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23 de mai. de 2010

Palestra Italia - Um sentimento que em todos nós se fortalece.

Vou falar de um amor. Do nosso. O maior amor de nossas vidas. De nossas vidas alviverdes.

Amores cada um tem os seus. Mas há um único que é verde e de todos nós. Um amor inexplicável, enorme, infinitamente crescente, independente de fase, de momento, de time. Um amor gigantesco que nos abraçou desde o nascimento, talvez já determinado antes disso.

Não por acaso o amor da minha vida divide comigo o maior amor de nossas vidas.

Amor – a palavra. É ela que explica o abraço coletivo, de milhões, de cada um que compõe esses milhões.

O Palmeiras é o amor da minha vida que eu compartilho com todos os verdes do mundo. Com os 20 mil que se despediram de nosso teto, de nosso território, de nossa casa, de nosso santuário. Dos 20 mil vezes milhões em suas casas, com seus ouvidos no radinho, com os olhos na TV, com o coração na boca, com o Palmeiras na alma.

A fase não é da melhores. E daí?

Quem é que tem o privilégio de ter um Palmeiras na vida?

Só quem tem o Palmeiras em sua vida sabe dar o valor as nossas histórias, aos nossos ídolos, a nossa casa. Suada casa. Histórica. Memorável. Palco de lindas passagens, de outras nem tanto. Mas ela é nossa. Muito nossa.


Assim como eu tenho, acredito que cada um dos verdes do mundo tem o seu canto no Palestra. Ou tem todos. Todos têm o Palestra acolhedor. Lindo, simpático, único. Só nosso.

Na despedida vencemos o imortal por 4X2 em nosso território eterno.

Mas cadê a crise? Que crise?

Imortal é o sentimento que nos conduz. Imortal é a razão desse sentimento.

Aqui é Palmeiras! Aqui é “Parmera!”, como dizia o meu saudoso e corintianissimo avô Tozzo. Aqui é Palestra – Italia.

Ouvindo narrações do Pai do Gol eu escrevo essa coluna. Passagens históricas. De “Paulistinhas” (como dizem alguns adversários). De Brasileirões. De Copas. De Libertadores. Aliás, Paulistinha “aqui para vocês!”. É Paulistão. Com o coração aberto. Enorme, orgulhoso. Sendo verde, sendo Palmeiras.

A saudosa casa fecha. Irá reabrir linda, moderna, do tamanho de seu proprietário. Do tamanho dos que a abraçam. Ela irá reabrir nossa. Como sempre foi. Como sempre será.

O velho Palestra não sai de cena. Sai de férias. Sai de foco. Não tem inferno de sapo nenhum por lá. Tem emblema. Tem torcida. Tem Palmeiras.

Não sai de cena. Não sai da minha cabeça. Não se desprende do meu coração.

Está nas emocionadas lagrimas que se desprendem dos olhos desse fanfarrão que lhes descreve essa epopéia. Das que saíram ontem dos olhos do meu sobrinho Fellipe. Palestrinamente educado. Da minha sobrinha Babi. Do meu pai Gilberto, que ao lado da tia Rita continua acompanhando o nosso Palmeiras lá do céu. Da tia Nenê. Do tio Jura. De toda a minha estirpe palestrina.

Nosso Palestra Italia irá seguir sua sina. Seguirá crescente. Como o time que nele desfila os seus encantos. Como o sentimento que em nós todos se fortalece.


17 de jul. de 2008

Chazinho de Coca - Festa no Chiqueiro silencia Tiago Neves.

Festa no Chiqueiro silencia Tiago Neves.

Os 15 mil presentes no Palestra Itália, na gélida noite paulistana dessa quarta-feira, foram recompensados com o melhor futebol praticado pelo Palmeiras nesse Campeonato Brasileiro.

Na primeira etapa o futebol foi de muita marcação, só que o atacante Kleber já mostrava que aquela seria a sua noite. O jogador, que pela ausência de Alex Mineiro, foi deslocado para ser o homem gol do time, atormentou a zaga tricolor desde o começo. E aos 33 do 1º tempo, em jogada de Denílson, outro destaque do jogo, Kleber recebeu bola cruzada e cabeceou forte, no chão, sem chances para Fernando Henrique.

Apesar de pouco ameaçar, o Fluminense aproveitou uma falha da defesa alviverde e em cobrança de falta, com finalização de cabeça de Washington, chegou ao empate dois minutos após o gol palmeirense.

O primeiro tempo seguiu com certo equilíbrio até o final. Na segunda etapa o Palmeiras voltou ligadaço e logo aos quatro minutos, Kleber e novamente de cabeça, balançou a rede do Fluminense, aproveitando belo cruzamento de Leandro, esse o grande jogador da segunda etapa.

O segundo tempo foi um massacre alviverde para cima do vice-campeão da América. Todas as armas palmeirenses passaram a funcionar, mesmo Valdívia que vinha apagado resolveu jogar. Elder Granja e Leandro apoiavam a todo instante. Denílson abria buracos na zaga carioca e Diego Souza criava muito, mas pecava nas finalizações.

Ao todo o Palmeiras criou nove chances claras de gol, mas a bola teimava em não entrar.

Renato Gaúcho abriu o jogo lançando Tarta no lugar de Fabinho, mas não surtiu efeito. O que estava fácil, virou um baile. Mas de tanto insistir e novamente aos 33 minutos, aproveitando outro cruzamento de Leandro, o estreante Maicosuel que havia acabado de entrar, completou para o fundo do gol.

A vitória por 3X1 foi pouca devido à superioridade alviverde, mas suficiente para reconduzir a equipe ao G4(graças à derrota do Vitória para o São Paulo) e ainda de quebra manteve a invencibilidade no Palestra Itália. Em 6 partidas nesse Brasileiro, são 5 vitórias e 1 empate.

Tiago Neves, feroz que só ele, que pretendia silenciar o Palestra, voltou pra casa com momentânea surdez, devido a festa palmeirense no estádio.

Abraços,

23 de abr. de 2008

Chazinho de Coca - O gás da vergonha!

O gás da vergonha!

Na coluna da jornalista Marília Ruiz do portal “LANCE.NET!”, o caso do gás no vestiário são-paulino no ultimo domingo, ganha um novo capítulo. Um vídeo gravado por um torcedor na entrada do vestiário tricolor. Maiores e melhores detalhes, além do vídeo, na coluna da Marília Ruiz:

http://www.lancenet.com.br/blogs%5Fcolunistas/mariliar/comentarios.asp?idpost=14799


De que incentivo fala Juvenal Juvêncio?

Vamos aguardar as "cenas" dos próximos capítulos.


Ao som de Siouxsie and The Banshees – Dear Prudence

Abraços,

21 de abr. de 2008

Chazinho de Coca - Pimenta nos olhos dos outros é refresco!


Pimenta nos olhos dos outros é refresco!


Não, não irei falar a respeito do caso do tal gás de pimenta, nem da queda de energia, nem mesmo da “agressão” de Rogério Ceni em Valdívia. Esses assuntos são sim importantes e fizeram parte da história de um dos mais eletrizantes clássicos dos últimos anos. Mas a história foi protagonizada por Palmeiras e São Paulo, dois gigantes, duas bandeiras, duas camisas das mais importantes do mundo. A visão são-paulina foi escrita com maestria na coluna “La Mano de Dios” do Fábio. Confesso que dificilmente vou conseguir ser tão racional quanto ele, mas vou tentar.

Não por acaso, desde o final da partida, muitos palmeirenses amigos vieram conversar comigo a respeito do jogo. O sentimento que pude notar em todos, foi o de que toda a coletividade palestrina está sim, de alma lavada! Fosse o jogo de ontem contra o Corinthians, apesar da enorme rivalidade, o gosto não teria sido o mesmo. O Timão encontra-se hoje alguns degraus abaixo de SP e Palmeiras. O Timão não tem uma história recente de grandes duelos contra o Verdão. O time do Parque São Jorge esteve em alta exatamente quando o do Palestra Itália esteve em baixa. O Palmeiras ressurgiu como uma fênix no cenário da bola, mas em contrapartida o Corinthians despencou.
O time da moda (no bom sentido), aquele que vinha sendo o bicho papão, o time a ser batido era exatamente o São Paulo. Mas não apenas isso, o tricolor do Morumbi vem há tempos sendo a pedra no sapato palmeirense. Eliminações consecutivas na Libertadores. Derrotas tanto fora quanto dentro de casa. Gozações, ironias, galhofas vindas tanto da torcida, quanto do elenco e principalmente, da diretoria são-paulina.

O Alviverde imponente sendo colocado como clube ultrapassado em todas as ocasiões. A defesa que ninguém passa sendo facilmente vencida pelos até então imbatíveis atacantes tricolores. A linha e os atacantes de raça, demonstrando muita raça sim, mas pouca inspiração e quase sempre não fazendo frente às muralhas são-paulinas.

Mas mesmo nessas situações, a Torcida que canta e vibra esteve ao lado do time, sempre empurrando, acreditando, demonstrando amor. Já era mais do que hora de receberem algo em troca.

Pois desde os 4X1 da 1º fase do campeonato paulista, a torcida sentiu que esse Palmeiras era sim diferente dos de temporadas passadas. Era esse sim, o time ideal para retomar a dianteira, de fazer frente a qualquer um, mesmo ao até então, quase imbatível São Paulo. Era hora da retomada da dignidade, era chegada a hora de voltar ser Palmeiras.
Não bastava apenas vencer o São Paulo, tinha sim que vencer e mostrar-se superior. Ser favorito e fazer valer essa condição. Ver o goleiro adversário falhar e o seu, fechar o gol. Sentir que sua estrela é sim mais decisiva que a deles. E notar que a reação negativa do adversário ao final da partida nada mais era do que a constatação de que no campo, na bola, no futebol, hoje, inegavelmente, o Palmeiras é superior.

O alviverde Imponente trouxe de volta a alegria para aquela que nunca o abandonou, aquela que é e sempre será a Torcida que canta e vibra.

Falta agora poder, enfim dizer, que de fato é campeão!

Ao som dos gênios Miles Davis & John Coltrane – Round Midnight

Grande abraço,

9 de abr. de 2008

Acabou a novela

Notícia ouvida por este que vos escreve diretamente na ESPN:

Palestra Itália receberá o segundo jogo da semi-final contra o São Paulo.

Segundo o comentarista, a notícia foi confirmada com a assessoria de imprensa do Palmeiras. Assim que tiver mais notícias, eu aviso!