
Texto: Leandro A. C. Rosa
Olá feroz, olá você! O Pacaembu é logo ali, mas enquanto sábado não vem, permitam-me discorrer sobre os assuntos mais (ir)relevantes da semana até então.
ADÍLSON BATISTA NO PEIXE: Aproveito a deixa do colega Gregório para que eu Possa exorcizar esse fanfarrão de uma vez. Apesar de não considerar o Santos FC um rival (acho o time simpático), comemorei como um reforço a confirmação deste pseudo técnico como comandante da peixada na temporada vindoura. O Peixe sem dúvida continua como principal postulante ao título da Libertadores 2011, mas a possibilidade de ver Neymar escalado como lateral direito e Ganso como centro-avante trombador faz este que vos escreve sorrir de lado com maldade.
Sobre o curriculum de Louco Batista, recomendo o excelente post do não menos excelente Caio Maia, no blog do Trivela:
http://trivela.uol.com.br/blog/de-onde-vem-a-moral-de-adilson-p1.aspx
Já sobre sua desastrosa passagem pelo Corinthians, dou meu veredito com ares de terapia, pois nos meses em que ele por cá esteve, falar de futebol era falar mal de Adíl Filho. E caso o Timão não leve o penta esse ano, já elegi meu culpado.
Adílson foi demitido do Cruzeiro principalmente por desgaste com a torcida, essa é a versão que chegou a SP. Parece que por lá, não aguentavam mais ver jogadores escalados fora de posição, e insistência em figuras contestadas. Seu momento mais emblemático foi uma destemperada e insana voadora nas placas de publicidade, em um jogo decisivo. O tempo que ficou parado não lhe serviu de reflexão ,parece.
Batista chegou e encontrou um Timão redondo, em primeiro lugar no BR, jogando um futebol sólido e consistente (mais sobre isso no meu post anterior). Achou que não estava bom. Arrogante, impôs seu estilo de jogo ofensivo e incosequente, muito diferente de seu antecessor Mano, o Menezes. Tal esquema não foi assimilado por completo pelos jogadores, que viram-se escalados fora de suas posições. Elias adiantado pra meia-atacante, junto com Jorge Henrique. Roberto Carlos como um ala, "armando" o jogo pela esquerda. Peraí, mas o Corinthians não tinha um meia, canhoto, artilheiro do campeonato até então? Pois é amigos, B. Cézar na ponta-direita foi a pior invenção do Prof. Pardílson.
Há ainda indícios de mal estar com os líderes do grupo (Ronaldo, William, R. Carlos...), a contratação (desnecessária) do zagueiro Thiago Heleno, a escalação do mesmo (desastrosa), a desvalorização pública de DVDerico e a libertação de um mal antigo, que novamente pairou sua maldição sobre nós, o ressuscitado MOACUMBACIR, galinha-preta do nordeste.
O resultado, sagaz leitor, todo mundo sabe. SETE jogos consecutivos sem vitória. Crise pela primeira vez em muito tempo. Nem mesmo a eliminação na para o Flamengo causou tamanha revolta no Pq. São Jorge. Não vamos aqui entrar em méritos de "se minha mãe fosse homem", mas é fato que se tivéssemos conquistado metade desses pontos, neste exato momento crianças chinesas estariam confeccionando faixas de Campeão Brasileiro 2010 em preto e branco. Esperemos que, apesar de Batista e dos direitos humanos, elas ainda o façam.
SOBRE ADRIANO: Ronaldo indicou, nosso mestre JP indagou: Adriano no Timão, carimba?
Minha opinião é que Adriano tem massa encefálica proporcional a sua capacidade de marcar gols. Não tem a cara do Timão não, mas foi um dos melhores centro-avantes que já vi por aí, e ainda o pode ser se assim o quiser. Carimbo fácil! Ainda mais devido a carência de um goleador nato na ausência de Ronaldo. Mas deixo as especulações pra depois, após a comemoração do título. \O/
STJD: Bom, quer dizer então que eu vou ao estádio do meu rival, no setor visitante, causo tumulto e prejudico-o, fazendo perder mando de campo na reta final de campeonato? Acho que essa moda pega hein, STJD! Precedente perigoso. Vamos recorrer!
E porcada, por obséquio, voltem pro chiqueiro. ATUALIZAÇÃO: O Corinthians conseguiu o efeito suspensivo e jogará contra o Vasco no Pacaembu. O Palmeiras ainda não recorreu.
A "FINAL" DE SÁBADO: A volta de São Jorge Henrique é motivo de celebração, mas o Romarinho de Pq. São Jorge deve começar no banco. Acredito em um jogo truncado no primeiro tempo, mas mantendo-se a igualdade, a promessa é de um segundo tempo épico, já que o empate só interessa ao Fluminense. VAAAAAI CORINTHIANS!
TRILHA SONORA: Putz, depois que eu vi que o link do primeiro post tava quebrado. Então segue agora o correto, porque valorizo muito. Guy Ritchie + EODM + Nike
11 de nov. de 2010
FUTECORE: PITACOS E BOTINADAS
9 de nov. de 2010
POST IT - ADRIANO NO CORINTHIANS?
Sucessor? Nazário não disse que irá empurrar sua carreira por mais uma temporada?
Seja para sucessor ou companheiro de ataque, fato é que Ronaldo já iniciou junto ao Corinthians o lobby pela contratação do ex-atacante de Inter de Milão, São Paulo, Flamengo e atual Roma – onde vem sendo pouco aproveitado.
Sem debruçar por qualquer que seja o aspecto dessa possível contratação corintiana para o ano de seu 101º aniversário, levantei em minha página na rede de relacionamentos “Facebook” algumas opiniões de amigos alvinegros (ou não) acerca da possibilidade. Como título de curiosidade segue a interação entre eu e meus camaradas:
João Paulo Tozo Ronaldo disse que o Adriano é o seu sucessor natural no Corinthians. O que acham disso os nobres camaradas alvinegros?
Marcio Costa Custodio acho bom! o corinthians eh a cara dele! acho q ele pode aumentar de rendimento no corinthians. fora a campanha de marketing, podemos gerar muito $$$ em cima dele. e ele tem ainda 28 anos. pode jogar mais uns tres anos no coringao.
João Paulo Tozo o que é ter "a cara do corinthians"?os problemas recentes dele e a falta de futebol, não interferem em todo esse cenário maravilhoso desenhado?
Marcio Costa Custodio ter raça... calor da torcida... ser o xodó da fiel... acho q ele pode melhorar tanto psicologicamente quanto fisicamente no corinthians... ele ja deu exemplos antes de "redencao"...
João Paulo Tozo
deu? no flamengo? por 6 meses apenas? vale? garra, calor de torcida, xodó. são caracteristicas de quase todas as grandes massas, não é privilégio de uma delas. e o adriano não tem esse perfil.a análise sobre ele é técnica. como ele não vem ...sendo utilizado na roma. essa análise acaba não tendo sustentação. é apostar em um nome que já foi forte no mundo da bola. uma aposta, apenas.
Marcio Costa Custodio vale sim! eh uma aposta sim, como qualquer outra contratacao! sou a favor dessa aposta! tem que correr riscos!! se ele ganhar um titulo de expressao ao corinthians, ja vale!
Karen Bachega Neste momento não acho interessante a contratação dele, sem falar no quanto ele é displicente
Tiago Pimentel adriano, quando no auge, foi um dos melhores centroavantes brucutus (no bom sentido) q eu já vi jogar. mas na atual conjuntura, deixa para lá
Márcio Maganha sucessor no papel de come e dorme? Acho ótimo.
Silvio Luiz Stanzani já sabe né. vai ter sacanagem.
João Paulo Tozo neste caso a análise a se fazer é se o risco vale o altissimo valor empregado.mas bacana. em principio achei que os corintianos fossem ser contra.
Karen Bachega eu sou contra, na atual fase
8 de mar. de 2010
Chazinho de Coca - Confusões de Adriano podem transformar convicções de Dunga em nota de 3 reais.
Quando se contrata Adriano, contrata-se todo um “kit”, que nada mais são dos que as suas exigidas regalias, passadas de mão em sua cabeça, além claro, dos altos valores empregados em sua contratação e vencimentos mensais.
Em troca espera-se nada além do que gols. Adriano precisa ser a diferença. E ele foi em 2009. Sem o Imperador o Flamengo dificilmente teria sido campeão brasileiro.
Assim sendo, os problemas extra campo do jogador ficaram em 2º plano.
Mas e se ele deixa de resolver? Pior. E se ele deixa de jogar?
Daí qualquer fagulha vira incêndio. Só que nesse caso não foi só uma fagulha, mas uma tocha jogada num palheiro. A briga do Imperador com sua namorada/noiva/ex/sei lá o que e que causou um quebra-quebra, inclusive de carros dele e de outros jogadores do Flamengo e sua posterior “afogada de mágoas” no álcool, resultou na ausência do jogador não apenas em partida válida pelo “empolgante” Cariocão, como será desfalque em partida importantíssima pela Libertadores.
Segundo informações do jornal Lance, Adriano já faltou em 50% dos treinos desde seu retorno a Gávea.
Opa, então o custo benefício parece não estar sendo válido. Afinal, Adriano não é o Ronaldo, que mesmo sem jogar absolutamente nada pelo Corinthians em 2010, ainda gera receitas valiosíssimas ao clube de Parque São Jorge.
Só que nesse rolo todo, um personagem alheio ao Flamengo passa a ser o foco dos holofotes - O técnico da seleção da CBF, Dunga.
Dunga vende para o mundo que a sua seleção é a união de pessoas compromissadas, de jogadores que não se entregam aos encantos da noite. Usa esse artifício para justificar a não convocação do brasileiro que apresenta hoje o melhor futebol dentre todos os “selecionáveis” – Ronaldinho Gaucho.
Assim como o utiliza para dar luz as suas escolhas de gosto duvidoso – Felipe Melo, Julio Batista, Elano e afins.
Se Ronaldinho é baladeiro, Adriano deve ser o host oficial do circuito do funk carioca e do churrasquinho na laje.
Nada contra. Adoro churrasco, na laje ou não. Detesto funk carioca, mas aí é questão de gosto pessoal.
Só que o Dunga vai ter que decidir se continua convocando o Adriano e não o Gaucho ou mesmo os dois, e por fim demonstrar para todos nós, seus corneteiros de plantão, que suas convicções são mais falsas do que nota de 3 reais.
Ou então ele pode agir de acordo com o que prega e não levar nenhum dos dois. Ou até mesmo, cortar Adriano e levar Ronaldinho, usando como justificativa a análise técnica. Que é o que realmente importa.
Uma coisa é certa. A situação Dunguistica é facilmente resumida com a palavra: “TENSO”
4 de fev. de 2010
Chazinho de Coca - Adriano e V.Love - as Joanas da casa do Pet.
No último domingo nós tivemos o privilégio de acompanhar a um enorme Fla-Flu, com direito a 8 gols e a uma virada sensacional do Flamengo. Dificilmente este deixará de ser o jogo do ano, e nós ainda estamos em fevereiro.
Ao final da partida veio a tona o disparate causado pelo craque Petkovic, que não aceitou ser substituído, depois brigou com Marcos Braz e abandonou o estádio antes mesmo do final da partida.
Pet errou feio, primeiro por não ser solidário ao grupo num momento em que o time ainda perdia para o rival histórico. Segundo que ele não respeitou a hierarquia. E em terceiro porque ele colocou o clube em vias de receber punição, pois poderia ele Pet ser escalado para o exame antidoping, ao qual ele não poderia participar pois já havia abandonado o estádio.
Errou Pet? Errou e feio. Marcos Braz agiu bem ao buscar puni-lo? Agiu. No papel de torcedor, ele deve idolatria Pet. No papel de dirigente, não. Quem deve algo a quem aí é o jogador ao dirigente. Marcos Braz não quis abrir precedente para uma possível instauração de “Mãe Joanice” no clube. Depois Patrícia Amorim colocou panos quentes e, para o bem do clube, principalmente do clube – por questões técnicas e principalmente financeiras – Pet foi reintegrado ao elenco e tudo segue em “paz” no reino do campeão brasileiro. Mas será que segue mesmo?
A boca pequena diz que a bronca de Pet é, na verdade, relacionada aos desfrutes concedidos a Adriano e, oras bolas, a Vagner Love – somente aos dois.
Ontem Marcos Braz veio a público e, na maior das caras lavadas, assumiu que ambos possuem mesmo mordomias, chamadas por Braz de “tratamento especial”.
Pergunto ao intrépido feroz que lê essa patacoada. O que Adriano e, principalmente Vagner Love, representam para o Flamengo em comparação a Petkovic?
“Ahhh, o Adriano foi formado no clube”.
Certo, no caso de Adriano, com muito esforço e boa vontade, pode se achar “válidas” as mordomias. Mas e Love?
“Mimimi...o Love sempre disse ser flamenguista desde criancinha”
Mas já beijou o escudo do Palmeiras e nunca teve uma virgula de sua carreira dedicada ao Mengão. Fora que tecnicamente não faz por merecer tratamento especial faz tempo.
E Pet? É exagero colocá-lo como um dos maiores ídolos da história, ou pelo menos da história moderna, do clube?
Sua história junto ao rubro-negro guarda as de Adriano e Love no bolso, sem esforços.
“Então o certo é dar privilégios a ele também”
O certo é cada jogador receber aquilo que lhe é justo e a partir daí, junto de todo o grupo, cumprir as obrigações que todo trabalhador precisa cumprir. Churrasquinho na laje não esta entre elas.
Mas se é para ser a casa da mãe Joana, que então a Dona Joana seja aquela que verdadeiramente sempre se dedicou a casa, sempre empenhou-se a ela, que já é a dona do pedaço há muito mais tempo.
No papel de Joana, Pet está há anos luz a frente de Adriano. De Love então...
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E para alegrar mais uma manhã caótica na megalópole, despeço-me da rica (em saúde, em alegria e paciência) ferocidade que nos acompanha com o agradável clássico do Bolshoi – Sunday Morning
Cheers,
3 de jun. de 2009
Adriano

Abri minha caixa de e-mails na segunda-feira e um dos meus confrades na empreitada de FFC já tinha mandado um e-mail: e ai, Gus, ce escreve sobre a estréia do Adriano no Flamengo?
Sinceramente, não tenho a mínima vontade de escrever uma linha sobre tal “evento”. Nada contra o “Imperador” em si. Para quem tinha Obina, Jesus e Sheik como opções de ataque a chegada de Adriano é cercada de expectativa. É uma limitação desse escriba: o clima de “revista Caras” que tomou a imprensa esportiva me empolga menos que um jogo de baseball. Adriano virou “ídolo” do Flamengo em retrospecto – saiu da Gávea sem exatamente ter dito ao que veio e tornou-se celebridade, dentre outras coisas, exibindo seu futebol em campos estrangeiros.
Como já virou moda, voltou para o Brasil declarando seu amor ao rubro-negro, assinou um contrato, disse estar feliz e vamos que vamos.
Enfim, criar esse hype em torno de personalidades hoje é parte do marketing em qual o futebol chafurda e, sinceramente, é a parte do esporte que menos me interessa escrever. Então por hora vai um "boa sorte Adriano!" Se, ao final do campeonato, sua contratação tiver valido toda festa, prometo um texto mais animado!
7 de mai. de 2009
Chazinho de Coca - Ronaldo ou Adriano?
O portal LANCE!net perguntou aos seus leitores sobre quem eles preferem em seu time – Ronaldo ou Adriano.
Vou me aproveitar da deixa e também lanço a questão para os ferozes que por aqui passam diariamente. Mas antes, faço um paralelo entre eles.
-Em 2008, Adriano estava em baixa na Inter de Milão. Foi emprestado ao então bicampeão brasileiro, o São Paulo. Grande time do país na situação, elenco elogiadíssimo pelos críticos, além de ter uma das melhores estruturas do país. Adriano ficou 6 meses nesse time e não conquistou nada. Nesses 6 meses o time perdeu o padrão tático que havia adquirido ao longo das temporadas 2006/2007, muito disso em razão de o time passar a atuar para o aguardado brilho do “Imperador”. O que de certa forma não aconteceu. Adriano saiu sem se despedir e não deixou saudades no time tricolor. No 2º semestre o São voltou ao velho e vitorioso padrão e sagrou-se tricampeão brasileiro.
-Nesse meio tempo, Ronaldo recuperava-se de mais uma grave contusão no joelho e sua carreira era praticamente dada como encerrada. O Corinthians disputava a série B e, com sobras, fazia a sua lição de casa. Ronaldo e o Corinthians entraram em 2009 com novas perspectivas, as quais se cruzaram. O Timão de volta a série A, queria contar com o “Fenômeno”, que também buscava retornar aos holofotes do grande público. Estava feito o elo. Antes, porém, Ronaldo deveria passar por rigoroso recondicionamento físico. Enquanto o Corinthians encontrava a realidade na série A. O time tinha se dado muito bem na série B, mas na elite a coisa não caminhava tão bonita. Partidas modorrentas, futebol pobre e falta de opções, fizeram com que o Timão não passasse a segurança necessária ao seu torcedor. E então foi apressada a estréia de Ronaldo. O Fenômeno entrou e mudou completamente a cara do time. Jogos dados como perdidos foram vencidos exclusivamente devido a sua participação. O elenco foi elevado a outro status e de time que só empatava, o Corinthians passou a ser um time que não perdia. Ronaldo acumulava mais e mais gols, importantíssimos gols. O time precisou dele, ele entrou e correspondeu além das 1ª´s expectativas. Os alvinegros sagraram-se campeões paulistas já no ano de seu retorno e tiveram em Ronaldo o seu diferencial.
PS: Ontem ele decidiu de novo, dessa vez pela Copa do Brasil.
Óbvio que a pergunta passa a ser tendenciosa depois de tudo o que escrevi. Mas a intenção é a de que o leitor exercite a sua percepção de futebol, de repente achando pontos positivos e negativos para ambos os lados e que eu não tive a sensibilidade de enxergar. Dessa forma, eu lhes pergunto:
Quem você prefere no seu time? Ronaldo ou Adriano.
A enquete encontra-se no canto superior direito do blog.
30 de abr. de 2009
Pira na Chulipa - Adriano, o "verdadeiro"
13 de abr. de 2009
Pira na Chulipa - A queda do Imperador
7 de abr. de 2009
Blog do Cosme Rimoli em dois tempos.
Adriano pode ir para uma clínica de reabilitação
Parecia indisciplina, farra, desleixo com a carreira.
Tédio com os milhões de euros guardados e os milhares recebidos religiosamente.
Mas o problema de Adriano se mostrou muito mais sério do que as pessoas próximas imaginavam.
Ou não queriam ver.
"O Adriano é uma pessoa meiga, simples, educada.O que ele está fazendo não é indisciplina.Não está aprontando contra a entidade Inter de Milão.Está fazendo contra ele.Chegou a hora dele ser cuidado."
As frases são de Carlos Alberto Parreira....
...continua (a coluna é longa, mas vale a pena conferir):
http://blogdocosmerimoli.blog.uol.com.br/arch2009-04-05_2009-04-11.html
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Guará: os bastidores da queda de um clube empresa
11/2/2008
"Nosso time tem a mentalidade empresarial. Nossa folha de pagamento é de R$ 300 mil.
Recebemos R$ 1,2 milhão para disputar o Paulista. Visamos o lucro com o futebol.
Nossa organização de uma empresa faz com que pensemos em comprar um clube europeu.
É mais do que possível. Basta continuarmos trabalhando da maneira empresarial.
Vamos buscar esse clube europeu, sim."
6/04/2009
"Peguei o meu carro fiquei rodando, desnortado pela cidade.
Foram umas duas horas após o jogo.
Dirigia e chorava.
Fiquei dando voltas pelo estádio.
Só dormir, as 5h30, quando não tinha mais lágrimas.
Só sofri assim com a morte do meu pai."
As declarações são da mesma pessoa, Carlos Arini, presidente do Guaratinguetá, rebaixado ontem para a Série A2.
Em pouco mais de um ano, Carlito sentiu na pele que não basta ter dinheiro, planejamento, pagar salário em dia.
Ter sete patrocinadores.
Fazer pré-temporada em Jarinu, onde o Internacional queria fazer a sua.
Duas inter-temporadas no luxuoso e caro hotel Bourbon, em Atibaia, local frequentado pelo Palmeiras.
Nada disso valeu.
O futebol exige mais e não tolera erros.
E costuma cobrar caro.
Carlito, explique o rebaixamento do Guará, que era apresentado com um exemplo de modernidade...
Era, não. É. Mas dentro de um conjunto de erros que cometemos, o que determinou a queda do Guara foi um só: a falta de fome.
Os jogadores, os treinadores. Ninguém pode reclamar de nada. Demos toda a infraestrutura, salário em dia.
Condições de trabalho. Faltou fome. Tiveram tudo do bom e do melhor.
Não há planejamento capaz de prever a falta de empenho, a falta de luta, de dar um pouco mais.
Amor à camisa não se compra.
Porque se tivesse para vender, nós tínhamos comprado e dado para vários jogadores que não tiveram vergonha na cara.
Vocês erraram na formação da equipe?
Nós buscamos jogadores experientes, vividos. Sabíamos que a competição iria ser dura.
O Paulista tem dois meses e meio. E tínhamos bem claro o peso que seria o rebaixamento.
Mantivemos a base, estávamos com o Argel como treinador.
Os resultados não vieram, o trocamos pelo Estevam Soares. Não esperávamos, mas ele nos abandonou, indo para o Barueri.
Trouxemos o Márcio Araújo. Três treinadores para um período de dois meses e meio foi terrível para o time.
Como foi o drama do dia do rebaixamento, o domingo?
Nós entramos em campo sabendo que a nossa chance, segundos matemáticos, era de 1% de rebaixamento.
Mas os jogadores sabiam disso. Precisávamos apenas empatar com o Oeste de Itápolis.
A partida era em casa. Eu reuniu as sete torcidas uniformizadas e acompanhei a partida na arquibancada, junto com eles.
Foi um sofrimento terrível.
Durante a partida, o gandula sabia que o time estava caindo e invadiu o campo, chorando, e chacoalhou o nosso goleiro Fernando.
Ele gritava: "Avisa o time que estamos caindo. Estamos caindo".
Alguns jogadores até deram a alma. Outros, não. Deu para perceber quem só estava usando a camisa do Guará para ganhar dinheiro.
Não conseguimos empatar. Foi uma tristeza. Torcedor chorando, se enrolando na bandeira.
E eu lá, desesperado, envergonhado.
O que você falou para os jogadores depois da partida?
Primeiro fui dar parabénsa ao árbitro Paulo César de Oliveira. Disse a ele que nós caímos por incompetência. Ele não nos prejudicou.
Com os jogadores eu fui duro. Falei que eles não tinham o direito de ter destruído uma história tão linda de dez anos de sonhos.
E deixei claro que sabia quem era quem. Que sabia que iriam mostrar lágrimas de crocodilo e depois iriam comer pizza e dormir com seu bagaço (sua amante, na linguagem do futebol).
Avisei também que vários deles nunca mais vestiriam a camisa do Guará. Quarta-feira eles vão saber quem não ficará mais no clube.
E os que forem dispensados não pensem em pedir referências. Se alguém estiver interessado neles e me telefonar perguntando quem é quem, eu vou falar a verdade.
Não vou mentir. Quem só pensa em dinheiro, que assuma isso. Todos sabem quem só pensou em dinheiro e não estava nem aí para o Guará.
E o treinador Márcio Araújo?
Esse foi homem. Ele trabalhou como um louco para o Guará não cair. Quando o time foi rebaixado, ele me chamou e foi direto.
Disse que não tinha coragem, condições psicológicas de continuar na cidade que o havia tratado como um rei.
O Márcio chorou demais comigo e disse que não queria ver a tristeza dos habitantes de Guaratinguetá.
Foi embora com dignidade.
E a Prefeitura de Guaratinguetá? Cobrou alguma coisa?
Não. Nem tem o direito. O dinheiro da prefeitura não chega no clube. É um princípio nosso, que somos donos do Guará. A prefeitura que invista em saúde, escola, estradas.
O dinheiro do Guará é nosso, dos sócios. Nós administramos nas horas boas, em que conseguimos vários acessos. E também administraremos agora, no rebaixamento.
Quais são as consequencias práticas do rebaixamento?
Além da dor? Além de ter de reconquistar a confiança do nosso torcedor, o amor próprio do cidadão de Guaratinguétá?
Sendo prático, em vez de R$ 1,2 milhão que a Federação Paulista dá aos times pequenos da Série A, vamos receber R$ 60 mil na Série A2 no próximo ano.
É duro, mas a vida vai seguir. Estamos na Copa do Brasil e vamos enfrentar o Atlético Mineiro na outra quarta-feira.
Depois virá a Série C do Brasileiro.
Fomos rebaixados, doeu, mas não estamos mortos. Vamos seguir com o trabalho, com os investidores, com a mentalidade de empresa.
Não deu certo, despede quem tem de despedir e segue o rumo.
E os planos para comprar um time europeu?
Toda empresa que sofre um revés precisa adiar seus planos de expansão.
Ainda queremos controlar um time europeu. Vamos fazer isso.
Com o rebaixamento o plano foi adiado. Só adiado.
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Fonte:
http://blogdocosmerimoli.blog.uol.com.br/arch2009-04-05_2009-04-11.html
15 de mai. de 2008
Chazinho de Coca - No jogo entre os tricolores, deu aquele que conhece os caminhos da América.
No primeiro jogo entre os tricolores, paulista e carioca, pela libertadores, deu aquele que sabe tratar dessa competição com maestria. De nada adiantou Renato Gaúcho pedir conselhos a Luxemburgo, o volume de jogo que o Palmeiras de Luxa impôs contra o São Paulo na semifinal do Paulistão não foi visto pelo Fluminense na noite da ultima quarta-feira, muito pelo contrário.
O jogo começou com o São Paulo dominando as ações, com Adriano levando vantagem em todos os duelos contra os apáticos defensores do Flu. Logo no primeiro arremate, um petardo de fora da área, o Imperador obrigou o goleiro Luiz Henrique a fazer uma defesa difícil, apesar do tiro ter sido em cima do arqueiro. Ali, naquele momento, deu pra perceber que não era noite do goleiro do time das Laranjeiras, que se atrapalhou todo para defender o disparo.
A pressão são-paulina durou pouco, foi quando o futebol mais técnico do tricolor carioca começou a fluir, com boas jogadas saindo dos pés de Arouca e principalmente de Gabriel, já que Tiago Neves não entrou em campo e Dodô foi o Dodô de sempre, apático e quase imperceptível. O Fluminense começou a levar perigo, porém, foi nesse exato momento que o São Paulo pôs fim ao único bom momento do time de Renato Gaúcho na partida. A jogada começou dos pés do Imperador, que dominou na meia, armou a jogada com Dagoberto, que bateu cruzado, um bom chute, mas perfeitamente defensável, porém não era mesmo noite de Luiz Henrique, que espalmou para o meio da área, onde Adriano, sempre ele, livre, apareceu para concluir e levar o Morumbi ao delírio. Desenhava-se ali uma goleada, que acabou não acontecendo. Pelos lados do Fluminense, Tiago Neves que pouco produzia, sumiu de vez, Dodô continuou sendo Dodô e Washington, que por mais que tentasse alguma coisa, nada podia fazer, até porque a bola não chegava para ele. Já o São Paulo chegava do jeito que queria, mas efetivamente pouco concluía.
Veio o segundo tempo e Renato Gaúcho colocou Dario Conca no lugar do inofensivo Tiago Neves, que saiu de campo xingando todas as gerações da família do seu treinador, mas sem a mínima razão. Conca entrou e foi o melhor do time, armou, driblou, levou perigo e protagonizou a jogada mais bonita da noite ao driblar dos defensores são-paulinos, mas na conclusão foi infeliz.
O São Paulo por sua vez não mostrou a mesma força do primeiro tempo e mais por demérito próprio, trouxe o Fluminense para cima, contudo a noite não era dos comandados de Renato Gaúcho, que saíram de campo satisfeitos com o resultado, até porque escaparam de um placar mais elástico.
O tricolor paulista perdeu a chance de matar o jogo de 180 minutos logo na sua primeira metade e agora vai decidir a vaga num Maracanã lotado de sedentos torcedores cariocas e contra um Fluminense que com certeza, não dará o mole que deu na noite de ontem.
Adriano
O primeiro tempo do camisa 10 são-paulino foi digno de um Imperador. Adriano comandou o time, voltou para ajudar na marcação, armou o time, começou a jogada do gol, que o próprio concluiu, PARTIDAÇA! Atuação digna de seleção brasileira, a qual o próprio já faz por merecer uma lembrança.
Adriano é mais um caso que entra para minha lista de prognósticos errados que fiz no início do ano. Ao lado de Leo lima e Denílson no Palmeiras, que eu achava, seriam apostas erradas de Luxemburgo. De Émerson Leão e seu Santos, que eu erroneamente coloquei como candidatíssimos a protagonizar um dos papelotes do ano no Paulistão e na Libertadores, assim como o Vasco da Gama, que pra mim, mesmo antes de seu início, era o grande com maior possibilidades de rebaixamento no Brasileirão. Hoje vejo um Adriano exuberante e já merecendo uma chance na seleção de Dunga, vejo Leo Lima sendo o melhor volante do país nesse primeiro semestre, vejo o Santos fazendo bonito na Libertadores e o Vasco na semifinal da Copa do Brasil.
É com enorme prazer que assumo meus erros em todos esses prognósticos. O futebol agradece.
Acertei outros, mas esses ficam para uma outra ocasião.
14 de abr. de 2008
Chazinho de Coca - Trinta e sete anos depois, o filme se repete!
Trinta e sete anos depois, o filme se repete!
Em 1971, Palmeiras e São Paulo decidiram o campeonato paulista daquele ano. Não me lembro bem o resultado da outra partida. Mas um lance naquela decisão entrou para a história como um dos erros mais absurdos da história da bola. Um gol legítimo de Leivinha para o Palmeiras, naquele quesito que era a sua especialidade, o gol de cabeça. Testada firme, indefensável. Teria sido o gol do título, mas Armando Marques anulou o golaço alegando que o gol havia sido feito com a mão. O título ficou com o tricolor do morumbi.
A galera sapeca que acompanhou a partida ontem e depois os programas esportivos e também os jornais que discutem o assunto, deve estar de saco cheio de ouvir e ler isso, até porque os meios já citados bateram nessa tecla e relembraram o caso a exaustão.
Reza a lenda que tempos depois, num saguão de aeroporto, Armando Marques encontrou Leivinha e aproximou-se do craque para lhe pedir desculpas pelo erro grotesco. Aí é que esta a diferença.
O arbitro da partida de ontem, o nosso querido PC, não terá essa oportunidade, já que ao final da peleja, justificou o absurdo que acabará de cometer, dizendo que viu sim o lance, mas que o interpretou como normal. HÃ? MAS COMO ASSIM? Será que o Giba da seleção masculina de vôlei está disponível para ser contratado pelos times de futebol? Sim, porque se meter a mão na bola é válido, então contratar alguém que seja perito em utilizar esse membro do corpo humano também é. Ou então o Bernardinho precisa começar a ficar esperto nas partidas de futebol. De repente ele está perdendo a chance de convocar alguns craques com as mãos.
Fato é que, não faltando com a verdade, como procuro sempre fazer, o São Paulo mereceu sim a vitória. Jogou mais que o Palmeiras sim, aliás o Palmeiras não jogou e o Luxa só foi feliz ao colocar o ótimo Lenny, mas o fez tarde. Zé Luis anulou Valdívia, Diego Souza esteve apagado, a dupla de zaga que é de ótima qualidade, ontem foi bizarra e está mais do que óbvio que Martinez não pode ser reserva.
Mas também não podemos negar que aquela cortada ao melhor estilo Marcelo Negrão alterou completamente o panorama da partida e não fosse a bela jogada de Lenny e o pênalti bem convertido por Alex Mineiro, o São Paulo teria carimbado sua passagem para a final ontem mesmo.
Nota 8 para o São Paulo.
Nota 4 para o Palmeiras
Nota 0 para o PCzinho e para sua bandeirinha.
Ao som de Oasis – Hello
Abraços aos queridos e queridas,
6 de mar. de 2008
La Mano de Díos - O Imperador e o Mestre
O Imperador e o Mestre
Pois é, meus camaradinhas, ontem foi um dia de rei. Tive duas alegrias na mesma noite, em dois lugares diferentes. Como não sou clone, já adianto aqui: estava fisicamente em um lugar e em espírito em outro. E graças às benesses da modernidade pude acompanhar os dois acontecimentos de um modo bem feito. Aliás, antes que as pedras sejam atacadas, já adianto: vi o jogo do Tricolor hoje de manhã, aproveitando a folga do trabalho. E eis aqui o que tenho a dizer:
Estive no show do Mestre. Na minha opinião, o último gênio da música vivo, já que Miles Davis e Frank Zappa estão se divertindo em outro lugar há algum tempo. Mas ontem vi o Mestre Dylan, na altura de seus 70 anos, dar canseira em muito moleque por aí.
Dylan é o tipo de cara que tem perfeita noção do que fez e do que representa, e por isso sabe de toda a responsabilidade que tem, diferentemente de muitos "artistas" por aí e - oras, por que não? - atletas. Seus shows são um momento à parte em sua carreira, e o de ontem não foi diferente. Reinventando seus clássicos, apresentando ao vivo novas canções de seu excelente último disco, Dylan mostrou porque é um dos artistas mais influentes do século XX, apresentando um espetáculo muito mais do que meramente musical. Ouvir Dylan ao vivo é uma experiência única.
E no momento em que os primeiros versos de Leopard-Skin Pill Box Hat eram cantados com sua voz rouca, longe dali meu espírito se agitava. Entrava em campo o time do São Paulo Futebol Clube, no primeiro jogo da Libertadores no Morumbi esse ano. Como é difícil estar em um lugar formidável e lamentar não estar também em outro!
E no Morumbi a coisa foi um pouco diferente do que estava sendo no Via Funchal. O Tricolor não correspondia às expectativas. Com Richarlyson e Zé Luís improvisados e sem um meia de ofício, a ligação com o ataque era feita à base do chutão na zaga, e mais uma vez foi Jorge Wagner quem assumiu a responsabilidade. Vale dizer que Zé Luis mostrou raça e explorou pela direita aquilo que desde o começo todo mundo vêm pedindo, as jogadas de linha de fundo.
Um que está sobrando nesse time tricolor é o Fábio Santos. O careca não acerta um passe, anda perdidão ali no meio de campo e - pior de tudo! - é o grande responsável pelo desmanche da dupla de volantes de 2007. E por falar em volante, convenhamos, Richarlyson em 2008 não está rendendo nem em sua posição, quanto mais na lateral. Um time que tem pretensões de ser campeão da América não pode jogar com laterais improvisados. Abre o olho, Muricy!
Mas se no Via Funchal a noite era do mestre Dylan, no glorioso Cícero Pompeu de Toledo quem roubava a cena era o Imperador Adriano. Foram dele os dois gols, um de cabeça, à la Adriano, e uma sobra de um petardo de Hernanes. Ontem, Adriano convenceu e mostrou futebol, brigando o jogo todo, tentando de todo o jeito e no fim conquistando seus merecidos gols. Ontem ele fez valer o título que reivindica, mas falta muito para o time do Tricolor justificar a que veio.
No fim da noite, posso dizer que estava feliz. Feliz porque vi um show de Dylan - um cara que não precisa mais provar nada e mesmo assim encheu os olhos - e um espetáculo de Adriano - esse sim que ainda tem que mostrar serviço, mas pelo menos provisoriamente calou este que vos fala.
Pois é, amiguinhos, a coluna de hoje não poderia terminar sem antes dar os devidos parabéns a uma das figuras mais sensacionais do futebol: felicidades, Zico! Que seu futuro seja repleto de tantas glórias quanto é o seu passado e está sendo seu presente! É para você as duas músicas do dia: Jorge Ben - Camisa 10 da Gávea e Bob Dylan - Forever Young.
3 de mar. de 2008
Os dois lados da moeda: O trivunvirato e a farsa
Após marcar dois gols no primeiro jogo do São Paulo no campeonato paulista – curiosamente contra o líder Garatinguetá – Adriano, “o Imperador”, afirmou que não queria mais esse tal apelido lhe fosse atribuído. Queria ser, simplesmente, Adriano. Mas, como não se pode ser tudo o que se quer, será que o “Imperador” poderia tornar-se “plebeu”?
Adriano veio ao São Paulo para recuperar-se após péssimas temporadas na Itália. O clube alardeia seu potencial para fazê-lo, diz que sua infra-estrutura está aberta para o atleta que estiver disposto a utilizá-la. Em um segundo momento, como parte dessa recuperação, pareceu interessante que o jogador passasse seis meses atuando pelo time do Morumbi.
Dai o projeto de “recuperação” de Adriano começa a misturar-se com idéias menos “pudicas”.
O São Paulo é o time mais competente no Brasil no que se refere a marketing. Imediatamente foram tomadas as medidas para capitalizar em cima do “Imperador”, ofertando-lhe a camisa 10. Em poucos dias o produto já estava nas lojas, sucesso de vendas garantido. Fosse Adriano o plebeu, tal medida seria tomada? Obviamente não.
A mídia também quis sua fatia e, em momento algum, deixou de atribuir-lhe o codinome. Não seria possível ignorar a presença do “Imperador” entre nós, tapuias, cada vez mais acostumados a ver em nossas equipes frutos promissores ainda verdes ou heróis de outrora que há muito caíram do pé. Adriano imperou nos noticiários e, tal qual o título que lhe é atribuído impõe, um séqüito de repórteres – inclusive importados da Europa –
formou-se em torno do jogador.
E a tal “recuperação”? Parole, parole...
Não apontamos o time e a mídia para excluir a responsabilidade do próprio jogador pela situação em que se encontra. As benesses que se oferece a um Imperador são sedutoras e deve ser difícil não ouvir o cantar das sereias. Com todas as facilidades que tal condição lhe confere, que como dissemos, ao invés de contestada foram, sim, fomentadas, Adriano voltou a imperar, infelizmente não nos gramados.
Um triunvirato (clube, mídia, jogador) insano que jamais conduziria alguém do trono para as ruas – ou, no caso, para os campos. Uma metáfora para se compreender como, em nossos dias, é elevado à realeza alguém que não tem meios de sustentar tal condição.


