadores.

O que a tornou desejada, cobiçada por aqueles que a disputam. Time misto é coisa do passado. Comentar jogo da própria equipe pela TV então...

Assim como a própria Libertadores, a Sulamericana não gera grandes arrombos as vistas dos que clamam por um mínimo de qualidade técnica nos jogos de suas fases iniciais. Mas assim como a competição interclubes mais desejada das Américas, a Sulamericana deve chegar a sua reta final contando com grandes clubes - grandes e em boa parte, já campeões de Libertadores.

Para quem achava que Palmeiras, Atlético MG, Goiás e Avaí teriam vida fácil na competição, melhor prestar mais atenção.

Os jogos de volta das 8ª´s de final tiveram inicio ontem. E a LDU, conhecida dos clubes brasileiros e já campeã de Libertadores, trucidou o Unión San Felipe do Chile por 6X1. Os chilenos pareciam senhores da vaga depois de derrotarem os equatorianos por 4X2 na 1ª partida. Mas o que era sonho tornou-se um terrível pesadelo.

O Defensor Sporting do Uruguai ousou ameaçar a vaga do maior dos campeões da Libertadores - o Independiente. Na partida de ida, 1x0 para os esperançosos Uruguaios. Na volta, a realidade: 4X2 para os argentinos.

Os outros dois campeões de Libertadores jogam hoje.

O Peñarol, esse sim um gigante uruguaio, decide sua sorte contra o Goiás. Os brasileiros venceram a partida de ida por 1X0.

E o brasileiro apontado por muitos como favorito e também membro do clube dos campeões da América, o Palmeiras, tenta não levar sustos em sua já bem encaminhada vaga contra os bolivianos do Universitário Sucre. No jogo de ida o Verdão venceu por 1X0, mas poderia ter voltado com melhor placar, não tivesse anulado um gol legítimo de Lincoln.

Podemos ter então Palmeiras, Independiente, Peñarol e LDU nas 4ª´s de final da Sulamericana. Todos campeões da América. Um legítimo e duro ensaio para a próxima Libertadores.

Isso sem contar os outros grandes clubes, que se não possuem a Libertadores no currículo, carregam sim uma carga histórica de respeito, como o Atlético MG e o Newell´s Old Boys da Argentina.

A competição vai afunilando e peças graúdas pelo caminho vão ficando.

Mas a pergunta que não quer calar é:

Quem falou que era bolinho?

PS: Para o camarada feroz e palmeirense, uma saudosa e saudável recordação.

O título da Libertadores veio em 1999, mas o seu pontapé inicial ou o seu tubo de ensaio aconteceu em 1998, em 29 de dezembro daquele ano. Ali o Verdão venceu o Cruzeiro por 1X0, gol de Arce, na final da Copa Mercosul, que era a Sulamericana da época.

Assim como daquela vez, caso o Palmeiras chegue ao titulo da competição desse ano, terá que passar por gigantes do mundo da bola. Daquela vez teve o próprio Cruzeiro e antes o Boca Jrs.

Bons fluídos geram a recordação, não?



Cheers,

15 de out. de 2010

CHAZINHO DE COCA - MARCOS "TOMAHAWK" ASSUNÇÃO DECIDE OUTRA VEZ




Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Reuters


No caminho do Palmeiras rumo ao título da Libertadores de 99 houve uma Sulamericana no ano anterior – Copa Mercosul era a competição equivalente a Sulamericana atual.

Naquele time recheado de craques, havia um especialista em bola parada: o lateral direito Arce.

De seu pé direito saiu o gol do título da Copa Mercosul no dia 29 de dezembro de 1998, contra o Cruzeiro, no Palestra Italia.

Passados 12 anos daquele momento em que a América era verde e o Palmeiras volta a encarar a 2ª competição mais importante do continente com o foco na Libertadores. E se o elenco atual não é recheado de “foras de série” como era aquele Palmeiras de 98/99 (e hoje ninguém tem um elenco assim), ainda existem individualidades que podem decidir os jogos para o time. Entretanto, na Sulamericana, quem vem decidindo tudo é outro pé direito calibrado: O do volante Marcos Assunção.

Não é exagero afirmar que o Palmeiras tem hoje a bola parada mais letal do futebol brasileiro, de longe. E parece que na Sulamericana Assunção capricha ainda mais. Saiu de seus pés o golaço que decidiu a classificação do Palmeiras na 1ª fase, contra o Vitória. E ontem mais uma vez, em cobrança perfeita, contra o fraco Universitário de Sucre, ele colocou na gaveta. Dando uma vitória ao alviverde que poderia ter sido bem mais imponente, não fossem os erros crassos da arbitragem, que anulou um gol legal de Lincoln e deixou de anotar um pênalti claro em Rivaldo, já no final da partida. Se 3X0 selaria a classificação do Verdão, o gol salvador de Assunção deixa o time em ótima condição no jogo de volta, na Arena Barueri. Aqui basta um empate para o Palmeiras chegar às 4ª´s de final.

Mas convenhamos, esse time chileno é de uma fragilidade latente.

Felipão reclamou da arbitragem, mas rasgou elogios a postura do time. Na altitude, Scolari armou um time paciente, atraindo o Sucre e esperando encaixar contra-ataques. Apesar da maior posse de bola, no 1º tempo os chilenos quase não ameaçaram. Já na 2ª etapa e vencendo por 1X0, o Verdão mostrou sinais de cansaço e sintomas da altitude e levou alguns sustos. Aí Deola mostrou que está em grande fase e operou alguns milagres.
Ao final ocorreram as falhas grotescas da arbitragem, em um momento em que o Verdão voltou a ter as ações do jogo.

Se por um lado o Palmeiras comemora mais um grande resultado, por outro lamenta a contusão de Valdívia. O Mago, que assim como Kleber, não jogaria contra o Ceará no domingo por suspensão, agora passa a ser dúvida para o jogo da volta. Parece que até mesmo para o clássico contra o Corinthians no domingo da próxima semana.

Sem Valdívia, decidir jogos com a bola rolando complica demais. Mas Assunção lá está, com seu pé direito “tomahawk”, pronto para fuzilar as metas adversárias.

Despeço –me do camarada que me acompanha com um petardo sonoro do guitarrista dos Red Hot Chilli Peppers em sua carreira solo: John Frusciante – Going Inside:


CONVITE: Acesse a rádio web da Universidade Cidade de São Paulo e ouça o podcast do Programa Ferozes Futebol Clube. A 24ª edição, que rolou na última segunda-feira, já está disponível. Eu e meus comparsas comentamos a rodada do final de semana ao som de muita boa música. Lembrando que o Programa vai ao ar toda segunda-feira, às 20:00, AO VIVO. Acompanhe pelo link:
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Cheers,

14 de out. de 2010

CHAZINHO DE COCA - SOBRE RIVAIS, REVIVALS E A QUEDA DO CORINTHIANS


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Lancenet


Com 29 rodadas já disputadas, o Campeonato Brasileiro mostra a deterioração de um time que vinha sendo apontado por muitos como favorito ao título. E não por acaso. Essa situação foi adquirida em campo, com boas atuações e destaques individuais com nível de seleção. Vide seus dois jogadores convocados e a iminência de outros serem chamados.

Mas com 29 rodadas e restando somente 9 para o término da competição, o que era certo, passa a ser duvidoso, para não dizer tenebroso.

Liderança. Vaga no G3 da Libertadores. Tudo isso passou a ficar ameaçado desde o declínio técnico, além claro, dos inúmeros desfalques que vem se acumulando. Sem falar da deficiência no elenco, que não possui peças de reposição em condição de suprir a ausência dos titulares.

É amigo, para quem acha que estou descrevendo a situação do Corinthians no BR10, saiba que a história acima citada passou-se em 2009 e o protagonista dela foi o Palmeiras.

Com uma pequena diferença. Na 29ª rodada do BR09 o Palmeiras era líder com 54 pontos e 5 de vantagem sobre o São Paulo, então vice-líder. Hoje o Corinthians é “apenas“ o 3º colocado com 49 pontos, somente 2 a mais que o Internacional.

Pior que isso é a crise que se instalou no clube desde a saída de Mano Menezes para assumir a seleção. Adilson Batista chegou e desandou um time que vinha caminhando muito bem e foi demitido – ainda acho que precipitadamente. As opções naturais para preencher a vaga não aceitaram o convite (até o encerramento dessa coluna). O interino estreou levando de dois do Vasco – lucro, tendo em vista o volume de jogo dos cariocas e a ausência corintiana em campo.

Não é possível enxergar nesse time condição de mudar drasticamente esse cenário em tão pouco tempo restante para o final do BR10. Mais ainda pelo fato de os times que vem logo atrás estarem em momento técnico bem superior ao do Corinthians. O próprio Palmeiras, que parece ter aprendido a lição, começa a reagir ainda em um momento que pode lhe propiciar brigar na parte de cima do campeonato. Isso sem falar do Santos, que sobe a cada rodada e já é o 5º colocado, apenas 4 pontos atrás do Corinthians.

Todo o resto da história é quase um revival de 2009. O Verdão tinha Diego Souza e Cleiton Xavier na seleção brasileira e mais cinco desfalques entre contundidos e suspensos. Levou de 3X0 do Náutico, nos Aflitos e demarcou ali a mais surpreendente decadência técnica de uma equipe favoritíssima ao título. Ao menos até o BR09.

Resta saber se o restante dessa história irá se repetir. O Palmeiras chegou à última rodada de 2009 ainda sonhando com título, mas acabou fora até da Libertadores, causando uma crise técnica e interna que se arrastou até recentemente.

A queda do Corinthians dá-se praticamente no mesmo momento do campeonato. Mas ao contrário do maior rival na temporada passada, o alvinegro não tem a chamada “gordurinha” para queimar.

Tendo em vista o atual momento, mais ainda após a péssima partida de ontem, pode-se dizer que o Corinthians tem sorte por estar onde está ou encontrar o BR10 em sua reta final. Tivesse ainda mais rodadas e a briga do time seria outra e bem mais ingrata.

8 de out. de 2010

CHAZINHO DE COCA - PALMEIRAS ATROPELA O AVAÍ E PINTA DE VERDE OS RETROVISORES ALHEIOS.




Texto: João Paulo Tozo

Imagem: Tom Dib (p/ o lancenet)


O Palmeiras vinha de 4 jogos de invencibilidade, obtendo três vitórias e um empate, este fora de casa, no clássico contra o Santos.

Fora de casa também vinham acontecendo os melhores resultados do time. Alguém se lembra da última derrota do Verdão fora de seus domínios? Pois eu refresco a memória do amigo feroz – Foi contra o Avaí, na estréia – em campo - de Felipão no Palmeiras – 4X2 para os donos da casa e uma boa atuação de Rivaldo, que lhe credenciou a vir vestir a camisa do Palmeiras.

Ou seja, meu camarada, o Palmeiras está a um turno inteiro sem perder como visitante. Uma campanha digna do que? De campeão. Sim. E que não me venham com cara feia, pois isso nada mais é do que uma reação de seu organismo a necessidade de ingerir alimentos. Grato.

O que fazia com que o time permanecesse na 2ª metade da tabela de classificação?

“Sapo enterrado”, “A bruxa do 71”, “zica corintiana – os caras ficam agourando nosso time, pô”

Chegaram a dizer que Felipão estava ultrapassado. Que Valdívia não vale o investimento. Ih, rapaz, cada absurdo.

Um time de futebol não se faz do dia para a noite. Nenhum comandante consegue dar liga às suas peças num passe de mágicas. Mais ainda quando elas chegam a prazo. Mas uma hora, vira.

Se quatro eram os jogos de invencibilidade. Quatro eram também o tanto de partidas sem vitória no Pacaembu. Eram...

Felipão vem acertando o time de trás para frente. E faz certo. O sistema defensivo do Verdão vem há tempos sofrendo poucos gols. O apagão aéreo de outrora já não atormenta mais.

O acerto no meio campo levou tempo. Mas na mesma medida em que o futebol de Valdívia cresce, o rendimento do time também salta em qualidade. Ainda que com três volantes – não é o esquema que nos enche os olhos, mas para um time que ainda padece de acerto, funciona bem.

Se pouco sofria gols, os mesmos não eram depositados na conta do ataque. Kleber, isolado taticamente (e tecnicamente), recebia só tijolos para arredondar. Isso antes de Valdívia entrar efetivamente no time.

Os 4X1 aplicados ontem contra o Avaí sugerem um jogo fácil. Não no 1º tempo, onde o Avaí teve as melhores chances de gol, sendo atraído ao ataque pelo exageradamente defensivo esquema armado – ou aplicado – na 1ª etapa.

Rivaldo, o mesmo que fez bonito – pelo Avaí - na última derrota Verde fora de casa, não pode ser titular de um time que pode contar com Lincoln. Talvez seja minha única ressalva as escolhas de Felipão.

Mas se não deu no coletivo, deu no individual. Deu no diferencial. O Avaí não o tem. O Palmeiras sim. Tem o chileno Valdívia, que achou um gol de cabeça, de costas, com seu metro e meio de altura, em meio a 417 beques catarinenses.

O primeiro gol do Mago em seu retorno ao time. Era só o começo.

O gol aumentou o ritmo do time, mas curiosamente foi nesse período que o Avaí chegou a seu gol – em impedimento – lance difícil, mas “apitável” – difícil, como todo bandeirinha e arbitro deve saber antes de escolher a profissão - e é só para isso que eles lá estão, mas ainda assim erram em demasia.

E então veio a 2ª etapa e com ela o diferencial predominou, arrebentou com o jogo.

Quando Valdívia chegou ao Palmeiras, em 2006, sua maior deficiência era o arremate a gol. Parece que os anos lhe endireitaram o pé.

Logo aos 4 minutos ele dominou na intermediária, cortou fácil o zagueiro e emendou um petardo, no ângulo esquerdo do Avaí. Um golaço! Arrisco-me a dizer que o mais bonito de seus 26 gols pelo Palmeiras.

Na sequencia outro lance polêmico. Esse um lance nada “apitável”.

Rivaldo entrou na área, cortou pela direita e caiu – sozinho – não foi pênalti. Ou foi o tipo de pênalti que só a juizada brasileira apita.

Se foi compensatório ou não, pouco sei. O que sei é que Kleber cobrou displicentemente e errou – “Ótimo! Grande goleiro! cheio de méritos!

Se esse era o lance para fazer o Avaí ressurgir, o tal do Zé Carlos tratou de afundar o Titanic catarinense ainda mais.

Após a defesa, o figura foi até Kleber e o agrediu. Sem maiores motivos, sem nenhum tipo de explicação. Uma situação patética. Mais ainda por ter o Avaí em seu banco de reservas o ótimo goleiro Renan, que já foi inclusive convocado para a seleção do Mano.

Patacoadas à parte, o juiz acertou uma - Aleluia! - expulsou o fanfarrão e anotou nova penalidade. Dessa vez Kleber não deu vacilo e marcou.

Em uma noite onde tudo deu certo, até Gabriel Silva arriscou seu petardo de fora da área e marcou outro golaço na noite estrelada do Palmeiras.

O Avaí que venceu no 1º turno por 4X2, tomou o revés no 2º por 4X1. Fosse mata-mata e o Verdão estaria classificado (#sulamericanafeelings).

Sulamericana que continua sendo o canal ideal para o Palmeiras chegar a Libertadores do ano que vem.

A.I.N.D.A que o crescimento do time no BR10 salte aos olhos de qualquer um.

Acabou a zica do Pacaembu e o que resta são as 5 partidas de invencibilidade, sendo quatro delas vitórias. Resta analisar que com 42 pontos ganhos, restam ainda 30 em disputa e 10 de diferença para o líder do campeonato.

Aliás, líder e vice-líder que vem tropeçando tudo o que podem e estacionaram em suas pontuações.

Ainda que o discurso de Felipão seja o de ter os pés no chão, no que ele está coberto de razão, a subida do Palmeiras já começa a esverdear o retrovisor do pessoal da frente.

Barbas de molho? Sinal vermelho aceso?

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Por falar em sinal vermelho, o feroz que nos acompanha também deve vir acompanhado de bom gosto musical, creio eu. Então vou deixá-los na Cia agradabilíssima de Siouxsie & The Banshees com a minha predileta deles: Red Light:


CONVITE: Acesse a rádio web da Universidade Cidade de São Paulo e ouça o podcast do Programa Ferozes Futebol Clube. A 24ª edição, que rolou na última segunda-feira, já está disponível. Eu e meus comparsas comentamos a rodada do final de semana ao som de muita boa música. Lembrando que o Programa vai ao ar toda segunda-feira, às 20:00, AO VIVO. Acompanhe pelo link:
http://comunicacidade.unicid.br/radiotape_ferozes.htm

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Cheers,

30 de set. de 2010

CHAZINHO DE COCA - PROFº ASSUNÇÃO DÁ AULA SOBRE COBRANÇAS DE FALTA E O PALMEIRAS SOBE.


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Tom Dib (p/ o Lancenet)


“Quando a falta é de muito longe, tem de bater forte. Busco fazer a bola quicar perto do goleiro. Se ele pegar a chance de dar rebote é grande”.

E tem mais.

“A chuteira tem de estar certinha, bem amarrada, o meião bem posto. O bico da bola fica virado para o gramado”.

Dicas de como se cobrar faltas, dadas por um cara que faz do Palmeiras o time com a bola parada mais eficaz do futebol brasileiro. De um cara que determinou mais um excelente resultado do ascendente Palmeiras no BR10 e dessa vez em casa, contra um dos candidatos ao título.

Os 2X0 demonstram o bom futebol do Verdão contra o Inter, mas não retrata a dificuldade que foi a partida. Tanto que as duas primeiras oportunidades de gol foram dos visitantes.

Mas além de Assunção, Valdívia e Tinga começam a encaixar seus jogos no meio campo. As antes retangulares bolas que Kleber recebia no ataque começaram a ficar arredondadas. A aproximação do meia chileno no camisa 30 tornou o time ofensivamente muito mais eficaz. A prova disso foi o aumento significativo dos gols do time. Contra o Inter foi a 3ª vitória consecutiva, com 6 gols marcados e só 1 tomado.

Os gols foram de Assunção, ambos em cobranças de falta. Mas um dos lances mais sensacionais da partida mostra o que afirmo acima.

Partindo com bola dominada em meio a 6 marcadores do Inter, Valdívia fez grande jogada, passou por todos e ainda viu Kleber abrir sozinho, sem marcação. Rolou a bola para o atacante, que completamente livre, perdeu gol feito. Tipo da jogada que não acontecia no “antigo” Palmeiras, que vivia praticamente de um “bumba-meu-boi” sem organização alguma.

O problema nunca foi a zaga. Parece que não é mais o ataque.

Enquanto isso Tinga mostrava o futebol que o tornou objeto de desejo de muitas grandes equipes do futebol brasileiro. Aplicou chapéu, deu rolinhos, armou belas jogadas e talvez explique a razão de Felipão ainda não achar ser a hora de Lincoln jogar ao lado de Valdívia.

Com 38 pontos o Palmeiras chega a 8ª colocação no BR10. Sábado enfrenta o Santos, 7º colocado com os mesmos 38 pontos, a frente por ter uma partida a menos e duas vitórias a mais. Se mantiver o bom momento e voltar a vencer, o Verdão pesca mais essa colocação de um rival direto.

Voar mais alto nesse BR10 é possível, mas antes é preciso cortar as asas daqueles que já voam acima das cabeças alviverdes. A distância ainda é grande. Para o G3 são 9 pontos. Só que mais do que pensar nesse Brasileirão, as boas partidas do Palmeiras devem animar o torcedor para a Copa Sulamericana, onde o time tem toda a condição de obter o sonhado êxito.

Despeço-me do camarada que me acompanha com o petardo musical do dia. Dinosaur Jr – Over It:


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26 de set. de 2010

CHAZINHO DE COCA - VERDÃO TEM CAMPANHA DE CAMPEÃO – FORA DE CASA.

Texto: João Paulo Tozo

Foto: Paulo Sérgio (p/ o Lancenet)

A campanha do Palmeiras em jogos fora de seus domínios é de time que briga pelo título. Em casa a campanha não é nada boa.

Nos últimos anos, quando o time ainda atuava no Palestra Italia, a piada corrente era a de que um sapo havia sido enterrado no Jardim Suspenso. Sem o Palestra, o sapo deve ter sido transferido para o Pacaembu, onde alguns sugerem ser mais do que sapo, mas zica mandada pelo mandante mais costumeiro do estádio público.

Seja lá o que for, essa escrita vem sendo mantida na íntegra nesse BR10. Em uma campanha de altos e baixos, os altos costumam acontecer fora, os baixos em casa. Não por acaso a 1ª sequencia de duas vitórias do Verdão no BR10 veio justamente quando o time fez dois jogos fora de casa. O segundo deles contra o Flamengo, algoz alviverde no 1º turno, já no Pacaembu.

A expectativa era a de ver pela 1ª vez o trio Valdívia, Kleber e Lincoln em campo.Entretanto Felipão, receoso com o retorno recente de Lincoln aos treinamentos, mandou apenas os dois primeiros no time titular. Tinga e Marcos Assunção completaram o meio campo Verde.

Estranhamente os rubro-negros deixaram o chileno verde livre. O que não foi nada inteligente. O camisa 10 comandou todas as ações ofensivas do Palmeiras e cansou de deixar Kleber em condições de marcar.

Com 30 minutos o Verdão já vencia por 2X0, dois gols de Kleber, em duas jogadas de Valdívia. Aos 45 o mesmo Kleber poderia ter fechado a conta ao perder o 3º gol cara a cara com Marcelo Lomba.

O rubro-negro que vem sobrevivendo da inspiração de Leo Moura, sucumbiu a marcação forte que o lateral direito recebeu. O meio campo em jornada pífia, nada produziu.

Na 2ª etapa Silas mandou Corrêa na vaga de Toró para dar um pouco de cérebro ao time. Mas foi muito pouco. O Palmeiras parecia atuar em casa.

Valdívia armou outra grande jogada com Vitor e ainda apareceu na área para receber o cruzamento e quase marcar de cabeça.

Sem grandes esforços, o Palmeiras passou a viver dos contra-ataques cedidos pelo Flamengo. Silas tentou Petkovic e jogou um pouco de luz a escuridão técnica flamenguista. Num afobado abafa o Flamengo conseguiu um pênalti. Pet diminuiu. Aos 34 minutos.

Aos 35 Valdívia deu lugar a Lincoln – não foi dessa vez que a torcida viu a dupla de criação atuando .

O afobado Flamengo continuou permitindo ao time verde matar o jogo a qualquer momento. O que aconteceu aos 44, com Lincoln.

Longe de ser brilhante, o Palmeiras foi frio e atuou com inteligência. Valdívia e Kleber funcionaram muito bem e agora podem ganhar a qualidade de Lincoln, que deve assumir a titularidade.

Quem me acompanha no blog FFC, no Esporte Interativo ou no Programa Ferozes Futebol Clube as segundas, sabe minha opinião sobre a campanha pouco condizente com a qualidade do time do Palmeiras. Pode não ser um timaço, como nenhum no BR10 é, mas tem condições de brigar na parte de cima da tabela.

Mas para isso precisa parar de atuar como mandante só na casa do adversário. Se conseguir esse equilíbrio, a torcida pode sim sonhar com vôos mais altos nesse BR10.

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Gostam de David Bowie? A despedida musical de hoje é uma das obras do velho Mestre. Vos deixo na Cia agradabilíssima de David Bowie, com Heroes:

CONVITE: Segunda-feira, às 20:00, ao vivo, rola o Programa Ferozes Futebol Clube, na rádio web da Universidade Cidade de São Paulo. Eu e meus comparsas comentaremos a rodada do final de semana na companhia das boas e alternativas sonoridades. Acompanhe pelo link:

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20 de set. de 2010

CHAZINHO DE COCA - CHOQUE SEM REIS

No pior choque-rei que assisti na vida, um raro momento de beleza na festa da torcida com os times perfilados antes do triste espetaculo.


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Miguel Schincariol (p/o Lancenet)

Em um jogo indigno de ser chamado de clássico, mais ainda de Choque-Rei, o São Paulo foi menos horroroso que o Palmeiras e aproveitou dois lances de consciência em meio a uma centena de troços que sequer podemos chamar de futebol.

Em um jogo de 447 volantes, as reduzidas esperanças de bom jogo residiam em dois meias que destoam de toda a mediocridade presente – Valdívia do lado verde e Lucas do tricolor.

Sorte do São Paulo que o garoto já vem em bom momento há alguns jogos, enquanto o chileno ainda não se reencontrou em seu retorno ao Palmeiras.

O jogo resumiu-se a isso. Dois gols. Dois gols do São Paulo.

Cabe citar a impressionante capacidade do árbitro José Henrique de Carvalho em marcar faltas em qualquer respiração mais pesada do marcador no cangote do jogador marcado. Quem espirrou em campo correu sério risco de ser advertido com cartão. O jogo de baixíssimo nível técnico teve sim forte influência da fraquíssima arbitragem. E não é questão de prejudicar A ou B, mas sim o jogo como um todo.

Houve sim exagero na expulsão de Felipão. É cada vez mais clara a intenção de certas figuras de nossa arbitragem em se promover em cima de nomes de peso, como Felipão. Talvez seja uma autodefesa para desviar o foco da incapacidade dessas figuras.

Voltando ao campo “de jogo”, tanto Palmeiras como São Paulo deram mais uma demonstração de que nesse BR10 suas condições residem em suas atuais posições mesmo. Salvo alguma improvável arrancada nas rodadas vindouras e ambos deverão manter-se no meio da tabela até o seu final.

Meio que remete a médio, que é o que são os dois times – em questão de qualidade – médios. Nada mais do que isso.

Em Brasileirões foi a 9ª vitoria tricolor no clássico, contra 16 vitórias verdes. Em jogos no Pacaembu, o São Paulo não vencia o Palmeiras há 13 anos.

Dados que não maximizam êxito e nem minimizam derrota. São dados que servem para encher uma lingüiça quase sem recheio. Dados para dar um pouco de luz a um clássico sem brilho algum.
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Despeço-me do camarada que me acompanha com um petardo do Pulp – Bar Italia:

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16 de set. de 2010

CHAZINHO DE COCA - FELIPÃO CONTINUA INVICTO CONTRA O GRÊMIO.


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Ricardo Rimoli (p/ o Lancenet)


Felipão não retornava ao Olímpico desde 2000, quando ainda treinava o Cruzeiro. Voltou hoje, no dia em que o Grêmio comemorou 107 anos de existência.

No estádio gremista Felipão tem história. Multicampeão pelo tricolor gaúcho, virou ídolo com a conquista da Libertadores de 1995. Gremista de coração, Scolari foi hoje recebido pela torcida da casa como ídolo que é. E como técnico rival, que também é, Felipão acertou a mão na armação de seu Palmeiras, o clube que ele escolheu gostar depois de passagem também vitoriosa, onde também conquistou uma Libertadores.

No Olímpico, o Palmeiras de Felipão não tomou conhecimento da festa e da pressão dos gremistas. Parece também ter dado uma bica nos fundilhos da crise que vinha rondando e já quase se instalando pelos lados alviverdes.

O esquema foi o mesmo, com 4 volantes no meio campo. Kleber e Everthon bem abertos no ataque. Parece que atuar assim fora de casa funciona. Sobretudo contra um adversário que estava em festa e que não podia decepcionar seu torcedor. O ferrolho Verde anulou as investidas de Souza , Douglas e cia.

Marcos Assunção que vive momento de graça com seu pé calibrado, meteu mais um petardo indefensável, dessa vez para o ótimo Vitor.

Na base do contra-ataque o Verdão poderia ter ampliado ainda no 1º tempo. Mas o aproveitamento do ataque ainda deixou a desejar.

O início de 2º tempo que poderia ser de lamentação pelo 3º amarelo de Kleber e que o tirou do clássico de domingo contra o São Paulo, passou a euforia quando Assunção, sempre ele, colocou a bola na cabeça de Everthon, que dessa vez não perdeu o gol feito.

Valdívia entrou no lugar de Everthon e Pierre entrou na vaga de Tinga para fechar ainda mais o meio-campo. A vitória estava praticamente assegurada.

Mesmo o gol do Grêmio não diminuiu a boa atuação do Palmeiras. Cabe agora ponderar se esse é mesmo o esquema ideal para esse time de Felipão, ou se adaptar o esquema para partidas em casa é uma saída.

Domingo contra o Vasco o time atuou com 3 atacantes e nada criou. Pode ser que a postura dos jogadores – os mesmos do último domingo - tenha sido outra hoje.

O que não pode mais é o time ter medo de atuar em casa e desabrochar fora. O clássico contra o São Paulo é mando verde e vencer significa efetivamente um novo e bom momento no campeonato. Um revés traz de volta a desconfiança.

É hora do Palmeiras decidir de quer viver de cravo ou de ferradura. Por hora, a vitória contra o Grêmio deve ser sim muito comemorada.

OBS: Felipão, que deixou o Olímpico fazendo juras de amor ao Grêmio, deu mais um presente de grego ao tricolor dos pampas. Dirigindo o Verdão, essa foi a 4ª partida de Felipão contra o Grêmio, e nunca saiu derrotado. Em casa um 5X0 e um 6X1 e no Olímpico um 1X1 e agora esse 2X1.
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Vou me despedindo dos camaradas que me acompanham por aqui com um clássico oitentista do Soft Cell – Torch:

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