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4 de mai. de 2010

Agora quem dá bola é o Santos.

Convidei o santista e feroz (nessa ordem) Jurandir Joy para falar sobre o jogo que deu o título do Paulistão 2010 ao seu Peixe. Este blogueiro não chega a concordar com tudo. Mas em um ponto creio que não há discordâncias – Quem deu bola nesse Paulistão foi o Santos.

Texto: Jurandir Joy
Foto: Ari Ferreira (para o Lancenet!)

Alguns pitacos de um santista sobre a final Santos x Santo André que deu o 18° título paulista para o Alvinegro Praiano

O jogo
Foi o jogo mais dramático que eu já presenciei do Santos. Nem o 5 x 2 sobre o Fluminense em 1995 eu passei tanto mal. Enquanto o time do Santo André se mostrava mais organizado e equilibrado principalmente nos pés de Branquinho e Carlinhos, o Santos contava com a habilidade individual dos seus jogadores e a organização do seu ataque, mas mais uma vez pecava na sua organização defensiva. As expulsões desmontaram a pouca organização tática do time e bastou juntar os cacos e buscar o resultado mais na raça do que na técnica.

Dorival Jr x Sérgio Soares
As alterações realizadas por eles em seus respectivos times na segunda etapa mais atrapalharam do que ajudaram.

Arbitragem
Eu aprendi nos últimos anos que é inútil ficar aborrecido quando o meu time perde por problemas de arbitragem. Há séculos a arbitragem brasileira deixa a desejar. O time ajudado de hoje será o prejudicado de amanhã. Nos dois jogos finais do Paulista aconteceram erros para ambos os times (uns mais graves, outros nem tanto) com um saldo negativo para o Santo André. Agora acho ridículo tentarem desmerecer o título do Santos por conta destes erros. O Santo André teve todas as condições de passar por cima destes erros. Ou seja, não vou ficar discutindo isso.

Homens x Moleques
Ouvi muitas vezes que os meninos do Santos poderiam tremer em momentos decisivos. Mas o que aconteceu na verdade foram os jogadores mais experientes que se mostraram mais imaturos (Marquinhos, Léo e Roberto Brum) e quase botaram tudo a perder. E foi um dos “moleques” (não sei se posso mais chamá-lo assim) que tomou conta do jogo e evitou que o pior acontecesse. Ganso, você é o cara. E Arouca, você é o cara depois do cara.

Neymar
Se você fizer todo jogo gols como estes que fez contra o Santo André, por mim você pode dar uma de “cai-cai”, dar um duplo twist carpado, não interessa. Todo jogador brasileiro tem seu lado “cai-cai”. Se tem alguém a ser cobrado é a arbitragem brasileira. No dia em que todos os juízes seguirem o mesmo critério e não caírem nas artimanhas dos atacantes, o “cai-cai” será minimizado.

Milagre da multiplicação
O Datafolha errou nesta última pesquisa a respeito do tamanho das torcidas dos times brasileiros. É nítido que o Santo André é o time com a maior torcida no Brasil.

Pronto podem despejar seus impropérios na caixa de comentário abaixo.

26 de abr. de 2010

Chazinho de Coca - Falta só uma faixa para o Santos ser campeão. A faixa.


Texto: João Paulo Tozo
Foto: Miguel Schinchariol (p/ o Lancenet)

Os primeiros 45 minutos da 1ª partida da final do Paulistão foram todinhos azuis. Foram tão azuis que até a Taça de Campeão quase se torna azul. Uma Taça que já era alvinegra para muitos. E que passou a ser ainda mais alvinegra após os 45 minutos finais.

O Santo André jogou tudo aquilo que já havia jogado naqueles 3X1 contra o Palmeiras e mais um pouco. O quadrado azul parecia reluzir bem mais que o alvinegro. Bruno Cesar teve atuação irretocável. Um 1º tempo com 7 chances andreenses contra apenas 3 santistas (números Mauro Betisticos). Dessas chances, uma anotada. Gol de Bruno Cesar.

Foi pênalti de Toninho em Neymar?

Depois de ver umas cinco, das 418 câmeras do jogo, digo que foi. Na hora eu achei que não. O juiz não tem 418 câmeras. Acho complicado crucificá-lo.

Neymar é craque?

É sim. Mas estranhamente foi após a sua saída e entrada de André que o Santos ganhou o jogo. Não só com André, claro. Também não por Neymar ter saído. Mas talvez por Wesley ter sido adiantado e jogado mais próximo dos atacantes. Wesley que pra mim foi o nome do jogo na 2ª etapa.

Robinho continua não me convencendo. Mas Wesley e André deram o tom da partida.

O 1º tempo foi muito azul. O quarteto Andreense jogou tudo o que pode e venceu o grande Santos por 1X0.

Infelizmente, para os de azul, no 2º tempo o Santos jogou tudo o que pode e venceu por 3X1. 3 gols em 24 minutos.

Ao todo foram 11 chances do Santo André contra 9 do Santos (mais números Mauro Betisticos). Mas se o quarteto de azul é ótimo. O trio santista é espetacular. Sim, trio. Robinho não tem jogado no mesmo nível de Neymar, Ganso e André.

Ainda houve tempo para a expulsão de Toninho. O que deu a impressão de que o Campeonato seria pintado definitivamente de alvinegro ontem mesmo. Estranhamente o ótimo Santo André voltou a equilibrar o jogo e chegou a um justo 2º gol com Rodriguinho.

Um 3X2 que ainda não dá o campeonato ao Santos, mas que deixa a Taça precisando de poucas pinceladas para torná-la completamente alvinegra. Talvez falte apenas uma faixa. A faixa.

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Despeço-me do feroz jovem de espírito ao som do The Soft Pack - Answer To Yourself.

25 de mar. de 2010

Chazinho de Coca - No Verdão o bicho papão está debaixo da própria cama.

Se ainda havia algum fio de esperança para o torcedor palmeirense se agarrar em relação a classificação alviverde para as semifinais do Paulistão, ele se quebrou ontem. O empate em 2X2 contra o até então lanterna do Paulistão tornou o que já era uma chance mínima em praticamente inexistente.

Ok. Classificação foi pro saco, Paulistão foi pra vala. O que se tira disso tudo?

No jogo de ontem o Palmeiras voltou a mostrar tudo aquilo que estamos cansados de ver. Bom toque de bola, domínio de grande parte do jogo. Por outro lado, panes defensivas, falhas de marcação e pouca finalização a gol.

Bom toque de bola e domínio de jogo = Bons valores individuais.

Eles existem? Claro que sim.

O meio campo do Palmeiras não fica devendo pra nenhum outro do país. Cleiton Xavier, Diego Souza, Pierre e Lincoln seriam titulares em qualquer equipe do Brasil. Qualquer uma.

Falhas defensivas proporcionaram ao fraco Rio Branco os gols do empate. Sobretudo no 2º gol.
Armero havia partido ao ataque e não houve cobertura quando aconteceu o contra ataque em suas costas. Márcio Araujo estava mais a direita e Pierre marcava Francisco Alex. A dupla de zaga exposta, e Danilo teve de sair para dar o bote em Jobinho que entrava livre pela esquerda. Abriu-se um buraco onde apenas Leo permanecia ocupando. Romarinho entrou ali e recebeu passe de Jobinho, ficando livre para virar o jogo.

Por que Marcio Araujo estava deslocado tão à direita, sendo que o ataque rival acontecia pela esquerda? Por que Eduardo era o lateral direito e, apesar de já ter demonstrado qualidade, o garoto já entra em campo com 500 pés atrás, assustadíssimo – ataca estabanadamente e deixa uma avenida as suas costas. Marcio Araujo faz uma permanente cobertura no setor e sobrecarrega Pierre com as jogadas adversárias pelo meio e também pela esquerda. Tivesse Araujo livre para ajudar a marcação no meio e Pierre poderia ter feito a cobertura na esquerda e Jobinho não entraria livre. Danilo não precisaria sair para dar bote no jogador e o buraco na zaga não seria aberto. Romarinho não entraria livre como entrou e possivelmente o gol não teria acontecido.

Se Antonio Carlos quiser permanecer com Eduardo na direita, terá de começar a pensar em jogar com 3 zagueiros. Talvez Edinho entre os volantes e a zaga. Opção interessante para o decorrer da Copa do Brasil, já que para o BR10 o Verdão terá Vitor como dono da lateral direita.

Tomou dois gols o Verdão, mas marcou 2. Então existem méritos? Opa, claro.

(Foto: Caio Messias - Lancenet!)

O gol de empate saiu em bela trama ofensiva entre Marcio Araujo, que rolou para Ewerthon, que fez linda tabela com Robert e finalizou na saída do goleiro.

Ewerthon começa a se encontrar no ataque. Robert ainda é a inconstância na forma de centroavante, mas sabe fazer gols.

Para sanar toda a problemática com a lateral direita, Tonhão mandou a campo Lincoln no lugar de Eduardo. Com isso Marcio Araujo passou a atuar efetivamente na direita. Ewerthon sentiu a virilha e Lenny entrou em seu lugar. Robert não vinha bem e em seu lugar entrou o jovem Vinicius, de apenas 16 anos.

Ataque com centroavante e um ponta espetado. Cleiton Xavier pouco mais recuado para ajudar Pierre, efetivamente o único volante a partir de então. Diego Souza e Lincoln armando o jogo e Márcio Araujo na direita. Não por acaso foi com uma formação como essa que o Palmeiras fez seu melhor jogo na temporada, na vitória contra o Santos, na Vila.

E de fato o Rio Branco não jogou mais. Só que Lenny não entrou bem e ainda estourou o joelho. Vinicius até tentou algo, mas ainda está muito cru para ser a solução de um time com os nervos a flor da pele como o Palmeiras. Diego Souza tentou chamar o jogo pra si. Mas as melhores chances saíram dos pés de Lincoln. Dentro de um extenso universo de erros da atual diretoria, a contratação do meia foi um grato acerto. Tonhão precisa achar um jeito de encaixar Lincoln no time titular. O problema é que talvez Cleiton Xavier precise ser sacrificado, como foi ontem no 2º tempo.

O Rio Branco com 11 atrás da linha da bola e o Palmeiras tentando furar o bloqueio com 9, já que havia feito as 3 substituições e não pode colocar ninguém no lugar de Lenny. Ataque baleado contra defesa. O Verdão não conseguiu a virada e praticamente se despediu do Paulistão.

Restam 3 jogos. Curiosamente 3 jogos “fáceis”, sendo 2 deles em casa. Poderiam servir para uma arrancada final para a classificação. Mas agora passam a servir como preparação para o decorrer a Copa do Brasil, onde o time vem bem.

Este cenário, desenhado da mesma maneira, com os mesmos personagens, fosse em outro clube e a palavra “paciência” teria vez. Pois é exatamente isso que falta ao Palmeiras. Claro, qualificar uma posição ou outra é necessário. Mas sobretudo ter paciência. Dos jogadores em campo que se abatem com o 1º revés. Como também do torcedor.

Mas pedir paciência para o palmeirense é até pecado. Depois dos acontecimentos dos últimos anos, do BR09 perdido para si próprio, não tem como pedir para esperar que o time engrene.
Cabe ao elenco se ligar de que a Copa do Brasil, que é de fato o objetivo do semestre, está aberta. Dos grandes rivais que a disputam, o único que vem jogando verdadeiramente bem é o Santos, que perdeu para o Verdão por 4X3 na Vila. Logo não há bicho papão.

O bicho papão no Verdão, mais do que em qualquer outro lugar ou história de suspense, está debaixo da própria cama.


Despeço-me do querido feroz que nos acompanha com o espetacular petardo do Muse – Apocalypse Please.

Cheers,


15 de mar. de 2010

Chazinho de Coca - Palmeiras vence o Santos por 4 "dancinhas" a 3 no grande jogo do ano.

Certas vezes a ruindade de um time contagia o adversário e o faz jogar no mesmo padrão. Outras tantas vezes ocorrem o oposto.

Os adversários do atual Santos são obrigados a dedicar o seu máximo na busca por um bom resultado. Se esse adversário não e qualificado, no máximo ele pode conseguir escapar de uma goleada. Se possui qualificação, pode sim vencer a sensação desse início de temporada. Pode vencer e construir um jogo memorável como o clássico de ontem.

Sensação ou não, o Santos não é imbatível e suas deficiências ficam evidentes quando o rival equilibra em qualidade.

Foi o que fez ontem o Palmeiras, em plena Vila Belmiro.

Embora o inicio logo com 2X0 de saída tenha dado a impressão de que o Santos desfilaria. A excelente atuação de palmeirenses que não vinham bem na temporada, ajudou o Verdão a equilibrar com os santistas na técnica – e desequilibrar na disposição.

Armero, Diego Souza e Robert foram os pilares dessa ótima atuação verde. A zaga santista, sobretudo pelo lado de Durvall, deu o tom de onde estão as principais falhas do time da baixada. Arouca também colaborou em muito com a má jornada defensiva santista.

Se Dorival Junior é, justamente, elogiado pela sua postura ofensiva. Não se deve elogiar menos Antônio Carlos. Em termos de classificação o empate não era bom para o Palmeiras, mas dentro do panorama até ali desenhando, o empate parecia sim ser grande negócio. Mas Tonhão trouxe o seu Palmeiras para o 2º tempo com Marcio Araujo no lugar do amarelado Eduardo. Inverteu a posição de Edinho, que também já estava pendurado. Com isso ganhou o meio campo e enervou a juventude peixeira. Não demorou e o Verdão virou, com Diego Souza.

Não parecia suficiente e Tonhão mandou Lincoln fazer sua estréia - bela estréia, por sinal – no lugar de Everthon, ainda fora de ritmo. Compondo o meio com Diego, Lincoln e Xavier, o Palmeiras isolou Robert no ataque. Isolou taticamente, pois as bolas passaram a chegar a todo instante. O Palmeiras era mais perigoso.

Demonstrando uma afobação até então não mostrada nessa temporada, a rapaziada do Santos tentava chegar aos trancos e barrancos, deixando grande margem para o contra-ataque verde. Mas numa dessas tentativas, Ganso, o mais consciente jovem do Santos, meteu linda bola para Madson empatar.

No minuto seguinte Neymar me dá razão ao dizer que Ganso era o mais frio dos jovens santistas, ao dar forte entrada em Pierre, sem bola. Corretamente expulso pelo bom árbitro.

Já no finalzinho do jogo, Arouca falhou na frente de Lincoln, que roubou a bola e rolou para Robert. O nome do jogo enxergou Felipe adiantado e mandou um balaço, indefensável. Marcando um golaço incontestável, coroando a sua grande atuação.


Não havia mais inspiração para o Santos buscar o empate. Não havia mais margens para que o resultado não fosse a merecida vitoria do Palmeiras.

Foram 4 “dancinhas” a 3. Num jogo que entrou para a história desse clássico tão cheio de grandes momentos.

Acompanhe tudo o que rolou no melhor jogo do ano:


Despeço-me da ferocidade geral ao som do mestre Ray Charles – Hard Times (No One Knows Better Than I)

Cheers,

4 de mar. de 2010

Sampa Noise- O interior mais forte do que nunca!


O que vi ontem foi um São Paulo que dominou a partida, com mais posse de bola, desarmando, correndo, porém um time se pontaria alguma. Até vi jogadas feitas com a bola no chão, sem aqueles cruzamentos habituais, sim houve bastante cruzamento para área adversária, mas o São Paulo já começa a mostrar um jogo diferente, com tabelas e dribles.


E mesmo com um jogador a mais o São Paulo não soube aproveitar as chances. Dagoberto jogou muito bem, Jorge Wagner eficaz nos desarmes no meio campo, Jean carregando bem a bola, Cleber Santana indo até a linha de fundo e invadindo a área e quase marcando. Fernandinho entrou no lugar de Richarlysson, e deu mais mobilidade pro time e o Washington não mudou nada, perdendo gols que até os Quero-queros que estavam em campo marcariam.


O Oeste encarou o tricolor paulista de frente mesmo com um a menos e deu trabalho para Rogério Ceni, que fez ótimas defesas. Parabéns ao time do Oeste que jogou com garra e determinação.

Resumindo foi uma boa peleja, infelizmente com muitas oportunidades perdidas por ambos os lados.

O São Paulo teve dois jogadores expulsos, Cleber Santana por uma falta dura, e Wellington, que entrou no jogo para cobrir o espaço deixado por Cleber Santana ao ser expulso.


Mas mesmo com mais jogadores o Oeste também não se fez valer.


Foi um jogo muito disputado, e para os que acreditam que time pequeno do interior não tem força, fica aqui a prova de que eles podem sim enfrentar qualquer time grande seja ele de São Paulo ou de qualquer estado.

Termino hoje ao som de Instra-mental - Watching You.

Chazinho de Coca - Não há tristeza que dure para sempre.


Os 4X1 sofridos pelo Palmeiras contra o São Caetano foram diferentes dos 3X1 levados ontem pelo Santo André. No 1º o Palmeiras praticamente perdeu por W.O – feliz definição de Mauro Beting ao analisar a apatia da equipe naquele outro desastre.

No desastre de ontem o time pelo menos tentou jogar. Foi muito mais uma vitória da grande surpresa do campeonato do que uma derrota acachapante desse fragilizado Palmeiras.

Mas foi derrota. Foi mais um desastre. Foi mais uma noite triste para o palmeirense. Tristes palmeirenses na arquibancada. Tristes palmeirenses com o ouvido grudado no radinho. Tristes palmeirenses (alguns) dos gramados.

Wendell, com virose, foi desfalque de última hora. Eduardo foi para direita e Armero entrou na esquerda.

Até o 1º gol dos visitantes o Palmeiras trabalhou bem o jogo. Diego Souza e Cleiton Xavier trocavam passes e Robert fazia boa movimentação. Já o Santo André esperava e apostava na velocidade de Branquinho e no oportunismo de Nunes. O Santo André vingou a sua estratégia, e logo aos 8 minutos – gol de Nunes.

Ainda assim o Palmeiras permaneceu buscando o seu jogo. Até que aos 31 minutos Carlinhos arriscou chute e Marcos falhou, na sobra Rodriguinho empurrou para as redes.

Aos 32 Cleiton Xavier saiu contundido. Pronto, estava armado o cenário para mais uma tragédia verde.

Robert ainda aproveitou uma falha da zaga azul e descontou, já no final do 1º tempo.

Na 2ª etapa, com Marquinhos no lugar de Xavier, o Palmeiras passou a apostar na velocidade. Surtia efeito, até que aos 10 minutos, na tentativa de dar mais mobilidade no meio, Zago colocou Ivo no lugar de Eduardo. Ivo é bom de bola, mas a alteração surtiu efeito reverso. Marquinhos teve de cair mais pela direita e as jogadas em velocidade cessaram.

O cenário estava lindo para o Santo André. Postado e esperando um contra-ataque que veio.

Aos 18 minutos Branquinho recebeu a bola livre dentro da área e rolou para Rodriguinho, que fechava rente a trave esquerda de Marcos e que, com um lindo toque de letra, matou Marcão e selou mais um baita resultado do time de Sérgio Guedes. Selou mais um desastre verde em pleno Palestra Itália.

Sacconi ainda entrou no lugar de Souza. Mas foi mais uma tentativa de Zago que naufragou. A alteração não surtiu efeito técnico, já que Diego Souza estava em péssima jornada e Sacconni não é exatamente o cara com condições de mudar panorama tão drástico. Pierre ficou sobrecarregado na marcação dos 2 meias do adversário e o time travou tecnicamente.

A fase do time é péssima. Tudo que pode dar errado, acontece. As peças que podem sustentar alguma esperança de melhora não estão bem. Todo mundo se machuca ao mesmo tempo. A torcida está em pé de guerra com a diretoria, que por sua vez não dá margem para que essa situação mude.

Apegar-se as tradições históricas, a magia, ao peso da camisa, são artifícios já usados a exaustão pela torcida. Parecem não surtir nem mais efeito placebo.

Qualquer reclamação vinda das arquibancadas é justa e até mesmo Marcos deve estar receptível a recebê-las.

Ao final do 1º tempo ele, visivelmente transtornado com o erro e as vaias do pequeno público, disse que a torcida pode ficar “tranqüila”, pois terá de agüentá-lo somente até dezembro. Como se sua aposentadoria fosse um alento.

Sanguíneo como sempre foi, Marcão deverá reavaliar essa situação de cabeça fria.

E o Palmeiras precisa repensar sua temporada. Paulistão já foi pro espaço. A Copa do Brasil pode ser salva. Mas antes o time precisa salvar a dignidade e o futebol que pode jogar, mas esqueceu em algum lugar do passado.


Afinal, não há tristeza que dure para sempre. Pelo menos é o que se costuma dizer.

Marcos fez homenagem às vítimas do terromoto no Chile com bandeira do país, antes do jogo no Palestra Itália (foto: Lancenet)

1 de mar. de 2010

Experiência contra juventude ou nervosismo contra habilidade!


Assim registrado por este cerébro aqui como a melhor maneira de definir o clássico, no Corinthias, onde deveria caminhar experiência e auto-controle , viu-se experiência e nervosismo, do outro lado, uma garotada muito boa de bola afim de mostrar serviço, e que serviço!

Paulo Henrique, André e principalmente Neymar botaram o alvi-negro da capital na roda, somado ao enorme numero de cartoes amarelos e evermelhos, enerveram o time corinthiano.

O técnico Mano Meneses oscilava entre a serenidade e a mesma raiva dos jogadores de Itaquera. O que ficou evidente na expulsão corretissima do lateral Moacir, num primeiro momento, ele grita com seu comandado, criticando a entrada que poderia causar uma expulsão, e no momento seguinte, se enfurece com a aplicação do mesmo cartão aplicado pelo juiz José Henrique de Carvalho!

Dentro de campo, o que se viu foi o toque de bola envolvente do Santos, os lançamentos primorosos do ótimo Marquinhos, e claro, a habilidade, a molecagem e a marotisse do jovem aspirante a craque Neymar!

Ja não é de hoje que acho que ele merece uma atenção especial do treinador da Seleção, porem, como todo garoto ainda pisa na bola na hora de ter um pouco de respeito ao adversário!

Não critico a brincadeira, acho que isso deve existir, nao existe regra que proibe a alegria de um drible, porem, regras proíbem a violencia, e acredito devolver a gracinha com cascudo, merece sim ir pro chuveiro mais cedo!

Todavia, o que vem jogando Neymar é digno de ser grifado! Se continuar nessa crescente, será um sério candidato a melhor do mundo em uns 2 ou 3 anos!

Voltando ao jogo! Depois de 2 gols lindos e 2 expulões alvi-negras o time da vila decidiu que ja tava tudo ganho e resolveu descansar, e como a bola pune, logo tomou o primeiro gol e por um capricho de uma cabeçada torta de Tcheco nao sofreu um empate!

Levando em consideração esse jogo, dois recados aos times:

Ao Corinthians, acredito que deva cair na real e enxergar que o time nao ta jogando redondo, ganhou uma partida relativamente facil na Libertadores e pode se dar mal com times mais estruturados! É um time perdido em campo, que acha que ta tudo certo! Isso pode ser fatal! Não adianta de nada ficar culpando juiz, o Santos foi superior durante todo o jogo! Baixa a crista e poe a cabeça no lugar, time tem, falta um pouco de hombridade!

Ao Santos, humildade, a mesma humildade que falta ao Corinthias pra reconhecer seus erros, falta ao Santos na hora de jogar sério, Neymar abusa de sua habilidade, e esse "abuso" pode ainda lhe render algumas fraturas!


Em tempo! Ta dando gosto ver o Santos jogar! Mérito maior para Dorival Junior, que colhe futebol onde outros técnicos só colhiam desastres!

Chazinho de Coca - Palmeiras perde para o gramado, para suas deficiências e óbvio, para o Rio Claro.

O Palmeiras de Antônio Carlos levou fumo ontem, pela primeira vez. Pela primeira vez também não foi possível colocar em prática o futebol de toque de bola que o treinador emplacou na equipe desde a sua estréia, graças ao péssimo estado do gramado em Rio Claro.

Não é justificativa para a derrota contra o lanterna do Campeonato. Mas de certo modo, pode até ser. Como serve também de justificativa, para os pessimistas, o fato de o time ter goleado no meio de semana “só” o pobre Flamengo do PI.

Usamos então a vitória contra o São Paulo como amostragem do que esse time pode fazer?

Não também. Como também não se deve usar esse jogo para sustentar uma fragilidade do próprio São Paulo e nem a goleada tricolor de ontem contra o Monte Azul como indicador de que o SP é uma máquina de fazer gols.

A verdade é que não temos super times, nem um protótipo disso. Temos times com algumas boas características, mas com fragilidades latentes.

Ontem caiu um dilúvio em Rio Claro – antes e durante a partida – trabalhar jogadas com toque de bola, sobretudo pelo meio? Sem chance. Ainda assim, o Palmeiras começou o jogo tentando ignorar as condições do gramado, mantendo a posse de bola e chegando fácil ao gol adversário.

Gramado lamentável (Foto Claudio Coradini - Lancenet)

Robert tentou em chute cruzado e errou. Lenny, de calcanhar e displicentemente, também perdeu grande chance.

Mas logo o ímpeto cessou. O gramado encharcado tornava o jogo quase inviável. Em outros tempos o jogo seria interrompido. Mas ele prosseguiu e o já cansado Palmeiras começou a ceder espaço para o fraco, mas voluntarioso Rio Claro. E Osny passou a ser o nome do jogo.

Se não dava pelo meio, o Palmeiras passou a tentar pelas laterais e os cruzamentos voltaram a ser a tônica do time. Dessa vez, a opção foi acertada. Mas sem Figueroa (dispensado do jogo devido aos acontecimentos no Chile) na direita, a opção acabou não sendo eficaz. Ainda assim,em cruzamento de Wendell e cabeçada de Robert, Sidney fez uma baita defesa.

Cleiton Xavier ainda perdeu outra boa chance. E como se vê, não faltaram oportunidades. Não faltou criação. O que faltou então?

Bem, o Rio Claro fez valer a máxima do “quem não faz toma”. Osny recebeu bola na ponta direita da área verde. Souza deu um bote atabalhoado, permitindo a Osny se livrar da marcação com uma simples finta de corpo e saindo assim na cara de Marcos. O centroavante bateu forte, entre Marcos e a trave.

Se no 1º tempo o Palmeiras perdeu mesmo dominando, no 2º o Rio Claro já começou pressionando. Mas Marcos e a trave salvaram o time.

Tonhão ainda mandou a campo Marquinhos, Ivo e William. Ao contrário do que se imaginava, Marquinhos jogou mais recuado pela direita. Ivo foi quase um 2º volante e William ficou mais solto. A idéia de Antônio Carlos era mandar os jogadores mais fortes fisicamente a frente, já que o gramado estava horrendo e retendo a bola. Mandou bem o Tonhão. Mas aí as fragilidades do elenco voltaram a ser notadas.

Sem Figueroa, por mais que a estratégia em cruzamentos seja certa, Wendell não a cumpre com a mesma eficácia. Por mais chances que se crie, Robert definitivamente não pode ser o homem gol do time – o único, o que é pior ainda.

Agnaldo Liz trancou seu time e o Rio Claro conseguiu uma baita vitória, que o tira da zona da tristeza. A derrota torna a classificação do Verdão para as semifinais complicadíssima.

Palmeiras que volta a campo no meio de semana, contra o líder e sensação, Santo André, no Palestra.
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Nessa manhã fria e chuvosa de segunda-feira, despeço-me do nobre feroz que por aqui passa, com um classudo e delicioso petardo que invoca a necessidade de se sentar em um bar maroto, apreciar um bom scotch e com boas companhias. Deixo vocês ao som do mestre Ray Charles - Drown In My Own Tears.




Cheers

Sampa Noise - Que estréia foi essa!!!


O domingo foi de ótima impressão para os São Paulinos em relação ao seu time.

A peleja rolou para São Paulo e Monte Azul, um time sem muita expressão sim, mais e dai, o São Paulo tinha que mostrar para o que veio.

Logo no primeiro lance Léo Lima acerta um pombo sem asa que faz uma curva e engana o goleiro do Monte Azul.

Mas o show ainda estava por começar, e se deu quando entrou em campo Fernandinho. Lembram-se dele? Atacante do Barueri e uns dos reforços do São Paulo que ainda não tinha estreado. E que estréia fez o cara. Dagoberto voltando ao time fez uma ótima partida. Destaque também para Alex Silva que voltou a zaga tricolor, dando mais tranqüilidade para Miranda, que vinha sendo responsável pelos melhores desarme da defesa do Tricolor.

Fernandinho entrou no segundo tempo e logo aos 5 minutos fez seu primeiro gol com a camisa Tricolor. Depois fez mais três gols, somando assim quatro só na estréia.

Fernandinho deu uma verdadeira aula de como se fazer gols, Washington desgastado pela viagem a Colômbia não jogou. Será que ele assistiu ao jogo?

Espero que sim, para ver se ele aprende como se faz gols, Fernandinho finaliza bem, dribla e sabe fazer gol, coisas em que o número nove do São Paulo, Washington, está deixando a desejar.

Boas energias a Fernandinho e que ele continue assim, fazendo muitos gols para o São Paulo.

A esperança volta a reinar em corações São Paulinos, agora é só ir pra cima da Libertadores e jogar com raça e determinação.

Vou ficando por aqui, mas não sem antes indicar a música do dia, enjoy.

The Prodigy - Thunder
http://www.youtube.com/watch?v=jwdyrYQjE0M

22 de fev. de 2010

Chazinho de Coca - Antônio Carlos arredonda a roda que Muricy deixou quadrada e o Palmeiras volta a vencer. E convencer.


Segundo o jornal LANCE!, Muricy Ramalho ligou para os dirigentes são paulinos antes do clássico de ontem no Palestra e fez um apelo:

– Temos de ganhar esse jogo de qualquer jeito.

Temos quem, cara pálida? Temos quem, Deus Todo Poderoso detentor de toda a moralidade existente no futebol? Temos quem, Senhor Sem Medo de P**** nenhuma?

O futebol mostra-se mais uma vez prodígio em apresentar ao mundo figuras que transitam pelos opostos do dia para noite. Muricy é a minha mais nova decepção. Era até ontem, apenas técnica. Desde ontem, passou a ser moral.

O grande temor de Muricy era que Antônio Carlos redescobrisse a roda que o próprio ex técnico tornou quadrada. O que de fato ocorreu.

O mesmo time que Muricy cravou ao sair que não tem condição de disputar nada, não só venceu ontem o São Paulo, como jogou melhor que o adversário e infinitamente melhor do que (não) vinha jogando sob seu “comando”.

É muita derrota para um cara que se auto proclama “bom demais”.

Antônio Carlos simplesmente não inventou. Diego Souza é meia. Wendell é lateral direito. Armero não está bem, joga o Eduardo que atua pelos dois lados e que ontem jogou muito. Robert precisa de apoio no ataque? Então o Lenny lhe faz companhia. Marquinhos, que nem no banco vinha ficando, voltou a ganhar oportunidade.

A bola área que Muricy não soube fazer funcionar em 7 meses, decidiu o clássico depois de apenas dois treinamentos com Antônio Carlos.

O Palmeiras agrediu. Produziu e agrediu. Não a toa Rogério Ceni foi o melhor do time tricolor.

Foi sem inventar que o Palmeiras redescobriu seu jogo. Redescobriu que pode sim fazer frente aos grandes rivais.

Foi sem inventar e sem jogar para torcida, que Antônio Carlos teve o nome gritado por ela durante e ao final do jogo.

Foto de Eduardo Viana para o L!


Ainda é cedo para cravar que Antônio Carlos já vingou. Mas de saída, já fez mais do que Muricy vinha fazendo.

Reforços precisam chegar. Mas ainda assim, com os ovos que lá estão, Tonhão já fez uma bela omelete.

O jogo teve um 1º tempo de muita pegada, muita movimentação, mas poucas chances de gol. O Tricolor buscava jogadas pela esquerda, onde Jorge Wagner era o mais acionado. O Verdão, que voltou a jogar com dois volantes, abdicou dos chuveirinhos e trabalhou a bola com os meias.

O calor colaborou para melhorar o jogo no 2º tempo. Com os jogadores sentindo o cansaço, os espaços começaram a aparecer. Mais ainda depois da discutível expulsão de Xandão. Não foi um lance acintoso, mas Eduardo partia em velocidade e em direção ao gol. Xandão já tinha amarelo e pela falta recebeu o 2º.

Mais tarde, em jogada semelhante, mas no meio campo, Pierre também foi amarelado.

Fato é que o Palmeiras passou a dominar o jogo e então os cruzamentos passaram a ser mais utilizados – com eficácia.

Aos 20 minutos Antônio Carlos trouxe Marquinhos de volta aos holofotes. Aos 22 o meia cobrou escanteio no 1º pau, na cabeça de Robert, que ampliou.

O São Paulo chega ao 3º clássico no ano, com a 3ª derrota. (Portuguesa, Santos e Palmeiras).

Ricardo Gomes parece também ser adepto das invenções. A linha de 4 com Hernanes, Jean, Cleber Santana e Cicinho, apesar de esbanjar qualidade técnica quando ataca, não marca nem a própria sombra. A bola sempre estoura na zaga. O lance da expulsão de Xandão é uma clara amostra dessa falha tática.

É bom Ricardo Gomes abrir os olhos. Muricy Ramalho está dando sopa e faz questão de evidenciar isso com seus telefonemas pertinentes.

Acompanhe os melhores momentos do Choque-Rei:



Despeço-me do feroz camarada que por aqui passa com um clássico oitentista - Human League - Don't You Want Me.

Cheers,

18 de fev. de 2010

Chazinho de Coca - Apatia palmeirense é "coisa do futebol"?

@MauroCezarESPN "O que fez o Palmeiras hoje merece uma explicação. Não dá para encarar os 1-4 São Caetano como "coisa do futebol"

O Mauro Cezar sintetizou em menos de 144 caracteres a realidade após a vexatória goleada sofrida pelo Palmeiras. Simplesmente não dá para fingir que isso foi um resultado normal. O que é que está anormal eu não sei, ele não deve saber também. Mas alguém precisa saber e esse alguém precisa agir rápido, pra ontem.

Domingo o massacrado Palmeiras recebe o São Paulo no mesmo Palestra Itália. Se repetir o futebol (ou a falta dele) de ontem, toma de 8X1.

Ao longo da transmissão de ontem na Rádio Bandeirantes, Mauro Beting disse que o Palmeiras atuava como se tivesse 11 Armeros. Como se vê, o pobre lateral esquerdo já virou sinônimo de apatia. Só que dessa vez ele não estava lá, então a culpa do início de ano ruim será só dele?

Sou fã do Muricy. Acho que ele tem um perfil que deveria ter dado uma liga incrível com o Palmeiras, mas até agora não deu em nada. Ele desmantelou o time líder do BR09 e agora não mostra variação tática alguma nas partidas.

O time e ruim? O elenco pode até ser, o time não é. Marcos, Figueroa, Danilo, Leo, Edinho, Pierre, Cleiton Xavier, Diego Souza. É um time ruim? A ponto de tomar de 4 do São Caetano? Claro que não é.

Como que pode um time que joga com 2 volantes e 3 zagueiros ser colocado na roda? Não há explicação plausível para tal situação.

Após a partida, Muriça disse que o time não jogou nada e que nem adiantava cobrar o elenco. Mas como assim não adiantava cobrar o elenco? Vai cobrar quem, eu? Você? O Mauro Cezar ou o Mauro Beting? A Culpa é sempre da imprensa, nunca dele? Nunca do time?

O Universo tá vendo o quanto me dói criticar o cara em que eu tanto apostei que fosse vingar no time. Mas não esta dando para segurar a bronca Muriçoquiana. A de alguns jogadores também não.
Boicote ao técnico? Racha entre Cipullo e Muricy? Não sei o que ocorre, mas sei o que pode vir a ocorrer com esse cenário apresentado. Talvez já esteja na hora de pensar em salvar o 2º semestre, onde o time com essa bola que tá jogando, briga para não cair no BR10. Paulistão? Acho que já foi. Copa do Brasil? Ainda há tempo para tentar algo, mas esse algo precisa ser bem drástico.



Esquecendo agora um pouco o cenário de pouco futebol do time, vou resgatar aqui algumas lembranças, umas boas, outras ruins: Estamos em ano de Copa. O torcedor alviverde se lembra como foram os dois últimos anos de Copa para o Palmeiras? 2002 rebaixamento. 2006, salvo de novo rebaixamento na penúltima rodada.

Todavia, prefiro terminar o post com lembranças boas, também de anos de Copa: 1994, Palmeiras bicampeão brasileiro, bicampeão paulista e campeão do rio-sp. 1998, Palmeiras campeão da Copa do Brasil e campeão da Mercosul.

Coragem, alviverdes.
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Despeço-me do entristecido, mas esperançoso torcedor verde e também de todos os outros nobres ferozes que nos acompanham, com um som agradabilíssimo da banda de Zooey Deschannel: She&Him – This Is Not A Test

Cheers,

5 de fev. de 2010

Chazinho de Coca - O Perdão de Pablo Armero

Ontem o Palmeiras só empatou com a Lusa, debaixo de muita chuva, no Palestra Itália. Ao final, o placar de 1X1 acabou sendo justo pelo que foi o jogo. Na 1ª etapa a Lusa encontrou um Palmeiras entregue, com verdadeiros rombos em sua retaguarda e chegou a abertura do placar. Na 2ª etapa Muricy acertou a marcação, o time trabalhou bem as jogadas. Daquele jeito que todo mundo já sabe. A bola rola fácil até os meias ou até os laterais, daí pra frente a coisa praticamente inexiste. Robert é muito boa opção – de banco, só de banco – e acaba ai o ataque verde.

O gol saiu dos pés do ótimo zagueiro Danilo, que há tempos vem sendo o melhor “atacante” do time.

A dura vida de Muricy deverá receber um bom alívio nos próximos dias. O atacante Ewerthon e o meia Lincoln já estão apalavrados com o Verdão e só aguardam suas liberações. O artilheiro paraguaio de 2009, o jovem Pablo Velázquez, de 22 anos, está perto de ser contratado também, via Traffic.

Mas na verdade hoje quero falar sobre uma questão mais humana. Quero falar sobre Pablo Armero.

Lateral esquerdo titular da seleção colombiana, chegou ao Palmeiras via Traffic, como uma das grandes apostas da parceria. Logo de cara empolgou com seu futebol de velocidade, característico do futebol do seu país.

Sua presença no time trouxe à memória do torcedor as passagens de outros colombianos de sucesso no time, como Rincón e Asprilla.

Armero fez ótimo Paulistão em 2009, sendo eleito o dono da posição na seleção do campeonato.

A partir daí, porém, a impressão é que o colombiano acomodou-se. Seu futebol murchou, os erros passaram a ser frequentes e muitas vezes davam a impressão de algo inconseqüente. De seus pés começaram a surgir erros que resultavam em gols dos adversários. Armero parecia não pensar muito no que fazia. Passes de 2 metros passaram a ser um martírio para se acertar. Os cruzamentos paravam sempre na arquibancada.

A paciência de todo mundo começou a rarear com o lateral esquerdo. Eu mesmo muitas vezes o cornetei aqui, dizendo que não havia por parte dele o domínio de um único fundamento necessário para se jogar futebol. Na verdade, a impressão era essa mesmo. Mas como pode, se até meados de 2009 ele era apontado como o melhor lateral esquerdo do país?

No BR 09 o Palmeiras naufragou. A curva verde foi descendente, assim como a de Armero. Parece até resultado uma da outra. É, também, mas não apenas isso, claro.

2010 começou e o Palmeiras voltou a apresentar a irregularidade do fim da temporada. Armero voltou a mostrar algo que eu não sei dizer se é incompetência ou inconseqüência, mas que é algo que mina qualquer tipo de paciência.

A da torcida acabou. A de alguns companheiros de equipe também. A crônica faz o seu papel e aponta os erros constantes, mas também não faz questão de se lembrar que ela própria o alçou a condição de bom lateral em 2009.

Nesse tsunami de críticas ao jogador, quase todo mundo se esqueceu do homem. Eu inclusive.

Ao ser substituído, ainda no 1º tempo do clássico de domingo, por um jogador que nem é da posição, Armero não reclamou, não fez cara feia, não agiu como tantos canelas duras (muito mais duras do que as suas – que nem sempre foram duras) agem quando acham que são mal substituídos. Armero chorou o choro de um homem, não de um jogador. Silencioso, no seu canto, sem dar na telha, contendo as lágrimas com a sua toalha. Um choro só notado pela tristeza estampada em seu olhar.

Foi um duro golpe pra mim, assumo. De corneta fervoroso do lateral, passei ali a ser um torcedor do homem chamado Armero. Torcedor para que o sucesso do homem, leve o atleta a recuperar a sua essência, que por conseqüência irá trazer de volta o bom lateral que o alviverde perdeu. Torço para que ele não me dê mais motivos para criticar o jogador. Torço por ele, como torço por homens de fibra, que não abaixam a cabeça nos momentos de dificuldade.

Ontem ele estava lá outra vez, na sua lateral esquerda que tem sido tão cheia de obstáculos ultimamente. Mais uma vez ele errou, e feio. De seu erro saiu o gol adversário. Mais uma vez ele seguiu adiante. Fez até um bom 2º tempo, mas não apagou mais essa má jornada.

Ao final Armero concedeu entrevistas. Deu os dois lados da face a “tapa público”. Sem esconder a própria frustração com o trabalho desempenhado, Armero pediu perdão ao torcedor palmeirense. E enquanto se desculpava pelo “crime” de suas más jornadas, alguns torcedores o xingavam ao fundo.

Terminada a entrevista, Armero foi até eles e, gesticulando alguns sinais, pediu perdão - como quem houvera praticado um crime sem intenção - para aquele grupo de torcedores.

Prontamente o xingamento cessou e em seu lugar, os mesmos detratores voltaram a ser torcedores, não só do Palmeiras, mas do Armero, do lateral esquerdo do seu time.

E Armero foi para o vestiário, tendo seu nome gritado pelos mesmos que o xingavam. Um belo momento para o homem. Que sirva de motivação para a sua recuperação.

Do Populacho! - Superstição?!


Jogando com o novo uniforme 3 (preto com um cruz roxa grande e centralizada na frente) o Corinthians sofre a primeira derrota no Paulistão deste ano, e após 28 jogos nesta competição. Segundo o treinador (e o que dizer nesta hora?) nenhum time pode se manter invicto por tanto tempo.

O fato é que a torcida não “curtiu” muito a tal camisa, e, supersticiosos como a maioria de nós brasileiros, a derrota foi automaticamente ligada à ela. Quando digo que a maioria de nós é supersticiosa, e o leitor deve a esta altura estar tentando lembrar-se da última vez em que fez uma mandingazinha, não?

A superstição é uma crença popular, sem base científica alguma, mas nos leva a recorrer aos mais estranhos tipos de comportamento. Alguns exemplos:

Não gritar gol antes de a bola entrar! – para a torcida, aquele que grita gol faz, automática e deliberadamente, com que alguma energia se desprenda e altere a trajetória normal da bola, que iria parar na rede, fazendo com que bata na trave ou esbarre no goleiro, que com toda certeza não chegaria na bola se alguém não tivesse gritado GOL!, mas “huuuuu” pode;

Assistir a jogos sempre com a mesma camisa! – o fato de não estar com a mesma camisa pode fazer com que alguma energia se desprenda e impeça o time de atuar da mesma forma daquela última vez em que o torcedor usou a camisa e venceu;

Assistir a jogos sempre no mesmo lugar! – se o cidadão assistiu a um jogo importante em algum bar, restaurante, motel, etc., e seu time venceu certamente ele voltará naquele mesmo lugar, caso contrário pode fazer com que alguma energia se desprenda e o time perca o título;

E assim em diante. O fato é que a superstição se voltou contra a nova camisa 3 do Timão, aquela da cruz. Ora, em sua estréia a camisa já trouxe “mal-agouro”! Será que será aposentada? Uma coisa é certa: a torcida tem arrepios só de pensar no time usando essa malfadada camisa em jogos da Copa Libertadores. Acho que vão preferir as clássicas, talvez elas não façam o time entrar em campo com 5 titulares apenas!

Fonte: www.globo.com

No entanto circula na internet a camisa comemorativa para o centenário, que por sinal é realmente bonita. Não sei se dará sorte, também não sei se é verídica, mas...

Fonte: blogs.band.com.br


Sem mais.....

1 de fev. de 2010

Chazinho de Coca - Corinhians 1X0 Palmeiras

E enfim o Corinthians voltou a vencer o maior rival, após longos 3 anos e 7 jogos.

Num Pacaembu longe de estar lotado e contra um Palmeiras que, além de não ter elenco, ainda busca formar um time, o timão precisou de 6 minutos para abrir o placar. Na descida de Iarley, o estabanado Armero fez falta na direita. Na cobrança de Tcheco, o time do Parque São Jorge contou com a saída errada de Marcos, com a falha de marcação de Edinho e com o oportunismo de Jorge Henrique, que desviou de cabeça para marcar o único tento do clássico.

(Imagem Fonte - Lancenet)

Aos 10 minutos Roberto Carlos foi expulso após entrada violenta e João Arthur. Daí em diante a ala esquerda do Corinthians passou a ser preenchida as vezes por Danilo, as vezes por Ralf.

Aos 10 minutos também o Corinthians abdicou de atacar.

Desde então o que se viu foi um Palmeiras esforçado, trabalhando bem as jogadas até a bola chegar aos pés de Cleiton Xavier, que tentava jogo pelo meio, ou de Figueroa, que buscava alimentar o ataque com seus cruzamentos venenosos. Infelizmente, para ambos e para o torcedor alviverde, o atual time do Palmeiras resume-se a zaga e meio campo. O ataque inexiste. Robert, que após partida contra o Monte Azul disse que a molecada do time não havia segurado a bronca, também não segurou a sua – ainda que o gol de empate esteve a sua disposição, sem marcação, sem goleiro, bastando apenas um mínimo de condição técnica, um mínimo de tranqüilidade para empurrar a bola para o gol. Mas em sua infeliz conclusão, a bola chegou a Daniel, que em impedimento concluiu, mas o lance já estava parado.

Ao longo do jogo Muricy fez o que podia. Após a expulsão de R.Carlos, o treinador abdicou do zagueiro Gualberto e mandou Daniel a campo, recuando Edinho para a zaga. Mandou também Wendell no lugar de Armero, que mais uma vez esteve mal e já tinha levado o amarelo.

Em cobrança de falta de Xavier, aos 18 do 2º tempo, o ataque do Palmeiras ameaçou pela última vez os 10 jogadores corintianos. A partir daí, somente os jogadores da zaga, conseguiram levar perigo ao gol de Felipe. O que demonstra o quanto é ineficaz o atual ataque verde. O que também evidencia o quanto esse time é dependente de Cleiton Xavier e Diego Souza, o 2º sendo o único do time que consegue ser verdadeiramente agudo no ataque. Sem ele o time ao agride.

Ao final o time de Muricy ainda perdeu Cleiton Xavier, expulso por reclamação.
Pelo volume de jogo, o Palmeiras merecia o empate. Mas é um time que sem Diego Souza fica sem ter com quem contar no ataque. A impressão deixada é que o jogo poderia durar 5 horas, que ainda assim o gol de empate não sairia.

O Corinthians por sua vez mostrou frieza, além de ver seu goleiro em grande tarde e Jorge Henrique decidindo quando necessário.

O Timão pega a Ponte Preta, quarta-feira em Campinas, enquanto o Verdão recebe a Lusa no Palestra, sem Cleiton Xavier e rezando desesperadamente para que Diego Souza se recupere até lá .

Veja o que rolou de bom no clássico do Pacaembu:


Despeço-me da nobre ferocidade que nos acompanha com o petardo do Interpol – Pioneer To The Falls.

Cheers,

Do Populacho! - Fim do Tabu - outra visão!

Foto do Lancenet.com

Dia de clássico dos clássicos. Corinthians e Palmeiras, mais um na história. A vitória do Timão acabou com jejum de vitórias sobre o rival, e em pleno estádio do Pacaembú. O time escalado por Mano Menezes deu mostra do que estará em campo pela copa Libertadores da América e, é fato, não decepcionou. Até a expulsão de Roberto Carlos, aos 8 do primeiro tempo, o time apresentou belo rendimento. Com passes precisos e capaz de chegar à área adversária em pouco tempo o time alvinegro marcou logo no início, com Jorge Henrique, novamente monstro em campo, após cruzamento milimétrico de Tcheco. Após a expulsão se limitou a defender, sofrendo grande pressão do rival, mas manteve-se. E manteve-se assim até o fim do segundo tempo, quando o Palmeiras começou a cambalear pela dificuldade criativa.

Quanto à expulsão de RC, aconteceu depois da entrada de carrinho por trás. RC é velhaco dos gramados, experiente. Expulsão tola, que impediu que víssemos mais do sonhado time titular (sem Ronaldo, machucado), de Mano Menezes. Mas tudo que vem tem serventia. A pressão alviverde serviu para testar a defesa, que dá mostras de bom funcionamento com Willian e Chicão, bem como Ralf e Elias, que vem se entrosando a cada jogo. Confirmou que JH é titular e vem melhorando em cada partida, por seu vigor físico e capacidade de compor espaços preciosos quando está sem a bola, fora o fato de jogar em inúmeras posições. Mostrou a disposição de Danilo, camisa 10, que cobriu a lateral esquerda. Apontou a técnica de Ralf, volante, movido para a lateral esquerda para liberar Danilo.

Ao fim, foi uma vitória de garra. Se isso é o que propõe o Corinthians para a libertadores, podem dizer: que venha!

25 de jan. de 2010

Chazinho de Coca - Sortes e azares Palmeirenses.

Para sorte do palmeirense, Diego Souza e Cleiton Xavier iniciaram 2010 calibrados. Diego chegou ontem ao seu 4º gol no Paulistão 2010. Já Cleiton atingiu a 4ª assistência em jogadas de gol do time.


Para sorte do palmeirense, Muricy Ramalho está pensando em um time ofensivo na temporada, que tenha também, opção de jogadas pelas laterais – não só pelas laterais, como terminou 2009.

O esquema com 2 zagueiros ainda não encaixou devidamente, mas a perspectiva é boa.
Para azar do palmeirense, Armero iniciou 2010 como terminou 2009, péssimo. Parece que pego exageradamente no pé do colombiano, mas não é o caso. Ontem, com 1 jogador a menos, o Verdão vencia o Ituano por 3X1. Em falhas grotescas do lateral esquerdo, o time de Juninho Paulista conseguiu o empate com sabor de vitória. Deixando o gosto de derrota no paladar dos alviverdes. Muricy perdeu a paciência com o jogador. A torcida perdeu a dela desde 2009.
Para azar do palmeirense, Mauricio Ramos se machucou antes do início da temporada. Para sorte do palmeirense o bom zagueiro Leo foi contratado. Ontem, para azar do palmeirense, Leo sentiu a coxa antes do início da partida.
Para azar do palmeirense, a arbitragem anda errando aos montes contra o time. No 1º gol do Ituano houve impedimento clarissimo e parecidissimo com o que ocorreu no meio de semana contra o Grêmio (Barueri).
Em 2009, o azar de todos os azares do palmeirense foi a falta de qualificação do elenco, que não oferecia a Muricy, suplentes tão qualificados quanto os seus titulares.
No início de 2010 esse azar persiste.

Infelizmente não pude acompanhar devidamente o bom Palmeiras 3X3 Ituano. Vou deixá-los então com a análise calibradissima do amigo e feroz, Mauro Beting:
http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/

Palmeiras 3 x 3 Ituano - Visão de jogo
por Mauro Beting às 15:56h

Tudo é grande em Itu. Quase tudo foi enorme no Palestra. Um grande jogo num gramado que sofreu com a grande chuva em São Paulo. Uma grande frustração palmeirense com o resultado, apesar de momentos de boa atuação do time de Muricy.


O treinador gosta de ter tempo para treinar. Mas optou por treinar jogando o time titular. Até pelas carências no elenco que, no banco, para a criação e ataque, tinha apenas William, Daniel Lovinho e o calouro João Arthur. Pouco. Mas o time fez muito no primeiro tempo. Em cinco minutos, foram três chances. Até o intervalo, quando o time saiu aplaudido de campo, foram oito oportunidades (duas bolas no travessão). A última deu no único gol. Golaço de Diego Souza (o quarto no SP-10), em bela assistência de Cleiton Xavier (a quarta em 2010). Na sequência do melhor ataque do Ituano, que só não deu em gol porque havia Marcos na meta da piscina do Palestra.


A rigor, o gramado era um piscinão. A água emperrou o passe rápido do Palmeiras e facilitou o trabalho do Ituano no contragolpe. Faltou apenas uma melhor marcação da equipe do interior, que não soube travar a boa troca de posições entre Cleiton e Diego. O camisa sete palmeirense é quem mais se aproxima de Robert. Mas quase sempre sai da entrada da área para armar pela esquerda. Quando Cleiton entra por dentro, e Sacconi sai da direita, o esquema defensivo adversário se atrapalha.


Não tanto quanto a zaga palmeirense. A um minuto, Gualberto bobeou e, no bate-rebate, Juninho Paulista, em grande tarde, fez o dele. O Palmeiras respondeu perdendo mais quatro gols até Robert desempatar, de cabeça, no quinto passe para gol de Cleiton. O jogo parecia administrado até a infantilidade de Gualberto, que foi expulso aos 16. Deyvid Sacconi fez 3 a 1 aos 24, no sexto passe para gol de Cleiton. Uma bobeada do bom time de Itu, bem armado num 3-4-1-2.


Mas a zaga palmeirense era baixa com o recuo de Pierre, o fôlego ainda é curto, e o Ituano tem bom time. Que diminuiu aos 36, num bico de Armero que explodiu na cabeça de Danilo, e empatou aos 40, em outro bico despropositado de Armero, que foi o autor (pouco) intelectual do lance que deu no gol de Rodrigão. Se sou o árbitro, dou o gol contra, o segundo, para o colombiano – Danilo nada poderia fazer.


O Palmeiras ainda perderia mais chances. E saiu com a sensação de que perdeu dois pontos. E Muricy ainda não tem elenco do nível dos titulares.
Confira o que rolou de bacana na partida:
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Ao som bacanissimo do Magic Numbers - I see You, You see me:
Cheers,

22 de jan. de 2010

Do Populacho! - E que vontade!

Fonte foto: globoesporte.com


Sexta-feira, chuvinha na cidade de São Paulo.

Mas vamos falar de quarta à noite! A estreia de RC, mais conhecido como Roberto Carlos, o novo(?) lateral esquerdo do Corinthians, no jogo contra o Bragantino, pelo Paulistão 2010.

O jogador mostrou que, de fato, é craque. Joga muito. Clichês de lado, RC demonstrou vontade demais na partida, tanto que atingiu, em um carrinho após pique, os companheiros no banco de reservas. Não apresentou o melhor, que já vimos e aguardam os torcedores, é fato, mas já deu mostras do que é capaz (de fazer de novo).

Tanta vontade, no entanto, lhe renderam uma passagem de bola pelas costas, quando voltava para compor o sistema defensivo, o que resultou em gol do Braga. Levando-se em conta que o craque pouco subiu ao ataque poderia preocupar. Poderia ...mas não preocupa.

Há de se levar em consideração que esta foi a estréia, e não deve ser fácil estrear com aquele mundo de gente gritando seu nome, por mais experiente que seja. Não que isto abale tanto RC, vivido, rodado, que demonstrou em seu primeiro jogo a tão falada raça, a gana, vontade de mostrar à Fiel Torcida que "aqui tem mais um louco". Opa...essa frase é de outro...craque.

Ronaldo estreou sem muito brilho, apesar de ser Ronaldo. Pouco fez, nada marcou, mas é, com certeza, titular absoluto só pelo que representa em campo (e não estou falando de jogar com o nome, não). Dentro das 4 linhas R9 demanda muita correria e observação constante por parte dos adversários. Bem mostra quando pegou a bola na entrada da área e foi presenteado com três (não um, nem dois, mas três) marcadores do Braga e, não fosse a estréia, que implica em falta de ritmo e essas coisas, teria passado com um toque sutil, que acabou nas pernas de um dos (três) zagueiros.

Melhor, e este sim já estreou de verdade, foi Jorge Henrique (doravante referido como JH). Seguindo a linha do que foi falado pelos grandes comentaristas do esporte (mesmo porque não há como se contra-argumentar), o Voluntarioso JH se doou, como vem se doando a muito, para o esquema do treinador Mano Menezes.

JH assume o que seria a ponta direita, compõe o meio campo e as laterais, e assim foi quando RC foi substituído por boquita. Jogador de rara mobilidade tática no futebol. Pedra preciosa com quem o Timão 2010 pode contar, JH vem, o que é importantíssimo, observando e treinando fundamentos, como o chute que lhe rendeu um golaço na partida. E, melhor, é humilde. Não tem vergonha de ser sincero ao dizer que aprende com os grandes, bem como não se acanha em demonstrar sua felicidade por colher os frutos de seu esforço. Serve de exemplo para a nova geração (e à antiga também), para mostrar que treino, treino e treino não faz mal.

Garotada, deixem de lado os celulares, o glamour, e vam jogá bola, pô!

Sem mais...

Chazinho de Coca - Grêmio (Barueri) 2X2 Palmeiras.

Ao mesmo tempo em que acompanhava a partida entre Grêmio (ainda Barueri, mas que em breve será somente Grêmio) X Palmeiras, dei algumas “twittadas” acerca do jogo. Baseado nelas, tentarei desenhar o que vi na partida.

Para começo de conversa, o Palmeiras não voltou a apresentar o bom futebol da 1ª partida. Teve lampejos, sobretudo na segunda metade de cada tempo. Curiosamente ou não, sempre que esteve atrás do placar.

O setor defensivo alviverde tinha duas avenidas, cada uma delas nas costas de Armero e Figueroa. (@joaopaulotozo - O Muricy precisa acertar essa cobertura nas laterais. Tanto Armero quanto Figueroa se atiram ao ataque e deixam uma avenida nas costas.)

Início de temporada, pouco tempo de preparação, óbvio que falta ritmo, condicionamento. Então é necessário ser inteligente e não avançar os dois laterais ao mesmo tempo. Mas feito isso, o esquema com dois zagueiros falha. Danilo cobre um dos lados, enquanto Leo pega o outro. Sobrou um buraco na zaga, onde o Barueri fez a festa no começo do jogo. Onde também pintou o 1º gol dos mandantes. (@joaopaulotozo - O Armero é o típico caso de jogador com potencial,mas que deve ter passado por péssimas categorias de base. Não domina um fundamento sequer.)

O Barueri teve em Marcos Assunção o seu grande nome. Todo o jogo dos caras passava por ele. Além de suas venenosas cobranças de falta, muitas delas lembrando uma legítima “folha seca”. (@joaopaulotozo - Como que nenhum grande clube pensou no Marcos Assunção? Todo o jogo do Barueri passa por ele. Jogando muito e ainda tá com o pé calibrado.)

Diego Souza saia mais para o jogo, mas Cleiton Xavier ficou muito preso. Nisso o Palmeiras voltou a deflagrar a errada insistência nos cruzamentos, como em 2009. Ano passado era a cabeça de Love, agora é na de Robert. Cabeças diferentes, resultados (ou falta deles) iguais. Robert não pode ser o único referencial de ataque do time.

Para sorte verde, Deyvvid Sacconi estava ligado - Durante a semana o jovem meia disse que para carimbar sua presença no time titular, precisa não apenas jogar bem, como marcar gols – e como a bola chegava toda estragada no ataque, Sacconi resolveu arriscar de fora da área e, contando com o desvio no zagueiro, empatou o jogo. (@joaopaulotozo - E o Sacconi é muito bom de bola. Penso aqui se não é uma boa a negociação com o Douglas não vingar mesmo. Sobra espaço pro moleque.)

De fato, ele tem muita qualidade. Mas isso não faz desnecessária a qualificação do elenco, seja com Douglas ou com outro jogador de bom nível.

O 2º tempo começou com um Palmeiras ainda mais bagunçado, claramente fruto de um cansaço descomunal de alguns jogadores, principalmente de Figueroa.

Entretanto Diego Souza passou a ser mais agudo no jogo e aos 12 minutos largou Robert na cara do gol, mas o centroavante perdeu.

Na sequência Tadeu foi derrubado por Danilo na área, pênalti – Foi mesmo pênalti?

Veja que até aqui eu nem havia mencionado os dois possíveis pênaltis não marcados para o Palmeiras na 1ª etapa. Para mim não foram, nem em Robert e nem em Diego. (@joaopaulotozo - E o Paulo Cesar de Oliveira tá mandando bem pacas.Não foi pênalti no Robert,muito menos no Diego.Errou ao dar falta no Diego depois.Não foi.)

Mas se não foram aqueles, esse em Tadeu também não foi. O lance foi igual, a ação do marcador muito semelhante. Mas esse PC de Oliveira deu.

Na cobrança Tadeu mandou a bola na trave, na volta, imediatamente, muito mais rapidamente do que qualquer chance de algum jogador colocar Tadeu novamente em posição legal, a bola caiu nos pés de um jogador do Grêmio que vinha em direção ao gol. Tivesse esse jogador finalizado, seria Gol legal, mas ele rolou de volta para Tadeu, em completo, descarado e escancarado impedimento, que livre só rolou para o gol.

Lance do bandeira? De jeito nenhum. Na cobrança de pênalti o bandeira fica na linha de fundo, analisando a ação do goleiro. O lance é do árbitro e PC de Oliveira estava a meio metro da jogada. Se não viu foi por desatenção. Se viu e mesmo assim marcou foi ou por desconhecer a regra ou por sacanagem. Preferimos todos pensar na 1ª hipótese e eu, de fato, acredito nela.

Mas ao justificar o seu erro afirmando que havia sim dois jogadores do Palmeiras entre a bola e a linha do gol, ele denota sua clara incerteza acerca do que se sucedeu.

Erro crasso que apagou toda a sua boa atuação até ali.

A partir daí o Palmeias ficou ligado no jogo e Diego Souza chamou a responsabilidade. Aos 39 minutos, Cleiton Xavier colocou a bola na cabeça de Diego, que mandou no ângulo.

Valeu pelo poder de reação. Mas não se deve achar que está ótimo. O time carece de ataque e precisa urgentemente aprimorar a parte física ou então o esquema com dois zagueiros vai continuar dando dores de cabeça.

Veja os melhores momentos do jogo e o lance da discórdia:





Vou deixando a rapaziada feroz e esperta com um tirambaço sonoro do Ministry – Just One Fix

Cheers,

19 de jan. de 2010

Chazinho de Coca - A estréia do São Paulo em 2010 e o troca-troca entre Santos e SPFC.

Na derrota por 3X1 para a Lusa, na estréia do time em 2010, o São Paulo pode tirar algumas lições valiosas para o decorrer da temporada.

Jogar com dois zagueiros, por exemplo, na dá. André Dias é bom zagueiro, mas é lento. Miranda, que nem é tão lento assim, fica sobrecarregado. No jogo contra a Lusa era possível ver o zagueirão tendo que cobrir lado direito, esquerdo, tendo de dar bote na intermediária. Contra avantes velozes os dois ficam vendidos.

A única justificativa para a contratação de André Luis, ao meu modo de ver, é essa - utilizá-lo como “sobra”. Ricardo Gomes pode também recuar Rycharlisson para fazer a função.

A Lusa foi melhor e mereceu o resultado. Do tamanho que foi.

No 1º tempo o time do Canindé respeitou demais os donos da casa e foi nesse momento que o Sampa se aproveitou para criar suas melhores chances.

O pênalti perdido por Ceni foi muito mais uma baita defesa de Fábio do que qualquer outra coisa. Quem pode dizer que perdeu um gol feito foi Hernanes, no rebote da penalidade. O bichão estava livre, com o gol escancarado, mas mandou a pelota lá no Hubble.

O belo gol do re-estreante Marcelinho Paraíba parecia ter selado a vitória são paulina. Mas no 2º tempo só deu Lusa. Logo aos 9 minutos veio o empate – Henrique.

Aos 13 Rick fez pênalti em Fabrício. O ex são-paulino Marco Antônio não deu chances a Ceni.

Aos 19 minutos Dagoberto mostrou o mesmo destempero já demonstrado no BR09 e foi infantilmente expulso – Aliás a diretoria e mesmo o grupo são paulino estão P***S da vida com o jogador. Miranda tentou por panos quentes na coletiva, mas parece que a batata do atacante começou a ser assada lá pelos lados do Morumbi.

Daí em diante a Lusa só administrou o jogo e no finalzinho, em rápido contra-ataque Héverton recebeu livre e finalizou, definindo a bela estréia da Lusa em 2010.

O São Paulo tem um histórico de estréias desagradáveis, o que faz esse resultado não assustar tanto a torcida. Mas trata-se de um time novo, como uma nova forma de jogar, com a cara de Ricardo Gomes. Dois zagueiros o SPFC não está acostumado a ver desde as épocas de Cuca, ou seja, por volta de 4 anos.

A Libertadores começa dia 10/02. Será tempo suficiente para Gomes deixar a sua “cara” mais bonita?

Em tempo: O troca-troca entre Santos e São Paulo parece que vai rolar mesmo. Rodrigo Souto no Sampa e Arouca no Peixão. Gosto mais do futebol de Souto. Arouca foi bem no Fluminense, mas no São Paulo não disse a que veio.

Despeço-me do fiel feroz que nos acompanha com um petardo do Phoenix – Lasso


Cheers,

18 de jan. de 2010

Chazinho de Coca - As estréias de Verdão e Peixão na temporada 2010.

Viciados em futebol, o tormento chegou ao fim . A bola voltou a rolar redondissima pelos gramados do país.

Pelejas retomadas, perspectivas renovadas. Vamos falar um pouco das estréias de Verdão e Peixão, que começaram 2010 com seus respectivos pés direitos, conflitando com o péssimo encerramento da temporada 2009.

O Palmeiras fez a pazes com seu torcedor ou pelo menos tranqüilizou os ânimos que em 2009 estiveram acirrados.

O Verdão contou com as belas estréias do zagueiro Léo e do volante Márcio Araújo. Léo ainda anotou o 2º gol do Palmeiras, na goleada por 5X1 contra o Mogi - Mirim. Mas os destaques foram, como em 2009, a dupla Cleiton Xavier e Diego Souza. Cleiton marcou um de pênalti e participou de todos os outros gols. Já Diego marcou 2. O outro tento foi carimbado por Robert.

Alento para Muricy, que pode contar com a qualidade de ambos. Mas alerta também, já quem em 2009 o time caiu de produção exatamente quando não contava com um dos dois. Em 2010 Muricy quer qualificar o elenco para que, na falta de um deles, o nível do time não caia como na temporada passada.

Também como na temporada passada, o time atuou melhor na etapa onde esteve com 3 meias em campo – Diego, Cleiton e Deyvvid Sacconi. E Muriçoca já deu o recado – Em 2010 o time jogará com 2 zagueiros.

Como eu já disse N vezes, o time do Palmeiras é muito bom, o que precisa é qualificar o elenco. Parece que isso está sendo feito na medida certa.

Confira o que de mais maroto rolou na peleja alviverde:


O Santos chutou de lado a desconfiança de todos. Sem nenhuma contratação bombástica, o Peixão apostou no retorno do eterno ídolo Giovanni e na esperança de que ele possa fazer, na Vila, o que Pet fez na Gávea.

Respeito muito o craque de idade avançada, mas para mim, o êxito santista na temporada passa muito mas pelos de pés de Paulo Henrique Ganso e Neymar. Se as duas promessas da baixada explodirem como todos esperam, o Peixão pode ter uma temporada redentora.

A 1ª impressão foi da melhores. Com Giovanni entrando só no 2º tempo, coube a ambos ditarem o ritmo do jogo. Com mando de campo “invertido” - já que o Rio Branco abriu mão do mando e jogou no Pacaembu - o Santos não deu trela para a zica se instalar.

Ganso e Neymar marcaram 2 cada e o Peixe goleou o Rio Branco por 4X0.

Aos 12 da 2ª etapa, Dorival Jr mandou Giovanni a campo. Aos 19 o “Messias” da Vila já deu o recado – “ainda sabe tratar muito bem a criança” – ele recebeu a bola dentro da área e se livrou da marcação de dois adversários, achando Ganso livre para anotar um dos gols da partida.

Siga o que de mais bacana aconteceu no cotejo santista:


Se a 1ª impressão é a que fica...

Despeço-me da nobreza com a pancada sonora do Skinny Puppy – Assimilate

Cheers,