
É assim que posso traduzir o que foi o primeiro jogo da semi final que ocorreu neste domingo. De um lado a alegria trazida de volta pelos meninos da Vila, e do outro o até então gigante adormecido do Morumbi!
Um começo de jogo tenso, muita correria dos dois lados, aquele São Paulo que todos criticavam pela inanição nas partidas deu lugar a outro time, mais guerreiro, mais brioso, porém nem essas qualidades resgatadas impediram o time praiano de marcar os dois primeiros gols do jogo, o primeiro num cruzamento de Léo e uma infelicidade do lateral Junior César, "auxiliando" a zaga jogou no canto de Rogério Ceni, pelo jeito o São Paulo vem treinando muitos gols contras durante a semana não é (Alex Silva tambem marcou no clássico diante do Corinthians)!? E o segundo numa jogada de Neymar, André estufa as redes da casa mais uma vez!
O que já estava ruim pro time da casa piorou quando Marlos foi expulso! Mas ai veio o segundo tempo.
E o São Paulo mostrou aquele São Paulo que todos ja estavam se esquecendo, cresceu, se engrandeceu e num belo chute de Hernanes mandou o primeiro gol pras redes santistas, e num lance de Cicinho, que havia entrado muito bem no lugar de Washington, Dagoberto, outro que lutava bravamente, empatou a partida, o que havia acontecido com o time do Santos? Nao se ouvia mais falar o nome de Neymar, nem de Robinho, nem de Ganso, cansaram? Não aguentavam a marcação do time tricolor?
Percebendo isso, Dorival Junior coloca Madson e Zé Eduardo, nos lugares de Neymar e Marquinhos, com novo gás o Santos volta a comandar as ações, parte pra cima, ate o zagueiro Durval encara a missão da vitória sofrendo a falta e cabeceando a bola pro fundo das redes, ai já não dava mais pros sãopaulinos, final São Paulo 2 Santos 3, e o final dessa história saberemos no próximo Domingo, quando os times voltam pra segunda partida.
O Santos vai mostrar que realmente é o melhor time do Brasil hoje?
Ou o São Paulo, vai ter o mesmo espirito na Vila Belmiro e mostrar num raro momento de sua história recente que pode ser a zebra da ocasião?
Domingo veremos!
PS. Por motivos de gripe maior do nosso comentarista tricolor, a coluna sobre a semi foi especialmente escrita por esse que vos escreve!
Vou aproveitar e mandar essa beleza do Ladytron!
13 de abr. de 2010
Calma garotada! Do outro lado tambem tem um gigante!
30 de abr. de 2009
Top 5 - Finais Históricas do Paulistão
Continuando a saga das finais históricas do Paulistão, trago hoje a histórica FINAL CAIPIRA.
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BRAGANTINO 1X1 NOVORIZONTINO - 1990
Se em 1986 nós tivemos a Inter de Limeira como 1º time do interior campeão Paulista, em 1990 nós acompanhamos a 1º final inteiramente interiorana. A final caipira, como ficou conhecida.
Bragantino e Novorizontino surpreenderam os grandes do estado e tornaram-se os grandes daquele ano.
O Braga vinha de uma temporada já vitoriosa em 1989, quando se sagrou campeão da série B nacional e credenciou-se para jogar na elite pela 1ª vez em sua história. A equipe era comandada pela revelação entre os técnicos do país, Wanderley Luxemburgo e contava em sua equipe jogadores que brilharam no cenário da bola, como Gil Baiano, que depois jogou no Palmeiras e chegou até a seleção brasileira. O Volante Mauro Silva, que em 1994 foi titular no tetracampeonato com a seleção. Além do centroavante Silvio,que depois seria vice-campeão da Copa América com a seleção.
Do outro lado estava o Novorizontino, treinado pelo também jovem treinador, Nelsinho Batista. Um duelo de treinadores que ganha capítulos até os dias de hoje.
O título para o time de Bragança Paulista veio depois de 2 resultados iguais. No “Jorjão”, em Novo Horizonte, empate em 0X0.
Na 2ª e decisiva partida, no estádio Marcelo Stéfani (hoje estádio Nabi Abi Chedid) novo empate, dessa vez por 1X1.
O Novorizontino pressionou ao longo do jogo. Em jogada de escanteio, Fernando testou forte e abriu o placar. Mas Tiba, pouco tempo depois empatou a partida.
O jogo seguiu mais pegado e equilibrado, mas o placar permaneceu inalterado. O resultado levou o jogo para a prorrogação. O Bragantino podendo empatar, não quis saber de garantir o placar e partiu pra cima e perdeu chances incríveis.
O apito final coroou o melhor time, o melhor trabalho. O Bragantino era o 2º clube do interior a se tornar o melhor time do estado, fazendo valer o apelido de “Lingüiça Caipira” – referências a Holanda de 1974 e ao fato de Bragança Paulista ser conhecida por ser a “Terra da Lingüiça”.
Na temporada de 1991 o Braga perdeu Wanderlei Luxemburgo e trouxe para o seu lugar Carlos Alberto Parreira. O treinador levou o time a final do Campeonato Brasileiro, que viria perder para o São Paulo. Até 1995 o clube esteve sempre na linha de frente de todos os campeonatos que disputou.
Já o Novorizontino não teve a mesma sorte. Em 1994 ainda conquistou a série C do Brasileirão. Mas em 1996 o time disputou a 1ª divisão do Paulista pela última vez. Em 1998 fez sua última exibição no profissionalismo, na derrota para a Paraguaçuense por 4X0. Em 1998, sem dinheiro, o clube não pagou as taxas para a FPF e viu sua história receber um ponto final.
Relembre como foi a final caipira do Campeonato Paulista:
Bragantino: Marcelo, Gil Baiano, Junior, Carlos Augusto e Biro-Biro; Ivair, Mauro Silva (Franklin), Robert e Tiba; Mário (Silvio) e João Santos.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Novorizontino: Maurício, Odair, Fernando, Válter e Jerônimo; Luis Carlos Goiano, Tiãozinho (Marcão) e Édson; Paulo Sérgi0, Barbosa e Róbson (Edmílson).
Técnico: Nelsinho Baptista
Local: Estádio Marcelo Stéfani
Público pagante: 15.000
29 de abr. de 2009
Top 5 - Finais históricas do Paulistão.
Dando continuidade a saga das 5 finais de Paulistão que mais me marcaram.
PALMEIRAS 1x2 INTERNACIONAL DE LIMEIRA - 1986
Essa final é o 1º grande momento do futebol que tenho registrado em minha memória com certa riqueza de detalhes. Com 7 anos, eu já havia acompanhado a Copa de 82, dentre outras competições, mas apenas alguns flashes povoam minha mente. Essa final de Paulistão foi a 1ª que posso descrever, quase que na totalidade, com minhas próprias lembranças.
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Os barulhos dos fogos ainda estalam em minha cabeça.
Já era o 10º ano da fila palmeirense, e depois de anos montando times medíocres, enfim o Palmeiras tinha um time para ser campeão. Sob o comando do técnico Carbone, o Verdão eliminou o arquirival Corinthians nas semifinais, sendo derrotado na 1ª partida por 1X0, mas vencendo a 2ª por 3X0. Mais do que credenciado a encerrar a já latente agonia de sua torcida, o Verdão chegou como favorito à final.
O adversário era a Internacional de Limeira, que havia surpreendido e eliminado o Santos nas semifinais. Placares de 2X0 na Vila e 2X1 no Limeirão.
Com o Limeirão vetado para a final, os dois jogos foram realizados no Morumbi. O 1º deles, com mando da Inter, terminou empatada em 0X0. Essa partida teve impressionantes 104.136 pagantes. A torcida palmeirense dava o título como ganho, ainda que o empate fosse bom para a Inter. Parece que o time também entrou no oba-oba.
Setenta mil pessoas pintaram o Morumbi de verde na 2ª partida e a vitória era dada como certa. Mas como desprezar o time que havia eliminado o Santos na fase anterior ? Pois é, a Inter tinha um belíssimo time e o seu ataque contava com o artilheiro Kita.
Houve equilíbrio na 1ª etapa, o Palmeiras mandou bolas na trave, mas a Inter também incomodou o goleiro Martorelli. Lembro-me que meu pai e meus tios cornetavam demais o técnico Carboni e dia desses li, não me lembro onde, que aquele Palmeiras era um time sem comando.
De toda forma, o que se sucedeu na 2ª etapa foi mais do que falta de comando.
Logo aos 5 minutos do 2º tempo, o artilheiro Kita abriu o placar com um chutaço de fora da área.
Aos nove minutos, o lateral esquerdo Denis protagonizou o lance que pode ter dado outros rumos a sua carreira. Num lançamento que foi mais um bicão pra frente, Tato foi lançado, só que a bola estava muito mais para o lateral Denis. Mas a alegria de alguns, muitas vezes passa pela desgraça dos outros, que passa pela tragédia de outro. O pobre Denis tentou recuar, dominar, sabe-se lá o que, a bola bateu em sua barriga e Tato, que vinha em velocidade, ganhou a bola, driblou Martorelli e tocou para gol livre.
Um silêncio “ensurdecedor” tomou conta do Morumbi. Quebrado apenas pelo grupo de torcedores da Inter que lá estava, e manifestado de forma espantosa com os fogos que espocavam nos céus da paulicéia.
Daí em diante o Palmeiras atirou-se todo ao ataque e a pressão foi enorme, com chances perdidas de todas as maneiras, também criadas na base do desespero.
Aos 29 minutos a torcida alviverde enxergou uma centelha de esperança com o gol de cabeça de Amarildo. Outros gols foram perdidos, também pela Inter. Mas aos 47 minutos, Dulcídio Vanderley Boschilla pediu a bola e encerrou a partida. A Inter de Limeira era a 1ª equipe do interior a ser campeã paulista e com todos os méritos. O apito final fez também o sofrimento palmeirense ser prorrogado por mais 6 anos. Mas isso fica para um outro capítulo.
Por onde andam?
Kita: Tem uma locadora em Passo Fundo – RS
Tato: É vendedor de materiais esportivos e dá palestras em Limeira.
Denis: É dono de uma escolinha de futebol na Praia Grande. (Gosta de dizer que ninguém se lembra do chapéu que deu em Maradona, em amistoso entre São Paulo X Napoli em 1987. Só da falha na final de 1986)
Palmeiras 1X2 Internacional de Limeira
Gols: Kita (5m), e Tato (9m), para a Inter; Amarildo (29m), para o Palmeiras.
Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi).
Data: 03-Set-1986.
Árbitro: Dulcídio Vanderley Boschilla.
Público: 68.564.
Renda: Cz$ 2.443.610,00.
Palmeiras: Martorelli — Diogo (Ditinho), Márcio, Amarildo, e Denis — Lino (Jorge Mendonça), Gerson, e Jorginho — Mirandinha, Edmar, e Éder.
Treinador: Carbone.
Internacional de Limeira: Silas — João Luís, Juarez, Bolívar, e Pecos — Manguinha, Gilberto Costa, e João Batista (Alves) — Tato, Kita, e Lê (Carlos Silva).
Treinador: Pepe.
Veja como foi:
28 de abr. de 2009
Top 5 - Finais históricas do Paulistão.
Eu não irei tão longe e me limitarei a apenas 5 finais. Uma final por dia, até próximo sábado. E antes que o feroz aí me pergunte - "pô, mas e as mitológicas finais de 77, de 50, de 82?". Aviso que se trata das 5 melhores finais que eu acompanhei, que eu vivenciei, que eu curti, que eu consegui mensurar suas importâncias. Sacou?
Ainda não fechei minha lista, então pode ser que apareçam fora de ordem cronológica. Vamos à elas:
GUARANI 0x1 CORINTHIANS - 1988
Em uma época onde o futebol do interior não apenas incomodava os grandes, como brigava por títulos, o Guarani transcendia essa condição e muitas vezes era a equipe a ser batida. Em 1988 o Bugre Campineiro tinha um timaço e era o favorito a conquista do Paulistão, ainda que tivesse como rival o maior campeão do estado. No 1º jogo, empate em 1X1, no Morumbi, com Neto fazendo gol histórico de bicicleta.
Durante a partida houve equilíbrio e o placar de 0X0 provocou a prorrogação. Novo empate e o título seria do Guarani, por ter tido melhor campanha ao longo da competição. Mas bastaram 5 minutos e Viola apareceu no jogo, apareceu para o futebol e escreveu seu nome na história do clube alvinegro. Em chute de Wilson Mano, Viola desviou e matou o goleiro do Bugre. Ainda assim, foi a melhor campanha do Guarani na história dos Paulistas. Foi também o 20º título Paulista do Corinthians.
Local: Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas-SP
Árbitro: Arnaldo César Coelho-SP
Gol: Viola, aos 4'/1T (Prorrogação)
Guarani:Sérgio Nery; Marquinhos Capixaba, Wágner Bacharel, Ricardo Rocha e Albéris; Paulo Isidoro, Barbiéri (Mário Maguila), Marco Antônio Boiadeiro e Neto (Careca Bianchesi); Evair e João Paulo.
Técnico: José Luiz Carbone
Corinthians: Ronaldo; Edson Abobrão, Marcelo Dijian, Denílson e Dida; Biro-Biro, Márcio Bittencourt (Paulinho Gaúcho), Éverton e João Paulo; Viola e Paulinho Carioca.
Técnico: Jair Pereira
Corinthians 1X1 Guarani: Gol de bicicleta do Neto (infelizmente não achei o gol de empate do Corinthians):
Guarani 0X1 Corinthians: Gol de Viola (lamento também o fato de só ter conseguido esse vídeo de baixa qualidade):
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Convido agora o feroz leitor a exercitar sua memória, a escolher as suas finais inesquecíveis.
Amanhã tem mais.
20 de abr. de 2009
Pira na Chulipa - De pernas pro ar

Foi assim que ficou o Palestra Itália depois do circo de horrores que foi o jogo desse sábado, desde papagaiadas com o pobre torcedor extra-campo, também tivemos um jogo daqueles pra nunca mais esquecer, infelizmente mais pro mal sentido do que pelo contrário.
15 de abr. de 2009
Vira na Vila
29 de mar. de 2009
La Mano de Dios - O fim da invencibilidade
O fim da invencibilidade
Mostrando um bom futebol desde o começo do campeonato, o Palmeiras poderia ser campeão paulista invicto. Mas tinha o São Paulo no caminho, e o que é pior, no Morumbi, onde o Verdão não vence a 14 jogos.
À rigor, cada equipe jogou 45 minutos. No primeiro tempo só deu São Paulo, marcando a saída de bola palmeirense no campo de ataque e utilizando o contra-ataque que o Verdão, afobado, proporcionava. Além disso, dessa vez as jogadas são paulinas de linha de fundo se concretizaram e a zaga palmeirense mais uma vez deixou a desejar na bola aérea.
A bem da verdade, o gol de Washington aos 2 minutos do primeiro tempo foi fruto de uma bela jogada são paulina, com um lançamento perfeito de Hernanes, jogando cada vez mais como um meia direita.
Com o resultado a seu favor, o São Paulo veio para o segundo tempo disposto a aproveitar as jogadas de contra ataque, o que fez com que o time amolecesse um pouco na marcação no campo adversário. Essa estratégia mostrou-se arriscada, pois Williams e Cleiton Xavier mais de uma vez levaram perigo à área tricolor. Aliás, foi de Cleiton Xavier a bola na trave no fim do segundo tempo, numa das poucas conclusões certas do Verdão.
O resultado não muda muita coisa na tabela. Palmeiras em primeiro deve pegar Santos ou Portuguesa na semi final, e o São Paulo provavelmente vai decidir o mata-mata contra o Corinthians. Mas serviu para mostrar que o Palmeiras tem ainda muitos problemas quando atua sobre forte marcação e que o São Paulo, quando quer, joga um bom futebol.
Ao som de Public Enemy - Don't Believe the Hype. Vem bem a calhar...
Rapidinhas: Lenny quando entrou infernizou a zaga tricolor. O moleque nem de longe é aquele jogador apático de 2008.
Um empate no Equador foi bom para a seleção. Agora, como disse um jogador brasileiro na saída de campo, "é ir pra cima do Peru". Sei...
13 de mar. de 2009
La Mano de Dios - É só querer
É só querer
Depois das derrotas para Santos e Mogi Mirim, o São Paulo devia uma apresentação de gala no Paulistão. A bem da verdade, fora os 3x1 fora de casa contra o América de Cali, faz tempo que o São Paulo devia uma apresentação digna de time tricampeão brasileiro.
E ontem foi o dia. A sapecada de 5xo contra o Mirassol mostrou que quando o time quer, a vitória vem. Muito entrosado e a fim de jogar bola, o Tricolor não deu chances para o Mirassol, com Junior Cesar jogando o fino pela esquerda e Hernanes fazendo o diabo pelo meio e pela direita. Borges e Washington mostraram que é possível dois jogadores de área atuarem juntos, e o entrosamento da dupla foi o diferencial. Jorge Wagner rende muito mais no meio e, do jeito que as coisas vão, Hugo vai ficar um bom tempo no banco.
Mas por um momento as coisas pareciam que iam ser diferentes. A bem da verdade, até os 38 minutos do primeiro tempo o São Paulo foi aquele time preguiçoso que jogou contra o Mogi Mirim. Bastou Jorge Wagner fazer um daqueles lançamentos perfeitos e Borges abrir o placar que a estrela brilhou e a goleada saiu.
O nome do jogo foi Washington, que fez seu hat trick, marcando três gols.
É só querer.
Ao som de Blind Faith - Can't Find My Way Home. Steve Winwood e Eric Clapton. É algo tipo Tostão e Pelé...
Rapidinhas: até que enfim Dunga olhou para Miranda! Agora só falta abrir o olho e ver que o futebol brasileiro não está só na Europa. Demorou para o Keirrison ser convocado.
Muita atenção a Neymar. Esse tem tudo para ser craque.
20 de jan. de 2009
La Mano de Dios - Vai começar o Paulista!
Vai começar o Paulista!
Isso aí! Hoje começa o Campeonato Paulista, o estadual mais disputado atualmente no Brasil. O campeonato, que perdeu muito de seu brilho nos últimos anos, ainda é interessante para muita gente. Clubes grandes que não ganhavam nada há algum tempo, veem a disputa como a chance de um troféu para aplacar a sede da torcida. Os chamados "pequenos" encaram o estadual como meta todo ano, sempre surpreendendo. Mas hoje, mais do que tudo, o Paulista é um aperitivo para o que virá, além de ser o cartão de boas-vindas dos times no começo do ano.
Por isso, malandro, programe-se. Comece desde já a torcer pelo seu time!
| 1ª RODADA - Quarta-feira, 21 de janeiro | ||||||
| HORA | JOGO | ESTÁDIO | CIDADE | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 16h30 | Santo André | x | Palmeiras | Santa Cruz | Ribeirão Preto | - |
| 19h30 | Paulista | x | Noroeste | Jaime Cintra | Jundiaí | - |
| 19h30 | Oeste | x | Ponte Preta | Picardão | Itápolis | - |
| 19h30 | Mogi Mirim | x | Mirassol | João Paulo II | Mogi Mirim | - |
| 19h30 | São Paulo | x | Ituano | Morumbi | São Paulo | - |
| 19h30 | Marília | x | São Caetano | Abreuzão | Marília | - |
| 21h30 | Guarani | x | Portuguesa | Brinco de Ouro | Campinas | - |
Quinta-feira, 22 de janeiro | ||||||
| 19h30 | Botafogo-SP | x | Bragantino | Santa Cruz | Ribeirão Preto | - |
| 19h30 | Corinthians | x | Grêmio Barueri | Pacaembu | São Paulo | - |
| 21h30 | Santos | x | Guaratinguetá | Vila Belmiro | Santos | |
1 de mai. de 2008
Chazinho de Coca - Corinthians 8 X1
Corinthians 8 X1
Uma noite de quarta-feira para torcedor corintiano nenhum esquecer. Enquanto no Morumbi, sua torcida assistia ao seu time massacrar o adversário, seu time voltando a ser Corinthians, o sistema de som do estádio informava os gols, um após o outro, quatro no total, que seu maior adversário e favorito a tudo na temporada (até então), levava na lomba, bem longe dali.
O Timão enfiou quatro gols em um clube que vinha atravessado em sua garganta e classificou-se com sobras para a próxima fase da Copa do Brasil. Depois desse resultado, quem ousa duvidar da força corintiana na competição?
O Verdão, que ontem jogou como verdinho, levou quatro gols de um time que estava atravessado na garganta palmeirense, e que vai continuar por um bom tempo.
O novo Rincón da torcida alvinegra fez pelo Corinthians, o que os alviverdes esperavam que Valdívia, Diego Souza e cia fizessem por eles. Mano armou um Corinthians grande, voluptuoso, com cara e pegada de Corinthians. Luxemburgo também armou um Palmeiras grande, com o que havia de melhor disponível, mas não conseguiu ser Palmeiras em momento algum da partida. Dois resultados justíssimos!
Mano teve tempo para preparar seu time para essa decisão, Luxemburgo não. O Palmeiras teve a decisão Paulista no meio das partidas contra o Sport. No próximo domingo pode e deve ser campeão paulista depois de 12 anos. O Corinthians está na segunda divisão e não irá mais disputar nenhum grande clássico no ano, mas pode terminar o primeiro semestre classificado para a Libertadores de 2009. O Palmeiras deve sair da fila, sua torcida deve soltar o grito de campeão travado na garganta há anos, mas vai ter que brigar por seu espaço na América até dezembro próximo, quando se encerra o mais complicado campeonato nacional do planeta.
Coisas do mundo da bola.
Ao som de um vício que vem tomado conta da minha alma – Miles Davis & John Coltrane – Dear Old Stockholm
Abraços,
(lembrando que não é necessário nenhum tipo de cadastro para comentar no blog. Basta preencher os espaços com seu nome e endereço de e-mail, selecionando a opção desejada nos campos abaixo da caixa de comentários)
21 de abr. de 2008
Chazinho de Coca - Pimenta nos olhos dos outros é refresco!
Não por acaso, desde o final da partida, muitos palmeirenses amigos vieram conversar comigo a respeito do jogo. O sentimento que pude notar em todos, foi o de que toda a coletividade palestrina está sim, de alma lavada! Fosse o jogo de ontem contra o Corinthians, apesar da enorme rivalidade, o gosto não teria sido o mesmo. O Timão encontra-se hoje alguns degraus abaixo de SP e Palmeiras. O Timão não tem uma história recente de grandes duelos contra o Verdão. O time do Parque São Jorge esteve em alta exatamente quando o do Palestra Itália esteve em baixa. O Palmeiras ressurgiu como uma fênix no cenário da bola, mas em contrapartida o Corinthians despencou.
O time da moda (no bom sentido), aquele que vinha sendo o bicho papão, o time a ser batido era exatamente o São Paulo. Mas não apenas isso, o tricolor do Morumbi vem há tempos sendo a pedra no sapato palmeirense. Eliminações consecutivas na Libertadores. Derrotas tanto fora quanto dentro de casa. Gozações, ironias, galhofas vindas tanto da torcida, quanto do elenco e principalmente, da diretoria são-paulina.
O Alviverde imponente sendo colocado como clube ultrapassado em todas as ocasiões. A defesa que ninguém passa sendo facilmente vencida pelos até então imbatíveis atacantes tricolores. A linha e os atacantes de raça, demonstrando muita raça sim, mas pouca inspiração e quase sempre não fazendo frente às muralhas são-paulinas.
Mas mesmo nessas situações, a Torcida que canta e vibra esteve ao lado do time, sempre empurrando, acreditando, demonstrando amor. Já era mais do que hora de receberem algo em troca.
Pois desde os 4X1 da 1º fase do campeonato paulista, a torcida sentiu que esse Palmeiras era sim diferente dos de temporadas passadas. Era esse sim, o time ideal para retomar a dianteira, de fazer frente a qualquer um, mesmo ao até então, quase imbatível São Paulo. Era hora da retomada da dignidade, era chegada a hora de voltar ser Palmeiras.
Não bastava apenas vencer o São Paulo, tinha sim que vencer e mostrar-se superior. Ser favorito e fazer valer essa condição. Ver o goleiro adversário falhar e o seu, fechar o gol. Sentir que sua estrela é sim mais decisiva que a deles. E notar que a reação negativa do adversário ao final da partida nada mais era do que a constatação de que no campo, na bola, no futebol, hoje, inegavelmente, o Palmeiras é superior.
O alviverde Imponente trouxe de volta a alegria para aquela que nunca o abandonou, aquela que é e sempre será a Torcida que canta e vibra.
Falta agora poder, enfim dizer, que de fato é campeão!
Ao som dos gênios Miles Davis & John Coltrane – Round Midnight
Grande abraço,
20 de abr. de 2008
Nossos leitores manjam da arte do riscado.
Nossos leitores manjam da arte do riscado.
Nossos leitores opinaram e acertaram. Palmeiras e Ponte Preta farão a final do mais sensacional Paulistão dos últimos anos.
E agora, em quem você aposta? Vote, opine, xingue, peça uma cerveja. O espaço é seu!
Um enorme e entusiasmado abraço,
19 de abr. de 2008
La Mano de Díos - Tudo Pronto Para o Clássico
Tudo Pronto Para o Clássico
Pois é, camaradinhas, ao que parece está tudo pronto para o Choque-Rei de amanhã. O favoritismo palmeirense acabou depois da disputa de domingo passado, mas as chances do Palmeiras chegar à final do Paulistão ainda são maiores. Vale lembrar que o São Paulo tem jogo decisivo pela Libertadores na quarta-feira, dia 23, e isso pode influenciar a escalação de amanhã. Luxemburgo vem com tudo e Muricy já disse que o São Paulo entra em campo para ganhar.
Ao que tudo indica, as escalações dos dois times serão:
Palmeiras: Marcos, Elder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro, Léo Lima, Martines, Diego Souza e Valdívia, Kléber e Alex Mineiro.
Possíveis surpresas: Denílson, Lenny
São Paulo: Rogério Ceni, André Dias, Alex Silva e Miranda, Júnior, Fábio Santos, Hernanes e Joílson, Adriano e Dagoberto.
Possíveis surpresas: Borges, Hugo
No papel os dois times têm muita qualidade. O esquema de Luxemburgo é muito mais agressivo que o de Muricy, mas ao que tudo indica a Muralha Tricolor voltou. O péssimo Fábio Santos como dupla de Hernanes implica em menos subidas do craque da 15 ao ataque, mas em compensação Júnior melhora as ofensivas pelo lado esquerdo. Já o Palmeiras super-ofensivo de Luxa tem grande qualidade no meio-campo com Valdívia e Diego Souza, mas a entrada de Martinez no lugar de Pierre aumenta as finalizações para o gol, ao mesmo tempo em que diminui o poder de marcação.
Na minha opinião, o sapo de Arapiraca enterrado no Palestra Itália vai ajudar, e vai dar São Paulo.
E você, leitor, o que acha?
(lembrando que não é necessário nenhum tipo de cadastro para comentar no blog. Basta preencher os espaços com seu nome e endereço de e-mail, selecionando a opção desejada nos campos abaixo da caixa de comentários)
A trilha sonora que me acompanha até amanhã é The Faces - Stay With Me.
14 de abr. de 2008
Chazinho de Coca - Trinta e sete anos depois, o filme se repete!
Trinta e sete anos depois, o filme se repete!
Em 1971, Palmeiras e São Paulo decidiram o campeonato paulista daquele ano. Não me lembro bem o resultado da outra partida. Mas um lance naquela decisão entrou para a história como um dos erros mais absurdos da história da bola. Um gol legítimo de Leivinha para o Palmeiras, naquele quesito que era a sua especialidade, o gol de cabeça. Testada firme, indefensável. Teria sido o gol do título, mas Armando Marques anulou o golaço alegando que o gol havia sido feito com a mão. O título ficou com o tricolor do morumbi.
A galera sapeca que acompanhou a partida ontem e depois os programas esportivos e também os jornais que discutem o assunto, deve estar de saco cheio de ouvir e ler isso, até porque os meios já citados bateram nessa tecla e relembraram o caso a exaustão.
Reza a lenda que tempos depois, num saguão de aeroporto, Armando Marques encontrou Leivinha e aproximou-se do craque para lhe pedir desculpas pelo erro grotesco. Aí é que esta a diferença.
O arbitro da partida de ontem, o nosso querido PC, não terá essa oportunidade, já que ao final da peleja, justificou o absurdo que acabará de cometer, dizendo que viu sim o lance, mas que o interpretou como normal. HÃ? MAS COMO ASSIM? Será que o Giba da seleção masculina de vôlei está disponível para ser contratado pelos times de futebol? Sim, porque se meter a mão na bola é válido, então contratar alguém que seja perito em utilizar esse membro do corpo humano também é. Ou então o Bernardinho precisa começar a ficar esperto nas partidas de futebol. De repente ele está perdendo a chance de convocar alguns craques com as mãos.
Fato é que, não faltando com a verdade, como procuro sempre fazer, o São Paulo mereceu sim a vitória. Jogou mais que o Palmeiras sim, aliás o Palmeiras não jogou e o Luxa só foi feliz ao colocar o ótimo Lenny, mas o fez tarde. Zé Luis anulou Valdívia, Diego Souza esteve apagado, a dupla de zaga que é de ótima qualidade, ontem foi bizarra e está mais do que óbvio que Martinez não pode ser reserva.
Mas também não podemos negar que aquela cortada ao melhor estilo Marcelo Negrão alterou completamente o panorama da partida e não fosse a bela jogada de Lenny e o pênalti bem convertido por Alex Mineiro, o São Paulo teria carimbado sua passagem para a final ontem mesmo.
Nota 8 para o São Paulo.
Nota 4 para o Palmeiras
Nota 0 para o PCzinho e para sua bandeirinha.
Ao som de Oasis – Hello
Abraços aos queridos e queridas,
La Mano de Díos - La Mano de Díos
La Mano de Díos
(desculpem, não resisti)
O que é a natureza...
Enquanto a Taça Rio caminha para um final mais do que previsível (alguém duvidava que o Flamengo não estava nem aí - embora o Fogão tenha apavorado -, e que o Flu iria ganhar do Vasco?), o Paulista dá sinais de que a empolgação tomará conta de todos os ferozes por futebol até as seis da tarde do próximo domingo.
Tudo aberto na volta de Guaratingueté e Ponte!
Quanto ao clássico, serei breve:
O Palmeiras, que não podia perder, perdeu. O Valdívia esteve em campo?
O São Paulo, que tinha que ganhar, ganhou. Com direito a gol de mão, lembrando aquele de Leivinha na final de 71 (grande lembrança do Benjamin Back no Lance! de hoje).
E aí, eu pergunto:
E AGORA?
A polêmica, só se for numa mesa de bar. Quem paga as geladas?
Grande abraço, camaradinhas, ao som de Sharon Jones & The Dap Kings - Answer Me. Once you go black, you never go back...
12 de abr. de 2008
La Mano de Díos - O que era chato ficou interessante
O que era chato ficou interessante
Pois é, camaradinhas, com os dois principais estaduais chegando ao final, vemos uma inversão completa das coisas: o Estadual do Rio termina previsivelmente e desanimador, graças ao formato escolhido, que cantou a bola desde a primeira rodada: os quatro (?) grandes cariocas se enfrentando nas semi-finais. Porém, dado o esgotamento de alguns clássicos nas rodadas passadas, o desgaste sofrido por Fluminense e Flamengo em jogos de meio de semana, o desinteresse completo pela Taça Rio e a draga suprema em que o Vasco se encontra, não sei se mesmo esses dois grandes jogos interessarão a alguém. Talvez aos mais fanáticos torcedores, mas quem sabe?
Por outro lado, o Paulista que começou chato, com os grandes baqueados e em processo de reestruturação (verdade seja dita, alguns deles ainda estão nesse estágio), ganhou um gás nas últimas rodadas, onde ainda havia chances - remotas - de Palmeiras, Santos, São Paulo e Corinthians classificarem-se para as semis, deixando para trás Guaratinguetá e Ponte Preta, selando de vez a máxima de que time do interior não dá conta do campeonato inteiro. Mas não foi isso que aconteceu. Nesse fim de semana teremos jogos sensacionais dos dois lados da chaves, com a Ponte e o Guará fazendo o grande clássico do interior e Palmeiras e São Paulo fazendo o jogo da afirmação pelos lados da capital.
O Guará, na 3a. Divisão, que surpreendeu a todos com um time realmente de qualidade, pega a Macaca, atualmente na Segundona, a outrora grande Ponte Preta, que lutou com muita garra e talento para chegar onde está. Nesse, que na opinião deste que voz fala será o grande jogo do fim de semana, tudo pode acontecer. Mas acho que a Ponte vai acontecer.
Do outro lado, temos o Palmeiras em ascensão meteórica pegando o São Paulo, outrora favorito a tudo, de Libertadores a campeonato de botão, em franca descendência, com mais da metade do time pendurado pelos cartões, voltando de uma vexatória derrota no Chile. É o jogo que vai selar o destino dos dois times em 2008.
Se vencer, o Palmeiras se reafirma como potência do futebol brasileiro, posto que há muito tempo não ocupava, e será o grande bicho-papão da capital nos torneios que se seguem. Se perder, estará relegado ao posto de coadjuvante de luxo, aquele que encanta mas não assusta (tanto).
Perder para o baqueado Tricolor amanhã - o que não é nada improvável - será uma facada nas costas do Palmeiras, daquelas que o braço dificilmente consegue alcançar...
Já o Tricolor precisa ganhar para mostrar a todos - e principalmente a si mesmo - que as coisas vão melhorar. Ganhar do Palmeiras, que sapecou 4x1 na última disputa, é mostrar que o gigante acordou, que o Paulistão é aquecimento para a Libertadores e - por que não? -o Brasileirão.
Tarefa inglória essa do São Paulo, cada vez mais esquizofrênico no diálogo Diretoria e Comissão Técnica.
Nesse jogo, só meu lado torcedor palpita: vai dar São Paulo e seremos campeões de tudo esse ano!
Mas estamos falando de futebol, onde tudo pode acontecer. A única certeza é que muita coisa vai acontecer. E você, o que acham?
Me despeço aqui ao som da grande The Band - This Wheel's On Fire. Não é mole não...
Rapidinhas: como disse Renato Gaúcho, o Flu foi oficialmente apresentado à Libertadores, caindo na catimba do Arsenal e tomando uma sapecada lá. O Fla oficialmente apresentou-se à Libertadores, ganhando com categoria perto do céu. O São Paulo oficialmente deu vexame na Libertadores, perdendo vergonhosamente no Chile. Admiro muito o Muricy e odeio cornetar técnico, mas o Richarlyson não está segurando as pontas, e insistir com ele na lateral já está sendo irritante. Nem como volante - onde brilhou em 2007 - o cara tá comparecendo...
9 de abr. de 2008
Acabou a novela
Notícia ouvida por este que vos escreve diretamente na ESPN:
Palestra Itália receberá o segundo jogo da semi-final contra o São Paulo.
Segundo o comentarista, a notícia foi confirmada com a assessoria de imprensa do Palmeiras. Assim que tiver mais notícias, eu aviso!
28 de fev. de 2008
La Mano de Díos
Luz no fim do túnel
Ontem assisti a dois jogos da Libertadores. Nenhum dos dois foi de encher os olhos, mas algumas coisas bem positivas já puderam ser vistas:
River Plate X America (MEX)
O time do America é sempre encardido e o River faz tempo que é mais nome do que time, mas a partida de ontem foi bastante animadora. O America, sempre rápido e jogando fora de casa, explorou o contra-ataque e por pouco não saiu do Monumental de Nuñez com um placar de respeito. Mas o time do "cholo" Simeone mostrou algo que não vimos muito ano passado: raça. Além de alguns jogadores talentosos que têm tudo para deslanchar nos campeonatos, pudemos ver a feliz volta de um dos caras mais icônicos do futebol argentino: Ortega está de volta! Travando uma longa batalha contra o alcoolismo, ontem vi um pouco do velho Ortega. Um meia ofensivo aguerrido e talentoso, rápido e inteligente. Não à toa, foi dele o gol da vitória do River, aos 43 do segundo tempo. Vai, Ortega!
Vitória que convenceu.
São Paulo X Atlético Nacional (COL)
Antes de mais nada, algo tem que ser feito. Cobrar escanteio com policiais levantando escudos para rechaçar as pedras lançadas pela torcida rival, chuveiro gelado nos vestiários e recepção intimidadora não combinam com a importância da Libertadores.
Fora esses problemas, novamente o Tricolor não convenceu, mas algumas boas mudanças já foram vistas. Quando o time entrou em campo com Eder Luiz, Adriano e Borges, a primeira coisa que me veio à cabeça foi: "o Muricy pirou. Que porra de 3-4-3 é esse?". Mas foi só a bola rolar e logo entendi o que o cara queria. O São Paulo jogou num 3-5-2, com a volta da dupla Richarlyson e Hernanes, Jorge Wagner na esquerda e Eder Luiz tentando ser o novo Leandro. Aliás, a coluna do PVC hoje no Lance! levantou a bola para essa sacada. Mais categoria e qualidade o Eder tem, basta ver se ele terá a mesma garra de Leandro. Desentrosamento à parte, o cara correu o jogo todo e até trocou bons passes com os laterais.
Jorge Wagner na esquerda mostrou que continua sendo o eixo do ataque tricolor. TODAS as jogadas ofensivas partiram dos pés dele. Infelizmente, é bom os volantes voltarem a apresentar a qualidade de 2007, pois marcação não é o forte do JW.
Joílson é uma lástima. Não defende e não ataca, só falta dar a mão para o jogador adversário. Dá pra ver que o cara está tentando, mas do jeito que está não vai.
E mais uma vez Richarlyson não jogou bem. Fora o canudo no travessão, prendeu muito a bola no ataque e chegou atrasado em todos os lances defensivos.
Borges mostrou que merece sim mais chances do Muricy. Bem posicionado e esperto, só não fez o dele porque quis premiar Adriano, que não acompanhou a jogada.
E por falar em Adriano, outro que ainda não desencantou. Confesso que não me lembro de um lance digno de nota do Imperador ontem.
A zaga ainda está batendo cabeça, André Dias não é sombra do que vinha sendo e mais uma vez o destaque do time é Miranda, que compensou o vacilo no gol do Atlético com um belo gol de cabeça. Aliás, bola lançada por quem? Uma bala Juquinha para quem adivinhar. Dica: veio da esquerda.
No fim das contas, o time do São Paulo ainda é uma coisa amorfa. A maioria dos jogadores não está acertando o posicionamento, o lado direito não existe e o time ainda depende muito de um só jogador. Tanto que no segundo tempo, quando os colombianos acertaram a marcação em cima do JW, o time quase morreu. Só não perdeu porque Rogério Ceni mais uma vez foi nota 10, pegando dois belos chutes que tinham endereço certo.
O 1 a 1 valeu, mas o futebol de ontem ainda é pouco para um time como o São Paulo.
Me despeço aqui ao som de Hopeton Lewis - Take it Easy, em homenagem ao Tricolor da capital.


