E continua a novela sobre a utilização ou não do Morumbi para a abertura e mesmo para os demais jogos da Copa do Mundo no Brasil em 2014.
Como já deixei claro aqui mais de uma vez, não sou contra o Brasil receber os maiores eventos do planeta, esportivos ou não. Sou frontalmente contra as pessoas que já estão envolvidas na Copa e também nas Olimpíadas.
Nada irá ocorrer sem a participação de nossos políticos, presidentes de federações, de comitês e de nossa confederação de futebol. Além dos baba-ovos e capachos dos mesmos. Uma cambada que irá deitar e rolar no dinheiro público e realizar conchavos de todos os tipos.
A Fifa torna a Copa do Mundo em um evento altamente custoso. Cria uma série de regras a serem seguidas e que tornam inviável o evento para a maior parte dos países do mundo.
Ainda assim ela criou um rodízio de continentes, como forma de diversificar as culturas que irão receber o evento. Antes disso a ocorrência de Copas na Europa era motivo de criticas de toda parte.
Mas se por um lado ela viabiliza esse rodízio, por outro ela acaba por impedir que países em regiões menos favorecidas do planeta possam bancar o evento. O seu caderno de encargos é o mesmo para a Europa, para a África e para a América do Sul. Oras, é mais do que evidente que mesmo após o boom do crescimento de regiões como o Brasil, ainda estamos distantes de ter as mesmas condições estruturais dos europeus, por exemplo.
Se a intenção da Fifa com esse rodízio é boa, então que ela crie cadernos distintos, de acordo com a região que irá receber a Copa. Caso contrario, não passará de conversa para boi dormir. Ou então uma chance de fazer a festa com a politicagem local. Fico com a 2ª opção.
Vale atentar o leitor que entre as obrigações desse caderno da Fifa está a garantia de que o governo local irá isentar a Fifa e seus parceiros de impostos referentes a todos os serviços e produtos relacionados a Copa. Mamatinha, não?
O Brasil é o auto proclamado país do futebol. Se olhar pelas conquistas da seleção, faz sentido. Em qualquer outro aspecto do esporte, há controvérsias. Mas tudo bem, ela volta ao país após mais de 50 anos.
O Brasil é um país de extensão continental, mas onde a prática do futebol se notabiliza por centros de destaques. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia possuem a nata dos grandes clubes. Das grandes massas. Nesses locais o futebol é disputado ao longo de todo o ano. Seus clubes estão nas séries A, B e C do Campeonato Brasileiro. Disputam a Libertadores e a Sulamericana sempre com destaque. Há centros “menores”, mas que possuem grandes clubes, com grandes torcidas. Com grandes estádios, que é o que se busca para a Copa. Goiás, por exemplo.
A farra da Copa no Brasil começa já pela distribuição das sedes. Construir uma Arena em Brasilia e deixar Goiás de fora é uma tremenda bola fora. Claro, obra de manobras políticas, de favores e agrados.
Outro ponto conflitante é a não utilização do Engenhão no RJ. Construído para o último Pan, é um estádio moderno, que com poucas alterações poderia receber facilmente partidas da Copa. Sua construção já se deu sob um derrame de dinheiro público. Onde o orçamento foi estourado por mais de uma vez. Mas a sua não utilização na Copa, sob o pretexto de que o RJ já conta com o Maracanã é absurda. O transforma em um enorme elefante branco, só utilizado pelo Botafogo, que hoje arca com seus custos. Um gasto inútil, para uma competição já inútil como é o Pan.
Ninguém imagina uma Copa no Brasil sem o Maracanã como palco principal. Mas se o RJ possui dois estádios quase prontos para a Copa, por que não utilizá-los? Por que construir uma mega arena na Amazônia, onde não há um único clube dentro das 3 principais divisões do país? Uma Arena que após a Copa ficará as moscas. Que após a Copa será um elefante branco na floresta. Para que gastar milhões em algo que se tornará inútil após sua breve utilização?
O mesmo acontece em SP, onde o Morumbi é o grande (em tamanho) palco para uma Copa. O São Paulo Futebol Clube se diz disposto a arcar com os custos da reforma com dinheiro de investidores e do BNDES. Em comparação aos gastos que as arenas da CBF/Fifa terão, o custo da reforma do Morumbi serão trocados.
Em São Paulo também haverá, a partir de 2012, a mais moderna arena da América Latina – a Arena Palestra Italia. Uma reforma toda bancada por um grande parceiro trazido pelo Palmeiras, a construtora W-Torre. Sem uma única moedinha do dinheiro público, nada. Para 45 mil espectadores devidamente acomodados, poderia muito bem receber jogos da Copa. Enquanto o Morumbi, com sua capacidade para receber mais de 60 mil pagantes, seria o palco de abertura.
É tudo tão lógico, que o fato de não acontecer assim por si só já dá a certeza de que não é exatamente trazer a Copa do Mundo ao Brasil o interesse dos que estão envolvidos.
A notícia de hoje do jornal “Lance!” dá como palavra da CBF de que o Morumbi não será sequer palco da Copa. Que para tal será construída uma Arena em Pirituba, com capacidade de, pasmem, 45 mil espectadores.
Mas a Fifa não exige estádio de 65 mil lugares para palco de abertura?
Terá o fato de Juvenal Juvêncio e Luiz Gonzaga Belluzzo, presidentes de São Paulo e Palmeiras, na eleição para residente do Clube dos 13 terem optado por apoiar um candidato diferente de Ricardão Teixeira, influenciado nessas decisões? Além, lógico, das tantas outras já citadas acima?
Não sou contra a Copa do Mundo no Brasil. Sou a favor do Brasil, em todos os sentidos. Copa com essa cambada envolvida não pode ser boa para o país.
Chega de pão e circo.
Vamos aguardar os próximos capítulos dessa novela sem graça.
26 de mai. de 2010
Chazinho de Coca - Copa do Mundo no Brasil. Chega de pão e circo.
12 de mai. de 2010
Chazinho de Coca - Uma seleção de volantes. Culpa de Ricardo Teixeira.
Quando se pensa em seleção, seja ela do que for, imagina-se a escolha das melhores peças, animais, vegetais, pessoas, jogadores – de futebol, inclusive.
Mas para que essa escolha possa se aproximar do que se entende por justiça, o selecionador deve também ter sido escolhido baseado em seus êxitos, em seus trabalhos anteriores.
No caso mais específico da seleção brasileira de futebol, o sujeito responsável por selecionar os melhores atletas do país deve também ser o melhor ou estar entre os melhores do país.
Dunga sequer era técnico de futebol quando Ricardo Teixeira, o dono da CBF e conseqüentemente do futebol brasileiro, o chamou para assumir o principal posto do esporte que é a paixão nacional.
Então antes de qualquer cornetagem, vamos debitar da conta da CBF do Ricardão a culpa por qualquer insatisfação gerada pela seleção escolhida pelo capitão do tetra.
Feito isso, vamos tentar pensar com a cabeça do Dunga.
Como jogador Dunga foi um voluntarioso volante, aguerrido, comandante em campo. Seu principal mérito não era como jogador, mas como líder.
Marcou uma era de futebol pouco vistoso do Brasil, a chamada “era Dunga”. Depois conquistou o tetra, numa seleção que tinha Romário e Bebeto como estrelas.
Não por acaso o selecionado de Dunga tem a sua cara. Uma zaga praticamente irretocável, deixando margem para discussão apenas na sua lateral esquerda e na opção por Doni no gol, sendo que o cara sequer joga em seu time.
O meio campo de Dunga é de fazer chorar qualquer admirador de um futebol de passes, triangulações, vistoso, de arte, de fazer chorar qualquer admirador do futebol brasileiro. O único verdadeiro meia desse time é Kaká. Cracaço! Mas que vem de uma temporada irregular, além de seguidas contusões. Se Kaká vier a faltar ou se necessário for dar mais qualidade ao setor, Dunga terá de improvisar.
Não, não me venha dizer que Elano é meia. Não é. Julio Baptista muito menos. Exceto Kaká, todo o resto do setor é formado por VOLANTES. Sejam 1º´s ou 2º´s, mas volantes. Volantes, como foi Dunga. Dunga que não tem em seu meio sequer um “Dunga”, no quesito entrega.
Muito menos um Mauro Silva, menos ainda um Mazinho. Ambos, 2º´s volantes na Copa de 94. Ambos, melhores que todos os volantes que Dunga chamou.
Sequer igualar aquela seleção que já era bastante pragmática Dunga conseguiu.
O ataque de Dunga não é lá tão passível de críticas. Mas levar Grafitte e ao mesmo tempo vender o papo de coerência é demais pra minha cabeça. Nada contra a opção. Grafitte vem bem no futebol alemão.
Mas com Dunga Grafitte teve apenas UMA oportunidade e jogou somente vinte e poucos minutos.
Diego Tardelli foi chamado mais de uma dezena de vezes e também vem bem no futebol brasileiro.
Pesou o que aqui? O país onde cada um exerce o seu jogo? O futebol alemão é realmente a cara do Dunga. O brasileiro não.
Se a justificativa para não levar Ganso (e Neymar) é a tal da experimentação e Grafitte carimbou sua passagem para a África atuando somente vinte e poucos minutos, então para mim a palavra de ordem de Dunga é a “incoerência”.
Torcer para essa seleção do Dunga será realmente um exercício patriótico para mim. O meu lado passional, muitas vezes ufanista, irá me dizer – “Vai Josué, tabela com o Gilberto Silva e arma pro Julio Baptista marcar um gol de placa”. Já o racional, antes de duvidar que a cena descrita possa ser capaz de acontecer, irá juntar forças com o lúdico, onde pensarei que se essa seleção faturar o hexa, o verdadeiro futebol brasileiro terá saído derrotado, levantando a taça uma seleção de volantes que bem poderia ser a seleção alemã – com todo o respeito que os tricampeões mundiais merecem.
Obrigado Ricardo Teixeira.
30 de jul. de 2009
Chazinho de Coca - Uma teta gigantesca chamada “Futebol Brasileiro”.
Uma teta gigantesca chamada “Futebol Brasileiro”.
E quem mama nessa deliciosa teta é a boca que deveria cuidar dela, zelar pelo seu bem, aliviar suas tensões – A CBF do Ricardo Teixeira.
Ontem eu escrevi sobre a zona que é o calendário do nosso futebol, aplicado pela dona CBF. Usei a Audi Cup como exemplo do quanto nossos clubes se lascam com essa desorganização toda, mas também da culpa que todos eles tem no cartório por reeleger seguidas vezes o “patrão” Teixeristico. Segue link do post:
http://ferozesfc.blogspot.com/2009/07/chazinho-de-coca-copa-audi-por-que-um.html
Fosse esse o único problema e nosso futebol viveria em um jardim lindo e florido. Alguns até vivem sim em jardins repletos de cores, de festas, recepções, gente bonita, jatinhos luxuosos. Mas isso vem daqui a pouco.
Você, caro leitor e torcedor de futebol, sabia que a seleção francesa de futebol, 1 vez campeã mundial, vale 5 vezes mais do que a nossa seleção pentacampeão do mundo? Creio que absurdo como esse nem se passaria pela cabeça alheia.
A Nike (a mesma patrocinadora brazuca) irá pagar US$63 milhões de dólares/ano a partir de 2011, quando se encerra o contrato francês junto a Adidas.
Nossa seleção não aparece, sequer, entre as mais valiosas do planeta. Logo abaixo dos franceses vem a Inglaterra, também com “apenas” 1 título mundial e valores de patrocínio que beiram os US$44, 5 milhões/ ano.
Para se ter uma idéia, a seleção mexicana, que não ostenta nenhum título significativo, recebe US$11 milhões ano, contra U$S12 milhões que são pagos anualmente para os únicos pentacampeões do planeta.
Além da evidente falta de capacidade nas negociações dos cabeças “cbfisticos”, conta contra o “nosso futebol” os vários escândalos políticos, cpi´s e investigações contra os figurões da CBF. Tudo isso gera desconfiança dos investidores, lógico.
Massssssssssssss, U$S12 milhões de dólares é uma baita de uma grana, disso eu acho que ninguém discorda, né?
Daria para investir muito no nosso futebol, já que a CBF não é uma entidade que exista para gerar lucro para si próprio e sim para gerir todo o nosso futebol (leia-se seleção, clubes, futebol masculino/feminino e afins).
Mas enquanto nossos clubes se afundam em dívidas, o calendário é uma bagunça, nosso futebol feminino não decola, dentre outras patacoadas, a CBF, mãezona como ela só, resolveu investir no conforto e bem estar de seus transeuntes engravatados quando estes estiverem em viagem de n.e.g.ó.c.i.o.s. Acompanhe a matéria que saiu hoje no LANCEnet:
Jatinho da CBF não é nem um pouco econômico
Ao invés de comprar aeronave, entidade poderia alugar jatinhos para mais de 1.700 viagens.
Um dos principais argumentos da CBF para adquirir um jatinho de luxo para transportar os homens da Fifa pelo Brasil cai por terra após uma simples pesquisa. O custo do Cessna Citation CJ4 comprado pela entidade em janeiro (R$ 23 milhões) é suficiente para bancar mais de 1.769 viagens de ida e volta entre Rio e São Paulo em aviões com características semelhantes, mas com menos luxo.
Coisa linda de jatinho. Olha como ele voa elegante, aconchegante, nem barulho faz. Voa CBF, voa.
Para chegar ao valor, o LANCE! consultou, informalmente, algumas empresas líderes no mercado de fretamento de aviões no Rio e em São Paulo. O objetivo era saber o custo do fretamento de uma aeronave com capacidade para sete ou oito passageiros, a mesma do avião comprado pela CBF.
Na pesquisa, um Learjet Bombardier, com características semelhantes, custa cerca de R$ 13 mil por uma ida e volta saindo do Rio para a capital paulista. O preço cobrado é o de quilometragem mínima para fretamento de aeronaves.
Apesar de muito confortável, a aeronave pesquisada não tem o mesmo luxo que o avião da CBF, que será o bem que estará disponível para os homens da Fifa e os convidados de Ricardo Teixeira.
Mas é possível alugar jatos bem mais baratos quando a viagem é para um menor número de pessoas. Em abril deste ano, o Correio Braziliense noticiou uma farra de deputados com aluguéis de jatinhos.
Segundo a reportagem, sete deputados gastaram o equivalente a R$ 79 mil. As viagens eram muito mais longas. Um dos parlamentares saiu de Brasília e visitou várias cidades no interior da Bahia antes de retornar para a capital federal.
Se utilizarmos o custo mensal aproximado de manutenção do jatinho da CBF (R$ 2,7 milhões/anuais), é possível fazer a viagem de ida e volta do Rio para São Paulo, em avião alugado, por mais de 200 vezes. Ou seja, mais de uma a cada dois dias.
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FONTE:
http://www.lancenet.com.br/selecao/noticias/09-07-30/589723.stm?futebol-jatinho-da-cbf-nao-e-nem-um-pouco-economico
29 de jul. de 2009
Chazinho de Coca - Audi Cup: Por que um time argentino e não um brasileiro?

A Audi Cup será um torneio de pré-temporada, organizado pela Audi e terá como sede o Allianz Arena, em Munique.
Participarão do torneio o anfitrião Bayern Munique, o campeão inglês Manchester United, o Milan e os hermanitos do Boca Jrs.
Excelente oportunidade de se fazer dinheiro e de se testar o elenco contra grandes equipes do mundo.
A pergunta que fica é: Por que o Boca Jrs e não um grande clube brasileiro?
Simples – O futebol brasileiro, ao contrário de todo o resto do futebol de 1º mundo, segue calendário distinto, com datas burras e distintas. O que implica em estarmos em nossa alta temporada, enquanto em todo o restante do planeta bola os grandes clubes fazem preparação e arrecadam uma boa grana. Nossos clubes não podem sequer cogitar participar de um torneio bacana como esse. Isso sem falar nos infernais problemas que encontramos com as malditas janelas de transferências.
“Tadinhos dos nossos clubes”? Uma banana para eles.
São eles quem elegem os poderosos que fazem do nosso futebol essa patacoada toda. São os maiores culpados por tudo isso. Além de serem os grandes prejudicados.
A Audi Cup será disputada em sistema de mata-mata, tendo nas semifinais os seguintes duelos:
Manchester United X Boca Jrs
Bayern X Milan
Só jogão, meu nobre. Pelo menos parece que teremos a chance de acompanhar as partidas pela ESPN (preciso confirmar).
1 de jun. de 2009
Chazinho de Coca - Eis os 12 circos para a Copa de 2014.
Muito já se falou sobre a realização de um evento desse porte no Brasil. Em alguns pontos eu sou favorável, em muitos eu sou completamente contra. Pesando os prós e os contras, a única certeza que podemos ter nesse momento é que, caso o caderno de encargos da Fifa fosse realmente levado a sério e o Brasil passaria longe de ser um país candidato a sediar uma Copa. Quantos mais ser o escolhido.
Antes de apresentar as 12 cidades-sedes e as suas prováveis arenas, fica uma pergunta.
Por que raios o anúncio foi feito em Nassau, nas Bahamas?
Nassau, Bahamas
Ah sim, feito isso, vamos aos detalhes técnicos. Abaixo a lista com as 12 sedes e o custo mínimo previsto para cada uma delas:
Belo Horizonte (MG) – Mineirão
Estádio: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Obra: reforma
Capacidade: 69.950 lugares
Valor projetado para o estádio: não divulgado
Valor de intervenções na cidade: não estimado
Brasília (DF) - Mané Garrincha
Estádio: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Obra: reforma
Capacidade: 70.141 lugares
Valor projetado para o estádio: R$ 522 milhões
Valor de intervenções na cidade: não estimado
Cuiabá (MT) – Verdão
Estádio: José Fragelli ou Verdão, Cuiabá (MT)
Obra: reforma
Capacidade: projetada para 48.453 lugares
Valor projetado para o estádio: R$ 350 milhões
Valor de intervenções na cidade: R$ 2,5 bilhões, com investimento em novas estradas, hospitais e rede hoteleira
Curitiba (PR) - Arena da Baixada
Estádio: Arena da Baixada, Curitiba (PR)
Obra: reforma
Capacidade: projetada para 41.375 lugares
Valor projetado para o estádio: R$ 150 milhões
Valor de intervenções na cidade: 4,850 bilhões, construção do metrô, parque tecnológico e vias de acesso.
Fortaleza (CE) - Castelão
Estádio: Castelão, Fortaleza (CE)
Obra: R$ 400 milhões
Capacidade: projetada para 50 mil lugares
Valor projetado para o estádio: R$ 400 milhões
Valor de intervenções na cidade: R$ 9,2 bilhões
Manaus (AM) - Arena Verde
Estádio: Arena Verde
Obra: Muda de Vivaldão para Arena Verde - demolição e construção de um novo estádio no local
Capacidade: projetada para 46 mil lugares
Valor projetado para o estádio: R$ 580 milhões
Valor de intervenções na cidade: R$ 5,4 bilhões (incluindo o estádio)
Natal (RN) - Arena dos Reis Magos
Estádio: Arena dos Reis Magos
Obra: construção
Capacidade: projetada para 65.100 lugares
Valor projetado para o estádio: R$ 280 milhões
Valor de intervenções na cidade: R$ 1,737 bilhão em conclusão de um novo aeroporto, anel viário e saneamento básico
Porto Alegre (RS) - Beira-Rio
Estádio: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Obra: reforma
Capacidade: 60 mil lugares
Valor projetado para o estádio: R$ 350 milhões
Valor de intervenções na cidade: não estimado
Recife (PE) - Cidade da Copa
Estádio: Cidade da Copa, Recife (PE)
Obra: construção
Capacidade: projetada para 46.154 lugares
Valor projetado para o estádio: R$ 500 milhões
Valor de intervenções na cidade: R$ 3,7 bilhões
Rio de Janeiro (RJ) – Maracanã
Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Obra: reforma
Capacidade: projetada para 86.100 lugares
Valor projetado para o estádio: R$ 430 milhões
Valor de intervenções na cidade: R$ 10 bilhões
Salvador (BA) - Fonte Nova
Estádio: Fonte Nova, Salvador (BA)
Obra: reforma
Capacidade: projetada para 55 mil lugares
Valor projetado para o estádio: R$ 231 milhões
Valor de intervenções na cidade: R$ 1,5 bilhão
São Paulo (SP) - Morumbi
Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Obra: reforma
Capacidade: projetada para 66.952 lugares
Valor projetado para o estádio: R$ 300 milhões
Valor de intervenções na cidade: R$ 20 bilhões
FONTE: LANCENET!
Mais informações:
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Em meio a tantas informações e cifras astronômicas, talvez a única certeza disso tudo é que a final da Copa será no Maracanã.
E a abertura? Em São Paulo, Porto Alegre, Minas, onde?
Alguns absurdos cometidos nos deixam essa incerteza latente.
Algumas cidades escolhidas não possuem clubes nem na 2ª divisão, enquanto outras com maior destaque no cenário brasileiro da bola, ficaram de fora.
Quais campeonatos serão disputados nessas cidades após a Copa? Quais clubes farão usufruto das Arenas faraônicas?
Nada contra as cidades, muito pelo contrário, muito mesmo. Mas é evidente que o mérito esportivo não foi levado em consideração ao optar por uns, ao invés de outros como Goiânia e Florianópolis, por exemplo.
Enfim, alguns absurdos sem explicações que nos permite imaginar uma série de fatores, não esportivos, que possibilitaram as escolhas dessas cidades como sedes.
Os estádios particulares receberão dinheiro público para a realização de suas milionárias reformas?
Tudo muito, muito nebuloso, meus caríssimos.
8 de mai. de 2009
Brasileirão milionário.
Brasileirão 2009, que terá início no próximo final de semana, promete ser o mais rentável dos últimos anos
André Lucena
Começa no próximo sábado, 9, o campeonato de futebol mais importante do cenário nacional: o Brasileirão. Com 20 clubes distribuídos por nove estados, a Série A da competição, que será disputada pela sétima vez seguida por pontos corridos (sem eliminatórias e finais), promete ser a mais atrativa e rentável dos últimos anos. Um dos fatores é a presença de Ronaldo, jogador do Corinthians, que poderá alavancar a baixa média de público registrada nos últimos três anos, com apenas 12.401 torcedores por jogo em 2006, 17.461 em 2007, e 16.992 em 2008.
Se os estádios não estão tão cheios, a arrecadação total das bilheterias aumenta a cada temporada do Campeonato Brasileiro. Em 2006, o valor angariado pelas arenas foi de R$ 52,5 milhões. Já 2007 registrou R$ 80 milhões. O ano passado, por sua vez, foi o mais rentável no quesito bilheteria, com R$ 101,2 milhões arrecadados.
Mesmo com a média de público semelhante nos últimos anos, os times começam a adaptar modelos europeus em seus estádios, cobrando ingressos mais caros e oferecendo maior comodidade ao torcedor, considerado por muitos clubes como consumidores.
O Setor Visa é um dos grandes exemplos. Instalado no Palestra Itália, Morumbi e Canindé (em São Paulo); Vila Belmiro (Santos); João Havelange (Rio de Janeiro); Orlando Scarpelli (Florianópolis); e Roberto Santos (Feira de Santana, Bahia), o local é considerado uma área VIP com cadeiras numeradas, lounge com monitores de plasma, lanchonetes, lojas, banheiros e áreas de estar. Além disso, os torcedores adquirem os ingressos para o setor pelo site Futebol Card.
No ano passado, o Flamengo foi o clube com a maior média de público, com 40.694 torcedores por partida, seguido por Grêmio (31.725) e Cruzeiro (24.245). O Palmeiras, que levou a média de 16.877 espectadores e ocupou 11º posição no quesito, foi o terceiro colocado na arrecadação de bilheteria, com cerca de R$ 476.702 por jogo, atrás de Grêmio (R$ 592.281) e Flamengo (R$ 699.260). O alviverde paulista elevou o valor dos ingressos de arquibancada e do Setor Visa e, mesmo sem grande assistência média, conseguiu incrementar sua receita.
Telona
Detentora dos direitos de transmissão do Brasileirão para TV aberta, fechada, pay-per-view e de placas publicitárias até 2011, a Rede Globo vive a expectativa de um Campeonato Brasileiro com a maior visibilidade dos últimos anos. Para o diretor da Globo Esportes, Marcelo de Campos Pinto, a presença de Ronaldo Fenômeno pode alavancar a visibilidade da competição. "O fato de podermos contar com um dos maiores craques que o futebol brasileiro já produziu é um ponto bastante positivo para promovermos a competição", destaca.
Pelo pacote de TV aberta, a emissora pagou R$ 220 milhões ao Clube dos 13 - entidade que negocia os direitos de transmissão do torneio. O valor pode ser elevado caso a audiência média dos jogos seja superior a 21 pontos no Ibope, sendo que cada ponto extra vale cerca de R$ 1 milhão.
De olho em toda a temporada de futebol transmitida pela Globo e principalmente no Campeonato Brasileiro, os patrocinadores Vivo, Casas Bahia, Itaú, Volkswagen e Ambev renovaram suas cotas por R$ 121 milhões cada. Já o canal de TV fechada Sportv (da Globosat) comercializou as seis cotas de patrocínio do pacote Futebol 2009 pelo valor de R$ 24 milhões cada. Os compradores foram Ambev, Fiat, HSBC, Ipiranga, Telefônica e Vivo. A Visa adquiriu uma cota diferenciada para o top de cinco segundos.
"Estamos bastante animados com a oportunidade de podermos dar continuidade ao trabalho de desenvolvimento de novos produtos e de valorização das marcas dos clubes. Este trabalho vem sendo empreendido ao longo dos últimos dez anos, em conjunto com o Clube dos Treze", afirma o executivo da Globo Esportes.
Com toda a visibilidade gerada pela Série B de 2008, que contou com a presença do Corinthians, a CBF decidiu assumir a gestão da competição. Em reunião com os 20 clubes participantes da Segundona, o presidente da Confederação, Ricardo Teixeira, assinou contratos de cessão de direitos de transmissão com a Rede Globo de Televisão até o final de 2014. O valor do acordo fica inalterado até 2010, num total de R$ 27 milhões anuais.
A Futebol Brasil Associados (FBA), que detinha a comercialização do pacote até 2010, foi destituída da atribuição. De acordo com Campos Pinto, os direitos serão compartilhados com a Rede TV! Nesta temporada da Série B. O torneio, que assim como a Primeira Divisão será realizado entre maio e dezembro, terá como participantes grandes clubes como Vasco, Bahia, Portuguesa e Guarani.
O faturamento mínimo estimado pela CBF é de R$ 600 mil para cada time da Série B. Além disso, as equipes podem faturar com a venda de painéis publicitários. A própria FBA já vinha comercializando estes painéis com a estimativa de receita total em torno de R$ 14 milhões.
Preferência
Em pesquisa realizada pela TNS Sport, o Campeonato Brasileiro foi indicado como a competição preferida pelos torcedores brasileiros. Com 56,67% das indicações, o Brasileirão desbancou a Copa do Brasil e a Copa Santander Libertadores da América, torneios que foram citados por 13,77% e 13,70% dos fãs de futebol, respectivamente. A Libertadores é o campeonato mais importante da América do Sul, pois classifica o campeão para o Mundial de Clubes da Fifa.
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Fonte: Meio&Mensagem online.
9 de jan. de 2009
Chazinho de Coca - Vista seu nariz de palhaço e acompanhe o mais novo escândalo da arbitragem brasileira.
Vista seu nariz de palhaço e acompanhe o mais novo escândalo da arbitragem brasileira.
É simples assim – a idade máxima permitida para um árbitro apitar no futebol é de 45 anos. Até onde sabemos e, talvez inocentemente acreditamos, para se chegar à Fifa, o árbitro tem que ser MUITO bom. Ele deve ser analisado criteriosamente por mestres da arbitragem nacional e mundial e deve se sobressair sobre os simples mortais.
Poxa, quando vamos assistir ao jogo de nosso time e ficamos sabendo que a partida será comandada por um homem que ostenta o escudo da Fifa, rola até certa tranqüilidade, não é mesmo?
Além disso, acreditamos cegamente que o juiz participou de um sorteio, em meio a outros senhores da lei dos gramados.
Esqueça tudo isso ou então, duvide de tudo isso.
Mais uma vez a nossa arbitragem está em xeque. O presidente da Comissão de árbitros do Rio de Janeiro, Jorge Rabello, denunciou um novo escândalo ao acusar o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, de oferecer dinheiro para o juiz carioca, Djalma Beltrami, abrir mão de sua condição de árbitro FIFA, mediante a uma garantia de que poderá estender sua vida na arbitragem até os 46 anos, inclusive com a certeza de que será constantemente envolvido nas escalas.
Rabello diz que a mesma proposta foi feita também para Wagner Tardelli e Alício Pena Júnior. É importante dizer que, até o presente momento, não existe a confirmação de que a “proposta” tenha sido aceita por nenhum dos três citados.
Mas onde leva tudo isso?
Dentre tantas hipóteses que podemos levantar, surge a possibilidade de que essa cadeira no quadro da FIFA já esteja destinada a alguém e que esse alguém não será avaliado por critérios técnicos rigorosos, mas que a assuma mediante a um preço.
Nem bem nos recuperamos, ou pior, nem mesmo tivemos uma resposta sobre os últimos escândalos acontecidos, que colocaram sob suspeita o BR-08 e já nos deparamos com mais esse espetáculo circense.
A Associação dos Palhaços do Brasil, constituída por todos nós, agradece.
26 de nov. de 2008
Chazinho de Coca - O nosso "articulado" futebol.
Após pressão do Flamengo, Simon é “rebaixado” para a série B.
Pois é, parece que o chororô de alguns, conta mais que o chororô dos outros. A derrota do Flamengo para o Cruzeiro, no último domingo, continua causando rebuliços pelos lados da diretoria rubro-negra. Kleber Leite chorou, esperneou e devido a isso, o árbitro brasileiro indicado para a próxima Copa do Mundo, não estará presente na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro da série A. Simon participará dos sorteios para a última rodada da série B.
Kleber Leite não parece satisfeito e promete enviar à Fifa um vídeo com o lance da discórdia e assim, pretende impedir que Simon vá para sua 3ª Copa do Mundo.
Na opinião desse humilde colunista, o lance foi extremamente interpretativo. Bem diferente do lance que prejudicou a Lusa contra o mesmo Flamengo. Por que Kleber Leite não envia os tapes de ambos os lances para a Fifa?
Tipo de pensamento tacanha, de uma diretoria aquém do tamanho do clube que dirige e que procura jogar nas costas alheias, os maus resultados obtidos em sua administração. Pífio.
Macacada velha.
O São Paulo pediu para jogar contra o Goiás no Maracanã ou no Engenhão. O Goiás não pode atuar em seu estádio. Acaba-se de gastar milhões e milhões em um estádio que será utilizado em partidas da série C. Brasilia quer ser a sede da abertura da Copa de 2014. A CBF confirmou a partida entre Goiás X SP para o Bezerrão.
Onde o tricolor tem mais torcida, no RJ ou em Brasília? Em que jogo as atenções estarão voltadas na última rodada do BR 08? Pois é. JJ é macaco velho e mora aí, uma das tantas razões que fazem o São Paulo ser o que é hoje. A CBF é macaca velha e mora aí uma das tantas razões por..........enfim.
PS: O SP está mais do que certo em buscar o melhor para si próprio.
PS2: A CBF é a CBF.
Palmeiras X Vitória =Traffic X Traffic?
O jovem meia Marquinhos, destaque do Vitória na temporada e apontado como uma das revelações do ano, jogará em 2009 pelo Palmeiras.
Domingo o Verdão encara o atual time de Marquinhos e pode garantir sua vaga na Libertadores de 2009.
Caso Marquinhos tenha a bola do jogo aos seus pés, será que ele eliminará a si próprio da próxima edição da principal competição de clubes do continente? Esse é o 1º ponto.
A Traffic é a parceira do Palmeiras na contratação e formulação de elenco. Onde reside o problema em um clube que almeja coisas maiores, iniciar seu planejamento com antecedência e contratar os destaques de hoje, para jogar amanhã? Esse é o 2º ponto.
Caso Marquinhos não seja escalado, será que apontarão suposto benefício ao time alviverde? Se Marquinhos jogar e tiver atuação apagada, será que o acusarão de ser anti profissional? E se Marquinhos jogar, fizer uma partidaça e mesmo assim o Palmeiras vencer? E se ele jogar e o Hercólubus entrar em rota de colisão com a Terra e devido a isso a próxima edição da Libertadores ir para o espaço? E se...........
Qual é o seu “e se”? Pêlo em ovo? Descaramento? Arrebatamento?
Abraços aos nobres,
16 de out. de 2008
Chazinho de Coca - Mais uma palhaçada da nossa "querida" CBF.
Campeão pela seleção brasileira em 1962, o ex meia esquerda Amarildo, foi impedido de entrar no Maracanã para acompanhar ao patético espetáculo protagonizado pela seleção de 2008.
Tive conhecimento do ocorrido enquanto assistia ao canal ESPN, algumas horas antes do início da partida entre Brasil X Colômbia. Foram mostradas cenas do momento em que ele tentou entrar e foi barrado. Uma cena triste, mas que não chegou a surpreender. Afinal, nós estamos cansados de ver a Globo e outros poderosos do setor, fechar camarotes inteiros, com convidados que pouco ou nada contribuíram para o futebol. Não foi a 1ª e infelizmente não deverá ser a última vez que presenciamos a uma vergonha como essa.
O assessor da CBF, Rodrigo Paiva, defendeu a entidade no caso e disse que houve um mal entendido. Óbvio que houve, possivelmente nem ele e nem os responsáveis presentes ao estádio sabiam que se tratava de um campeão do mundo. Seria pedir demais dessa gente tão acostumada a lidar com "mega astros" como os que temos em nossa seleção. Vale lembrar também que, Amarildo foi “apenas” campeão do Mundo em 1962, atuando em 4 jogos, depois de substituir somente Rei do futebol. Pouca coisa comparada ao que nos brinda hoje em dia esses “grandes craques” da seleção de Dunga, não é mesmo?
Mais um momento patético, vergonhoso e inesquecível (no péssimo sentido) de uma entidade e de uma seleção que há muito, já não representam muita coisa para a torcida brasileira.
50 mil pagantes para um jogo da seleção brasileira, no templo maior do nosso futebol? Pífio!
O jogo? Esse me fez dormir na virada do 1º para o 2º tempo, então não posso escrever a respeito. Mas que não me venha Dunga e cia dizer que a Colômbia jogou com 300 atrás, porque no 1º tempo, o Brasil foi pressionado em casa e jogou como time pequeno, o que de fato é, ao menos atualmente.
Abraços,
12 de set. de 2008
Chazinho de Coca - Um mero complemento acerca da seleção que já foi nossa

Salvo a Copa de 2002, a seleção brasileira é isso aí, um amontoado de mandos e desmandos, de cadeiras cativas, de ex-jogadores que se acham conhecedores da arte de comandar e um rei, um soberano rei que parece estar cagando e andando para tudo isso. Afinal, ele conseguiu - a Copa de 2014 será aqui e ele será o dono da festa.
Não preciso dar nomes aos bois(ou preciso?). Um Rei, com toda a sua côrte pré disposta a atender seus mais "nobres" desejos.
Isso é a CBF, isso é a seleção brasileira, que outrora foi nossa. Hoje é dele!
PS: O programa do History Channel que "rivalizou" com a seleção e foi citada pelo Gustavo em sua coluna, como alternativa para o programa de índio, foi "Caçadores de Aliens". Eu, como gosto de coisas boas, não pensei duas vezes em, ao invés de zapear entre os canais, fixar o canal 82 da minha TV e jogar o controle no outro sofá.
Eu nem estava mesmo afim de dormir naquela hora.
Escrevo ao som do gênio Jean Michel Jarre - Souvenir of China
Cheers,
2 de set. de 2008
Pira na Chulipa - Futebol SUJO!
- Ja algum tempo se ouve falar em tramites dentro do futebol, mas algumas coisas vem a tona com grande força, a bola da vez agora é o jogo entre Brasil e Gana na ultima copa do mundo;
- A denúncia vem do jornalista canadense Declan Hill, que acaba de publicar um livro chamado "The Fix: Soccer and Organized Crime", que fala da máfia de apostadores Thailandeses;
- Ele comenta sobre o jogo Brasil e Gana, onde teriam sido apostados numa vitória brasileira por mais de 2 gols de diferença (a partida terminou 3 a 0 pra nossa seleção), o que me entristece muito, e me deixa com mais um pé atras com esse esporte que tanto amo (com esse ja devo estar com uns 5 ou 6 pés atraz);
- A denúncia não fica só nessa partida, mas tambem em outras partidas da copa, e algumas do campeonato alemão;
- O jornalista, conta com gravações com o jogador Ganês Abukari Damba, esse que manteve contato com apostadores ásiaticos;
- Pois é, a merda foi jogada no ventilador, depois dessa cabe a pergunta, mas até onde se estende toda essa lama? Lembraremos da final da copa da França, do caso Ronaldo fenômeno, de um placar inusitado, entre muitos outras partidas que ficam marcadas nas nossas cabeças;
- E a pergunta maior, até onde a CBF se envolve com tudo isso? Não ha como não botar em cheque uma entidade que há tempos vem se mostrando canalha e impestiada de contradições, em especial seu presidente Ricardo "Dinheiro" Teixeira;
- Até quando esses mercenários ladrões vão se envolver num esporte tão amado por todo o mundo?
Abraços pra Geral
22 de jun. de 2008
Chazinho de Coca - Cadê a cativa do Gaúcho?
Cadê a cativa do Gaúcho?
O ano de 2008 não tem sido o ano da seleção brasileira. Curiosamente também não tem sido o ano daquele que deveria ser o maestro de nossa equipe, Ronaldinho Gaúcho. Quando se fala na seleção canarinho, nos vem à mente um time recheado de bons jogadores e dentre eles, alguns diferenciados, alguns foras de série.
Relembrando a seleção campeã de 2002, talvez a nossa última grande equipe, nela não existiam grandes contestações, talvez a não convocação do meia Alex, mas nada que tenha tirado o sono do técnico Felipão ou que tenha deixado a torcida muito reticente quanto ao sucesso da equipe na competição. Do goleiro ao centroavante, a seleção era quase que a consumação do desejo popular, com ótimos jogadores em todas as posições e dentre eles, quatro ou cinco craques, foras de série que decidiram quando foi preciso.
Hoje passamos, talvez, por nossa maior escassez de craques das ultimas décadas, para não dizer da história. O selecionado de Dunga é um frangalho só, apontado por muitos estudiosos da bola como algo abaixo até mesmo da seleção de 66.
Quer dizer então que não temos craques ou pelos menos, bons jogadores? De forma alguma. Podemos sem muito esforço fazer uma seleção apenas com jogadores que atuam hoje no futebol brasileiro que já conseguimos algo melhor do que Dunga. Junte a eles os craques que atuam na Europa e pode-se montar uma equipe que se não for a melhor de todas, ainda pode encarar em pé de igualdade qualquer outra seleção de ponta.
O time de Dunga é carente de craques, ao menos daquele craque, o que faz a diferença, o que num momento está invisível e num piscar de olhos tem um lampejo de gênio e decide. Hoje, talvez, o nosso único jogador com essa capacidade seja Ronaldinho Gaúcho.
Kaká e Alex são cracaços, mas são aquilo que podemos chamar de “cerebrais”, são eles que cadenciam o time, que mantém a regularidade, que organizam, são o termômetro, enfim, mas não são eles quem vão driblar meio time adversário e entrar com bola e tudo, Ronaldinho Gaúcho sim tem esse perfil, ele tem o perfil e a bola de um fora de série. Ronaldinho tem explosão, arranque, força, uma habilidade poucas vezes vista no mundo da bola, finaliza bem e supri outra enorme necessidade da seleção de Dunga, é exímio batedor de faltas – parece piada, mas a seleção brasileira não tem unzinho sequer.
Apesar de tudo isso, não se pode esquecer que o Gaúcho passa por maus bocados em seu clube e não vem jogando, mas quem disse que Mineiro, Josué, Gilberto Silva e outros “Dunguísticos” estão? Mas ainda assim estão lá, com suas inexplicáveis cadeiras cativas, então porque não ceder uma dessas cadeiras ao Gaúcho fora de série?
Lobby do Gaúcho.
Impressionante a cara de pau do nosso todo poderoso presidente da CBF, Darth Vader, ops, Ricardo Teixeira, ao pedir em rede nacional para que o povo brasileiro ajude Ronaldinho Gaúcho a ser convocado para a seleção olímpica. Logo ele tão avesso a entrevistas, a dar satisfação das patacoadas de sua confederação ou de suas próprias ferocidades. Está mais do que na cara que ele já convocou Ronaldinho para as Olimpíadas e que Dunga vai ter que engolir a seco ou então tomar um scothzinho para digerir melhor essa canetada do nosso ditador de plantão.
O povo quer Ronaldinho Gaúcho, não precisa ele vir pedir isso. Mas agora o cenário está todo favorável. Teixeira já convocou, o povo em boa parte, alheio a esse esquema, vai pressionar Dunga, o técnico por sua vez vai ter que convocá-lo para não perder seu emprego e ao final de tudo, caso o Brasil saia vencedor, Ricardo Teixeira vira herói e tudo ficará lindo e maravilhoso no reino da CBF, caso contrário a culpa é de Dunga, que não o convocou antes e não o preparou adequadamente para a competição.
Vai Teixeira, não pára de lutar!
Lobby do Gaúcho – parte II
Incrível a sincronia entre as declarações de Ricardo Teixeira sobre Ronaldinho Gaúcho e a repentina enxurrada de matérias e entrevistas realizadas pela Globo com o jogador.
Vai Globo, não pára de lutar também!
Feroz é mato e eu sou o Bozo.
Ao som de The Dandy Warhols - Nietzsche
abraços aos queridos,