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18 de jan. de 2011

Habilidade, talento, dom! Tudo isso e mais alguma coisa!


1 jogador a menos, apenas um gol de diferença, um já amargo Paraguai logo na estréia, a sombra de duas Olimpíadas sem a canarinho! Todas essas coisas do futebol poderiam ter sido ingredientes para quem sabe explicar mais uma derrota! Claro, caso não estivesse em campo um dos maiores jogadores brasileiros da atualidade!


Na noite de ontem, peruanos, paraguaios e quem sabe quantas pessoas mais não foram devidamente apresentadas a pequena jóia santista! E que apresentação, poderia ser muito bem um "simples" Hat Trick, facilitaria minha vida pra descrever seu show, mas pra fechar a conta mandou um quarto gol que não terá outro igual naquele estádio tão cedo! Claro, a não ser que Neymar passeie por ali de novo seu futebol brilhante!

E pra não falar só de gols, podemos tambem falar dos diversos tratamentos para coluna que a meninada paraguaia vai precisar depois de tantos dribles, podem me chamar de puxa-saco, paga-pau, mas sempre fui admirador desse garotinho que cresceu na marra quando todos pediam seu pescoço!

O jogo de ontem teve diversos argumentos pra encher a bola de Neymar, um primeiro tempo dominado pela seleção, 2 a 0 no placar, 2 gols de Neymar, tranquilidade essa que mudou na segunda etapa com a expulsão do meio campo Zé Eduardo aos 5 minutos e aos 6 bola levantada na área, gol paraguaio, e o que era domínio brasileiro virou tensão, sim virou, por alguns minutos, por que mais uma vez ele, dessa vez usando a raça (pois é, ele tambem tem isso) e aos trancos colocou mais uma vez a redonda nas redes! Tambem vou ter que enaltecer as boas atuações de Lucas, e do lateral Gallardo que entrou no segundo tempo, e foi dele o lançamento para fechar a conta, bola no pé de Neymar, cavadinha e bola encobrindo o goleiro, 4 a 1 fora o show! O Paraguai ainda marcou mais um, 4 a 2, e o Brasil ainda teve Henrique expulso aos 40", mas ja era tarde a noite ja tinha dono!

Parabéns Neymar, que agora não chapeleia mais só os brasileiros, agora ele começa a chapelar o mundo!


18 de nov. de 2010

BOLA PERDIDA - MESSI 1 X 0 BRASIL


Texto: Leandro A. C. Rosa

Corram para as colinas, ferozes! Bola Perdida pode pingar em qualquer lugar, até no Catar. Neste espaço trataremos de futebol internacional e tudo que rola no planeta bola, dentre outros chavões e clichês marotos.

Mas não se engane, ó sagaz leitor! O título da coluna não é em homenagem ao lance capital da pelada disputada em Doha, quando Douglas, o Botequeiro, fez MM relembrar o Corinthians de 2009 e soltar um sonoro "-VAI TOMAR NO C..., DOUGLAS!", em lance capital que originou o golaço de Messi.

O gol, porém, é só um detalhe, como já disse Kiko Parreira. Ao meu entender, o escrete canarinho apresentou mais volume, e mostrou uma defesa sólida e variações interessantes. Não saiu vencedor pois sentiu demais a falta de um autêntico camisa 9.
O clássico estava cercado de espectativas acerca do retorno de Ronaldinho Gaúcho ao time da CBF. E o dentuço mandou bem. Manteve o nível de suas atuações no Milan, e distribuiu o jogo para um time que não soube o que fazer com ela.
Infelizmente, ainda somos obrigados a ouvir e ler que "Ronaldinho não mostrou o futebol que dele se espera". Quando é que vão entender que Gaúcho nunca mais vai repetir seu futebol alienígena dos áureos tempos? Na temporada 2005/2006, ele fez coisas inimagináveis, exibições exuberantes que o credenciaram como melhor do mundo por duas vezes, e considerado o melhor jogador da década. Cristiano Ronaldo e Messi jogam demais, mas Ronaldinho era outra coisa. Ontem, cinco anos depois do auge, é evidente o declínio técnico e físico do trintão. Comparar sua atuação à do diez argentino é covardia. Ainda sim, continua sendo um dos melhores jogadores do mundo, na minha opinião. E tem lugar na seleção sim, nem que seja para passar o bastão a Ganso, que apesar de estilo mais clássico, é seu herdeiro natural na Seléça.

Individualidades a parte, jogo foi bem jogado no começo e bem pegado no final.
Mano Menezes já montou sua equipe ao sei jeito, com defesa compacta e tendo as laterais como opção ofensiva. Daniel Alves jogou (joga) muito, André Santos é bom jogador. Lucas e Elias foram bem, Ramires um pouco abaixo mas sem comprometer. Neymar, sacrificado no ataque, precisa parar de se jogar, e jogar. Robinho é uma enganação, como sempre. Como capitão, é um afronte. No jogo de ontem, atrapalhou o ataque e não ajudou a defesa. Mas tem muita moral com a CBF, sabe-se lá porque.

Enfim amigos, um programa agradável para uma tarde de quarta-feira, mais um treino para a renovada seleção, nada mais que isso. Próximo compromisso só ano que vem, contra a França. Nós acompanharemos pela TV. O Douglas também.


Em homenagem aos hermanos, a melhor banda de stoner rock da Argentina, quiçá do mundo: Los Natas - Meteoro

7 de jul. de 2010

Chazinho de Coca - Pensando como Ricardo Teixeira.


Discussão levantada em nosso programa de rádio na última segunda-feira -O novo técnico da seleção da CBF.

Sem “bla, bla, bla”, está na cara que Felipão é o favorito e o preferido da nação. Em minha mais recente coluna falei sobre o triangulo amoroso entre Palmeiras, Felipão e a seleção.

Depois surgiu a informação de que Leonardo era a bola da vez para assumir o ex-cargo dunguistico.

Ricardinho, “o Teixeira”, disse que quer um trabalho a longo prazo, até para que seja feita uma reformulação e coisa e tal. Ainda alfinetou a sua invenção, Dunga, ao dizer que de nada importa ganhar Copa América e das Confederações, se no que vale o time faz papelão.

Ele adora se eximir de culpa, né? O Dunga lá esteve porque ele escolheu. Assim como inventou o Lazaroni em 90. Lamentável!

Dunga teve 4 anos para trabalhar e o resultado está aí. Então esse papinho mole de que é necessário trabalho a longo prazo não me convence. Veja só como foi o trabalho de Felipão em 2002. Menos de 1 ano a frente da seleção e sucesso absoluto.

É óbvio também que a menina dos olhos dourados do Ricardinho da CBF é a Copa de 2014 e toda a politicagem que irá envolvê-la. Olimpíadas de 2012 deve estar na 4ª ou 5ª colocação na escala de prioridades. Mas a de 2016 não. A bendita será aqui no Brasil, dois anos após a Copa do Mundo que também será aqui. Ou seja, é a chance dourada do figura, além daquela rapaziadinha cheia de ginga do COI, tornarem-se heróis da pátria amada salve e salve.

Minha interpretação desses fatos?

Leonardo, um sujeito boa pinta, educado, o avesso do Dunga, mas ainda inventado e sem casca grossa, assume a seleção agora, conduz o escrete canarinho até as Olimpíadas de 2012 e se ganhar a medalha de ouro, trará uma dorzinha de cabeça extra ao Ricardinho, mas se não ganhar, como é tradicional da seleção brasileira em jogos olímpicos, a desculpa para derrubá-lo estará pronta. Mesmo que vença, derrubar Leonardo é bem menos traumático do que um Mano Menezes ou um Muricy Ramalho, que são os nomes cogitados caso Felipão não assuma agora.

Rodo dado em Leonardo, teriam então os nossos cartolas um novo ciclo de 4 anos. Um novo ciclo de 4 anos em que Felipão poderia conduzir a sua maneira, sem Palmeiras para dividir suas atenções.

“Tá bem louco, Jão? De 2012 para 2014 são apenas 2 anos”

Verdade. Mas para 2016 são 4 anos. Quatro anos que englobam a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016, ambas aqui no Brasil.

Não é um cenário perfeito?

Até que pensar com a cabeça Ricardistica não é de todo mal. Eu mesmo faria isso se fosse ele.

Mais detalhes dessa epopéia sugerida podem ser encontrados em nosso programa da última segunda-feira. Acesse o podcast na lateral direita do blog.

Cheers,

5 de jul. de 2010

Chazinho de Coca - Verdão, Felipão e a Seleção.

Verdão, Felipão e a Seleção - Eles se amam.



Palmeiras, Luis Felipe Scolari e Seleção Brasileira. Eis o triangulo amoroso da nova novela do futebol brasileiro.

O fiasco Dunguistico na África do Sul foi tão grande que a CBF até trabalhou no domingo. Acredite se quiser.

O enfadonho website da empresa – sim, empresa – que administra a maior seleção de futebol do planeta – na história, não momentaneamente – atualizou sua home para enfatizar que o trabalho do capitão do tetra não teria continuação.

Bastou esse fato para que as especulações em torno do novo nome para comandar o escrete verde e amarelo na Copa do Mundo mais importante da história para a CBF tivessem início.

A CBF por sua vez nada adiantou. Mas os nomes pululam nas rodas de boteco: Muricy Ramalho, Mano Menezes, Adilson Baptista e até nomes como Sílas e Leonardo surgem como opções.


Entretanto o nome que é quase consenso é o de Luis Felipe Scolari, o último campeão mundial pela seleção. O eterno salvador da pátria, seja da pátria propriamente dita ou da pátria alviverde.

A CBF disse que anuncia o novo nome ainda esse mês. Até por que a sua seleção já tem amistoso marcado para agosto. É rapaz, a empresa não pode parar.

Não apenas esse, mas a seleção brasileira tem mais 5 amistosos marcados até o fim do ano. CINCO. Para que servem? Fica para o leitor escolher uma opção, dentre as quais não está nenhuma questão técnica ou de planejamento.

Deixemos as razões pouco claras para a escolha tão cheia de urgência do novo técnico.


Certamente a CBF irá plantar um novo factóide para justificar sua próxima escolha.

Na escolha de Dunga o mote era “este será o fim das badernas, a moralização chegou”. Tendo em vista, claro, a baderna que foi a preparação para a Copa de 2006. Dessa forma a CBF eximiu-se de sua enorme culpa e escolheu o novo herói da nação. Estava blindada, enfim, para montar sua campanha em prol do “Brasil 2014”. O Dunga que se virasse com a seleção.

A Copa de 2010 se foi para nós. Qual é a grande reclamação agora?

A falta de qualidade do time levado por Dunga. O jogo “a italiana” produzido e derrotado.

Qual será o mote da campanha para a escolha do novo escudo protetor da CBF?

“Vamos resgatar a essência do futebol brasileiro”

Nas internas será: “Toma a seleção, fiel escudeiro. Ela é sua, se vira. Eu (CBF) vou cuidar da politicagem em torno da Copa no Brasil”.

Esse cara precisa ser alguém em quem o país confia. Inventar técnico como Dunga foi inventado pode significar 3ª Guerra Mundial. E não há outro nome mais apropriado do que o do novo técnico do Palmeiras.

É amigo, Felipão é o novo técnico do Palmeiras. E assim deverá ser até dezembro de 2012.

Palmeiras, Felipão e a Seleção precisam um do outro.

O Palmeiras vem de fracassos recentes que fazem do clube a maior panela de pressão do futebol brasileiro. O único com quem a torcida terá paciência é com ele, Felipão.

Felipão precisa do Palmeiras. Afinal vem de resultados pouco convincentes desde que saiu da seleção de Portugal. No Verdão Felipão é Rei e terá carta branca da diretoria e bandeira branca da torcida.

E a CBF precisa do Felipão, já que é o nome que o país quer na seleção e ela vai precisar, mais do que nunca, de um escudo de casca grossa.

O que faz com que ela precise também do Palmeiras, detentor do atual contrato de trabalho do treinador.

E quer saber mais?

O Palmeiras precisa da CBF. Politicamente, claro. Afinal Belluzzo fez parte da oposição a CBF na escolha do novo presidente do Clube dos 13. Ser “gentil”, no caso Felipão, poderá significar o resgate da “confiança” de Ricardinho, o Teixeira.

Felipão pode exercer as duas funções. Até por que o ciclo olímpico será somente em 2012 e até lá não há absolutamente nada de importante envolvendo a seleção brasileira.

Outro ponto a se analisar é a grana. Felipão é um homem rico, mas não tem a tendência a rasgar dinheiro.

No Palmeiras ele vai ganhar, no mínimo, o dobro do que na seleção. Serão, por baixo, 700 mil reais/mês, sem contar os contratos de patrocínio. Dunga na seleção vinha embolsando pouco mais de 150 mil reais.

E qual é o técnico que em sã consciência negaria ser o comandante da seleção brasileira em uma Copa do Mundo no próprio país?

Pois é , estamos diante de um tremendo de um triangulo amoroso, onde todo mundo se ama e todo mundo se quer.

Juntarão os envolvidos a fome a vontade de comer?

Cheers,

2 de jul. de 2010

Chazinho de Coca - Foi uma tragédia anunciada, não foi?

Dunga esteve ao longo de quatro anos a frente da seleção brasileira. Mas eu critico a sua seleção a somente dois desses quatro anos, tendo em vista que o Ferozes FC existe tem pouco mais de dois anos.

Nesse tempo não houve uma única vez que eu dediquei um texto meu para elogiá-lo. Algumas passagens sim, lógico. Ninguém consegue errar sempre. E veja, esse “errar” é baseado no meu conceito de erro no que se aplica a seleção brasileira. Até ontem Dunga tinha quase 70% de aprovação popular. Não sou a voz da verdade e nunca quis ser.

Não torci contra o Brasil. Não consigo, não posso, não faz parte do meu perfil. Mas sempre estive na contramão do técnico da nossa seleção.

Por isso, meus amigos, eu abro hoje o meu Word e me sinto tranqüilo para escrever sobre a derrota brasileira. Aliviado jamais. Mas convicto de que assisti hoje a uma tragédia anunciada.

Crucificar o coitado do Felipe Mello é justo?

Poderia fazê-lo. Mas acho muito mais cabível criticar Kaká e Luis Fabiano, que era onde morava a minha esperança de jogo, mas nunca, jamais o pobre Felipe Mello. Nunca olhei com bons olhos o Robinho, mas do trio ofensivo foi o que desempenhou melhor papel.

Antes de criticar o bipolar volante, acho mais correto criticar quem o colocou onde jamais deveria estar. O dono da seleção. O senhor todo poderoso do discurso perfeito, da coerência plena. O salvador da lavoura da moralidade no futebol. E de todo e qualquer “bla, bla, bla” que você quiser rememorar que o nosso ex-técnico proferiu nesses 4 anos.

Ninguém é genial um dia e uma anta no outro. Ninguém é grande jogador no 1º tempo e no 2º torna-se cabeça de bagre.

Mas com Felipe Mello isso aconteceu.Tanto nas transmissões da TV, nos tweets da vida, nos comentários alheios de quem estava ao meu lado.

Caramba, ele foi o Felipe Mello de sempre. O mesmo que vem de temporada pífia na Juventus da Itália. Não houve surpresas com ele. Houve confirmação. Somente.

Surpreendente foi a falha de Julio Cesar. Monstro Julio Cesar, goleiraço. Mas que humanamente falhou.

Surpreendente foi a ausência de Luis Fabiano em campo. Foi o apagadissimo Kaká, esse ao longo de toda a Copa, justo ele que era a grande esperança de bom jogo desse time.

“Ahhh, mas ele veio machucado”.

Certo, então ninguém pode cornetar o Rooney e o Torres por seus rendimentos na Copa. A situação é a mesma. Fora que isso flagra mais um erro dentro do tal “planejamento” do Dunga. Não ter substituto a altura pro cara é um erro fatal. Como acabou sendo.

Não é justo, nem mesmo com o Dunga, que os que até o meio-dia elogiavam o trabalho do treinador agora passem a crucificá-lo. A seleção brasileira perdeu onde todo mundo sabia que podia perder.

No “pacote Dunga” já vinha o destempero de Felipe Mello, a falta de opções de banco para mudar o jogo e mesmo a incapacidade de leitura da partida do cara.

Talvez não viesse o time medroso do 2º tempo. A apatia do 2º tempo.

O jogo teve dois tempos bem distintos.

O 1º tempo do Brasil. A Holanda partiu pra cima, mas ficou com a sua retaguarda exposta para os contra-ataques brazucas. Zagueiros e laterais anos luz de distância um do outro. O Brasil poderia ter definido o jogo ali, naqueles 45 minutos, mas não o fez.

O 2º tempo foi todo da Holanda. Ajudada muito pela apática atuação dos comandados de Dunga, ainda que vencendo por 1X0. A Holanda se ajustou na retaguarda, os laterais encostaram em Van Bommel e Sneijder, a zaga deixou de ficar exposta e o Brasil parou de jogar na medida em que Robben e Sneijder – nome do jogo – ganhavam o campo.

Diferentemente do Brasil, que poderia ter fechado a conta no 1º tempo e não o fez, a Holanda poderia ter feito 3 ou 4 gols, fez 2, a medida certa para conquistar a sua justa classificação.

Aos que preferem culpar o pobre coitado do juiz, ou o mais coitado ainda do Felipe Mello, alegrem-se. Mick Jagger esteve lá. Seu pé frio também pode ser usado como desculpa para essa tragédia anunciada.


Cheers,

1 de jul. de 2010

Chazinho de Coca - Brasil e Holanda "a italiana".

O lendário e genial Johann Cruyff disse em entrevista que não pagaria para assistir essa seleção brasileira, a qual ele considera burocrática demais.

Ok. Concordo com o Cruyff. Mas é bom que ele saiba – e ele deve saber – que o mesmo se aplica a sua Holanda, que de “Carrossel” ou “Laranja Mecânica” só traz o apelido histórico.
Brasil e Holanda se encaram nessa sexta-feira, na partida inaugural das 4ª´s de final da Copa do Mundo. Enfrentarão também o 1º teste realmente de fogo de ambos, já que Chile e Eslováquia não foram adversários a altura.

O que essas duas seleções nos apresentaram até aqui na Copa?

Futebol arte é que não foi. Mostraram sim um jogo bastante competente, de singular frieza e de pragmatismo quase religioso. O espetáculo vem em 3º ou 4º planos. Pode ser que nem apareça.

Diferente dos três famosos encontros entre as duas escolas nas Copas de 1974, 1994 e 1998, onde o pragmatismo passou longe e a categoria dos jogadores proporcionou ao mundo embates históricos de técnica e superação, a peleja de amanhã promete ser algo mais estratégico do que qualquer outra coisa. As duas seleções jogam essa Copa “a italiana”.

Gary Kasparov deve estar ansioso pelo jogo.

A preocupação está mais em anular as armas do outro do que em criar mecanismos para que as suas sejam mais eficazes. É o futebol dessa Copa. É sobretudo o jogo dos dois selecionados. Paciência.

Branco faz o gol da vitória sobre a Holanda em 1994. O Goleirão não era o Nigel Mansell.

Não há favorito. Aliás, nos jogos das 4ª´s de final o único favorito de destaque em seu duelo é a Espanha diante do Paraguai. Nos outros cotejos qualquer resultado pode ser considerado normal.

Se do nosso lado temos Kaká, Robinho e Luis Fabiano. Eles têm Robben, Sneijder e Van Bommel. Ao menos nos protagonistas reside uma esperança de bom futebol.

Não vimos ainda os brasileiros sair atrás do placar nessa Copa. Nem os holandeses. Estiveram os dois times sempre com o controle dos jogos.

Reside aí a esperança de um jogo menos “italiano” amanhã.

Que o gol saia depressa. Se for para o nosso lado melhor ainda.

PS: Nada contra o jogo italiano. Mas Brasil e Holanda agradam mais quando jogam como Brasil e Holanda, não como Itália.

Cheers,

29 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Ramirez foi o cara!

Texto: João Paulo Tozo
Foto: Reuters


Para a “Dona Fifa”, na partida entre Brasil X Chile o nome do jogo foi Robinho. Assim como para ela foi Cristiano Ronaldo quando o Brasil enfrentou Portugal.

Tanto um quanto o outro foram, sendo bastante razoável, participativos. De forma alguma decisivos.

Julio Cesar, Lúcio, Juan e Maicon podem ser apontados como destaques nas duas partidas, como em toda a Copa. Mas ontem, o nome do jogo foi Ramirez.

Ramirez é reserva de um jogador que só é intocável para um técnico como Dunga, que valoriza a força ao bom jogo. Ao Dunga e aos seus fiéis escudeiros que se espalham pelo Brasil e dizem amém para qualquer coisa que o técnico faça.

Tá certo que o Chile é um dos maiores fregueses do Brasil, mas cada jogo tem a sua história.

Na de ontem, com Ramirez sendo protagonista, o selecionado brazuca ganhou a qualidade na saída de jogo contra um adversário que só ataca.

Poderia ter funcionado com Felipe Melo? Poderia ter funcionado até com o Tonhão ali. Mas certamente a passagem entre defesa e ataque não teria sido feita com tamanha tranqüilidade e qualidade.

Daniel Alves, que também ganhou nova chance na vaga de Elano, voltou a dar novo gás pela direita. Não é de hoje que esse dueto com Maicon é cantado por quem gosta de futebol ofensivo como uma arma de eficácia, sem que seja necessário abrir mão do jogo bem jogado.

O Brasil passeou contra o Chile, outra vez. E para o brasileiro acostumado a um futebol solto de sua seleção, a impossibilidade de se usar Ramirez contra a Holanda é temerária, já que possivelmente quem volta é ele – Felipe Melo. Contra Sneijder e Robben, que estão voando.

Que não voem pelos céus após botinadas do botinudo volante dunguista.

E que Dunga mantenha Daniel Alves para que o lado direito mais forte da Copa possa ser preservado.

Vale lembrar também que Robben deita e rola em seu lado direito. Mesmo voltando de contusão o figura foi letal na vitoria de sua Holanda contra a Eslováquia. Pelo lado esquerdo brasileiro nós temos Michel Bastos, que ainda não é o lateral esquerdo ideal para a seleção e que costuma deixar uma Avenida Paulista a suas costas.

Na final da Champions League, quando o Bayern de Robben enfrentou a Inter de Lúcio, o holandês deitava e rolava em sua faixa direita, até que Mourinho inverteu a posição de Lúcio e o brasileiro praticamente neutralizou a maior arma do time alemão.

Dunga pode pensar em fazer isso?

Espero que já tenha pensado!

Cheers,

25 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Futebol de volantes.

Texto João Paulo Tozo
Foto: Reuters


Ao lado de Espanha X Chile, Brasil X Portugal era o outro dos jogos que eu tanto aguardava nessa 1ª fase da Copa.

Espero que espanhóis e chilenos me brindem com um futebol de verdade. Por que portugueses e, sobretudo brasileiros, mostraram um joguinho muito do sem vergonha.

Vamos aos fatos?

Ficou evidente mais do que nunca de que a seleção do Dunga compadece de uma tremenda falta de talento.

Safra ruim do país? Que nada.

Não jogaram Kaká e Robinho e em seus lugares entraram Daniel Alves, um lateral direito, além de JÚLIO BAPTISTA. Julio Baptista pode ser um jogador voluntarioso, que se entrega, as vezes mete seus golzinhos. Mas não pode ser jogador da seleção brasileira. Pode menos ainda ser o substituto imediato do único craque do time. Mais ainda quando podiamos ter Ronaldinho Gaucho e Ganso.

É chover no molhado falar de quem não foi quando já estamos nas 8ª´s de final. Deixa pra lá.
Mas podemos falar de Michel Bastos, péssimo. Felipe Melo, desengonçado e muitas vezes maldoso.

A lateral direita, uma ilha de talento nessa seleção, foi o setor que mais funcionou, ainda assim só na 1ª etapa. Com Daniel Alves dando cobertura, Maicon ganhou ainda mais liberdade para apoiar. Só que isso também prejudicou o lateral do Barcelona, que na partida de hoje entrou para ajudar na armação do meio campo. Resultado? A responsabilidade pela armação da seleção brasileira ficou a encargo de Julio Baptista.

Por aí já dá pra sacar porque o jogo foi tão morno e fraco tecnicamente.

Portugal jogou como joga a seleção brasileira quando está inteira, com inteligência, bem armadinha esperando um ataque do adversário e um descuido na retaguarda. Atacava só na boa. Mas com Cristiano Ronaldo e Tiago apagados, a seleção portuguesa também deixou a desejar.

Os destaques foram Julio Cesar e o gigante Lúcio, pelo Brasil. Além de Coentrão pelo lado português.

Não tinha mesmo como dar jogo.

Dunga pode da próxima vez que seus únicos talentos não estiverem, escalar Lúcio no meio campo. Ou Lúcio no ataque.

O que não dá é ver a seleção brasileira ter um meio campo formado por volantes. Pior ainda. Olhar para o banco de reservas e também só encontrar volantes.

É como diz meu amigo e sócio Rene Crema – “Prefiro ter 10 Lúcios no time”.

Cheers,

21 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Com a cara de seu treinador, Brasil vence e convence. Além disso...

Texto: João Paulo Tozo
Foto: Lancenet


...quero fazer um mea-culpa.

É mais do que óbvio que essa seleção brasileira não é a que eu gostaria que estivesse lá defendendo o histórico da amarelinha. Mas também não posso fechar os olhos para o bom jogo, dentro dos padrões Dunga de Qualidade – também na comparação com baixíssimo nível técnico da Copa até aqui - que a seleção praticou ontem.

Muito motivado por todas as discordâncias que tenho com o técnico Dunga, mantive-me cego diante do desenvolto jogo dos brasileiros. Depois assistindo ao VT, notei os exageros em minhas análises feitas na hora do cotejo.

Aos que comigo assistiram a peleja e torceram a favor enquanto eu buscava os vacilos brasileiros para diminuir seus triunfos, minhas sinceras desculpas.

Não, não estou pedindo perdão pelas críticas que faço há tempos, muito menos revendo meus conceitos futebolísticos. É apenas uma reavaliação da partida de ontem. Afinal, erra mais quem insiste no seu erro. Eu os assumo, quando os enxergo.

Vou também continuar cornetando todas as infelicidades ditas pelo nosso treinador, suas atitudes descabidas e sua intensa busca pelos inimigos da pátria. Como também vou elogiar seu time quando assim for merecido.

Dito isso, vamos ao jogo.

Foi uma vitória baseada na força defensiva e no brilho individual dos poucos que podem produzi-lo. Eis a minha definição da bela vitória da seleção brasileira contra a violenta Costa do Marfim.

Não acho que Kaká tenha mostrado estar recuperado. Acho que ele foi sim, pouca coisa melhor do que contra a Coréia do Norte. O time todo foi. Até Felipe Melo.

Mais do que uma suposta recuperação, Kaká mostrou despreparo psicológico ao cair na provocação marfinense. Tá certo que ninguém tem sangue de barata, mas o futebol é também feito de malandragem. Fosse minimamente malandro e quem teria sido punido seria o jogador africano, não o meia brasileiro, que se não deixou o cotovelo com a violência interpretada pelo marfinense, manteve sim uma postura no mínimo agressiva, quando o jogador chegou fungando em seu cangote. A expulsão, entretanto, foi exagerada.

Kaká foi o jogador que mais errou no time. Segundo números de Mauro Cezar Pereira da ESPN, o meia perdeu 12 bolas ao longo do jogo.

Mas ele deu passe preciso para o gol de Elano. Em uma análise fria, sua atuação foi de razoável para boa.

Boa foi a atuação de Luis Fabiano. Boa e malandra.

Boa quando ele quase fura a rede com o petardo que abriu o placar. Malandra quando ele transforma um gol completamente irregular em uma obra-prima.

Completamente irregular, sim. Dois toques com a mão na mesma jogada. Foi o upgrade do “La Mano de Díos” ou então a “Lá Mano Del Diablo”, como definiu o jornal Hermano “Olé”, em sua manchete na capa de hoje.

Está errado o centroavante? Claro que não. Errou e feio o juizão, que viu sim os toques de LF, tanto que depois as imagens o mostram apontando as infrações para o camisa 9. Afinal é o Brasil, o queridinho.

Mas se até hoje criticamos o verdadeiro “La Mano de Díos” de Maradona e a recente classificação da França para a Copa com a ajeitada de mão de Henry, temos de ser coerentes ao assumir o irregular golaço de Luis Fabiano.

Dois pesos e duas medidas? Comigo não, neném.

Aliás, a arbitragem que foi o ponto negativo do jogo. Errando em lances capitais como na expulsão de Kaká, no gol irregular de Luis Fabiano e permitindo que ao final do jogo a partida virasse carnificina, sobretudo por parte dos marfinenses. Elano quase teve a perna arrancada e é dúvida para a próxima partida.

No frigir dos ovos o Brasil venceu e bem.

Ate porque o feio arrumadinho fica bonitinho.


Cheers,

16 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - E o Brasil sil sil sil estreou com vitória.

Texto: João Paulo Tozo
Foto: Lancenet!


A vitória da seleção brasileira em sua estréia na Copa foi um excelente resultado. Tendo em vista o empate sem gols entre Portugal e Costa do Marfim então, o resultado frente a “poderosa” Coréia do Norte deixa os comandados do professor Dunga em ótima situação no grupo.

Brasil – 3 pontos
Costa do Marfim – 1 ponto
Portugal – 1 ponto
Coréia do Norte – 0 pontos


Esse cenário somado a alguns detalhes da partida brasileira, nos apresenta alguns pontos a se analisar. Alguns bons, outros nem tanto.

Os bons:

O Brasil deve melhorar muito nas próximas partidas. Até por que jogar pior do que ontem é impossível. Sobretudo nos 45 primeiros minutos e mais a metade do 2º, onde a seleção brasileira mostrou um futebol pífio.

O retrospecto do time do Dunga mostra que contra adversários frágeis o time parece absorver a ruindade alheia. O contrário ocorre quando o rival tem qualidade.

Com a vitória de ontem somado o empate do outro jogo do grupo, basta ao time de Dunga vencer a Costa do Marfim e estará classificado.

Maicon e Juan do time titular, mais Nilmar, Ramirez e Daniel Alves que entraram ao longo da partida, deram demonstrações de que chegam bem a Copa. Robinho teve alguns highlights também.

Outros nem tanto:

Costa do Marfim e Portugal certamente farão placares mais elásticos contra a pior seleção do mundial.

Caso o Brasil empate os dois próximos jogos, no que eu não acredito, mas que não é nada absurdo de acontecer, a classificação para as 8ª´s de final pode ir para a vala. O critério de desempate será o saldo de gols.

Já é mais do que sabido que o time de Dunga é dependente do futebol de Kaká. Ontem vimos que o meia não tem condições físicas de jogar. Sabemos também que Dunga é teimoso, e tirar o meia do time seria dar o braço a torcer para os críticos. A tendência é que se tiver de morrer abraçado ao seu erro, ele assim o fará.

Felipe Melo foi o Felipe Melo de sempre, então não conta. Michel Bastos assustado e Luis Fabiano que esteve inexistente foram, além de Kaká, as grandes decepções da estréia.

O que o Dunga pode fazer para melhorar esse joguinho da seleção?

Pode entrar com o time que terminou o jogo. Sem Kaká e com Nilmar no ataque na posição original de Robinho. Robinho fica mais recuado fazendo a função que Kaká deveria ter feito e não fez. Mais do que tudo isso, Dunga pode entrar com Ramirez no lugar de Felipe Melo, ganhando assim qualidade na saída de jogo, sobretudo para alimentar os contra-ataques que deverão acontecer contra seleções que atacam, como Costa do Marfim e Portugal.

Dunga pode ter um pouco mais de paciência com Elano, afinal esse é um dos seus fiéis escudeiros. Mas eu já entraria com Daniel Alves no lugar do camisa 7. Aliás, Dunga já preparava essa alteração quando Elano marcou o seu gol.

No frigir dos ovos a seleção brasileira estreou com vitória e já assumiu a liderança do grupo. Há quem se contente com isso. Só com isso.

Cheers,

7 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Corinthians Campeão Mundial Sub-18. A bola usada era redonda.

O sub 18 do Corinthians sagrou-se campeão do mundo ao bater o Chivas por 1X0, gol de Kelvin.

Tá legal. E daí?

E daí que a conquista é relevante, já que mais uma vez prova o quanto é forte a base do Timão.

Além do feito da molecada alvinegra, a conquista mostra que para quem não procura pêlo em ovo, futebol é coisa simples. A bola é redonda para todos.

Nesse caso, ela é Jabulani para todos.

Porque digo isso?

Porque a molecada do Timão jogou toda a competição com a tal bola que não “presta” ou que é “sobrenatural” para alguns dos jogadores do Dunga.

Vão catar coquinhos e joguem o que sabe. Se o que sabem for suficiente para sermos campeões do mundo, ótimo. Não preparem desculpas para o caso de acontecer o contrário. O “Timãozinho” passou por times como Valencia, Real Madrid, Boca Jrs e o Chivas. Não teve Zimbábue e nem Tanzânia no caminho.

Além da desculpa pronta para uma possível eliminação precoce na Copa, esse papo de criticar a bola parte de jogadores, que não por acaso, possuem contratos de publicidade com uma marca rival da que produz as bolas das Copas.

A bola é “sobrenatural” porque ganha velocidade quando chutada.

Conversa mole de Luis Fabiano, que se “esqueceu” do fato de que lá eles contam com altitude, que reduz o atrito da bola com o ar, o que já dá a ela uma movimentação diferente de quando chutada ao nível do mar – de qualquer bola- e que não por acaso, é um fator de desequilíbrio em muitos dos jogos aqui na nossa Libertadores. Torneio pelo qual o próprio Luis Fabiano já jogou pelo São Paulo, mas que nunca reclamou da bola, mas sim da altitude.

Fato é que a garotada do Corinthians jogou com a Jabulani e ganhou. Ganhou porque foram melhores, jogando uma bola redonda, com uma bola redonda. A mesma que esteve nos pés da molecada do Boca e do Real.

Que a nossa seleção possa jogar uma bola redonda também, mais redonda do que a bola dos adversários. Que irão jogar com a mesma bola que a seleção, que não por acaso e ainda bem não é quadrada, mas redonda.


Esta é a Jabulani. Uma bola bonita, moderna e redonda

Ainda no ritmo do tango e já saudoso de Buenos Aires, onde estive no último feriado, despeço-me da nobre ferocidade que nos acompanha com o clássico de Carlos Gardel - Por una Cabeza

Cheers,

12 de mai. de 2010

Chazinho de Coca - Uma seleção de volantes. Culpa de Ricardo Teixeira.

Quando se pensa em seleção, seja ela do que for, imagina-se a escolha das melhores peças, animais, vegetais, pessoas, jogadores – de futebol, inclusive.

Mas para que essa escolha possa se aproximar do que se entende por justiça, o selecionador deve também ter sido escolhido baseado em seus êxitos, em seus trabalhos anteriores.

No caso mais específico da seleção brasileira de futebol, o sujeito responsável por selecionar os melhores atletas do país deve também ser o melhor ou estar entre os melhores do país.

Dunga sequer era técnico de futebol quando Ricardo Teixeira, o dono da CBF e conseqüentemente do futebol brasileiro, o chamou para assumir o principal posto do esporte que é a paixão nacional.

Então antes de qualquer cornetagem, vamos debitar da conta da CBF do Ricardão a culpa por qualquer insatisfação gerada pela seleção escolhida pelo capitão do tetra.

Feito isso, vamos tentar pensar com a cabeça do Dunga.

Como jogador Dunga foi um voluntarioso volante, aguerrido, comandante em campo. Seu principal mérito não era como jogador, mas como líder.

Marcou uma era de futebol pouco vistoso do Brasil, a chamada “era Dunga”. Depois conquistou o tetra, numa seleção que tinha Romário e Bebeto como estrelas.

Não por acaso o selecionado de Dunga tem a sua cara. Uma zaga praticamente irretocável, deixando margem para discussão apenas na sua lateral esquerda e na opção por Doni no gol, sendo que o cara sequer joga em seu time.

O meio campo de Dunga é de fazer chorar qualquer admirador de um futebol de passes, triangulações, vistoso, de arte, de fazer chorar qualquer admirador do futebol brasileiro. O único verdadeiro meia desse time é Kaká. Cracaço! Mas que vem de uma temporada irregular, além de seguidas contusões. Se Kaká vier a faltar ou se necessário for dar mais qualidade ao setor, Dunga terá de improvisar.

Não, não me venha dizer que Elano é meia. Não é. Julio Baptista muito menos. Exceto Kaká, todo o resto do setor é formado por VOLANTES. Sejam 1º´s ou 2º´s, mas volantes. Volantes, como foi Dunga. Dunga que não tem em seu meio sequer um “Dunga”, no quesito entrega.
Muito menos um Mauro Silva, menos ainda um Mazinho. Ambos, 2º´s volantes na Copa de 94. Ambos, melhores que todos os volantes que Dunga chamou.

Sequer igualar aquela seleção que já era bastante pragmática Dunga conseguiu.

O ataque de Dunga não é lá tão passível de críticas. Mas levar Grafitte e ao mesmo tempo vender o papo de coerência é demais pra minha cabeça. Nada contra a opção. Grafitte vem bem no futebol alemão.

Mas com Dunga Grafitte teve apenas UMA oportunidade e jogou somente vinte e poucos minutos.

Diego Tardelli foi chamado mais de uma dezena de vezes e também vem bem no futebol brasileiro.

Pesou o que aqui? O país onde cada um exerce o seu jogo? O futebol alemão é realmente a cara do Dunga. O brasileiro não.

Se a justificativa para não levar Ganso (e Neymar) é a tal da experimentação e Grafitte carimbou sua passagem para a África atuando somente vinte e poucos minutos, então para mim a palavra de ordem de Dunga é a “incoerência”.

Torcer para essa seleção do Dunga será realmente um exercício patriótico para mim. O meu lado passional, muitas vezes ufanista, irá me dizer – “Vai Josué, tabela com o Gilberto Silva e arma pro Julio Baptista marcar um gol de placa”. Já o racional, antes de duvidar que a cena descrita possa ser capaz de acontecer, irá juntar forças com o lúdico, onde pensarei que se essa seleção faturar o hexa, o verdadeiro futebol brasileiro terá saído derrotado, levantando a taça uma seleção de volantes que bem poderia ser a seleção alemã – com todo o respeito que os tricampeões mundiais merecem.

Obrigado Ricardo Teixeira.

11 de mai. de 2010

Chazinho de Coca - O Dia D (de Dunga) sob a análise do Ferozes FC e seus comparsas.

Segue abaixo a transcrição fiel de todos os debates pertinentes (ou não) realizados ao longo do dia D(de Dunga) da seleção brasileira que irá disputar a Copa do Mundo. Debates retirados do Grupo de discussões do Blog Ferozes Futebol Clube no Facebook. Se você tem perfil no Facebook, junte-se a nossa ferocidade.
Agradecimentos especiais aos amigos que participaram.


Segue:

1º - João Paulo Tozo Confira os convocados de Fabio Capelo para a seleção da Inglaterra. Uma das favoritas ao título. Na opinião desse pobre corneta:

http://esportes.terra.com.br/futebol/copa/2010/noticias/0,,OI4424711-EI14416,00-Inglaterra%20convoca%20lesionados%20e%20confirma%20volta%20de%20zagueiro.html

2º - João Paulo Tozo Marcello Lippi e os seus 30 convocados para a busca do penta italiano. Sem Totti:

http://esportes.terra.com.br/futebol/copa/2010/noticias/0,,OI4424708-EI14416,00-Sem%20Totti%20e%20Amauri%20Italia%20convoca%20jogadores%20para%20a%20Copa.html

3º - Cláudio Roberto da Silva Convoca o Ganso!!!

João Paulo Tozo

Não convocar o Ganso é um desserviço do Dunga a nação. Assim como levar gente que não é titular nem em seus clubes. Ganso já!

Cláudio Roberto da Silva

F*** né????

João Paulo Tozo

O Brasil do Dunga pode ser campeão? Pode. Afinal é Brasil, favorito por usucapião. É favorito por mérito técnico? Pelo menos pra mim não.

4º - João Paulo Tozo Vicente Del Bosque e os convocados da Espanha. A minha favorita a Copa desse ano. O meio campo e o ataque da Furia é sacanagem. Torres mesmo machucado, vai!

http://copa2010.ig.com.br/selecoes/espanha/espanha+divulga+prelista+de+convocados+para+a+copa/n1237615536162.html

5º - João Paulo Tozo 40 minutos para o Dunga levar o Doni pra Copa. Ou não.

6º - João Paulo Tozo Seguem os 23 convocados:

Goleiros: Julio Cesar, Victor, Marcos
Laterais: Maicon, Daniel Alves, Roberto Carlos e Michel
Bastos
Zagueiros: Juan , Lucio, Alex Silva, Thiago Silva
Meio campo: Ramirez, Lucas, Elias, Kaká, Ganso, Gaucho e
Anderson
Atacantes: Fred, Nilmar, Kleber, Luis Fabiano e Tardelli

João Paulo Tozo

Claro que essa lista é minha, não do Dunga. hahaha

Thiago Cappi

Eu chamaria o Borges antes do Tardelli


João Paulo Tozo

hahaha. Acho que qualquer um dos 2 serve para o lugar do churrasqueiro Adriano.

João Paulo Tozo

E Kleber Gladiador e Fred indo e Robinho ficando. Carimba?

Thiago Cappi

Sempre. Os dois jogam bem mais. O “firulinha” não engana (quase) mais ninguém. Acerta uma jogada a cada 10 que tenta por jogo.

Thiago Cappi

Eu sou fã do Dunga, mas levar Doni, Julio Baptista e Adriano seria de f****!

João Paulo Tozo

Cara, pior que o “Firulinho” engana sim. Na maior parte das listas que vejo, ele está lá. É meio que usucapião.

7º - Thiago Cappi Empresário do Doni merece tópico próprio.

Thiago Cappi

É muito bom naquilo que faz

João Paulo Tozo

Rapaz, como que o Dunga faz pra assistir aos treinamentos da Roma?

Jurandir Joy

Deve ser o mesmo do Gustavo Nery.

João Paulo Tozo

E do Afonso Alves.

8º - Vinnin Lopes Torceremos para o Kaka voltar a ser um grande jogador no meio da Copa ou para ser cortado antes de começar?

João Paulo Tozo

Machuca Kaka, entra quem? Brasil leva 1 gol e o time adversário se fecha. Entrar na base do toque de bola não dá. Quem vai romper individualmente a marcação? Julio Baptista?

Vinnin Lopes

El Tanque Baptista hohohhoho

Vinnin Lopes

Quem sabe teremos surpresas nos 7 anões que irão ser revelados logo mais no site da CBF ???? (poderia ter no mínimo um Alex ou sonhando um R. Gaúcho)

João Paulo Tozo

Ah rapaz e você acha mesmo que um desses 7 irá trocar de lugar com os 23?

9º - Deborah Falbo adorei a convocação do grafite!! :)

Thiago Cappi

Grande acerto do Dunga hoje.

João Paulo Tozo

Nada contra. Mas o Fred e o Kleber Gladiador seriam minhas escolhas.

10º - Jurandir Joy Agora é torcer para uma briga generalizada num rachão da seleção para entrar os 7 estepes que apesar de nem fazer idéia de quem são, com certeza são ou estão melhores do que os atuais.

João Paulo Tozo

Certamente os 7 estepes são todos aqueles que nós queríamos. Hahahaha

Jurandir Joy

Cara, eu nem esperava mesmo que ele fizesse grandes mudanças na seleção, mas pelo menos tinha que ter o Gaúcho e o Ganso. Quem vai ser o reserva do Kaká?

João Paulo Tozo

É que eu venho perguntando há tempos, rapaz. Ganso e Gaúcho comentando a Copa pela TV é um desserviço a nação.

11º - João Paulo Tozo A coletiva do Dunga está sendo uma das maiores patacoadas dos últimos tempos. Só pérola.

12º - João Paulo Tozo Para o Técnico da Seleção, o Aparthaid pode ter sido ruim, ou não. A escravidão pode ter sido ruim, ou não. A ditadura militar pode ter sido ruim, ou não.

13º - João Paulo Tozo Cicero Melo da ESPN deu uma voadora no pescoço do Dunga. Dunga disse que Neymar e Ganso são jogadores de futuro. Cicero perguntou sobre que futuro Dunga quis dizer, já que futebol é presente. Emendou dizendo "Graças a Deus você não era o técnico em 58 ou o Pelé não teria ido a Copa" - Fatality!

Jurandir Joy

Li no orkut que o Felipe Mello quebrou o pau com o PVC pelo telefone.

João Paulo Tozo

Vamos ver se achamos o áudio disso.

Jurandir Joy

Tá aqui - http://bit.ly/c5pKQL

14º - João Paulo Tozo Perguntado sobre suas 2 experiências na seleção, como jogador e técnico, Dunga fez um paralelo entre as situações. Depois de muito filosofar, disse que em 90 ele foi acusado de ser o culpado pelo fiasco "Lazaresco" e que em 94 ele ganhou nova oportunidade para reescrever sua história na seleção.

Porque raios então ele não deu a mesma chance ao Ronaldinho Gaúcho? #sematadungafail

15º - João Paulo Tozo Uma ausência de Adriano em meio a um oceano de Donis, Josues, Julio Baptistas, Gilberto Silvas - erroS e acerto de Dunga.

16º - Thiago Cappi Dunga

Thiago Cappi

Ganhou tudo q disputou até agora, nao se esqueçam.

João Paulo Tozo

Isso é uma verdade. Mas não exclui que se analisem as opções do "prof".

17º - João Paulo Tozo @thiagocappi E ninguém ainda fez a piada de que o parceiro ideal de ataque pro Grafite é o Valdir Papel?

18º - João Paulo Tozo Dos jogadores que voltaram ao Brasil em
busca de uma chance na seleção, nenhum se deu bem: Adriano, Fred,
Vagner Love. Robinho não se encaixa. Ele já era da seleção do Dunga.
Retornou para não perde-la.

19º - João Paulo Tozo Eu sou um corneta confesso do Dunga. Mas quando penso que na França o técnico é o Domenech e que na sua seleção para a copa ele deixou de fora "SÓ" o Benzema e o Nasri, penso que estou reclamando de barriga cheia.

http://esporteinterativo.terra.com.br/mais-futebol/copa-do-mundo/franca-anuncia-lista-para-a-copa-sem-benzema-nasri-e-mexes/?utm_source=feedburner&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed:%20com/EI%20%28%20%C3%9Altimas%20Not%C3%ADcias%20-%20Esporte%20Interativo&utm_content=Twitter

20º - João Paulo Tozo Os 7 suplentes de Dunga: Ganso, Gaúcho, Alex (Chelsea), Tardelli, Carlos Eduardo, Sandro e Marcelo (Real Madrid).

Coerência?

Convocação da Seleção Brasileira - Copa da Africa 2010


Nosso excelentissimo técnico e brucutu Dunga escalou de uma vez por todas (ou não?) nossa seleção e acabou com todos os burburinhos que se ouvia nos 4 cantos do Brasil, finalizou toda aquela panelada sobre chamar Neymar e Ganso, tambem não quis mais saber de Ronaldinho, aquele, o Gaucho e tambem dispensou os serviços do bon vivant Adriano, quantos aos convocados, eis os escolhidos:

Goleiros
Júlio César (Inter de Milão-ITA)
Gomes (Tottenham-ING)
Doni (Roma-ITA)

Laterais
Maicon (Inter de Milão-ITA)
Daniel Alves (Barcelona-ESP)
Gilberto (Cruzeiro)
Michel Bastos (Lyon-FRA)

Zagueiros
Juan (Roma-ITA)
Lúcio (Inter de Milão-ITA)
Luisão (Benfica-POR)
Thiago Silva (Milan-ITA)

Volantes
Gilberto Silva (Panathinaikos-GRE)
Felipe Melo (Juventus-ITA)
Josué (Wolfsburg-ALE)
Kleberson (Flamengo)

Meias
Elano (Galatasaray-TUR)
Ramires (Benfica-POR)
Kaká (Real Madrid-ESP)
Júlio Baptista (Roma-ITA)

Atacantes
Luís Fabiano (Sevilla-ESP)
Nilmar (Villarreal-ESP)
Robinho (Santos)
Grafite (Wolfsburg-ALE)


É bom torcer pra tanto Julio Cesar quanto Gomes não se machucarem, senão serão emoções pra la de fortes ...

10 de mai. de 2010

Chazinho de Coca - A minha seleção Brasileira.

Levando em consideração que amanhã é o dia D para Dunga e os seus convocáveis, farei o doce e saboroso exercício de escalar a minha seleção brasileira. A que ao contrário da “dunguistica”, poderia representar o que entendo ser o futebol brasileiro.

Já adianto que se PH Ganso e Ronaldinho Gaucho forem, passo a acreditar na possibilidade do hexa. Caso contrário, só tendo muita sorte mesmo. Afinal é Brasil e muitas coisas conspiram a favor da nossa seleção em Copas. Mas a seleção do Dunga não tem qualidade técnica. Isso é evidente. E os que poderiam dar algum diferencial estão mal em seus clubes e/ou voltando de contusão.


Se ele levar o Adriano aí eu desisto. Até porque todo o pasteurizado discurso de comprometimento terá se mostrado furadissimo. Basta dizer amém a sua igrejinha que o cara é convocado.


Quando vejo o Drogba fazendo o que fez ontem. Robben, Sneijder, Lampard, Messi, Rooney, Torres e penso no que Elano, Julio Batista, Josué, Adriano e demais não estão fazendo, vejo o quanto a seleção vai depender de Maicon, Lucio e Julio Cesar.


Ganhar a qualquer custo, com gol de mão, impedimento e seja lá o que mais, serve para o meu time. Se puder jogar bem, beleza, caso contrário, ganhe como der. Já a seleção tem obrigação de jogar bem. O técnico inventado pode escolher os melhores.


Eu não posso fazê-lo. Mas posso imaginá-lo. Seguem os meus selecionados:


Goleiros: Julio Cesar, Victor, Marcos


Laterais: Maicon, Daniel Alves, Roberto Carlos e Michel Bastos


Zagueiros: Juan , Lucio, Alex Silva, Thiago Silva


Meio campo: Ramirez, Lucas, Elias, Kaká, Ganso, Gaucho e Anderson


Atacantes: Fred, Nilmar, Kleber, Luis Fabiano e Tardelli


Faça esse doce exercício também. Escale a sua seleção brasileira e confronte com a do Dunga.


Cheers,

30 de mar. de 2010

Chazinho de Coca - Colocando os pingos nos “I´s”


Ontem na gravação do 3º Programa Ferozes Futebol Clube, que irá ao ar hoje, às 20:00, entre uma discussão e outra, nós acabamos demandando maior atenção a questão Dunga, seleção brasileira e seleções favoritas à Copa.

Entre uma exaltação de ânimo e outra, entre uma ferocidade e outra, acabei dizendo que esse time do Dunga não me representa em nada e que portanto eu não irei torcer para o Brasil.

Antes que o camarada feroz me escute dizer isso e já interprete que esse pobre escriba não passa de um “Diogo Mainardi” da vida, que não gosta do Brasil e coisa e tal. É bom que eu esclareça que, seja em discussões futebolistas, políticas ou de qualquer outro cunho, o meu posicionamento é sempre favorável ao Brasil. Muitas vezes sou acusado de ufanismo. O que na real nem acaba me ofendendo, muito pelo contrário.

A verdade é que exatamente por eu ter esse sentimento patriótico exacerbado, é que eu acabo sendo tão contrário as ações dunguisticas frente a essa instituição que sempre nos representou tão bem. A “igrejinha” do Dunga, onde dizer amém as suas patacoadas é mais importante do que condição técnica, me deixa desanimado.

Sinceramente eu não sei até que ponto é bom para o futebol brasileiro, e mesmo mundial, que essa seleção do Dunga obtenha êxito na Copa.

“Ahh, mas na Copa de 94 a seleção era burocrática e todo mundo comemorou o título”.

Verdade, eu inclusive. Com 15 anos eu não tinha exatamente um senso crítico definido. E as circunstâncias também favoreciam um título a qualquer custo. 24 anos sem títulos, sem finais. Alemanha e Itália empatadas com o Brasil em títulos, podendo nos deixar para trás como o “pais do futebol”.

Não é mais o caso.

Não adianta esperar futebol de plástica, de arte, pois com Elanos, Julios Baptistas e figuras do tipo ele não vai ocorrer. Kaká vem muito mal das pernas e os que hoje praticam esse futebol característico do brasileiro, não irão à Copa – Ronaldinho Gaúcho, Ganso, Neymar e afins.

Afins? Pois é, finalizei com “afins” pois não me vem muitos outros a mente não. A atual geração do futebol brasileiro não é das mais ricas nesse quesito.

“Então você acaba dando razão ao Dunga, já que ele não possui grandes opções para compor a seleção”

Há poucas opções, mas elas existem e eu as citei logo acima. Só que o “professor” não irá levá-las.

Diga-me um atacante brasileiro que esteja melhor do que o Neymar atualmente? Dois meias que estejam mais exuberantes do que Ronaldinho Gaucho e Ganso?

Neymar e Ganso são Jovens? São. Pelé era em 58. Ronaldo “Fenômeno” era em 94. Kaká era em 2002. Todos foram para a Copa, na flor da idade e por merecimento técnico, não “religioso”.

Agora outro exercício.

Aponte-me um centroavante brasileiro no mundo que esteja jogando mais do que o Fernando Torres?

Um atacante que esteja em melhor momento do que Wayne Rooney, do que Carlito Tevez?

Um meia atacante que esteja melhor do que o Messi?

O Brasil do Dunga depende exclusivamente da condição técnica de Kaká, que está em péssimo momento no Real Madrid.

Não por acaso, a Espanha de Torres, a Inglaterra de Rooney e a Argentina de Messi e Tevez são as minhas 3 favoritas à Copa.

“Tá louco? E Itália e Alemanha?”

Essas são eternas favoritas, mesmo que por usucapião. Assim como o Brasil, ainda que com Elanos, ainda que com Julios Baptistas, ainda que com Dunga.

Mas o eterno favoritismo adquirido dessas seleções não me exclui o direito de apontar os meus favoritos analisando meramente a questão técnica. Nesse ponto, Nem Alemanha, nem Itália e com dor no coração, nem o Brasil, estão.

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Programa Ferozes Futebol Clube, hoje, às 20:00. Acesse:


11 de mar. de 2010

Chazinho de Coca - Kaká, Ronaldinho Gaucho....! Esse assunto tá cansando, mas dá muito pano pra manga.

O povo clama por Ronaldinho Gaucho na Copa. Dunga deposita suas esperanças em Kaká.
Se formos olhar pelo que os dois (não) fizeram ontem nos jogos de seus clubes, pelas oitavas de final da Champions League, a Copa do Mundo que se aproxima pode ser decepcionante para todos nós.

O Milan de Ronaldinho enfrentou o mais copeiros dos clubes europeus da atualidade, o Manchester United. E se o único craque do time italiano ficou preso na marcação do razoável coreano Park, o seu Milan só chegou até ali graças aos bons jogos praticados pelo camisa 80.

O Milan não é nem medíocre, é fraco mesmo. Huntelaar é uma espécie de Robert com grife. Pirlo não pratica o que dele se espera há tempos. Sobra então tudo nas costas do Gaucho. Se ele joga como o Gaucho de outrora, algo acontece. Se não joga, como ontem, então a diferença monstruosa entre o Milan e seus principais adversários fica evidente.

Logo no início do jogo o Milan quase abre o placar. De cabeça, ele, o Gaucho, quase balança as redes. Se aquele gol acontece, a marcação de Park certamente afrouxaria, Ronaldinho inflamaria a sua atuação e algo poderia ter acontecido de diferente.

Poderia é algo que soa como “se”. E “se” não joga. Mas e “se” Rooney não fosse o melhor jogador do mundo atualmente, possivelmente ele não teria feito o gol que fez na seqüência do perdido pelo Gaucho. Mas ele é, hoje, o grande atacante do mundo. E ele fez o gol. A vantagem do United que era grande, ficou enorme. O Milan que é um timinho, estremeceu e se apequenou ainda mais. O massacre era questão de tempo. E Rooney deu cabo de que ele acontecesse.

O Milan tem no seu comando um técnico inventado, como inventado também é o técnico da seleção brasileira. O que os difere são os números. Os de Dunga, apesar de tudo, são incontestáveis. Os de Leonardo são de dar pena.

O United joga, desde a saída de Cristiano Ronaldo, com Nani e Valencia espetados. São cracaços? Longe disso. Mas taticamente o United é perfeito. Trabalho de Alex Fergusson, potencializado pela fase irrepreensível de Rooney.

Rooney estará na Copa. Na Inglaterra ele não é a única estrela, mas divide as responsabilidades com jogadores do calibre de Gerrard, Lampard, entre outros. Se Rooney por um acaso não estiver bem em alguma partida, certamente algum desses outros estará.

Na seleção brasileira, se Kaká não estiver bem, como há tempos não vem estando, quem poderá cobrir a falta desse fator de desequilíbrio? Elano? Julio Batista? Poderá ser o Gaucho que fez o Milan chegar a um lugar onde sua qualidade não o credenciava. Poderá, mas não deverá ser. Dunga não quer.

O Real Madrid, do meia Kaká, também foi eliminado ontem. Não vergonhosamente como o Milan de Ronaldinho. Mas os investimentos de quase 700 milhões de reais feitos pelo time de Madri tornam a eliminação frente ao razoável Lyon, mais um capítulo triste na história recente do time. É a sexta eliminação consecutiva dos milionários da bola nas fases de oitavas de final. Pouco, muito pouco. Principalmente se for pensar que de todas as estrelas contratadas para brilhar nesse time, só Cristiano Ronaldo tem feito algo que mereça elogios. Kaká é constantemente vaiado pela torcida e massacrado pela imprensa local. Higuain é uma máquina de perder gols.

Mas o que nos interessa é Kaká. É Ronaldinho Gaucho.

O que quero dizer com tudo isso é que assim como Leonardo é um técnico novato no banco do Milan e depende muito mais dos lampejos de Ronaldinho para conseguir algum feito positivo, do que de alguma astúcia tática própria. Dunga também o é no banco da seleção. Astúcia tática ele já mostrou não ser o seu forte. Conta a favor os êxitos. Mas sabemos que não há brilho no futebol da seleção. A dependência de Kaká é enorme.

Se Kaká não fizer boa (as) jornada (as), o Gaucho que torna o Milan menos ridículo do que é, poderia fazer esse papel.

O que escrevo também serve de resposta para os “dunguistas”, que estão usando do jogo de ontem para cornetar Ronaldinho. Falta senso crítico a eles. Se Ronaldinho deve ser penitenciado por ontem, Kaká deve pela temporada toda. E em ambos os casos, a grande penitenciada será a seleção, que parece ser do Dunga, mas é brasileira.



Despeço-me do feroz, corneta ou não, ao som de Leonard Cohen – Hallelujah


Cheers,

8 de mar. de 2010

Chazinho de Coca - Confusões de Adriano podem transformar convicções de Dunga em nota de 3 reais.

O Flamengo admitiu o que todo mundo já sabia – Adriano tem problemas com o álcool.

Quando se contrata Adriano, contrata-se todo um “kit”, que nada mais são dos que as suas exigidas regalias, passadas de mão em sua cabeça, além claro, dos altos valores empregados em sua contratação e vencimentos mensais.

Em troca espera-se nada além do que gols. Adriano precisa ser a diferença. E ele foi em 2009. Sem o Imperador o Flamengo dificilmente teria sido campeão brasileiro.

Assim sendo, os problemas extra campo do jogador ficaram em 2º plano.

Mas e se ele deixa de resolver? Pior. E se ele deixa de jogar?

Daí qualquer fagulha vira incêndio. Só que nesse caso não foi só uma fagulha, mas uma tocha jogada num palheiro. A briga do Imperador com sua namorada/noiva/ex/sei lá o que e que causou um quebra-quebra, inclusive de carros dele e de outros jogadores do Flamengo e sua posterior “afogada de mágoas” no álcool, resultou na ausência do jogador não apenas em partida válida pelo “empolgante” Cariocão, como será desfalque em partida importantíssima pela Libertadores.

Segundo informações do jornal Lance, Adriano já faltou em 50% dos treinos desde seu retorno a Gávea.

Opa, então o custo benefício parece não estar sendo válido. Afinal, Adriano não é o Ronaldo, que mesmo sem jogar absolutamente nada pelo Corinthians em 2010, ainda gera receitas valiosíssimas ao clube de Parque São Jorge.

Só que nesse rolo todo, um personagem alheio ao Flamengo passa a ser o foco dos holofotes - O técnico da seleção da CBF, Dunga.

Dunga vende para o mundo que a sua seleção é a união de pessoas compromissadas, de jogadores que não se entregam aos encantos da noite. Usa esse artifício para justificar a não convocação do brasileiro que apresenta hoje o melhor futebol dentre todos os “selecionáveis” – Ronaldinho Gaucho.

Assim como o utiliza para dar luz as suas escolhas de gosto duvidoso – Felipe Melo, Julio Batista, Elano e afins.

Se Ronaldinho é baladeiro, Adriano deve ser o host oficial do circuito do funk carioca e do churrasquinho na laje.

Nada contra. Adoro churrasco, na laje ou não. Detesto funk carioca, mas aí é questão de gosto pessoal.

Só que o Dunga vai ter que decidir se continua convocando o Adriano e não o Gaucho ou mesmo os dois, e por fim demonstrar para todos nós, seus corneteiros de plantão, que suas convicções são mais falsas do que nota de 3 reais.

Ou então ele pode agir de acordo com o que prega e não levar nenhum dos dois. Ou até mesmo, cortar Adriano e levar Ronaldinho, usando como justificativa a análise técnica. Que é o que realmente importa.

Uma coisa é certa. A situação Dunguistica é facilmente resumida com a palavra: “TENSO”

3 de mar. de 2010

Chazinho de Coca - O grande risco de Dunga.

E a seleção da CBF terminou sua preparação para a Copa de 2010 com vitória por 2X0 contra a Irlanda. Praticamente jogando em sua casa, já que a partida contra a Irlanda foi a 5ª no Emirates Stadium (das quais venceu quatro e perdeu somente uma), a seleção mostrou suas duas faces.

No 1º tempo foi um time apático, vivendo de contra-ataque, vivendo da esperança de boas jogadas de Kaká e Robinho. Só isso.
Kaká foi mal, como vem sendo na maior parte do tempo no Real Madrid. Robinho tentou, ciscou, mas sozinho, pouco produziu. A Irlanda só não saiu na frente porque o juiz não deu pênalti claro de Juan.

Contra-ataque é uma reação ao ataque. Deve ser uma importante arma de qualquer time. Não a única. Se o adversário não ataca, não há contra-ataque, isso é óbvio. Mas o 1º tempo do Brasil tentou viver disso.

O gol de Robinho, em posição irregular, pode servir para o técnico inventado pela CBF, como mais uma de suas batidas justificativas quando indagado sobre a falta de variação tática de seu time. Afinal, os números não mentem. Mas as vezes eles enganam.
Pode ser que para ele basta - Só pra ele? - Que nada, existe uma extensa turma vivendo do “oba-oba” dessa burocrática seleção.

No 2º tempo o capitão do tetra acertou a mão – sim, ele não vive só errando - o Brasil passou a atacar e ser o contra-atacado.

Daniel Alves, um dos acertos de Dunga ao longo de sua estadia no comando da seleção canarinho, entrou para jogar no meio, como vem sendo no Barcelona, onde ele come a bola.

Dalí surgiram as boas jogadas brasileiras no jogo. Kaká ganhou parceria e também desabrochou, ainda que longe de ser o que se espera da estrela da companhia.

Robinho marcou o 2º gol, mas dessa vez o juizão acertou ao anular. O companheiro de Neymar no Santos continuou sendo o jogador mais agudo e continuava criando oportunidades - e as desperdiçando. Até que em uma linda triangulação – elas também acontecem – envolvendo Kaká, Grafite e Robinho, o santista finalizou bem - um golaço!

Tudo lindo? Para o jogo de ontem até que foi. Para a Copa, pelo menos para mim, não.

O adversário de ontem foi a boa Irlanda. Contra a boa Irlanda o time do Dunga tomou pressão, foi atacado e na busca de seu maior trunfo, o contra ataque, viu a principal engrenagem de sua “máquina” falhar. Kaká esteve em má jornada. Ele vem tendo más jornadas. É um baita jogador, mas ainda não é no Real Madrid o que foi no Milan, além de sofrer com a tal da pubalgia (nome feio pacas) que, numa situação extrema, pode “nos” deixar sem a única estrela com condição de realmente desequilibrar nesse time dunguistico.

Mas pombas, é a única porque o Dunga quer.

Logo na 1ª fase da Copa a seleção encara Costa do Marfim e Portugal. Dois adversários pomposos, de qualidade. Bem mais fortes que a Irlanda de ontem.

E se numa situação, plenamente possível, um desses times abre o placar contra o Brasil, se fecham com 11 atrás da linha da bola e abdicam de atacar? Contra-ataque já era. Kaka é craque, mas não é o cara que destrói defesas com jogadas de habilidade. Quem é nesse time, o Julio Batista? O Elano? Pelo amor de Deus.

Em 2006 Dunga fez parte da sua hoje “inimiga” imprensa. Comentou a Copa pela Bandeirantes e também fez coro contra aquele “oba-oba”, contra aquela falta de comprometimento, que de fato houve.

Que de fato houve e teve como principais “culpados” os mesmos Adriano e Robinho, hoje intocáveis de seu time. Que teve também Ronaldinho Gaucho, hoje, o jogador mais importante do Milan. O jogador brasileiro que mais vem fazendo a diferença em seu clube, dentre todos os selecionáveis, dentre todos os selecionados do Dunga. O jogador que tem inerente a sua condição técnica, a maior possibilidade de ser a peça fundamental para que esse esquema do Dunga vingue quando precisar romper um sistema defensivo de 11 jogadores, tendo já seu time em desvantagem.

Mas se para Robinho e Adriano o perdão foi concedido por vossa majestade Dunguistica, a Ronaldinho Gaúcho parece ter sido destinado “apenas” o clamor público.

Dunga diz que segue hoje o que a imprensa e a opinião pública tanto cobraram em 2006 – comprometimento. E diz isso como uma empáfia característica.

Há uma tremenda contradição nas justificativas do professor.

Se para justificar as presenças de alguns jogadores, a opinião da imprensa e do público serve de muleta, porque a mesma muleta não conduz Ronaldinho Gaúcho a sua vaga na seleção?

Em 1990 a seleção brasileira de Lazaroni fracassou e teve na figura de Dunga o símbolo maior da derrota. A “era Dunga” - designação atribuida a aquele grupo devido ao pobre futebol apresentado naquela Copa - poderia ter entrado para a história como uma das grandes máculas do futebol brasileiro. E até entrou. Mas o seu principal personagem recebeu a oportunidade de apagar aquela triste passagem, e em 1994, o hoje técnico da seleção, foi um legítimo condutor da força e do comprometimento daquele time tetracampeão.

(Dunga na versão "cromo". Do album de figurinhas que ninguém fez questão de completar.)


Com essa sua atual postura, Dunga comete não apenas um desserviço a uma entidade que não é dele, mas do povo brasileiro. Como também corre o risco de não dar a Ronaldinho Gaúcho a merecida chance que ele próprio recebeu para refazer sua história junto a amarelinha.

19 de jan. de 2010

Do Populacho! Os mesmos na Copa?

Fonte foto: globoesporte.com

Conforme a Copa do Mundo se aproxima o técnico aumentam as especulações sobre as convocações. O problema (ou solução, não defini bem ainda) é que alguns antigos conhecidos da seleção estão sendo pautados para vagas no grupo “canarinho”.

Ronaldinho, Ronaldo e Roberto Carlos têm seus nomes veiculados quase que diariamente para assumir os postos abertos por eles mesmos depois da copa’ 06.

É fato que Ronaldinho, o Gaúcho, vem “comendo” a bola ultimamente, e este seria até “engolível” em uma copa do mundo, pelo tanto que joga, mesmo não tendo apresentado muito com a camisa verdamarela depois de 2002.

Mas Roberto Carlos ainda ajudaria o grupo, depois de tudo o que nos prestou na seleção? Nada a ver com clube, acho que deve arrebentar no Corinthians em 2010! Mas arrebentar no Timão lhe valeria uma vaga? Fato rápido: a seleção não conta com um lateral esquerdo à altura de RC, mesmo levando André Santos até agora. E André Santos somente não faz jogo, precisa mais um lateral esquerdo. Por que não botar RC na reserva, como experiência e para resolver qualquer parada?

O mesmo serviria para Ronaldo! Quem seria melhor do que ele – se em forma - no ataque brasuca? Mesmo na reserva, entrando só para resolver, descansado...

Vou deixar o campo “comentários” aberto para que o caríssimo leitor diga:

Há vaga para estes três na seleção ou no grupo de Dunga?

Abraços!