Mostrando postagens com marcador Kaká. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Kaká. Mostrar todas as postagens

11 de mar. de 2010

Chazinho de Coca - Kaká, Ronaldinho Gaucho....! Esse assunto tá cansando, mas dá muito pano pra manga.

O povo clama por Ronaldinho Gaucho na Copa. Dunga deposita suas esperanças em Kaká.
Se formos olhar pelo que os dois (não) fizeram ontem nos jogos de seus clubes, pelas oitavas de final da Champions League, a Copa do Mundo que se aproxima pode ser decepcionante para todos nós.

O Milan de Ronaldinho enfrentou o mais copeiros dos clubes europeus da atualidade, o Manchester United. E se o único craque do time italiano ficou preso na marcação do razoável coreano Park, o seu Milan só chegou até ali graças aos bons jogos praticados pelo camisa 80.

O Milan não é nem medíocre, é fraco mesmo. Huntelaar é uma espécie de Robert com grife. Pirlo não pratica o que dele se espera há tempos. Sobra então tudo nas costas do Gaucho. Se ele joga como o Gaucho de outrora, algo acontece. Se não joga, como ontem, então a diferença monstruosa entre o Milan e seus principais adversários fica evidente.

Logo no início do jogo o Milan quase abre o placar. De cabeça, ele, o Gaucho, quase balança as redes. Se aquele gol acontece, a marcação de Park certamente afrouxaria, Ronaldinho inflamaria a sua atuação e algo poderia ter acontecido de diferente.

Poderia é algo que soa como “se”. E “se” não joga. Mas e “se” Rooney não fosse o melhor jogador do mundo atualmente, possivelmente ele não teria feito o gol que fez na seqüência do perdido pelo Gaucho. Mas ele é, hoje, o grande atacante do mundo. E ele fez o gol. A vantagem do United que era grande, ficou enorme. O Milan que é um timinho, estremeceu e se apequenou ainda mais. O massacre era questão de tempo. E Rooney deu cabo de que ele acontecesse.

O Milan tem no seu comando um técnico inventado, como inventado também é o técnico da seleção brasileira. O que os difere são os números. Os de Dunga, apesar de tudo, são incontestáveis. Os de Leonardo são de dar pena.

O United joga, desde a saída de Cristiano Ronaldo, com Nani e Valencia espetados. São cracaços? Longe disso. Mas taticamente o United é perfeito. Trabalho de Alex Fergusson, potencializado pela fase irrepreensível de Rooney.

Rooney estará na Copa. Na Inglaterra ele não é a única estrela, mas divide as responsabilidades com jogadores do calibre de Gerrard, Lampard, entre outros. Se Rooney por um acaso não estiver bem em alguma partida, certamente algum desses outros estará.

Na seleção brasileira, se Kaká não estiver bem, como há tempos não vem estando, quem poderá cobrir a falta desse fator de desequilíbrio? Elano? Julio Batista? Poderá ser o Gaucho que fez o Milan chegar a um lugar onde sua qualidade não o credenciava. Poderá, mas não deverá ser. Dunga não quer.

O Real Madrid, do meia Kaká, também foi eliminado ontem. Não vergonhosamente como o Milan de Ronaldinho. Mas os investimentos de quase 700 milhões de reais feitos pelo time de Madri tornam a eliminação frente ao razoável Lyon, mais um capítulo triste na história recente do time. É a sexta eliminação consecutiva dos milionários da bola nas fases de oitavas de final. Pouco, muito pouco. Principalmente se for pensar que de todas as estrelas contratadas para brilhar nesse time, só Cristiano Ronaldo tem feito algo que mereça elogios. Kaká é constantemente vaiado pela torcida e massacrado pela imprensa local. Higuain é uma máquina de perder gols.

Mas o que nos interessa é Kaká. É Ronaldinho Gaucho.

O que quero dizer com tudo isso é que assim como Leonardo é um técnico novato no banco do Milan e depende muito mais dos lampejos de Ronaldinho para conseguir algum feito positivo, do que de alguma astúcia tática própria. Dunga também o é no banco da seleção. Astúcia tática ele já mostrou não ser o seu forte. Conta a favor os êxitos. Mas sabemos que não há brilho no futebol da seleção. A dependência de Kaká é enorme.

Se Kaká não fizer boa (as) jornada (as), o Gaucho que torna o Milan menos ridículo do que é, poderia fazer esse papel.

O que escrevo também serve de resposta para os “dunguistas”, que estão usando do jogo de ontem para cornetar Ronaldinho. Falta senso crítico a eles. Se Ronaldinho deve ser penitenciado por ontem, Kaká deve pela temporada toda. E em ambos os casos, a grande penitenciada será a seleção, que parece ser do Dunga, mas é brasileira.



Despeço-me do feroz, corneta ou não, ao som de Leonard Cohen – Hallelujah


Cheers,

7 de jul. de 2009

La Mano de Dios - És tudo ilusión

És tudo ilusión

Semana passada, fiquei impressionado quando vi o Santiago Bernabéu com mais de 50 mil pessoas para receber Kaká. Ontem, caí da cadeira ao ver os 80 mil que receberam Cristiano Ronaldo.

Qual a razão de meu espanto? A expectativa que esses dois craques criaram naquelas pessoas foi algo que me assustou. Indo um pouco mais longe, a expectativa que o futebol vem criando nas pessoas deixa-me impressionado às vezes. Há torcedores que vêem no esporte a válvula de escape para todas suas frustrações no cotidiano, que encaram o jogo (e consequentemente a vitória) como o objetivo máximo de suas existências.

Torcedores que sentiram vontade de comparecer a um estádio num dia de semana para ver a chegada de um jogador de futebol e ouvir o discurso de pessoas que não têm nada a dizer realmente têm o clube na mais alta conta, alta até demais. Não foi nem para assistir a uma partida, esse sim um acontecimento digno de nota. É muita importância para um evento tão singelo.

O que esses 80 mil esperam de Cristiano Ronaldo e Kaká? E o que esses dois craques sentem quando percebem o que representam? Às vezes, vendo manifestações como essas, tendo a achar que o caráter lúdico do esporte está se perdendo a cada dia que passa. A coisa toda hoje não passa de um show. E, como todo show, é tudo ilusão.

8 de jun. de 2009

La Mano de Dios - Nenhuma novidade: Kaká no Real Madrid

Nenhuma novidade: Kaká no Real Madrid

Aquilo que nós já aventamos na última sexta-feira, baseado nos jornais espanhóis, acabou tornando-se realidade hoje: Kaká é o novo meia do Real Madrid.

A notícia já está no site oficial dos Merengues. Confira aqui.

Com o Barça trazendo Ibrahimovic e o Real fechando contrato de cinco anos com Kaká, a próxima temporada da La Liga promete!

3 de jun. de 2009

La Mano de Dios - Retificando a Rapidinha

Retificando a Rapidinha

Na postagem abaixo, afirmei que o negócio entre Milan e Real pela transferência de Kaká estava fechado, baseando-me em jornais espanhóis (malditos jornais espanhóis!).

Pois bem, segundo a assessoria do Milan, nada está ainda concretizado. De acordo com o time italiano, a situação de Kaká será definida na segunda-feira.

De qualquer forma, vamos aos fatos: existe um claro interesse do Real Madri por Kaká, inclusive uma oferta já foi feita, no valor de 65 milhões de euros. Além disso, a notícia de que o Chelsea teria feito uma oferta de 80 milhões de euros pelo jogador brasuca também apareceu por aí, prontamente negada pelo clube inglês.

Berlusconi, presidente do Milan, já admitiu que será muito difícil o clube segurar Kaká para a próxima temporada.

Só nos resta aguardar...

20 de jan. de 2009

Chazinho de Coca - Wagner Ribeiro – De afirmação furada a previsões coerentes.

Wagner Ribeiro – De afirmação furada a previsões coerentes.

Escutando ontem de noite a rádio Bandeirantes AM (840) , o empresário e fanfarrão Wagner Ribeiro era o entrevistado de Alexandre Pretzel e Claudio Zaidan. Ribeiro falou, dentre outras coisas, sobre o imbróglio envolvendo Milan, Kaká e Manchester City.

Como já se sabe, Wagner Ribeiro foi empresário de Kaká e disse manter ótimo relacionamento com o jogador e sua família. Quando perguntado pelos apresentadores sobre o destino de Kaká, ele foi enfático “Kaká será do Manchester City!”. E ainda concluiu dizendo que Berlusconi estava louco para vendê-lo, pois a grana oferecida pelo jogador jamais seria oferecida para ele ou para qualquer outro jogador novamente.

Arsene Wenger, técnico do Arsenal, disse dias desses que o dinheiro do City é de origem estranha as 3 fontes dos clubes – patrocínio, televisão e venda de ingressos. Que por isso não havia como comparar essa transação com qualquer outra já feita.

Na entrevista, Wagner Ribeiro disse que mantém ótima relação com Kia, ex homem forte da “MSI”, de tristes recordações para o torcedor corintiano. Kia é o condutor da transação de Kaká, para se ter uma idéia do nível da coisa. Kia confidenciou a Wagner que Kaká era certo no City e baseado nisso, ele cravou a afirmação citada logo acima.

Na mesmíssima hora, navegando pela internet, acho que no globo.com, vi lá a manchete “Berlusconi anuncia que Kaká fica no Milan”. Não me contive e escrevi para a rádio, para que eles avisassem Ribeiro e que ele não continuasse pagando aquele mico. Depois fui jantar e não sei se leram no ar. Eles costumam ler.

Dentre as tantas coisas ditas pelo empresário, algumas merecem ser levadas a sério.

Com a crise mundial, os clubes estão ainda mais com o pires na mão e não apenas os brasileiros. Segundo Ribeiro, os clubes italianos estão falidos e até por isso a proposta por Kaká era a salvação da lavoura do Milan. Não rolou e a tendência é de que agora os padrões financeiros do futebol caiam aos patamares de anos atrás. Tanto na compra, quanto nos vencimentos dos jogadores, que hoje estão na estratosfera e quebram qualquer clube.

Em mais uma declaração de Ribeiro, um grande clube italiano tentou a contratação de Miranda no final do ano. O São Paulo pediu algo em torno de 15 milhões de euros, valor condizente com o futebol e principalmente, com a perspectiva criada em torno do jogador. O clube simplesmente não tinha o dinheiro para investir e Miranda continuou no São Paulo.

Sobre os clubes brasileiros, o empresário disse que hoje temos pouquíssimos jogadores com condição de serem vendidos para os grandes da Europa e por altos valores – o já citado Miranda e Hernanes do São Paulo, Alex do Internacional, Ramires do Cruzeiro e Keirrison que acaba de chegar ao Palmeiras.
Eu costumo ser otimista e enxergo nessa crise uma chance real de o futebol brasileiro repatriar boa parte de suas estrelas. O futebol europeu está repensando suas estratégias e investimentos, isso deverá culminar em redução nas propostas e nos salários oferecidos.

Sendo assim, que se use o exemplo do Corinthians na contratação de Ronaldo, acho que partindo de parcerias e estratégias de marketing, usando a força da imagem do próprio jogador, podemos vislumbrar o retorno de alguns deles. Claro que estamos falando do futebol brasileiro e de seus dirigentes, mas o exemplo do Corinthians é espetacular e em tempos de crise, se dá melhor que enxerga nela oportunidades e não o fim da linha.

-------

A “grande” parceira do Santos.

O Santos firmou parceria com o grupo Sondas, nos moldes da parceria Palmeiras/ Traffic. O Santos precisa de caixa e enxergava em Kleber ótima oportunidade para fazer dinheiro. Até por isso entrou em negociação para repatriar o lateral esquerdo Léo, para não deixar a posição carente.

Léo é muito bom jogador, mas Kleber é melhor, na minha humilde opinião.

O Sondas – o tal parceiro – comprou os direitos de Kleber e o repassou ao Internacional. E eu pergunto: Que raios de parceria é essa?”

Comprou Kleber, o dinheiro entrou para o Santos, mas pêra lá. Imagino eu que uma parceria tenha o objetivo de montar elencos fortes e não apenas atuar como caixa-forte.

Kleber não tem mais idade para ser negociado com algum clube grande da Europa. No máximo com o leste europeu. Ele deverá continuar sendo chamado para a seleção, pois sua condição técnica é muito boa, ainda que 2008 não tenha sido seu melhor ano.

O Sondas tirou do Santos um grande jogador e o repassou para outro clube do país.

“Grande parceiro” arrumou o Santos.

14 de jan. de 2009

Com a palavra, Diogo Kotscho

Diogo Kotscho é assessor de Kaká e explica porque o craque não aceitou a oferta do Manchester City:

"Em entrevista ao UOL Esporte, ele afirmou que o jogador só sairia do clube caso o City tivesse um projeto de curto prazo para se tornar um grande clube, com chances de ganhar títulos e o manter no topo.

'O Kaká ainda tem muitos projetos e ambições na carreira. Ele quer disputar Copas e voltar a ser campeão do mundo e, para isso, obrigatoriamente, tem que estar em um clube que conquiste títulos', comentou o assessor, que reforça que somente um projeto de clube grande poderia tirá-lo da Itália."

Depois dessa, acho difícil Kaká não seguir os passos de Leonardo e Maldini em Milanello.

Não deu tempo nem de virar novela - Kaká disse NÃO!


E o bambino do Milan ganha muitos pontos comigo depois dessa.

É raro nos dias de hoje ver um jogador, seja ele de que mercado for, abrir mão de um caminhão de dinheiro e, no caso de Kaká, era um ônibus espacial de dinheiro, para se fixar como ídolo de um clube, de uma torcida. Tudo bem que fica fácil dizer não, quando já se ganha mundo e fundos. Mas dizer não para 15 milhões de dólares anuais não é pra qualquer um. Basta ver o que aconteceu com Robinho, que saiu do gigantesco Real Madrid e foi para o mesmo Manchester City, atraído pelos petrodólares dos novos ricos do futebol.
Não está só no futebol a diferença entre Robinho e Kaká.

Tradição, grandiosidade e camisa não se compra com milhões de petrodólares.

Duvido que algum outro time tire Kaká do Milan algum dia. Ele deverá seguir o caminho de Maldini e tornar-se um dos maiores ídolos de todos os tempos da equipe milanesa.

Um verdadeiro golaço de Kaká.

La Mano de Dios - Petrodólares tirarão Kaká do Milan?

Petrodólares tirarão Kaká do Milan?

O impossível está para acontecer. O Manchester City, financiado pelos petrodólares de Abu Dabi fez o que parece ser a oferta irrecusável para o Milan: 105 milhões de euros (R$ 320 milhões) para ter Kaká ao lado de Robinho. Na tarde de ontem, a oferta de 100 milhões de euros foi feita e Adriano Galliani, vice-presidente do clube italiano, tremeu. À noite, a tropa do Manchester City aumentou os valores para 105 milhões e Galliani assinou um documento concordando com a venda.

Agora, basta Kaká aceitar a proposta salarial (15 milhões de euros livres por ano) para que a transação seja concluída. O São Paulo levará 3,25 do valor na condição de clube formador (algo em torno de R$ 10 milhões) se Kaká bater o martelo.

Curiosidade: sabem quem intermediou a negociação? Kia Joorabchian, aquele mesmo da malfadada parceria MSI/Corinthians. Aliás, foi ele também quem mexeu os pauzinhos para levar Robinho à Inglaterra.

Se ocorrer, o negócio será a maior transação da história do futebol. Até então o recorde era do Real Madri, que liberou 65 milhões de euros para tirar Zidane da Juventus em 2001.

Em tempos de crise, o pessoal do Oriente Médio mostra que ainda tem muito dinheiro para gastar. Será o Manchester City o novo Chelsea?

Com R$ 319,6 milhões, o Milan diz SIM e cabe a Kaká não dizer NÃO para que ele seja do Manchester City.

A partida de sábado, entre Milan e Fiorentina, pode ser a despedida de Kaká do clube milanes. Tudo devido a maior proposta já feita no futebol mundial.

Ninguém acreditou mas o Manchester City falava muito sério quando iniciou as conversações para ter o brasileiro. Pois ontem os dirigentes do clube inglês ofereceram R$ 319,6 milhões e o Milan não teve como dizer não.

Basta agora Kaká dizer sim.

O Man. C oferece 15 milhões de euros livres por ano para o jogador e esse valor pode aumentar.

Alguém acredita na possibilidade de Kaká dizer não?

Por ser o formador do jogador, caso a negociação ocorra, o São Paulo receberá 3,25 milhões de dólares (R$ 10,3 milhões).

É capaz de Juvenal Juvêncio ligar para Kaká e implorar para que o jogador diga sim.

Quem diria que em épocas de crise economica, uma oferta dessas pudesse ser realizada.


No aguardo de novas informações.


Cheers,

14 de out. de 2008

La Mano de Dios - O abraço

O abraço

Em 30/6/1956 era publicada a crônica de Nelson Rodrigues "O tapa celestial", narrando o tapa que o juiz Frederico Lopes tomou de um jogador durante a partida, num Maracanã lotado.

Pois bem, hoje falarei de um ato tão grandioso quanto esse, mas, por outro lado, positivo. Meus amigos, Kaká não precisava fazer média ao dar aquele abraço forte em Dunga após o golaço que marcou contra a Venezuela. Aliás, Kaká é o tipo de jogador que não doura a pílula - lembram-se do puxão de orelha que o craque deu no próprio time após o primeiro jogo da Copa em 2006? -, não tem meias palavras e, mais do que isso, é de uma transparência pouco comum no meio futebolístico.

O abraço do craque no criticado técnico tem um valor muito maior do que a vitória da Seleção sobre a fraca Venezuela. Foi um abraço, mas poderia ter sido uma das tantas declarações inteligentes que Kaká já deu à imprensa. O gesto do melhor jogador do mundo mostra que, apesar de tudo (inclusive do despreparo de Dunga para ocupar o cargo de técnico da Seleção), o time acredita no trabalho do treinador. Mais do que isso, Kaká, que tem muitos motivos para desprezar Dunga, ao dar aquele abraço mostrou que é diferente com a bola nos pés e também sem ela.

Humildade, e não humilhação. Humildade que falta para muita gente no meio futebolístico, inclusive para aquele que recebeu tão bela manifestação de confiança e respeito.