Vou falar de um amor. Do nosso. O maior amor de nossas vidas. De nossas vidas alviverdes.
Amores cada um tem os seus. Mas há um único que é verde e de todos nós. Um amor inexplicável, enorme, infinitamente crescente, independente de fase, de momento, de time. Um amor gigantesco que nos abraçou desde o nascimento, talvez já determinado antes disso.
Não por acaso o amor da minha vida divide comigo o maior amor de nossas vidas.
Amor – a palavra. É ela que explica o abraço coletivo, de milhões, de cada um que compõe esses milhões.
O Palmeiras é o amor da minha vida que eu compartilho com todos os verdes do mundo. Com os 20 mil que se despediram de nosso teto, de nosso território, de nossa casa, de nosso santuário. Dos 20 mil vezes milhões em suas casas, com seus ouvidos no radinho, com os olhos na TV, com o coração na boca, com o Palmeiras na alma.
A fase não é da melhores. E daí?
Quem é que tem o privilégio de ter um Palmeiras na vida?
Só quem tem o Palmeiras em sua vida sabe dar o valor as nossas histórias, aos nossos ídolos, a nossa casa. Suada casa. Histórica. Memorável. Palco de lindas passagens, de outras nem tanto. Mas ela é nossa. Muito nossa.
Assim como eu tenho, acredito que cada um dos verdes do mundo tem o seu canto no Palestra. Ou tem todos. Todos têm o Palestra acolhedor. Lindo, simpático, único. Só nosso.Na despedida vencemos o imortal por 4X2 em nosso território eterno.
Mas cadê a crise? Que crise?
Imortal é o sentimento que nos conduz. Imortal é a razão desse sentimento.
Aqui é Palmeiras! Aqui é “Parmera!”, como dizia o meu saudoso e corintianissimo avô Tozzo. Aqui é Palestra – Italia.
Ouvindo narrações do Pai do Gol eu escrevo essa coluna. Passagens históricas. De “Paulistinhas” (como dizem alguns adversários). De Brasileirões. De Copas. De Libertadores. Aliás, Paulistinha “aqui para vocês!”. É Paulistão. Com o coração aberto. Enorme, orgulhoso. Sendo verde, sendo Palmeiras.
A saudosa casa fecha. Irá reabrir linda, moderna, do tamanho de seu proprietário. Do tamanho dos que a abraçam. Ela irá reabrir nossa. Como sempre foi. Como sempre será.
O velho Palestra não sai de cena. Sai de férias. Sai de foco. Não tem inferno de sapo nenhum por lá. Tem emblema. Tem torcida. Tem Palmeiras.
Não sai de cena. Não sai da minha cabeça. Não se desprende do meu coração.
Está nas emocionadas lagrimas que se desprendem dos olhos desse fanfarrão que lhes descreve essa epopéia. Das que saíram ontem dos olhos do meu sobrinho Fellipe. Palestrinamente educado. Da minha sobrinha Babi. Do meu pai Gilberto, que ao lado da tia Rita continua acompanhando o nosso Palmeiras lá do céu. Da tia Nenê. Do tio Jura. De toda a minha estirpe palestrina.
Nosso Palestra Italia irá seguir sua sina. Seguirá crescente. Como o time que nele desfila os seus encantos. Como o sentimento que em nós todos se fortalece.

