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20 de ago. de 2010

CHAZINHO DE COCA - É PALMEIRAS. E BASTA!




Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Ari Ferreira (p/ o Lancenet!)

Rivais tentaram diminuir o feito nas mídias sociais - “É só a 1ª fase da Copa Sulamericana”. Tentaram, em vão, tripudiar em cima do épico êxito – “palmeirense acha que venceu o Real Madrid”.

Tentarão, em vão, sempre que algo gigantesco como o de ontem ocorrer, usar o “não” como ferramenta de desapropriação da alegria coletivamente verde.

Estão certos – eles . Estão certos os palmeirenses.

Cada um na sua. Cada um com a sua paixão. Cada um com o seu costume.

Alguns gostam de comemorar suas vitórias sobre o Real Madrid. Esses, pobres torcedores, pouco comemoram, pouco vivenciam o cenário sugerido – se é que houve um dia. Mas se assim são, vamos respeitá-los.

Outros tripudiam vociferando feitos do passado nem tão remoto de sua agremiação, mas ainda assim, passado. Sinto por eles. Mas de toda forma, devemos respeitá-los.

A vida é assim, ou deveria ser assim. Um mútuo respeito. O pleno entendimento das diferenças que nos cercam. Que nos tornam indivíduos coletivamente associados à determinada causa.

“Diminuir” é uma palavra que não rima com os personagens do épico. Com o cenário da epopéia.

“Diminuição”, quando tentada pelo piadista oportunista, ainda que rimando em sua terminação, cai em desuso quando se tenta associá-la a Marcão, a Felipão, a Verdão – a Paixão, a Coração.

Sinto por eles que não vibram com uma virada de seu time. Sinto pelos que não enxergam em atos, em fatos, em pactos, algo muitas vezes maior do que vencer a final do campeonato.

No dia em que o Palmeiras voltou a ser Palmeiras – e chutou para o canto o frágil discurso dos que buscam cunhar a “Lusinha do séc. 21” a todo custo e que com isso desmerecem não só o gigante, mas também a Associação que cede seu nome e sua história à essa piada sem graça – no dia em que Felipão resgatou o espírito de seu Verdão vencedor e campeão. Que o Bigode, diferente de qualquer outro treinador, comandou não só time em campo, mas regeu magistralmente sua filarmônica de arquibancada – no dia em que um Santo de pluralidade inquestionável comemorou mais uma de suas datas marcantes e associáveis a cada Marco que se tornam Marcos – Esse foi o dia em que o palmeirense deve ter sentido pena. Pena do seu amigo que não entende essas coisas, que não vive essas situações – ou não gosta delas. Pena do rival que, na encolha, sentiu inveja do amigo palmeirense.

É uma pena – para eles – que seu sangue não ferva ao “menor” êxito de seu time. Que seja preciso algo “grande”, como um Real Madrid (sic), aparecer em sua vida para que sua alcunha de torcedor torne-se válida da boca para dentro.

E é e sempre será uma delícia para o palmeirense o fato de que o Palmeiras é grande o suficiente para se bastar. Sem que sejam necessárias terminações, complementações.

É Palmeiras. E basta!

Mas eu não espero que “eles” entendam isso.

19 de ago. de 2010

CHAZINHO DE COCA - A PERSONIFICAÇÃO DO AMOR PALMEIRENSE.



Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Lancenet!

Vou abrir um pouco do meu lado torcedor ao amigo que me lê.

Torcer e rezar, ao menos para mim, são ações conflitantes. Penso com meus botões que, se há a reza, há a crença nos princípios de igualdade perante Ele – não importa quem Ele seja, a qual religião pertença ou mesmo que formato tenha.

No futebol quando torcemos no sentido de empurrar nosso clube ao êxito, imediatamente anulamos qualquer princípio de igualdade ao próximo – neste caso, próximo é o adversário. Nossa idéia é que o nosso seja vitorioso e o do outro seja o derrotado. Independente de merecimentos ou do raio que o parta.

Fazer sinal da cruz, pedir benção ao craque do time, prometer seja lá o que for em troca de uma vitória, não são ações que me aproximam da sensação da vitória do meu time.

Meu time. Meu clube. Minha história.

Enxergo-me como um conflito ambulante. Se me prender a questão levantada nos parágrafos acima então, como devo proceder?

Volto a perguntar e completo a questão:

COMO PROCEDER quando se torce por um clube que está nas mãos de uma divindade?

Literalmente em suas mãos. Literalmente uma divindade. Literalmente alheio a qualquer co-relação religiosa.

Ainda assim, um santo.

Eu não rezo para que o Palmeiras vença seus jogos. Mas eu peço a proteção a São Marcos.

Eu posso. O amigo alviverde pode. O brasileiro pôde em 2002.

Santo faz milagres.

Marcos tem as suas assinaturas milagrosas que enchem as retinas dos palmeirenses. Milagres empunhados a mãos lesadas, a mãos pesadas, a mãos santificadas.

Os santos carregam em suas vidas as marcas do sofrimento. Marcos as carrega em suas cicatrizes – pinos, placas, parafusos.

Todas elas, cicatrizes, pinos, placas e parafusos adquiridos em prol de algo maior que todos nós. Algo que só não é maior do que a paixão que sentimos por esse algo. Esse algo que é sim maior que o Marcos. Mas que encontra em Marcos a personificação maior do amor que o palmeirense tem pelo Palmeiras.

As palavras escapam por entre meus pensamentos entorpecidos pela paixão ao Verde, pela admiração ao Santo, pela magnificência de pertencer a essa estirpe.

As emoções transbordam e enlaçam meus dedos quando não enxergo em minhas palavras aqui escritas a homenagem nem mesmo próxima do merecimento da figura analisada.

Por que Marcos é um cara só. Mas é sozinho a síntese de toda a paixão e devoção que o palmeirense tem pelo Palmeiras.

6 de mai. de 2010

Chazinho de Coca - Santificados sejam, Marcos!

No dia 11/11/2008 escrevi um texto em defesa de “São Marcos”, após um dos tantos resultados ruins do Palmeiras nos últimos anos, neste caso, derrota para o Grêmio no Palestra Itália, na reta final do BR08. No episódio o goleiro Marcos em desespero diante da apatia do time, já flagrante naqueles tempos, atirou-se ao ataque em cobrança de escanteio. O jogo ainda estava entre 20 e 30 minutos do 2º tempo e Luxemburgo, técnico do time na ocasião, reprovou o ato. Depois parte da imprensa também espinafrou o santo goleiro.

Ontem o Palmeiras do ainda goleiro e santo Marcos, escreveu mais um triste capítulo em sua tão gloriosa história. Exceto Marcos, mais uma vez um mito. Mais uma vez herói, mesmo na derrota. Gigante do futebol, em meio a anões históricos do alviverde eternamente imponente.

Como palmeirense, eterno, convicto, orgulhoso, mas ferido na alma, confesso estar cansado de toda rodada ter de explicar as inexplicáveis derrotas do meu time. Isenção tem limites e a minha hoje já foi para o espaço.

Dizer que o time até mostrou melhoras táticas no 1º tempo adianta? Lamentavelmente, não. Dizer que Armero fez uma baita partida ajuda? Pobre Armero, tão criticado. Na sua faixa lateral pouco pode ajudar no sentido de definição de jogadas – e olha que tentou. Tentar explicar a infantil imbecilidade do sempre adorado Pierre, vai ajudar alguma coisa? E a apatia de Cleiton Xavier? E o gol incrível que perdeu Robert? Os vacilos de Zago? Parei!

Prefiro falar de quem merece, de quem certamente é o único naquele meio a sentir a tristeza que hoje sinto. Por isso reproduzo abaixo o meu texto do dia 11/11/2008. Até porque ele infelizmente (pelo time e felizmente pelo Marcos) permanece atual.

Marcão, obrigado!
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Santificados sejam, Marcos!



Procurei ler algo sobre o Evangelho de Marcos. Obviamente buscando alguma ligação entre um santo bíblico, com o “São” Marcos, o santo palmeirense. Não encontrei, ou não busquei adequadamente. Não sei até que ponto consigo ser adequado quando escrevo sobre ídolos, sobre bandeiras, sobre representantes das minhas paixões.

Esse recente capítulo ocorrido com o santo Marcão tem me incomodado além da conta ou quem sabe, na medida da minha conta.

O “evangelho” do “São” Marcos é assistido, é comentado, é desenvolvido a olhos nus - nus e vivos. É escrito por ele próprio, cheio de momentos, de citações, de glórias, de “milagres”, de atos divinos, mas de falhas humanas.

O Marcão se arrebenta, se atira contra adversário, rasga a camisa, ele levita, ele paira no ar, ele defende o impossível. O Marcão falha, ele fura, ele sobe ao ataque – ele sobe ao ataque...“que absurdo!” – Imperdoável, Marcão. Desaconselhável, Marcão. O chefe não vai gostar, Marcão. A torcida amou, Marcão – a torcida ama o Marcão.

Absurdo – eis uma palavra muito utilizada em passagens dedicadas ao santificado goleiro do Palmeiras – “Um absurdo de goleiro”, -“Uma defesa absurda de Marcos” – “Marcos renega oferta do Arsenal e vai jogar a série B pelo Palmeiras. Que absurdo!”

Absurdo é colocar em xeque a boa intenção de Marcos. Absurdo é não acreditar que mesmo nos momentos em que ele erra, para o palmeirense ele está acertando em cheio.

Absurdo é vê-lo pedindo perdão. É um absurdo vê-lo justificar mais um ato de amor a maior das bandeiras daqueles que o glorificam.

O evangelho de Marcos fala sobre atos de amor. Eu estou tentando, em vão, achar palavras, pensamentos, exemplos que possam definir os atos de amor do santo do Palmeiras. Sim, tudo em vão. Isso aqui não é uma biografia, mas uma coleção de testemunhos de fé.

Ops, acho que ao final achei um paralelo entre os santos Marcos.

O Palmeiras é sim maior que o Marcos. Mas o Marcos é a personificação maior, do amor que o palmeirense tem pelo Palmeiras.

E o santo disse hoje:

“Aqui no Palmeiras é muito mais emoção, amo o Palmeiras”

Preciso concluir?

4 de mar. de 2010

Chazinho de Coca - Não há tristeza que dure para sempre.


Os 4X1 sofridos pelo Palmeiras contra o São Caetano foram diferentes dos 3X1 levados ontem pelo Santo André. No 1º o Palmeiras praticamente perdeu por W.O – feliz definição de Mauro Beting ao analisar a apatia da equipe naquele outro desastre.

No desastre de ontem o time pelo menos tentou jogar. Foi muito mais uma vitória da grande surpresa do campeonato do que uma derrota acachapante desse fragilizado Palmeiras.

Mas foi derrota. Foi mais um desastre. Foi mais uma noite triste para o palmeirense. Tristes palmeirenses na arquibancada. Tristes palmeirenses com o ouvido grudado no radinho. Tristes palmeirenses (alguns) dos gramados.

Wendell, com virose, foi desfalque de última hora. Eduardo foi para direita e Armero entrou na esquerda.

Até o 1º gol dos visitantes o Palmeiras trabalhou bem o jogo. Diego Souza e Cleiton Xavier trocavam passes e Robert fazia boa movimentação. Já o Santo André esperava e apostava na velocidade de Branquinho e no oportunismo de Nunes. O Santo André vingou a sua estratégia, e logo aos 8 minutos – gol de Nunes.

Ainda assim o Palmeiras permaneceu buscando o seu jogo. Até que aos 31 minutos Carlinhos arriscou chute e Marcos falhou, na sobra Rodriguinho empurrou para as redes.

Aos 32 Cleiton Xavier saiu contundido. Pronto, estava armado o cenário para mais uma tragédia verde.

Robert ainda aproveitou uma falha da zaga azul e descontou, já no final do 1º tempo.

Na 2ª etapa, com Marquinhos no lugar de Xavier, o Palmeiras passou a apostar na velocidade. Surtia efeito, até que aos 10 minutos, na tentativa de dar mais mobilidade no meio, Zago colocou Ivo no lugar de Eduardo. Ivo é bom de bola, mas a alteração surtiu efeito reverso. Marquinhos teve de cair mais pela direita e as jogadas em velocidade cessaram.

O cenário estava lindo para o Santo André. Postado e esperando um contra-ataque que veio.

Aos 18 minutos Branquinho recebeu a bola livre dentro da área e rolou para Rodriguinho, que fechava rente a trave esquerda de Marcos e que, com um lindo toque de letra, matou Marcão e selou mais um baita resultado do time de Sérgio Guedes. Selou mais um desastre verde em pleno Palestra Itália.

Sacconi ainda entrou no lugar de Souza. Mas foi mais uma tentativa de Zago que naufragou. A alteração não surtiu efeito técnico, já que Diego Souza estava em péssima jornada e Sacconni não é exatamente o cara com condições de mudar panorama tão drástico. Pierre ficou sobrecarregado na marcação dos 2 meias do adversário e o time travou tecnicamente.

A fase do time é péssima. Tudo que pode dar errado, acontece. As peças que podem sustentar alguma esperança de melhora não estão bem. Todo mundo se machuca ao mesmo tempo. A torcida está em pé de guerra com a diretoria, que por sua vez não dá margem para que essa situação mude.

Apegar-se as tradições históricas, a magia, ao peso da camisa, são artifícios já usados a exaustão pela torcida. Parecem não surtir nem mais efeito placebo.

Qualquer reclamação vinda das arquibancadas é justa e até mesmo Marcos deve estar receptível a recebê-las.

Ao final do 1º tempo ele, visivelmente transtornado com o erro e as vaias do pequeno público, disse que a torcida pode ficar “tranqüila”, pois terá de agüentá-lo somente até dezembro. Como se sua aposentadoria fosse um alento.

Sanguíneo como sempre foi, Marcão deverá reavaliar essa situação de cabeça fria.

E o Palmeiras precisa repensar sua temporada. Paulistão já foi pro espaço. A Copa do Brasil pode ser salva. Mas antes o time precisa salvar a dignidade e o futebol que pode jogar, mas esqueceu em algum lugar do passado.


Afinal, não há tristeza que dure para sempre. Pelo menos é o que se costuma dizer.

Marcos fez homenagem às vítimas do terromoto no Chile com bandeira do país, antes do jogo no Palestra Itália (foto: Lancenet)

4 de ago. de 2009

Do blog do PVC - Belluzzo: "Só saem por cima do meu cadáver!"

A entrevista de Luiz Gonzaga Belluzzo ao Bate Bola foi extraordinária. Especialmente, quando tratou com profundidade do tema do êxodo, escancarou sua opinião a favor da inversão do calendário brasileiro e anunciou que nenhum jogador sairá do Palmeiras neste ano.

Belluzzo sabe que sua atitude não representa a solução. Mas entende que a saída prejudica até mesmo a relação da Traffic com o clube, ou seja, prejudica o parceiro, além do clube que preside:

"Eu já disse que não assino a rescisão contratual de nenhum jogador do Palmeiras, antes do fim do Campeonato Brasileiro", disse Belluzzo.

Ao ser perguntado se isso significava que a torcida poderia ficar tranquila, pois nenhum jogador sairia antes do término do Brasileirão, afirmou categoricamente: "Só sai por cima do meu cadáver!"

Pierre tem proposta do Al Shabab, dos Emirados Árabes: "Mas ele não quer ir. Quer ser valorizado e ficar", disse Belluzzo.

A afirmação não garante a permanência, mas mostra a intenção evidente de manter o elenco. Ponto para o Palmeiras.
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Belluzzo confirma: "Marcos terá um busto"

O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzo, confirmou em entrevista exclusiva ao Bate Bola que o goleiro Marcos receberá a maior homenagem possível no Parque Antártica: um busto.

Marcos será homenageado, entre outras coisas, por ser o jogador com o período mais longo da história do Palmeiras, em número de anos a serviço do clube.

Marcos será o quarto a receber a homenagem, depois de Junqueira, Waldemar Fiúme e Ademir da Guia. O busto deve ser construído no novo estádio. "A construção começará mais cedo do que se imagina, provavelmente em novembro."

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Um busto para São Marcos


COM COLABORAÇÃO DE RAFAEL BULLARA E JOÃO PEDRO TEIXEIRA COELHO


A semana é de festa para Marcos. Hoje, comemora seu 36º aniversário. Na quarta-feira, dia 12, contra o Atlético Mineiro, pode festejar o título simbólico do primeiro turno, pelo Palmeiras, e seu jogo número 450 pelo Palmeiras. Até hoje, são 448 partidas, com 223 vitórias, 116 empates, 109 derrotas.

Se ganhar do Grêmio e do Atlético, nesta semana, Marcos chegará ao jogo 450 com 50% de vitórias.

Marcos já é o quarto goleiro com maior número de partidas em todos os tempos. Perde apenas para Leão, com 617 partidas, Valdir de Moraes, com 482, e Velloso, com 455.Ou seja, Marcos pode igualar Velloso como o terceiro goleiro em número de partidas na quarta rodada do segundo turno, contra o Barueri, no Parque Antártica.

Marcos estreou num amistoso contra o Guaratinguetá, em maio de 1992. Em número de anos consecutivos no clube, Marcos já é o recordista, à frente de Ademir da Guia (1962 a 1977), Waldemar Fiúme (setembro de 1941 a setembro de 1958) e Junqueira (1931 a 1945), os três jogadores com bustos no Palestra Itália.

FONTE:
http://espnbrasil.terra.com.br/pauloviniciuscoelho

13 de mai. de 2009

Chazinho de Coca - Padrão "Marcos" de qualidade.

Padrão "Marcos" de qualidade.


Até aqueles 48 minutos da etapa final muitas eram as analises, muita coisa eu havia escrito e deveria juntá-las agora para escrever minha coluna. Mas do que vale dizer que Luxemburgo armou o time de forma equivocada e recuada demais? Do que adianta dizer que Keirrison teve atuação sofrível, mas que também jogou o tempo todo isolado? Do que adianta dizer que Marcão (quem diria!) teve ótima atuação como zagueiro caindo pela esquerda? Será que vale alguma coisa eu dizer que o Sport dominou todo o 1º tempo? Que teve no incrível gol perdido por Paulo Baier um sinal de que a noite não seria rubro-negra? Que Luxa errou de novo ao sacar Diego Souza, quando o meia era o único que conseguia prender a bola no ataque? Que Mozart entrou muito mal, foi frágil no lance do gol do Leão e ainda errou sua penalidade? Que dos 7 pênaltis convertidos pelo Palmeiras na temporada, 6 deles foram marcados por Diego Souza e Keirrison, cada um com 3? E que devido a saída dos 2 na segunda etapa o time verde não teria seus cobradores oficiais em possíveis cobranças de penalidades?

Mas vale sim, em meio a tudo isso, dizer que Ele operou 4 defesas das suas ao longo do tempo regulamentar. Digo das suas, pois fossem praticadas por outros goleiros e elas teriam sido milagres. Mas foram Dele e dentro do padrão Marcos de qualidade, foram “apenas” enormes defesas.

E então vieram as penalidades, e como se fosse uma obra cinematográfica alviverde revivida, revisitada 10 anos depois, o torcedor palmeirense pode não apenas relembrar, mas vivenciar novamente um épico protagonizado por sua grande estrela.

No mesmo 12 de maio, só que de 1999. O Santo defendia cobranças de Vampeta e Rincón, eliminava o timaço do maior rival, levava o Palmeiras às semifinais da Libertadores daquele ano e era imortalizado para a eternidade verde.

O mesmo Santo que abriu mão de jogar no Arsenal para disputar a série B pelo Palmeiras. O mesmo que muitos (quase todos) davam com carreira encerrada. O mesmo que subiu para o ataque em momento de desespero e de torcedor, foi criticado por todos e ovacionado pelos súditos.

No 12 de maio de 2009, ostentando a mesma camisa 12 de 1999, não apenas 4 defesas “das suas”, mas 3 penalidades defendidas. Mais do que meramente defesas, atos santificados de um cara que no seu ofício, torna-se um monstro quase que intransponível. Com “6 metros de largura e 3 de altura”, realmente, bater pênaltis em São Marcos em jogo de Libertadores deve ser o momento menos aguardado por qualquer jogador do mundo.

E Ele já sabia o que estava por vir. Quem conta a profecia é Diego Souza:

– O Marcos passou muita calma para todos e falou: "Vocês têm cinco pênaltis para bater. Se fizerem três gols, está bom. Eu garanto o resto". (fonte LANCEnet)

A análise do jogo? Oras, 4 defesas “das suas” e 3 penalidades defendidas. Eis a análise do jogo. Ele bastou.

Como a Rádio Bandeirantes ainda não disponibilizou o áudio do jogo, acompanhe a sensacional narração de José Silvério via youtube:


Acompanhe os melhores momentos da partida:


Cheers,

9 de abr. de 2009

Chazinho de Coca - Ressurge o Alviverde.

Ressurge o Alviverde.


E com que imponência!

Diego Souza cantou no domingo que o jogo era o de quarta. Só não cantou que estava guardando uma exibição de gala como a de ontem. Diego só não foi o senhor absoluto do jogo porque no mesmo time existe um cara que é a cara da Libertadores, que é a cara do Palmeiras, principalmente quando o Palmeiras mais precisa. Marcos fez ontem uma exibição aos moldes de suas históricas atuações nas Libertadores de 99 e 2000. Foi impecável debaixo das traves, nas saídas de bola e nas reposições.

Luxemburgo parecia estar guardando o tão festejado (e que eu tanto pedia) 4-4-2 para esse jogo. Teoricamente Edmilson foi um 2º volante, mas nos momentos em que o Sport pressionava, e não foram poucos, o pentacampeão voltava e tornava-se um 3º zagueiro, flutuando entre a composição do meio campo e da zaga(partidaça!) e iniciava os contra-ataques após o desarme do ataque do Sport, já que possui mais qualidade na saída de jogo do que Danilo e Maurício Ramos(Marcão).

Segurando um pouco mais Cleiton Xavier, Diego Souza teve condição de fazer o seu jogo – e que jogo. O camisa 7 encarnou o espírito da competição e conduziu o alviverde a histórica vitória. Afinal o Sport não perdia na Ilha desde agosto passado. Na atual temporada eram 22 jogos, com 20 vitórias e 2 empates. Só que dessa vez não teve barulho, não teve guerra e prevaleceu o maior qualidade técnica do Palmeiras.

O Sport tinha maior posse de bola, pressionava, mas não era incisivo, e vale hoje ressaltar a bela atuação do criticado sistema defensivo do Palmeiras. Com esse panorama, o gol acabou saindo em jogada de bola parada. Aos 26 da 1ª etapa, Cleiton Xavier cobrou falta e Diego Souza, de cabeça, desviou para o meio da área, onde Mauricio Ramos tocou para dentro do gol. Keirrison empurrou a bola, mas ela já estava dentro. Gol de Maurício Ramos, mas que o juizão deu para o apagado K9.

O Palmeiras cozinhou o restante do 1º tempo. Na volta do intervalo o Verdão voltou ainda melhor e Diego Souza chamou a responsabilidade. Aos 20, Luxa tirou Keirrison, que mais uma vez ficou devendo, e mandou Sandro Silva no seu lugar. A alteração chamou os pernambucanos para cima, mas a marcação alviverde foi mais do que eficiente, foi inteligente.

Com Marcos e a zaga contendo o desorganizado Sport, era questão de detalhe o Palmeiras chegar ao segundo gol. Um detalhe chamado Diego Souza.




Diego quase marcou um golaço ao receber no meio campo, driblar o marcador e partir sozinho, podia ter tocado para um dos atacantes que abriam nas pontas, mas Diego percebeu que estavam em posição de impedimento e resolveu a parada sozinho. Com leve toque tirou os 3 zagueiros e saiu na cara do gol, driblou o goleiro e finalizou, mas em recuperação espetacular Magrão salvou o que seria um golaço de Diego.

Seria não, foi. Aos 27 não deu para o goleiro Magrão.


Em lance que mais parecia replay, Diego recebeu na meia e mais uma vez partiu pra cima, passou por 3 zagueiros e dessa vez tocou por cima do goleiro, a bola tocou no travessão e entrou.


Um golaço para coroar a grande exibição do camisa 7 e para brindar a excepcional recuperação do Palmeiras na Libertadores.

A situação na chave ainda é complicada, mas parece que o pior momento ficou para trás.

“Somos time de Libertadores. Estamos de parabéns, por tudo que nós lutamos”, disse Diego Souza ao final da partida.

Confira os lances e os gols da partida:


Despeço-me da nobreza com um petardo dos Rolling Stones – Street Fighting Man

Cheers,
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Foto e declaração de Diego retirados do LANCE.net:

12 de dez. de 2008

Kléber é o 'mala' e Marcos é o 'boa-praça' do Brasileirão

Em uma animada votação, os atletas que disputaram o Campeonato Brasileiro escolheram o jogador mais "mala" e o mais "boa-praça" da competição. Dos 20 clubes da Série A, apenas o Santos não quis participar da votação.


Dois jogadores se destacaram na votação do mais "mala". O atacante Kléber, do Palmeiras, terminou em primeiro lugar, com 36 dos 342 votos. O meia Carlos Alberto, que atuou pelo Botafogo no Brasileirão, foi o escolhido por 32 atletas.

O zagueiro Luis Alberto, do Fluminense, foi o terceiro com 15, um voto à frente do atacante Edmundo, que defendeu o Vasco. Bruno, goleiro do Flamengo, terminou em quinto com 13.

Na eleição do jogador mais "boa-praça", Marcos ganhou com folgas. O goleiro do Palmeiras obteve 40 dos 342 votos. Seu companheiro de clube, Leandro, foi o segundo colocado com nove.

Edinho, do Internacional, e Fábio Luciano, do Flamengo, ficaram empatados na terceira colocação, com oito votos. A única regra era não votar em jogadores do mesmo time.

Confira a votação do jogador mais "mala"
Kléber (Palmeiras) - 36 votos
Carlos Alberto (Botafogo) - 32
Luis Alberto (Fluminense) - 15
Edmundo (Vasco) - 14
Bruno (Flamengo) - 13
Dagoberto (São Paulo) - 11
Rogério Ceni (São Paulo) - 11
Jorge Henrique (Botafogo) - 11
Fabrício (Cruzeiro) - 10
Denilson (Palmeiras) - 10




Confira a votação do jogador mais "boa-praça"
Marcos (Palmeiras) - 40 votos
Leandro (Palmeiras) - 9
Edinho (Internacional) - 8
Fábio Luciano (Flamengo) - 8
Lúcio Flávio (Botafogo) - 7
Henrique (Cruzeiro) - 7
Rogério Ceni (São Paulo) - 7
Indio (Internacional) - 7
Alex Mineiro (Palmeiras) - 5
Nilmar (Internacional) - 5




Fonte: Globo.Com

1 de dez. de 2008

Em votação, Marcos é o 3º jogador mais popular do mundo

São Paulo (SP) - Cristiano Ronaldo, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Lionel Messi... nenhum dos quatro craques do futebol internacional é tão popular como o goleiro Marcos. Pelo menos é esse o resultado da votação promovida pela Federação Internacional de Estatísticas e História do Futebol (IFFHS), entidade reconhecida pela Fifa, e cujo resultado foi divulgado nesta segunda-feira, com o camisa 12 do Palmeiras na terceira colocação.

O jogador mais popular do mundo, no entanto, foi uma grande zebra: o hondurenho David Suazo, do Benfica que recebeu 196.079 dos mais de 800 mil votos. O campeão de 2007, o egípcio do Ah-Ahly, Mohammed Aboutreika, ficou desta vez no segundo lugar com 159.955 indicações.

O palmeirense pentacampeão mundial não conseguiu furar a barreira dos 100 mil votos, mas conseguiu subir ao pódio e ainda bater o são-paulino Rogério Ceni. Marcos totalizou 86.954 votos, com uma vantagem apertada sobre o 1 do Tricolor do Morumbi, que recebeu 84.141 e terminou na quarta colocação.

Os dois goleiros foram os únicos brasileiros entre os 10 jogadores mais populares do mundo conforme a IFFHS. Colado no top 10, no entanto, terminou um outro jogador bastante conhecido no País e ex-parceiro de Marcos: o meia chileno Jorge Valdívia, atualmente no Al-Ain, dos Emirados Árabes Unidos, foi o 11º com 6.554 votos.

Jogadores conhecidos pelo mundo inteiro, no entanto, não tiveram o sucesso esperado. Favorito ao prêmio de melhor jogador do mundo, o português Cristiano Ronaldo, do Manchester United, acabou apenas em 20º lugar, com 3.238 pontos – atrás do argentino Lionel Messi, do Barcelona, 19º com 3.370.

Em relação a jogadores brasileiros, sete dos 100 indicados são nasceram no País. Além dos dois goleiros, completam a lista a dupla do Milan Kaká (23º com 2.550 votos) e Ronaldinho Gaúcho (29º com 1.772); Diego, do Werder Bremen (42º, 838 votos); Robinho, do Manchester City (44º, 734) e Deco, que se naturalizou português e atualmente defende o Chelsea (65º, 152).

Confira os 20 jogadores mais populares do mundo conforme a IFFHS:
1. David Suazo (HON/Benfica): 196.079 votos
2. Mohamed Aboutreika (EGI/Al-Ahly): 159.955
3. Marcos (Palmeiras): 86.954
4. Rogério Ceni (São Paulo): 84.141
5. Faisal Agab (SUD/Al-Merreihk): 72.509
6. Alireza Nikbakht (IRÃ/Perspolis): 69.916
7. Dario Srna (CRO/Shakhtar Donetsk): 18.649
8. Yasser Al-Qahtani (ARS/Al-Hilal): 10.173
9. Vladimir Bystrov (RUS/Spartak Moscou): 9.003
10. Alessandro Del Piero (ITA/Juventus): 8.063
11. Jorge Valdívia (CHI/Al-Ain): 6.554
12. Guillermo Ochoa (MEX/América): 5.835
13. Nemanja Vidic (SER/Manchester United): 5.166
14. Peng Han (CHN/Shandong Luneng): 5.044
15. Euzebiusz Smolarek (POL/Bolton): 4.553
16. Hicham Aboucharouan (MAR/Tunis): 4.249
17. Andrey Arshavin (RUS/Zenit): 3.800
18. Adrian Mutu (ROM/Fiorentina): 3.595
19. Lionel Messi (ARG/Barcelona): 3.370
20. Cristiano Ronaldo (POR/Manchester United): 3.238

FONTE: http://www.gazetaesportiva.net/ge_noticias/bin/noticia.php?chid=122&nwid=23755

11 de nov. de 2008

Santificados sejam, Marcos!

Santificados sejam, Marcos!

Procurei ler algo sobre o Evangelho de Marcos. Obviamente buscando alguma ligação entre um santo bíblico, com o “São” Marcos, o santo palmeirense. Não encontrei, ou não busquei adequadamente. Não sei até que ponto consigo ser adequado quando escrevo sobre ídolos, sobre bandeiras, sobre representantes das minhas paixões.

Esse recente capítulo ocorrido com o santo Marcão tem me incomodado além da conta ou quem sabe, na medida da minha conta.

O “evangelho” do “São” Marcos é assistido, é comentado, é desenvolvido a olhos nus - nus e vivos. É escrito por ele próprio, cheio de momentos, de citações, de glórias, de “milagres”, de atos divinos, mas de falhas humanas.

O Marcão se arrebenta, se atira contra adversário, rasga a camisa, ele levita, ele paira no ar, ele defende o impossível. O Marcão falha, ele fura, ele sobe ao ataque – ele sobe ao ataque...“que absurdo!” – Imperdoável, Marcão. Desaconselhável, Marcão. O chefe não vai gostar, Marcão. A torcida amou, Marcão – a torcida ama o Marcão.

Absurdo – eis uma palavra muito utilizada em passagens dedicadas ao santificado goleiro do Palmeiras – “Um absurdo de goleiro”, -“Uma defesa absurda de Marcos” – “Marcos renega oferta do Arsenal e vai jogar a série B pelo Palmeiras. Que absurdo!”

Absurdo é colocar em xeque a boa intenção de Marcos. Absurdo é não acreditar que mesmo nos momentos em que ele erra, para o palmeirense ele está acertando em cheio.

Absurdo é vê-lo pedindo perdão. É um absurdo vê-lo justificar mais um ato de amor a maior das bandeiras daqueles que o glorificam.

O evangelho de Marcos fala sobre atos de amor. Eu estou tentando, em vão, achar palavras, pensamentos, exemplos que possam definir os atos de amor do santo do Palmeiras. Sim, tudo em vão. Isso aqui não é uma biografia, mas uma coleção de testemunhos de fé.

Ops, acho que ao final achei um paralelo entre os santos Marcos.

O Palmeiras é sim maior que o Marcos. Mas o Marcos é a personificação maior, do amor que o palmeirense tem pelo Palmeiras.

E o santo disse hoje:

“Aqui no Palmeiras é muito mais emoção, amo o Palmeiras”

Preciso concluir?

10 de nov. de 2008

São Marcos

Texto retirado do blog do Juca e escrito pelo KADJ OMAN.

São Marcos

Em 1999 e 2000, por duas vezes, o goleiro do Palmeiras deixou todos os corinthianos nervosos, tristes, decepcionados, putos.

Seu nome ainda era Marcos. Só Marcos.

Virou São Marcos.

E hoje, 8 anos depois, o mesmo goleiro deixou este corinthiano com lágrimas nos olhos.

Pelo que fez a partir dos 30 minutos do segundo tempo do jogo em que seu time ia sendo derrotado pelo Grêmio por 1 x 0 dentro de casa, jogo que valia a vida no campeonato, a luta pelo título.

Ao correr pra área adversária, primeiro numa falta, depois num escanteio, depois com a bola rolando, São Marcos não desrespeitou apenas as ordens de Luxemburgo.

Muito mais do que isso.

Ele foi contra o disciplinamento excessivo.

Contra o controle sem sentido.

Contra o jogar sem emoções.

São Marcos derrubou a barreira entre jogador e torcedor. Fez o que todos os 28 mil na arquibancada queriam ter feito.

Escutou seu coração, lembrou o ditado, o colocou na ponta das chuteiras, e disse: "isso é a minha vida, eu decido o que fazer com ela".

Como disse um amigo, lembrou Garrincha.

E Pelé.

E Maradona.

Foi, simplesmente, genial.

A derrota de ontem deveria ser para o palmeirense talvez uma das mais orgulhosas dos últimos tempos.

Porque, pra além do que ela significou em termos de campeonato, está seu significado pro imaginário, pra memória, pro coração do alviverde.

Que ficou sabendo, mais do que nunca, que ali, embaixo das suas traves, no comando da defesa que ninguém passa, está também uma parte da torcida.

Que canta e vibra.

Pelo alviverde inteiro.

Que sabe - e como sabe - ser brasileiro.

Marcos, sei que provavelmente você nunca vai ler isto.

Mesmo assim, precisava agradecê-lo por me dar a certeza de que você, com esse caráter incrível, não defendeu aquele pênalti em 2000.

Foi o Marcelinho que o perdeu.

Abraços.

De um fã corinthiano que, mesmo assim, não pode deixar de aplaudir um gênio do futebol.

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/

Chazinho de Coca - Postura?

Postura?

O torcedor, a crítica, os adversários, todos podem desqualificar o time do Palmeiras da briga pelo título. O torcedor acordou nessa segunda-feira de cabeça inchada, triste, desiludido com a patética derrota de ontem. Esse torcedor acordou cedo e foi trabalhar, grande parte para ganhar um salário que no máximo servirá para pagar suas contas no fim do mês. A crítica ganha para analisar e emitir suas análises em cima do que vê. Os adverdsários secam, fazem suas piadas e esses também se encaixam no perfil do torcedor.

Eu não ganho 500 mil reais mensais, você ganha? Eu não tive carta branca para contratar e dispensar quem eu bem quis, você teve? entro desse panorâma, o meu time jamais terminaria uma partida decisiva com Lenny e Jorge Preá no ataque, o seu terminaria? Pois bem, você assim como eu, deve se encaixar dentro de uma das 3 categorias citadas no início da coluna. O Sr. Wanderley Luxemburgo, o mesmo que se autoproclama o melhor do país, não se encaixa. Faltando 4 rodadas, 12 pontos em disputa, sendo que "apenas" 4 o separam do líder, ele não tem o direito de desistir da briga pelo título de forma tão precipitada.

Ele diz que o Palmeiras de 93/94 foi preparado desde 92, que portanto os resultados desse Palmeiras deverão aparecer em 2009. Conversa para boi dormir e para tirar o foco de seu iminente fracasso, talvez o maior deles. O Palmeiras de 2008 está sendo preparado desde 2007, afinal a diretoria é a mesma, ainda que a grana da Traffic tenha chegado só esse ano. O projeto Libertadores era pra 2007, para 2008 o foco é o título.

Quando ele diz que Marcos dá suas declarações, faz o que fez ontem para sair por cima, para sair como São Marcos, é porque talvez ele seja flamenguista e não sinta o desespero de uma pessoa que não veste uma camisa, mas uma nação inteira. Qual é a diferença entre o que Marcos fez e o que ele próprio faz quando seu time é campeão? Afinal, faltando 5 minutos para o final, Luxa retira-se de cena, com a desculpa de que a festa é para os jogadores, o que realmente é verdade. Mas é nítido que ele faz isso para receber os louros da vitória, para ser aplaudido e ovacionado´.

Acho que São Marcos falhou no gol de ontem e foi precipitado ao subir ao ataque faltando ainda 20 minutos para o final do jogo. Mas para se cobrar postura de alguem é necessário tê-la e o Sr. "Melhor do Brasil" não a tem e talvez nunca a tenha tido.

Nota rápida:

Lamentável as declarações do dirigente são paulino, Leco, ao final do jogo contra a Lusa. Colocar sob suspeita a vontade da Lusa para vencer a partida foi de uma infelicidade tremenda. Como se a Portuguesa não tivesse motivos de sobra para brigar por vitórias.

Aliás, esse é o mesmo infeliz que pedia a cabeça de Muricy até pouco tempo, né? Esse aí deve ser tão sáo paulino quanto Antônio Roque Citadini.

abraços,

28 de out. de 2008

La Mano de Dios - Quem manda?

Quem manda?

O clima esquentou na Academia. Depois das declarações de Marcos logo na saída do gramado (ouça aqui as declarações de Marcos), em que o ídolo cobrava os colegas do time, afirmando que alguns reservas não corresponderam e sugerindo os serviços de um psicólogo, Diego Souza respondeu, claramente incomodado pelas palavras do capitão.

Aí foi a vez de Luxemburgo entrar em cena e mostrar que quem manda na casa ainda é ele. O técnico teve uma reunião de mais de uma hora hoje com o elenco antes do treino começar, e depois afirmou em entrevista coletiva que "É a última vez que ele [Marcos] fala isso comigo [Luxemburgo] aqui. Como capitão ele tem que ter equilíbrio e foi inoportuno. Ele saiu como São Marcos, e todo mundo, com as mãos atadas" (ouça aqui as palavras de Luxemburgo).

De acordo com a versão de Luxemburgo, o próprio jogador já se disse arrependido, aceitando bem a bronca do técnico.

É fato que ninguém espera que um grupo de 22 jogadores de futebol seja um clube do dominó, e que a convivência dos egos e das expectativas está sempre no fio da navalha. Grandes equipes vencedoras foram assim, tendo suas divergências nos vestiários e resolvendo a parada em campo. Mas resta saber o quanto da derrota contra o Fluminense não foi reflexo desse clima pesado que assombra o grupo palmeirense.

Luxemburgo tenta mostrar que Marcos não é intocável e que roupa suja se lava em casa. Mas até que ponto o Marcão estava errado em dizer com todas as palavras o que muita gente já havia percebido?


Ao som de Bon Iver - For Emma. De 2008, mais um petardo!

Rapidinhas: "O São Paulo briga pelo título porque deixaram chegar", disse Muricy. Alguém discorda?

21 de out. de 2008

Popstars!

Popstars!



Donos de marcas, momentos, defesas e conquistas históricas por seus clubes e também pela seleção brasileira, não é de hoje que Marcos e Rogério Ceni enchem de orgulho não apenas palmeirenses e são paulinos, mas toda a nação canarinho. Dentro de campo existe a disputa sadía entre ambos, fora dele rola uma sincera amizade.


Campeões de libertadores, mundiais interclubes e do mundo pela seleção, dentre tantos outros títulos. Os maiores ídolos do nosso atual cenário da bola, iniciam agora uma briga por um título, de certa forma, inusitado - o de jogador mais POP do mundo.


O camisa 12 do Verdão e o 01 do Tricolor, figuram em uma lista de 100 jogadores, de 58 países. Dos quais outros quatro são brasileiros (Kaká, Diego, Ronaldinho Gaúcho e Robinho).


A disputa foi criada pela IFFHS (Federação de História e Estatística do Futebol) e o resultado sai em 3 de janeiro de 2009.


Para votar, acesse o site:




Ao som de Nada Surf - Popular


Abraços aos nobres,

22 de set. de 2008

Chazinho de Coca - 400 vezes São Marcos.

400 vezes São Marcos.

Santo protetor é aquele ao qual as pessoas apelam em seus momentos de maior desespero. No caso do futebol, alguns clubes possuem seus próprios santos, mas talvez só um clube no mundo tenha um santo legitimado, protegendo a agremiação com seu próprio corpo, seu fechado corpo.

A torcida do Palmeiras pôde nesse domingo, pedir a benção de São Marcos pela vez de número 400. E ele mais uma vez ouviu as preces de seus devotos.

O camisa 12 do Verdão fechou o gol e ajudou sua equipe chegar aos 49 pontos, 1 apenas atrás do líder, Grêmio.

Campeão pela seleção em 2002, da Libertadores, da Copa do Brasil, do Paulistão, da Mercosul, do RJ-SP e da série B pelo próprio Palmeiras, Marcos vem tendo um 2008 fantástico e espera selar o incrível retorno ao gol palmeirense com o título do Campeonato Brasileiro e o retorno à Libertadores.

“Marcos é um exemplo de coisa bonita”, definiu assim, o técnico Vanderlei Luxemburgo.


Parabéns ao eterno Santo do Palestra Itália – Parabéns, São Marcos.



7 de jul. de 2008

Chazinho de Coca - Dois Monstros!

Dois Monstros!

A rodada do final de semana não foi boa para Palmeiras e São Paulo. O Verdão, sem meio time, foi até o Mineirão encarar o Galo e voltou para casa com um empate em 1X1 e de quebra saiu do G4. Para o Tricolor Paulista o resultado foi ainda pior, afinal o placar de 1X1 foi contra um dos piores times do campeonato e em pleno estádio do Morumbi. Com o resultado, o São Paulo ficou distante do líder Flamengo.

Teria sido muito ruim, não fossem as espetaculares atuações de suas maiores estrelas – Marcos e Rogério Ceni.

Marcos e Rogério tiveram atuações dignas de suas melhores fases. Marcos lembrou o São Marcos das Libertadores de 99/ 2000 e da Copa de 2002. Rogério Ceni teve atuação digna de suas grandes temporadas em 2002 e 2005.

Tanto Palmeiras quanto o São Paulo devem aos dois Monstros, o pontinho conquistado nesse domingo.

Ambos são os últimos gênios atuando no futebol brasileiro, são representantes fiéis de suas torcidas, são os únicos jogadores brasileiros que podem beijar os escudos de seus clubes e são, de longe, apesar da idade, apesar de muitos já terem tentado aposentá-los, disparados, os melhores goleiros do Brasil e dos melhores do planeta.

Seriam os goleiros de qualquer seleção do mundo. De qualquer uma!

13 de jun. de 2008

Chazinho de Coca - No jogo dos Palestras, uma goleada Verde.

No jogo dos Palestras, uma goleada Verde.

Pressionado pelo péssimo futebol apresentado contra os reservas do Sport, pressionado pela torcida e pelas declarações do goleiro Marcos ao final do jogo em Recife. Esse era o Palmeiras antes da partida de ontem, contra o até então invicto e ainda um dos favoritos ao título, Cruzeiro.
Diego Souza, pressionado pela omissão nas ultimas partidas e cobrado pela torcida, começou no banco. Luxa armou um time mais cauteloso, com 3 volantes e apenas Valdívia na armação. O jogo começou com o Cruzeiro em cima, jogando como se estivesse no Mineirão. Marcinho, ex palmeiras era o nome do jogo. O Palmeiras batia cabeça e não fosse pelos milagres de São Marcos, teria sofrido o 1º gol logo no início do jogo. Contudo, a boa performance do goleirão palmeirense não foi suficiente para segurar o zero no placar. Num lance de bola na mão e não de mão na bola, do zagueiro Henrique, o juizão assinalou pênalti – gol do Cruzeiro.
A partir dali o Palmeiras acordou e Valdívia, sumido até então passou a chamar a responsabilidade. E foi numa jogada do meia chileno, que pintou o gol de empate. Valdívia foi lançado e, na cara do goleiro Fábio, preferiu não fazer o gol certo e praticamente pediu para o zagueirão acertá-lo por trás. Como era o ultimo homem, ele foi expulso e Alex Mineiro, com direito a uma paradinha que partiu em duas a coluna do goleiro Fábio, empatou a partida. Daí em diante o técnico Adilson iniciou sua série de ferocidades. Tirou o melhor do time, Marcinho, para recompor a zaga. A mexida trouxe o Palmeiras pra cima. Imediatamente Luxemburgo respondeu colocando Diego Souza no lugar e Léo Lima. O alviverde alugou meio campo e suas individualidades funcionaram como há tempos não acontecia. Destaques da partida, Diego Souza e Valdívia infernizaram a zaga cruzeirense. E foi numa jogada entre os dois, no inicio do segundo tempo, que saiu o segundo e mais belo gol da partida. Em jogada praticamente igual ao segundo gol da Holanda contra a Itália, Leandro cruzou no segundo pau, Diego Souza subiu e ajeitou de cabeça para a entrada da área, onde Valdívia, de primeira, acertou um petardo, no canto esquerdo de Fábio. Um golaço no Palestra.
Diego Souza continuava jogando tudo aquilo que não vinha conseguindo jogar. Driblou, armou o time, cobrou falta no ângulo para milagre de Fábio, mas conseguiu achar o seu. Em jogada pelo meio, ele recebeu na entrada da área, saiu da marcação do zagueiro e bateu forte, no canto direito. Mais um belo gol no jogo. Diego extravasou, foi pra torcida, tirou a camisa e por essa atitude, levou amarelo.
Na seqüência, numa das raras jogadas de ataque do Cruzeiro, em chute forte, mas no meio do gol, São Marcos falhou feio, um frangaço como o próprio assumiu ao final da partida. O gol poderia atrapalhar o Palmeiras, não fosse a rápida resposta. Cruzamento da esquerda, Henrique subiu no 10º andar e de cabeça marcou o quarto gol. A goleada estava bem encaminhada, mas ainda deu tempo de Pierre, outro destaque da partida, desarmar no meio campo, partir pela direita como um lateral, olhou na área e num cruzamento que foi mais um passe, encontrou Alex Mineiro, num típico gol de centroavante, dando números finais ao jogaço do Palestra.

O Palmeiras derrota o segundo dos favoritos ao título. Já havia derrotado o Internacional e agora goleou o até então invicto e líder do campeonato Cruzeiro. Com o futebol apresentado ontem, com suas individualidades rendendo aquilo que se espera delas, não resta dúvida de que o Palmeiras é seríssimo candidato ao título.

Destaques da partida: Diego Souza, Valdívia, Pierre, Alex Mineiro, Henrique e Wanderlei Luxemburgo

O Verdão subiu para a quinta colocação do campeonato e está a três pontos do líder Flamengo, que recebe o São Paulo no próximo sábado. O Palmeiras volta a jogar somente no dia 22, contra o Vasco em São Januário.

Notinhas:

- O Galo Mineiro goleou o Ipatinga por 4X2. O Atlético MG ainda é uma incógnita nesse campeonato, já o Ipatinga segue firme e forte para seu retorno a segundona.

- O Fluminense, com o time titular, só empatou com o Santos no Maracanã. O Flu continua sendo o lanterna, com apenas 2 pontos e 3 gols marcados. Pelo visto, esse time do Fluminense não vai conseguir passear no Brasileirão, como “profetizou” Renato Gaúcho. Que se cuide, ou pode ser campeão da Libertadores e rebaixado para segundona do Brasileirão no mesmo ano. Já o Santos começa a ganhar a cara do técnico Cuca, mas ainda está longe de ser um time com condições de brigar por algo nesse campeonato.


Notas musicais:
-A banda Muse confirmou as datas de suas apresentações em terras brazucas (mil vivas):
30.07.08 - Vivo Rio - Rio de Janeiro 31.07.08 - HSBC Brasil - São Paulo 02.08.08 - Porão do Rock – Brasília


Ao som de Muse – Map of The Problematique.

Grande abraço,