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20 de ago. de 2010

CHAZINHO DE COCA - É PALMEIRAS. E BASTA!




Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Ari Ferreira (p/ o Lancenet!)

Rivais tentaram diminuir o feito nas mídias sociais - “É só a 1ª fase da Copa Sulamericana”. Tentaram, em vão, tripudiar em cima do épico êxito – “palmeirense acha que venceu o Real Madrid”.

Tentarão, em vão, sempre que algo gigantesco como o de ontem ocorrer, usar o “não” como ferramenta de desapropriação da alegria coletivamente verde.

Estão certos – eles . Estão certos os palmeirenses.

Cada um na sua. Cada um com a sua paixão. Cada um com o seu costume.

Alguns gostam de comemorar suas vitórias sobre o Real Madrid. Esses, pobres torcedores, pouco comemoram, pouco vivenciam o cenário sugerido – se é que houve um dia. Mas se assim são, vamos respeitá-los.

Outros tripudiam vociferando feitos do passado nem tão remoto de sua agremiação, mas ainda assim, passado. Sinto por eles. Mas de toda forma, devemos respeitá-los.

A vida é assim, ou deveria ser assim. Um mútuo respeito. O pleno entendimento das diferenças que nos cercam. Que nos tornam indivíduos coletivamente associados à determinada causa.

“Diminuir” é uma palavra que não rima com os personagens do épico. Com o cenário da epopéia.

“Diminuição”, quando tentada pelo piadista oportunista, ainda que rimando em sua terminação, cai em desuso quando se tenta associá-la a Marcão, a Felipão, a Verdão – a Paixão, a Coração.

Sinto por eles que não vibram com uma virada de seu time. Sinto pelos que não enxergam em atos, em fatos, em pactos, algo muitas vezes maior do que vencer a final do campeonato.

No dia em que o Palmeiras voltou a ser Palmeiras – e chutou para o canto o frágil discurso dos que buscam cunhar a “Lusinha do séc. 21” a todo custo e que com isso desmerecem não só o gigante, mas também a Associação que cede seu nome e sua história à essa piada sem graça – no dia em que Felipão resgatou o espírito de seu Verdão vencedor e campeão. Que o Bigode, diferente de qualquer outro treinador, comandou não só time em campo, mas regeu magistralmente sua filarmônica de arquibancada – no dia em que um Santo de pluralidade inquestionável comemorou mais uma de suas datas marcantes e associáveis a cada Marco que se tornam Marcos – Esse foi o dia em que o palmeirense deve ter sentido pena. Pena do seu amigo que não entende essas coisas, que não vive essas situações – ou não gosta delas. Pena do rival que, na encolha, sentiu inveja do amigo palmeirense.

É uma pena – para eles – que seu sangue não ferva ao “menor” êxito de seu time. Que seja preciso algo “grande”, como um Real Madrid (sic), aparecer em sua vida para que sua alcunha de torcedor torne-se válida da boca para dentro.

E é e sempre será uma delícia para o palmeirense o fato de que o Palmeiras é grande o suficiente para se bastar. Sem que sejam necessárias terminações, complementações.

É Palmeiras. E basta!

Mas eu não espero que “eles” entendam isso.

12 de ago. de 2010

Chazinho de Coca - A vida dura de Felipão.

Este é o atacante Everthon. E sim, ele esteve em campo ontem. Pode acreditar.


Texto João Paulo Tozo
Imagem: Romildo de Jesus (p/ o Lancenet!)

Rivaldo, “o original”, rescindiu seu contrato com o Bunyodkor e acendeu a esperança de boa parte da torcida alviverde em revê-lo vestindo a camisa com a qual conquistou o BR94, o Paulistão de 96, dentre outros títulos. Mas Felipão tratou de jogar um balde de água fria nas esperanças desse torcedor e descartou o retorno do meia.

Bem no dia em que o seu Palmeiras estreou com derrota na Copa Sulamericana, tida por muitos como a prioridade do ano, além de estrear o Rivaldo “genérico”.

Alguém sabe me dizer se essa declaração de Felipão foi antes ou depois da partida contra o Vitória?

Caso tenha sido antes, certamente ele está revendo esse posicionamento.

Sem Kleber e Lincoln, Felipão armou o Palmeiras com QUATRO volantes e com Tadeu no ataque, teoricamente ao lado de Everthon – na prática atuando sozinho, como já vem atuando Kleber.

Ou seja, sem a criatividade necessária para fazer a bola chegar a frente e sem ter quem saiba o que fazer com ela nos raros momentos em que a Jabulani de plantão rompeu a barreira defensiva do Vitória.

Não deve estar sendo fácil ser o Felipão. Mas ele faz certo quando pede que as críticas sejam voltadas a ele. Então façamos o que pede o Chefe.

Quatro volantes contra o Vitória?

É certo que o empate fora de casa é bom negócio nesse tipo de competição. Mas ele tem que acontecer por acaso, não por obra do planejamento. Empatar jogando bem é diferente de empatar jogando por ele. Até por que jogar pelo empate aumenta as probabilidades de derrota, como ocorreu ontem. Você mantém o rival mais tempo próximo de seu gol. Em contrapartida, quando se joga buscando a vitória, ocorre o oposto. Pensamento óbvio e que o amigo palmeirense, inteligente que é, deve saber de trás para frente. Só o inseri aqui para ilustrar o que vi ontem no Barradão.

Vejam, caríssimos alviverdes que aqui também lamentam mais esse pífio resultado do Palmeiras, não estou criticando o trabalho de Felipão, nem tenho moral para isso e nem quero fazê-lo, mas penso, se o Tinga é o único articulador disponível e ele está como opção, porque não usá-lo desde o princípio?

Rivaldo, o “genérico”, foi escalado como meia. Mas o próprio já disse que sua posição é de 2º volante.

Os recentes êxitos do mundo da bola tem nos mostrado que a tendência é que os meias sejam adaptados como volantes, e não o contrário. É a nova prática do futebol ofensivo. Vide a Espanha campeã do Mundo.

Pierre e Edinho são ótimos, mas um ou outro. Os dois juntos é muita volúpia destrutiva e nenhuma criativa.

Recua o “genérico” para fazer a função com Edinho ou Pierre, entra com o Tinga e deixa o Araujo flutuando em campo como no clássico contra o Corinthians, que não por acaso foi a melhor partida dele no Palmeiras e a melhor do time sob o comando de Scolari.

Não deve estar sendo fácil ser o Felipão. Mas e ser palmeirense, tem sido fácil? Pergunto aos amigos que acompanham esse espaço virtual.

Vale a pena comentar sobre a atuação do Everthon? Creio ser melhor deixar para quando ela acontecer.

Tadeu isolado, e desolando a torcida e Felipão, obrigou o técnico a olhar para o banco. Então ele vê que tem como opção o simpático Max, velho conhecido do torcedor. Não pelos gols e por boas jornadas, pelo contrário.

Pobre Felipão, que vida dura.

É bem verdade também que os gols do Vitória saíram em jogadas de bola parada. Mas se aconteceram é por que alguém as possibilitou. É por que o adversário manteve-se muito tempo próximo a área alviverde. É por que Max, ao contrário do que dizem as más línguas, sabe sim marcar seus gols. Ainda que contra.

E o amigo me pergunta por que iniciei a coluna ponderando sobre o Rivaldo, o genuíno.

É por que com 38 anos, ainda que jogue 50% do que já jogou, ele tem espaço em qualquer time do Brasil e na maior parte dos times do planeta. E nesse Palmeiras, sobretudo no Palmeiras de ontem, sem Kleber, sem Lincoln e ainda sem Valdívia, o “Genuíno” joga com uma das pernas amarrada.

Felipão disse ontem ao final do cotejo: “Se não dá com A e com B, tento o C e o D. Se não houver melhora, o que pode piorar? Zero.”

Bem que esse C ou D poderia ser o R de Rivaldo, o original.

E bem que hoje a diretoria poderia apresentar uns 10 Valdívias.


Pensando nas mudanças necessárias ao Verdão e já pensando em deixar os nobres alviverdes e demais entusiastas da bola em boa companhia, despeço-me da camaradagem ao som do grande David Bowie – Changes:


Cheers,



4 de dez. de 2008

Os dois lados da moeda: ...e a America do Sul é colorada!!!....



O ano ia findando bucólico para a metade vermelha dos pampas. Apesar de um grande investimento o Inter fazia uma campanha irregular no brasileirão, com pouquisimas chances de título e vida durissima para chegar à libertadores. Foi ai que os colorados voltaram seus olhos para a américa do sul. Afinal, não seria nada mal fechar o ano ganhando um torneio continental, não é?

O Inter foi, passo a passo eliminando adversários até chegar no temido Boca - que calou-se perante o Gigante Vermelho. Veio a final com o Estudiantes, o Inter fatura a primeira partida fora de casa. Bastava ratificar o título no jogo de volta, em casa?

Não. A vitória veio na prorrogação - e com muito mais emoção que se supunha. Após perder no tempo normal pelo placar mínimo, o Inter, com gol chorado de Nilmar no final do tempo-extra, sagrou-se o primeiro time brasileiro campeão da Sul-Americana.

É bom se dizer que a dificuldade não se deu pelo habitual menosprezo que algumas equipes brasileiras tratam o adversário quando estão em situação de vantagem (algumas até o fazem em situação de desvantagem, né Fluminense). O time do Inter, tomado da seriedade habitual do futebol gaucho, pressionou intensamente o Estudiantes no primeiro tempo, criando um sem número de oportunidades de gol. A trave, no entanto, estava ao lado dos portenhos e impediu a abertura do placar Colorado.

O segundo tempo foi de menos oportunidades. O Estudiantes aproveitou aquela que teve e marcou - viria o drama? O Inter tentou alguns avanços mas mais na base do desespero do que com coordenação tática - sem sucesso, a partida foi para a prorrogação.

No tempo extra o Estudiantes não chegou a assustar a torcida colorada em momento algum. O Inter, por sua vez, aproveitou a um rebuliço na área após cobrança de escanteio e Nilmar, heroicamente, empurrou a pelota para as redes.

A partir dai a torcida colorada explodiu no Gigante da Beira-Rio e empurrou o Inter para a consagração, reafirmando a condição do time do Sul como um dos mais representativos do Brasil no cenário internacional.

A questão que fica é: será que após a vitória de um time brasileiro, a Sul-Americana emplaca no cenário nacional?


FFC registrando a torcida do Inter no jogo de ontem - numa churrascaria, obviamente.

27 de nov. de 2008

La Mano de Dios - O Inter venceu com moral em La Plata

O Inter venceu com moral em La Plata

O jogo de ontem deu gosto de ver. Pegado, com belos lances e muito talento em campo.

O Internacional superou toda a pressão dos pinchas e de sua torcida e tem tudo para ser o campeão da Sul-Americana.

Com a expulsão de Guiñazu aos 25 do primeiro tempo, após uma falta infantil, parecia que o Inter não ia dar conta do recado. Mas com Alex recuado para o meio e D'Alessandro explorando a lateral, o Inter conseguiu ditar o ritmo em toda a partida e nem La Brujita Verón foi o bastante para parar o time Colorado. Além disso, o goleiro Lauro foi essencial em muitos dos lances de perigo do time argentino.

O gol saiu dos pés de Nilmar, após belo lançamento de D'Alessandro. Saiu dos pés de Nilmar, mas quem marcou foi Alex, de penalti. Isso mesmo. Após receber a bola, Nilmar ganha do zagueiro Desábato na velocidade e é tocado na área, pênalti claro, mas com uma queda cinematográfica do atacante colorado. Alex teve que bater duas vezes para sacramentar o gol, pois o juiz Carlos Amarilla mandou voltar a primeira cobrança.

Depois do gol o time do Estudiantes desmanchou-se em campo e só oferecia perigo com cruzamentos pouco eficazes de Verón. O Inter se fechou na defesa e saiu de campo com um belo e suado 1x0.



A decisão agora é no Beira-Rio e são grandes as chances do Colorado ser o primeiro time brasileiro a levantar a taça da Sul-Americana. Mas o Estudiantes não está morto.

Ao som de Femi Kuti - Do Your Best. Filho do homem! Filho do Fela! Afrobeat até osso! Aguardem, logo mais a lista dos 11 melhores discos de 2008 deste que vos escreve.

Rapidinhas: que vergonha esse chororô flamenguista. Vai dizer que aqueles 2 pontos conquistados. dos 21 possíveis, depois da venda do Marquinhos no meio do campeonato também são culpa do Simon, hein, Kléber Leite? Que vergonha!

13 de nov. de 2008

Chazinho de Coca - Proposta de valorização da Sulamericana. Com golpe?

Proposta de valorização da Sulamericana. Com golpe?

Parece que o evidente descaso que os clubes brasileiros tratam a 2ª competição continental fez o pessoal da Conmebol se mexer.

Além do baixo valor pago ao vencedor, atualmente a competição não oferece mais nada ao campeão. Muitos dirigentes, técnicos e demais personagens cobram uma valorização da Copa Sulamericana, até para que ela possa ser inserida no cronograma anual das equipes e que valha um planejamento adequado.

Surgiu ontem, uma movimentação nos gabinetes obscuros da entidade que comanda o futebol sulamericano, para que a competição passe a dar direito ao campeão de disputar a Recopa, com possibilidade de, em caso de vitória, obter vaga na Taça Libertadores do próximo ano.
A valorização é essencial e a proposta pode ser boa – pode, desde que se leve em consideração alguns pontos.

Há uma tendência nas competições mundiais, como a Copa do Mundo e a Champions League, de que o campeão não tenha a vaga na próxima edição garantida. Nessas duas competições isso já ocorre. Contudo, caso o campeão da Champs não consiga garantir sua vaga na disputa de sua competição nacional, ele tem o direito de disputar uma espécie de repescagem contra algum time de um país inexpressivo no cenário da bola e fatalmente consegue a vaga.

Mas será que vale a pena copiar tudo o que se faz lá fora por aqui? Pergunto, pois a proposta de valorização da Conmebol visa colocar o campeão da Sulamericana para disputar a vaga na próxima Libertadores, com o atual campeão dessa competição.

É justo? Não seria mais razoável colocar o vice-campeão da Libertadores nessa disputa? Até para que o vice, que batalhou tanto quanto o campeão, não saia de mãos abanando e tenha recompensado seu esforço, seu planejamento?

Acredito que antes de se criar uma nova disputa do tipo, seja necessário readequar certos aspectos das duas competições. O número de vagas por país na Libertadores é enorme. A Venezuela, por exemplo, que nem tem o futebol como esporte principal, tem direito a 3 vagas na competição. Brasil e Argentina tem 5, podendo chegar a 6, caso aconteça do campeão passado ser de um dos países. É muita coisa. Até poucos anos classificavam-se apenas o campeão brasileiro e o da Copa do Brasil, ou seja, apenas os mais poderosos times do país. Na minha opinião caberia aí também o vice-campeão brasileiro, e nada mais.

Os outros times que terminarem a competição na atual faixa de classificação da Libertadores, disputariam a Sulamericana, tornando-a mais forte e atrativa e valorizando o campeão.

Enfim, idéias e propostas deve haver milhares, uma melhor do que a outra. Mas o que não pode acontecer é de se fazer valer essa proposta na atual edição da Sulamericana, como dizem, pretende fazer a Conmebol . Não é justo desclassificar a LDU, atual campeã da Libertadores e já contida no calendário 2009 da competição e fazê-los disputar a vaga com o campeão da Sulamericana desse ano. Isso seria golpe e um dos atos mais infelizes dos engravatados sulamericanos.

Sou a favor da valorização, mas que seja feita ordenadamente, sem atropelos e sem golpes.

Abraços,

6 de nov. de 2008

La Mano de Dios - Uma nova tendência

Uma nova tendência

O Palmeiras desprendeu-se ontem no Estádio Diego Armando Maradona, em Buenos Aires, do fardo da Copa Sul-Americana.

Com um time quase todo composto por reservas, foi dominado pelo fraco time do Argentinos Juniors, 17° colocado no Apertura, tomando dois gols logo no primeiro tempo. Embora tenha feito boas jogadas com Martinez e Denílson, o time não produziu e terminou a partida buscando duas bolas no fundo das redes. Agora é só Brasileiro.

Mas talvez o mais interessante do jogo não aconteceu em campo, e sim nos estúdios da Rede Globo. Ao lado de Cléber Machado e Falcão, Vanderlei Luxemburgo comentou o jogo de seu time contra os argentinos, enquanto o auxiliar Nei Pandolfo comandava o time na Argentina.

Com isso, o já multi-facetado Vanderlei Luxemburgo inaugurou ontem um novo caminho para o futebol brasileiro: o de técnico e comentarista ao mesmo tempo. Foi destque nessa nova função o talento incontestável de Luxa, que em certo momento pediu licença aos outros comentaristas para fazer uma ligação a Buenos Aires e dar algumas diretrizes a quem estava no gramado.

Realmente, Luxemburgo é um homem de visão, muito à frente de seu tempo...

Você, leitor, já sentiu vergonha alheia?

Ao som de Thelonious Monk - Straight, No Chaser.

Rapidinhas: se Luxa pode ser comentarista e técnico simultaneamente, André Luis, do Botafogo, pode ser jogador e juiz. Mais uma vez o zagueiro botafoguense roubou a cena numa partida, da mesma forma negativa de sempre...

23 de out. de 2008

"Fique de olho no apito"

"Fique de olho no apito"



“É que nós respeitamos demais essa competição. Demos tudo para valorizar esse torneio que não tem nenhum valor. Ai vem esse árbitro aqui e faz isso.”


Palavras do preparador físico do Palmeiras, Antônio Mello, que sintetizam boa parte do que ocorreu ontem no Palestra Itália.


Muito bem lembrado por Mauro Beting em seu blog – “Depois de (R)Ubaldo Aquino, na Bombonera, na Libertadores-01, das piores arbitragens da história palmeirense.


Com Marcos, Diego Souza e Roque Jr, dos jogadores considerados titulares, o Palmeiras foi dono do jogo desde o início. Diego, além de Léo Lima e Denilson, eram os destaques. Tudo caminhava para uma vitória tranqüila do postulante ao título brasileiro, contra o postulante a série B argentina.



Aos 17 minutos do 1º tempo, Léo Lima cobra falta com classe, a bola caprichosamente tocou o travessão e, dessa vez, caiu dentro do gol. “Ahhh mas era um lance difícil!” Tornou-se difícil pois o bandeirinha estava marcando a linha do impedimento e o péssimo arbitro, como em todos os lances, estava distante uns 30 metros.


O pau rolava solto no Palestra e não era mostrado um amarelo sequer. Inversões de faltas, apontamentos estapafúrdios. José Buitrago fez um carnaval, um carnaval sem graça alguma.


Novamente aos 17 minutos, mas do 2º tempo, veio o lance capital da partida. Depois de bela jogada e arremate de Diego Souza, o goleiro argentino espalmou e, no rebote, Evandro emendou de 1ª. O zagueiro Escudero pôs a mão na bola – pênalti.


Demorou uma semana para o árbitro se dar conta do apontamento do bandeira, que aliás, praticamente apitava sozinho a partida, tamanha a omissão do juizão.


Diego Souza cobrou e marcou, mas o árbitro mandou voltar e ainda amarelou o meia palmeirense. O motivo? A paradinha tão usada e já tão discutida mundo afora. Detalhe que para o zagueiro que meteu a mão na bola ele não deu cartão amarelo.


Nova cobrança, mas dessa vez o goleiro defendeu. Defendeu não, quase agarrou a bola antes dela ser chutada por Diego. Uma adiantada poucas vezes vista. Mas dessa vez Buitrago mandou seguir.


Na sequência, talvez no único lance de gol dos argentinos, o mesmo Escudero que cometeu o pênalti, desceu bem pela esquerda e fuzilou.


O Palmeiras sentiu os gols anulados e o tomado e então se descontrolou. Evandro e Gladstone foram expulsos. Ao final da partida, mais confusão no gramado e Escudero, sempre ele, ameaçou o time alviverde para o jogo da volta.


Uma noite “inesquecível”.

6 de out. de 2008

La Mano de Dios - O Monza à álcool da América Latina

O Monza a álcool da América Latina

Meu primeiro amigo que aprendeu a dirigir era dois anos mais velho que eu. Logo, quando íamos à festas e ao estádio, era sempre de carona no carro da mãe dele. Lembro-me até hoje, era um Monza branco 86 a álcool.

Na hora de dar a partida, era aquele nhec-nhec-nhec até o carro pegar. "Agora engrenou", dizia esse meu amigo.

Pois é, a Copa Sul-Americana é o Monza a álcool da América Latina. Depois do nhec-nhec-nhec das fases anteriores, parece que agora a coisa vai engrenar. Confiram as partidas que teremos essa semana:

Estudiantes e Botafogo (terça-feira, 21:00)

River Plate e Chivas (quarta-feira, 19:00)

Palmeiras e Argentinos Juniors (quarta-feira, 22:05)

Internacional e Boca Juniors (quarta-feira, 22:05)

Tirando o Chivas, só brasileiros e argentinos. E mesmo o jogo dos mexicanos contra o River tem tudo para ser uma partidaça. A cena é animadora.

Com essa segunda fase empolgante, fica a questão: o que falta para a Sul-Americana ser a BMW do futebol latino-americano?

2 de out. de 2008

Chazinho de Coca - “Felipônico” Palmeiras caminha na Sulamericana.

“Felipônico” Palmeiras caminha na Sulamericana.

Foi contra o Sport Áncash,foi apenas a Sulamericana e o time foi misto. O gramado do Palestra Itália está beirando a perfeição, mas com a chuva que caiu ontem em São Paulo, praticar um futebol vistoso, com brilho de individualidades, tornou-se impossível. Mas a partida de ontem remeteu às épicas épocas do Palmeiras de Felipão. Jogo duro, suado, molhado, com tons de dramaticidade, jogador a menos, necessidade de construir placar, bola insistindo em não entrar, zagueiro salvando e cima da linha, bola na trave, goleiro pegando tudo. Ufa!

A presença de Roque Júnior no time fez a lembrança ser ainda mais viva. Roque, aliás, fez bela estréia. Seguro, apareceu como elemento surpresa em vários momentos no ataque. Pode e deve ser efetivado como titular dessa zaga palmeirense que completou ontem 6 jogos de invencibilidade.

O jogo dava a impressão de que seria decidido nas penalidades, quando aos 44 minutos do 2º tempo, Jumar recebeu de Diego Souza, escapou da água, fintou o gramado e ainda passou por dois zagueiros, para completar com lindo chute no canto direito do goleirão peruano.

Só faltou Luxemburgo sair do banco ao final da partida com um bigodaço daqueles.

Essas sim são reais!

Publiquei ontem uma suposta camisa do Palmeiras, que seria a tão falada camisa com o logo da Ferrari estampada. Aquilo era fake!

Como afirmo isso? Oras, pois a agência de publicidade "Familglia" elaborou 7 modelos e os enviou para a apreciação do Palmeiras, da Fiat e da Ferrari. Segue abaixo, 2 desses modelos.

O Palmeiras deve utilizar a camisa nas partidas contra o Goiás no dia 29, no Palestra e Santos no dia 02, na Vila Belmiro.

FONTE: http://zerozerodez.blogspot.com/

Ao som de Frank Sinatra – My Way (que o Milton Neves terá que tocar na próxima festa do FFC..rs)

Cheers,

La Mano de Dios - A maldição da Sul-Americana

A maldição da Sul-Americana

Tenho cá minhas dúvidas quanto à Copa Sul-Americana. Uma espécie de prima pobre da Copa UEFA, a Sul-Americana não poderia vir em pior hora no Brasil: os clubes que a disputam estão começando o segundo turno do Campeonato Brasileiro e, à medida em que avançam na Copa, vão também chegando à reta final do Brasileirão. Sendo assim, será que vale a pena abrir duas frentes, principalmente num ano tão equilibrado quanto este 2008?

Bem, parece que vale sim, pelo que nos mostram Palmeiras, Botafogo e Internacional. Os times acreditam que têm escrete para disputar os dois torneios, entrando com formações titulares ou mistões durante a Copa Sul-Americana. Mas agora a brincadeira está acabando, clássicos começam a se montar para a próxima fase. Será que o Palmeiras vai entrar com time misto contra os Argentinos Juniors? E o que dizer do Inter, que agora pega o Boca?

De qualquer forma, um fato ontem me faz dizer com convicção que a Copa é mesmo uma pedra no sapato dos times. Ontem, no jogo contra a Universidad Católica, Guiñazú saiu do gramado do Beira-Rio com o cotovelo enfaixado e é dúvida no time. Justo o Inter, que vinha em franca ascendência na tabela do Brasileiro, tem agora seu motorzinho do meio campo machucado.

E aí, será que a Sul-Americana vale tanto a pena?

28 de ago. de 2008

La Mano de Dios - Ainda no futuro

Ainda no futuro

Caros amigos, posso estar parecendo chato, com certeza alguns dirão que não tirei a camisa da frente para escrever, mas a questão das ligas de base é um assunto que muito me interessa. Na minha cabeça, clubes grandes deveriam ter times B, juvenis, ou que nome seja, visando o futuro. Por isso fico tão feliz com o CT de Cotia do São Paulo e com o que vem saindo de lá. Por isso também fiquei tão feliz ao ver Dentinho jogando pra valer no Corinthians. São coisas do futebol.

Sendo assim, após a eliminação nos pênaltis contra o Atlético Paranaense ontem, acho que cabem neste espaço as declarações do Muricy após o jogo:

"Dentro dessa proposta de dar chance aos meninos, acho que foi bom. Empatar com um time experiente como o Atlético não é fácil. Eles se portaram bem até demais, e isso vai ser bom no futuro. Pra eles vai ser importante, fica a bagagem. Eles não seriam usados agora, e ficou uma coisa boa, de saber quem pode chegar ou não.

Tem que ter paciência. Sei que as pessoas não têm, acham que dá pra lançar, mas não dá, porque a camisa é pesada. Eu tenho experiência pra lançar na hora certa, sei que é preciso ter calma. Pra jogar no São Paulo tem que ser diferente, não pode ser mais ou menos."

Fonte das declarações: UOL Esporte