
Depois de um segundo tempo de deixar mesmo o menos emocional dos torcedores tenso, o Flamengo conseguiu, nos pênaltis, faturar o Tri-Campeonato carioca – três vezes em cima do Botafogo, que se mostrou um rival à altura e, talvez dentro das 4 linhas, um time até melhor.
O jogo de ontem começou surpreendente, com o Flamengo abrindo uma vantagem de dois gols. O primeiro numa cabeçada de Kleberson, com um toquinho final de Angelim. Pouco tempo depois Kleberson bateu forte uma falta, que com um pequeno desvio ficou indefensável para Renan. O Botafogo teve lá sua chance, mandando um petardo na trave de Bruno.
O Fogão voltou para o segundo tempo tentado acoar Flamengo. E conseguiu. Nos primeiros minutos Juan cometeu pênalti, perdido por Vitor Simões. Daí, víamos surgir a estrela de Bruno, que fez defesa de puro reflexo com uma mão.
O Botafogo conseguiu, no entanto, o gol de empate, em cobrança de falta perfeita de Juninho. Minutos depois, após bobeira geral da zaga, o alvi-negro empatou com Túlio Souza.
Com o empate do Botafogo o jogo equilibrou-se e as deficiências dos dois times ficaram claras. O Flamengo chegava ao ataque mas não tinha quem concluir. O Botafogo, quando dominava a bola, não conseguia criar grandes oportunidades para seus atacantes. Dessa forma a partida encaminhou-se para os pênaltis. Com a defesa de duas cobranças por Bruno, o Flamengo levantou a taça do Tri e consagrou-se o maior campeão Regional do Rio De Janeiro, com 31 conquistas contra 30 do Fluminense.
O jogo foi esse. Depois da partida, já mais sereno, fiquei matutando em uma característica do Flamengo. É impressionante como o time da Gávea cresce em momentos decisivos e alimenta-se da rivalidade com seus antagonistas históricos. O fator torcida pesa ai: acredito que para o Flamenguista (especialmente do Rio) uma vitória sobre Botafogo, Vasco ou Fluminense tenha um sabor especial. Quando o time está na boca para decidir contra esses rivais a torcida se mobiliza e, por pior que seja o o esquadrão que ostenta a camisa rubro-negra, as chances de ganhar tornam-se reais.
Talvez isso explique a fabulosa hegemonia do Rubro-Negro no contexto do futebol do Rio nessa década – desde 2000 o flamengo faturou 6 dos 10 campeonatos disputados.
Em termos nacionais, no entanto, a torcida não pode se enganar. O campeonato brasileiro não é disputado somente pelos quatro grandes do Rio e não sua formula de disputa não inclui jogos, propriamente, de decisão. Mas deixemos as mazelas para um outro – e próximo – texto. Hoje é dia do Flamenguista comemorar.
Por fim, devo dizer: jogos como o de ontem e a decisão Paulista justificam plenamente a importância dos campeonatos estaduais.
4 de mai. de 2009
Uma vez Flamengo... Três vezes Flamengo!
28 de abr. de 2009
"Um urubu pousou na minha sorte"...

Botafogo e Flamengo protagonizaram no domingo o primeiro dos dois jogos finais do Campeonato Carioca. Em que pese boa parte da partida ter sido até modorrenta e, tática e tecnicamente, as equipes não terem se encontrado, os momentos de emoção fizeram a disputa valer a pena.
O Flamengo começou melhor no jogo e aos 19 minutos Juan converteu pênalti colocando o rubro negro em vantagem. Poucos minutos depois Leo Moura teve grande chance mas perdeu, na cara do gol de Renan.
Estabelecido certo equilíbrio, o Botafogo conseguiu o gol de empate em cobrança de falta deveras humorística. Depois de uma finta-“vou fingir que vou chutar” aplicada por um colega de time, Juninho bateu rasteiro, Ibson pulou e só restou a Bruno reclamar da barreira. Poucos minutos depois (43 minutos), o Fogão virou com gol de cabeça de Reinaldo.
No começo do segundo tempo o Botafogo voltou melhor e pressionou o Flamengo. Um drible desconcertante de Maicosuel foi suficiente para que Juan perdesse a cabeça aplicando-lhe um sarrafo digno de Ultimate Fight (com direito a intimada na nuca do adversário). Só a complacência da arbitragem para permitir que o Fla continuasse com onze em campo.
Quando tudo parecia perdido para os rubro-negros, eis que Willians avança pela lateral direita e cruza, chuta, sabe-se deus o que ele pretendeu... o fato é que a bola o encontrou... EMERSON! Não, não o centro-avante do Flamengo. EMERSON, o zagueiro do Fogão. Sim, ele mesmo! Aquele que garantiu a conquista da Copa Rio pela equipe adversária com um gol contra de canela. Raio pode até não cair duas vezes no mesmo lugar, mas Emerson quer ser artilheiro das finais: seu segundo gol contra em dois jogos decisivos consecutivos! Botafogo 2 x 2 Flamengo.
O empate saiu com sabor de vitória para a equipe de Cuca. O Fogão tem que se benzer... e Emerson, entre uma leitura e outra de Augusto dos Anjos (“Um urubu pousou na minha sorte...”) pode ensinar a Obina o caminho do gol.
21 de abr. de 2009
Teremos final no Rio

Num jogo chato e truncado, no qual o Flamengo deteve o domínio de bola mas não coseguia criar oportunidades, o zagueiro do Botafogo Emerson garantiu mais duas partidas para que se decida do Campeonato carioca. Com a vitória por 1x0, o Flamengo sagrou-se campeão da Taça Rio (título que, para quem olha de fora, parece que só conta para os cariocas com mais de 45 anos).
Confirma-se assim a hegemonia dassas equipes no futebol do Rio de Janeiro, repetindo-se a final dos dois cariocas anteriores. Vencendo o torneio de 2009 o Flamengo sagrar-se-á tricampeão do certame estadual. Diferentemente dos outros anos, no entanto, o Botafogo, dessa vez foi o campeão do primeiro turno enquanto o Rubro-Negro faturou o segundo.
O Flamengo continua com o problema que assola o time desde a saída de Marcinho: a falta de um atacante que transmita confiança. A diretoria, sabe-se lá o porquê, vendeu o melhor homem de frente que o Rubro-Negro tinha em mãos no começo do ano – falamos de Diego Tardelli, que vem fazendo miséria no campeonato mineiro. Hoje o time do Flamengo conta com Josiel e Emerson como opções mais constantes do ataque. Felizmente para os rubro-negros, a piada que foi levada muito a sério, o xodó da torcida, Obina, foi para o banco e de lá parece que não retorna.
Os botafoguenses, por outro lado, não podem reclamar do seu ataque: Victor Simões, Maicosuel e Reinaldo vêm dando conta do recado. No entanto, como se viu no último jogo, falta ao Fogão um meio campo que municie seus atacantes de forma mais constante e precisa. Falta, também, confiança ao time da estrela solitária.
Interessante também constatar o duelo dos técnicos no Banco. Ney Franco recentemente dirigiu o time do Flamengo e Cuca, por bom tempo, foi comandante do Botafogo.
Não importa o resultado final do campeonato, Botafogo e Flamengo ainda tem muito o que evoluir se quiserem fazer um bom papel no brasileiro. São times que se completam: se tirássemos o melhor de um e o melhor do outro teríamos uma equipe efetivamente competitiva.
Esse foi escrito ao som do grande Nusrat Fateh Ali Khan
13 de abr. de 2009
Taça Rio – Mais uma vez Flamengo X Botafogo

Confirmando a supremacia recente no Futebol do Rio De Janeiro, Flamengo e Botafogo disputarão a final do segundo turno do Campeonato do Rio de Janeiro – a Taça Rio – no próximo final de Semana. Caso vença, o Botafogo, campeão do primeiro turno (Taça Guanabara), sagrar-se-á o Campeão Carioca de 2009.
Ao Rubro-Negro resta somente vencer o jogo do próximo final de semana para faturar um dos turnos da disputa e forçar o jogo final.
O Fogão garantiu sua vaga na final da Taça Rio ao vencer com facilidade o Vasco da Gama no último sábado por 4x0. O largo placar foi surpreendente, uma vez que o time Cruz-Maltino vinha fazendo um ótimo Campeonato Carioca.
Por outro lado, o Flamengo também se mostrou amplamente superior ao Fluminense no jogo de ontem, ainda que tal vantagem não tenha ficado estampada no placar. O Rubro-Negro perdeu inúmeras chances ao longo da partida e garantiu s vaga na final com gol de Juan em falha (única) de Fernando Henrique na partida.
5 de mai. de 2008
Os dois lados da moeda: Guerreiros rubro-negros fazem zigue-zigue-zá
Está marcado no meu celular: 20:14 o Sr. J.P. Tozo, um dos meus colegas nessa apaixonada iniciativa que é o FFC, me liga repleto de emoção palestrina: “Escreve ai sobre o jogo do Palmeiras. Eu não vou conseguir”. Eu, como bom companheiro, respondi que escreveria. Embebido de emoção rubro-negra, compreendi o pleito de uma análise menos envolvida feito pelo meu amigo.
Só não me liguei num detalhe: porra, eu não vi o jogo do Palmeiras!
Esse pequeno intróito quer demonstrar o que é o futebol para esses que vos escrevem. Procuramos levar aos nossos leitores a emoção do esporte, da nossa amizade de anos, entremeada pela musica e por tudo o que passamos juntos. Prometi ao meu amigo o impossível – talvez esse seja o fundamento de uma boa amizade.
Então essa carta aberta vai para meu amigo J.P.: bicho, o espaço é seu! Chore aqui sua lágrima alvi-verde também!
Para não descumprir a promessa, e enfatizando o titulo das minhas colunas, só posso registrar: no meio de semana disse que o Palmeiras não era melhor que as equipes mais destacadas do Brasil. Hoje reitero: também não é pior. Os dois lados da moeda.
Viva o Palestra!
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Torcer para um time do Rio em São Paulo tem dessas coisas: enquanto seus amigos estão assistindo a final do estadual paulista, eu, rubro-negro, estou ouvindo pelos streams da Internet a final do carioca. Acabo de rever o VT de Botafogo x Flamengo. Os rapazes do Flamengo vêm fazendo história – uma semana digna dos melhores dias do Mengão, coroada pelo sensacional segundo tempo da final do Campeonato Carioca, contra esse grande rival (embora as vezes chorão, rss...) que é o Botafogo.
O primeiro tempo foi alvi-negro. Não fosse a contusão de Wellington Paulista, diria que o Fogão teria ido para o intervalo com as melhores expecativas possíveis para a segunda etapa. O gol do Botafogo – numa infelicidade, diria eu, de Bruno – levaria a partida para os pênaltis.
Joel Santana, no entanto, surpreendeu novamente: voltou para o segundo tempo com quatro atacantes: sacou Christian e Ibson (que perdeu uma chance de gol claríssima na etapa inicial) em favor de Obina e Diego Tardelli, que uniram-se uniram-se a Souza e Marcinho. Meio-campo de ofício só o volante Toró.
E o destino presenteou a ousadia: dos pés dessas duas opções saíram os três gols que levaram, com sobra, o título para a Gávea.
O segundo tempo do Flamengo foi memorável. Afora alguns chutes de longa distância, o Botafogo pouco ameaçou a meta de Bruno. O rubro-negro, em compensação, mostrou muita garra. Obina corria aos 40 minutos como uma criança. Marcinho (que foi substituído por Kléberson) fez ótima participação. Souza não teve tanto destaque, mas foi importantíssimo no restante do campeonato. E o que dizer do Tardelli? Chegou causando na Gávea e tem sido bastante eficiente em suas participações.
A defesa esteve bem com o raçudo Angelim e o capitão (com “C” maísculo) Fábio Luciano. As laterais, que já foram o grande destaque do time, dividem os holofotes, mas não devem ser esquecidas. Hoje foi dia de uma grande partida de Juan. Leo Moura não jogou tanto quanto na última quarta contra o América do México.
Como dissemos no meio de semana, o grande trunfo do Flamengo, hoje, é o elenco. E Joel Santana sabe utilizar-se de inúmeras opções e formações para por o seu time em campo. Não só: percebe-se da parte dos jogadores do Flamengo uma enorme vontade de jogar pela equipe, mesmo que, para isso, tenham que “acumular funções”. Um bom exemplo é Obina, que invariavlemnte recua do ataque do Fla para marcar na área do próprio time. Papai Joel sabe como mexer com esses rapazes.
Um título com a cara do rubro-negro: em uma semana que se esperava enormes dificuldades em três jogos, uma viagem e um jogo no México, o Fla lava a alma com paixão que a torcida tanto exalta. Placar final: Flamengo 8 x 3 Adversários, o 30o. titulo carioca garantido e quase assegurados na próxima fase para a libertadores.
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Um destaque na equipe botafoguense: o jovem goleiro Renan. Seguro e frio, fez duas grandes partidas nas finais. Quanto ao time, parece sofrer de sindrome da Seleção da Inglaterra: todo mundo acha que é bom e confia, menos os próprios jogadores.
21 de abr. de 2008
Os dois lados da moeda: A final do Estadual Carioca

A final do Campeonato Carioca reunirá, novamente, Flamengo e Botafogo. Como no ano passado, a promessa é de emoção até o minuto derradeiro do embate entre as duas equipes cariocas que tem apresentado o melhor futebol nos últimos anos.
O Fluminense tentou esse ano. Contratou três centro-avantes tops! A disputa por posições tão decantada no começo do ano acabou reservando uma grande surpresa aos tricolores! Leandro Amaral teve que voltar ao Vasco – voltar ainda que não tenha propriamente voltado. Dodô não pôde atuar contra seu ex-time. Restou Washington, Coração-de-Leão. Atacante de inegável talento, não decepcionou o campeonato inteiro mas, depois de uma lesão, em seu retorno ao time, estrela que restou solitária (que ironia!), talvez na ânsia de chegar à artilharia do campeonato, perdeu o pênalti que precipitou a classificação do Botafogo.
Acirrando a rivalidade recentemente reacendida, Botafogo e Flamengo farão um duelo de arrepiar. De um lado a garra rubro-negra com sua torcida que, certamente, botará fogo (trocadilho irresistível) no Maracanã. De outro, o time mais romântico do futebol carioca.
Que as luzes de Garrincha e Zico iluminem, mais uma vez, esse embate!
E o texto foi redigido ao som dos pianos carioquíssimos de Ivan Lins e Marcos Valle.