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28 de ago. de 2009

Chazinho de Coca - Obina por Vagner Love. Valeu?

A notícia já está pingando em tudo quanto é canto, mas estou acompanhando mais de perto através do Twitter do Alex Muller (@AlexMuller93). Além, claro, de já ter cantado a bola há um bom tempo, na época em que o Belluzzo disse que o Palmeiras traria do exterior, um bom centroavante. No dia 05 de agosto eu escrevi isso: http://ferozesfc.blogspot.com/2009/08/chazinho-de-coca-no-palmeiras-nao-sai.html

A historia que Alex Muller e boa parte da imprensa nos conta hoje é a de que o Palmeiras deve anunciar Vagner Love nessa sexta, já que a janela de transferências se encerra dia 31. O empréstimo é por um período de 1 ano e em troca o CSKA de Zico pediu o centroavante Obina. E é aí que está o X das questões.

O Palmeiras precisou contratar Obina junto ao Flamengo por 4 milhões de reais (o depósito deve ser feito hoje), dessa forma o repassou ao clube russo. Ao final dos empréstimos, ambos os clubes terão preferência na aquisição definitiva deles.

Tecnicamente não há o que discutir a validade da troca. Mas vamos pesar alguns pontos:

-V.Love é mais jogador que Obina

-V.Love sofreu um desgaste muito grande com a torcida do Palmeiras, no episódio em que quase acertou com o Corinthians. Já Obina está em estado de graça com a nação alviverde.

-V.Love nunca teve problemas com a balança e nem com quedas abruptas de rendimento. Obina chegou ao Palmeiras sendo motivo de piada e vivendo uma escassez gigantesca de gols. Recuperou seu bom jogo no Palmeiras.

-Domingo tem um clássico IMPORTANTÍSSIMO contra o São Paulo, num jogo que é apontado por muitos como uma final. Quem jogará? Obina? Com que cabeça?

-O empréstimo de Obina terminaria no fim do ano. Ele poderia vingar plenamente, como não. Vingando, o Flamengo poderia solicitar sua volta e o Palmeiras ficar vendo navios.

-Agora ele tem o passe de Obina e conta com V.Love até a metade de 2010, pelo menos. E no mínimo poderá ter Obina de volta ao final dos empréstimos.

Ao analisar a troca por si só, cravo que o Palmeiras fez um baita de um negócio. Olhando outros aspectos, já não consigo cravar com tanta convicção.



PS: Imagem gentilmente garfada do Lancenet: www.lancenet.com.br/

NOTA DE ÚLTIMA HORA:

Vagner Love vem, mas Obina não vai. A negociação acabou sendo ainda melhor para o Palmeiras, que fica com o artilheiro do "amor" até a metade de 2010 e continua com o seu "Golbina" pelo menos até o final de 2009.

Segundo o PVC, o único custo do clube serão os vencimentos de Love, que inclusive aceitou reduzir seu salário. Um empréstimo gratuito. Um negócio da China.

Quem vai cornetar o Belluzzo agora?

27 de jul. de 2009

Chazinho de Coca - "Golbina", uma piada que começa a perder a graça.

A escalação alviverde com 3 volantes surpreendeu muita gente. Eu inclusive. Coisa de Muricy Ramalho? Jorginho diz que a idéia foi sua, mas que Muricy aprovou.

De toda forma, o Palmeiras ganhou o meio-campo e dominou amplamente a partida.

São 3 volantes de muita qualidade. Edmilson mais fixo entre a zaga e o meio, com Pierre mais a frente e Souza com liberdade de aproximação ao ataque. Com isso Cleiton Xavier e Diego Souza ficaram livres para dar o tom do jogo.

Quando atacado, Souza dava o 1º combate. Pierre, por dentro, pegava Douglas e a sobra era de Edmilson. Foi um xeque-mate da dupla Jorginho-Muricy.

As esperanças corintianas estavam depositadas em Ronaldo. Mas aos 19 minutos ela se foi. Em jogada no meio-campo, o Fenômeno caiu com o peso do corpo sobre a mão esquerda e teve de sair da partida. A suspeita é de fratura e ele pode ficar um bom tempo sem dar as caras nos gramados.

A entrada de Moradei evidenciou que o Timão não tem um banco de reservas a altura do time principal. E Souza, reserva imediato de Ronaldo, mostrou estar em baixa com Mano Menezes, que mandou um volante no lugar do centroavante.

A essa altura do jogo o Verdão já era dono do jogo e criava chances claras de gol. Esse foi o cenário do jogo e a grande estrela do espetáculo foi Obina.

O Obina do Flamengo tornou-se muito mais um folclore do que um jogador. E ele entrou nessa, acreditando ser melhor que o Eto´o e depois caindo em desgraça com a torcida. Culpa dele próprio, que não zelou pela manutenção de sua condição física e também da comissão rubro-negra, que não cobrou de seu atleta o empenho necessário.


No Palmeiras Obina está fininho, em dia com a balança. Treina pesadamente, tem acompanhamento nutricional rigoroso – Nada de acarajé.

E mais importante – ele tem a confiança do elenco, da comissão e da torcida.

A partir disso tudo, Obina está mostrando que pode ser sim muito útil ao Palmeiras na busca pelo penta. Não é gênio, não é craque, mas está longe de ser um caneludo, longe de ser uma piada. Piada que o próprio Jogador ajudou a criar e que agora começa a fazer perder a graça.

O Derby mais uma vez valeu a taça Oswaldo Brandão e, mais uma vez, ela ficou com o Palmeiras.

A próxima partida entre os maiores rivais paulista será em 31 de outubro. A última vitória corintiana no clássico foi em 26 de outubro de 2006, 1X0 com gol de Marcelo Mattos. Isso faz com que essa seja a maior estiagem de vitórias de um sobre o outro – 3 anos. São 6 jogos, com 5 vitórias alviverdes e um empate.

E nesse meio tempo, Obina já é o maior artilheiro do duelo, com 3 gols (marcou 5 na mesma partida, mas só 3 valeram). Edmundo vem atrás com 2. (jornal LANCE)

O sucesso de Golbina faz com que a torcida nem se lembre que até pouco tempo o ataque do time era comandado por um tal de Keirrison. Quem diria?

Acompanhe os melhores momentos do clássico:


Os gols na narração de José Silvério, o Pai do Gol:
http://www.radiobandeirantes.com.br/audios_rb/09_07/090726_cor0x1pal_obina.mp3
http://www.radiobandeirantes.com.br/audios_rb/09_07/090726_cor0x2pal_obina.mp3
http://www.radiobandeirantes.com.br/audios_rb/09_07/090726_cor0x3pal_obina.mp3


Rapidinhas:
-Obina no Palmeiras é coisa de Luxemburgo. O treinador também disse no início da temporada que esse time estaria pronto para o BR09.

Não é justo só enxergar os erros do treinador nessa última passagem pelo Palmeiras.

-Mas agora ele está no Santos e em sua apresentação prometeu levar o Peixe para a Libertadores de 2010. Depois voltou atrás e disse que será uma missão complicada.

O que será que ele irá dizer depois da derrota de ontem para o Flamengo, em plena Vila Belmiro? O Mengão não batia o Santos na Vila há 30 anos.

Vou deixar a nobreza com um petardo do Libertines, The Boy Looked at Johnny:


Cheers,

1 de jun. de 2009

Chazinho de Coca - “Golbina” desencanta, mas Pedrão é o nome do jogo.

Com uma postura mais ofensiva, o Palmeiras entrou em campo com 2 centroavantes – Keirrison e Obina. Em relação ao time que encarou o Nacional no meio de semana, outras 2 modificações. Wendell de volta à lateral direita e Mozart no lugar de Souza.

Um 1º tempo morno, onde os goleiros não tiveram trabalho algum. Esse é o resumo do que se viu. O melhor estava guardado para a 2ª etapa.

Na volta do intervalo os times vieram com mais pegada. Logo no começo Obina quase marca o seu, mas Rene saiu bem do gol. Porém aos 11 minutos veio o gol que não acontecia desde novembro passado. Diego Souza achou muito bem “Golbina” entrando pelo meio da área.

Melhor fez o camisa 24, que com um belo domínio saiu da marcação do zagueiro e de direita encheu o pé, cruzado. O gol “saí uruca” foi um belo gol.

Cinco minutos depois, uma demonstração de que a dupla K.O pode render esperanças a torcida alviverde. Com um cruzamento na medida de Cleiton Xavier, o K9 pegou de primeira, marcando mais um bonito gol na Arena Barueri. A dupla K.O dava a impressão de que já havia nocauteado o adversário. Mas ainda havia Pedrão.

Logo depois do 2º gol palmeirense, Pedrão diminuiu em um lance estranho. Pedrão dominou a bola em cruzamento da esquerda, mas caiu sentado. Ainda assim, teve tempo e espaço para girar e mesmo caído, chutar forte e marcar o seu 1º.

E quase aos 30 minutos, São Marcos falhou humanamente e bisonhamente na reposição de bola. Pedrão não perdoou e empatou a partida.

O Palmeiras continua mostrando inconstância, alternando ótimos e péssimos momentos ao longo da mesma partida e com o empate chegou a quinta partida sem vencer. Com 5 pontos, o Verdão é apenas o 11º colocado. Já o Barueri com 3, está na 16ª colocação.

Acompanhe os melhores momentos:


O embalo durante a postagem ficou por conta de The Dandy Warhols, do excepcional disco Welcome to the Monkey House, a faixa é You Were The Last High. Acompanhe video com apresentação da banda extraído do filme 9 Songs:


Cheers,

26 de mai. de 2009

Chazinho de Coca - Ôôôô...Obina é melhor do que o Eto´o.

Parecia piada na hora que ouvi a notícia. Imaginei ser alguma tiradinha depois da não contratação de Perea.

Analisar tal contratação é algo que beira o imponderável. Quase que a totalidade dos críticos está contra. Quase que 100% da torcida palmeirense torceu o nariz, talvez mais por receio das piadas dos adversários.

A chegada de Obina é claramente uma ação de Luxemburgo, que vai tentar mais uma vez recuperar um jogador em baixa, mas que já teve seus bons momentos. Mas veja, no Flamengo ele tentou isso com Pet e não deu certo. No Palmeiras ele até teve certo êxito com Léo Lima e Denilson, mas não da forma esperada. Hoje ele tenta o mesmo com Lenny e agora traz Obina.

Por que Obina?

Na renovação do elenco realizada no início da temporada, Luxa tentou trazer Brandão. Jogador de área, forte, alto. Não conseguiu. Resolveu dar algumas oportunidades para Max, jogador com essas características, mas que não se destaca por nenhuma delas. Então ele foi encostado.

Mais recentemente o Verdão foi atrás de Perea. Quais as características de Perea? Jogador de área, alto, forte, trombador. Receberia salários de 160 mil reais. Estava tudo certo, mas ele não foi aprovado no teste físico. Tentou (ou ainda tenta) Reinaldo, outro que se encaixa nesse mesmo perfil.

O que Luxa está tramando?

Ele vive dizendo que Keirrison se assemelha ao estilo de jogo do eterno ídolo Evair. Mais técnico, cerebral, que pode jogar de costas para o zagueiro.

Luxa não esconde que a sua fixação nessa temporada é conseguir o título da Libertadores.

Em 1999, ano do título continental alviverde, o Palmeiras jogava com Paulo Nunes no ataque e ao seu lado, as vezes Evair, as vezes Oséas. As vezes, na base do desespero, na base da necessidade, Felipão mantinha os 3 juntos no ataque. Eram 3 estilos de jogos que se completavam.

Como era o estilo de jogo de Oséas? De área, forte, alto e trá lá lá.

Obina não é o Oséas, Keirrison não é o Evair. Assim como o atual elenco do Palmeiras não é o mesmo daquele de 99. Assim como não temos na atual edição da Libertadores elencos fortes como os que disputaram aquela Libertadores. É tudo uma questão de se posicionar a sua época, ao atual cenário.

Paulo Calçade disse mais ou menos isso ontem no Linha de Passe. “Obina irá encontrar no Palmeiras, o profissionalismo que ele nunca vivenciou no Flamengo.”

Algo como “eu te dou isso, mas você tem de me retribuir de tal forma”.

Em resumo, se você me perguntasse ontem se eu daria meu aval para a contratação do Obina para qualquer que fosse o clube, eu responderia na lata – “NÃO!”

Mas feito o acordo, cornetar ou elogiar antes do cara entrar em campo, não passa de um exercício dado apenas aos torcedores. Não que eu não seja, mas deixo isso para a “mesa do bar”.

Confira nos links, algumas opiniões especializadas:

Paulo Calçade:
http://espnbrasil.terra.com.br/paulocalcade/post/52087_VOCE+CONTRATARIA+OOOOOOOOOOBINA

Mauro Cezar:
http://espnbrasil.terra.com.br/maurocezarpereira/post/52081_OBINA+E+NOVA+APOSTA+DE+LUXA+QUE+JA+TENTOU+COM+PETKOVIC+DENILSON+LEO+LIMA

PVC:
http://espnbrasil.terra.com.br/pauloviniciuscoelho/post/52098_OBINA+NO+PALMEIRAS+OBINA

Especialistas do LANCE!:
http://www.lancenet.com.br/noticias/09-05-25/551270.stm

5 de mai. de 2008

Os dois lados da moeda: Guerreiros rubro-negros fazem zigue-zigue-zá

Está marcado no meu celular: 20:14 o Sr. J.P. Tozo, um dos meus colegas nessa apaixonada iniciativa que é o FFC, me liga repleto de emoção palestrina: “Escreve ai sobre o jogo do Palmeiras. Eu não vou conseguir”. Eu, como bom companheiro, respondi que escreveria. Embebido de emoção rubro-negra, compreendi o pleito de uma análise menos envolvida feito pelo meu amigo.

Só não me liguei num detalhe: porra, eu não vi o jogo do Palmeiras!

Esse pequeno intróito quer demonstrar o que é o futebol para esses que vos escrevem. Procuramos levar aos nossos leitores a emoção do esporte, da nossa amizade de anos, entremeada pela musica e por tudo o que passamos juntos. Prometi ao meu amigo o impossível – talvez esse seja o fundamento de uma boa amizade.

Então essa carta aberta vai para meu amigo J.P.: bicho, o espaço é seu! Chore aqui sua lágrima alvi-verde também!

Para não descumprir a promessa, e enfatizando o titulo das minhas colunas, só posso registrar: no meio de semana disse que o Palmeiras não era melhor que as equipes mais destacadas do Brasil. Hoje reitero: também não é pior. Os dois lados da moeda.

Viva o Palestra!

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Torcer para um time do Rio em São Paulo tem dessas coisas: enquanto seus amigos estão assistindo a final do estadual paulista, eu, rubro-negro, estou ouvindo pelos streams da Internet a final do carioca. Acabo de rever o VT de Botafogo x Flamengo. Os rapazes do Flamengo vêm fazendo história – uma semana digna dos melhores dias do Mengão, coroada pelo sensacional segundo tempo da final do Campeonato Carioca, contra esse grande rival (embora as vezes chorão, rss...) que é o Botafogo.

O primeiro tempo foi alvi-negro. Não fosse a contusão de Wellington Paulista, diria que o Fogão teria ido para o intervalo com as melhores expecativas possíveis para a segunda etapa. O gol do Botafogo – numa infelicidade, diria eu, de Bruno – levaria a partida para os pênaltis.

Joel Santana, no entanto, surpreendeu novamente: voltou para o segundo tempo com quatro atacantes: sacou Christian e Ibson (que perdeu uma chance de gol claríssima na etapa inicial) em favor de Obina e Diego Tardelli, que uniram-se uniram-se a Souza e Marcinho. Meio-campo de ofício só o volante Toró.

E o destino presenteou a ousadia: dos pés dessas duas opções saíram os três gols que levaram, com sobra, o título para a Gávea.

O segundo tempo do Flamengo foi memorável. Afora alguns chutes de longa distância, o Botafogo pouco ameaçou a meta de Bruno. O rubro-negro, em compensação, mostrou muita garra. Obina corria aos 40 minutos como uma criança. Marcinho (que foi substituído por Kléberson) fez ótima participação. Souza não teve tanto destaque, mas foi importantíssimo no restante do campeonato. E o que dizer do Tardelli? Chegou causando na Gávea e tem sido bastante eficiente em suas participações.

A defesa esteve bem com o raçudo Angelim e o capitão (com “C” maísculo) Fábio Luciano. As laterais, que já foram o grande destaque do time, dividem os holofotes, mas não devem ser esquecidas. Hoje foi dia de uma grande partida de Juan. Leo Moura não jogou tanto quanto na última quarta contra o América do México.

Como dissemos no meio de semana, o grande trunfo do Flamengo, hoje, é o elenco. E Joel Santana sabe utilizar-se de inúmeras opções e formações para por o seu time em campo. Não só: percebe-se da parte dos jogadores do Flamengo uma enorme vontade de jogar pela equipe, mesmo que, para isso, tenham que “acumular funções”. Um bom exemplo é Obina, que invariavlemnte recua do ataque do Fla para marcar na área do próprio time. Papai Joel sabe como mexer com esses rapazes.

Um título com a cara do rubro-negro: em uma semana que se esperava enormes dificuldades em três jogos, uma viagem e um jogo no México, o Fla lava a alma com paixão que a torcida tanto exalta. Placar final: Flamengo 8 x 3 Adversários, o 30o. titulo carioca garantido e quase assegurados na próxima fase para a libertadores.

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Um destaque na equipe botafoguense: o jovem goleiro Renan. Seguro e frio, fez duas grandes partidas nas finais. Quanto ao time, parece sofrer de sindrome da Seleção da Inglaterra: todo mundo acha que é bom e confia, menos os próprios jogadores.