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9 de jan. de 2011

CHAZINHO DE COCA - AS DESISTÊNCIAS DE PALMEIRAS E GRÊMIO NA NOVELA RONALDINHO GAUCHO.

Ontem o Grêmio, hoje o Palmeiras. Se haviam opções de sobra para o dentuço mais talentoso do futebol do mundo, resta agora apenas o Flamengo como opção nessa sua conturbada volta ao futebol brasileiro. O leilão acabou e o derrotado maior é o próprio Ronaldinho.

Se ele e seu irmão (e péssimo) procurador, Assis, esperavam um anúncio bombástico, agora já era. Só há um interessado.

Mas não adianta Palmeiras e Grêmio virem a público pra dizer que não entraram em leilão pelo jogador, pois entraram sim. Mas agiram em tempo de tornar o mico menor e arranhar menos suas gloriosas histórias.

A novela foi tão cheia de personagens ruins de atuação, que até o vice-presidente do Milan, o tal de Adriano Galliani, mostrou-se um completo fanfarrão, aproveitando-se do momento para destilar sua completa falta de trato com os assuntos da bola, como da história que liga o seu país ao nosso.

Galliani afirmou em sua desastrosa coletiva que torcia para que o jogador fosse para o “rossonero” Flamengo.

Oras, não sabe o pobre dirigente que a cidade de São Paulo é a 3ª maior cidade italiana no mundo? Certamente que não.

Não sabe esse senhor que nesse que é o maior pedaço da Itália fora da Velha Bota, o maior representante da cultura e da integração ítalo-brasileira chama-se Sociedade Esportiva Palmeiras e que isso é muito, mas muito mais representativo que qualquer combinação de cores em vermelho e preto?

Galliani e Assis contribuíram para que a imagem do excepcional jogador que ainda é Ronaldinho fique com um arranhão de difícil cicatrização.

Não vou ser leviano e mudar de opinião quanto ao jogador. Ainda acho que o clube que o contratar dará um salto fantástico de qualidade técnica. Acho o dentuço um dos maiores de todos os tempos e mesmo em baixa, ainda que jogue 20% do que pode, já é suficiente para fazer muito estrago por aqui.

Mas torná-lo maior que as instituições que, com suas histórias, com suas glórias, tornaram ao longo dos anos o futebol brasileiro no mais festejado do mundo é absurdo, é agir contra a própria história.

Palmeiras e Grêmio acordaram em tempo. Não que o Flamengo tenha que desistir agora. Até porque só sobrou ele no páreo. Se chegou até aqui, seria burrada ainda maior desistir agora.

Mas seria muito interessante se o glorioso rubro-negro carioca – e não italiano – fizesse como seus co-irmãos e deixassem Ronaldinho e Assis com o pires nas mãos, pedindo pelo amor de Deus para alguém lhe dar abrigo.

Os clubes deram o troco. Se foram iscas fáceis no joguinho sujo do Milan e da dupla Assis/Ronaldinho, agora dão o troco e deixam com eles a menor das propostas feitas pelo jogador.

Leia na íntegra a carta de Luiz Gonzaga Belluzo onde é anunciada a desistência do Palmeiras na contratação do meia:

"A Sociedade Esportiva Palmeiras informa aos 18 milhões de torcedores que, a partir desta data (9 de janeiro de 2011), desiste oficialmente da contratação do atleta Ronaldinho. Pela grandeza e história do nosso clube, e para esclarecimento aos seus milhões de torcedores, o Palmeiras manifesta que:

- As conversações com o irmão e empresário do atleta, o senhor Roberto de Assis, tiveram início no mês de junho de 2010;

- Nesse mês, foi apresentado o projeto para a vinda do atleta. Várias empresas se mostraram interessadas em participar e a partir daí iniciaram-se as negociações;

- Em julho, surge um fato novo. Ao contrário do que ocorria até aquele momento, o Milan resolveu não abrir mão dos direitos que tinha sobre o contrato do jogador, que venceria somente em junho de 2011, inviabilizando, assim, o negócio;

- Não obstante, durante esse período, o Palmeiras continuou mantendo conversações com o representante do atleta, o senhor Roberto de Assis;

- Em dezembro, nos foi informada a possibilidade da liberação do atleta sem o pagamento da multa. Até este momento, segundo o senhor Roberto de Assis, apenas o Palmeiras negociava com o atleta, o que nos deixava confiantes na vinda do jogador;

- Somente em meados de dezembro é que surgem então outros clubes interessados. A partir de então o representante do jogador começou a desenvolver negociações paralelas. O Palmeiras alertou o irmão do jogador sobre esses novos fatos e disse que não se envolveria nessa modalidade de negociação por considerá-la contrária aos padrões éticos de uma sociedade civilizada;

- Menos de uma semana após essa conversa, no dia 2 de janeiro o senhor Roberto de Assis fez uma contra proposta apresentada por ele como definitiva. O Palmeiras de imediato aceitou essa contra proposta . Tínhamos então a garantia da vinda do jogador;

- Qual não foi nossa surpresa ao ver pela imprensa que as negociações com outros clubes continuavam, apesar da palavra empenhada do senhor Roberto de Assis de que o jogador vestiria nossa camisa;

Por tudo isso, o Palmeiras faz questão de vir a público para enfatizar que jamais vai compactuar com esse tipo de comportamento.

O Palmeiras esclarece que desenvolveu um projeto com grandes empresas do mercado brasileiro e internacional, reunindo profissionais de reputação em uma ampla operação comercial e de marketing para viabilizar a vinda do jogador.

Todas as etapas para a conclusão do negócio, abrangendo salário, premiação, tempo de contrato e empresas envolvidas, foram solucionadas e acordadas com o empresário do atleta. Todas as cláusulas e valores pedidos pelo representante do atleta, neste período, foram 100% aceitas pelo Palmeiras e repassadas para a conclusão do negócio. As condições eram excepcionais, provavelmente as maiores do mercado brasileiro em todos os tempos. O empresário Assis afirmou ao Palmeiras que a transação estava fechada no dia 2 de janeiro.

Desde então, foram várias respostas evasivas e tentativas frustradas de contato. É necessário alertar a opinião pública que, em respeito à sua história, a seus torcedores e a seus parceiros, a Sociedade Esportiva Palmeiras trabalhou com a paciência necessária e com a dignidade exigida para conclusão dessa negociação.


Luiz Gonzaga Belluzzo
Presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras

São Paulo, 9 de janeiro de 2011"

10 de ago. de 2010

Café com Leite: Falemos sobre Corinthians e Flamengo




Texto: Beto Almeida
Foto: Wagner Carmo/Vipcomm

Ah, Corinthians, meu sangue ferve por você que eu te amo meu amor, não fique triste se não vi seu último jogo contra um time de camisa listrada amarela e azul, uma camisa tão feia, mas tão feia que evoca o futebol dos anos 90, aquele futebol de Dungas e Lazaronis, algo assim como o calcio, que meu corretor ortográfico insiste em acentuar agudamente, robô idiota, não estou falando do mineral tão bom para nossos ossos, do ofício e não oficiosos também; mas do bom e velho e feio futebol italiano.
Tudo isso pra dizer que a camisa usada pelo Flamengo lembra o fardamento do Parma, um time mequetrefe da Bota. Parece que o amarelo e o azul eram as cores originais da camisa do Flamengo e dá pra entender porque alguma alma de bom senso resolveu mudar para o vermelho e o negro, que sempre imaginei uma homenagem à Stendhal, tal qual a bandeira da Paraíba, a bandeira mais bacana desse Brasilzão junto com a de Pernambuco, a bandeira onde está escrito NEGO, que sei tratar-se de uma negação, mas que prefiro associar à NÊGO de neguinho mesmo, que é como me chama carinhosamente uma amiga, “Vem cá meu nêgo e dá-me um abraço!” e o abraço é gostoso e preguiçoso e tal.
Parece que o Todo-Poderoso também vai fazer uma camisa comemorativa dos cem anos de existência do clube, aniversário que se comemora dia 1º de setembro deste 2010. Vazou na Internet uma foto do suposto uniforme que será utilizado pela equipe em ocasiões pra lá de especiais:

Coisa mais feia só a do Flamengo mesmo, né? Não à toa as duas equipes têm o mesmo fornecedor de material esportivo.
Com a vitória sobre os urubus somamos 28 pontos e estamos em segundo lugar, atrás do Fluminense que tem 29 pontos. Como o Fluminense é treinado por Muricy Ramalho, deve rolar uns empates por aí, de modo que podemos assumir a liderança novamente. Na boa, um time treinado por alguém que diz que “futebol não é espetáculo, quem quiser ver espetáculo que vá ao teatro” não merece ganhar nada. Mas vão ao teatro, pessoal, tem muita peça boa na cidade, algumas com preços populares.
Até o Mano escalou a seleção brasileira com uma formação ofensiva. Ta vendo como foi bom a Espanha ganhar o Mundial? Aquele papo de futebol bonito não ganha campeonato parece estar com os dias contados, a moda agora é todo mundo falar mal da retranca na imprensa esportiva ou não. Aí a seleção da Itália ganha o Mundial de 2014 e batata, todo mundo começa a falar que futebol feio que é eficiente.
Ah, esse gado humano que age bovinamente, seguindo aquela programação básica em nosso cérebro condicionado a dizer sempre as mesmas coisas, gostar das mesmas coisas e pensar as mesmas coisas de sempre.


8 de mar. de 2010

Chazinho de Coca - Confusões de Adriano podem transformar convicções de Dunga em nota de 3 reais.

O Flamengo admitiu o que todo mundo já sabia – Adriano tem problemas com o álcool.

Quando se contrata Adriano, contrata-se todo um “kit”, que nada mais são dos que as suas exigidas regalias, passadas de mão em sua cabeça, além claro, dos altos valores empregados em sua contratação e vencimentos mensais.

Em troca espera-se nada além do que gols. Adriano precisa ser a diferença. E ele foi em 2009. Sem o Imperador o Flamengo dificilmente teria sido campeão brasileiro.

Assim sendo, os problemas extra campo do jogador ficaram em 2º plano.

Mas e se ele deixa de resolver? Pior. E se ele deixa de jogar?

Daí qualquer fagulha vira incêndio. Só que nesse caso não foi só uma fagulha, mas uma tocha jogada num palheiro. A briga do Imperador com sua namorada/noiva/ex/sei lá o que e que causou um quebra-quebra, inclusive de carros dele e de outros jogadores do Flamengo e sua posterior “afogada de mágoas” no álcool, resultou na ausência do jogador não apenas em partida válida pelo “empolgante” Cariocão, como será desfalque em partida importantíssima pela Libertadores.

Segundo informações do jornal Lance, Adriano já faltou em 50% dos treinos desde seu retorno a Gávea.

Opa, então o custo benefício parece não estar sendo válido. Afinal, Adriano não é o Ronaldo, que mesmo sem jogar absolutamente nada pelo Corinthians em 2010, ainda gera receitas valiosíssimas ao clube de Parque São Jorge.

Só que nesse rolo todo, um personagem alheio ao Flamengo passa a ser o foco dos holofotes - O técnico da seleção da CBF, Dunga.

Dunga vende para o mundo que a sua seleção é a união de pessoas compromissadas, de jogadores que não se entregam aos encantos da noite. Usa esse artifício para justificar a não convocação do brasileiro que apresenta hoje o melhor futebol dentre todos os “selecionáveis” – Ronaldinho Gaucho.

Assim como o utiliza para dar luz as suas escolhas de gosto duvidoso – Felipe Melo, Julio Batista, Elano e afins.

Se Ronaldinho é baladeiro, Adriano deve ser o host oficial do circuito do funk carioca e do churrasquinho na laje.

Nada contra. Adoro churrasco, na laje ou não. Detesto funk carioca, mas aí é questão de gosto pessoal.

Só que o Dunga vai ter que decidir se continua convocando o Adriano e não o Gaucho ou mesmo os dois, e por fim demonstrar para todos nós, seus corneteiros de plantão, que suas convicções são mais falsas do que nota de 3 reais.

Ou então ele pode agir de acordo com o que prega e não levar nenhum dos dois. Ou até mesmo, cortar Adriano e levar Ronaldinho, usando como justificativa a análise técnica. Que é o que realmente importa.

Uma coisa é certa. A situação Dunguistica é facilmente resumida com a palavra: “TENSO”

4 de fev. de 2010

Chazinho de Coca - Adriano e V.Love - as Joanas da casa do Pet.

No último domingo nós tivemos o privilégio de acompanhar a um enorme Fla-Flu, com direito a 8 gols e a uma virada sensacional do Flamengo. Dificilmente este deixará de ser o jogo do ano, e nós ainda estamos em fevereiro.

Ao final da partida veio a tona o disparate causado pelo craque Petkovic, que não aceitou ser substituído, depois brigou com Marcos Braz e abandonou o estádio antes mesmo do final da partida.

Pet errou feio, primeiro por não ser solidário ao grupo num momento em que o time ainda perdia para o rival histórico. Segundo que ele não respeitou a hierarquia. E em terceiro porque ele colocou o clube em vias de receber punição, pois poderia ele Pet ser escalado para o exame antidoping, ao qual ele não poderia participar pois já havia abandonado o estádio.

Errou Pet? Errou e feio. Marcos Braz agiu bem ao buscar puni-lo? Agiu. No papel de torcedor, ele deve idolatria Pet. No papel de dirigente, não. Quem deve algo a quem aí é o jogador ao dirigente. Marcos Braz não quis abrir precedente para uma possível instauração de “Mãe Joanice” no clube. Depois Patrícia Amorim colocou panos quentes e, para o bem do clube, principalmente do clube – por questões técnicas e principalmente financeiras – Pet foi reintegrado ao elenco e tudo segue em “paz” no reino do campeão brasileiro. Mas será que segue mesmo?

A boca pequena diz que a bronca de Pet é, na verdade, relacionada aos desfrutes concedidos a Adriano e, oras bolas, a Vagner Love – somente aos dois.

Ontem Marcos Braz veio a público e, na maior das caras lavadas, assumiu que ambos possuem mesmo mordomias, chamadas por Braz de “tratamento especial”.

Pergunto ao intrépido feroz que lê essa patacoada. O que Adriano e, principalmente Vagner Love, representam para o Flamengo em comparação a Petkovic?

“Ahhh, o Adriano foi formado no clube”.

Certo, no caso de Adriano, com muito esforço e boa vontade, pode se achar “válidas” as mordomias. Mas e Love?

“Mimimi...o Love sempre disse ser flamenguista desde criancinha”

Mas já beijou o escudo do Palmeiras e nunca teve uma virgula de sua carreira dedicada ao Mengão. Fora que tecnicamente não faz por merecer tratamento especial faz tempo.

E Pet? É exagero colocá-lo como um dos maiores ídolos da história, ou pelo menos da história moderna, do clube?

Sua história junto ao rubro-negro guarda as de Adriano e Love no bolso, sem esforços.

“Então o certo é dar privilégios a ele também”

O certo é cada jogador receber aquilo que lhe é justo e a partir daí, junto de todo o grupo, cumprir as obrigações que todo trabalhador precisa cumprir. Churrasquinho na laje não esta entre elas.

Mas se é para ser a casa da mãe Joana, que então a Dona Joana seja aquela que verdadeiramente sempre se dedicou a casa, sempre empenhou-se a ela, que já é a dona do pedaço há muito mais tempo.

No papel de Joana, Pet está há anos luz a frente de Adriano. De Love então...

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E para alegrar mais uma manhã caótica na megalópole, despeço-me da rica (em saúde, em alegria e paciência) ferocidade que nos acompanha com o agradável clássico do Bolshoi – Sunday Morning

Cheers,

8 de dez. de 2009

Chazinho de Coca - Um Campeão que nasceu errado e o Errado que nasceu campeão.

Um Campeão que nasceu errado e o Errado que nasceu campeão.

Flamengo e Palmeiras, campeão e quinto colocado do BR 09, tiveram trajetórias distintas ao longo da competição.

O 1º fadado a brigar por posições intermediárias. O 2º apontado por quase todos como favorito ao título.

O 1º remodelou seu elenco no decorrer do campeonato. O 2º manteve a forte base do 1º semestre, bateu de frente com clubes europeus e segurou seus principais jogadores e ainda reforçou o que já era bom.

O 1º perdeu toda a sua diretoria de futebol. O 2º vinha presidido pela grande esperança de moralização do esporte.

O 1º trocou de técnico e bancou um interino de larga história no clube. O 2º demitiu um técnico de ponta, viu seu interino realizar grande trabalho ao assumir a ponta do campeonato, mas mesmo assim, contratou o até então tricampeão brasileiro e sonho de consumo de todo clube do país.

O 1º assumiu a ponta da competição na penúltima rodada e, dos que lideraram o BR09, foi o que esteve lá menos vezes. O 2º foi líder por 19 rodadas, exatamente a metade do campeonato, mas nem Libertadores pegou.

Não restam dúvidas de que o Palmeiras seguiu a risca a cartilha para ser campeão e que o Flamengo estava fadado a passar mais um ano no limbo.

Então o que aconteceu para que os dois trocassem de papéis de forma tão drástica?

Cuca era o técnico do Flamengo. Além de ser considerado instável emocionalmente, Cuca pregava a igualdade entre os jogadores. Batia de frente com a estrela Adriano e não aceitava os atrasos e as faltas do centroavante aos treinos. Mas Adriano resolvia em campo.
No Palmeiras, Luxemburgo que havia reformulado completamente o elenco na virada do ano, dizia no início que esse era o time para ser campeão brasileiro. Era o seu time. Mostrava um futebol convincente, com a bola passando pelos pés qualificados de seus meias. Um time de toque de bola.

No Flamengo a coisa não vingava e a teimosia de Cuca em relação a Adriano derrubou o técnico. Qualidade como técnico não lhe falta, basta ver o milagre que ele ajudou a realizar no Fluminense. Mas o fator Adriano pesou.

Andrade assumiu o clube interinamente pela 417ª vez. Assumidamente interino, ele sabia que preencheria um espaço que não era seu. Encarou o Santos na Vila e venceu o Peixe, dedicando de forma emocionada a vitória ao seu velho amigo e ex goleiro do Flamengo, Zé Carlos, que havia falecido naquele dia. Porém alguns tropeços vieram e a cornetagem em cima do velho Andrade começou. Juan se negava a dar voltas no gramado e o goleiro Bruno perguntava a plenos pulmões “quem era aquele Andrade para lhe dar ordens”. Ele definitivamente não era um técnico de “grife”. Contudo, Andrade pregava não a igualdade entre todo o elenco, mas o direito de cada um ser o que realmente é. Adriano é Adriano, o que o faz diferenciado de todos os outros. Voltou ao país exatamente para poder ser o Adriano, com a liberdade que um “Adriano” precisa ter. Mas em campo era o Adriano que todos sabem que ele pode ser. Além disso, Andrade fez de Petkovic com seus 37 anos, apontados por muitos (quase todos) como um peso morto no elenco, o cérebro do time. A “liberdade” posta em prática por Andrade vingou e o Flamengo ganhou corpo.

Enquanto isso, no Palmeiras, Jorginho assumia também interinamente, a vaga deixada por Luxemburgo, que havia sido demitido por Belluzzo, depois de vetar um possível, mas improvável, retorno do mascarado Keirrison.

Jorginho é uma figura de história no clube, não tanto quanto Andrade no Fla, mas ainda assim conta com grande apreço por todos no Palestra Itália. Sabedor de que era só um tampão, manteve o esquema de Luxemburgo e o time não sentiu a troca de liderança. Diego Souza, Cleiton Xavier e Pierre davam o tom de um time que já mostrava pinta de campeão. Enquanto isso, a diretoria passava a investir no tricampeão Muricy Ramalho, demitido no São Paulo. Mas a negociação se arrastou por mais de mês. Tempo suficiente para Jorginho vencer 4 jogos, empatar 1 e ser derrotado uma única vez. Derrotando de forma impiedosa o arquirival Corinthians, por 3X0.

Jorginho começava a ganhar apoio dentro e fora do clube para que assumisse de vez a vaga de treinador. Mas Muricy cedeu aos encantos palestrinos e ganhou de bandeja o líder do campeonato.

De time de toque no meio campo, o Palmeiras passou a usar mais as laterais e começou a ganhar características de time que usa e abusa dos cruzamentos na área. A principal qualidade do time passou a ficar em 2º plano, já que Diego Souza e Cleiton Xavier não eram mais acionados como antes. Para piorar, uma fase negra assolou o clube e a sua espinha dorsal foi lesada, com as contusões dos insubstituíveis Pierre, Cleiton Xavier e Mauricio Ramos.

De grande time, o Palmeiras passou a ser colocado como time de elenco frágil, já que não conseguiu segurar o nível sem esses jogadores.

Vágner Love que chegou como a grande contratação do semestre no Brasil, não se encontrou e passou a ser perseguido por parte da torcida.

Ainda assim, aos trancos e barrancos, o Palmeiras se segurava na ponta, mas trazia cada vez mais colados os rivais.

O Flamengo, do já efetivado Andrade subia igual a um foguete, engatando seqüências incríveis de vitórias. Enquanto o Palmeiras não vencia nem os times da zona da degola.

O final do Campeonato todos sabem. Mas o que se tira de lição disso?

Ontem no Programa Linha de Passe a discussão girou em torno disso. Mas não acho que tenham encontrado uma resposta plausível. Afinal, o Flamengo fez quase tudo errado e o Palmeiras fez quase ou tudo certo.

Terá chegado ao fim a fase de ouro dos “professores”? A supervalorização de alguém que não entra em campo? Afinal, Luxemburgo foi para o Santos e lá também teve campanha ridícula. Paulo Autuori veio para o Grêmio como salvador da pátria e nem terminou a competição. O Inter só renasceu no campeonato quando Mario Sérgio assumiu, interinamente. O São Paulo brigou pelo título tendo no comando o sempre contestado Ricardo Gomes.

Ou será que essas derrapadas todas de nossos treinadores de ponta foram casos isolados, em uma temporada sem pé nem cabeça?

Luxemburgo acerta ao dizer que teria sido campeão com o Palmeiras e que Muricy também poderia ter sido, tivesse ficado no São Paulo? E Jorginho, teria feito o Palmeiras terminar bem o campeonato?

Sei que nada, sei. Sei que busco respostas nos cérebros que discutem o futebol, mas eles até agora não me ajudaram a elucidar essa questão. O meu também não encontra algo substancial que possa ser o “X” dessa questão.

A afirmação que fica é, que o Flamengo acertou errando e que o Palmeiras afundou buscando acertar em tudo.

“Como assim????”

Sei lá!

7 de dez. de 2009

Flamengo Campeão Brasileiro de 2009




Marchando trôpego pela Domingos de Moraes, acompanhando uma leva de Flamenguistas vindos dos mais diversos rincões desse Brasil, liguei para meu amigo JP, ciente da não classificação do Palmeiras para a Libertadores. Sei que o JP é um sujeito sanguíneo então ele podia me mandar à merda ou compreender a alegria de um torcedor que ansiava 17 anos por esse título. Resolvi arriscar.

Não escutei muita coisa do que ele falou no meio do ziriguidum em que eu estava imerso, só sei que combinamos de eu escrever um texto sobre o triunfo Rubro-Negro na tarde de ontem. Irei fazê-lo de uma forma bastante pessoal, talvez para tentar traduzir um pouco o que é ser flamenguista – ser flamenguista em São Paulo.

Fui assistir ao jogo final no bar em que se reúne a torcida flamenguista em São Paulo, trajando meu manto versão retro Campeão Mundial 1981. Na plataforma um rapaz me aborda perguntando se eu estava indo para o referido bar, pois ele, vindo de Vitória, não sabia nele chegar. No percurso juntou-se a nós outro flamenguista, esse oriundo de Brasília. Quando chegamos ao local, aquela cena que nos encanta: várias, várias camisas rubro-negras reunidas, das mais diversas idades, origens geográficas e sociais cantando os temas que enaltecem nosso time de coração.

Minha experiência de mais de 25 anos de torcida pelo Flamengo já dizia: não será fácil. Não importa com quem fosse esse jogo: reservas do Grêmio, o time titular do Barcelona ou a seleção do meu condomínio. Não seria fácil – com o Flamengo nada é fácil.

Não tenho muito a escrever sobre o jogo de ontem porque, sinceramente, pouco consegui assisti-lo. A tensão era tamanha e tudo o que eu conseguia fazer era cantar, gritar e fechar os olhos nos momentos decisivos. Fiquei especialmente contente pelo Angelim ter feito o “gol-do-título” de cabeça, tal qual um ressurgimento do Rondinelli, o eterno “Deus da raça”, naquele grande vitória contra o Vasco em 1978.

Flamenguistas, São Paulinos, Palmeirenses, Colorados, Atleticanos e Cruzeirenses sabem o quão parelho foi esse campeonato, permeado pela irregularidade das campanhas: Inter, Atlético e Palmeiras começaram bem . O Atlético e o Palmeiras caíram demais enquanto que o Inter teve uma queda com uma recuperação na reta final. Cruzeiro, São Paulo e Flamengo, o oposto: começaram mal e foram tomando corpo ao longo da temporada. O São Paulo, contrariando o que costuma acontecer, refugou no momento decisivo. O Flamengo não.

A chegada do Andrade a condição de técnico foi a grande virada. O Flamengo tende a funcionar melhor quando alguém que fez história no clube assume a equipe. Segundo soubemos, Andrade com seu jeito simples conquistou o elenco que se fechou em torno dele ele e sagrou-se hexa-campeão brasileiro. Conseguiu, também, mudar o padrão de jogo que o Flamengo vinha tendo desde Ney Franco passando por Joel Santana e Cuca: o time passou a ter um jogo mais leve e fluente. Claro que isso também se deve ao retorno do Pet à Gávea. E com ele, queimei a língua – agora presto minha reverencia. Sua entrada na equipe foi pra lá de fundamental.

O Ronaldo disse algo muito curioso sobre os corinthianos: parece que quanto mais sofrem mais apaixonadamente torcem. A sensibilidade rubro-negra do maior artilheiro das copas sabe do que está falando, afinal, com o flamengo não é diferente – é verso do hino Rubro-Negro: “na regata ele me mata, me maltrata, me arrebata, que emoção no coração”.

Pois é isso, ser Flamengo não é pra quem tem coração fraco nem para os apreciadores de um texto leve e bem resolvido. Não. Ser flamenguista é para quem gosta de drama. E assim o foi!

Dedico esse texto ao Guilherme e ao Felipe, os torcedores rubro-negros que conheci ontem no metro e também ao seu Luis, um senhor simpaticíssimo que, antes do jogo de ontem, contou histórias sobre os jogos que assistiu no Maracanã nos anos 50.

Por Gustavo Dean.

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PS: Ano passado quando o Palmeiras foi Campeão Paulista (só paulista, mas campeão), a 1ª pessoa para qual liguei foi justamente o Gus. Não para extravasar, não para azucrinar, mas para desabafar e para pedir algo. Dos que formavam comigo a trupe do blog naquela época, eu o considerava o mais “sóbrio” como torcedor. Um paulistano flamenguista não era exatamente o perfil de um sanguíneo torcedor, como ele me classificou acima. O doce e sublime sabor de uma conquista, independente do seu tamanho, me embebeda a alma, entorpece o meu pensamento, me cega. Enxerguei nele a chance de levar ao blog um texto coerente, sem grandes inflamações e que certamente seriam postas num texto meu.

Compreensivo ele escreveu, buscou expor o sentimento que ele capitaneou naquela minha ligação. Posteriormente eu acabei escrevendo algo. Dentro de um sentimento de paixão e alívio, tentando me conter ao máximo na minha “sanguinolencia”. Percebi ali que, por mais riscos que possamos assumir quando falamos da paixão clubistica, não se pode entregar a outro a responsabilidade de dizer a sua “nação” o que certamente todos eles estão sentindo também.

É por isso que, independente da ligação que ele me fez ontem, o espaço para as palavras do Campeão Brasileiro de 2009 seriam dele, seria do único flamenguista que eu conheço pessoalmente. Do único amigo que não é palmeirense, corintiano, são paulino ou santista. Do flamenguista que por ser paulistano, transparece certa frieza sentimental no que tange o futebol, mas que com toda a certeza, flagrantemente exposta ontem na voz já semi embargada pela conquista e por umas e outras, é um sanguíneo de veias hoje dilatadas de tanta ebulição causada pelo seu rubro-negro tão amado.

Chazinho de Coca - Balanço final do BR-09

O Campeonato Brasileiro de 2009 entrou para a história do futebol brazuca. Ele marcou o fim da hegemonia paulista que já vinha desde 2004. De uma hegemonia ainda mais acentuada de um tricampeão, que por pouco não buscou o tetra. Marcou a maior “paraguaiada” de um clube dos últimos tempos – da era dos pontos corridos, certamente a maior. E determinou o ressurgimento de um antigo campeão. Um campeão que pode ser penta, hexa, que depende do seu ponto de vista, mas que independe de qualquer avaliação para justificar o merecimento de seu título.

O Campeonato Brasileiro de 2009 trouxe em sua última rodada a inédita disputa de 4 grandes do futebol nacional pelo título máximo do país. O estado com mais postulantes acabou sobrando. E o Rio de Janeiro acabou selando o seu grande ano com o título das séries A e B, além das permanências de Botafogo e Fluminense.

Aliás, Fluminense que é o responsável pela mais fantástica recuperação de um clube dentro dos certames nacionais em 2009. De virtual rebaixado, a quase Campeão Sulamericano e garantido na elite em 2010. Uma arrancada tão acentuada quanto a derrocada de um outro, que de virtual campeão, sequer chegou a Libertadores.

Em 2009 os técnicos medalhões patinaram em seus trabalhos e novos ou renovados nomes apareceram – Andrade, Silas, Cuca, Ricardo Gomes.

Antigos craques já tidos como decadentes, foram determinantes e fundamentais nas campanhas de seus clubes – Petkovic é o caso mais emblemático.

Craques de 1ª grandeza voltaram ao país. Alguns brilharam, outros naufragaram.

Infelizmente ainda temos um STJD que suja, que lesa, que mancha o ótimo trabalho nos gramados.

Infelizmente ainda temos um quadro de árbitros muito aquém dos níveis de nossas competições.

Ainda há muito que se lamentar, mas há muito que louvar.

A fórmula de pontos corridos enfim caiu no gosto do torcedor e em 2009, mais do que em qualquer outra edição, ela foi um sucesso. Pelo menos o público que nos acompanha assim determinou. Com 59% dos votos, os simpatizantes dos pontos corridos golearam os que preferem o mata-mata (21%) e os que gostariam de ver turno e returno com final entre os 2 primeiros colocados(19%).

Acho que não há muito do que reclamar do campeonato em 2009. Pontualmente alguns podem e devem reclamar um rebaixamento, uma perda de título, uma lamentável reta final de campeonato. Mas como produto, como marca, como entretenimento, o BR09 foi um grande sucesso.
Como torcedor de futebol, muito tenho o que lastimar. Como apaixonado pelo esporte mais fantástico do planeta, muito tenho o que louvar. Muito tenho o que comemorar. Foi um grande barato retratar nossas impressões acerca do desenrolar de nossas competições ao longo de todo o ano. É tudo tão legal e satisfatório, que mal acabou a temporada e a vontade é que a temporada 2010 comece o quanto antes.

Afinal é disso que gostamos. É por isso que aqui estamos.

Não será o último post do ano. Mas da minha parte, é o último tratando do Campeonato Brasileiro de 2009.

E o encerramento, como não poderia deixar de ser, é parabenizando o novo campeão brasileiro – penta, hexa – o campeão brasileiro de 2009, o Clube de Regatas Flamengo.

PS: A Coluna sobre o campeão irá ao ar hoje. Não será minha, não será do nosso atual time. Será de um também legítimo campeão. De um velho e bom amigo campeão.

Cheers,

26 de nov. de 2009

Do Populacho! Será o Corinthians o presentão do Flamengo?


A duas rodadas do fim do campeonato o Corinthians se vê em uma dilacerante situação: joga, e para ganhar, do Flamengo; ou entrega de vez o jogo em detrimento dos rivais paulistas que disputam o título.

Ao menos é justamente isto que passa no ideário da maioria dos paulistanos, principalmente palmeirenses e sãopaulinos. Mano Menezes, porém, nega que o Timão faria algo do tipo. E não deveria mesmo, para o bem do futebol e do Corinthians. Seria feio, tosco, grosseiro. Se fosse o caso, melhor seria que nem se entrasse em campo. W.O. é mais honroso.

Segundo o site globo.com a escalação prevista é com Felipe, Jucilei, Chicão, Paulo André e Marcelo Oliveira; Edu, Boquita e Elias; Jorge Henrique, Ronaldo e Defederico. Algo como o time que disputou a segunda metade do campeonato, com alguns reservas - e algumas reservas, o que poderia despertar os olhares arregalados que recairão sobre esta partida.

Ronaldo declarou algo como "temos que ganhar". Parece ser pessoal, mas teria mesmo cobrado os companheiros para que se empenhassem mais neste jogo.

Não se enganem, a derrota pode acontecer. Mas mesmo com a vitória o Flamengo não viraria líder. Dependeria também do "STJFLA" (agradeço aqui ao Rene) para algumas punições de três jogos. Se bem que tenho a impressão de que se estes jogadores que estão no banco dos réus jogassem "no Flamengo não seriam punidos" (lembram, lembram, lembram?).

Mas que não se tire o passado do campeonato. O Palestra só perdeu o título por um tipo de desleixo espantoso, só menos assustador do que os egos de seus jogadores, já que chegou a ficar com 5 pontos de vantagem sobre os adversários durante algumas rodas mas, quando os adversários perdiam, também perdia.

O São Paulo teria a mesma parcela de culpa, aliás a culpa seria também de jogadores brigões, super egocêntricos que quase ("quase" até agora - dia26/11/2009, serve) jogou todo o trabalho pelo ralo. Deram sorte depois de perder do Botafogo, zumbi do campeonato, quando o Flamengo empatou.

Aguardemos então o embate que, fosse no início do ano, contando-se os times, me arrisco a dizer que o Corinthians levaria fácil. A partida que colocará Ronaldo e Adriano frente a frente, em lados opostos, deve mostrar mais do que mais um jogo. O time paulista nada mais quer neste campeonato, é fato, mas duvido que entregará.

Não vai entregar. Ao menos é o que faria qualquer pessoa com honra, ética, valor moral, chamem do que quiserem aquela coisa que nos torna seres humanos confiáveis de verdade.

Sem mais...

(fonte foto - www.lancenet.com. Créditos Ari Ferreira)

31 de jul. de 2009

Post It - São Paulo, o Jason brasileiro - Galo depenado - O exemplo do Avaí - Ahhhh, Diego Souza.

-Flamengo 3X1 Atlético Mineiro. Mengão chegou a 7º colocado com 23 pontos e o Galo caiu para o 2º lugar, com 28 pontos. É o Galo dando uma mãozinha para ao teorizadores da “Cavalice Paraguaia”?

-O São Paulo venceu o Grêmio por 2X1. O Sampa vem em franca recuperação no campeonato. Está na 11ª colocação com 21 pontos. Dagoberto vem jogando bem e Borges....bem, “Chupa Borges”, como diria alguns amigos ferozes. Ricardo Gomes parece está ganhando créditos junto a torcida. E o São Paulo é como diz o Milton Neves – é o Jason do futebol brasileiro – quando todos acham que está mortinho, reaparece do nada e mata todo mundo.

-O Grêmio continua sendo o time que não vence fora de casa. Estacionou nos 21 pontos e viu o seu algoz, São Paulo, enconstar na tabela. Tem 21 pontos e está na 10ª colocação.

-Mas se o papo é recuperação, ninguém supera o Avaí. O time do ótimo Silas deixou de ser o time que não ganhava de ninguém, saiu da zona da degola e engatou uma sequência de 5 vitórias consecutivas. Ontem o time do Guga goleou o fortíssimo Vitória por impiedosos 4X0. O Avai saiu da 20ª colocação e agora já se encontra na 8ª posição, com 22 pontos.

-A diretoria do Avaí segurou Silas mesmo nos momentos onde tudo e todos indicavam sua queda. Hoje eles colhem os frutos e dão mais argumentos ainda para os que defendem que o sucesso de um time se passa, também, pela manutenção de um trabalho. Troca de técnicos não está com nada.

-Com a derrota do Galo, o Palmeiras é o líder isolado do BR09. São 9 vitórias em 15 jogos e um total de 31 pontos.

-E o Diego Souza? Ahhhh, o Diego Souza. Joga “nada”, viu? Contra o Fluminense marcou o gol da vitória e da liderança, além de fazer isso:


Cheers,

16 de jul. de 2009

Chazinho de Coca - Palmeiras de Jorginho joga bem por que joga simples.

Muitos tratam o futebol, o campo de jogo como um enorme laboratório. Muitas vezes é justa a invencionice. O time é fraco, com poucas opções, muitos desfalques. Mas em outras (muitas) vezes o excesso na auto-intitulação de “professor”, dá margem a erros e exageros dos comandantes dos esquadrões da nação.

Jorginho vai na contramão dessa história. Ontem ele deu mais uma demonstração de que o futebol não é tão complicado quanto se prega.

Zagueiro é zagueiro. Volante é volante. Lateral é lateral, Meia é meia. Atacante é atacante. A forma como ele dispõe essas peças em seu jogo é que tem feito a diferença.

Alguém se lembra de um tal de Keirrison? Juro pra vocês que só me lembrei dele agora quando olhava algumas postagens antigas do FFC.

Ontem Ortigoza e nas rodadas anteriores, Obina. Não são gênios, mas acreditam em todas as jogadas e em muitas delas a crença se transforma em realidade, que se transforma em boa jogada, que muitas vezes dá em gol.

Cleiton Xavier tem se visto livre de sua outrora obrigação na marcação. Quando é necessário, ele dá combate, mas a sua função primordial é armar. Ganhou a companhia do jovem Deyvid Sacconi, que é um meia de ligação de ofício e de qualidade, mas que teve poucas chances com Luxa.

Jorginho conta também com a sorte. As voltas de Edmilson, que transita entre o meio campo e a zaga, e Sandro Silva, qualificaram o setor de marcação verde. Pierre agradece aos céus.

Armero tem atacado quase como um ponta esquerda. Lembra André Santos quando apóia, mas é melhor que o corintiano quando precisa ajudar a retaguarda. Falta ainda o lateral direito do mesmo calibre. Mas Wendell tem jogado bem. Sem brilho, mas seguro.

A zaga está bem postada, poucas são as falhas individuais, e isso é fruto de um posicionamento acertado, somado ao combate que a jogada adversária já recebe desde a sua saída de bola. O Flamengo que o diga.

O Palmeiras ganhou quase todas as bolas de meio campo, fosse por baixo ou por cima. O Flamengo num desespero só, atacava atabalhoadamente e trazia quase todo o time para a o campo verde. Isso permitia ao time de Jorginho ser cirúrgico e a armar contra-ataques a todo o momento, sem nem se preocupar em ser apontado impedimento. Os flamenguistas davam essa margem.

Mais do que o Palmeiras de Luxemburgo, o time do Jorginho tem tido suas boas atuações sustentadas não só pela simplicidade do treinador na armação da equipe, mas por contar com um termômetro que ontem teve uma atuação de seleção brasileira – Diego Souza.

É ele quem dá velocidade quando a jogada pede isso. É ele quem segura a bola no ataque quando o adversário pressiona. É ele quem chama a responsabilidade nas jogadas individuais e nos passes que deixam os atacantes em boas condições no ataque. Jogou muito o camisa 7.
Tem jogado muito o Diego.

Ontem ele abusou. Com a liberdade que o esquema de Jorginho lhe proporcionou, o time variava de esquema com uma simples mudança de postura de seu camisa 7. De 3-6-1, para 3-5-2 sem que o time perdesse pegada ou qualidade no ataque.

O 1º tempo terminou 2X0, mas poderia ter sido bem mais. Na 2ª etapa o time cansou, tanto que as alterações de Jorginho foram em cima de solicitações dos jogadores e não de alteração tática ou técnica. A partir disso o Flamengo até se empolgou, marcou seu gol. Mas deve levantar as mãos aos céus por ter perdido só de 2X1.

Futebol é simples. Um bom time não se faz apenas com craques em todos os setores, mas com confiança e com gana de vitória. Nada disso tem faltado ao Palmeiras de Jorginho.

Confira o que rolou no jogaço:

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Rapidinha da Libertadores.

-Há exatos 10 anos os clubes brasileiros não vencem uma Libertadores quando tem pela frente um adversário de fora. O último foi o Palmeiras, em 1999, quando venceu o Deportivo Cali (COL).

Alguém me explica o que ocorre?
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Despeço-me da nobreza ao som da banda de Zooey Deschanel, She & Him com Why Do Let Me Stay Here?

Cheers,

13 de jul. de 2009

Força, Zé Carlos.

Do blog do feroz Mauro Beting:

Flamengo lança campanha de ajuda a Zé Carlos

Ex-goleiro do clube, campeão brasileiro em 1987 e da Copa do Brasil de 1990, está com câncer.

Solidariedade. Esta é a palavra-chave da campanha que o Flamengo está lançando para ajudar a um dos maiores goleiros de sua história, José Carlos da Costa Araújo, o Zé Carlos. Aos 47 anos, o ex-goleiro está com câncer. Sua saúde passa por um momento extremamente delicado.

O clube criou um hotsite denominado “Força Zé Carlos”, visando mobilizar torcedores, amigos e interessados. O objetivo é ajudar Zé Carlos e sua família para seu tratamento. A campanha pretende não só captar recursos financeiros, mas também colher palavras de apoio e solidariedade de amigos, companheiros de profissão e admiradores.

Conhecido pelos amigos e por torcedores como Zé Grandão, o ex-goleiro assinou uma carta de autorização para que o clube empreenda essa campanha. Segundo o termo, os depósitos feitos pelos amigos e torcedores devem ser feitos diretamente para a conta poupança de nº 5947-9, agência 2905, da Caixa Econômica Federal, de titularidade de Davi de Abreu Fraga Araújo, filho do jogador. Os recursos serão ser administrados por Zé Carlos ou por pessoas por ele autorizadas.

Em pé: Leandro, ZÉ CARLOS, Andrade, Edinho, Leonardo e Jorginho. Agachados: Bebeto, Aílton, Renato Gaúcho, Zico e Zinho - Timaço do Flamengo em 1987.

Mais do que ajuda financeira, o hotsite mostra a importância de Zé Carlos para a história do clube. Com ele guardando a meta, o futebol rubro-negro conquistou o tetracampeonato brasileiro em 1987, sua primeira Copa do Brasil (1990) e os campeonatos estaduais de 1986 e 1996.

O hotsite traz depoimentos de companheiros de Zé Carlos no futebol profissional ou no time de Masters do Flamengo. Entre eles, Junior, Nunes e Renato Gaúcho. Esta seção será atualizada frequentemente, na medida que cheguem outras mensagens de amigos. Apresenta ainda 10 momentos significativos na carreira do goleiro, que defendeu as cores do clube em dois períodos (de 1984 a 1991 e de 1996 a 1997), num total de 352 jogos.

Os torcedores poderão interagir por meio de um Twitter (https://twitter.com/ZeCarlos_Mengao) criado especialmente para a campanha.

Pode ainda enviar mensagens de solidariedade, que serão entregues à família. O formulário está no hotsite.

Grande parte do conteúdo foi produzido especialmente para o hotsite por torcedores dedicados a pesquisar a história do clube. Mauricio Neves, idealizador do site Manto Sagrado, escreveu uma crônica enquanto Adriano Melo, que mantém uma coluna no Blog da FlamengoNET, assina um texto minucioso sobre a carreira do atleta.

O hotsite traz ainda a listagem completa de jogos de Zé Carlos no Flamengo, fornecida por outro pesquisador, Arturo Vaz, autor do livro “Goleiros Rubro-Negros. Heróis Esquecidos de uma Nação”. E um link autorizado para o site do INCA, para que o público em geral possa ter mais informações sobre o câncer naquele que é o centro de referência do país sobre o assunto.

A iniciativa é do departamento de Marketing do Clube de Regatas do Flamengo, com apoio do Jornal dos Sports, que cedeu as fotos.

Mais informações: http://mkt.flamengo.com.br/hotsite/zecarlos/

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Fonte: http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/

7 de jul. de 2009

Post It - Falação e apresentação

-Rui “Cabeção” foi apresentado esta tarde no Fluminense

-Cafú é mais um veterano que, ao lado de Marcelinho Carioca, acredita que ainda pode atuar no Brasil em bom nível. “Pelo que vemos dos jogos no Campeonato Brasileiro, acho que dá para atuar tranquilamente.” (FONTE - http://www.gazetaesportiva.net/)

-Muitos já colocaram o lateral direito no Santos, mas parece que é o Barueri o seu provável destino.

-O Flamengo não conseguiu segurar Ibson na Gávea, mesmo com o atleta dizendo que preferia seguir no clube carioca. O Porto, detentor dos direito do jogador, já o negociou com o Spartak, por 5 milhões de euros. Ibson vai jogar ao lado do meia Alex, ex Internacional.

-Ronaldo “Fenômeno” disse ontem em um programa de TV, que não acredita nas pesquisas que apontam o Flamengo como a maior torcida do país. Para o centroavante corintiano, muitos desses números são baseados em medições feitas em locais onde o Flamengo e o 2º time local.

-Em resposta, Kleber Leite disse hoje que o "Fenômeno" virou humorista.

3 de jun. de 2009

Adriano


Abri minha caixa de e-mails na segunda-feira e um dos meus confrades na empreitada de FFC já tinha mandado um e-mail: e ai, Gus, ce escreve sobre a estréia do Adriano no Flamengo?

Sinceramente, não tenho a mínima vontade de escrever uma linha sobre tal “evento”. Nada contra o “Imperador” em si. Para quem tinha Obina, Jesus e Sheik como opções de ataque a chegada de Adriano é cercada de expectativa. É uma limitação desse escriba: o clima de “revista Caras” que tomou a imprensa esportiva me empolga menos que um jogo de baseball. Adriano virou “ídolo” do Flamengo em retrospecto – saiu da Gávea sem exatamente ter dito ao que veio e tornou-se celebridade, dentre outras coisas, exibindo seu futebol em campos estrangeiros.

Como já virou moda, voltou para o Brasil declarando seu amor ao rubro-negro, assinou um contrato, disse estar feliz e vamos que vamos.

Enfim, criar esse hype em torno de personalidades hoje é parte do marketing em qual o futebol chafurda e, sinceramente, é a parte do esporte que menos me interessa escrever. Então por hora vai um "boa sorte Adriano!" Se, ao final do campeonato, sua contratação tiver valido toda festa, prometo um texto mais animado!

26 de mai. de 2009

Chazinho de Coca - Ôôôô...Obina é melhor do que o Eto´o.

Parecia piada na hora que ouvi a notícia. Imaginei ser alguma tiradinha depois da não contratação de Perea.

Analisar tal contratação é algo que beira o imponderável. Quase que a totalidade dos críticos está contra. Quase que 100% da torcida palmeirense torceu o nariz, talvez mais por receio das piadas dos adversários.

A chegada de Obina é claramente uma ação de Luxemburgo, que vai tentar mais uma vez recuperar um jogador em baixa, mas que já teve seus bons momentos. Mas veja, no Flamengo ele tentou isso com Pet e não deu certo. No Palmeiras ele até teve certo êxito com Léo Lima e Denilson, mas não da forma esperada. Hoje ele tenta o mesmo com Lenny e agora traz Obina.

Por que Obina?

Na renovação do elenco realizada no início da temporada, Luxa tentou trazer Brandão. Jogador de área, forte, alto. Não conseguiu. Resolveu dar algumas oportunidades para Max, jogador com essas características, mas que não se destaca por nenhuma delas. Então ele foi encostado.

Mais recentemente o Verdão foi atrás de Perea. Quais as características de Perea? Jogador de área, alto, forte, trombador. Receberia salários de 160 mil reais. Estava tudo certo, mas ele não foi aprovado no teste físico. Tentou (ou ainda tenta) Reinaldo, outro que se encaixa nesse mesmo perfil.

O que Luxa está tramando?

Ele vive dizendo que Keirrison se assemelha ao estilo de jogo do eterno ídolo Evair. Mais técnico, cerebral, que pode jogar de costas para o zagueiro.

Luxa não esconde que a sua fixação nessa temporada é conseguir o título da Libertadores.

Em 1999, ano do título continental alviverde, o Palmeiras jogava com Paulo Nunes no ataque e ao seu lado, as vezes Evair, as vezes Oséas. As vezes, na base do desespero, na base da necessidade, Felipão mantinha os 3 juntos no ataque. Eram 3 estilos de jogos que se completavam.

Como era o estilo de jogo de Oséas? De área, forte, alto e trá lá lá.

Obina não é o Oséas, Keirrison não é o Evair. Assim como o atual elenco do Palmeiras não é o mesmo daquele de 99. Assim como não temos na atual edição da Libertadores elencos fortes como os que disputaram aquela Libertadores. É tudo uma questão de se posicionar a sua época, ao atual cenário.

Paulo Calçade disse mais ou menos isso ontem no Linha de Passe. “Obina irá encontrar no Palmeiras, o profissionalismo que ele nunca vivenciou no Flamengo.”

Algo como “eu te dou isso, mas você tem de me retribuir de tal forma”.

Em resumo, se você me perguntasse ontem se eu daria meu aval para a contratação do Obina para qualquer que fosse o clube, eu responderia na lata – “NÃO!”

Mas feito o acordo, cornetar ou elogiar antes do cara entrar em campo, não passa de um exercício dado apenas aos torcedores. Não que eu não seja, mas deixo isso para a “mesa do bar”.

Confira nos links, algumas opiniões especializadas:

Paulo Calçade:
http://espnbrasil.terra.com.br/paulocalcade/post/52087_VOCE+CONTRATARIA+OOOOOOOOOOBINA

Mauro Cezar:
http://espnbrasil.terra.com.br/maurocezarpereira/post/52081_OBINA+E+NOVA+APOSTA+DE+LUXA+QUE+JA+TENTOU+COM+PETKOVIC+DENILSON+LEO+LIMA

PVC:
http://espnbrasil.terra.com.br/pauloviniciuscoelho/post/52098_OBINA+NO+PALMEIRAS+OBINA

Especialistas do LANCE!:
http://www.lancenet.com.br/noticias/09-05-25/551270.stm

22 de mai. de 2009

Chazinho de Coca - As rápidas e deliciosas (algumas) da sexta-feira.

O mundo da bola acordou nessa sexta-feira com um susto - para muitos, um alívio. A eliminação do Boca Jrs nas oitavas de final da Libertadores.

Com 6 títulos na bagagem, alguns deles obtidos contra brasileiros, outros eliminando clubes brazucas em fases decisivas. A verdade é que o Boca é o grande pesadelo dos brasileiros quando o assunto é Taça Libertadores da América (com essa nomenclatura mesmo porque é muito mais bonita).

O responsável pelo feito é o Defensor do Uruguai, clube de tradição no futebol uruguaio, mas longe de ser equiparável aos monstros Nacional e Peñarol, ambos com 3 títulos mundiais.

Jogando no mitológico estádio La Bombonera, o Boca tinha 2 resultados de empate que lhe interessavam – 0X0 e 1X1 – além da vitória, claro. A partida era tida como protocolar.

Mas vejam só como são as coisas. Um cara chamado “Diego DE Souza” foi o responsável por despachar os “hermanitos”. Apesar do nome, o cara não é brasileiro. Embora seu futebol seja abrasileirado. Rápido, habilidoso, atrevido. Foi sustentado pela boa atuação dele, somado a grande partida do goleirão Martín Silva, que segurou o que veio à sua meta, que o Defensor assombrou a América ao eliminar o eterno favorito.

O Boca não é nem sombra do time que já foi. Riquelme retornava de contusão que o deixou parado 40 dias, ainda assim foi o mais lúcido do time. Palácios, Palermo, Vargas, uma sucessão de insucessos desses que em outrora botavam o pânico nos adversários.

Resta ao Boca a disputa pelo Campeonato Argentino, onde ocupa atualmente a honrosa 16ª colocação.

Veja como foi:



Adriano, Petckovic...Aleilson, Flamel, Alex Cruz e Arthuro. Quem?

São tão desconhecidos que o meu “Word” sublinhou os nomes dos novos contratados do Flamengo com a linha vermelha, que sinaliza erro.

Até o Word sabe que algo está muito errado pelos lados da Gávea.



E o time do Dunga?

Josué? Gilberto Silva?

Bom, gostando ou não dos nomes, de uma coisa não podemos chamar o técnico da seleção da CBF – incoerente. Afinal ele insiste nesses nomes há tempos. Ele ama os caras, ele é apaixonado pelo futebol deles. Que assim seja, Dungão.

Por outro lado, quantas oportunidades o Dunguístico treinador Teixeirístico teve para chamar André Santos, Ramirez e Nilmar? Merecem mais do que Josués e Gilbertos da vida, mas logo agora que os clubes pelos quais eles se destacam estão em fases decisivas na Libertadores e na Copa do Brasil?

André Santos irá desfalcar o Corinthians na 2ª partida das semifinais contra o Vasco pela Copa do Brasil. Caso o Timão chegue as finais, André fica fora também do 1º jogo.

Ramirez desfalca o Cruzeiro na 2ª partida contra o São Paulo, pelas quartas de final da Libertadores. E Nilmar (só isso) não encara partida decisiva do seu Internacional contra o Coritiba, também válida pelas semifinais da Copa do Brasil. Se o Inter for à final, acontece com ele o mesmo que com Andre Santos.

Absurdos da normalidade usual da entidade mãe do nosso futebol.

Fico por aqui, naquele embalo agradável dos Pet Shop Boys - West and Girls

Cheers,

21 de mai. de 2009

Inter deixa flamenguista miope

Como flamenguista pensei que nada pior poderia acontecer depois da derrota de ontem em curtíssimo espaço de tempo. Pois bem, perdi meus óculos na manhã seguinte ao jogo. Meus óculos reserva estão com a lente trincada. Para um míope isso é bem pior que a derrota do próprio time. Levando em consideração que o seu time, no caso o meu, perdeu para um time visivelmente (hehehe auto-ironia) superior e fazendo, ainda assim, um bom papel, não há muito do que se reclamar do que aconteceu dentro das quatro linhas.

O Flamengo jogou o primeiro jogo, no Rio, bem melhor do que eu poderia supor. Bolas na trave e o diabo a quatro. O Inter segurou e saiu do Rio com um empate sem gols. Não era um ótimo resultado, nem para um, nem para o outro.

No jogo de ontem novamente o Flamengo superou as expectativas e não deu moleza para o infinitamente superior Colorado. Marcou bem os jogadores mais decisivos do Inter e, pasmem, um atacante rubro-negro conseguiu fazer um gol. O Inter foi efetivo nas melhores chances que teve e aproveitou bem as falhas individuais do Flamengo.

O dolorido – para o flamenguista (e certamente delicioso para o torcedor do Inter) – é perder a dois minutos do final. Se o Flamengo tivesse perdido no Rio e em Porto-Alegre, eu não ficaria surpreso. Mas da forma como foi, é meio tirar pirulito da mão da criança, como disse meu colega Rene.

O grande problema do Flamengo, no fim – e é sabido – são as confusões extra-campo, que resultam em situações como a volta de Pet para a Gávea. Talvez os cariocas pudessem se mirar no exemplo do time que os eliminou ontem. Há alguns anos o Inter era quase cachorro morto, bateu na trave de cair para a série B. Em pouco tempo, com uma administração séria, chegou ao título mundial. Desde então não deixou de figurar entre os protagonistas do futebol brasileiro. A questão é: quando o Flamengo retornará à condição de protagonista nacional, não pela sua imensa torcida, mas sim por resultados dentro de campo?

20 de mai. de 2009

Últimas do futebol brazuca.

O Corinthians entrou com efeito suspensivo e terá Dentinho na partida de hoje contra o Fluminense. Depois do carnaval feito em relação as sentenças de Diego Souza e Domingos, o nosso querido STJD dá mais essa demonstração de autoridade e convicção acerca de suas determinações. Que beleza!

Petkovic é o mais “novo” reforço do Flamengo.

Atributos técnicos? Necessidades no elenco? Contratação estudada por comissão técnica e diretoria? Nada disso. Diz a boca pequena que o meia de 38 anos chega à Gávea como forma de receber do Flamengo uma montanha de dinheiro a que tem direito. Quantia que, segundo o próprio jogador, gira em torno de 18 milhões de reais. Vai ter de jogar mais uns 30 anos para chegar a esse montante, não?

14 de mai. de 2009

COPA DA BRASIL: Vasco goleia Vitória. Flamengo e Inter ficam no 0x0.


Do jogo menos esperado na noite de quarta veio a maior goleada. Em são Jenuário o Vasco enfiou quatro no vitória e um grande passo rumo as semi-finais da Copa do Brasil. Como não vi o jogo não tenho nada a dizer sobre ele, mas o Vasco, como o Corinthians ano passado, tem a Série B como foco mas vai correndo bastante bem na Copa do Brasil. Caso confirme sua classificação na Bhaia, o Cruz-maltino pega o vencedor do duelo entre Fluminense e Corinthians (Vantagem Corinthiana ontem de 1x0)

Já no Maracanã, Flamengo e Inter Ficaram num zero a zero no qual não faltou emoção. No primeiro tempo O Rubro Negro mandou duas bolas na trave e obrigou Lauro a grande defesa em chute de dentro da área. O Flamengo, surpreendentemente, chegava organizado ao ataque e me parecia jogar bem melhor que nas finais do carioca. O Inter, por sua vez, se segurava como podia.

No segundo tempo o jogo ficou morno até os 40 minutos, quando o Inter quase marca, obrigando Bruno a uma defesa sui-generis: depois de um chute na trave, a bola ricocheteia na mão do goleiro do Fla, que defende petardo a queima roupa do ataque do Inter e, caído no chão, consegue acertar um chute que tira a boa de próximo da meta flamenguista.

O resultado final fica aberto para a partida de volta no Beira-Rio.

4 de mai. de 2009

Uma vez Flamengo... Três vezes Flamengo!


Depois de um segundo tempo de deixar mesmo o menos emocional dos torcedores tenso, o Flamengo conseguiu, nos pênaltis, faturar o Tri-Campeonato carioca – três vezes em cima do Botafogo, que se mostrou um rival à altura e, talvez dentro das 4 linhas, um time até melhor.

O jogo de ontem começou surpreendente, com o Flamengo abrindo uma vantagem de dois gols. O primeiro numa cabeçada de Kleberson, com um toquinho final de Angelim. Pouco tempo depois Kleberson bateu forte uma falta, que com um pequeno desvio ficou indefensável para Renan. O Botafogo teve lá sua chance, mandando um petardo na trave de Bruno.

O Fogão voltou para o segundo tempo tentado acoar Flamengo. E conseguiu. Nos primeiros minutos Juan cometeu pênalti, perdido por Vitor Simões. Daí, víamos surgir a estrela de Bruno, que fez defesa de puro reflexo com uma mão.

O Botafogo conseguiu, no entanto, o gol de empate, em cobrança de falta perfeita de Juninho. Minutos depois, após bobeira geral da zaga, o alvi-negro empatou com Túlio Souza.

Com o empate do Botafogo o jogo equilibrou-se e as deficiências dos dois times ficaram claras. O Flamengo chegava ao ataque mas não tinha quem concluir. O Botafogo, quando dominava a bola, não conseguia criar grandes oportunidades para seus atacantes. Dessa forma a partida encaminhou-se para os pênaltis. Com a defesa de duas cobranças por Bruno, o Flamengo levantou a taça do Tri e consagrou-se o maior campeão Regional do Rio De Janeiro, com 31 conquistas contra 30 do Fluminense.

O jogo foi esse. Depois da partida, já mais sereno, fiquei matutando em uma característica do Flamengo. É impressionante como o time da Gávea cresce em momentos decisivos e alimenta-se da rivalidade com seus antagonistas históricos. O fator torcida pesa ai: acredito que para o Flamenguista (especialmente do Rio) uma vitória sobre Botafogo, Vasco ou Fluminense tenha um sabor especial. Quando o time está na boca para decidir contra esses rivais a torcida se mobiliza e, por pior que seja o o esquadrão que ostenta a camisa rubro-negra, as chances de ganhar tornam-se reais.

Talvez isso explique a fabulosa hegemonia do Rubro-Negro no contexto do futebol do Rio nessa década – desde 2000 o flamengo faturou 6 dos 10 campeonatos disputados.

Em termos nacionais, no entanto, a torcida não pode se enganar. O campeonato brasileiro não é disputado somente pelos quatro grandes do Rio e não sua formula de disputa não inclui jogos, propriamente, de decisão. Mas deixemos as mazelas para um outro – e próximo – texto. Hoje é dia do Flamenguista comemorar.

Por fim, devo dizer: jogos como o de ontem e a decisão Paulista justificam plenamente a importância dos campeonatos estaduais.

30 de abr. de 2009

Pira na Chulipa - Adriano, o "verdadeiro"


Dias atras, vim por meio deste blog, defender a retirada (aposentadoria) de campo de Adriano, enfim, várias justificativas, pelo seu descontentamento, seus problemas, etc... 

Acontece que acabei de ler sobre o acerto de Adriano com o time do Flamengo, nada contra ele jogar no seu clube do coração, pelo contrário, um jogador de alto nivel como ele, tem mesmo que jogar...

Porém, usar de drama pra cancelar seu contrato com o time da Internazionale, dizer que ia ficar longe do futebol, viver um pouco. Na minha visão, tudo não passou de um teatro bem encenado pra enganar a todos, e sair dessa na malandragem, imagino como os dirigentes italianos estão vendo essa decisão, estão passando por completos idiotas certamente... 

Achei de um tremendo amadorismo (pra não dizer algo pior), e meu palpite quanto suas atuações, bom, Rio de Janeiro, festas, farras, provavelmente presenciaremos mais fanfarronices deste ex-atleta!

Um dia estive do seu lado Adriano, hoje, só me resta lamentar ...

Ao som da ótima banda Cake, Satan is my motor