
A Audi Cup será um torneio de pré-temporada, organizado pela Audi e terá como sede o Allianz Arena, em Munique.
Participarão do torneio o anfitrião Bayern Munique, o campeão inglês Manchester United, o Milan e os hermanitos do Boca Jrs.
Excelente oportunidade de se fazer dinheiro e de se testar o elenco contra grandes equipes do mundo.
A pergunta que fica é: Por que o Boca Jrs e não um grande clube brasileiro?
Simples – O futebol brasileiro, ao contrário de todo o resto do futebol de 1º mundo, segue calendário distinto, com datas burras e distintas. O que implica em estarmos em nossa alta temporada, enquanto em todo o restante do planeta bola os grandes clubes fazem preparação e arrecadam uma boa grana. Nossos clubes não podem sequer cogitar participar de um torneio bacana como esse. Isso sem falar nos infernais problemas que encontramos com as malditas janelas de transferências.
“Tadinhos dos nossos clubes”? Uma banana para eles.
São eles quem elegem os poderosos que fazem do nosso futebol essa patacoada toda. São os maiores culpados por tudo isso. Além de serem os grandes prejudicados.
A Audi Cup será disputada em sistema de mata-mata, tendo nas semifinais os seguintes duelos:
Manchester United X Boca Jrs
Bayern X Milan
Só jogão, meu nobre. Pelo menos parece que teremos a chance de acompanhar as partidas pela ESPN (preciso confirmar).
29 de jul. de 2009
Chazinho de Coca - Audi Cup: Por que um time argentino e não um brasileiro?
22 de mai. de 2009
Chazinho de Coca - As rápidas e deliciosas (algumas) da sexta-feira.
O mundo da bola acordou nessa sexta-feira com um susto - para muitos, um alívio. A eliminação do Boca Jrs nas oitavas de final da Libertadores.
Com 6 títulos na bagagem, alguns deles obtidos contra brasileiros, outros eliminando clubes brazucas em fases decisivas. A verdade é que o Boca é o grande pesadelo dos brasileiros quando o assunto é Taça Libertadores da América (com essa nomenclatura mesmo porque é muito mais bonita).
O responsável pelo feito é o Defensor do Uruguai, clube de tradição no futebol uruguaio, mas longe de ser equiparável aos monstros Nacional e Peñarol, ambos com 3 títulos mundiais.
Jogando no mitológico estádio La Bombonera, o Boca tinha 2 resultados de empate que lhe interessavam – 0X0 e 1X1 – além da vitória, claro. A partida era tida como protocolar.
Mas vejam só como são as coisas. Um cara chamado “Diego DE Souza” foi o responsável por despachar os “hermanitos”. Apesar do nome, o cara não é brasileiro. Embora seu futebol seja abrasileirado. Rápido, habilidoso, atrevido. Foi sustentado pela boa atuação dele, somado a grande partida do goleirão Martín Silva, que segurou o que veio à sua meta, que o Defensor assombrou a América ao eliminar o eterno favorito.
O Boca não é nem sombra do time que já foi. Riquelme retornava de contusão que o deixou parado 40 dias, ainda assim foi o mais lúcido do time. Palácios, Palermo, Vargas, uma sucessão de insucessos desses que em outrora botavam o pânico nos adversários.
Resta ao Boca a disputa pelo Campeonato Argentino, onde ocupa atualmente a honrosa 16ª colocação.
Veja como foi:
Adriano, Petckovic...Aleilson, Flamel, Alex Cruz e Arthuro. Quem?
São tão desconhecidos que o meu “Word” sublinhou os nomes dos novos contratados do Flamengo com a linha vermelha, que sinaliza erro.
Até o Word sabe que algo está muito errado pelos lados da Gávea.
E o time do Dunga?
Josué? Gilberto Silva?
Bom, gostando ou não dos nomes, de uma coisa não podemos chamar o técnico da seleção da CBF – incoerente. Afinal ele insiste nesses nomes há tempos. Ele ama os caras, ele é apaixonado pelo futebol deles. Que assim seja, Dungão.
Por outro lado, quantas oportunidades o Dunguístico treinador Teixeirístico teve para chamar André Santos, Ramirez e Nilmar? Merecem mais do que Josués e Gilbertos da vida, mas logo agora que os clubes pelos quais eles se destacam estão em fases decisivas na Libertadores e na Copa do Brasil?
André Santos irá desfalcar o Corinthians na 2ª partida das semifinais contra o Vasco pela Copa do Brasil. Caso o Timão chegue as finais, André fica fora também do 1º jogo.
Ramirez desfalca o Cruzeiro na 2ª partida contra o São Paulo, pelas quartas de final da Libertadores. E Nilmar (só isso) não encara partida decisiva do seu Internacional contra o Coritiba, também válida pelas semifinais da Copa do Brasil. Se o Inter for à final, acontece com ele o mesmo que com Andre Santos.
Absurdos da normalidade usual da entidade mãe do nosso futebol.
Fico por aqui, naquele embalo agradável dos Pet Shop Boys - West and Girls
Cheers,
15 de mai. de 2009
La Mano de Dios - Boca escorrega e Defensor ataca
Boca escorrega e Defensor ataca
Sem Riquelme, o Boca foi ao Uruguai enfrentar o encardido Defensor, que deu trabalho ao São Paulo na primeira fase.
Parecia uma tarefa árdua, mas logo aos 3 minutos Palermo fez o primeiro após uma cobrança de escanteio. Aí deu a impressão que o Boca nadaria de braçada, que o Defensor estava perdido. Mas não foi o que aconteceu. O time argentino tinha posse de bola, cadenciava o jogo, mas não resolvia.
Frente a essa realidade, a torcida uruguaia passou a empurrar seu time, que na marra ia conquistando seu espaço. E foi na marra que Gaglianone, nos acréscimos, desviou uma cabeçada de Vera e empatou a partida.
O segundo tempo deu a impressão de que tudo seria como o fim do primeiro: uma equipe mais técnica tentando administrar a partida contra um time que ia mais na base da vontade do que do bom futebol. Mas eis que Palacio pega uma bola de um chute errado de Palermo e marca o 2x1.
O Boca não estava a fim de se defender, e continuou atacando, com belas trocas de passe, além de explorar o contra ataque que resultava da correria do time uruguaio. Tudo caminhava para um fim positivo para os argentinos, mas eis que aos 39 do segundo tempo Mora cabeceia e Abbondanzieri, num lance do tipo "deixa que eu deixo" permite que o Defensor faça o gol de empate.
A vaga será decidida na Bombonera. Os dois gols fora de casa com certeza ajudarão o Boca, mas nada está certo ainda. Esse Boca não é mais o gigante Boca de outros tempos. Só que ano passado ele também não era, e vocês devem se lembrar do sufoco que o Fluminense passou para avançar sobre eles. O Boca é um time que cresce na hora certa. Se Riquelme voltar então, aí é quase certo que veremos os argentinos novamente nas quartas-de-final.
Ao som de Banda Black Rio - Maria Fumaça. É muita ginga, papai.
Rapidinhas: Marlos está quase certo no São Paulo. O meia do Coritiba é esperado para jogar as quartas pela Libertadores. Quem sabe esse não é o jogador que faltava no meio campo tricolor?
E por falar em quartas, o Cruzeiro vai pegar o São Paulo. Façam suas apostas...
5 de jun. de 2008
La Mano de Dios - 'Pras cabeças
'Pras cabeças
Meus amigos, não venham me falar que sorte não existe no futebol. Só mesmo muita sorte para fazer o não mais do que bom Fernando Henrique pegar tudo ontem no Maracanã. Só mesmo a sorte para sacramentar o resultado com aquele gol de Conca. Sim, porque depois daquele gol o Fluminense classificou-se.
Arouca mais uma vez marcou individualmente Riquelme. Se no primeiro jogo o craque argentino botou o volante brasileiro para dançar tango, dessa vez o camisa 10 do Boca não jogou. Méritos de Arouca, mas também muita sorte, pois Riquelme visivelmente não estava 100%.
Cícero entrou no ataque e o meio foi todinho do Boca, que tocava a bola com calma, abrindo os espaços frente a quase 70 mil bocas tricolores que em alguns momentos calaram-se de medo. Mas os gols não saíam, mesmo com o corredor aberto na direita do Flu, que permitia a Dátolo abusar da categoria e cruzar quantas bolas quisesse.
Sorte que fez com que Thiago Silva tirasse todas, um gigante na zaga, mesmo abusando dos chutões. Além de ter tirado em cima da linha uma bola com endereço certo. É muita sorte para um time que jogou pior em casa do que na Argentina.
Também não podemos negar, foi muita sorte Palacio não ter rendido metade do que costuma render, Riquelme não ter acertado metade dos lançamentos e nenhuma das cobranças de bola parada.
Amigos, não venham me dizer que eu afirmei semana passada que só sorte não ganharia esse jogo. Eu lembro muito bem do que escrevi e mantenho o que disse. Por isso, não posso deixar de acrescentar, não foi só a sorte que definiu a partida de ontem. Foi também muita fibra de Washington, muita categoria do Coração de Leão naquela cobrança de falta; muito oportunismo do experiente e liso Dodô ao sofrer a falta e roubar aquela bola; muita garra e talento do argentino Conca; muita competência da zaga com Thiago Silva, absoluto na área; muita habilidade de Cícero. E - por que não? - muita presença de Fernando Henrique, que mais uma vez foi o responsável pelo resultado.
Meus amigos, agora não tem jeito, "vamos 'pras cabeças", como diria o sábio. É Flu campeão da Libertadores, Fernando Henrique na Seleção e que venha o Manchester no fim do ano. Porque depois de ontem, eles merecem!
Ao som de Bob Marley & The Wailers - Get Up, Stand Up.
Rapidinhas: se o Corinthians tivesse saído ontem com o placar de 3x0, poderia fechar a tampa do caixão e botar as duas mãos na taça. Mas com o gol do Sport aos 47 do segundo tempo, nada está definido. Afinal, o Leão é absoluto na Bombonera do Recife. Mais uma batalha para o time do Corinthians, para quem nada vem sem muito sofrimento.
Thiago Neves jogou ontem? Fora uns passes em contra-ataques, o jogador esteve longe de mostrar a categoria que tem. Assim como alguns outros excelentes jogadores que atuam no Brasil, o cara sumiu quando o time mais precisava. É isso que faz dele - e de outros - excelente, e não craque.
Os dois Lados da Moeda: 2 vezes 3x1
2 x 3x1
Nem Fluminense nem Corinthians garantiram títulos mas, confirmando-se as melhores expectativas das torcidas nas próximas partidas contra LDU e Sport, a noite de ontem tem tudo para entrar para a galeria dos grandes momentos das duas equipes
Então comecemos com a advertência: “confirmando-se as melhores expectativas das torcidas”, ou seja, em que pese grandes resultados de ontem, de nada valerão a vitória heróica do tricolor carioca sobre o Boca Juniors ou a grande apresentação do Alvi Negro do Parque São Jorje contra o Sport de Recife se essas equipes não confirmarem essas atuações nas partidas decisivas da Libertadores e da Copa do Brasil, respectivamente
Aos jogos.
Fluminense x Boca Juniors
Todos os gols no segundo tempo. O Flu conseguiu um resultado interessante na partida de ida (2x2) e o Boca chegou sem se intimidar com os mais de 80 mil torcedores que lotavam o Maracanã. O primeiro tempo foi amplamente dominado pela equipe portenha, ainda que esse tal domínio não tenha se convertido em gols.
No segundo tempo a coisa foi diferente: O Boca abriu o placar as 12 minutos e o Flu conseguiu empatar com Washington, em bola parada, pouco tempo depois. O gol possibilitou que a equipe do Rio mantivesse certa tranqüilidade e, com a entrada de Dodô, o Flu reforçou seu contra-ataque. O (mais espetaculoso que e espetacular) goleiro Fernando Henrique, teve outra grande atuação e resguardou a meta tricolor do persistente bombardeio da equipe argentina. No contra-ataque o Tricolor marcou seu segundo gol, com um chute (e com a sorte) de Conca e, nos descontos, Dodô deixou o seu: 3x1.
A torcida do Flu, ávida por um grande título depois de anos e anos de letargia, tem algo a comemorar, sem dúvida. Mas com comedimento. Toda essa grande alegria pode converter-se em proporcional tristeza caso o Tricolor não confirme suas boas apresentações nas finais contra a LDU e, como se sabe, oba-oba é o caminho mais curto para um resultado final frustrante.
Corinthians x Sport
Quando a estrela brilha e a Fiel empurra fica difícil de o Corinthians ser domado. Isso foi o que se viu ontem no Morumbi, na primeira partida da decisão da Copa do Brasil.
Com pouco mais (ou pouco menos) de vinte minutos do primeiro tempo o jogo já estava 2x0 para a equipe do parque São Jorge. Suspeitei de uma goleada para o time dos artilheiros da noite até então, Herrera e Dentinho. Isso não acabou se concretizando, especialmente em vista da maior eficiência apresentada pelo Sport na segunda etapa da partida.
A melhora do rubro-negro de Recife, no entanto, não impediu que Acosta deixasse o seu, depois de grande jogada de Herrera, que roubou a bola e enfiou grande passe para o uruguaio marcar.
No final o Leão anotou o seu, gol que mantém o time vivo e forte para o confronto na Ilha do Retiro.
O Corinthians conseguiu o que precisava: um time aguerrido, que “não para de lutar” com o espírito da raça – outrora encarnado em jogadores como Biro-Biro e Wilson Mano – incorporado e representado pelo argentino Herrera. Pelo que vimos dos jogos da série B, o Alvi Negro do parque São Jorge já está garantido para a série A do Brasileirão 2009. Conquistar um título nacional e uma vaga na Libertadores ainda em 2008 é mais que qualquer corinthiano podeira sonhar alguns meses atrás.
4 de jun. de 2008
Chazinho de Coca - Mais uma quarta-feira de decisões.
Mais uma quarta-feira de decisões.
Chegamos a mais uma quarta-feira recheada de partidas importantes. Em São Paulo, Corinthians e Sport começam a decidir a Copa do Brasil. No Rio de Janeiro, o Fluminense recebe o Boca Jrs para a segunda partida da semifinal da Libertadores. Caso o Flu passe pelo Boca, teremos então mais duas quartas-feiras de festa, caso contrário somente mais uma. Depois disso os domingos voltarão a ser os dias mais importantes do futebol brazuca e o Brasileirão, o foco e todos os clubes.
Fluminense X Boca Jrs
Com o excelente resultado obtido na Argentina, o tricolor carioca joga por 2 empates, o 0x0 e o 1x1, o 2x2 leva a decisão para os pênaltis e a partir disso, qualquer igualdade favorece o Boca. O Fluminense ainda não perdeu como mandante nessa Libertadores e levou somente um gol, mas o Boca é pródigo em reverter placares desfavoráveis na casa do inimigo. Com Riquelme confirmado, o time Argentino vem completo. Resta saber quais as condições de jogo do craque do Boca.
Juntando os prós e os contras, acabo colocando 50% de chances para cada lado. Mas tenho a certeza de que será um jogaço.
Corinthians X Sport
O Surpreendente Corinthians do excelente Mano Menezes, chega forte e completo para a decisão, já que Lulinha foi praticamente confirmado para a partida. O Sport perde sua principal peça, Romerito, que voltou para o Goiás. A campanha do Sport foi mais árdua, já que vem de três combates contra os grandes favoritos ao título, Palmeiras, Internacional e Vasco. Já o Corinthians teve um caminho menos complicado, mas nem por isso fácil, ainda mais pra um clube que acaba de vir de um rebaixamento e que contava até pouco tempo com a desconfiança de todos.
Analisando friamente, coloco o Timão com ligeira vantagem para esse jogo, 55% X 45%. Mas que o Corinthians abra os olhos. O Sport fez a primeira partida contra Palmeiras e Internacional na casa do adversário, conseguiu ótimos resultados e depois matou o rival em seu território. Um bom resultado para o Corinthians começa somente a partir dos dois gols de diferença.
De resto, só tenho a desejar uma ótima quarta-feira de decisões para todos. E que ninguém se esqueça de já colocar a cerveja para gelar.
Ao som de Oasis – I am the Walrus
29 de mai. de 2008
La Mano de Dios - Sorte
Sorte
Já dizia o sábio que ninguém vence no futebol sem um pouco de sorte. Ontem vimos essa verdade ser posta à prova e justificar-se mais uma vez nos três grandes jogos que aconteceram.
Na Argentina, deu Boca o jogo todo. Embora o time do Fluminense tentasse, foi pressionado em seu campo de defesa durante grande parte da partida e logo aos onze minutos do primeiro tempo Riquelme marcou o primeiro, dando a impressão de que o time de Renato Gaúcho seria goleado nas semi-finais.
Mas eis que a sorte fez seu papel e aos dezesseis Thiago Neves sofre uma falta boba perto da área boquense. Batendo com categoria, cruzou na área e o excelente Thiago Silva cabeceou. A bola dormiu traquila no fundo do gol de Migliore. Parecia que as coisas iam mudar, o Flu até melhorou em campo, mas só dava Boca. No fim do primeiro tempo, o time brasileiro podia agradecer pelo 1x1 do placar.
O segundo tempo foi um massacre, e só a sorte para explicar o fato de o jogo continuar empatado. Ela estava nas mãos de Fernando Henrique, que fez pelo menos três defesas difíceis em menos de vinte minutos. Mas eis que Riquelme tem uma falta para bater, muito parecida com a de Thiago Neves no primeiro tempo. Nada de cruzamento, um lance direto, com muita categoria, e a sorte novamente estava do lado do Boca: batendo na barreira, a bola pegou Fernando Henrique desprevinido, 2x1 no placar.
O jogo parecia caminhar para uma vitória do Boca, sempre atacando, e o Fluminense, acuado, torcia para que a partida acabasse logo. Aos trinta e um minutos, numa das poucas falhas do Boca, Thiago Neves pega o rebote da zaga e arrisca de longe. Migliore estava sem sorte. Aceitou um gol de uma bola que estava em suas mãos.
Fim de jogo, 2x2, altamente festejado pelo pessoal do Flu, que jogou com muita garra e categoria, em dia inspirado de Thiago Neves e Fernando Henrique. Parece que o meia-atacante reencontrou seu futebol e o goleiro vai calando seus críticos a cada jogo.
O resultado pode dar a impressão de que tudo leva o Flu para a classificação no próximo jogo. Mas a camisa, e principalmente Riquelme, não foram vencidos ontem na Argentina. Se algo não for feito a esse respeito, podemos ter um Boca x Atlas parte II semana que vem no Maracanã.
Na Copa do Brasil, como não falar da sorte? Os dois finalistas foram definidos nos pênaltis. Quer coisa mais inexplicável que pênalti? A sorte estava do lado do Sport e Edmundo perdeu sua cobrança, mais uma de muitas. Edmundo é o Palermo brasileiro? No Morumbi a mesma coisa. Felipe pegou a última cobrança e o Corinthians bateu o Botafogo. A sorte estava do lado corinthiano.
Pois é, meus amigos, ontem as torcidas de Fluminense, Sport e Corinthians acenderam todas as velas, fizeram todas as oferendas e a sorte ficou do lado deles. Só que apenas ela não ganha o jogo, e ficou tudo aberto para a semana que vem.
Ao som do grande Tim Maia - Réu Confesso
Rapidinhas: antes que digam que o Fluminense venceu a camisa do Boca, já respondo. Nada foi vencido. Nem Riquelme - que marcou os dois -, nem Palacio foram anulados e o resultado de ontem foi uma combinação de fatores extra-campo e muita garra. Thiago Neves estava inspirado, Fernando Henrique abençoado e a zaga do Flu muito organizada. Mas não acredito que isso será o bastante para vencer o Boca semana que vem.
E quem diria, Corinthians e Sport irão disputar a vaga para a Libertadores 2009. O jogo por si só, mesmo antes de começar, já é épico. Parabéns ao Mano Menezes e a todos os bravos jogadores do Leão!
Como joga esse Riquelme!
Os resultados e notas sobre a rodada dessa quarta-feira
LIBERTADORES
Boca Juniors 2 x 2 Fluminenese
Bom resultado do Flu. Todos nós podemos achar isso. Menos o tricolor carioca.
****
COPA DO BRASIL
Vasco 2 X 0 Sport [4 X 5 nos penaltis]: SPORT CLASSIFICADO
Corinthians 2 x 1 Botafogo [5 x 4 nos penaltis]: CORINTHIANS CLASSIFICADO
Quando o Edmundo pegou a bola para bater o primeiro penalti do Vasco eu senti o cheirinho da derrota... quantos penaltis decisivos o Animal já perdeu? Alguém tem as contas? E ainda falam do Palermo!
28 de mai. de 2008
A que joga sozinha
Três coisas diferenciam o Boca Juniors do Fluminense: Riquelme, a frieza do time argentino e o fato de eles entrarem em campo com vinte e dois jogadores.
Isso mesmo. O Boca não são apenas os onze titulares. Cada um deles veste uma camisa que é um estandarte, uma camisa que também joga. Poucos times no mundo têm esse trunfo, e o Boca é um deles. Ver o adversário com aquelas cores e o CABJ no peito é intimidante para muitos times. Essa camisa que joga sozinha, que impõe a quem a veste a obrigação de dar tudo de si na partida.
Já vi muitos times e jogos do Boca, bons e ruins. Mas nunca vi o time apático. Essa é a grande diferença.
Arouca pode anular Riquelme, a confiança do Flu depois da vitória histórica contra o São Paulo pode compensar com garra a frieza do Boca.
Mas como ganhar de uma camisa?
16 de mai. de 2008
La Mano de Dios - Libertadores: só pode haver um?
Libertadores: só pode haver um?
De uns anos pra cá, vem sendo a mesma coisa: a Libertadores começa com cinco, seis times brasileiros e dois ou três sobrevivem até as quartas; o Boca não é mais o grande Boca e vai firme e forte até a final.
Esse ano parece ser a mesma coisa, com um diferencial: o São Paulo, especialista em Libertadores veio desacreditado. Em virtude do mau futebol que apresentou durante o Paulista e dos jogos ruins que aconteceram durante a fase de grupos, o Tricolor deixou de ser, para muitos, o favorito.
Mas quem diria, pesou a experiência. Aos poucos o time de Muricy foi levando, ganhando aqui, empatando lá, e pegou o Fluminense nas quartas. Muita gente deu o Fluminense como favorito, o Flu do futebol vistoso, de Conca, Dodô, Arouca e Thiago Neves. E no Morumbi o Fluminense ficou pequenininho.
O São Paulo dominou o jogo e só não carimbou a classificação porque Dagoberto - que vem fazendo excelente jogos - não acertou o pé. Adriano, em noite de Imperador, conduziu o time, ganhou todas pelo alto e deixou o seu, a marca de um jogador diferenciado.
Um a zero não é muito, mas foi o bastante para colocar todo mundo em seu devido lugar e mostrar que o São Paulo segue muito vivo, calando de vez muita gente. O próximo jogo contra o Flu é no Maracanã, mas o adversário é o São Paulo, time que há muito tempo não se intimida com torcida adversária...
O Boca cedeu o empate para a LDU na Argentina. Mas Boca é Boca e Libertadores é a cara deles. Pra mim o time argentino ainda é favorito, mesmo no Chile, com a LDU jogando futebol direitinho, bem armada e bem posicionada.
O Santos tomou uma invertida no México. Cabañas, o algoz carioca, deixou o seu e dificultou o serviço para o Peixe. O próximo jogo na Vila tem tudo para ser um clássico, e eu não arrisco palpites. Primeiro porque o Santos da Libertadores não é o mesmo do Paulistão, segundo porque depois do que o América fez com o Flamengo, tudo é possível para os mexicanos.
Nessa sexta gelada, só mesmo uma musiquinha das mais animadas para esquentar: Camisa de Vênus - O Adventista. A banda mais porreta do Brasil!
Rapidinhas: e Adriano está de volta à Seleção. O bichão deu a volta por cima e mostrou que merece um lugar no time do Dunga. Para muitos, e aqui eu me incluo, ele não é craque. Mas não dá pra negar que o Imperador tem faro de gol e quando quer resolve. Que seja uma volta vitoriosa, pois ele merece!
1 de mai. de 2008
La Mano de Díos - Tudo verde e amarelo nas Américas!
Tudo verde e amarelo nas Américas!
Pois é, camaradinhas, meus amigos de blog me pouparam da árdua tarefa de comentar todos os jogos de ontem. Por isso, falarei aqui daqueles jogos que ainda não tiveram nenhum devido pitaco desse bando de ferozes.
Antes de tudo, devo dizer que, por pior que esteja me sentindo, minha doença foi providencial. Estando de molho desde segunda-feira, consegui acompanhar quase todos os jogos dessa que foi a quarta-feira mais animada dos últimos tempos, futebolisticamente falando.
Vamos primeiro falar do jogo que mais me animava ontem, Boca Juniors x Cruzeiro. Realmente não entendi o que o Adilson Batista inventou para essa partida. Jogando na Bombonera, contra o sempre perigoso Boca, o Cruzeiro entrou com um time completamente diferente daquele que vinha jogando nas últimas partidas. Jogadores fora de suas posições, acanhado, desorganizado, não demorou muito para o Boca abrir o placar com um chute de Riquelme, livre no meio da área cruzeirense.
O jogo logo aos seis minutos já tinha cheiro de goleada.
E não mudou muito. Muito mal na defesa e pouco ineficaz no ataque, era questão de tempo para o Cruzeiro tomar o segundo gol, que só não saiu pois Palacio estava em noite pouco inspirada. Porém, logo no começo do segundo tempo, depois de mais um passe brilhante de Riquelme, Datolo deixa o zagueiro cruzeirense e o goleiro Fábio no chão, marcando o segundo do Boca. Aí, meu amigo, parecia que a porteira estava aberta.
O drama só não aumentou pois Palermo, que fez tudo certo, encontrou a trave em seu caminho, e o lateral direito do Boca, que tinha uma avenida para jogar, chutou mal, desperdiçando o rebote. E pra completar, Palacio perdeu mais um...
O Cruzeiro se segurava como podia e já agradecia por só perder de dois... mas eis que num chute meio que no ou vai ou racha Fabrício dá a sorte de uma bola desviada na zaga e o goleiro Caranta não pode fazer nada a não ser olhar a bola dormir no fundo da rede argentina. O 2x1 era comemorado pelos cruzeirenses como goleada vitoriosa...
A partir daí o Cruzeiro até tentou impor ritmo ao jogo, mas já era tarde. Depois de uma pedra que atingiu o bandeira, o juiz resolveu terminar o jogo sem dar os acréscimos ao segundo tempo.
2x1 não é de todo ruim, e se o Cruzeiro jogar no Mineirão como vinha jogando até ontem, tem todas as condições de sair com a vaga.
No Uruguai vimos o São Paulo mais uma vez jogar aos trancos e barrancos, frente a um Nacional que não tinha time para impor pressão. Mesmo assim, o jogo foi um festival de passes errados, jogadas violentas e chutões para o alto. Só o Falcão gostou da atuação do São Paulo ontem...
Richarlyson está conseguindo ir mal em todas as posições que joga. Periga ir mal até de gandula, se tiver a oportunidade. Indisciplinado, violento, não acerta um lance e ainda dá piti com o juiz. Vergonhoso. Ontem, nem Jorge Wagner jogou bem, e o time dependia do talento de Hernanes, da vontade do Imperador e da qualidade de Miranda e Alex Silva - esses nunca desapontam. E por pouco Rogério não toma outro frango...
No segundo tempo o jogo parecia luta-livre, com o juiz sendo conivente em muito lances horríveis. Acabou como começou, um 0x0 de muita correria e pouca técnica. O São Paulo com a bola no chão era muito mais time, mas não conseguiu mostrar isso em campo. O impressionante é que Hugo até que jogou bem...
Frente ao que o Tricolor vem apresentando até agora na Libertadores, esse 0x0 foi uma vitória. Não acredito que o fraco time do Nacional consiga fazer alguma coisa no Morumbi semana que vem, e tudo indica que teremos uma quartas-de-final tricolor no Brasil.
River e San Lorenzo fizeram um clássico portenho ontem no estádio Novo Gasometro. Jogo brigado, muito pegado e com alguns bons lances. Valeu a pena ver Ortega voltar ao time no meio do segundo tempo e Falcão Garcia jogar muita bola. Dois jogadores diferenciados.
Mas não deu para o River. No fim do segundo tempo o San Lorenzo de D'Alessandro fez o segundo gol, sacramentando o placar de 2x1. O River, que tem o Superclássico contra o Boca pelo Clausura no fim de semana, tem tudo para virar o placar em Nuñez semana que vem, mas com certeza vai ser um jogo muito disputado.
Rapidinhas: Nunca é demais falar bem de alguns jogadores. Ontem Riquelme mostrou que é com certeza o melhor jogador em atividade na América, quiçá no mundo. Camisa 10 à moda antiga, cerebral, organiza as jogadas e entrega a bola de bandeja para que os companheiros marquem os gols. Passes brilhantes e milimétricos, além de ser ótimo na bola parada. Esse é craque!
Outro que rouba a cena é o Ramires, pelo Cruzeiro. O cara joga no campo todo, ajudando o time na defesa quando o Cruzeiro não tem a posse de bola e levando perigo no ataque com ótimas arrancadas e chutes a gol. Sem dúvida o melhor em campo, mais uma vez, ontem pelo lado brasileiro na Bombonera.
E também nunca é demais falar mal de outros cabeças de bagre. Richarlyson já foi devidamente espinafrado, mas Fábio Santos merece a parte dele. O mané não acerta um passe, é lento na marcação e tem péssimo passe. O tipo de jogador que só atrapalha... não é porque veio do chato campeonato francês que tem a obrigação de jogar no São Paulo. Abre o olho, Muricy!
Pois é, meus amigos, acho que ando meio ranzinza por causa dessa infecção na garganta, por isso me despeço esperando melhores dias, ao som de Amy Winehouse - Rehab. É brincadeira o que canta essa moça!
Aquele abraço!
23 de abr. de 2008
Quem vai parar o Boca!?

É amigos! O Boca Juniors se classificou para a próxima fase da Libertadores pelo saldo de gols - um tento a mais assinalado que o Colo-Colo! No mesmo grupo, o Atlas do México acabou ficando em primeiro lugar, após empate com o time peruano.
Quem parará o pessoal da Bombonera?
28 de mar. de 2008
La Mano de Díos - Bravos
Bravos
Um time de bravos. Foi isso que vi ontem no jogo entre Boca Juniors e Colo-Colo pela Libertadores da América. Jogando na Bombonora - só quem já pisou lá sabe o que é! - o time argentino precisava vencer para continuar vivo na Libertadores e tentar apagar o fiasco do jogo no Chile. E a batalha do Boca já começou épica: Riquelme não jogava, mero espectador devido a uma contusão. Há quem diga que ele é a alma desse time - eu mesmo pensava isso -, mas ontem vimos onze jogadores darem tudo de si numa partida.
Logo aos 22 minutos do primeiro tempo o jogo já dava sinais de que terminaria como um tango argentino: em tragédia. O jovem Monzón foi expulso em um lance infantil. E aos 25 o Boca viu Byzcaisacu marcar pelo Colo - Colo. Como se não bastasse, viu Palermo, o grande ídolo, perder um pênalti. Ele, que já perdeu muitos na carreira! Seria o bastante para calar torcidas no Brasil - mas não os fanáticos hinchas do Boca! Seria o bastante para derrubar muitos times no Brasil - mas não os bravos do Boca!
Seria o bastante para sepultar em campo muitos atacantes no Brasil - mas não Martin Palermo. Aos 29 ainda do primeiro tempo foi dele o gol de empate, metendo heroicamente a cabeça na chuteira do zagueiro chileno e empatando a partida. Gol que só aqueles que dão o sangue por um time seria capaz de fazer.
A batalha continuava, e aos 42 do primeiro tempo Byzcaisacu marcaria novamente. Tudo parecia perdido, parecia que a Roda da Fortuna girava mais uma vez e a imprevisibilidade do futebol dava mais uma vez as caras. Tudo parecia perdido, mas não para os quarenta mil fanáticos que lotavam a Bombonera.
E foi a alma desses quarenta mil que entrou em campo com o Boca na segunda etapa. A impressão que dava era de que o Colo - Colo jogava com um a menos, dada a fúria com que o Boca atacava. O gol não tardou a sair: 2 - 2 logo nos primeiros minutos. Gol de Gracian, substituto de Riquelme no jogo. Mais do que merecido. Talvez o gol mais importante de sua carreira.
A essa altura, o empate já estaria de bom tamanho para muitos times e muitas torcidas. A essa altura, o jogo já era memorável. Mas o Boca queria mais. Sempre indo para cima contra um Colo - Colo encurralado, impressionado com a entrega dos jogadores argentinos. Aos 15 minutos Palacio, o algoz, virava o jogo. Fortuna fazia a Roda girar mais uma vez. E se o Boca era só talento e garra do meio campo para frente, era uma muralha intransponível atrás, com Caranta sendo o colosso que barrou duas vezes as bolas que selariam o destino de seu time.
Parecia o bastante. E ainda assim não era. Cardozo consumava o ato ao marcar um lindo gol de fora da área aos 43 minutos. Mas como o jogo era na Argentina e nada é fácil para o Boca Juniors, o final foi digno das mais clássicas milongas: o Colo - Colo marca mais um aos 47 minutos. 4 - 3 para o Boca e fim de jogo.
A partida de ontem será um marco na história repleta de conquistas do clube Xeneize. Uma história de superação e de bravura. O dia em que dez foram onze, mil, quarenta mil, e mostraram que o Boca segue sim muito vivo rumo ao heptacampeonato.
Nunca a frase de Albert Camus, "a maior parte daquilo que sei da vida aprendi jogando futebol", fez tanto sentido.
Rapidinhas: Semifinal com quatro grandes? Não se depender do Guaratinguetá. O time do interior venceu fácil seu jogo contra o Mirassol e segue em primeiro lugar na tabela do Paulistão. O São Paulo também venceu ontem sem passar sufoco e ocupa o terceiro lugar. Ao que tudo indica, um dos quatro grandes vai assistir as semifinais em casa.
Pois é, meus camaradinhas, não tem como não dedicar a música do dia ao time do Boca Juniors, um time de bravos:
Flicts - Canção de Batalha
21 de mar. de 2008
La Mano de Díos - A Libertadores e o Imponderável
A Libertadores e o Imponderável
Pois é, camaradinhas, mais uma rodada da Libertadores passou e mais uma vez a emoção tomou conta de torcedores, tão dopados nos campeonatos estaduais cada vez mais previsíveis.
Conto aqui o que eu vi:
Flamengo 2 x 0 Nacional
No Maracanã, o Fla fez a lição de casa e tentou apagar o vexame (futebolístico e humano) dado no Uruguai. Não foi uma partida brilhante, o adversário não era tudo isso que foi insinuado em Montevidéu e o Flamengo resolveu jogar bola e esquecer o vale-tudo. Talvez porque Toró não estava em campo?
Souza mais uma vez não marcou os gols que a torcida rubro-negra esperava, mas o tio do churrasco, Joel Santana, fez bem liberar Marcinho na lateral, pois foram de jogadas dele que saíram os gols, um em bela jogada e outro em rebote de uma cabeçada de Juan.
E se o jogo não termina enquanto Obina não marca, talvez estivéssemos vendo essa partida até hoje. Minha avó manca faria aquele gol que Obina - melhor que Eto'o - perdeu aos 33 do segundo tempo.
O Flamengo não jogou bem, mas com a ajuda do camisa 12 - a grande torcida rubro-negra - e muita raça, venceu a peleja contra um adversário que não convenceu. Olho vivo no goleiro Bruno, com duas excelentes defesas, evitando outro vexame rubro-negro.
San José 2 x 1 Santos
Por pouco a epopéia santista não acaba bem. Com um gol logo no primeiro tempo de Kléber Pereira, parecia que a coisa podia andar. Mas a zaga santista é uma peneira e toda vez que o fraco time do San José ia para cima, alguma coisa acontecia. Quando não era o gol, era uma boa defesa de Fábio Costa. Aliás, é mérito dele a fatura não ter saído mais cara para o time do litoral.
Se Fábio Costa é o grande responsável pela derrota não ter sido tão grande, o juiz foi o grande culpado pelo Santos não ter saído com o empate. No finzinho do segundo tempo ele manda seguir um lance em que Kléber Pereira é atropelado dentro da área, lance que poderia compensar o cansaço do time no segundo tempo, visivelmente abalado pela altitude de mais de 3 mil metros de Oruro. Vai ver a falta de oxigênio também atrapalhou o juiz, que confundiu futebol com rúgbi. Coisas do futebol. Ou não.
Deportivo Luqueño 1 x 1 São Paulo
O Imponderável atua no futebol, como dizia Nelson Rodrigues. Em um jogo feio contra um adversário fraco, o Tricolor paulista por pouco não sai vitorioso. Miranda na zaga fez toda a diferença até sair de campo grogue depois de uma cabeçada, Hernanes aos poucos recupera o futebol de 2007 - embora seja ainda uma pálida sombra do craque que foi ano passado -, Rogério Ceni mais uma vez fecha o gol com uma linda defesa, Jorge Wagner atua bem tanto como meia quanto como ala, inclusive arriscando bons chutes de fora da área e Adriano vem melhorando a cada partida. Mais uma vez foi por muito pouco que ele não marcou.
Mas então o Imponderável entrou em campo. Aloísio, no banco há muitos jogos por conta de lesões e suspensões, entrou no lugar de Borges - que muito tentou e pouco produziu - para fazer o gol que definiria o placar. Estrela de goleador, marcou um lindo gol de cabeça logo no primeiro lance de ataque com ele em campo. O atacante que estava no banco, "bichado" como andam dizendo por aí, entrou e fez. O Imponderável.
Depois do gol o São Paulo passou a administrar o jogo contra um adversário que tentava compensar a falta de criatividade com incansáveis e ineficazes cruzamentos na área. Mas foi numa das poucas jogadas construídas pelo Luqueño que veio o gol, aos 47 do segundo tempo. Depois de uma troca de passes realizada mais no susto do que na técnica, um chute de fora da área selou o placar da peleja. O Imponderável.
O São Paulo jogou bem, mas desperdiçou infinitas chances de gol em contra-ataques mal-resolvidos, e ainda não há um meia que ligue a defesa ao ataque - Éder Luis por enquanto não é esse homem. O adversário, que não era forte, não parou de tentar, pois jogava em casa. Visto dessa forma, o empate até que foi bom resultado, pois deixou o time brasileiro na liderança do Grupo 7. Mas ainda é muito pouco para um time que quer ser campeão, apesar dos comentários de Marco Aurélio Cunha.
Colo - Colo 2 x 0 Boca Juniors
Antes de mais nada, Riquelme é um jogador diferenciado. É brincadeira o sangue-frio, o olhar atento e a precisão de seus passes. ESSE É CRAQUE e jogaria no meu time (e creio que no de vocês também). Mas Riquelme não é Deus, e ontem só Deus salvaria o Boca, jogando mal fora de casa contra um adversário rápido e com bons jogadores. Com o resultado em Santiago, o Boca está em terceiro no Grupo, dois pontos atrás dos líderes Atlas e Colo-Colo. Também é pouco para um bom time - o melhor do campeonato na minha opinião - que vem como campeão da Libertadores 2007.
Dois jogos que não vi, mas que merecem ser mencionados: Fluminense 2 x 1 Libertad e Cruzeiro 1 x 1 Caracas, os dois fora do Brasil. Bons resultados brasileiros!
É isso aí, camaradinhas, desculpem a sinceridade, mas a Libertadores me deixa muito mais animado que os Estaduais. Essa rodada foi uma beleza e vejo coisa muito melhor vindo por aí.
Me despeço ao som de Cock Sparrer - We're Coming Back, porque como diz a canção da torcida do Liverpool, You'll Never Walk Alone.