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20 de ago. de 2010

CHAZINHO DE COCA - É PALMEIRAS. E BASTA!




Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Ari Ferreira (p/ o Lancenet!)

Rivais tentaram diminuir o feito nas mídias sociais - “É só a 1ª fase da Copa Sulamericana”. Tentaram, em vão, tripudiar em cima do épico êxito – “palmeirense acha que venceu o Real Madrid”.

Tentarão, em vão, sempre que algo gigantesco como o de ontem ocorrer, usar o “não” como ferramenta de desapropriação da alegria coletivamente verde.

Estão certos – eles . Estão certos os palmeirenses.

Cada um na sua. Cada um com a sua paixão. Cada um com o seu costume.

Alguns gostam de comemorar suas vitórias sobre o Real Madrid. Esses, pobres torcedores, pouco comemoram, pouco vivenciam o cenário sugerido – se é que houve um dia. Mas se assim são, vamos respeitá-los.

Outros tripudiam vociferando feitos do passado nem tão remoto de sua agremiação, mas ainda assim, passado. Sinto por eles. Mas de toda forma, devemos respeitá-los.

A vida é assim, ou deveria ser assim. Um mútuo respeito. O pleno entendimento das diferenças que nos cercam. Que nos tornam indivíduos coletivamente associados à determinada causa.

“Diminuir” é uma palavra que não rima com os personagens do épico. Com o cenário da epopéia.

“Diminuição”, quando tentada pelo piadista oportunista, ainda que rimando em sua terminação, cai em desuso quando se tenta associá-la a Marcão, a Felipão, a Verdão – a Paixão, a Coração.

Sinto por eles que não vibram com uma virada de seu time. Sinto pelos que não enxergam em atos, em fatos, em pactos, algo muitas vezes maior do que vencer a final do campeonato.

No dia em que o Palmeiras voltou a ser Palmeiras – e chutou para o canto o frágil discurso dos que buscam cunhar a “Lusinha do séc. 21” a todo custo e que com isso desmerecem não só o gigante, mas também a Associação que cede seu nome e sua história à essa piada sem graça – no dia em que Felipão resgatou o espírito de seu Verdão vencedor e campeão. Que o Bigode, diferente de qualquer outro treinador, comandou não só time em campo, mas regeu magistralmente sua filarmônica de arquibancada – no dia em que um Santo de pluralidade inquestionável comemorou mais uma de suas datas marcantes e associáveis a cada Marco que se tornam Marcos – Esse foi o dia em que o palmeirense deve ter sentido pena. Pena do seu amigo que não entende essas coisas, que não vive essas situações – ou não gosta delas. Pena do rival que, na encolha, sentiu inveja do amigo palmeirense.

É uma pena – para eles – que seu sangue não ferva ao “menor” êxito de seu time. Que seja preciso algo “grande”, como um Real Madrid (sic), aparecer em sua vida para que sua alcunha de torcedor torne-se válida da boca para dentro.

E é e sempre será uma delícia para o palmeirense o fato de que o Palmeiras é grande o suficiente para se bastar. Sem que sejam necessárias terminações, complementações.

É Palmeiras. E basta!

Mas eu não espero que “eles” entendam isso.

16 de ago. de 2010

CHAZINHO DE COCA - O RETORNO DO PALMEIRAS “FELIPÔNICO”.


Texto João Paulo Tozo
Imagem: Ari Ferreira (p/ o Lancenet!)

O torcedor alviverde pode até ver seu time ser eliminado da Copa Sulamericana na quinta-feira, mas certamente terá absorvido pela captação de suas retinas o Palmeiras guerreiro e de busca incessante pelo êxito. Verá em campo o Palmeiras de Felipão.

A apatia que abate o time há anos foi uma parda recordação na partida de sábado contra o Atlético PR.

Ainda que tenha aberto o placar logo de cara, houve o tempero dramático típico dos épicos “felipônicos, quando Tadeu foi infantilmente expulso logo no início da 2ª etapa.

Houve as alterações prometidas por Felipão – Pierre, Vitor e Everthon foram sacados. Fabrício, Marcos Assunção e Luan entraram. Desses, Fabrício e Assunção foram destaques. Luan, ainda cru, deu lugar a Everthon, que entrou com a faca entre os dentes e mostrou postura diferente da que vinha desempenhando nas últimas partidas.

Um 3-5-2 que virava 4-4-2 quando Fabrício caia pela esquerda e Araujo postava-se à direita.

Ao invés de 4 volantes como no 1º jogo contra o Vitória, o time entrou com Tinga na armação. Assunção e Rivaldo variando as subidas e melhorando consideravelmente o abastecimento do ataque. A dupla de frente, entretanto, não esteve bem.

Dos pés de Tinga saiu o cruzamento na medida para a “bicuda” de cabeça de Danilo – jogador símbolo desse novo Palmeiras de Felipão.

Saiu também dos pés de Tinga o passe perfeito para o gol –em posição de impedimento- de Everthon.

Friso o “impedimento”, pois mesmo no êxito o atacante mostrou a sua costumeira ansiedade.

Entretanto finalizou como se deve, como se espera de um atacante de bom nível como é o seu caso.

E teve Felipão expulso.

É ou não é um cenário típico dos épicos protagonizados pelo treinador e sua trupe de jogadores guerreiros?

É bom o amigo palmeirense preparar a alma e coração para quinta-feira.

Apatia e corpo mole deixam de fazer parte dos ingredientes desse caldo alviverde. Em sés lugares entram brio e determinação. Finalizando com a qualidade que esse time tem sim e que já demonstrou que pode unir o útil (brio e raça) ao agradável (técnica).

Despeço-me do amigo que nos acompanha ao som do mestre Miles Davis com Nuit Sur Les Champs – Élysées (take 2)
http://www.youtube.com/watch?v=DvG1y84enbo

Cheers,

12 de ago. de 2010

Chazinho de Coca - A vida dura de Felipão.

Este é o atacante Everthon. E sim, ele esteve em campo ontem. Pode acreditar.


Texto João Paulo Tozo
Imagem: Romildo de Jesus (p/ o Lancenet!)

Rivaldo, “o original”, rescindiu seu contrato com o Bunyodkor e acendeu a esperança de boa parte da torcida alviverde em revê-lo vestindo a camisa com a qual conquistou o BR94, o Paulistão de 96, dentre outros títulos. Mas Felipão tratou de jogar um balde de água fria nas esperanças desse torcedor e descartou o retorno do meia.

Bem no dia em que o seu Palmeiras estreou com derrota na Copa Sulamericana, tida por muitos como a prioridade do ano, além de estrear o Rivaldo “genérico”.

Alguém sabe me dizer se essa declaração de Felipão foi antes ou depois da partida contra o Vitória?

Caso tenha sido antes, certamente ele está revendo esse posicionamento.

Sem Kleber e Lincoln, Felipão armou o Palmeiras com QUATRO volantes e com Tadeu no ataque, teoricamente ao lado de Everthon – na prática atuando sozinho, como já vem atuando Kleber.

Ou seja, sem a criatividade necessária para fazer a bola chegar a frente e sem ter quem saiba o que fazer com ela nos raros momentos em que a Jabulani de plantão rompeu a barreira defensiva do Vitória.

Não deve estar sendo fácil ser o Felipão. Mas ele faz certo quando pede que as críticas sejam voltadas a ele. Então façamos o que pede o Chefe.

Quatro volantes contra o Vitória?

É certo que o empate fora de casa é bom negócio nesse tipo de competição. Mas ele tem que acontecer por acaso, não por obra do planejamento. Empatar jogando bem é diferente de empatar jogando por ele. Até por que jogar pelo empate aumenta as probabilidades de derrota, como ocorreu ontem. Você mantém o rival mais tempo próximo de seu gol. Em contrapartida, quando se joga buscando a vitória, ocorre o oposto. Pensamento óbvio e que o amigo palmeirense, inteligente que é, deve saber de trás para frente. Só o inseri aqui para ilustrar o que vi ontem no Barradão.

Vejam, caríssimos alviverdes que aqui também lamentam mais esse pífio resultado do Palmeiras, não estou criticando o trabalho de Felipão, nem tenho moral para isso e nem quero fazê-lo, mas penso, se o Tinga é o único articulador disponível e ele está como opção, porque não usá-lo desde o princípio?

Rivaldo, o “genérico”, foi escalado como meia. Mas o próprio já disse que sua posição é de 2º volante.

Os recentes êxitos do mundo da bola tem nos mostrado que a tendência é que os meias sejam adaptados como volantes, e não o contrário. É a nova prática do futebol ofensivo. Vide a Espanha campeã do Mundo.

Pierre e Edinho são ótimos, mas um ou outro. Os dois juntos é muita volúpia destrutiva e nenhuma criativa.

Recua o “genérico” para fazer a função com Edinho ou Pierre, entra com o Tinga e deixa o Araujo flutuando em campo como no clássico contra o Corinthians, que não por acaso foi a melhor partida dele no Palmeiras e a melhor do time sob o comando de Scolari.

Não deve estar sendo fácil ser o Felipão. Mas e ser palmeirense, tem sido fácil? Pergunto aos amigos que acompanham esse espaço virtual.

Vale a pena comentar sobre a atuação do Everthon? Creio ser melhor deixar para quando ela acontecer.

Tadeu isolado, e desolando a torcida e Felipão, obrigou o técnico a olhar para o banco. Então ele vê que tem como opção o simpático Max, velho conhecido do torcedor. Não pelos gols e por boas jornadas, pelo contrário.

Pobre Felipão, que vida dura.

É bem verdade também que os gols do Vitória saíram em jogadas de bola parada. Mas se aconteceram é por que alguém as possibilitou. É por que o adversário manteve-se muito tempo próximo a área alviverde. É por que Max, ao contrário do que dizem as más línguas, sabe sim marcar seus gols. Ainda que contra.

E o amigo me pergunta por que iniciei a coluna ponderando sobre o Rivaldo, o genuíno.

É por que com 38 anos, ainda que jogue 50% do que já jogou, ele tem espaço em qualquer time do Brasil e na maior parte dos times do planeta. E nesse Palmeiras, sobretudo no Palmeiras de ontem, sem Kleber, sem Lincoln e ainda sem Valdívia, o “Genuíno” joga com uma das pernas amarrada.

Felipão disse ontem ao final do cotejo: “Se não dá com A e com B, tento o C e o D. Se não houver melhora, o que pode piorar? Zero.”

Bem que esse C ou D poderia ser o R de Rivaldo, o original.

E bem que hoje a diretoria poderia apresentar uns 10 Valdívias.


Pensando nas mudanças necessárias ao Verdão e já pensando em deixar os nobres alviverdes e demais entusiastas da bola em boa companhia, despeço-me da camaradagem ao som do grande David Bowie – Changes:


Cheers,



16 de jul. de 2010

Chazinho de Coca - Palmeiras vence o clássico. Sob o "Efeito Felipão".

Texto: João Paulo Tozo
Imagens: Tom Dib

Mesmo no papel de Auxiliar Técnico de luxo, Felipão já colocou em prática o “Efeito Felipão” e “estreou” com vitória em seu retorno ao Palmeiras.

Se o Verdão havia perdido Cleiton Xavier horas antes do clássico contra o Santos, por outro lado tinha a estréia de Kleber Gladiador e – ao menos no mérito técnico – a estréia de Ewerthon, que fez seu melhor jogo desde que chegou ao Palestra Italia. Com Lincoln – outro destaque do time - mais centralizado e armando o jogo, estava formado o triangulo que fez uma fumaceira dos diabos pra cima da zaga santista.

O Peixe vinha com Ganso no banco, recuperando-se de artroscopia e sem Robinho, que estranhamente pediu para não jogar.

Murtosa e Felipão trancaram o Palmeiras escalando Edinho como um falso 3º zagueiro, por vezes aparecendo a frente, enquanto Assunção e Marcio Araujo se seguravam.

Entretanto o gol saiu em falha de Maranhão, que afastou mal o cruzamento verde. Inteligente, Kleber ajeitou de cabeça para Ewerthon que vinha de trás e que com extrema felicidade acertou um petardo indefensável, no ângulo direito de Rafael. Um golaço!

Daí o jogo ficou bom. O Santos partiu pra cima e passou a deixar espaço para as rápidas investidas de Kleber e Ewerthon. O Peixe esbarrou também na má jornada de Neymar, mais preocupado em reclamar da marcação do que em jogar futebol.

O Santos era quem dava o tom do jogo. Quando partia pra cima, o Palmeiras postava Kleber e Ewerthon abertos nas pontas. Quando diminuía o ritmo o jogo, Edinho voltava e formava o tripé da defesa. Tava ruim pro Santos.

O 2º tempo começou e o panorama permaneceu o mesmo. Mas o Santos voltou com Ganso no time.

Aos 14 minutos uma alteração estranha no Palmeiras. Murtosa e Felipão sacaram Lincoln, que vinha muito bem e era o cérebro do time, e promoveram a estréia de Tinga.

E dava pra ter cornetado essa mudança. Mas aí o “Efeito Felipão” funcionou outra vez.

Felipão não é só competente, tem estrela. Muita estrela. A alteração que seria xingada por qualquer um, mal teve tempo de sofrer os xingamentos. Em seu 1º lance Tinga recebeu aberto pela esquerda e enfiou o canudo, a bola ainda desviou em Edu Dracena e matou o goleiro Rafael.

O Palmeiras batia no Santos e ainda jogava bem. Felipão tirava um destaque do jogo e colocava uma jovem promessa e a coisa funcionava. Palmeiras e Felipão é de fato uma parceria diferente.

A dupla de comandantes continuou mexendo no time. Depois veio Patrick no lugar de Ewerthon e Tadeu no de Kleber. E ambos vinham bem no jogo.

Dorival Jr mandou Marcel no lugar de Neymar, que saiu soltando fogo pelas ventas. Só que a alteração surtiu efeito, tornando a reclamação de Neymar injustificável.

Ainda que na base do abafa e dos cruzamentos, jogo que não é característico do Peixe, aos 38 pintou outro golaço. Dele, de Marcel.

O Cruzamento veio da direita, o centroavante dominou no peito e encheu o pé, a bola ainda tocou no travessão e dormiu dentro da rede. Ainda teve tempo do Santos meter uma bola na trave. Mas não seria justo o empate.

O Palmeiras foi mais time ao longo do jogo e fez sua reestréia no BR10 com o pé direito. E também sob o “Efeito Felipão”.

Despeço-me da ferocidade cheia de ginga que nos acompanha com um clássico do AC/DC - You Shook Me All Night Long:




Cheers,

7 de jul. de 2010

Chazinho de Coca - Pensando como Ricardo Teixeira.


Discussão levantada em nosso programa de rádio na última segunda-feira -O novo técnico da seleção da CBF.

Sem “bla, bla, bla”, está na cara que Felipão é o favorito e o preferido da nação. Em minha mais recente coluna falei sobre o triangulo amoroso entre Palmeiras, Felipão e a seleção.

Depois surgiu a informação de que Leonardo era a bola da vez para assumir o ex-cargo dunguistico.

Ricardinho, “o Teixeira”, disse que quer um trabalho a longo prazo, até para que seja feita uma reformulação e coisa e tal. Ainda alfinetou a sua invenção, Dunga, ao dizer que de nada importa ganhar Copa América e das Confederações, se no que vale o time faz papelão.

Ele adora se eximir de culpa, né? O Dunga lá esteve porque ele escolheu. Assim como inventou o Lazaroni em 90. Lamentável!

Dunga teve 4 anos para trabalhar e o resultado está aí. Então esse papinho mole de que é necessário trabalho a longo prazo não me convence. Veja só como foi o trabalho de Felipão em 2002. Menos de 1 ano a frente da seleção e sucesso absoluto.

É óbvio também que a menina dos olhos dourados do Ricardinho da CBF é a Copa de 2014 e toda a politicagem que irá envolvê-la. Olimpíadas de 2012 deve estar na 4ª ou 5ª colocação na escala de prioridades. Mas a de 2016 não. A bendita será aqui no Brasil, dois anos após a Copa do Mundo que também será aqui. Ou seja, é a chance dourada do figura, além daquela rapaziadinha cheia de ginga do COI, tornarem-se heróis da pátria amada salve e salve.

Minha interpretação desses fatos?

Leonardo, um sujeito boa pinta, educado, o avesso do Dunga, mas ainda inventado e sem casca grossa, assume a seleção agora, conduz o escrete canarinho até as Olimpíadas de 2012 e se ganhar a medalha de ouro, trará uma dorzinha de cabeça extra ao Ricardinho, mas se não ganhar, como é tradicional da seleção brasileira em jogos olímpicos, a desculpa para derrubá-lo estará pronta. Mesmo que vença, derrubar Leonardo é bem menos traumático do que um Mano Menezes ou um Muricy Ramalho, que são os nomes cogitados caso Felipão não assuma agora.

Rodo dado em Leonardo, teriam então os nossos cartolas um novo ciclo de 4 anos. Um novo ciclo de 4 anos em que Felipão poderia conduzir a sua maneira, sem Palmeiras para dividir suas atenções.

“Tá bem louco, Jão? De 2012 para 2014 são apenas 2 anos”

Verdade. Mas para 2016 são 4 anos. Quatro anos que englobam a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016, ambas aqui no Brasil.

Não é um cenário perfeito?

Até que pensar com a cabeça Ricardistica não é de todo mal. Eu mesmo faria isso se fosse ele.

Mais detalhes dessa epopéia sugerida podem ser encontrados em nosso programa da última segunda-feira. Acesse o podcast na lateral direita do blog.

Cheers,

5 de jul. de 2010

Chazinho de Coca - Verdão, Felipão e a Seleção.

Verdão, Felipão e a Seleção - Eles se amam.



Palmeiras, Luis Felipe Scolari e Seleção Brasileira. Eis o triangulo amoroso da nova novela do futebol brasileiro.

O fiasco Dunguistico na África do Sul foi tão grande que a CBF até trabalhou no domingo. Acredite se quiser.

O enfadonho website da empresa – sim, empresa – que administra a maior seleção de futebol do planeta – na história, não momentaneamente – atualizou sua home para enfatizar que o trabalho do capitão do tetra não teria continuação.

Bastou esse fato para que as especulações em torno do novo nome para comandar o escrete verde e amarelo na Copa do Mundo mais importante da história para a CBF tivessem início.

A CBF por sua vez nada adiantou. Mas os nomes pululam nas rodas de boteco: Muricy Ramalho, Mano Menezes, Adilson Baptista e até nomes como Sílas e Leonardo surgem como opções.


Entretanto o nome que é quase consenso é o de Luis Felipe Scolari, o último campeão mundial pela seleção. O eterno salvador da pátria, seja da pátria propriamente dita ou da pátria alviverde.

A CBF disse que anuncia o novo nome ainda esse mês. Até por que a sua seleção já tem amistoso marcado para agosto. É rapaz, a empresa não pode parar.

Não apenas esse, mas a seleção brasileira tem mais 5 amistosos marcados até o fim do ano. CINCO. Para que servem? Fica para o leitor escolher uma opção, dentre as quais não está nenhuma questão técnica ou de planejamento.

Deixemos as razões pouco claras para a escolha tão cheia de urgência do novo técnico.


Certamente a CBF irá plantar um novo factóide para justificar sua próxima escolha.

Na escolha de Dunga o mote era “este será o fim das badernas, a moralização chegou”. Tendo em vista, claro, a baderna que foi a preparação para a Copa de 2006. Dessa forma a CBF eximiu-se de sua enorme culpa e escolheu o novo herói da nação. Estava blindada, enfim, para montar sua campanha em prol do “Brasil 2014”. O Dunga que se virasse com a seleção.

A Copa de 2010 se foi para nós. Qual é a grande reclamação agora?

A falta de qualidade do time levado por Dunga. O jogo “a italiana” produzido e derrotado.

Qual será o mote da campanha para a escolha do novo escudo protetor da CBF?

“Vamos resgatar a essência do futebol brasileiro”

Nas internas será: “Toma a seleção, fiel escudeiro. Ela é sua, se vira. Eu (CBF) vou cuidar da politicagem em torno da Copa no Brasil”.

Esse cara precisa ser alguém em quem o país confia. Inventar técnico como Dunga foi inventado pode significar 3ª Guerra Mundial. E não há outro nome mais apropriado do que o do novo técnico do Palmeiras.

É amigo, Felipão é o novo técnico do Palmeiras. E assim deverá ser até dezembro de 2012.

Palmeiras, Felipão e a Seleção precisam um do outro.

O Palmeiras vem de fracassos recentes que fazem do clube a maior panela de pressão do futebol brasileiro. O único com quem a torcida terá paciência é com ele, Felipão.

Felipão precisa do Palmeiras. Afinal vem de resultados pouco convincentes desde que saiu da seleção de Portugal. No Verdão Felipão é Rei e terá carta branca da diretoria e bandeira branca da torcida.

E a CBF precisa do Felipão, já que é o nome que o país quer na seleção e ela vai precisar, mais do que nunca, de um escudo de casca grossa.

O que faz com que ela precise também do Palmeiras, detentor do atual contrato de trabalho do treinador.

E quer saber mais?

O Palmeiras precisa da CBF. Politicamente, claro. Afinal Belluzzo fez parte da oposição a CBF na escolha do novo presidente do Clube dos 13. Ser “gentil”, no caso Felipão, poderá significar o resgate da “confiança” de Ricardinho, o Teixeira.

Felipão pode exercer as duas funções. Até por que o ciclo olímpico será somente em 2012 e até lá não há absolutamente nada de importante envolvendo a seleção brasileira.

Outro ponto a se analisar é a grana. Felipão é um homem rico, mas não tem a tendência a rasgar dinheiro.

No Palmeiras ele vai ganhar, no mínimo, o dobro do que na seleção. Serão, por baixo, 700 mil reais/mês, sem contar os contratos de patrocínio. Dunga na seleção vinha embolsando pouco mais de 150 mil reais.

E qual é o técnico que em sã consciência negaria ser o comandante da seleção brasileira em uma Copa do Mundo no próprio país?

Pois é , estamos diante de um tremendo de um triangulo amoroso, onde todo mundo se ama e todo mundo se quer.

Juntarão os envolvidos a fome a vontade de comer?

Cheers,

10 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Belluzo volta a dizer: "Queremos ser campeões".

Texto: João Paulo Tozo
Foto: Tom Dib (Para o Lancenet!)

Em 2009, Luiz Gonzaga Belluzzo promoveu o dia do “FICO”, quando bancou as permanências de Diego Souza, Cleiton Xavier e Pierre, ainda que esses tivessem propostas para sair.

Contratou Muricy Ramalho, o grande técnico em atividade no país.

E para fechar repatriou um ex-ídolo do time, Vagner Love.

Com essas medidas o presidente do Palmeiras deixou o recado: “Nós queremos ser campeões”.

Alguém naquele momento teria feito o contrário? Em sã consciência não.

O final da história é triste para o palmeirense. Afinal o time despencou na reta final do BR09.




Errou então Belluzzo em suas contratações? Longe disso. Belluzzo errou ao não saber lidar com as crises internas, como na briga entre Obina e Mauricio. Como na crise entre torcida e Love. Dentre outras.

2010 começou sombrio para o Verdão. Fora da Libertadores, logo com caixa enfraquecido. Além da crise técnica de seus principais nomes.

Mais uma vez Belluzzo e a diretora verde mostraram falta de tato na condução das crises.

Mandou embora Muricy Ramalho, que se não conseguia emplacar seu trabalho, em contrapartida contava com um elenco limitado em mãos e não tinha seus pedidos de contratações aceitos. Muricy tinha também a simpatia da torcida.

Depois dispensou Robert, único centroavante do time naquele momento (até o presente momento também. Artilheiro do time no ano). Que se não era muita coisa, ainda era a única.

Afastou Diego Souza, que não vinha em bom momento desde sua convocação para a seleção em 2009, mas ainda assim era o único no time com capacidade para desequilibrar uma partida.

Isso sem falar na estranha dispensa de Antônio Carlos.

Este um ponto culminante para que Belluzzo voltasse a pensar grande.

Convenhamos, com o time na situação em que estava, falar em ser campeão era piada.

Com a queda de Antônio Carlos, um nome passou a ser cantado nos corredores do Palestra Italia – Luis Felipe Scolari.

Felipão seja talvez o único nome capaz de reunir em torno de si as peças que andam tão afastadas no Palmeiras: elenco, direção e torcida.

Com Felipão a torcida terá paciência. A diretoria terá mais tranqüilidade para conduzir seu trabalho e o elenco estará mais blindado. Nesse cenário Felipão poderá trabalhar a sua maneira e emplacar a sua forma de jogo. Como em 1997, quando chegou para fazer a sua vitoriosa trajetória no Palestra Italia. Naquele ano o Palmeiras não foi campeão, mas Felipão formou a base do time que ganharia a América em 1999, tendo antes vencido a Copa do Brasil e a Mercosul, ambos em 1998.

Quer dizer que o Palmeiras não irá briga pelos títulos do 2º semestre de 2010?

Não. Mas é necessário contratar mais. Mais e melhor.

Ontem o Verdão apresentou Kleber Gladiador. Tipo da contratação que não apenas enriquece tecnicamente o elenco, mas que fecha uma das tantas feridas abertas no coração palestrino.

Kleber tem a cara do Palmeiras. Do último momento vencedor do time. A paixão que ele diz ter é de fato demonstrada em campo. Isso a torcida valoriza, muitas vezes até mais do que grandes exibições. E em Kleber ela sabe que as duas possibilidades se encontram.

Trazer Kleber é o começo de uma retomada. Uma retomada que não pode passar apenas pela sua chegada, mas que tem nele seu início. A retomada passa também por Valdívia e Felipão.

A possibilidade da chegada de ambos é muito grande. Como grande ficará a possibilidade do time alviverde brigar por coisas maiores ainda em 2010. Não somente deles, mas principalmente desses três.

Com essas novas investidas, além de brigar por um patrocínio mais rico para o clube, batendo de frente com a poderosa Samsung, Belluzzo volta a dizer “Nós queremos ser campeões”.

Queremos, todos. Mas sabemos que não só de contratações de peso se forma um time campeão.

Não vou cornetar um ou outro. Mas Belluzzo terá de reavaliar sua forma de conduzir as crises para não repetir os erros do ano passado, que infelizmente acabaram por diminuir seus feitos na formação do time.

27 de mai. de 2010

Chazinho de Coca - Mãe Dinah Strikes Again (ptII)

O São Paulo estancou o AVC ontem, ao vencer o Palmeiras por 1X0, no Morumbi. Mantendo por mais um ano o tabu palmeirense no estádio tricolor, já que o próximo e último encontro entre ambos, em 2010, deverá ser no Pacaembu. O Palmeiras não vence o SP no Morumbi desde 2002, nos 4X2 com gol antológico de Alex.

Um Choque-Rei sem realeza, sem brilho, sem nada. Quase sem torcida. Tomando emprestadas as palavras de Mauro Beting – Um 0X0 com gol.

Os gênios da CBF adoraram. Só mesmo sendo muito gênio para marcar um clássico desse tamanho em uma quarta-feira, há dias de uma Copa do Mundo. 15 mil pagantes foi até demais.

1º tempo de domínio tricolor. 2ª etapa ligeiramente alviverde. Placar justo. Com futebol injusto, indigno em ostentar as camisas das duas instituições.

O Dido irá trazer em sua coluna mais detalhes da partida.

Aqui vou me reservar a espinafrar a genialidade dos organizadores do campeonato. A falta de ação da diretoria palmeirense que apesar da pífia jornada, tem coragem de dizer que o elenco é bom. Do juizão que deixou de dar pênalti que foi e deu um que não foi. Dos jogadores do Palmeiras que perderam 6 dos últimos 7 pênaltis dados ao time.

Eu que sempre fui exímio batedor de faltas e pênaltis, sinto-me ultrajado ao ver o nível técnico dessa boleirada de hoje que sequer fazer um golzinho de penalidade consegue.

Ok, relevem essa última passagem.

O São Paulo ficou na dele, não foi espetacular, longe disso. Mas ganhou e com justiça. Espetacular foi Ceni, que evitou um gol de pênalti ilegítimo – “Ahhh, Everthon!”

Se o Palmeiras não trouxer jogadores que cheguem para vestir a camisa e sair jogando, irá brigar na metade de baixo da tabela. Com muita, mas MUITA força de vontade pode pensar em Sulamericana. Pouco para um clube desse tamanho.

E é por falar em reforços verdes que eu encarno novamente a Mãe Dinah.

Ano passado eu cravei apenas interpretando fatos, notícias, dito pelo não dito, conversinhas tortas e conclusões inconclusivas, que Muricy Ramalho seria técnico do Palmeiras. Isso quando o próprio e a diretoria verde diziam o contrário. E depois cravei a chegada de Vagner Love, quando a conversa mole da cúpula verde também indicava o oposto.

No caso Muricy, a queda de Luxemburgo logo após a saída de Muriçoca do SP, já deu metros de pano para manga. A desculpa de que Luxa lesou a hierarquia pelo simples fato de tomar as dores do clube no caso Keirrison soou bastante estranho, convenhamos. Logo depois Muriça passou a ser nome de consenso no Verdão. Mas a tal da vontade da família do técnico e o próprio dizendo que queria férias, jogavam água no chope verde. Depois vieram conversinhas moles de Belluzzo e Muricy por telefone, via Rádio Bandeirantes, marcando uma cerveja e uma mortadela, como forma de tirar um lazer por que era todo mundo “muito do bem”. Já era mais do que sinal de que a contratação iria sair. Eu cravei num dia, dois dias depois ela saiu mesmo.

No caso Love a mesma coisa. Belluzzo disse no famoso dia do “Fico” que iria trazer um grande atacante da Eurásia. Claro que todo mundo pensou em Love. No dia seguinte chegou Robert, do futebol mexicano. O que segundo TODOS, era a certeza de que Love não viria. Só que se esqueceram que o México não fica na Eurásia. Então apostei na chegada do “artilheiro da folia” e acabou acontecendo mesmo.

Situações bastante parecidas, para não dizer idênticas, as que acontecem hoje nos casos Felipão e Kleber Gladiador.

Surgiu ontem a informação de que o Palmeiras já havia fechado com Kleber. Mais tarde a direção desmentiu. Todo mundo disse que era conversa e que Kleber, se vier, só no ano que vem.

Pelo Cruzeiro Kleber está há 2 ou 3 jogos de completar os 6, que o impediriam de acertar com outro clube brasileiro esse ano. Vamos esperar. Mas se ele “sentir uma fisgada” nos próximos jogos e ficar de fora, lembrem-se do que estou dizendo.

O caso Felipão é ainda mais emblemático.

Felipão rescindiu contrato lá no Bunyodikrsnzckzavosvsks e na sequência Antônio Carlos caiu no Palmeiras. Demitiram o cara por ele ter chamado a atenção dos jogadores em um caso de indisciplina. O que deveria ser aplaudido e não motivo de demissão. Depois Felipão passou a ser nome cantado pelas alamedas esverdejantes do Palestra Italia (já saudoso).

Conversa vem e vai. Em um dia está próximo, no mesmo dia está longe e no seguinte ele vem para ser zagueiro. Uma enxurrada de informações desencontradas.

Bem, ontem a direção verde descartou Scolari, alegando que o Messias preferiu seguir as vontades de sua família em permanecer na Europa. Então já começaram a pensar em efetivar Parraga e tudo mais. Exatamente como aconteceu com Jorginho no caso Muricy. O mesmo roteiro, o mesmo cenário, só que com personagens diferentes.

Vou cravar então, ainda que baseado muito na vontade de torcedor, mas também na interpretação isenta que meu papel de blogueiro exige: Kleber e Felipão (e também Valdívia) chegam ao Palmeiras após a Copa.

Anotem e depois me cobrem. Ou não.

Mãe Dinah desencarnando.

Cheers,

10 de fev. de 2009

O substituto de Felipão

Chelsea confirma holandês Guus Hiddink para o lugar de Felipão

Do UOL Esporte
Em São Paulo

Um dia depois de o Chelsea ter confirmado a saída do técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari do comando do time, a diretoria do clube inglês confirmou a contratação do treinador holandês Guus Hiddink para assumir a equipe no restante da temporada.

De acordo com o site oficial do clube londrino, os diretores entraram em acordo com a Federação Russa de Futebol e o holandês seguirá como treinador da seleção da Rússia até o final desta temporada, acumulando os dois cargos até meados de 2009.


Tendo levado a seleção russa à semifinal da Eurocopa do ano passado, quando perdeu para a campeã Espanha por 3 a 0, Hiddink já era apontado pela imprensa inglesa como o primeiro nome na lista de preferências da diretoria do Chelsea para ficar no lugar de Felipão, logo que este foi demitido.

O holandês já comandou a seleção de seu país que terminou em quarto lugar no Mundial de 1998. Já na Copa de 2002, comandou a surpreendente Coreia do Sul, que também ficou na quarta posição. Já em clubes, Hiddink levou o PSV Eindhoven a seis títulos holandeses e foi campeão do Mundial Interclubes de 1998 pelo Real Madrid. Na decisão, os espanhóis venceram o Vasco por 2 a 1, em Tóquio.

Hiddink chega para tentar colocar o Chelsea nos trilhos, depois de uma passagem complicada de Felipão pelo comando no time. Depois de empatar por 0 a 0 com o modesto Hull City no último sábado, a equipe de Londres caiu para a quarta colocação do Campeonato Inglês desta temporada.

Outra preocupação da torcida e da diretoria dos Blues era com o desempenho do time na Liga dos Campeões, onde vai enfrentear a Juventus da Itália pelas oitavas-de-final. A conquista inédita do torneio continental é o principal objetivo do Chelsea, que na última temporada, perdeu a decisão para o arquirrival Manchester United.

9 de fev. de 2009

Felipão não é mais do Chelsea

Chelsea demite o técnico Luiz Felipe Scolari

Por Mike Collett

LONDRES (Reuters) - O Chelsea demitiu o técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari, informou a equipe inglesa nesta segunda-feira.

Uma série de atuações ruins, que culminaram com o empate de 0 x 0 em casa com o Hull City no sábado, deixaram o Chelsea longe da disputa pelo título inglês, sete pontos atrás do líder Manchester United.

Felipão, campeão da Copa do Mundo de 2002 com a seleção brasileira, foi contratado pelo Chelsea em junho do ano passado para o lugar de Avram Grant.

"Luiz Felipe Scolari foi demitido como técnico do Chelsea Football Club com efeito imediato", disse um comunicado do time em seu site oficial.

"A diretoria do Chelsea gostaria de expressar nossa gratidão por seu período como técnico."

"Felipe trouxe muitas coisas positivas ao clube desde que foi contratado e sentimos tristeza que nosso relacionamento tenha terminado tão rápido", continua a nota.

"Infelizmente os resultados e performances da equipe parecem ter piorado num momento-chave da temporada."

O clube informou que o auxiliar Ray Wilkins assume o cargo temporariamente.

Leia mais sobre a saída de Felipão aqui.

13 de jan. de 2009

La Mano de Dios - Todos contra Felipão

Jornal revela briga entre Felipão e Anelka no Chelsea

Do UOL Esporte
Em São Paulo

Não bastasse a insatisfação da torcida e da diretoria do Chelsea após a derota por 3 a 0 para o Manchester United no domingo, o técnico Luiz Felipe Scolari ainda tem que enfrentar mais problemas de relacionamento com jogadores. Desta vez é o atacante francês Nicolas Anelka que está descontente com o estilo do brasileiro.


Felipão estaria forçando Anelka a jogar pela esquerda, contra a vontade do atacante, artilheiro do Chelsea na temporada com 16 gols. O jornal inglês The Sun entrevistou um porta-voz do clube que confirmou o impasse: "Nada está dando certo no momento e de repente surgem inúmeras questões sobre o estilo de Scolari".

Segundo o jornal, Felipão e Anelka chegaram a discutir durante um treino. O francês estaria insatisfeito por ter começado os últimos três jogos no banco. O técnico respondeu dizendo que o atacante só seria titular se jogasse pela esquerda, mas Anelka prefere atuar pelo meio.

O jornal publicou ainda que os jogadores estariam insatisfeitos com o regime de treinos de Felipão, que não seria intenso o bastante. O brasileiro deve ajustar o time até quarta-feira, quando o Chelsea enfrenta o Southend pela Copa da Liga.

Uma derrota poderia complicar de vez a situação de Felipão, já que o técnico tem uma reunião marcada com a diretoria na quinta-feira. E os cartolas devem estar esperando uma explicação sobre a má fase do clube.

Mourinho também critica

Ex-técnico do Chelsea, o português José Mourinho, hoje na Internazionale de Milão, expressou ao The Independent a sua decepção com o Chelsea após a derrota para o Manchester.

"Vi os jogadores do Chelsea antes do jogo, no intervalo e depois da partida. Durante o jogo, não vi ninguém do Chelsea. Só do Manchester United. Foi um resultado excepcional, mas não foi um jogo excepcional", avaliou Mourinho.

CONFIRAM A NOTÍCIA NO THE SUN AQUI.

5 de nov. de 2008

La Mano de Dios - Invertida na Itália


Invertida na Itália

O Chelsea de Felipão tomou um sarrafo ontem na Itália, contra a Roma de Luciano Spalleti. O 3x1 foi avassalador e o Chelsea, que vem fazendo bonito no Inglês - mesmo perdendo em casa contra o Liverpool há duas semanas -, ainda não convenceu na Liga dos Campeões.

Foi o bastante para alguns jornais ingleses já colocarem em dúvida esse Chelsea de Luiz Felipe Scolari. A revista When Saturday Comes publicou uma coluna em seu site sugerindo que os Blues entraram de salto alto. Segundo o artigo de Jamie Hinks, o próprio Felipão, de tanta confiança, estava mais preocupado com o hotel cinco estrelas onde o time ficaria hospedado numa eventual final do campeonato em maio do que com o jogo que teria mais tarde.

O time italiano foi muito superior ao Chelsea, sonolento no primeiro tempo. Resta saber se realmente a grandeza subiu à cabeça dos Blues ou se a Roma resolveu acordar exatamente ontem...