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26 de out. de 2010

Morre o polvo Paul, "vidente" da última Copa do Mundo


O polvo Paul, que se tornou famoso por “prever” os resultados de diversos jogos da Copa do Mundo, morreu na noite desta segunda-feira. Os responsáveis pelo aquário de Oberhausen (Alemanha), onde o molusco morava, confirmaram a informação nesta manhã.

O animal tinha dois anos e nove meses de idade, um pouco menos do que o tempo médio de vida de um polvo – estimado em três anos. Como ele nunca se reproduziu, o “vidente da Copa” não deixa herdeiros.

Paul ganhou fama ao acertar o vencedor das partidas disputadas pela Alemanha no Mundial. Além disso, o polvo também acertou que a Espanha se tornaria campeã da Copa.

As “previsões” de Paul eram feitas da seguinte maneira: duas caixinhas com as bandeiras dos dois países envolvidos eram colocadas no aquário; cada uma delas continha um pouco de comida. A seleção do recipiente escolhido era considerado o “vencedor” do jogo.

"A administração e a equipe do Oberhausen Sea Life Center ficaram arrasados ao descobrir que o polvo Paul, que alcançou a fama mundial durante a última Copa do Mundo, morreu na última noite”, informou a empresa, em comunicado oficial.

Fonte: UOL

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2010/10/26/morre-o-polvo-paul-vidente-da-ultima-copa-do-mundo.jhtm

13 de jul. de 2010

Ferozes Futebol Clube na Copa - Nossas Seleções

Os Ferozes João Paulo Tozo, Rene Crema e Beto Almeida escolheram suas seleções em cima do que enxergaram nessa “que foi a maior Copa de todos os tempos, amigo”. Confira:


Rene Crema:

Casillas

Maicon, Lucio, Puyol e Lahm

Schweinsteiger , Muller, Sneijder e Iniesta

Forlán e Villa


Beto Almeida:

Casillas

Lahm , Pique, Puyol e Fusili

Xavi, Iniesta, Sneidjer e Fórlan

Muller e David Villa.



João Paulo Tozo:

Casillas

Sérgio Ramos, Piqué, Puyol e Coentrão

Iniesta e Schweinsteiger, Muller e Sneijder

Forlán e Villa.


Unanimidades: Casillas – Puyol - Iniesta – Sneijder – Villa – Forlán

12 de jul. de 2010

Chazinho de Coca - Apostar na Espanha era apostar no futebol. Parabéns, Espanha. E obrigado.


Texto: João Paulo Tozo
Foto: Reuters/ ESPN




A segunda-feira, 12 de julho de 2010, chegou. A televisão continua aqui posicionada, estrategicamente apontada para a minha mesa. Mas hoje ela não irá ligar, afinal a Copa do Mundo de 2010 acabou.

Depressão profunda para quem anseia por quatro anos pela overdose de futebol e pela incansável busca da boleirada pelo posto máximo do planeta bola.

Mais depressão ainda para quem espera que a arte do futebol possa ser expressa pelos melhores pés do esporte, e que ao final desse 1 mês de uma dose cavalar de futebol nas veias dos apaixonados por esse esporte, os melhores pés dentre os melhores do planeta possam enaltecer o jogo bem jogado.

Para o bem da Copa e do futebol, deu Espanha campeã.

Vale reafirmar o que digo há meses – “Nunca é por acaso o êxito de um time como o da Espanha”

Não teria sido também por acaso o êxito holandês, afinal ninguém elimina o Brasil e chega a uma final de Copa sem que haja merecimento.

Mas o merecimento espanhol passa muito mais pelo jogo bem jogado, pela ofensividade que principalmente nós brasileiros sempre apreciamos, pelo gosto em tratar bem a bola, do que pelo antijogo praticado pela Holanda, sobretudo na final.

Essa Espanha joga no lixo a infeliz tendência que algumas escolas do jogo bem jogado tentam emplacar hoje, de que é necessário mais força do que técnica para se atingir objetivos maiores.

E que objetivo e maior no futebol do que ser campeão do mundo?

A Espanha de Del Bosque fez o caminho inverso dessa triste tendência. Largou no passado aquele papo furado de “Fúria”, que tentava se fazer valer mais da força, daquele papinho mole de que cara feia assusta, quando na verdade você pode assustar muito mais quando a bola está em seus pés e quando esses pés tratam bem da Jabulani da Copa, da Jobulani da final de ontem.

Mostra ao mundo que essa conversinha de que entre ganhar jogando feio é melhor do que perder jogando bonito é desculpa, pois na verdade o mais legal é ganhar jogando bonito, tratando bem dos olhos do mundo.

Serve para acabar com essa discussão tonta de brasileiros que defendem a seleção que jogou bonito e perdeu em 82, contra os que amam a seleção que jogou feio mas ganhou em 94. Quando é muito mais legal jogar bem e ganhar, como a de 2002. Como poderia ter sido mesmo agora 2010.

Não, não é qualquer seleção que pode se dar ao luxo de jogar como a Espanha. Mas o Brasil pode, o Brasil deve. Torço para que agora essa tendência em embrutecer o jogo faceiro dos brasileiros seja posta nos anais do esporte como algo a não se seguir.

A Holanda poderia também, mas preferiu lesar a mítica de seu outrora “futebol total”, trazendo a tona a feliz – na infelicidade- definição de Paulo Vinicius Coelho durante transmissão da final pela ESPN, onde cunhou o “antifutebol total” dessa Holanda vice-campeã.

Rinus Mitchels deve estar P*** da vida onde quer que esteja.

Não a toa também que falo há tempos do jogo “a italiana”, tanto de Brasil, quanto da Holanda.

No duelo entre eles, a sorte holandesa morou na grande fase de Sneijder, contra a péssima fase de nossos “destaques”. Na letalidade de seus craques, contra a letargia dos nossos.

Mas contra a Espanha, essa sim, dona do atual futebol total, e com muito mais destaques letais, a Holanda sucumbiu.

Até conseguiu no inicio diminuir os espaços no meio campo espanhol, coisa que a Alemanha não foi capaz de fazer. Mas encontrou pela frente uma Espanha que não se limitou ao jogo pelo meio, tendo Sérgio Ramos aberto e acionado a todo instante pela direita. A Holanda perdeu-se dentro de sua mediocridade tática e passou a apelar para uma violência quase gratuita. Fosse pouca coisa mais corajoso e o juizão teria expulsado o lutador – de vale tudo – De Jong, quando este estampou a marca de sua chuteira no peito de Piqué. E estávamos ainda ano início do jogo.

Stekelenburg, destaque holandês na final, salvava a pátria em milagres contra Sérgio Ramos. Enquanto seus parceiros continuavam não querendo jogar.

Sneijder foi mais uma vez o sopro de racionalidade do time, mas bem marcado e mal acionado, viu-se limitado pelos integrantes do UFC que jogavam ao seu lado. Robben teve a bola do jogo, mas em má jornada deu a Casillas a chance de confirmar a sua grande Copa do Mundo e a condição de melhor goleiro da competição.

Fabregas que ao longo da Copa foi opção de luxo espanhola, fez a diferença quando entrou no lugar de Xabi Alonso. Vejam que Del Bosque sacou um volante e colocou um meia ofensivo. Nada de 6 por meia dúzia.

Outro dos tantos papinhos furados dos que preferem apostar sempre no óbvio a ter que olhar o que tem se jogado pelo mundo, começava a cair por terra. A Espanha não mais iria “amarelar” na Copa.

Mesmo com as penalidades mostrando-se cada vez mais próximas, cada vez mais injustas com o domínio espanhol, já na prorrogação Del Bosque mandou Torres a campo.

Terá sido por acaso que o gol da Copa saiu de jogada envolvendo Torres e Fabregas?

Claro que não. Como não foi por acaso que Iniesta, esse sim furioso, craque que cresceu quando a Copa exigiu que se crescesse, recebeu a bola do jogo, fez o domínio do jogo e fez o fuzilamento do jogo. Marcou o gol da Copa. O gol da história de um país que deixa de vez a síndrome de vira-lata no passado.

É o 8º sócio do restrito clube dos campeões do mundo. É o 8º, mas é o atual. Confirma em 2010 a sua condição de melhor seleção do planeta, condição que vem desde a Euro de 2008, mas que só agora pode enfim silenciar os que naquele título na viam nada mais do que uma “Grécia” do acaso.

O acaso não faz parte do histórico desse time. Um grande campeão do mundo nunca surge por obra do acaso.

E claro, para encerrar essa minha 1ª coluna sobre uma final de Copa, a 1ª desde o surgimento do Ferozes FC, não posso deixar de extravasar a minha satisfação em ter cravado há meses que a Espanha era a favorita da Copa de 2010. Que acreditar no futebol bem jogado nunca foi por acaso.

Certo como é o título espanhol, é também a certeza de que minhas apostas em grandes times nunca serão por acaso.

Obrigado a todos que acompanharam as nossas impressões ao longo dessa Copa do Mundo. Obrigado Espanha. Obrigado futebol.

Cheers,

7 de jul. de 2010

Chazinho de Coca - Nunca será a toa um time como a Espanha estar na final da Copa.

Texto: João Paulo Tozo
Foto: EFE


Nunca foram a toa as minhas apostas na Espanha. E não é o fato de acertar que me deixa com essa felicidade tremenda, mas sim o fato de que minhas apostas foram todas direcionadas ao time que mais me apresentava possibilidades de assistir a um futebol de técnica, de ofensividade, sem que isso impedisse a competitividade de seu jogo.


Entre jogar feio e ganhar ou jogar bonito e perder, eu sou muito mais jogar bonito e ganhar, como a Espanha.


Jamais é a toa a conquista de uma Eurocopa. Nunca é a toa ter 100% de aproveitamento nas eliminatórias da Copa. Nunca, jamais será a toa a minha torcida por um time que busca o gol a todo instante.


Do goleiro ao centroavante, não tem pernas de pau no time de Vicente Del Bosque. E nem mesmo a derrota na estréia da Copa, em um jogo onde o derrotado obteve 70% da posse de bola e massacrou o vencedor em seu campo de defesa, poderia ser objeto de questionamentos sobre o potencial da equipe.


Se na derrota foi absoluta, nas vitórias foi inquestionável. O time que lidera quase todas as estatísticas atropelou na semifinal da Copa a gigantesca Alemanha, sensação da competição até então.


Enquanto algumas seleções optaram por lesar seu histórico ofensivo recheando o meio campo com volantes e alguns pseudos craques, a Espanha de Del Bosque usa somente um volante de ofício, ainda assim, um Senhor volante – Busquets. Iniesta, Xavi e Xabi Alonso ficam mais soltos para trabalhar o jogo e obter sempre a enormidade numérica na posse de bola.


Em 3 toques a bola sai de Sérgio Ramos e já está com Capdevila do outro lado do campo. Na frente o artilheiro da Copa, Davi Villa, movimenta-se por toda parte, deixando Fernando Torres mais centralizado.


E tem mais essa. Torres não vive grande momento, já que vem de contusão. Imagina então sem “El Niño” estivesse na ponta dos cascos?


Hoje jogou Pedro em seu lugar, e apesar do gol absurdo perdido quando o placar já estava 1X0, a jovem revelação do Barcelona deu conta do recado.


Aliás, a diferença entre Alemanha e Espanha em suas campanhas até aqui era exatamente o centroavante. Ambas as seleções de ótimo toque, de manutenção da posse de bola, a Alemanha vinha tendo mais destaque exatamente por Klose estar concluindo as jogadas que do outro lado Torres não vinha conseguindo.


Então Del Bosque hoje veio com Pedro no lugar do camisa 9, tirou seus dois avantes de dentro da área e colocou uma correria incrível em cima de Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng.


Joachim Low, ainda que sem Muller, errou ao recuar tanto o jogo de seu time desde o princípio. O meio campo alemão virou um playground onde os espanhóis fizeram o que bem entenderam. Com o meio campo a quilômetros de distância do ataque, a Alemanha só não foi presa fácil porque a Espanha respeitou demais os tricampeões do mundo.


Os espanhóis estão pela 1ª vez em sua história na final da Copa. Cheios de merecimentos, cheios de incontestáveis elogios e aplausos. Cheios de grandes jogadores, de um grande sistema de jogo. E cheios de apostas de gente apaixonada pelo futebol do ataque, como eu. Que há meses aposto na Espanha como a futura campeã do Mundo.


Nada é a toa. Como não é a toa a Espanha estar na final da Copa.


Cheers,

2 de jul. de 2010

Chazinho de Coca - Foi uma tragédia anunciada, não foi?

Dunga esteve ao longo de quatro anos a frente da seleção brasileira. Mas eu critico a sua seleção a somente dois desses quatro anos, tendo em vista que o Ferozes FC existe tem pouco mais de dois anos.

Nesse tempo não houve uma única vez que eu dediquei um texto meu para elogiá-lo. Algumas passagens sim, lógico. Ninguém consegue errar sempre. E veja, esse “errar” é baseado no meu conceito de erro no que se aplica a seleção brasileira. Até ontem Dunga tinha quase 70% de aprovação popular. Não sou a voz da verdade e nunca quis ser.

Não torci contra o Brasil. Não consigo, não posso, não faz parte do meu perfil. Mas sempre estive na contramão do técnico da nossa seleção.

Por isso, meus amigos, eu abro hoje o meu Word e me sinto tranqüilo para escrever sobre a derrota brasileira. Aliviado jamais. Mas convicto de que assisti hoje a uma tragédia anunciada.

Crucificar o coitado do Felipe Mello é justo?

Poderia fazê-lo. Mas acho muito mais cabível criticar Kaká e Luis Fabiano, que era onde morava a minha esperança de jogo, mas nunca, jamais o pobre Felipe Mello. Nunca olhei com bons olhos o Robinho, mas do trio ofensivo foi o que desempenhou melhor papel.

Antes de criticar o bipolar volante, acho mais correto criticar quem o colocou onde jamais deveria estar. O dono da seleção. O senhor todo poderoso do discurso perfeito, da coerência plena. O salvador da lavoura da moralidade no futebol. E de todo e qualquer “bla, bla, bla” que você quiser rememorar que o nosso ex-técnico proferiu nesses 4 anos.

Ninguém é genial um dia e uma anta no outro. Ninguém é grande jogador no 1º tempo e no 2º torna-se cabeça de bagre.

Mas com Felipe Mello isso aconteceu.Tanto nas transmissões da TV, nos tweets da vida, nos comentários alheios de quem estava ao meu lado.

Caramba, ele foi o Felipe Mello de sempre. O mesmo que vem de temporada pífia na Juventus da Itália. Não houve surpresas com ele. Houve confirmação. Somente.

Surpreendente foi a falha de Julio Cesar. Monstro Julio Cesar, goleiraço. Mas que humanamente falhou.

Surpreendente foi a ausência de Luis Fabiano em campo. Foi o apagadissimo Kaká, esse ao longo de toda a Copa, justo ele que era a grande esperança de bom jogo desse time.

“Ahhh, mas ele veio machucado”.

Certo, então ninguém pode cornetar o Rooney e o Torres por seus rendimentos na Copa. A situação é a mesma. Fora que isso flagra mais um erro dentro do tal “planejamento” do Dunga. Não ter substituto a altura pro cara é um erro fatal. Como acabou sendo.

Não é justo, nem mesmo com o Dunga, que os que até o meio-dia elogiavam o trabalho do treinador agora passem a crucificá-lo. A seleção brasileira perdeu onde todo mundo sabia que podia perder.

No “pacote Dunga” já vinha o destempero de Felipe Mello, a falta de opções de banco para mudar o jogo e mesmo a incapacidade de leitura da partida do cara.

Talvez não viesse o time medroso do 2º tempo. A apatia do 2º tempo.

O jogo teve dois tempos bem distintos.

O 1º tempo do Brasil. A Holanda partiu pra cima, mas ficou com a sua retaguarda exposta para os contra-ataques brazucas. Zagueiros e laterais anos luz de distância um do outro. O Brasil poderia ter definido o jogo ali, naqueles 45 minutos, mas não o fez.

O 2º tempo foi todo da Holanda. Ajudada muito pela apática atuação dos comandados de Dunga, ainda que vencendo por 1X0. A Holanda se ajustou na retaguarda, os laterais encostaram em Van Bommel e Sneijder, a zaga deixou de ficar exposta e o Brasil parou de jogar na medida em que Robben e Sneijder – nome do jogo – ganhavam o campo.

Diferentemente do Brasil, que poderia ter fechado a conta no 1º tempo e não o fez, a Holanda poderia ter feito 3 ou 4 gols, fez 2, a medida certa para conquistar a sua justa classificação.

Aos que preferem culpar o pobre coitado do juiz, ou o mais coitado ainda do Felipe Mello, alegrem-se. Mick Jagger esteve lá. Seu pé frio também pode ser usado como desculpa para essa tragédia anunciada.


Cheers,

1 de jul. de 2010

Chazinho de Coca - Brasil e Holanda "a italiana".

O lendário e genial Johann Cruyff disse em entrevista que não pagaria para assistir essa seleção brasileira, a qual ele considera burocrática demais.

Ok. Concordo com o Cruyff. Mas é bom que ele saiba – e ele deve saber – que o mesmo se aplica a sua Holanda, que de “Carrossel” ou “Laranja Mecânica” só traz o apelido histórico.
Brasil e Holanda se encaram nessa sexta-feira, na partida inaugural das 4ª´s de final da Copa do Mundo. Enfrentarão também o 1º teste realmente de fogo de ambos, já que Chile e Eslováquia não foram adversários a altura.

O que essas duas seleções nos apresentaram até aqui na Copa?

Futebol arte é que não foi. Mostraram sim um jogo bastante competente, de singular frieza e de pragmatismo quase religioso. O espetáculo vem em 3º ou 4º planos. Pode ser que nem apareça.

Diferente dos três famosos encontros entre as duas escolas nas Copas de 1974, 1994 e 1998, onde o pragmatismo passou longe e a categoria dos jogadores proporcionou ao mundo embates históricos de técnica e superação, a peleja de amanhã promete ser algo mais estratégico do que qualquer outra coisa. As duas seleções jogam essa Copa “a italiana”.

Gary Kasparov deve estar ansioso pelo jogo.

A preocupação está mais em anular as armas do outro do que em criar mecanismos para que as suas sejam mais eficazes. É o futebol dessa Copa. É sobretudo o jogo dos dois selecionados. Paciência.

Branco faz o gol da vitória sobre a Holanda em 1994. O Goleirão não era o Nigel Mansell.

Não há favorito. Aliás, nos jogos das 4ª´s de final o único favorito de destaque em seu duelo é a Espanha diante do Paraguai. Nos outros cotejos qualquer resultado pode ser considerado normal.

Se do nosso lado temos Kaká, Robinho e Luis Fabiano. Eles têm Robben, Sneijder e Van Bommel. Ao menos nos protagonistas reside uma esperança de bom futebol.

Não vimos ainda os brasileiros sair atrás do placar nessa Copa. Nem os holandeses. Estiveram os dois times sempre com o controle dos jogos.

Reside aí a esperança de um jogo menos “italiano” amanhã.

Que o gol saia depressa. Se for para o nosso lado melhor ainda.

PS: Nada contra o jogo italiano. Mas Brasil e Holanda agradam mais quando jogam como Brasil e Holanda, não como Itália.

Cheers,

29 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Ramirez foi o cara!

Texto: João Paulo Tozo
Foto: Reuters


Para a “Dona Fifa”, na partida entre Brasil X Chile o nome do jogo foi Robinho. Assim como para ela foi Cristiano Ronaldo quando o Brasil enfrentou Portugal.

Tanto um quanto o outro foram, sendo bastante razoável, participativos. De forma alguma decisivos.

Julio Cesar, Lúcio, Juan e Maicon podem ser apontados como destaques nas duas partidas, como em toda a Copa. Mas ontem, o nome do jogo foi Ramirez.

Ramirez é reserva de um jogador que só é intocável para um técnico como Dunga, que valoriza a força ao bom jogo. Ao Dunga e aos seus fiéis escudeiros que se espalham pelo Brasil e dizem amém para qualquer coisa que o técnico faça.

Tá certo que o Chile é um dos maiores fregueses do Brasil, mas cada jogo tem a sua história.

Na de ontem, com Ramirez sendo protagonista, o selecionado brazuca ganhou a qualidade na saída de jogo contra um adversário que só ataca.

Poderia ter funcionado com Felipe Melo? Poderia ter funcionado até com o Tonhão ali. Mas certamente a passagem entre defesa e ataque não teria sido feita com tamanha tranqüilidade e qualidade.

Daniel Alves, que também ganhou nova chance na vaga de Elano, voltou a dar novo gás pela direita. Não é de hoje que esse dueto com Maicon é cantado por quem gosta de futebol ofensivo como uma arma de eficácia, sem que seja necessário abrir mão do jogo bem jogado.

O Brasil passeou contra o Chile, outra vez. E para o brasileiro acostumado a um futebol solto de sua seleção, a impossibilidade de se usar Ramirez contra a Holanda é temerária, já que possivelmente quem volta é ele – Felipe Melo. Contra Sneijder e Robben, que estão voando.

Que não voem pelos céus após botinadas do botinudo volante dunguista.

E que Dunga mantenha Daniel Alves para que o lado direito mais forte da Copa possa ser preservado.

Vale lembrar também que Robben deita e rola em seu lado direito. Mesmo voltando de contusão o figura foi letal na vitoria de sua Holanda contra a Eslováquia. Pelo lado esquerdo brasileiro nós temos Michel Bastos, que ainda não é o lateral esquerdo ideal para a seleção e que costuma deixar uma Avenida Paulista a suas costas.

Na final da Champions League, quando o Bayern de Robben enfrentou a Inter de Lúcio, o holandês deitava e rolava em sua faixa direita, até que Mourinho inverteu a posição de Lúcio e o brasileiro praticamente neutralizou a maior arma do time alemão.

Dunga pode pensar em fazer isso?

Espero que já tenha pensado!

Cheers,

25 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Futebol de volantes.

Texto João Paulo Tozo
Foto: Reuters


Ao lado de Espanha X Chile, Brasil X Portugal era o outro dos jogos que eu tanto aguardava nessa 1ª fase da Copa.

Espero que espanhóis e chilenos me brindem com um futebol de verdade. Por que portugueses e, sobretudo brasileiros, mostraram um joguinho muito do sem vergonha.

Vamos aos fatos?

Ficou evidente mais do que nunca de que a seleção do Dunga compadece de uma tremenda falta de talento.

Safra ruim do país? Que nada.

Não jogaram Kaká e Robinho e em seus lugares entraram Daniel Alves, um lateral direito, além de JÚLIO BAPTISTA. Julio Baptista pode ser um jogador voluntarioso, que se entrega, as vezes mete seus golzinhos. Mas não pode ser jogador da seleção brasileira. Pode menos ainda ser o substituto imediato do único craque do time. Mais ainda quando podiamos ter Ronaldinho Gaucho e Ganso.

É chover no molhado falar de quem não foi quando já estamos nas 8ª´s de final. Deixa pra lá.
Mas podemos falar de Michel Bastos, péssimo. Felipe Melo, desengonçado e muitas vezes maldoso.

A lateral direita, uma ilha de talento nessa seleção, foi o setor que mais funcionou, ainda assim só na 1ª etapa. Com Daniel Alves dando cobertura, Maicon ganhou ainda mais liberdade para apoiar. Só que isso também prejudicou o lateral do Barcelona, que na partida de hoje entrou para ajudar na armação do meio campo. Resultado? A responsabilidade pela armação da seleção brasileira ficou a encargo de Julio Baptista.

Por aí já dá pra sacar porque o jogo foi tão morno e fraco tecnicamente.

Portugal jogou como joga a seleção brasileira quando está inteira, com inteligência, bem armadinha esperando um ataque do adversário e um descuido na retaguarda. Atacava só na boa. Mas com Cristiano Ronaldo e Tiago apagados, a seleção portuguesa também deixou a desejar.

Os destaques foram Julio Cesar e o gigante Lúcio, pelo Brasil. Além de Coentrão pelo lado português.

Não tinha mesmo como dar jogo.

Dunga pode da próxima vez que seus únicos talentos não estiverem, escalar Lúcio no meio campo. Ou Lúcio no ataque.

O que não dá é ver a seleção brasileira ter um meio campo formado por volantes. Pior ainda. Olhar para o banco de reservas e também só encontrar volantes.

É como diz meu amigo e sócio Rene Crema – “Prefiro ter 10 Lúcios no time”.

Cheers,

24 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Eu gosto da Itália.


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Getty Images


Eu gosto da Itália.

Do país eu gosto, admiro, quero conhecê-lo bem. Só que não só ele, mas outros também.
Da Itália, mais do que de outros países, eu gosto mesmo é do time, é da seleção.

Mas que cazzo é esse, se eu pego tanto no pé do Dunga por armar uma seleção brasileira tão preocupada com o resultado e despreocupada em dar espetáculo?

Eu gosto do Brasil.

Nossa, como gosto. Mais ainda do país. Mas da seleção eu gosto demais.
Por isso sou chato com quem a comanda. Se não faz com ela o que dela se espera, caiu matando mesmo.

Do Brasil eu quero arte, quero espetáculo. Orgulho-me de ter Pelé. Orgulho-me de ser penta. Orgulho-me de ser do “País do futebol”.

Da Itália eu não espero nada além de suor, de fibra, de raça. Alucino com jogos que de perdidos tornam-se ganhos nos minutos finais. Que passam do drama para o êxtase. Que arrancam da cadeira até o mais sóbrio torcedor. Gosto de ver times tecnicamente sofríveis como esse atual, quase vencer na base das 5 toneladas de camisa.

Amo a essência dessas duas escolas. Tão antagônicas. Tão capazes de gerar fanatismo. Tão únicas. As maiores. Tão capazes de gerar um embrião que acaba por uni-las. Berços do elo que me une a elas.

Eu gosto do Palmeiras. Amo. É um capítulo a parte em minha vida. Sou mais palmeirense do que brasileiro quando o assunto é futebol - leia bem e sem pré-conceitos – quando o assunto é futebol .

Talvez a síntese desse carinho que tenho pela Azzurra seja essa. A ligação de coração e de alma que tenho com o Palmeiras. Um mix de Brasil e Itália. O símbolo maior da aliança histórica entre essas culturas, entre esses povos. Itália de origem. Brasil por opção, por gratidão. É Itália no Brasil.

Veja que não digo que é essa a razão. Mas não encontro outra para contrapor.

Como não ser o Palmeiras a razão? Como não ser o clube de futebol que é apelidado de “Academia de Futebol” pelos esquadrões de técnica refinada nos anos 60/70/90? Mas é o mesmo clube que passou a ser o clube do coração, quando mais do que técnica, usou de suor e sangue para vencer os prélios?

Nada pode ser mais Brasil e Itália no que tange o futebol.

Divida o Palmeiras em escolas e você terá a brasileira e a italiana. Ambas muito vivas, muito presentes.

A semente italiana está em mim, muito mais do que pela já longínqua ligação familiar, mas pela essência da bola, do jogo, do esporte. Do meu clube de coração.

Creio ter achado a razão. A mesma que me fez quase chutar tudo para o alto no anulado gol de empate da Itália. A mesma que me faz entristecido agora.

Terei de esperar mais 4 anos para sentir essa ebulição sanguínea. Mas somente 1 dia para efervescer de orgulho da amarelinha. Espero!

Cheers,

23 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Por um apito.

Texto: João Paulo Tozo
Foto: globo.com



Longe de empolgar, mas apresentando uma sensível melhora em seu jogo e taticamente melhor armada, a Inglaterra assegurou sua vaga nas 8ª´s de final da Copa ao bater a Eslovênia por 1X0.

Capello deixou de ser turrão e enfim sacou o inoperante Heskey do time titular e mandou Defoe ao jogo. Milner assumiu o posto de Lennon.

Lampard e Gerrard não tropeçaram mais um no outro e, sobretudo o meia do Liverpool, teve atuação relevante. Com isso Rooney foi melhor alimentado e enfim mostrou serviço.
O time imprimiu seu jogo. Em pouco mais de 30 minutos foram 8 lances criados.

O gol saiu exatamente em jogada entre os dois promovidos do time. Milner cruzou na medida e Defoe completou para as redes.

A Eslovênia que também muito prometia na Copa, mais uma vez voltou a ser feroz pacas e retrancou-se. Tudo bem que devido ao empate entre Argélia e EUA os eslovenos ainda estavam classificados. Mas estavam por apenas um gol estadunidense. Um só. Ahhhh, se eles soubessem o final da história.

O jogo era todo inglês, ainda que o pé de Capello e de seus comandados já pisasse no freio ao final da 1ª etapa.

No 2º tempo os mallanders da Rainha quase fecham a conta aos 30 segundos. Depois de escanteio de Lampard e rebote do goleirão, os ingleses mandaram de volta para área, onde acharam o autor do 1º gol livre. Mas ele mandou a criança para fora.

Na sequencia o herói do jogo marcou, mas o impedimento foi corretamente anotado.

Ainda houve cabeçada de Terry, mas o goleirão salvou. Depois a trave foi a salvadora da pátria Eslovena, em pancada de Rooney. O atacante do United sofreu da mesma síndrome de Messi. Fez jogadas certeiras, mas a bola não entrou por caprichos.

Confiando mais no taco do sistema defensivo Argelino, no outro jogo, do que em seu jogo ofensivo, a Eslovênia mantinha-se de fato viva graças aos erros da arbitragem contra os EUA, na outra partida. Era pouco, muito pouco. Para não dizer que sua classificação seria injusta, caso viesse.

Nos minutos finais foi a Inglaterra quem resolveu segurar o jogo. Joe Cole entrou no lugar de Rooney – que saiu aplaudido – mas entrou apenas para segurar a bola no ataque. A Eslovênia tentou ir pra cima, mas nada criou.

A expectativa pela classificação de ambos estava pelo apito do árbitro. Ele veio, mas trouxe junto o gol dos EUA no outro jogo. Um apito de alívio para os ingleses, que ainda podem jogar mais e caminhar bem nessa “que já é a maior Copa de todos os tempos, amigo”. Mas um apito de desilusão para os eslovenos, eliminados nos minutos finais de uma partida na qual não participaram.

A verdade é que a classificação da Eslovênia seria um brinde a covardia. Viva o futebol.

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Despeço-me do feroz que nos acompanha com um petardo do Blur, em minha opinião, o maior dos figuras – There´s No Other Way:




Cheers,

21 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Com a cara de seu treinador, Brasil vence e convence. Além disso...

Texto: João Paulo Tozo
Foto: Lancenet


...quero fazer um mea-culpa.

É mais do que óbvio que essa seleção brasileira não é a que eu gostaria que estivesse lá defendendo o histórico da amarelinha. Mas também não posso fechar os olhos para o bom jogo, dentro dos padrões Dunga de Qualidade – também na comparação com baixíssimo nível técnico da Copa até aqui - que a seleção praticou ontem.

Muito motivado por todas as discordâncias que tenho com o técnico Dunga, mantive-me cego diante do desenvolto jogo dos brasileiros. Depois assistindo ao VT, notei os exageros em minhas análises feitas na hora do cotejo.

Aos que comigo assistiram a peleja e torceram a favor enquanto eu buscava os vacilos brasileiros para diminuir seus triunfos, minhas sinceras desculpas.

Não, não estou pedindo perdão pelas críticas que faço há tempos, muito menos revendo meus conceitos futebolísticos. É apenas uma reavaliação da partida de ontem. Afinal, erra mais quem insiste no seu erro. Eu os assumo, quando os enxergo.

Vou também continuar cornetando todas as infelicidades ditas pelo nosso treinador, suas atitudes descabidas e sua intensa busca pelos inimigos da pátria. Como também vou elogiar seu time quando assim for merecido.

Dito isso, vamos ao jogo.

Foi uma vitória baseada na força defensiva e no brilho individual dos poucos que podem produzi-lo. Eis a minha definição da bela vitória da seleção brasileira contra a violenta Costa do Marfim.

Não acho que Kaká tenha mostrado estar recuperado. Acho que ele foi sim, pouca coisa melhor do que contra a Coréia do Norte. O time todo foi. Até Felipe Melo.

Mais do que uma suposta recuperação, Kaká mostrou despreparo psicológico ao cair na provocação marfinense. Tá certo que ninguém tem sangue de barata, mas o futebol é também feito de malandragem. Fosse minimamente malandro e quem teria sido punido seria o jogador africano, não o meia brasileiro, que se não deixou o cotovelo com a violência interpretada pelo marfinense, manteve sim uma postura no mínimo agressiva, quando o jogador chegou fungando em seu cangote. A expulsão, entretanto, foi exagerada.

Kaká foi o jogador que mais errou no time. Segundo números de Mauro Cezar Pereira da ESPN, o meia perdeu 12 bolas ao longo do jogo.

Mas ele deu passe preciso para o gol de Elano. Em uma análise fria, sua atuação foi de razoável para boa.

Boa foi a atuação de Luis Fabiano. Boa e malandra.

Boa quando ele quase fura a rede com o petardo que abriu o placar. Malandra quando ele transforma um gol completamente irregular em uma obra-prima.

Completamente irregular, sim. Dois toques com a mão na mesma jogada. Foi o upgrade do “La Mano de Díos” ou então a “Lá Mano Del Diablo”, como definiu o jornal Hermano “Olé”, em sua manchete na capa de hoje.

Está errado o centroavante? Claro que não. Errou e feio o juizão, que viu sim os toques de LF, tanto que depois as imagens o mostram apontando as infrações para o camisa 9. Afinal é o Brasil, o queridinho.

Mas se até hoje criticamos o verdadeiro “La Mano de Díos” de Maradona e a recente classificação da França para a Copa com a ajeitada de mão de Henry, temos de ser coerentes ao assumir o irregular golaço de Luis Fabiano.

Dois pesos e duas medidas? Comigo não, neném.

Aliás, a arbitragem que foi o ponto negativo do jogo. Errando em lances capitais como na expulsão de Kaká, no gol irregular de Luis Fabiano e permitindo que ao final do jogo a partida virasse carnificina, sobretudo por parte dos marfinenses. Elano quase teve a perna arrancada e é dúvida para a próxima partida.

No frigir dos ovos o Brasil venceu e bem.

Ate porque o feio arrumadinho fica bonitinho.


Cheers,

19 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - O oriental versus o horizontal.



O oriental e o horizontal

Holanda e Japão jogaram pela liderança do grupo. O 1º vinha de vitória sobre a Dinamarca e o 2º sobre Camarões.

Os japoneses que hoje não são mais apenas a seleção da correria, mostra hoje uma aplicação tática de fazer inveja. Embora contra a poderosa Holanda os japoneses entraram com a clara proposta de arrancar o empate. O futebol oriental dos japoneses por pouco não obtem o seu êxito.

A poderosa Holanda, credenciada como uma das favoritas ao título e também uma das esperanças de se ver um bom futebol pelos campos sul-africanos, decepcionou. Venceu é bem verdade. Mas foi muito pouco pelo tanto que se espera de Sneijder e Cia. Que ainda não puderam contar com Robben.

O 1º tempo foi mais cruel com os olhos de quem não gosta de jogos a la "suiça" do que a partida de ontem da Inglaterra.

Foram mais de 70% de uma inútil posse de bola holandesa. O futebol mais horizontal da Copa até aqui. Falta de criatividade de quem a tem. Passes para o lado a exaustão. Recuos descabidos para a intermediária. Uma incrícvel incapacidade de assustar a meta japonesa. Sneijder muito isolado.

Resultado? Nenhuma chance de gol criada. Pior. Nenhum futebol apresentado.

Na 2ª etapa a Holanda verticalizou minimamante o seu jogo e rapidamente obteve exito. Foram 10 ou 12 minutos onde o time produziu mais do que em todo o restante do jogo. E assim Sneijder abriu o placar, com um belo petardo, mas que contou com a ajuda do goleirão Kawashima. Mais uma "jabulanada" da Copa.

Então o Japão resolveu sair de seu casulo tático e até criou algumas chances, mas nada de muito agudo.

Satisfeita com a segura vitória, a Holanda só mexeu o caldo e cozinhou o jogo até o final.

Affelay, que entrou no 2º tempo, teve ainda duas chances para transformar um jogo sem graça em goleada, mas parou nas boas saídas de Kawashima.

Um jogo que como diz Mauro Beting, foi um 0X0 com gol.

Melhor para a Holanda, que segue tranquila e pode terminar o dia como classificada, dependendo do que acontecer na partida entre Dinamarca X Camarões.

Em termos de resultado foi muito bom. Até por que Robben ganha mais tempo para se recuperar e só entrar em campo quando estiver mesmo 100%. Ruim para o futebol, que viu mais um joguinho mequetrefe na Copa.

Cheers,

17 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - A Argentina jogou, venceu e convenceu.


Texto: João Paulo Tozo
Foto: Reuters


Contra a outra das Coréias da Copa - a boa (na bola) Coréia – os hermanos partiram logo para o abafa. Com 20 minutos já venciam por 1X0 e criavam chances em sequencia. Os sul-coreanos perdidos, ante a volúpia ofensiva do time de Maradona, não conseguiam organizar-se em campo.

Aos 33 Higuain marcou o seu 1º, em desvio de cabeça de Burdisso, que encontrou o inspirado atacante livre.

Com dois na lomba, os coreanos acordaram, mas só chegaram ao gol em uma falha bisonha do zagueiro Demichellis – zaga, aliás, que é o único ponto de interrogação dessa Argentina até o momento.

No 2º tempo o jogo deu uma esfriada e a Coréia chegou a ameaçar. Até que Yeum Ki-Hum perdeu um gol na cara de Romero. Acabou ali o ímpeto coreano.

Messi ligou a tomada novamente e em grande jogada chutou na trave, no rebote Higuaín recebeu livre - e em impedimento – e guardou o seu 2º tento.

Fatura liquidada, volúpia não saciada.

Os hermanos mantiveram-se no ataque e em mais um grande lance de Messi, o craque deu um passe por cima da zaga e encontrou Aguero, que por sua vez deixou para Higuaín marcar o seu 3º gol, o quarto da Argentina.

Gol que o deixa na artilharia da Copa. Que deixa a classificação argentina muito bem encaminhada. Que deixa o mundo de olho na seleção dos caras.

O próximo jogo é contra a fraca Grécia. Curiosamente a seleção que levou o último gol do gênio Maradona em uma Copa do mundo, em 1994. Um golaço, diga-se de passagem e para variar. Reveja:



A impressão deixada nesse jogo é que a Argentina deixou de ser um selecionado de ótimos jogadores e passou a ser uma equipe forte e formada por esses excelentes jogadores.

De repente Maradona tornou-se, enfim, um técnico de futebol. Será canonizado vivo se for campeão também como técnico.

Falando nos hermanitos e em seu belo jogo, deu vontade de escutar um clássico dos nossos vizinhos. Fiquem com Carlos Gardel – Por Una Cabeza:


Cheers,

16 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - E o Brasil sil sil sil estreou com vitória.

Texto: João Paulo Tozo
Foto: Lancenet!


A vitória da seleção brasileira em sua estréia na Copa foi um excelente resultado. Tendo em vista o empate sem gols entre Portugal e Costa do Marfim então, o resultado frente a “poderosa” Coréia do Norte deixa os comandados do professor Dunga em ótima situação no grupo.

Brasil – 3 pontos
Costa do Marfim – 1 ponto
Portugal – 1 ponto
Coréia do Norte – 0 pontos


Esse cenário somado a alguns detalhes da partida brasileira, nos apresenta alguns pontos a se analisar. Alguns bons, outros nem tanto.

Os bons:

O Brasil deve melhorar muito nas próximas partidas. Até por que jogar pior do que ontem é impossível. Sobretudo nos 45 primeiros minutos e mais a metade do 2º, onde a seleção brasileira mostrou um futebol pífio.

O retrospecto do time do Dunga mostra que contra adversários frágeis o time parece absorver a ruindade alheia. O contrário ocorre quando o rival tem qualidade.

Com a vitória de ontem somado o empate do outro jogo do grupo, basta ao time de Dunga vencer a Costa do Marfim e estará classificado.

Maicon e Juan do time titular, mais Nilmar, Ramirez e Daniel Alves que entraram ao longo da partida, deram demonstrações de que chegam bem a Copa. Robinho teve alguns highlights também.

Outros nem tanto:

Costa do Marfim e Portugal certamente farão placares mais elásticos contra a pior seleção do mundial.

Caso o Brasil empate os dois próximos jogos, no que eu não acredito, mas que não é nada absurdo de acontecer, a classificação para as 8ª´s de final pode ir para a vala. O critério de desempate será o saldo de gols.

Já é mais do que sabido que o time de Dunga é dependente do futebol de Kaká. Ontem vimos que o meia não tem condições físicas de jogar. Sabemos também que Dunga é teimoso, e tirar o meia do time seria dar o braço a torcer para os críticos. A tendência é que se tiver de morrer abraçado ao seu erro, ele assim o fará.

Felipe Melo foi o Felipe Melo de sempre, então não conta. Michel Bastos assustado e Luis Fabiano que esteve inexistente foram, além de Kaká, as grandes decepções da estréia.

O que o Dunga pode fazer para melhorar esse joguinho da seleção?

Pode entrar com o time que terminou o jogo. Sem Kaká e com Nilmar no ataque na posição original de Robinho. Robinho fica mais recuado fazendo a função que Kaká deveria ter feito e não fez. Mais do que tudo isso, Dunga pode entrar com Ramirez no lugar de Felipe Melo, ganhando assim qualidade na saída de jogo, sobretudo para alimentar os contra-ataques que deverão acontecer contra seleções que atacam, como Costa do Marfim e Portugal.

Dunga pode ter um pouco mais de paciência com Elano, afinal esse é um dos seus fiéis escudeiros. Mas eu já entraria com Daniel Alves no lugar do camisa 7. Aliás, Dunga já preparava essa alteração quando Elano marcou o seu gol.

No frigir dos ovos a seleção brasileira estreou com vitória e já assumiu a liderança do grupo. Há quem se contente com isso. Só com isso.

Cheers,

14 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Itália empata com o Paraguai na estréia.


O que Itália e Brasil possuem de semelhante, além de serem os maiores campeões das Copas?
Se você respondeu “falta de qualidade para mudar o jogo”, acertou? Mas se respondeu “dois técnicos meia boca”, acertou também.

Por sorte de Lippi e Dunga, suas seleções jogam com camisas que pesam 5 toneladas cada. Por azar das seleções os técnicos são eles dois.

Se Dunga deixou R. Gaucho e Ganso em casa comendo pipoca e tomando guaraná. Lippi deixou Totti e Cassano comendo uma pizza e tomando um vinho. Cazzo!

Contra o Paraguai eu já esperava um jogo duro para os lados italianos. O Paraguai vem bem. Classificou-se com tranqüilidade nas eliminatórias daqui. Enquanto a Itália vinha se arrastando nos amistosos. Não a toa eu acertei o resultado no bolão.

Mas a postura italiana surpreendeu de saída. Ofensiva, teve mais de 60 % da posse de bola no 1º tempo. Mas levou gol justamente em bola aérea, ponto forte do selecionado azul. O grande Canavaro falhou ao não subir com o zagueiro Alcaraz. A Itália perdeu-se no jogo e deu margem para o bom Paraguai quase ampliar. A ânsia ofensiva esbarrava na limitação técnica de seus avantes, sobretudo de Gilardino. Ainda que De Rossi tenha estado bem ligado no jogo.

No 2º tempo a Azzurra voltou sem Buffon, machucado.

A Itália voltou abusando dos cruzamentos na área. Mas cadê o Cassano? A sim, ficou na Itália.
Então nada acontecia com os insistentes cruzamentos. Mas aí a estrela italiana brilhou e ofuscou a estrela do goleirão Vilar, do Paraguai. Tanto que em um dos 3.117 cruzamentos, Vilar caçou uma bonita borboleta que sobrevoava no local. Enquanto isso De Rossi emendou para empatar.

Animada a Itália voltou a ter domínio completo do jogo. Até por que o técnico paraguaio entrou com Santa Cruz no lugar de Valdez, em uma alteração que não funcionou. Depois mandou Cardozo no lugar de Barrios, até então o mais lúcido dos sulamericanos. O Paraguai ficou entregue as 5 toneladas históricas da Itália. Mais ainda depois da entrada de Di Natale, que só para o Lippi é reserva do Gilardino. A Azzurra alugou meio campo e de tanto insistir no gol da virada, mostrou mais uma vez ao mundo o tamanho da falta que Totti e Cassano fazem para o time.

Parabéns, Lippi.

Cheers,

Chazinho de Coca - Alemanha, Inglaterra, Argentina, França, Uruguai...

O tempo passa, o tempo voa...e a Copa do Mundo já chega ao seu 5º dia. Depressa demais, não?

Nem parece que já estamos vivendo “essa que é a maior Copa de todos os tempos, amigo.”

Ok. Nada de jargões.

Estamos vivendo a Copa, mas parece que a coisa ainda não engrenou como deveria. Jogos modorrentos, mesmo onde se esperava mais bola. Casos de Uruguai X França e principalmente
Inglaterra X EUA.

Alemanha X Austrália

Por outro lado já temos a 1ª boa “surpresa”. Que de surpresa na verdade só o jogo fácil praticado. Falo da Alemanha. Eterna favorita. Uma daquelas que eu coloquei no meu grupo de favoritas por usucapião, mas que foi até agora a única seleção a mostrar, de fato, um futebol convincente.



Tudo bem que o adversário foi a Austrália. Mas o problema é dos australianos. Os alemães fizeram o que de uma seleção de ponta se espera e não deixaram margem para dúvidas de que chegam fortes os tricampeões do mundo. Mesmo sem Ballack, mas com Lahm, Klose e sobretudo Podolski em momentos de brilho.

Uruguai X França protagonizaram até aqui o pior jogo da Copa. Ainda que Argélia X Eslovênia já tenham “jogado”.

Se para a França o ataque resume-se a um Ribery extremamente espetado na esquerda, sem nenhuma companhia do mesmo gabarito no ataque titular e tendo ainda o fanfarrão técnico Domenech no banco, que além da desfaçatez de deixar Nasri e Benzema em casa, ainda mantém Henry no banco. Enquanto isso insiste no fraco Anelka no time titular. Para o Uruguai o bom ataque não é devidamente alimentado pelo seu pobre meio-campo. A defesa é das mais seguras, mas se for viver de 0X0 o time não terá grandes participações nessa Copa. Foi um 0X0 no placar e na nota do jogo.

Argentina X Nigéria

Os hermanitos comandados por Maradona pegaram um adversário complicado. A Nigéria é uma eterna pedra no sapato argentino. Messi e Cia começaram bem o jogo e o placar aberto sem grandes dificuldades deu a impressão de que seria um passeio ao som do tango. Que nada!


Talvez mais por um desajuste sul americano do que realmente uma boa partida africana. Milito tem lugar no time titular com as pernas amarradas, mas Maradona só o mandou pro jogo já na reta final. Os nigerianos tiveram chances para empatar, mas ao final a vitória hermana acabou sendo justa. Apertada, mas justa. É bom não duvidar dessa Argentina, que vai andar muito bem na Copa.

Inglaterra X EUA

De todas as estréias a mais complicada, porém, foi da Inglaterra. Favorita de destaque para 9 em cada 10 analistas e entusiastas, o English Team encarou o antigo bobo do futebol, que ainda que insistam em jogar “futebol” com as mãos, estão aprendendo bastante rápido que o verdadeiro futebol se joga com os pés.

Assumo o meu desapontamento com o empate em 1X1 da Inglaterra. Minhas apostas antes da Copa apontam uma final entre espanhóis e ingleses. Ainda que sejam ambas consideradas como eternas amarelonas, não é lá muito correto analisar o jogo de hoje pela bagagem histórica. Pode no máximo ser esse um ponto de relevância, não de preponderância.

Basta ser um pouquinho ligado no que se passa no atual cenário da bola pra saber que os EUA vem em ascensão. Alem das consecutivas participações em Copas, os estadunidenses chegam de uma excelente Copa das Confederações, onde eliminaram com propriedade a sensação e campeã da Eurocopa, a Espanha, além de fazer uma final de igual para igual contra o Brasil. Onde cedeu a virada na bacia das almas ao time de Dunga.

Rooney não está mesmo na melhor de sua forma. Vem de contusão e ainda não parece 100% recuperado. Mas o selecionado inglês tem ótimas peças em todos os setores. Começou arrasador, já abrindo o placar em grande jogada entre os craques Lampard e Gerrard. Mas depois murchou, cedendo espaço para o bom Donovan comandar o pessoal que joga soccer.

Os EUA estão sim em ascensão, mas para ganhar o devido respeito ainda precisam aprender que futebol se joga com os pés.

Apesar de tudo, mantenho ainda minhas apostas em Espanha X Inglaterra na final.

A Copa tem sequencia hoje, com dois jogos de enormes destaques – Holanda X Dinamarca e a atual campeã do mundo, Itália, que encara o bom Paraguai.

Continuo acompanhando e torcendo para que os jogos melhorem, e muito.

Cheers,

11 de jun. de 2010

Café com Leite na Copa: África do Sul x México

Texto: Beto Almeida
Foto: EFE

            A real é essa: acho Copa do Mundo um tremendo pé no meu saco, apertando bem forte, nessa época não se fala de outra coisa em tudo que é canal, jornal e revista, mesa de boteco e balcão de padaria, que joça, os israelenses fuzilando uma flotilha humanitária e um vazamento de petróleo que dura mais de mês, mas qual o quê, todo mundo quer é saber da Jabulani e duma discussão entre dois jogadores na seleção canarinho.
            Pois é, a Copa pauta o mundo, e nós, esse imenso rebanho bovino global, temos de comer o capim que entregam pra gente, comigo não é diferente, embarco nesse navio, munido da minha vuvuzela, que não preciso explicar o que é, todo mundo já sabe, nessa altura dos acontecimentos.
            O mais bacana é que essa nação de chuteiras pára para (sei que é feio, mas sempre quis escrever isso) ver os jogos do Brasil, alguns assistem os jogos com os colegas de trabalho, e até com o chefe, pasmem!, não pode nem gritar e falar palavrão, aquela espontaneidade toda, que maravilha.
            E cá no blog me coube a tarefa de escrever sobre o primeiro dia dos jogos, não adianta convencer a chefia do contrário, me tira dessa, não tem jeito, é a maior Copa de todos os tempos e tal, beleza, tomo um anti-alérgico e encaro o desafio, que também sou feroz.
            Então vamos lá, África do Sul e México fazem o jogo de abertura, o estádio “Soccer City” de Joanesburgo lotado, pô, tem de falar pros sul-africanos que “soccer” é coisa de quem não sabe nada de bola, já queimaram o filme monstro nessa, é “football” galera, ou “calccio”, como dizem os italianos, podem escolher.
            Mas divago, a torcida faz a maior festa, eles são animados, tocando aquelas porcarias de vuvuzelas que fazem um barulho irritante do caramba, a minha cabeça parece que vai explodir, imagina quem tava lá, então vejo a seleção sul-africana entrando em campo, cantando e dançando, pronto, me ganharam, sou facinho mesmo.
            Começa o jogo, o México vai pra cima, correndo como pra atravessar a fronteira, os africanos conseguem segurar os caras, acaba o primeiro tempo sem gols, ou outros fatos relevantes.
            Meu coração tá dividido, a África do Sul de Miriam Makeba e seu “Pata Pata”, do Mandela, da luta contra o apartheid, os caras merecem uma alegria, e os nossos irmãos mexicanos, dos mariachis, de Zapata, de Chiapas, do Trio Los Panchos e do Chaves, sim, latino-americanos como nós, tô torcendo prum empate.
            Começa o segundo tempo, os Bafana Bafana (nessa altura dos acontecimentos todo mundo sabe o que isso quer dizer) marcam o primeiro gol dessa Copa, com Tshabalala, o craque da camisa 8, eleito melhor jogador da partida.
            Mas os mexicanos não se entregam, os caras são descedentes de guerreiros maias e astecas, também têm história, chegam ao empate com Rafa Marques, pouco depois. E é isso, o jogo acaba, deu empate, tô feliz.
            Mas tristeza não tem fim, felicidade sim, então me toco que mais tarde vou ter de assistir mais um jogo da Copa, França e Uruguai. Mas essa é outra história, pra outra coluna.

Olha só a Miriam Makeba, saudade dela.

E o Trio Los Panchos, puta coisa linda.

A 1ª vez a gente nunca esquece.


Começou a Copa do Mundo de 2010. Copa que como já diria o poeta “Já é a maior Copa de todos os tempos, amigo”.

Chacotas à parte, se para a África do Sul e para o próprio continente africano essa é a 1ª Copa realizada, para nós do Ferozes FC também é a 1ª que iremos cobrir.

Portanto, seja poeta ou não, essa é sim a maior Copa de todos os tempos, amigos. Pelo menos para nós.

Tentaremos cobrir o maior número de jogos, seja aqui pelo blog ou em nosso programa de rádio às segundas-feiras. Sempre abusando do direito de ser fanfarrão. Mantendo a tradição de espinafrar quem tiver de ser espinafrado. Seja o Messi ou o Rafik. Seja o Domenech ou o Dunga.

Bom, esses últimos nós espinaframos sempre mesmo.

Nem bem começou e essa Copa já é um dos grandes momentos da história do FFC. Espero que seja para todos vocês.

Uma grande Copa a todos!

Cheers,

12 de mai. de 2010

Chazinho de Coca - Uma seleção de volantes. Culpa de Ricardo Teixeira.

Quando se pensa em seleção, seja ela do que for, imagina-se a escolha das melhores peças, animais, vegetais, pessoas, jogadores – de futebol, inclusive.

Mas para que essa escolha possa se aproximar do que se entende por justiça, o selecionador deve também ter sido escolhido baseado em seus êxitos, em seus trabalhos anteriores.

No caso mais específico da seleção brasileira de futebol, o sujeito responsável por selecionar os melhores atletas do país deve também ser o melhor ou estar entre os melhores do país.

Dunga sequer era técnico de futebol quando Ricardo Teixeira, o dono da CBF e conseqüentemente do futebol brasileiro, o chamou para assumir o principal posto do esporte que é a paixão nacional.

Então antes de qualquer cornetagem, vamos debitar da conta da CBF do Ricardão a culpa por qualquer insatisfação gerada pela seleção escolhida pelo capitão do tetra.

Feito isso, vamos tentar pensar com a cabeça do Dunga.

Como jogador Dunga foi um voluntarioso volante, aguerrido, comandante em campo. Seu principal mérito não era como jogador, mas como líder.

Marcou uma era de futebol pouco vistoso do Brasil, a chamada “era Dunga”. Depois conquistou o tetra, numa seleção que tinha Romário e Bebeto como estrelas.

Não por acaso o selecionado de Dunga tem a sua cara. Uma zaga praticamente irretocável, deixando margem para discussão apenas na sua lateral esquerda e na opção por Doni no gol, sendo que o cara sequer joga em seu time.

O meio campo de Dunga é de fazer chorar qualquer admirador de um futebol de passes, triangulações, vistoso, de arte, de fazer chorar qualquer admirador do futebol brasileiro. O único verdadeiro meia desse time é Kaká. Cracaço! Mas que vem de uma temporada irregular, além de seguidas contusões. Se Kaká vier a faltar ou se necessário for dar mais qualidade ao setor, Dunga terá de improvisar.

Não, não me venha dizer que Elano é meia. Não é. Julio Baptista muito menos. Exceto Kaká, todo o resto do setor é formado por VOLANTES. Sejam 1º´s ou 2º´s, mas volantes. Volantes, como foi Dunga. Dunga que não tem em seu meio sequer um “Dunga”, no quesito entrega.
Muito menos um Mauro Silva, menos ainda um Mazinho. Ambos, 2º´s volantes na Copa de 94. Ambos, melhores que todos os volantes que Dunga chamou.

Sequer igualar aquela seleção que já era bastante pragmática Dunga conseguiu.

O ataque de Dunga não é lá tão passível de críticas. Mas levar Grafitte e ao mesmo tempo vender o papo de coerência é demais pra minha cabeça. Nada contra a opção. Grafitte vem bem no futebol alemão.

Mas com Dunga Grafitte teve apenas UMA oportunidade e jogou somente vinte e poucos minutos.

Diego Tardelli foi chamado mais de uma dezena de vezes e também vem bem no futebol brasileiro.

Pesou o que aqui? O país onde cada um exerce o seu jogo? O futebol alemão é realmente a cara do Dunga. O brasileiro não.

Se a justificativa para não levar Ganso (e Neymar) é a tal da experimentação e Grafitte carimbou sua passagem para a África atuando somente vinte e poucos minutos, então para mim a palavra de ordem de Dunga é a “incoerência”.

Torcer para essa seleção do Dunga será realmente um exercício patriótico para mim. O meu lado passional, muitas vezes ufanista, irá me dizer – “Vai Josué, tabela com o Gilberto Silva e arma pro Julio Baptista marcar um gol de placa”. Já o racional, antes de duvidar que a cena descrita possa ser capaz de acontecer, irá juntar forças com o lúdico, onde pensarei que se essa seleção faturar o hexa, o verdadeiro futebol brasileiro terá saído derrotado, levantando a taça uma seleção de volantes que bem poderia ser a seleção alemã – com todo o respeito que os tricampeões mundiais merecem.

Obrigado Ricardo Teixeira.

10 de mai. de 2010

Chazinho de Coca - A minha seleção Brasileira.

Levando em consideração que amanhã é o dia D para Dunga e os seus convocáveis, farei o doce e saboroso exercício de escalar a minha seleção brasileira. A que ao contrário da “dunguistica”, poderia representar o que entendo ser o futebol brasileiro.

Já adianto que se PH Ganso e Ronaldinho Gaucho forem, passo a acreditar na possibilidade do hexa. Caso contrário, só tendo muita sorte mesmo. Afinal é Brasil e muitas coisas conspiram a favor da nossa seleção em Copas. Mas a seleção do Dunga não tem qualidade técnica. Isso é evidente. E os que poderiam dar algum diferencial estão mal em seus clubes e/ou voltando de contusão.


Se ele levar o Adriano aí eu desisto. Até porque todo o pasteurizado discurso de comprometimento terá se mostrado furadissimo. Basta dizer amém a sua igrejinha que o cara é convocado.


Quando vejo o Drogba fazendo o que fez ontem. Robben, Sneijder, Lampard, Messi, Rooney, Torres e penso no que Elano, Julio Batista, Josué, Adriano e demais não estão fazendo, vejo o quanto a seleção vai depender de Maicon, Lucio e Julio Cesar.


Ganhar a qualquer custo, com gol de mão, impedimento e seja lá o que mais, serve para o meu time. Se puder jogar bem, beleza, caso contrário, ganhe como der. Já a seleção tem obrigação de jogar bem. O técnico inventado pode escolher os melhores.


Eu não posso fazê-lo. Mas posso imaginá-lo. Seguem os meus selecionados:


Goleiros: Julio Cesar, Victor, Marcos


Laterais: Maicon, Daniel Alves, Roberto Carlos e Michel Bastos


Zagueiros: Juan , Lucio, Alex Silva, Thiago Silva


Meio campo: Ramirez, Lucas, Elias, Kaká, Ganso, Gaucho e Anderson


Atacantes: Fred, Nilmar, Kleber, Luis Fabiano e Tardelli


Faça esse doce exercício também. Escale a sua seleção brasileira e confronte com a do Dunga.


Cheers,