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7 de jun. de 2010

Café com Leite: Das coincidências e coisas semelhantes

Texto: Beto Almeida
Foto: Lancenet!


            E o Todo-Poderoso foi ao Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa, jogar contra o Botafogo, também conhecido como “Glorioso”, mais por conta das glórias passadas do que das recentes, ou seja, uma espécie de Santos carioca. Se o Peixe teve Pelé, o Glorioso teve Garrincha, um é atual campeão carioca, o outro atual campeão paulista, e ambos jogam pro gasto.
            O Corinthians entrou em campo com a mesma formação do jogo passado, que me parece a ideal pro momento, já que não podemos contar com Ronaldo, Chicão, Alessandro e Jorge Henrique. Tudo bem, nosso elenco é bom, tá sobrando boleiro no time. O Botafogo também entrou desfalcado de alguns jogadores, mas o que me preocupava era a presença de Herrera e Fábio Ferreira, ex-corintianos. Todo ex é um pé no saco, já disse Antonio Fagundes, na certa esses caras iam jogar com vontade redobrada contra o Timão, aquela coisa de afrontar uma paixão que nunca se esquece. É o futebol imitando a vida, que poético.
            E o jogo começou equilibrado, as defesas prevalecendo sobre os ataques, que não conseguiam chegar ao gol adversário. Até que aos 30 minutos Bruno César, o sósia do Tevez, abre o marcador para o Timão, com um golaço! Tá jogando muita bola o garoto, três gols em quatro jogos, semelhante ao astro argentino no futebol bonito e na cara feia. Isso aí Brunão, continua assim, a Fiel agradece.
            Aí foi só trocar passes até o final do primeiro tempo. O Botafogo até chegou a assustar com uma bola na trave, mas tudo bem. Fomos pro vestiário com a vantagem no placar, e aproveito a pausa pra comentar as possíveis saídas de Dentinho e Elias para a Europa depois da Copa. O time vai sentir demais a ausências desses dois craques. Parece que a intenção do Mano é substituí-los por Defederico e Paulinho. A verdade é que o argentino tá devendo e Paulinho ainda é uma incógnita, temos de ficar espertos pro segundo semestre. Então é aproveitar esses 40 dias de intervalo por causa da Copa e mandar ver nos treinamentos com esses dois aí, o Defederico joga muito e pode substituir o Dentinho à altura, o Paulinho pode se revelar craque. Vamos ver.
            Terminada a brilhante análise acima, voltamos ao segundo tempo da partida. Que começa com Defederico no lugar de Dentinho, que saiu machucado, e o Botafogo partindo pra cima, fazendo um gol logo aos dois minutos, igualando o score (nós corintianos gostamos de usar uma linguagem sofisticada de vez em quando).
            O gol deve ter assustado Mano Menezes, que resolveu tirar o Danilo, que não tava jogando nada mesmo, e colocar Paulinho pra reforçar a marcação. Pô, Mano! Você acha que o empate tá bom? Desse jeito vamos tomar mais um... E tomamos, num contra-ataque bem articulado dos alvinegros cariocas, virando o jogo pro lado deles.
            Aí o treinador corintiano se ligou que a vaca tava indo pro brejo e resolveu tirar o Ralf, que não era o mesmo dos últimos jogos, e pôr Tcheco em campo, pra ganhar mais movimentação e posse de bola. Mr. Joel Santana, técnico do Botafogo, resolve imitar o estilo gaúcho do Mano e fecha mais o meio de campo. Que mané, não percebeu que o Timão levou um gol por conta disso? A vida é repleta de coincidências.
            Dito e feito, aos 45 minutos Roberto Carlos manda um golaço e empata a partida. Mas não valeu! O juizão deu uma falta de Iarley no lance, que só ele viu. O cara devia estar numa realidade paralela, não é possível. E ainda temos de agüentar os chorões dos times adversários falando que os árbitros ajudam a gente.
            Mas aqui é Corinthians, ninguém vai ficar chorando e reclamando de juiz, bola pra frente que tem mais três minutos, dá pra fazer mais um. E dá mesmo: no último minuto da partida, Paulo André marca de cabeça, em cobrança de escanteio realizada por Defederico. Pode soltar os rojões, pular, gritar e amolar o vizinho palmeirense, conseguimos o empate, continuamos invencíveis e liderando o campeonato. Vai, Corinthians!
            É isso, não vemos ninguém à nossa frente. Dividimos a liderança com o Ceará, a surpresa do campeonato, com a mesma pontuação. Nossa vantagem é no saldo de gols. E olha só: pegamos os caras na volta do campeonato. A vida é repleta de coincidências. Mesmo.

23 de fev. de 2010

Nostradamus nada. Profecias realizadas é coisa dos Trapalhões.

Essa eu fiquei sabendo ontem no programa Bate Bola do canal ESPN Brasil e é sensacional.
Em 1989 Os Trapalhões lançaram um de seus tantos filmes ao lado da dita Rainha dos Baixinhos - “A Princesa Xuxa e os Trapalhões”.

O filme se passa no futuro e ao final de uma de suas cenas, uma verdadeira profecia é anunciada. Nela, um garoto encontra uma espécie de adesivo onde está escrito: “Botafogo – Campeão 2010.

Na ocasião, o filme quis brincar com a fila pela qual o Botafogo vinha passando. Curiosamente naquele ano o Fogão acabou levando o Campeonato Carioca. E agora, mais de 20 anos depois, eis que a profecia é realizada com a conquista da Taça Guanabara, no último domingo, pelo Botafogo. Veja:


Para que Nostradamus quando se tem Os Trapalhões?

15 de jun. de 2009

Chazinho de Coca - Jogos do Peixão e do Verdão.

Botafogo 2X0 Santos

Foi a 4ª derrota do Santos sob o comando de Vagner Mancini. Para o treinador, foi a pior partida do time desde que ele assumiu a equipe, em fevereiro.

A verdade é que o Botafogo foi suficientemente melhor que o Peixe(apesar de isso não significar muita coisa nessa partida em questão) e venceu por 2X0, no Engenhão. Foi a 1ª vitória do time carioca no BR09.

O jogo santista foi tão ruim, que em muitos momentos da partida o centroavante Kleber Pereira voltava até o meio campo para buscar jogo. Um flagrante de que a tentativa santista de congestionar o meio não surtiu resultado.

Embora pouco iluminado, o Botafogo era presença constante na área adversária. Não fosse por bela intervenção de Fábio Costa ao final da 1ª etapa e o Peixe já iria para os vestiários com um gol na lomba.

Na 2ª etapa o cenário permaneceu o mesmo e Fábio Costa era o único destaque santista. Porém, a inoperância do ataque carioca fez com que Mancini arriscasse com um peixe mais ofensivo. Sacou Molina e colocou Neymar. O Santos melhorou e o goleiro Renan passou a trabalhar. Aos 28 minutos ele fez excelente defesa em cabeçada de Kleber Pereira.

Quando o time peixeiro era melhor e parecia mais próximo do seu gol, o Botafogo conseguiu o seu tento. Em arremate de Baptista, a bola desviou na zaga e enganou Fábio Costa. O baque foi sentido pelo Santos e aos 42, Fabão cortou mal a bola e Laio, completamente livre, driblou Fábio e balançou a rede. 1ª vitória botafoguense decretada. Com a derrota o Santos perdeu a chance de aparecer no G4.

Acompanhe o que de melhor aconteceu no Grande Engenho:

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Palmeiras 3X1 Cruzeiro

O clima de nostalgia tomou conta do Palestra Itália antes da partida entre Palmeiras e Cruzeiro.

Dando seqüência as comemorações dos 10 anos da conquista da Taça Libertadores da América (16/06/1999), alguns dos heróis daquela conquista adentraram ao gramado enquanto o hino do clube era tocado. Evair, Alex, Sérgio, Galeano, Cleber, Júnior Baiano e Velloso. Todos com os atuais uniformes e cada um usando a mesma numeração utilizada naquela final de 1999. Cânticos da década passada voltaram a dar o tom nesse domingo. “Êo êo o Evair e um terror” era cantado a plenos pulmões. Já Alex foi ovacionado e recebeu das arquibancadas o pedido para que retorne ao time.

Reverencia aos ídolos do passado e apoio aos atuais. A torcida voltou a apoiar o centroavante Keirrison, que em agradecimento, jogou bem e marcou dois gols, um deles um golaço. O K9 foi muito aplaudido aos 40 minutos do 2º tempo, quando deu lugar a Ortigoza.

No 3-5-2 e com o retorno de Williams no ataque, o Verdão iniciou imprimindo grande velocidade. O Cruzeiro poupou boa parte de seus titulares e somente o goleiro Fábio e os volantes Henrique e Marquinhos Paraná deram as caras no Palestra.

Com Williams no lugar de Obina, o Palmeiras votou a ser rápido como no início do ano e não por acaso o futebol de Keirrison voltou a brilhar. Com 3 volantes, o Cruzeiro sofreu para segurar a rápida troca de passes dos donos da casa. Em um lance que quase se transforma em gol antológico, Wendell deu um chapéu em Marquinhos Paraná e mandou a bola no ângulo, mas o goleirão Fábio fez espetacular defesa.

Não eram nem 15 minutos e o Palmeiras, além desse lance de Wendell, já havia criado boa chance em cabeçada de Marcão e em outras 2 memoráveis intervenções de Fábio, em noite inspiradíssima.

Entretanto, aos 23 minutos, em cobrança de falta de Bernardo, a bola desviou na barreira e matou o goleiro Marcos.

A pegada não diminuiu e o bom jogo palmeirense foi premiado aos 33 minutos. Em lançamento de Cleiton Xavier, Marcão cabeceou a bola no travessão, ela quicou fora, mas o bandeira validou o gol e o juizão foi na dele.

Aproveitando a noite saudosista, Keirrison resolveu lembrar a torcida alviverde de que ele ainda é o artilheiro da equipe no ano e que não esqueceu como se faz os gols. Diego Souza buscou lançar o camisa 9, a bola desviou em Marquinhos Paraná e subiu, na caída, Keirrison emendou um lindo voleio, sem qualquer chance de defesa para Fábio. Um golaço para reconquistar a confiança do torcedor. “Olele, olalá, o Keirrison vem aí e o bicho vai pegar”, com o mesmo entusiasmo que cantaram para Evair, a torcida brindou seu atual matador.

Na 2ª etapa o Cruzeiro atirou-se ao ataque. O Palmeiras não deixou de aproveitar a boa jornada de Keirrison e liquidou a fatura. Aos 15 minutos, outro destaque da partida, Wendell avançou pela direita e não foi parado por ninguém, na saída de Fábio ele só rolou para Keirrison, com gol livre, decretar a vitória do Palmeiras e a sua bela partida.

Alívio Para o K9 e para Luxemburgo. O Palmeiras parte confiante para o Uruguai onde enfrenta o Nacional na próxima quarta-feira, em mais um “jogo do ano”, válido pelas quartas de final da Libertadores.

O Cruzeiro fica em São Paulo, onde na quinta-feira enfrenta o tricolor paulista, no Morumbi.

Veja como foi o jogão no Palestra Itália:




Cheers,

4 de mai. de 2009

Uma vez Flamengo... Três vezes Flamengo!


Depois de um segundo tempo de deixar mesmo o menos emocional dos torcedores tenso, o Flamengo conseguiu, nos pênaltis, faturar o Tri-Campeonato carioca – três vezes em cima do Botafogo, que se mostrou um rival à altura e, talvez dentro das 4 linhas, um time até melhor.

O jogo de ontem começou surpreendente, com o Flamengo abrindo uma vantagem de dois gols. O primeiro numa cabeçada de Kleberson, com um toquinho final de Angelim. Pouco tempo depois Kleberson bateu forte uma falta, que com um pequeno desvio ficou indefensável para Renan. O Botafogo teve lá sua chance, mandando um petardo na trave de Bruno.

O Fogão voltou para o segundo tempo tentado acoar Flamengo. E conseguiu. Nos primeiros minutos Juan cometeu pênalti, perdido por Vitor Simões. Daí, víamos surgir a estrela de Bruno, que fez defesa de puro reflexo com uma mão.

O Botafogo conseguiu, no entanto, o gol de empate, em cobrança de falta perfeita de Juninho. Minutos depois, após bobeira geral da zaga, o alvi-negro empatou com Túlio Souza.

Com o empate do Botafogo o jogo equilibrou-se e as deficiências dos dois times ficaram claras. O Flamengo chegava ao ataque mas não tinha quem concluir. O Botafogo, quando dominava a bola, não conseguia criar grandes oportunidades para seus atacantes. Dessa forma a partida encaminhou-se para os pênaltis. Com a defesa de duas cobranças por Bruno, o Flamengo levantou a taça do Tri e consagrou-se o maior campeão Regional do Rio De Janeiro, com 31 conquistas contra 30 do Fluminense.

O jogo foi esse. Depois da partida, já mais sereno, fiquei matutando em uma característica do Flamengo. É impressionante como o time da Gávea cresce em momentos decisivos e alimenta-se da rivalidade com seus antagonistas históricos. O fator torcida pesa ai: acredito que para o Flamenguista (especialmente do Rio) uma vitória sobre Botafogo, Vasco ou Fluminense tenha um sabor especial. Quando o time está na boca para decidir contra esses rivais a torcida se mobiliza e, por pior que seja o o esquadrão que ostenta a camisa rubro-negra, as chances de ganhar tornam-se reais.

Talvez isso explique a fabulosa hegemonia do Rubro-Negro no contexto do futebol do Rio nessa década – desde 2000 o flamengo faturou 6 dos 10 campeonatos disputados.

Em termos nacionais, no entanto, a torcida não pode se enganar. O campeonato brasileiro não é disputado somente pelos quatro grandes do Rio e não sua formula de disputa não inclui jogos, propriamente, de decisão. Mas deixemos as mazelas para um outro – e próximo – texto. Hoje é dia do Flamenguista comemorar.

Por fim, devo dizer: jogos como o de ontem e a decisão Paulista justificam plenamente a importância dos campeonatos estaduais.

28 de abr. de 2009

"Um urubu pousou na minha sorte"...


Botafogo e Flamengo protagonizaram no domingo o primeiro dos dois jogos finais do Campeonato Carioca. Em que pese boa parte da partida ter sido até modorrenta e, tática e tecnicamente, as equipes não terem se encontrado, os momentos de emoção fizeram a disputa valer a pena.

O Flamengo começou melhor no jogo e aos 19 minutos Juan converteu pênalti colocando o rubro negro em vantagem. Poucos minutos depois Leo Moura teve grande chance mas perdeu, na cara do gol de Renan.

Estabelecido certo equilíbrio, o Botafogo conseguiu o gol de empate em cobrança de falta deveras humorística. Depois de uma finta-“vou fingir que vou chutar” aplicada por um colega de time, Juninho bateu rasteiro, Ibson pulou e só restou a Bruno reclamar da barreira. Poucos minutos depois (43 minutos), o Fogão virou com gol de cabeça de Reinaldo.

No começo do segundo tempo o Botafogo voltou melhor e pressionou o Flamengo. Um drible desconcertante de Maicosuel foi suficiente para que Juan perdesse a cabeça aplicando-lhe um sarrafo digno de Ultimate Fight (com direito a intimada na nuca do adversário). Só a complacência da arbitragem para permitir que o Fla continuasse com onze em campo.

Quando tudo parecia perdido para os rubro-negros, eis que Willians avança pela lateral direita e cruza, chuta, sabe-se deus o que ele pretendeu... o fato é que a bola o encontrou... EMERSON! Não, não o centro-avante do Flamengo. EMERSON, o zagueiro do Fogão. Sim, ele mesmo! Aquele que garantiu a conquista da Copa Rio pela equipe adversária com um gol contra de canela. Raio pode até não cair duas vezes no mesmo lugar, mas Emerson quer ser artilheiro das finais: seu segundo gol contra em dois jogos decisivos consecutivos! Botafogo 2 x 2 Flamengo.

O empate saiu com sabor de vitória para a equipe de Cuca. O Fogão tem que se benzer... e Emerson, entre uma leitura e outra de Augusto dos Anjos (“Um urubu pousou na minha sorte...”) pode ensinar a Obina o caminho do gol.

21 de abr. de 2009

Teremos final no Rio


Num jogo chato e truncado, no qual o Flamengo deteve o domínio de bola mas não coseguia criar oportunidades, o zagueiro do Botafogo Emerson garantiu mais duas partidas para que se decida do Campeonato carioca. Com a vitória por 1x0, o Flamengo sagrou-se campeão da Taça Rio (título que, para quem olha de fora, parece que só conta para os cariocas com mais de 45 anos).

Confirma-se assim a hegemonia dassas equipes no futebol do Rio de Janeiro, repetindo-se a final dos dois cariocas anteriores. Vencendo o torneio de 2009 o Flamengo sagrar-se-á tricampeão do certame estadual. Diferentemente dos outros anos, no entanto, o Botafogo, dessa vez foi o campeão do primeiro turno enquanto o Rubro-Negro faturou o segundo.

O Flamengo continua com o problema que assola o time desde a saída de Marcinho: a falta de um atacante que transmita confiança. A diretoria, sabe-se lá o porquê, vendeu o melhor homem de frente que o Rubro-Negro tinha em mãos no começo do ano – falamos de Diego Tardelli, que vem fazendo miséria no campeonato mineiro. Hoje o time do Flamengo conta com Josiel e Emerson como opções mais constantes do ataque. Felizmente para os rubro-negros, a piada que foi levada muito a sério, o xodó da torcida, Obina, foi para o banco e de lá parece que não retorna.

Os botafoguenses, por outro lado, não podem reclamar do seu ataque: Victor Simões, Maicosuel e Reinaldo vêm dando conta do recado. No entanto, como se viu no último jogo, falta ao Fogão um meio campo que municie seus atacantes de forma mais constante e precisa. Falta, também, confiança ao time da estrela solitária.

Interessante também constatar o duelo dos técnicos no Banco. Ney Franco recentemente dirigiu o time do Flamengo e Cuca, por bom tempo, foi comandante do Botafogo.

Não importa o resultado final do campeonato, Botafogo e Flamengo ainda tem muito o que evoluir se quiserem fazer um bom papel no brasileiro. São times que se completam: se tirássemos o melhor de um e o melhor do outro teríamos uma equipe efetivamente competitiva.

Esse foi escrito ao som do grande Nusrat Fateh Ali Khan

17 de abr. de 2009

Grandes do Rio "tropeçam" na Copa do Brasil



Nada de novo no fim... o Botafogo foi eliminado pelo também carioca Americano nos penaltis, após reverter resultado desfavorável em tempo normal. O Fluminense perdeu a primeira para o Águia, no Pará.

O que eu acho mais curioso é a imprensa, especialmente carioca, se supreender com esses trupicões dos grandes times do Rio de Janeiro.

29 de out. de 2008

No Engenhão não pode!

O jogo Botafogo X Flamengo, de mando do Botafogo e confirmado desde o início do campeonato para o estádio do Engenhão, foi estranhamente transferido para o Maracanã. A justificativa? Segurança. O Flamengo briga pelo título, já o Botafogo tem reduzidíssimas possibilidades de chegar a Libertadores. Os jogos do Fogão contra Fluminense e Vasco foram no Engenhão. O Pan foi no Engenhão e até a seleção brasileira jogou no Engenhão. Por que o Flamengo não pode? Reflita, caro leitor.

Para auxiliá-lo, posto a carta do presidente Bebeto de Freitas e a qual tive acesso através do blog do Mauro Beting:
http://www.lancenet.com.br/blogs_colunistas/mauro/

"O Botafogo de Futebol e Regatas foi surpreendido com a decisão da Confederação Brasileira de Futebol de mudar o local do jogo entre Botafogo e Flamengo, válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, no dia 9 de novembro. Inicialmente marcado para o Estádio Olímpico João Havelange, onde o clube exerce seu mando de campo, a partida foi transferida para o Maracanã, local no qual o adversário exerce seu mando de campo.

O Botafogo também estranha o motivo pelo qual a CBF justifica essa alteração, a suposta falta de segurança. Dessa forma, a entidade prejudica o direito do Botafogo de atuar em seu próprio estádio.

Desde antes da partida contra o Fluminense, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro já tentou fazer a mesma manobra para favorecer o Fluminense, que luta contra o rebaixamento. Nessa ocasião, o Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, esteve presente na partida, também um clássico estadual, e garantiu que o estádio possui a segurança adequada para qualquer evento subseqüente.

A mudança do local acarretará graves problemas operacionais para o clássico. Em primeiro lugar, o Botafogo não aceita, não quer e nem vai trabalhar com a empresa de ingressos do Maracanã, a BWA. O Botafogo tem um contrato com o Ticketmaster, e se quebrado em algum jogo ocasiona uma multa. Além disso, o clube também não tem controle sobre o quadro móvel do estádio, como faz no João Havelange.

Fora isso, ainda há toda a questão financeira por trás. No João Havelange, o clube possui direitos de publicidade, venda de camarotes, contratos de vendas para o setor Visa do estádio e recebe pela concessão de prestação de serviços. Os nossos camarotes são comercializados no início do campeonato e incluí em seu preço o clássico contra o Flamengo. Sem esse jogo, o consumidor será prejudicado em seu direito.

O Botafogo ainda sai lesado na exposição de sua marca, já que o seu estádio é um patrimônio que pode ser explorado e, para isso, precisa de visibilidade. Sem a partida contra o Flamengo, esta diminuirá.

O clube questiona também o motivo pelo qual os clássicos paulistas são disputados em estádios menores e menos modernos. Em todos os estados do país, cada clube exerce de forma plena seu direito ao mando de campo.

Como o Estádio Olímpico João Havelange, que sediou o Pan-Americano, o maior evento esportivo já realizado no país, não pode receber um jogo do Campeonato Brasileiro? E qual o motivo do Maracanã ter toda a suposta condição ideal, se no último clássico lá realizado, entre o próprio Flamengo, contra o Vasco, várias brigas e conflitos aconteceram nos seus arredores?

Portanto, o Botafogo é explicitamente contra a mudança do local da partida e espera, no mínimo, explicações. No caso de o jogo ser mantido no Maracanã, o clube exige um ressarcimento pelos prejuízos financeiros citados nesta nota. Fica a pergunta. Quem pagará todos esses prejuízos causados ao Botafogo?"

22 de ago. de 2008

Chazinho de Coca - E o tempo urge.

E o tempo urge.

-Caríssimos amigos, vimos nessa rodada do brasileirão a consolidação da ótima fase do Botafogo, que com uma sequência sensacional de resultados positivos, chegou ao G4, já superando um dos favoritos ao título, o Palmeiras. É bom ficar de olho nessa ascenção do Fogão.

-A Portuguesa negociou o seu ótimo centroavante, Diogo por cerca de 24 milhões de reais. Grana suficiente pra dar uma bela arrumada na casa, fazer contratações e tirar o time desse buraco no qual se encontra. Ontem foi mais uma vez derrotada. Dessa vez para o também ascendente Vasco da Gama, pelo placar de 1X0. Com o resultado, a Lusa voltou ao famoso G menos 4 e no domingo, encara o Palmeiras no Pacaembu.

-O Flamengo freou a excepcional arrancada do Grêmio rumo ao título. No Maracanã, venceu os gaúchos por 2X1 e também demonstrou estar recuperado daquela fase de declínio na qual esteve inserido recentemente. Nunca achei o Grêmio favorito ao título, mas tive que reavaliar esse conceito após a grande campanha no 1º turno. Contudo, há de se ressaltar que o tricolor dos pampas vai realizar a maior parte dos confrontos contra os adversários diretos ao título, fora do Olímpico. Ontem foi o 1º deles e o revés já apareceu.

-Já na série B, o Corinthians deu um chapéu no maior rival e tirou Otacílio Neves, que tinha tudo apalavrado com o Palmeiras, do Palestra Itália. Otacílio recuperou- se de contusão no centro de recuperação de atletas do Verdão e Luxemburgo queria contar com o jogador, mas parece que o Timão chegou com mais força e levou o jogador para o Parque São Jorge.

É isso aí, meus caros. O tempo urge e quem ainda quiser alguma coisa nesse brasileirão, precisa decidir agora o rumo a se seguir.

Cheers,

14 de jul. de 2008

La Mano de Dios - E na bacia das almas...

E na bacia das almas...

Ontem na Vila Belmiro vimos dois times, que até pouco tempo atrás impunham respeito, jogar no desespero. O Botafogo ainda não se encontrou após a saída do Cuca e se perdeu ainda mais depois que Geninho foi embora. O time do Santos parece ainda não ter assimilado a filosofia do novo técnico e encontra-se visivelmente em fase de adaptação. Muita coisa sendo mudada ao mesmo tempo nos dois times, e por isso mesmo o jogo de ontem era imponderável. Ainda mais com a situação dos dois na tabela...

O primeiro tempo foi do Fogão, que sem muitas dificuldades marcou 2 x 0 contra um Santos inoperante. Seria mais, se não fossem as chances desperdiçadas por Jorge Henrique. No segundo tempo, o time da Vila voltou mais organizado, querendo jogo. Mas foi com a entrada do até então incontestável Kléber Pereira que a coisa engrenou. O atacante, que havia começada no banco, marcou os dois gols da reação santista, o segundo belíssimo, de centro-avante mesmo, limpando do zagueiro e passando de cabeça erguida pelo goleiro Castilho para completar para o fundo da rede, quase sem ângulo.

Se o jogo durasse um pouco mais, o Santos virava. Mas engana-se quem acha que foi só a entrada de Kléber Pereira que resolveu. Na verdade, o time se achou quando jogou no 4-4-2 simples, com dois zagueiros, Kléber na lateral e Molina e Pereira jogando juntos. O simples dessa vez resolveu, Cuca.

Um resultado que não resolveu para ninguém, mas que na minha opinião, dadas as atuais circunstâncias dos dois times, também não foi ruim.

Ao som de Medeski, Martin & Wood - Hey-Hee-Hi-Ho, do excelente álbum Combustication, de 1998. MM&W é o que chamam por aí de new jazz. Um trio com baixo, bateria e um Fender Rhodes nervoso, gritando frases curtas. Tudo isso com muita ginga e um DJ em algumas faixas. Uma das melhores revelações do jazz dos últimos tempos, MM&W vale ser ouvido desde o primeiro álbum, do começo dos anos 90.

Rapidinhas: nossos leitores - e eu também - erramos feio. No Choque-Rei de domingo, deu o imponderável. O instável São Paulo bateu o favorito a tudo do ano Palmeiras com relativa facilidade. O tricolor entrou querendo jogo, como se ainda não tivesse superado o 4x1 do Paulistão. Organizado e eficaz, matou a partida já no meio do segundo tempo. A bem da verdade, o Palmeiras não jogou. Valdívia, menos ainda. O chileno tem que fazer muito mais para merecer o título de craque e para ir para um bom time da Europa...

E ninguém segura o Flamengo!

10 de jul. de 2008

Bota fogo?

Foi anunciada hoje a demissão de Geninho do cargo de técnico do Fogão, um dia após a vergonhosa derrota por 5 x 2 contra o Vitória.

Não demorou muito para todo mundo ver que abrir mão do Cuca foi um mau negócio...

Pra mim, é outro time que entra na lista "Briga pra não cair".

Os jogos do Botafogo com o Geninho no comando:

Botafogo 2 x 1 Coritiba (08/06)
Internacional 2 x 1 Botafogo (14/06)
Botafogo 0 x 1 Portuguesa (21/06)
Fluminense 0 x 0 Botafogo (29/06)
Botafogo 2 x 0 Grêmio (06/07)
Vitória 5 x 2 Botafogo (09/07)

21 de jun. de 2008

La Mano de Dios - Depois da tempestade...

Depois da tempestade...

Pois é, meus amigos, nada melhor que uma rodada do Brasileiro para esquecermos a seqüência pífia de nossa seleção! Uma rodada que promete grandes emoções, veja você:

- hoje, no Morumbi, o São Paulo recebe o campeão do Brasil. Isso mesmo, o Sport vem lá de Recife passar frio aqui na capital. O São Paulo está voando, aplicou duas sonoras goleadas nas duas últimas rodadas, mas hoje vem desfalcado: Hernanes e Alex Silva estão com a seleção olímpica que joga amanhã no Rio contra um apanhado de jogadores de times cariocas. Ao que tudo indica, Juninho já voltou daquela viagem de carrinho que estava fazendo desde o jogo contra o Palmeiras no fim do Paulistão, e é dele a tarefa de ocupar a vaga de Alex Silva. Hernanes não jogou algumas partidas por contusão e parece que o time consegue se virar bem sem o craque. Aliás, o Muricy parece estar montando o time já se preparando para os desfalques que virão em agosto...

Já o grande Sport vem de ressaca dupla: uma depois da vitória na Copa do Brasil, outra depois da sacolada que tomou na última fase do Brasileiro. O time de Nelsinho Batista vem num 3-5-2, formação que só deu derrotas ao time nas últimas partidas. Apesar disso, os amuletos Carlinhos Bala e Enilton estão de volta. Só lembrando que o Sport é freguês do Tricolor e Rogério Ceni costuma dar sorte nas cobranças contra o time de Recife... garantia de um jogão!

- amanhã o Palmeiras pega o Vasco em São Januário. O Verdão teve uma semana conturbada, com atrasos de salários e muita cornetada de Luxemburgo. Bate-boca de diretoria com comissão técnica, uma festa do caqui. Não me lembro de quem é a frase, mas é sempre bom lembrar que quando a casa não está em ordem é difícil o time jogar... vamos ver como os jogadores e, principalmente, a comissão técnica vão se comportar...

Do outro lado, o sempre conturbado e bastante irregular Vasco vem a campo sem o craque Edmundo, que cumpre suspensão. Na minha opinião, o Vasco, mesmo fraco, leva vantagem, pois joga em casa e enfrenta um adversário com alguns problemas extra-campo. Será que o Palmeiras, assim como o Internacional, é outro cavalo paraguaio desse Brasileirão?

- o Santos vem todo novo. Técnico, time, esquema tático... mas falta muito pra dar pé. Quem sabe frente ao Goiás Cuca consiga dar ao time o mais importante: autoconfiança. Mais do que para os adversários, o time da Vila está perdendo para si mesmo...

Pois é, meus amigos, pelo menos três jogos que prometem, no mínimo, muita emoção. Isso sem falar em Portuguesa x Botafogo e Fluminense x Coritiba... é, pelo andar da carruagem, devemos agradecer pelo fato da seleção só jogar novamente em setembro...

3 de jun. de 2008

La Mano de Dios - Agressão/Repressão

Agressão/Repressão

Pois é, meus amigos, na coluna de hoje não vou tratar do futebol. Primeiramente, porque a quarta rodada do Brasileirão foi um sofrimento, "um deserto de homens e idéias", como já disse o grande cabeção Rui Barbosa. Em segundo lugar, porque os fatores extra-campos acabaram sendo muito mais relevantes do que as partidas em si.

Não é de hoje que a truculência da polícia brasileira é famosa. Inúmeros são os casos de abuso de poder, contravenções, humilhações e violência perpetrados por aqueles responsáveis pela manutenção da ordem. Também não é de hoje que essa mesma polícia orquestra as mesmas cenas sofríveis do cotidiano nas imediações e dentro dos estádios de futebol.

Mas os acontecimentos do último fim de semana acenderam a luz vermelha, mostrando a todos que as coisas estão tomando um rumo muito perigoso. O zagueiro Andre Luis, do Botafogo, não estava nem um pouco certo ao tomar as atitudes que tomou quando foi expulso de campo. Mas ele é um civil, um jogador imerso em um momento de extrema pressão psicológica, e infelizmente teve as atitudes mais primais frente à situação.

Por outro lado, a Polícia de Pernambuco, encarnada naquele momento na figura da aspirante a tenente Lucia Helena, foi de uma truculência descabida. Vestidos como se fossem encarar os piores bandidos da face da Terra, os policias que estavam no estádio tiraram o jogador do recinto à base de torções de braço, agarrões e violência verbal. Como se tudo isso não bastasse, a saída de Andre Luis se deu pelo meio da torcida do Náutico!

Pode-se argumentar que os policiais são apenas humanos e que estão sujeitos a cometer erros como qualquer um. Porém, a partir do momento que vestem o fardamento da corporação, que supostamente recebem treinamento para lidar com situações críticas e que encarnam em sua figura todos os supostos valores de respeito e segurança de uma sociedade, atitudes como as vistas no domingo são inadmissíveis.

A falta de preparo, de planejamento e de monitoramento das ações de seus subordinados é notícia velha na polícia brasileira - qual de vocês, amigos, nunca tomou uma borrachada? Porém, já faz algum tempo que esses defeitos estão gerando ações selvagens no futebol. O despreparo da polícia já acabou com Lori Sandri algemado e autuado por desacato em 2007, após ter invadido o campo do Estádio dos Aflitos para reclamar da arbitragem; já acabou com idosos sendo agredidos pela polícia na ocasião da final paulista entre Palmeiras e Ponte Preta no Palestra Itália; já acabou com gente apanhando nas arquibancadas azuis do Morumbi, enquanto os torcedores que faziam confusão estavam na laranja; já acabou com gente que não tinha nada a ver tomando paulada quando uma massa acéfala tentou invadir o gramado do Pacaembu no jogo Corinthians e River Plate... citar esses fatos basta para exemplificar, mas são migalhas frente à nossa triste história.

Enquanto não houver um planejamento inteligente e responsável, a formação de uma força tática especializada em partidas de futebol e outros eventos aglutinadores de público - como é feito na Europa -, as cenas de domingo tendem a se repetir. Que me desculpem os policiais honestos e profissionais, mas as atitudes daqueles do Aflitos nunca fizeram ser tão verdadeira a pichação que todos os dias eu lia no muro da Faculdade de Letras da USP: "A farda é uma jaula, aonde só cabe um animal".

A música desse texto não podia ser outra: Ratos de Porão - Agressão/Repressão

Rapidinhas: Cuca no Santos, Abel Braga no Qatar, outros cinco técnicos foram demitidos ou largaram os clubes. E só estamos na quarta rodada. É a dança dos técnicos, meus amigos!

A zica do pântano não assola só o Tricolor paulista. Santos, Botafogo e Internacional também não andam acertando. É cedo para qualquer prognóstico, mas nunca se deve subestimar a zica do pântano...

29 de mai. de 2008

Cuca deixa o Botafogo...

...mas ainda não está no Santos.

É isso aí, pessoal, depois de dois anos levando o Fogão até as finais de tudo o que disputava (mas sendo sempre o vice), Cuca largou o time de General Severiano. Aparentemente, a derrota frente ao Corinthians ontem foi a gota d'água.

Apesar disso, ainda não é certa sua ida ao Santos. Corre a notícia de que ele negou a proposta santista de salário de R$180 mil por mês. Mesmo assim, tudo leva a crer que o cara vá aterrisar na Vila Belmiro.

Não escondo minha admiração pelo Cuca. Um grande técnico, um dos melhores da atualidade na minha opinião, talentoso, inteligente e bem-formado futebolisticamente. Desejo sorte a ele, para onde quer que vá.

E a dança dos técnicos continua no Brasileirão...

Os resultados e notas sobre a rodada dessa quarta-feira

LIBERTADORES

Boca Juniors 2 x 2 Fluminenese

Bom resultado do Flu. Todos nós podemos achar isso. Menos o tricolor carioca.

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COPA DO BRASIL

Vasco 2 X 0 Sport [4 X 5 nos penaltis]: SPORT CLASSIFICADO

Corinthians 2 x 1 Botafogo [5 x 4 nos penaltis]: CORINTHIANS CLASSIFICADO


Quando o Edmundo pegou a bola para bater o primeiro penalti do Vasco eu senti o cheirinho da derrota... quantos penaltis decisivos o Animal já perdeu? Alguém tem as contas? E ainda falam do Palermo!

20 de mai. de 2008

La Mano de Dios - Os alvinegros

Os alvinegros

Pois é, meus amigos, e não é que a Copa do Brasil reserva o duelo mais interessante da semana? Hoje enfrentam-se os dois alvinegros mais famosos do Brasil, o de São Paulo e o do Rio de Janeiro.

Hoje, levando em consideração o momento, o Corinthians é mais time e tem ligeira vantagem, mesmo jogando na casa do adversário. Se for levado em consideração o escrete, o Botafogo é aposta certa, pois, afinal de contas, é um time de primeira divisão.

Oras, tirando o xará de Alagoas, todas as disputas de times da primeira contra aqueles da segunda nessa Copa do Brasil eram barbada. E os resultados confirmaram todos os prognósticos. Por que então o duelo dos alvinegros deveria ser diferente?

Primeiramente, porque o time de segunda divisão em jogo não é qualquer um. Estamos falando do eternamente glorioso Corinthians Paulista, o time de Sócrates, Casagrande, Marcelinho, da Gaviões, campeão de quase tudo. E com um time desses não se brinca, mesmo que entre com onze mancos em campo. É a camisa que joga sozinha, já diria Nelson Rodrigues.

Em segundo lugar, talvez mais importante, o outro alvinegro é o Botafogo. Nelson Rodrigues, novamente ele, já comentou que o torcedor botafoguense vive em estado de tristeza, é um eterno sofredor. Oras, mas o corinthiano também é esse sofredor! Mas que diferença de sofrimento...

O torcedor corinthiano, reflexo de seu time, é o sofredor da crucifixão, que tira força de seu sofrimento, que vive de seus revezes, tendo eles como a fonte de sua bravura, que leva os jogadores - mesmo os mais chinelinhos - a darem tudo pelo time, até mesmo o sangue em alguns casos.

A diferença do Botafogo é que o time do excelente Cuca dá a impressão de que já entra em campo perdendo de 1 x 0. E sua torcida muitas vezes é conformada com o status de vice, perdedor, chorão. Uma relação sadomasoquista, plenamente aceita por todos botafoguenses, do técnico, passando pelos jogadores e chegando até o mais fanático torcedor. Um outro tipo de sofrimento.

Meus amigos, com essa postura, não se ganha nem caneta em comício. No duelo dos alvinegros, minha aposta é no paulista.

Me despeço aqui, ao som do gênio Bob Marley - Concrete Jungle. Aquele abraço!

15 de mai. de 2008

Os dois lados da moeda: Sport e Atlético Mineiro - um derruba e o outro cai

Enquanto os fogos pipocavam aqui e acolá com o gol de Adriano no duelo dos tricolores paulista e carioca pela Libertadores, esse colunista preferiu conferir uma partida entre duas equipes que vêm tendo resultados expressivos no futebol doméstico nesta temporada: Sport x Internacional de Porto Alegre pela Copa do Brasil. E o Sport caprichou: tal qual fizera antes com o Palmeiras, aplicou uma sova no Campeão Gaúcho, enlouquecendo as arquibancadas da Ilha do Retiro.

3x1 ficou pequeno tendo em vista o amplo dominio do Sport, especialmente na segunda etapa da partida. E o Dutra? Confirmou o pé pesado que já tinha mostrado na partida contra o Campeão Paulista, mandando a pelota para as redes numa das cobranças de faltas mais vicerais que eu vi nos últimos tempos.

A próxima é contra o Vasco, que ontem venceu (novamente e fora de casa) a zebra que vinha sendo o Corinthians de Alagoas.


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E o Atlético Mineiro persiste fazendo feio no ano do centenário. Foi desclassificado ontem pelo Botafogo da Copa do Brasil perdendo por 1x0 na casa do adversário. O Geninho já puxou o carro e, afirmo, a única coisa que sobrou para o Galo disputar esse ano foi uma vaga na segundona em 2009.

Agora o Botafogo pega o Corinthians pelas semi-finais do torneio.

6 de mai. de 2008

Copa do Brasil: Quartas de final, primeira rodada

06/05 (terça)
21h00 Corinthians 2 x 1 São Caetano | Morumbi - São Paulo [ATUALIZADO]

07/05 (quarta)
19h30 Vasco x Corinthians-AL | São Januário - Rio de Janeiro
21h50 Internacional x Sport | Beira-Rio - Porto Alegre

08/05 (quinta)
20h30 Atlético-MG x Botafogo | Mineirão - Belo Horizonte

FONTE: UOL


Palpites, pessoal?

5 de mai. de 2008

Os dois lados da moeda: Guerreiros rubro-negros fazem zigue-zigue-zá

Está marcado no meu celular: 20:14 o Sr. J.P. Tozo, um dos meus colegas nessa apaixonada iniciativa que é o FFC, me liga repleto de emoção palestrina: “Escreve ai sobre o jogo do Palmeiras. Eu não vou conseguir”. Eu, como bom companheiro, respondi que escreveria. Embebido de emoção rubro-negra, compreendi o pleito de uma análise menos envolvida feito pelo meu amigo.

Só não me liguei num detalhe: porra, eu não vi o jogo do Palmeiras!

Esse pequeno intróito quer demonstrar o que é o futebol para esses que vos escrevem. Procuramos levar aos nossos leitores a emoção do esporte, da nossa amizade de anos, entremeada pela musica e por tudo o que passamos juntos. Prometi ao meu amigo o impossível – talvez esse seja o fundamento de uma boa amizade.

Então essa carta aberta vai para meu amigo J.P.: bicho, o espaço é seu! Chore aqui sua lágrima alvi-verde também!

Para não descumprir a promessa, e enfatizando o titulo das minhas colunas, só posso registrar: no meio de semana disse que o Palmeiras não era melhor que as equipes mais destacadas do Brasil. Hoje reitero: também não é pior. Os dois lados da moeda.

Viva o Palestra!

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Torcer para um time do Rio em São Paulo tem dessas coisas: enquanto seus amigos estão assistindo a final do estadual paulista, eu, rubro-negro, estou ouvindo pelos streams da Internet a final do carioca. Acabo de rever o VT de Botafogo x Flamengo. Os rapazes do Flamengo vêm fazendo história – uma semana digna dos melhores dias do Mengão, coroada pelo sensacional segundo tempo da final do Campeonato Carioca, contra esse grande rival (embora as vezes chorão, rss...) que é o Botafogo.

O primeiro tempo foi alvi-negro. Não fosse a contusão de Wellington Paulista, diria que o Fogão teria ido para o intervalo com as melhores expecativas possíveis para a segunda etapa. O gol do Botafogo – numa infelicidade, diria eu, de Bruno – levaria a partida para os pênaltis.

Joel Santana, no entanto, surpreendeu novamente: voltou para o segundo tempo com quatro atacantes: sacou Christian e Ibson (que perdeu uma chance de gol claríssima na etapa inicial) em favor de Obina e Diego Tardelli, que uniram-se uniram-se a Souza e Marcinho. Meio-campo de ofício só o volante Toró.

E o destino presenteou a ousadia: dos pés dessas duas opções saíram os três gols que levaram, com sobra, o título para a Gávea.

O segundo tempo do Flamengo foi memorável. Afora alguns chutes de longa distância, o Botafogo pouco ameaçou a meta de Bruno. O rubro-negro, em compensação, mostrou muita garra. Obina corria aos 40 minutos como uma criança. Marcinho (que foi substituído por Kléberson) fez ótima participação. Souza não teve tanto destaque, mas foi importantíssimo no restante do campeonato. E o que dizer do Tardelli? Chegou causando na Gávea e tem sido bastante eficiente em suas participações.

A defesa esteve bem com o raçudo Angelim e o capitão (com “C” maísculo) Fábio Luciano. As laterais, que já foram o grande destaque do time, dividem os holofotes, mas não devem ser esquecidas. Hoje foi dia de uma grande partida de Juan. Leo Moura não jogou tanto quanto na última quarta contra o América do México.

Como dissemos no meio de semana, o grande trunfo do Flamengo, hoje, é o elenco. E Joel Santana sabe utilizar-se de inúmeras opções e formações para por o seu time em campo. Não só: percebe-se da parte dos jogadores do Flamengo uma enorme vontade de jogar pela equipe, mesmo que, para isso, tenham que “acumular funções”. Um bom exemplo é Obina, que invariavlemnte recua do ataque do Fla para marcar na área do próprio time. Papai Joel sabe como mexer com esses rapazes.

Um título com a cara do rubro-negro: em uma semana que se esperava enormes dificuldades em três jogos, uma viagem e um jogo no México, o Fla lava a alma com paixão que a torcida tanto exalta. Placar final: Flamengo 8 x 3 Adversários, o 30o. titulo carioca garantido e quase assegurados na próxima fase para a libertadores.

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Um destaque na equipe botafoguense: o jovem goleiro Renan. Seguro e frio, fez duas grandes partidas nas finais. Quanto ao time, parece sofrer de sindrome da Seleção da Inglaterra: todo mundo acha que é bom e confia, menos os próprios jogadores.

4 de mai. de 2008

Que finais meus amigos!!!

As finais dos principais estaduais brasileiros foram incriveis. Os placares, somando os dois jogos:

SP: Palmeiras 6 x 0 Ponte Preta
RS: Inter 8 x 2 Juventde
RJ: Flamengo 4 x 1 Botafogo
MG: Cruzeiro 6 x 0 Atletico/MG

Mais sobre os jogos e campeões estaduais em breve!