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8 de dez. de 2010

FUTECORE - DOIS MIL E DEZ EM PRETO E BRANCO



Texto: Leandro A. C. Rosa

Afastado por indisciplina? Deficiência técnica? Negociado com os Emirados Árabes? Em meio a boatos fundados, o Futecore retorna ao gramado verdinho do FEROZES FUTEBOL CLUBE falando sobre o desfecho do BR 2010, sobre Elias, Adriano, Libertadores e um tiquinho de carimbó.

A minha esperança de ser campeão durou pouco, amigos. Ao ouvir à transmissão do jogo Corinthians e Vasco pela rádio, em uma agradabilíssima pousada em Boracéia, pulei na piscina de manto sagrado e bêbado como um Gambá, ao saber que o Dinei do SEP metera um petardo no Tricolor das Laranjeiras, transformando o Timão no virtual campeão brasileiro outra vez. Mas era bom demais pra ser verdade, e tal como garrafas e copos d'àgua voadoras, nossas ilusões caíram por terra. Que porcaria.

Eu não vou falar de mala branca, eu não vou falar de entregada, tudo muito feio, tudo muito chato.

A semana passou como um tornado por mim, e aterrissei em Porto Alegre no domingo.
Eu, que não havia conseguido tempo para entrar no clima de decisão durante a semana, me deparei com uma legião de Gremistas fanáticos, fossem organizadas em direção ao Olímpico, funcionários do hotel onde fiquei ou concorrentes da vaga de emprego que me levara até lá.

Lembrei do último COR x GRE, no Pacaembu. Goláço de Douglas, VTNC, Douglas.
Pensei como a disputa por pontos corridos é legal, como o Campeonato Brasileiro é fantástico e equilibrado. Chegamos a última rodada com uma diferença de um ponto entre os três primeiros colocados. UM PONTO! Se Bruno Cézar houvesse convertido aquele pênalti contra o Grêmio, se tívessemos ganho algum jogo que empatamos, empatado outro em que perdemos. E o Cruzeiro pode dizer o mesmo. Detalhes que viram lances capitais, que decidem campeonatos, anos inteiros. Por essas e outras que amamos o futebol, meus caros. Por isso ele é uma metáfora para a vida, disse alguém.

Detalhes que fizeram com que eu e outros colegas fôssemos aprovados para a segunda fase da seletiva. E após extenuantes entrevistas e dinâmicas de grupo, finalmente pude curtir minha Patrícia (a cerveja) e assistir ao final do primeiro tempo de Fluminense 0 x 0 Guarani. Contagiado pela alegria e otimismo, vislumbrei novamente a possibilidade da conquista do título pelo Coringão!

O Flu jogava mal, estava muito nervoso, como esperado. O Guarani dava a impressão de conseguir segurar o empate, quem sabe fazer um golzinho? O Timão empatava com o Goiás B, mas para mim era questão de tempo para a virada heróica e definitiva.

Bom, todos sabem como terminou. Um gol de Emerson, o Fluminense de Muricy e Conca foi MERECIDAMENTE CAMPEÃO BRASILEIRO de 2010. Parabéns a um time regular, que soube superar os desfalques e que havia sido campeão pela última vez quando este escriba era apresentado ao planeta terra (não o festival). Tava na hora, hein pó-de-arroz.

Ano passado comemorei nas ruas do Leblon o penta rubro-negro com meus amigos flamenguistas. Esse ano, em um passeio as margens do Rio Guaíba, na bela POA ouvia-se rojões comemorando a (difícil) classificação do Grêmio a Copa Libertadores. Acho que sou pé-quente.

Ao Corinthians, sobrou um melancólico terceiro lugar e a obrigação de ganhar um mata-mata complicado para se garantir na competição sul-americana, em um grupo mais complicado ainda.


RETROSPECTIVA: Apesar do insucesso deste ano em relação a títulos, acho o saldo do centenário muito positivo. As ações de marketing foram em sua maioria muito bem sacadas, a festa do centenário foi um sucesso, a construção do CT Joaquim Grava, o anúncio da construção do nosso estádio e sua escolha à abertura da Copa do Mundo, tudo isso colaborou para a retomada definitiva do Orgulho Corinthiano, um sentimento que faz a torcida do SCCP ser diferente das demais. Afinal, somos a torcida que tem um clube, certo?

Dentro de campo também houve afirmação. A base montada Andrés Sanches, Antônio Carlos Zago e Mano Menezes em 2008, foi campeã com sobras da série B e finalista da Copa do Brasil. Em 2009, com peças de mais qualidade, o Timão foi Campeão Paulista de forma invicta e Campeão da Copa do Brasil. Por conta disso, jogou o BR 2009 com desleixo e terminou no 10º lugar.

Em 2010, apesar de ter contratado muitos reforços, o grupo se mostrou inferior ao de 2009. O time sentiu a falta de André Santos, Cristian e Douglas, e Ronaldo não consegui encontrar a boa forma do ano passado. Dos jogadores que vieram, vingaram Ralf, Jucilei e Roberto Carlos, esse último na minha opinião apenas parcialmente, assim como Danilo.
Bruno Cézar veio no segundo semestre e fez um grande campeonato, sendo eleito revelação. Júlio César se firmou. Tcheco, Iarley, Souza, Defederico, Edu e principalmente o técnico Adílson Batista se mostraram apostas erradas da diretoria. Ainda sim, o teve 100% de aproveitamento na primeira fase da Libertadores, e brigou pelo título do BR 2010 até a última rodada. o Corinhians hoje é um time respeitado e até odiado pelos rivais. Ótimo sinal.


2011- Os que se vão:
William se aposentou, e apesar de contestado, sou fã do nosso capitão nos últimos três anos. Figura ímpar no futebol brasileiro, articulado, inteligente e fã de Chico Buarque. Apesar da sua notória lentidão, tinha ótimo senso de posicionamento e era bom na bola aérea também. Acho que Paulo André pode substítui-lo à altura, mas sua liderança tranquila fará falta. Valeu Capita!

Elias, porém será a falta mais sentida. Hoje jogador de seleção, chegou ao Pq. São Jorge em 2008 e foi um dos pilares do time. Corinthiano roxo, honrou a camisa do Timão com muita raça e entrega. Mas também muita técnica, mostrada em jogadas rápidas e gols decisivos. Não acho que Paulinho possa ser um substituto à altura, aliás são poucos no futebol que exercem a função de Elias com tamanha competência, roubando a bola e conduzindo-a ao campo de ataque com extrema rapidez, e ainda chegando para tabelar e concluir. Boa sorte Elias, o Timão será sempre a sua casa.

Os dispensáveis, para mim, são:

Edu e Souza - altos salários, pouca produtividade.

Iarley - apesar de ter ajudado com uns golzinhos, e sempre demostrar raça, seu
declínio técnico é evidente. Não tem mais bola pra jogar no Timão.

Moacir: Macumbacir, galinha preta do nordeste, esse é zicado mesmo. Sai zica!

Defederico: apesar de ainda achar que ele deveria ter uma sequência de jogos pra provar sua ruindade, se for mesmo envolvido em um possível troca, adiós DVD.

A campanha #maiorquetudoisso. Mais sobre isso na ótima coluna do Caio Maia:


Mario Gobbi: só vai ser presidente um dia que tiver um besouro fumando maconha no meu olho. Opa, peraí...

2011 - Os que voltam:

Morais: Melhor que o Defederico. Bom banco.

Edno: Parece que recuperou um pouco do seu futebol no Botafogo. Também pode ser útil.

Marcelo Oliveira: Esse não deveria ter saído. Bom como volante, ótimo como lateral esquerdo. Bom banco pro RC, e futuro titular.

Éverton Ribeiro: Foi o 10 do São Caetano e não fez feio. Joga também na ala esquerda. Boa opção, tem futuro.

Bruno Otávio: Campeão em 2005 e primo do Ronaldo (goleiro). Pode ser banco do Ralf, mas não faço questão.

William Morais: Na verdade esse subiu da base esse ano e até fez gol, mas acho que deveriam ser dadas mais chances pra esse meia de 1,88m. Pareceu ser habilidoso e ter visão de jogo. Olho nele.

2011 - Os que podem vir:

Ronaldo: Se estiver em forma, sem lesões, será o maior reforço do futebol brasileiro. Torço pra isso, não só pelo Corinthians, mas porque o Fenômeno merece fazer sua última temporada digna de sua história no futebol.

Adriano: Pois é, parece que a coisa é séria. Se vier, treinar e pôr a cabeça no lugar, minha nossa senhora. Se Ronaldo estiver em forma também, já pode dar a Liberta 2011 pra gente.

Marcinho: Tite manda trazer seu ex-jogador do Qatar, eu mando ele se catar. Independente de ter feito bons jogos por Atlético-MG e Flamengo, não quero um mal-caráter desses no Timão. Vagabunda da turma do Bruno, que fazia festinha e batia em puta? Aqui não.

Cristian: Se voltar, vai ser muito bom. Imagino um meio campo com ele e Ralf, dando mais liberdade para o Jucilei. Também fez gols, na sua boa passagem por aqui. Será bem vindo de volta.

Formica: Não conheço picas, mas se for trocar pelo DVDerico, pode vir. Tenho até slogan: Formica, pior que tá não fica.


AMIGOS, é isso, peço desculpas pela ausência e pelo loooooongo post de hoje, mas espero ter compensado. E vamô que vamô!

Pra terminar, homenagem merecida. Valeu boca-torta!

7 de dez. de 2010

CHAZINHO DE COCA - CARTA DE UM AMIGO TRICOLOR

João Paulo,

Lendo seu texto me veio à cabeça um filme, daqueles épicos. Tudo começou em 2009 após aquela arrancada magnífica, de um time que ficará marcado para sempre como "time de guerreiros". Pode ser uma alcunha de quem apenas é esforçado e não se tem técnica para ganhar os jogos, mas não, apenas é uma forma de mexer com o brio daqueles jogadores que tanto sofreram, apenas uma forma de dizer que sem garra não se vai a lugar algum e depois de 26 anos chegamos. São caras que jamais irão ser esquecidos pelos torcedores que tanto comeram o pão que o diabo amassou.

Chorei a Libertadores. Chorei também em silêncio na Sulamericana, mas hoje eu choro, de uma emoção enorme, de uma felicidade, pois “quem espera sempre alcança" e alcançamos.

Mas lembrando que tudo começou ano passado, naquela virada fenomenal, onde pouquíssimos acreditavam, apenas aqueles que sofreram em silêncio.

Hoje fez 1 ano daquela batalha em Curitiba. Hoje faz 1 dia após a tremenda conquista do campeonato brasileiro. Pois é, ser tricolor é sofrer com gosto, é sentir marcas profundas num céu tão alto.

Assim se faz Fluminense, aquele clube que me orgulha pelos feitos, que me fez virar cidadão e saber exatamente o que é a palavra amor.


Obrigado pela homenagem, pelo reconhecimento e principalmente, por saber que este clube, este que ganhou o título nacional ontem, figura entre os grandes, porque ele nasceu assim, ficou num profundo coma, mas jamais deixou de ser gigante!


Abraços e saudações tricolores

Roberto Borati. 1970/1984/2010.
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Resposta:

Bob meu velho, sem palavras. Quem agradece aqui sou eu. O que fiz foi pouco perto da significância que sei que essa conquista tem pra você e os seus iguais. Torcemos por agremiações distintas, com histórias distintas, mas que co-existem, se completam e tornam o futebol brasileiro essa coisa fantástica e cheia de cores.

Parabéns e obrigado,

6 de dez. de 2010

CHAZINHO DE COCA - TRÊS CORES QUE TRADUZEM TRADIÇÃO

Salve o querido pavilhão,
Das três cores que traduzem tradição.

Passaram-se 26 anos sem que as 3 cores que tanta tradição carregam não davam o tom do país.

O torcedor do flu teve nesse tempo todo que conviver com situações as quais não são inerentes as grandes instituições do nosso futebol.

Os rivais sabem que reside alí, naqueles rebaixamentos para a 2ª e depois 3ª divisão, a ferida aberta do tricolor. A virada de mesa que levou (e lesou) o Fluminense de volta ao posto de onde ele não deveria jamais ter saído, mas que uma vez fora, deveria ter sido retomado por méritos do campo e não por deméritos morais dos que o "conduziam". Então os rivais apertam, rasgam, inflamam o ferimento que por tempos pareceu não ter cicatrização.

Os mesmos que terão que agora reverenciar o Flu como o melhor do Brasil. A cicatriz está fechada. Ao menos por enquanto.

O verde, branco e grená são as cores do Brasil desde ontem. Desde o 05 de dezembro de 2010 que jamais sairá das memórias do seu torcedor. Como aquele 24 de maio de 1984.

Não como nos tristes episódios de sobe e desce. Da volta insalubre que agora contrasta com o doce sabor da vitória legítima. Da vitória nos campos. Dos pés e cabeças do melhor de todos. Da cabeça de um comandante que de tão bom carater, disse não a uma seleção que já foi do Brasil, mas que hoje tem dono e que certamente não é tipo de gente a qual ele queira chamar de chefe. Muricy disse não a seleção para no final do ano ser campeão. Campeão com o Flu. Pelo Flu.

Deixo aqui com rasas palavras, mas com o prazer de dedicá-las a quem merece, os parabéns ao torcedor do clube que tem o 2º hino mais bonito do futebol. E que teve na figura do mito Nelson Rodrigues a máxima que eleva ao máximo o orgulho e a honra dessa gente. Já dizia o gênio:

"O Fluminense é o único time Tricolor do mundo. O resto são só times de três cores.



Post dedicado a Roberto Boratti. Tricolor de tradição, de coração, do Pavilhão.

16 de nov. de 2010

POST IT - A ARBITRAGEM EM QUESTÃO. CORINTHIANS, FLUMINENSE, CRUZEIRO.



Acerca da nervosa rodada do final de semana do BR10, escalei os ferozes que me acompanham em minha página no Facebook e perguntei:

Estive fora e alheio a tudo o que aconteceu na rodada do final de semana do BR10. Diz a boca pequena que houve assalto no Pacaembu, confere? Favorecendo a quem? No RJ o Fluminense amarelou? Contem, Ferozes.

Seguem as devidas interações.

Roberto Borati assalto foi pouco o que aconteceu no paca, oras, quem seria o beneficiado com o décimo nono pênalti a seu favor no BR10? e o flu deu mole, mas ainda está na briga!

João Paulo Tozo hahahaha. caceta, preciso ver os lances.

João Paulo Tozo Velho, to vendo aqui o pênalti no Ronaldo. Sendo isento. Acho que eu marcaria tbm. Bichão não visa bola. Ele vai direto nas costas do Gordo.Preciso agora ver o do Cruzeiro.

Roberto Borati cara, discordo, aquilo não foi pênalti....para mim um encontrão normal como acontece em vários e vários lances...e teve um pênalti clamoroso para o cruzeiro, além dos "impedimentos"

Roberto Borati raposa foi operada

João Paulo Tozo não vi ainda esse do cruzeiro. mas do Corinthians não acho que foi encontrão não. o gordo tava de costas e subiu pra cabecear a bola. o zé mané do cruzeiro, por inocência ou não, sobe de cabeça encolhida, o que mata a idéia de que ele sobe pra disputar a bola no alto. Mas ao mesmo tempo ele vai de encontro às costas do Gordo. Dai se ele faz cena ou não, não sei.

Roberto Borati essa arbitragem tá foda, 19 pênaltis para o Corinthians, todos muito suspeitos.

Rene Luis Crema CPI do Brasileirão JA!

João Paulo Tozo ‎2 lances de pênaltis no Tiago Ribeiro do CRU. O 1º que o JC sai com os pés e "pega" o atacante, não foi. O 2º, que o JC sai com as mãos, foi. Claríssimo.

Roberto Borati pois é, cara....esse campeonato tá perdendo a graça...a vitória vai jogar contra o Corinthians e principalmente contra terceiros...

Rogério Real alguém aqui é cruzeirense?

Rene Luis Crema ‎#2005feelings

João Paulo Tozo o que muda isso, Real?

Rogério Real
é que a galera que ta cornetando nem assistiu ao jogo, nem torce pro cruzeiro, nem nada... porra, o mano só visou o corpo do gordo. só. dentro da área? pênalti e bem marcado e melhor ainda convertido. pq ninguém fala da incompetência dos atacantes do cruzeiro que não concluíram em gol, 2 oportunidades CLARAS de gol? preferem denegrir o Corinthians, que nada teve a ver com isso!Ver mais

João Paulo Tozo real, o Borati é fluminense. e nem acho que precise estar envolvido para se ter opinião formada.
eu acho que foi pênalti no gordo. como foi tbm, claríssimo, no Tiago ribeiro. simples. o do Corinthians foi dado. o do cruzeiro não.

Roberto Borati denegrir o que, cara? o Corinthians está sendo beneficiado, isso é FATO!

Rogério Real Borati, teu atacante é o Washington. não tem moral pra reclamar...

Rogério Real Tozo, é isso. Não se tem o que falar. O fator jogar em casa tem dessas vantagens. quem souber tirar proveito, tira!E sem contar que o goleirão falou o canto pro Ronaldo bater.

Roberto Borati pois é, um pena não ter um apito amigo no fluminense, não é mesmo?

Rene Luis Crema Ele tem razão, Washington é um argumento foda, hauahauhauahauahauhauaha

João Paulo Tozo Real, não acho uma justificativa plausível esse papo de "tirar vantagem por jogar em casa". prefiro o merecimento técnico ao merecimento na malandragem.

Roberto Borati assino embaixo, Rene.

Rogério Real kkkk chororo... kkkko teu time empata com um time rebaixado e vc me vem falar de apito amigo? e a competência, onde fica? rs. era obrigação ganhar ontem... e não ganhou! ai vem falar de apito e bla bla bla? Chorão, kkk

Roberto Borati assino embaixo, João!

Roberto Borati chorão não, até porque não sou botafoguense...bicho, o flu deu mole e aí? ao menos tenho orgulho de não ser ajudado pelo apito amigo, já você, né.....

Rene Luis Crema Calma Borati, ta certo que o curinthia é um time suspeito, mas o seu tb não é santo não hein, rsrs >D

Roberto Borati cara, aí vamos ter muito a conversar....se está se referindo a João Havelange, lembre-se que temos que botar na conta do Corinthians....afinal, lembra do caso ivens mendes? pois é...."timão" e patético paranaense....

Rene Luis Crema isso vai longe

Roberto Borati sim, vamos marcar um botecão quando eu chegar ae! vamos fazer uma mesa redonda feroz ?

Rene Luis Crema mas coommmm certeza!

Rogério Real
tozo, se for por merecimento técnico, então pode entregar a taça pro Coringão! Qual time ta jogando melhor nesse campeonato?E no jogo em questão, um empate seria injusto pq ambas as equipes jogaram muito. Se o cruzeiro ganhasse, não iria ficar puto da vida. Vi o jogo. Iria vir aqui e falar: Mereceu! ponto.Ver mais

Roberto Borati o Corinthians melhor time? não concordo nem um pouco....o fluminense também não acho, se for por questão puramente técnica é óbvio que o cruzeiro do cuca levaria, mas sabe como é...apitos....

João Paulo Tozo
Flu e Cor merecem mais que os outros, Real. Mas não vejo um melhor que o outro. E não entendo seu ponto de vista. Se Cor e Cru jogaram igualmente muito, então o empate seria sim o mais justo, oras. Não vi o jogo. Vi lances. Pelos lances,... o Cruzeiro teve mais chances. Mas não cravo merecimento de um ou de outro.

Thiago Cappi não foi pênalti no Ron Aldo, nem pro flu, a torcida do flu mais atrapalhou que ajudou, time nervoso, segue o jogo, semana que vem decidi o campeonato acho.

Roberto Borati cara, o que atrapalhou foi aquele estádio...ele é muito esquisito...a torcida foi ontem, estive lá no meu lugar de sempre, na visão fifa 94, concordo com o Muricy quando diz que é muito estranho terem tirado o maracanã do flu nesse campeonato, até porque sabemos como está sendo tão rápidas essas obras para a copa....

Rene Luis Crema Alias, já podemos dizer que essa será a maior copa de todos os tempos ?rs

Roberto Borati ô! podemos dizer que termos um super time de Manaus para utilizar o moderno estádio?

Thiago Cappi Deu pra sentir o time ansioso, se fosse um jogo da décima quinta rodada tinham levado. eu to torcendo pro Flu e acho que o Vitoria lá não vai ser fácil pro coríntia.

Rene Luis Crema O Grande Yanomami Futebol Clube!

Roberto Borati também acho que não será, mas o time de Sampa tem um amigão.....

O que acham os demais ferozes que acompanham a discussão agora aqui no Ferozes FC?

8 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - DEU CORINTHIANS NO CLÁSSICO




Texto: João Paulo Tozo

Do alto de toda a isenção que a situação me propiciava, às 17:00 horário de Brasília me sentei diante da TV para acompanhar ao clássico São Paulo X Corinthians.

Surpresa só no narrador escolhido pela detentora dos direitos de transmissão dos jogos – Milton Leite. Milton é hoje, ao lado de João Palomino e Paulo Andrade, ambos da ESPN Brasil, o melhor narrador esportivo de televisão no país. Bacana, gostei.

Encerraram-se aí as surpresas. Em campo o aguardado aconteceu.

O São Paulo que por pouca coisa poderia brigar nesse BR10, tornou-se agora praticamente mais um dos muitos “espectadores” do campeonato. As chances existem, mas são remotas.

Mais remotas ainda pelo futebol tricolor ao longo de toda a temporada. A hegemonia exercida nos últimos 7 anos acabou. Daquele time, só a figura ainda imponente de Rogério Ceni.

O meio campo são paulino carece de alguém pensante. Que até poderia ser Jorge Vagner, mas é por vezes do ainda inconstante Lucas. Quando o garoto não consegue ser decisivo, a acefalia mostra-se presente. Fernandão é só uma sombra do ótimo jogador que já foi. Ricardo Oliveira está mais preocupado em reclamar de passes de letra dados pelo adversário e que resultam em gol, do que tentar ele fazer o mesmo. Dagoberto briga, tenta e continua tentando. Sozinho pouco pode fazer.

Contra um Corinthians quase completo é muito pouco.

Completo não, com um jogador a menos. Ronaldo merece meu respeito pelo histórico, mas hoje mais atrapalha o esquema do que ajuda.

Ainda assim deu Corinthians e com sobras. Elias e Jucilei estão sobrando e cobrem a “ausência” de Ronaldo em campo.

Alessandro, que não vinha bem, ontem teve atuação tática importante. Resignou- se muitas vezes a fazer a cobertura para as subidas de Elias e Bruno Cesar. Por ali o São Paulo pouca coisa fez.

Digo isso há tempos. O time do Corinthians é muito forte. Falta elenco, faltam peças de reposição. E isso ficou muito claro no momento conturbado do time sem vitórias, com futebol pífio. Mas com a volta de todos complica e é difícil batê-los.

Ao São Paulo sobra o papel de “fiel da balança”. Pega ainda o Fluminense, o principal rival corintiano ao título. Sem ter pelo que brigar no ano, pode se dar “ao luxo” de demandar “pouca atenção” ao jogo. Não acredito em entregas de jogos. Mas que a volúpia não é a mesma não é. E nem se pode esperar o contrário.

A Copa do Brasil em 2011 pode servir para o SP rever seus conceitos, seus sobressaltos, seu elenco.

Ao Corinthians resta a opção de vencer e torcer muito contra o Fluminense, que como ele voltou a se acostumar com as vitórias.

Cheers,

5 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - SULAMERICANA É O OBJETIVO


Texto: João Paulo Tozo

Enquanto o Palmeiras sonha com o retorno do meia Alex para a temporada 2011, na atual temporada o time praticamente despediu-se das chances de brigar pela vaga na próxima Libertadores através do Brasileirão.

Sejamos francos. Mesmo que vencesse ontem e chegasse aos 50 pontos, a classificação dentro do G3 já era bem pouco provável. Mesmo que matematicamente ainda possa acontecer. O G4 é hipotético e é exatamente pela possibilidade dele próprio colocar essa 4ª vaga no bolso através da Sulamericana, onde, por outro lado, tem todas as chances e é apontado como favorito (ou um deles). Então Felipão já deu o recado: Vai poupar jogadores contra o Guarani já na próxima rodada.

Que assim seja!

Na partida de ontem pelo Brasileirão, um 1º tempo muito bom. Incrível como Palmeiras e Atlético PR sempre encaixam bons jogos, sobretudo na Arena.

Mas as deficiências de elenco de ambos já eram flagrantes.

Sem Kleber e Valdívia, Felipão mandou Lincoln na armação e apostou na dupla Luan e Tadeu – muito pouco para um time como o Palmeiras. Mas na base da empolgação e nas boas tramas pelo meio o time chegava.

Mas perigo mesmo quem levou foi o Furacão. Só que aí a grande fase de Deola foi mais uma vez notória. O goleiraço, que começa a pavimentar a sua possível longa trajetória como titular alviverde, só foi vencido quando Nieto acertou um canudo, no ângulo e dentro da pequena área, já nos minutos finais da partida. Antes os donos da casa haviam tentado todo tipo de disparo, mas sem sucesso contra o ótimo sucessor de São Marcos.

Antes, ainda na 1ª etapa, o juiz Wallace Nascimento e os auxiliares Dibert Pedrosa e Fabiano Silva tiveram tempo suficiente para voltar a dar razão as reclamação do planeta bola em relação ao péssimo e lamentável momento da arbitragem nacional. 1º com gol de Tadeu mal anulado e depois com um de Paulo Baier, também muitíssimo mal anulado.

Afastá-los como fizeram com o arbitro de Cruzeiro e São Paulo vai adiantar? Vai nada!

No lugar entra outro com as mesmas deficiências. A mudança tem que acontecer lá em cima, em quem manda e forma esses árbitros. Mas lá ninguém é suspenso.

Voltando ao jogo e já ao 2º tempo. A impressão foi de que só os donos da casa acreditavam na possibilidade de ainda brigar por algo na competição. De fato, para eles, só sobrou a remota esperança via BR10.

Mas o Verdão voltou apático. Lincoln mostrou sua recorrente omissão, enquanto Luan e Tadeu tropeçavam nas próprias pernas. Sem faltas cometidas próximas da área atleticana para um possível petardo certeiro de Assunção, o time de Felipão sucumbiu a pressão quase que por osmose do Atlético e não fosse pela fase fantástica de Deola e pela dura marcação da natureza em cima, principalmente de Iván González, e o placar poderia ter sido mais elástico pelo que foi a 2ª etapa.

Com Valdívia e Kleber em campo o Palmeiras é outro. É aquele que encaixou uma sequencia de 9 jogos de invencibilidade. Agora pode contar com o retorno de Everthon, que bem ou mal é muito superior a Luan, por exemplo.

Que Felipão deixe de lado o entrevero com a imprensa e foque todas as ações do time na Sulamericana. Discussãozinha com imprensa é coisa de Dunga e do time da CBF. E nós sabemos bem no que isso deu. Felipão sabe também. Mestre que é, saberá dar ao time a característica brigadora que uma competição mata-mata como a Sulamericana necessita ter.

Que venha a Sulamericana e a vaga à Libertadores através dela.

Vou me despedindo do feroz que me acompanha ao som do Muse - Undisclosed Desire:


CONVITE: Acesse a rádio web da Universidade Cidade de São Paulo e ouça o podcast do Programa Ferozes Futebol Clube. A 26ª edição já está disponível. Eu e meus comparsas comentamos as rodadas do futebol na cia das boas sonoridades. Lembrando que o Programa vai ao ar toda segunda-feira, às 20:00, AO VIVO. Acompanhe pelo link:
http://comunicacidade.unicid.br/radiotape_ferozes.htm

Adicionem-me no twitter e vamos trocar boas idéias sobre futebol, música e cultura útil e inútil:
http://twitter.com/joaopaulotozo

Cheers

14 de out. de 2010

CHAZINHO DE COCA - SOBRE RIVAIS, REVIVALS E A QUEDA DO CORINTHIANS


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Lancenet


Com 29 rodadas já disputadas, o Campeonato Brasileiro mostra a deterioração de um time que vinha sendo apontado por muitos como favorito ao título. E não por acaso. Essa situação foi adquirida em campo, com boas atuações e destaques individuais com nível de seleção. Vide seus dois jogadores convocados e a iminência de outros serem chamados.

Mas com 29 rodadas e restando somente 9 para o término da competição, o que era certo, passa a ser duvidoso, para não dizer tenebroso.

Liderança. Vaga no G3 da Libertadores. Tudo isso passou a ficar ameaçado desde o declínio técnico, além claro, dos inúmeros desfalques que vem se acumulando. Sem falar da deficiência no elenco, que não possui peças de reposição em condição de suprir a ausência dos titulares.

É amigo, para quem acha que estou descrevendo a situação do Corinthians no BR10, saiba que a história acima citada passou-se em 2009 e o protagonista dela foi o Palmeiras.

Com uma pequena diferença. Na 29ª rodada do BR09 o Palmeiras era líder com 54 pontos e 5 de vantagem sobre o São Paulo, então vice-líder. Hoje o Corinthians é “apenas“ o 3º colocado com 49 pontos, somente 2 a mais que o Internacional.

Pior que isso é a crise que se instalou no clube desde a saída de Mano Menezes para assumir a seleção. Adilson Batista chegou e desandou um time que vinha caminhando muito bem e foi demitido – ainda acho que precipitadamente. As opções naturais para preencher a vaga não aceitaram o convite (até o encerramento dessa coluna). O interino estreou levando de dois do Vasco – lucro, tendo em vista o volume de jogo dos cariocas e a ausência corintiana em campo.

Não é possível enxergar nesse time condição de mudar drasticamente esse cenário em tão pouco tempo restante para o final do BR10. Mais ainda pelo fato de os times que vem logo atrás estarem em momento técnico bem superior ao do Corinthians. O próprio Palmeiras, que parece ter aprendido a lição, começa a reagir ainda em um momento que pode lhe propiciar brigar na parte de cima do campeonato. Isso sem falar do Santos, que sobe a cada rodada e já é o 5º colocado, apenas 4 pontos atrás do Corinthians.

Todo o resto da história é quase um revival de 2009. O Verdão tinha Diego Souza e Cleiton Xavier na seleção brasileira e mais cinco desfalques entre contundidos e suspensos. Levou de 3X0 do Náutico, nos Aflitos e demarcou ali a mais surpreendente decadência técnica de uma equipe favoritíssima ao título. Ao menos até o BR09.

Resta saber se o restante dessa história irá se repetir. O Palmeiras chegou à última rodada de 2009 ainda sonhando com título, mas acabou fora até da Libertadores, causando uma crise técnica e interna que se arrastou até recentemente.

A queda do Corinthians dá-se praticamente no mesmo momento do campeonato. Mas ao contrário do maior rival na temporada passada, o alvinegro não tem a chamada “gordurinha” para queimar.

Tendo em vista o atual momento, mais ainda após a péssima partida de ontem, pode-se dizer que o Corinthians tem sorte por estar onde está ou encontrar o BR10 em sua reta final. Tivesse ainda mais rodadas e a briga do time seria outra e bem mais ingrata.

8 de out. de 2010

CHAZINHO DE COCA - PALMEIRAS ATROPELA O AVAÍ E PINTA DE VERDE OS RETROVISORES ALHEIOS.




Texto: João Paulo Tozo

Imagem: Tom Dib (p/ o lancenet)


O Palmeiras vinha de 4 jogos de invencibilidade, obtendo três vitórias e um empate, este fora de casa, no clássico contra o Santos.

Fora de casa também vinham acontecendo os melhores resultados do time. Alguém se lembra da última derrota do Verdão fora de seus domínios? Pois eu refresco a memória do amigo feroz – Foi contra o Avaí, na estréia – em campo - de Felipão no Palmeiras – 4X2 para os donos da casa e uma boa atuação de Rivaldo, que lhe credenciou a vir vestir a camisa do Palmeiras.

Ou seja, meu camarada, o Palmeiras está a um turno inteiro sem perder como visitante. Uma campanha digna do que? De campeão. Sim. E que não me venham com cara feia, pois isso nada mais é do que uma reação de seu organismo a necessidade de ingerir alimentos. Grato.

O que fazia com que o time permanecesse na 2ª metade da tabela de classificação?

“Sapo enterrado”, “A bruxa do 71”, “zica corintiana – os caras ficam agourando nosso time, pô”

Chegaram a dizer que Felipão estava ultrapassado. Que Valdívia não vale o investimento. Ih, rapaz, cada absurdo.

Um time de futebol não se faz do dia para a noite. Nenhum comandante consegue dar liga às suas peças num passe de mágicas. Mais ainda quando elas chegam a prazo. Mas uma hora, vira.

Se quatro eram os jogos de invencibilidade. Quatro eram também o tanto de partidas sem vitória no Pacaembu. Eram...

Felipão vem acertando o time de trás para frente. E faz certo. O sistema defensivo do Verdão vem há tempos sofrendo poucos gols. O apagão aéreo de outrora já não atormenta mais.

O acerto no meio campo levou tempo. Mas na mesma medida em que o futebol de Valdívia cresce, o rendimento do time também salta em qualidade. Ainda que com três volantes – não é o esquema que nos enche os olhos, mas para um time que ainda padece de acerto, funciona bem.

Se pouco sofria gols, os mesmos não eram depositados na conta do ataque. Kleber, isolado taticamente (e tecnicamente), recebia só tijolos para arredondar. Isso antes de Valdívia entrar efetivamente no time.

Os 4X1 aplicados ontem contra o Avaí sugerem um jogo fácil. Não no 1º tempo, onde o Avaí teve as melhores chances de gol, sendo atraído ao ataque pelo exageradamente defensivo esquema armado – ou aplicado – na 1ª etapa.

Rivaldo, o mesmo que fez bonito – pelo Avaí - na última derrota Verde fora de casa, não pode ser titular de um time que pode contar com Lincoln. Talvez seja minha única ressalva as escolhas de Felipão.

Mas se não deu no coletivo, deu no individual. Deu no diferencial. O Avaí não o tem. O Palmeiras sim. Tem o chileno Valdívia, que achou um gol de cabeça, de costas, com seu metro e meio de altura, em meio a 417 beques catarinenses.

O primeiro gol do Mago em seu retorno ao time. Era só o começo.

O gol aumentou o ritmo do time, mas curiosamente foi nesse período que o Avaí chegou a seu gol – em impedimento – lance difícil, mas “apitável” – difícil, como todo bandeirinha e arbitro deve saber antes de escolher a profissão - e é só para isso que eles lá estão, mas ainda assim erram em demasia.

E então veio a 2ª etapa e com ela o diferencial predominou, arrebentou com o jogo.

Quando Valdívia chegou ao Palmeiras, em 2006, sua maior deficiência era o arremate a gol. Parece que os anos lhe endireitaram o pé.

Logo aos 4 minutos ele dominou na intermediária, cortou fácil o zagueiro e emendou um petardo, no ângulo esquerdo do Avaí. Um golaço! Arrisco-me a dizer que o mais bonito de seus 26 gols pelo Palmeiras.

Na sequencia outro lance polêmico. Esse um lance nada “apitável”.

Rivaldo entrou na área, cortou pela direita e caiu – sozinho – não foi pênalti. Ou foi o tipo de pênalti que só a juizada brasileira apita.

Se foi compensatório ou não, pouco sei. O que sei é que Kleber cobrou displicentemente e errou – “Ótimo! Grande goleiro! cheio de méritos!

Se esse era o lance para fazer o Avaí ressurgir, o tal do Zé Carlos tratou de afundar o Titanic catarinense ainda mais.

Após a defesa, o figura foi até Kleber e o agrediu. Sem maiores motivos, sem nenhum tipo de explicação. Uma situação patética. Mais ainda por ter o Avaí em seu banco de reservas o ótimo goleiro Renan, que já foi inclusive convocado para a seleção do Mano.

Patacoadas à parte, o juiz acertou uma - Aleluia! - expulsou o fanfarrão e anotou nova penalidade. Dessa vez Kleber não deu vacilo e marcou.

Em uma noite onde tudo deu certo, até Gabriel Silva arriscou seu petardo de fora da área e marcou outro golaço na noite estrelada do Palmeiras.

O Avaí que venceu no 1º turno por 4X2, tomou o revés no 2º por 4X1. Fosse mata-mata e o Verdão estaria classificado (#sulamericanafeelings).

Sulamericana que continua sendo o canal ideal para o Palmeiras chegar a Libertadores do ano que vem.

A.I.N.D.A que o crescimento do time no BR10 salte aos olhos de qualquer um.

Acabou a zica do Pacaembu e o que resta são as 5 partidas de invencibilidade, sendo quatro delas vitórias. Resta analisar que com 42 pontos ganhos, restam ainda 30 em disputa e 10 de diferença para o líder do campeonato.

Aliás, líder e vice-líder que vem tropeçando tudo o que podem e estacionaram em suas pontuações.

Ainda que o discurso de Felipão seja o de ter os pés no chão, no que ele está coberto de razão, a subida do Palmeiras já começa a esverdear o retrovisor do pessoal da frente.

Barbas de molho? Sinal vermelho aceso?

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Por falar em sinal vermelho, o feroz que nos acompanha também deve vir acompanhado de bom gosto musical, creio eu. Então vou deixá-los na Cia agradabilíssima de Siouxsie & The Banshees com a minha predileta deles: Red Light:


CONVITE: Acesse a rádio web da Universidade Cidade de São Paulo e ouça o podcast do Programa Ferozes Futebol Clube. A 24ª edição, que rolou na última segunda-feira, já está disponível. Eu e meus comparsas comentamos a rodada do final de semana ao som de muita boa música. Lembrando que o Programa vai ao ar toda segunda-feira, às 20:00, AO VIVO. Acompanhe pelo link:
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Cheers,

30 de set. de 2010

CHAZINHO DE COCA - PROFº ASSUNÇÃO DÁ AULA SOBRE COBRANÇAS DE FALTA E O PALMEIRAS SOBE.


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Tom Dib (p/ o Lancenet)


“Quando a falta é de muito longe, tem de bater forte. Busco fazer a bola quicar perto do goleiro. Se ele pegar a chance de dar rebote é grande”.

E tem mais.

“A chuteira tem de estar certinha, bem amarrada, o meião bem posto. O bico da bola fica virado para o gramado”.

Dicas de como se cobrar faltas, dadas por um cara que faz do Palmeiras o time com a bola parada mais eficaz do futebol brasileiro. De um cara que determinou mais um excelente resultado do ascendente Palmeiras no BR10 e dessa vez em casa, contra um dos candidatos ao título.

Os 2X0 demonstram o bom futebol do Verdão contra o Inter, mas não retrata a dificuldade que foi a partida. Tanto que as duas primeiras oportunidades de gol foram dos visitantes.

Mas além de Assunção, Valdívia e Tinga começam a encaixar seus jogos no meio campo. As antes retangulares bolas que Kleber recebia no ataque começaram a ficar arredondadas. A aproximação do meia chileno no camisa 30 tornou o time ofensivamente muito mais eficaz. A prova disso foi o aumento significativo dos gols do time. Contra o Inter foi a 3ª vitória consecutiva, com 6 gols marcados e só 1 tomado.

Os gols foram de Assunção, ambos em cobranças de falta. Mas um dos lances mais sensacionais da partida mostra o que afirmo acima.

Partindo com bola dominada em meio a 6 marcadores do Inter, Valdívia fez grande jogada, passou por todos e ainda viu Kleber abrir sozinho, sem marcação. Rolou a bola para o atacante, que completamente livre, perdeu gol feito. Tipo da jogada que não acontecia no “antigo” Palmeiras, que vivia praticamente de um “bumba-meu-boi” sem organização alguma.

O problema nunca foi a zaga. Parece que não é mais o ataque.

Enquanto isso Tinga mostrava o futebol que o tornou objeto de desejo de muitas grandes equipes do futebol brasileiro. Aplicou chapéu, deu rolinhos, armou belas jogadas e talvez explique a razão de Felipão ainda não achar ser a hora de Lincoln jogar ao lado de Valdívia.

Com 38 pontos o Palmeiras chega a 8ª colocação no BR10. Sábado enfrenta o Santos, 7º colocado com os mesmos 38 pontos, a frente por ter uma partida a menos e duas vitórias a mais. Se mantiver o bom momento e voltar a vencer, o Verdão pesca mais essa colocação de um rival direto.

Voar mais alto nesse BR10 é possível, mas antes é preciso cortar as asas daqueles que já voam acima das cabeças alviverdes. A distância ainda é grande. Para o G3 são 9 pontos. Só que mais do que pensar nesse Brasileirão, as boas partidas do Palmeiras devem animar o torcedor para a Copa Sulamericana, onde o time tem toda a condição de obter o sonhado êxito.

Despeço-me do camarada que me acompanha com o petardo musical do dia. Dinosaur Jr – Over It:


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26 de set. de 2010

CHAZINHO DE COCA - VERDÃO TEM CAMPANHA DE CAMPEÃO – FORA DE CASA.

Texto: João Paulo Tozo

Foto: Paulo Sérgio (p/ o Lancenet)

A campanha do Palmeiras em jogos fora de seus domínios é de time que briga pelo título. Em casa a campanha não é nada boa.

Nos últimos anos, quando o time ainda atuava no Palestra Italia, a piada corrente era a de que um sapo havia sido enterrado no Jardim Suspenso. Sem o Palestra, o sapo deve ter sido transferido para o Pacaembu, onde alguns sugerem ser mais do que sapo, mas zica mandada pelo mandante mais costumeiro do estádio público.

Seja lá o que for, essa escrita vem sendo mantida na íntegra nesse BR10. Em uma campanha de altos e baixos, os altos costumam acontecer fora, os baixos em casa. Não por acaso a 1ª sequencia de duas vitórias do Verdão no BR10 veio justamente quando o time fez dois jogos fora de casa. O segundo deles contra o Flamengo, algoz alviverde no 1º turno, já no Pacaembu.

A expectativa era a de ver pela 1ª vez o trio Valdívia, Kleber e Lincoln em campo.Entretanto Felipão, receoso com o retorno recente de Lincoln aos treinamentos, mandou apenas os dois primeiros no time titular. Tinga e Marcos Assunção completaram o meio campo Verde.

Estranhamente os rubro-negros deixaram o chileno verde livre. O que não foi nada inteligente. O camisa 10 comandou todas as ações ofensivas do Palmeiras e cansou de deixar Kleber em condições de marcar.

Com 30 minutos o Verdão já vencia por 2X0, dois gols de Kleber, em duas jogadas de Valdívia. Aos 45 o mesmo Kleber poderia ter fechado a conta ao perder o 3º gol cara a cara com Marcelo Lomba.

O rubro-negro que vem sobrevivendo da inspiração de Leo Moura, sucumbiu a marcação forte que o lateral direito recebeu. O meio campo em jornada pífia, nada produziu.

Na 2ª etapa Silas mandou Corrêa na vaga de Toró para dar um pouco de cérebro ao time. Mas foi muito pouco. O Palmeiras parecia atuar em casa.

Valdívia armou outra grande jogada com Vitor e ainda apareceu na área para receber o cruzamento e quase marcar de cabeça.

Sem grandes esforços, o Palmeiras passou a viver dos contra-ataques cedidos pelo Flamengo. Silas tentou Petkovic e jogou um pouco de luz a escuridão técnica flamenguista. Num afobado abafa o Flamengo conseguiu um pênalti. Pet diminuiu. Aos 34 minutos.

Aos 35 Valdívia deu lugar a Lincoln – não foi dessa vez que a torcida viu a dupla de criação atuando .

O afobado Flamengo continuou permitindo ao time verde matar o jogo a qualquer momento. O que aconteceu aos 44, com Lincoln.

Longe de ser brilhante, o Palmeiras foi frio e atuou com inteligência. Valdívia e Kleber funcionaram muito bem e agora podem ganhar a qualidade de Lincoln, que deve assumir a titularidade.

Quem me acompanha no blog FFC, no Esporte Interativo ou no Programa Ferozes Futebol Clube as segundas, sabe minha opinião sobre a campanha pouco condizente com a qualidade do time do Palmeiras. Pode não ser um timaço, como nenhum no BR10 é, mas tem condições de brigar na parte de cima da tabela.

Mas para isso precisa parar de atuar como mandante só na casa do adversário. Se conseguir esse equilíbrio, a torcida pode sim sonhar com vôos mais altos nesse BR10.

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Gostam de David Bowie? A despedida musical de hoje é uma das obras do velho Mestre. Vos deixo na Cia agradabilíssima de David Bowie, com Heroes:

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20 de set. de 2010

CHAZINHO DE COCA - CHOQUE SEM REIS

No pior choque-rei que assisti na vida, um raro momento de beleza na festa da torcida com os times perfilados antes do triste espetaculo.


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Miguel Schincariol (p/o Lancenet)

Em um jogo indigno de ser chamado de clássico, mais ainda de Choque-Rei, o São Paulo foi menos horroroso que o Palmeiras e aproveitou dois lances de consciência em meio a uma centena de troços que sequer podemos chamar de futebol.

Em um jogo de 447 volantes, as reduzidas esperanças de bom jogo residiam em dois meias que destoam de toda a mediocridade presente – Valdívia do lado verde e Lucas do tricolor.

Sorte do São Paulo que o garoto já vem em bom momento há alguns jogos, enquanto o chileno ainda não se reencontrou em seu retorno ao Palmeiras.

O jogo resumiu-se a isso. Dois gols. Dois gols do São Paulo.

Cabe citar a impressionante capacidade do árbitro José Henrique de Carvalho em marcar faltas em qualquer respiração mais pesada do marcador no cangote do jogador marcado. Quem espirrou em campo correu sério risco de ser advertido com cartão. O jogo de baixíssimo nível técnico teve sim forte influência da fraquíssima arbitragem. E não é questão de prejudicar A ou B, mas sim o jogo como um todo.

Houve sim exagero na expulsão de Felipão. É cada vez mais clara a intenção de certas figuras de nossa arbitragem em se promover em cima de nomes de peso, como Felipão. Talvez seja uma autodefesa para desviar o foco da incapacidade dessas figuras.

Voltando ao campo “de jogo”, tanto Palmeiras como São Paulo deram mais uma demonstração de que nesse BR10 suas condições residem em suas atuais posições mesmo. Salvo alguma improvável arrancada nas rodadas vindouras e ambos deverão manter-se no meio da tabela até o seu final.

Meio que remete a médio, que é o que são os dois times – em questão de qualidade – médios. Nada mais do que isso.

Em Brasileirões foi a 9ª vitoria tricolor no clássico, contra 16 vitórias verdes. Em jogos no Pacaembu, o São Paulo não vencia o Palmeiras há 13 anos.

Dados que não maximizam êxito e nem minimizam derrota. São dados que servem para encher uma lingüiça quase sem recheio. Dados para dar um pouco de luz a um clássico sem brilho algum.
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Despeço-me do camarada que me acompanha com um petardo do Pulp – Bar Italia:

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16 de set. de 2010

CHAZINHO DE COCA - FELIPÃO CONTINUA INVICTO CONTRA O GRÊMIO.


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Ricardo Rimoli (p/ o Lancenet)


Felipão não retornava ao Olímpico desde 2000, quando ainda treinava o Cruzeiro. Voltou hoje, no dia em que o Grêmio comemorou 107 anos de existência.

No estádio gremista Felipão tem história. Multicampeão pelo tricolor gaúcho, virou ídolo com a conquista da Libertadores de 1995. Gremista de coração, Scolari foi hoje recebido pela torcida da casa como ídolo que é. E como técnico rival, que também é, Felipão acertou a mão na armação de seu Palmeiras, o clube que ele escolheu gostar depois de passagem também vitoriosa, onde também conquistou uma Libertadores.

No Olímpico, o Palmeiras de Felipão não tomou conhecimento da festa e da pressão dos gremistas. Parece também ter dado uma bica nos fundilhos da crise que vinha rondando e já quase se instalando pelos lados alviverdes.

O esquema foi o mesmo, com 4 volantes no meio campo. Kleber e Everthon bem abertos no ataque. Parece que atuar assim fora de casa funciona. Sobretudo contra um adversário que estava em festa e que não podia decepcionar seu torcedor. O ferrolho Verde anulou as investidas de Souza , Douglas e cia.

Marcos Assunção que vive momento de graça com seu pé calibrado, meteu mais um petardo indefensável, dessa vez para o ótimo Vitor.

Na base do contra-ataque o Verdão poderia ter ampliado ainda no 1º tempo. Mas o aproveitamento do ataque ainda deixou a desejar.

O início de 2º tempo que poderia ser de lamentação pelo 3º amarelo de Kleber e que o tirou do clássico de domingo contra o São Paulo, passou a euforia quando Assunção, sempre ele, colocou a bola na cabeça de Everthon, que dessa vez não perdeu o gol feito.

Valdívia entrou no lugar de Everthon e Pierre entrou na vaga de Tinga para fechar ainda mais o meio-campo. A vitória estava praticamente assegurada.

Mesmo o gol do Grêmio não diminuiu a boa atuação do Palmeiras. Cabe agora ponderar se esse é mesmo o esquema ideal para esse time de Felipão, ou se adaptar o esquema para partidas em casa é uma saída.

Domingo contra o Vasco o time atuou com 3 atacantes e nada criou. Pode ser que a postura dos jogadores – os mesmos do último domingo - tenha sido outra hoje.

O que não pode mais é o time ter medo de atuar em casa e desabrochar fora. O clássico contra o São Paulo é mando verde e vencer significa efetivamente um novo e bom momento no campeonato. Um revés traz de volta a desconfiança.

É hora do Palmeiras decidir de quer viver de cravo ou de ferradura. Por hora, a vitória contra o Grêmio deve ser sim muito comemorada.

OBS: Felipão, que deixou o Olímpico fazendo juras de amor ao Grêmio, deu mais um presente de grego ao tricolor dos pampas. Dirigindo o Verdão, essa foi a 4ª partida de Felipão contra o Grêmio, e nunca saiu derrotado. Em casa um 5X0 e um 6X1 e no Olímpico um 1X1 e agora esse 2X1.
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Vou me despedindo dos camaradas que me acompanham por aqui com um clássico oitentista do Soft Cell – Torch:

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Cheers,

13 de set. de 2010

CHAZINHO DE COCA - KLEBER, VALDÍVIA…..E SÓ.




Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Ari Ferreira (p/ o Lancenet)

Adianta lamentar ao final de cada rodada e lembrar de que há jogadores atuando como titulares e que não tem, ou pelo menos não estão, em condições de defender o Palmeiras?

Que Valdívia, apesar de estar fora de forma, ainda não estar em plenas condições de desempenhar todo o seu jogo, ainda assim é MUITO superior aos que ocupam hoje a posição de titular que deveria ser sua?

E que um Kleber só não faz verão?

Mais do que tudo isso, é triste pensar em termos de time e elenco. Não é o melhor do BR10? Não é.

Mas é pior do que, por exemplo, ao do Botafogo? Não é também.

Então porque o Botafogo está firme no G4 e faz grande campanha e o Palmeiras patina num universo de incontáveis e insossos empates?

O Botafogo tem em seu elenco jogadores que até pouco tempo eram odiados pela torcida, mas que hoje recuperaram prestígio e o moral do time.

O Palmeiras também tem esses jogadores que não geram empatia no torcedor. Podemos enumerá-los até: Luan, Everthon, Rivaldo, Vitor.

Luan foi destaque no São Caetano, saiu cedo do país e voltou como esperança de velocidade no ataque. Mas no ataque teoricamente com 3 atacantes que Felipão armou ontem, ele foi uma camisa vagando pelo gramado. Sem vibração, sem atitude, fugindo do jogo.

Vítor vem de duas excelentes temporadas onde foi eleito o melhor lateral direito do país. Sabe jogar. Mas estranhamente no Palmeiras é omisso em sua faixa de campo. Não faz aproximação dos meias, não trabalha jogadas de ultrapassagem e ainda deixa sempre uma avenida as suas costas

Rivaldo é uma incógnita. Veio do Avaí após atuação contra o próprio Palmeiras e que encheu os olhos de Felipão.

Sinceramente, nem naquela partida em que o Avaí venceu o Verdão por 4X2 eu vi esse futebol todo que encantou Scolari. E no Palmeiras vem sendo de uma inutilidade ímpar. Espero que me faça pedir desculpas. Mas até aqui, de Rivaldo, esse Rivaldo não faz por merecer nem o nome.

Felipão havia encontrado uma boa formação quando mandava o time com um falso esquema de 3 zagueiros, sendo Fabrício um lateral esquerdo quando atacava, mas que compunha muito bem o tripé defensivo quando o time se defendia.

Não é da posição? E daí. Os que de fato são estão em fase medíocre. Não entendi até hoje a razão da alteração de Scolari.

Kleber, que não é centroavante, não tem altura de para centroavante, mas que reúne não só condições técnicas, mas boa vontade para surtir mais efeito do que peças efetivamente d setor, vem tentando do jeito que dá. Tentando arredondar bolas quadradas que recebe.

O Palmeiras teve 15 minutos de bom futebol. Os 15 primeiros minutos do 2º tempo. Exatamente quando Valdívia entrou no jogo. E então triangulações começaram a acontecer e até Everthon apareceu para o jogo. Parecia que o gol iria sair. Só que mais uma vez o o torcedor estava fadado a acompanhar um tenebroso empate sem gols.

11º empate do time.

Dá vontade de comentar novamente que se metade disso fossem vitórias, ainda que o resto fossem derrotas, o time estaria brigando pelo G4. Mas ser redundante não é muito a minha cara.

Por sorte o Vasco da Gama é o Vasco do atacante Nunes. Por sorte também o sistema defensivo alviverde não tem sido o problema. Então vamos de empates, empates e empates.
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Para aliviar mais essa dor de cabeça dos camaradas palestrinos, vos deixo com um petardo sonoro do Oasis – Morning Glory

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9 de set. de 2010

CHAZINHO DE COCA - O 10º EMPATE DO PALMEIRAS.



Texto: João Paulo Tozo


O Vitória foi mais um empate no caminho palmeirense no BR10. Mais um, em meio a 10. DEZ empates em 20 jogos. Metade da participação do Palmeiras no BR10, de empates.

Não é o time dos sonhos? Não é.

É time para brigar na metade debaixo da tabela? Não é também.

Precisa jogar sempre com 3 zagueiros e volantes?

Olhando pelo jogo de hoje, sobretudo pelo de hoje, a impressão é de que não.

Um 1º tempo burro, para não dizer outra coisa. Maus tratos em relação a bola dignos de prisão por agressão. Tamanho o desespero em se desfazer daquela que deveria ser o objeto de desejo da boleirada.

Alguém precisa avisar o Felipão de que o Valdívia, esteja 5% e com uma das pernas amarradas, joga mais do que qualquer um dos que ele vem escalando no meio campo.

A mesma pessoa pega e avisa ao Rivaldo de que de Rivaldo ele só tem o nome.

O Vitória não é nenhuma maravilha, longe disso. Mas tem Ramon, que chama o jogo, que não tem medo da bola e que torna, muitas vezes, o frágil ataque do Vitória em um ataque muito mais letal do que, por exemplo, o do Palmeiras.

Diferente do Rivaldo, o genérico. Com ele a bola pega fogo. A bola tem espinhos. A bola é perdida e não há conseqüente combate para seu resgate.

No intervalo Felipão entrou com Valdívia no lugar de Pierre e Tadeu no de Luan.

A simples presença de Valdívia, que prende a bola, buscas as melhores opções e que pensa o jogo, já tornou o Palmeiras mais perigoso.

Kleber enfim ganhou a companhia qualificada que lhe faltou em todo o 1º tempo. Com isso o Palmeiras passou a trabalhar as jogadas próximo da área do adversário e deixou de ter a troca de passe acéfala no meio campo.

Ainda assim, o 10º empate do Verdão só veio graças a presença de Viafara no gol, que mais uma vez falhou feio e entregou a Tadeu o gol feito.

O Palmeiras é o time que mais empatou no BR10. Se desses 10 empates, pelo menos 5 deles fossem vitórias, ainda que o restante fosse convertido em derrotas, hoje o time teria 35 pontos e estaria brigando cabeça a cabeça pela ponta do campeonato.

Felipão pegou o bonde andando no BR10. Boa parte do elenco não se dedica como de um profissional se espera. Estão longe de ter a entrega do Kleber. Há também os problemas nos atrasos dos direitos de imagem, enfim. Há uma série de problemas que ajudam no momento negativo do time.

Mas pensar ofensivamente os 90 minutos ao invés de ter de correr atrás do resultado tendo apenas 45 minutos para fazê-lo, as vezes pode transformar a busca pelo empate na busca pelo gol da vitória.

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Para esfriar a cabeça dos amigos alviverdes que nos acompanham, deixo a dica musical de hoje: Lobão – Noite e Dia:

http://www.youtube.com/watch?v=AXD5xOYW8N4

Cheers


16 de ago. de 2010

CHAZINHO DE COCA - O RETORNO DO PALMEIRAS “FELIPÔNICO”.


Texto João Paulo Tozo
Imagem: Ari Ferreira (p/ o Lancenet!)

O torcedor alviverde pode até ver seu time ser eliminado da Copa Sulamericana na quinta-feira, mas certamente terá absorvido pela captação de suas retinas o Palmeiras guerreiro e de busca incessante pelo êxito. Verá em campo o Palmeiras de Felipão.

A apatia que abate o time há anos foi uma parda recordação na partida de sábado contra o Atlético PR.

Ainda que tenha aberto o placar logo de cara, houve o tempero dramático típico dos épicos “felipônicos, quando Tadeu foi infantilmente expulso logo no início da 2ª etapa.

Houve as alterações prometidas por Felipão – Pierre, Vitor e Everthon foram sacados. Fabrício, Marcos Assunção e Luan entraram. Desses, Fabrício e Assunção foram destaques. Luan, ainda cru, deu lugar a Everthon, que entrou com a faca entre os dentes e mostrou postura diferente da que vinha desempenhando nas últimas partidas.

Um 3-5-2 que virava 4-4-2 quando Fabrício caia pela esquerda e Araujo postava-se à direita.

Ao invés de 4 volantes como no 1º jogo contra o Vitória, o time entrou com Tinga na armação. Assunção e Rivaldo variando as subidas e melhorando consideravelmente o abastecimento do ataque. A dupla de frente, entretanto, não esteve bem.

Dos pés de Tinga saiu o cruzamento na medida para a “bicuda” de cabeça de Danilo – jogador símbolo desse novo Palmeiras de Felipão.

Saiu também dos pés de Tinga o passe perfeito para o gol –em posição de impedimento- de Everthon.

Friso o “impedimento”, pois mesmo no êxito o atacante mostrou a sua costumeira ansiedade.

Entretanto finalizou como se deve, como se espera de um atacante de bom nível como é o seu caso.

E teve Felipão expulso.

É ou não é um cenário típico dos épicos protagonizados pelo treinador e sua trupe de jogadores guerreiros?

É bom o amigo palmeirense preparar a alma e coração para quinta-feira.

Apatia e corpo mole deixam de fazer parte dos ingredientes desse caldo alviverde. Em sés lugares entram brio e determinação. Finalizando com a qualidade que esse time tem sim e que já demonstrou que pode unir o útil (brio e raça) ao agradável (técnica).

Despeço-me do amigo que nos acompanha ao som do mestre Miles Davis com Nuit Sur Les Champs – Élysées (take 2)
http://www.youtube.com/watch?v=DvG1y84enbo

Cheers,

9 de ago. de 2010

Chazinho de Coca - Verdão não encontra o “pequeno detalhe” e mais uma vez fica só no empate.


Texto: João Paulo Tozo
Foto: G1


Lincoln foi um dos nomes do jogo contra o Corinthians no clássico da semana anterior. Coube a ele fazer a ligação entre meio e ataque.

Ontem Lincoln não esteve em campo contra o Goiás. O Palmeiras teve enormes dificuldades para fazer a bola chegar a Kleber e Everthon. Ainda que Márcio Araujo possa fazer essa função, não é sua principal virtude.

Tinga e Marcos Assunção poderiam fazê-la, mas estes começaram no banco. Então coube ao Verdão pressionar as saídas de bola do Goiás.

12 minutos da 1ª etapa, Kleber – sempre ele – roubou a bola próximo a área adversária. Everthon pegou o rebote e acertou um petardo de fora da área. Belo gol que coroava a superioridade palmeirense.

O Goiás, que não faz boa campanha, sentiu o gol e perdeu-se em campo. Chances para matar o jogo começaram a aparecer ao Palmeiras. Como contra o rival da semana anterior, como contra o Botafogo, enfim, como vê sendo de praxe. Como de praxe o time não foi eficiente no ataque. Como de praxe Everthon voltou a insistir em ficar impedido.

Ao final da 1ª etapa, vendo que Palmeiras não conseguia agredir como deveria, apesar de mandar em campo, o Goiás saiu de seu campo de defesa e passou a pressionar. Deola começou a aparecer e não por acaso acabou sendo o melhor do time.

Vitor ganhou destaque no cenário da bola por sua vocação ofensiva em sua faixa de campo. Foi por isso que ele foi contratado, mas não é isso que ele vem fazendo. Sua timidez tem prejudicado o jogo por aquele lado. Não foi a toa que contra o Corinthians o lado esquerdo esteve mais forte, sobretudo quando Marcio Araujo encostou em Armero.

Felipão pediu, insistiu, mas Vitor permitiu-se ficar preso e por isso foi sacado para dar lugar a Marcos Assunção, já aos 16 da 2ª etapa.

Oras, se é para ter um lado direito burocrático, que a burocracia aconteça com alguém que detenha melhor passe, coisa que faltou muito ao Verdão.

Neste momento do jogo o Goiás já era melhor em campo. Romerito e Felipe davam o tom forte ao agora rápido ataque rival.

Felipão tentou tirar seu ataque do impedimento e mandou Luan no lugar de Everthon. A estréia do rápido atacante não foi suficientemente boa para dar luz ao apagão ofensivo que se abateu no time.

Aparentemente o 1X0 era goleada para o Palmeiras e o recuo tornou-se irritantemente evidente. Mais ainda quando Kleber deu lugar a Tinga.

Tinga tinha mesmo que entrar e ajudar o time a sair daquela situação de antifutebol. Apesar de ter ganho notoriedade na Ponte atuando como 2º volante, Tinga é meia de ofício e poderia ter feito o papel do contundido Lincoln. Só que agora ele armaria jogo para quem? Luan, que fazia sua estréia e não havia entrado bem?

Ainda assim, apesar de todo o absurdo recuo palmeirense, o Goiás padecia de sua incapacidade técnica e tropeçava nas próprias chances. O empate só poderia mesmo sair em falha palmeirense. E ela veio, como um castigo dos deuses da bola ao time que pratica o antifutebol, quando não necessita fazê-lo. Vide a Holanda na final da Copa.

Cruzamento na área, falha de todo sistema defensivo, gol “contra” de Assunção.

Depois o time resolveu atacar. Mas restando 2 minutos? Teve todo e toda a condição para buscar o 2º gol. Não era na base do desespero que iria conseguir.

Felipão disse que ao longo da semana que só faltava um “pequeno detalhe” para o time vencer seus jogos.

O detalhe deve ser tão pequeno que o time não consegue encontrá-lo.

Baixas:

Kleber está fora das próximas 3 partidas do Verdão. As duas contra o Vitória pela Sulamericana, já que a Conmebol lhe aplicou dois jogos de suspensão, ainda pela expulsão na Libertadores quando atuava pelo Cruzeiro. E do jogo contra o Atlético PR, pelo 3º amarelo recebido ontem.

Lincoln e Marcos ainda se recuperam de suas lesões. Acho que para o jogo de quarta-feira pela Sulamericana nenhum dos dois atua.

Valdivia, que finalmente assinou contrato, deve ter condições de jogo só em 20 dias. Palavras de Felipão.

Logo é bom o time ter todo o zelo com essas duas partidas eliminatórias pela competição Sulamericana. Já que no BR10, pelo menos por enquanto, a disputa de título está bem distante.


Despeço-me dos nobres ferozes que nos visita com um petardo do Muse – Feeling Good:



Cheers,

2 de ago. de 2010

Chazinho de Coca - Palmeiras marca quatro gols, mas o clássico termina empatado em 1X1.



Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Eduardo Vianna (p/ o Lancenet!)

O Palmeiras marcou quatro vezes, o Corinthians uma. Dos quatros gols verdes, três estavam em posição de impedimento e foram corretamente anulados pela arbitragem. O único gol do Corinthians aconteceu também em impedimento, entretanto a arbitragem errou ao validar o tento.

Houve erros para um lado e para outro – pênalti em Kleber e pênalti de Armero, entre outros menores. Mas esses salientados logo acima foram determinantes para a igualdade no placar.

Vacilo só do juizão?

Não foi ele que, sozinho, conseguiu quase encher uma mão na contagem de impedimentos. Everthon foi o autor de dois dos três gols impedidos. Foi também o pior alviverde em campo.

Fosse ele pouca coisa mais esperto e teria notado a linha de impedimento, aguardado e guardado os dois gols legitimamente. Eram lances fáceis. E tivessem acontecido limpamente e hoje não haveria discussão sobre a merecida vitória do Palmeiras no derby. Os 3X1 seriam incontestáveis. Um pouco elástico, talvez. Mas se houve um time merecedor da vitória, esse time não foi o Corinthians.

Estréia de Adilson Batista no comando alvinegro. Primeiro clássico de Felipão em seu retorno ao alviverde. Ingredientes não faltaram para que o jogo fosse grande, como sempre deve ser. E tivemos sim um bom jogo.

Nitidamente um jogo dividido em quatro partes. A 1º de domínio alvinegro. As outras três com superioridade do Palmeiras. Não por acaso o gol do Timão saiu na parte que lhe coube de domínio no jogo. Os gols do Verdão – os invalidados e o validado - saíram no restante do jogo ou nas partes onde o time verde esteve superior.

Jorge Henrique, Alessandro e Bruno Cesar deram o ritmo ao Corinthians. Curiosamente, ou não, o Timão foi melhor enquanto Bruno Cesar esteve ligado no jogo, tanto que o gol saiu de jogada dele. Seu futebol desapareceu na medida em que Kleber Gladiador chamava a responsabilidade do jogo verde. Ele, sozinho, bagunçou todo o sistema defensivo do Corinthians, amarelou a dupla de zagueiros e abriu buracos na retaguarda corintiana e que não foram aproveitados, sobretudo por Everthon, que perdeu uma meia dúzia de gols.

Mas o jogo ficou mesmo favorável ao Verdão quando Felipão mexeu taticamente no time. Marcio Araujo, o melhor do jogo, saiu da direita e postou-se como 2º volante, quase como armador, encostando mais em Armero e tornando o lado esquerdo do Palmeiras forte. O time passou a variar as jogadas pelas duas pontas e pelo meio.

Depois ambos os treinadores fizeram alterações discutíveis.

Adilson sacou Bruno Cesar, que mesmo desligado, ainda era a grande esperança do Corinthians em sair do esquema armado por Felipão. Defederico entrou em seu lugar e nada produziu.

Scolari por sua vez sacou Lincoln, outro bom nome do jogo e mandou Tinga a campo. Tinga entrou bem, mas o time perdeu a ligação rápida entre meio campo e ataque. Everthon que vinha muito mal, estranhamente continuou em campo – e ausente do jogo.

A minha leitura do jogo é essa. O empate não foi uma monstruosidade de injustiça, longe disso. Mas se houvesse um vencedor esse teria de ser o Palmeiras.

Despeço-me da nobre ferocidade que nos acompanha, deixando todos na companhia mais do que sensacional dos Rolling Stones, com o petardo Street Fighting Man:


Cheers,

27 de jul. de 2010

Chazinho de Coca - O Valdivia voltou. Que os bons fiquem. Que os bons voltem.


“Parem as máquinas!”

Já diria o famoso apresentador e comentarista esportivo. O motivo é nobre, o motivo é válido, inclusive para o detentor da frase citada.

O Mago Valdívia voltou para o Palmeiras.

Aqui no Ferozes FC eu tento emitir minhas opiniões sempre no limite entre a isenção e a paixão. Uma questão não atrapalha a outra, mas caminham juntas.

Desde a lamentável saída do chileno em 2008 - muito em razão do antigo treinador, o mesmo que depois foi mandado embora do clube e que recentemente tentou melar a negociação entre Palmeiras e Valdivia – grande parte da imprensa especializada e os teóricos de mesa de boteco refutam e criticam a forma com que o camisa 10 foi vendido em 2008. “O valor não era grandes coisas”, “Perder um jogador como esse para um mercado tão irrisório?”.

Ou seja, perder Valdívia foi um péssimo negócio para o Palmeiras, concluíram os fantásticos detentores da razão no esporte. Então porque raios trazê-lo de volta agora passa a ser discutível?

A simples ânsia pela polêmica é o que motiva tão antagônicas análises sobre o mesmo assunto? Ou é o caso de ele ter escolhido o clube “errado”?

Ahhh, como não!

Não é mania de perseguição. Eu percebo essa diferença de boa vontade de parte da imprensa em relação a determinados clubes há tempos, mas nem por isso me apego a isso para usar o FFC como um canal de desabafo. Isso eu faço na mesa do bar.
Mas dessa vez a coisa ganhou alguns contornos bastante contraditórios. A verdade é que Valdívia é um baita de um jogador. Joga em qualquer time brasileiro. EM QUALQUER UM! Só que ele veio para o Palmeiras.

Então é justo que o amigo torcedor alviverde comemore sim. É a sua manifestação colocando os termos “Mago Valdivia” e Valdivia Voltou” entre os 10 assuntos mais comentados no mundo pelo twitter, é derrubando o site do Palmeiras com o tremendo número de acessos e aguardando a volta do bom futebol do chileno, que a “isenta” análise desses “cientistas da bola” virarão palavras ao vento.

“Quase 6 milhões de Euros por um jogador de 26 anos?”

E daí? Ainda bem que estão trazendo e não vendendo. Depois os mesmos vêm querer reclamar que os bons estão lá fora? Daí não vale mais, negão.

Time de futebol não é banco. Time de futebol precisa conquistar vitórias e títulos. Esses sim, acontecendo, irão render os lucros necessários para que o clube, seja ele qual for, possa montar bons elencos.

“O Valdívia não tem mercado no Manchester, no Barcelona, na Inter”.

Mas tem mercado no Palmeiras, tem mercado no Brasil. Tem mercado onde quer que seja necessário um meia de habilidade e precisão. Essa mania de achar que o que é bom tem de estar na Inglaterra, na Italia ou na Espanha é uma conversinha tacanha e retrograda.

Que os bons fiquem. Que os bons voltem.

Valdívia:



Cheers,

26 de jul. de 2010

Chazinho de Coca - O palmeirense começa a conjugar o verbo "planejar".


Texto: João Paulo Tozo
Foto: Jarbas de Oliveira (p/ o Lancenet!)


Quando Felipão diz que não se pode esperar que esse time do Palmeiras brigue pelo título do BR10, ele só fala a verdade.

O time ainda é bastante desequilibrado em seus setores. A ocupação de espaço é deficiente. Não a toa essa é uma das principais preocupações de Scolari nesse seu início de trabalho – organizar melhor as peças e com isso povoar de verde todos os espaços do campo.

O que não quer dizer que o time não vem melhorando. Taticamente já é bem visível a ação do trabalho do treinador. Individualmente o ataque ganhou muita força com Kleber, mas Ewerthon ainda está devendo, além do que nenhum dos dois é goleador. As jogadas acontecem, mas em sempre resultam em gols.

Ontem essa deficiência saltou aos olhos na partida contra o Ceará. Jogo complicado, mas no qual o Verdão foi melhor em quase todo o cotejo – sobretudo na 2ª etapa.

No começo o time verde aceitou a proposta ofensiva dos donos da casa. Lincoln preso não conseguia acionar o ataque. Por outro lado a zaga esteve bem, ainda que o goleiro Deola não transmita a segurança necessária. Marcos ainda não tem um substituto a sua altura – se é que haverá um algum um dia.

Com quase metade do time suspenso, Felipão deu maior liberdade a Vitor e Armero para apoiarem o ataque. Leo fez boa cobertura no lado esquerdo, por onde o Ceara mais atacou.
Até os 30 minutos o jogo foi mais cearense. Até que Kleber perdeu grande chance e acendeu o time.

Tinga saiu mais para o jogo e deu a Lincoln a companhia que faltava na armação. O meia, aliás, tornou-se a melhor opção do time.

Na 2ª etapa o Palmeiras imprimiu velocidade, agora também com Patrick apoiando mais e Vitor sendo quase um meia pela direita. O jogo ficou bom. Aos 7 minutos Kleber meteu bola no travessão.

Estevam Soares mandou Wellington Paulista para o lugar de Erik Flores, na tentativa de dar mais rapidez a saída de jogo. O Palmeiras marcava a saída de bola cearense e ganhava quase todas as bolas pelo meio.

Mas a mexida de Estevam só foi surtir algum efeito a partir da tola expulsão de Leo, que até vinha bem, mas levou um drible fácil e apelou.

Deola então teve de mostrar serviço. Ainda que estabanado, promoveu defesas importantes e conseguiu segurar o 0 no placar.

Felipão ainda aguada por Valdívia. Mas há de se salientar que o ótimo meia não irá salvar sozinho essa lavoura. O time precisa de ao menos um zagueiro de bom nível para fazer dupla com Danilo, quando esse voltar de suspensão. Felipão quer também um meia de pé esquerdo, mas sinceramente não há grandes opções no mercado. O último que passou pelo Palmeiras foi Alex Cabeça. Terá de ser ele novamente? Para esse ano a chance é zero.

E além de organizadores de jogo, o time necessita urgentemente de um fazedor de gols. Ele não é o Kleber e muito menos o Ewerthon. Mas se o meia tá difícil, o que dizer de um centroavante de bom nível?

Já são 10 pontos separando o Palmeiras do 1º colocado – 4 rodadas. A preocupação de momento é muito mais em se afastar do pelotão de trás do que pensar em título. Título que pode vir a ser o da Sulamericana, agora sim uma competição de grande importância, que leva a Libertadores.

Felipão sabe disso. Em seu discurso realista está também inserido um planejamento que traz a memória do torcedor o ano de 1998, quando o time já com vaga garantida na Liberta que depois conquistou, fez um forte trabalho na Sulamericana da época, a Copa Mercosul, conquistando o título e dando ao elenco a tarimba em competições internacionais.

Fosse qualquer outro o treinador e a palavra “crise” voltaria ao cotidiano do time. Mas com Felipão a paciência existe. O verbo “planejar” ganha a conjugação que há tempos o palmeirense esqueceu como se faz.

Despeço-me da rapaziada feroz que nos acompanha ao som do petardo do Ride – Drive Blind:


Cheers,

19 de jul. de 2010

Chazinho de Coca - A justa vitória do Avaí sobre o Palmeiras de Felipão.


Contra o Avaí Felipão fez a sua estréia no banco de reservas do Palmeiras. Mas sua filosofia de jogo vem sendo aplicada desde o jogo contra o Santos, onde das tribunas deu as coordenadas para Murtosa comandar o time em campo. Contra o Peixe o time foi bem, o ataque funcionou. Contra o Avaí, não.

Não funcionou o ataque, porque o time teve a mesma postura, criou oportunidades que não foram concluídas.

A vitória do Avaí por 4X2 foi justa, do tamanho que foi. Não que tenha sido muito mais time. Mas foi muito mais fatal quando necessitou.

Logo aos 10 minutos Marcos Assunção cobrou falta venenosa, que Renan espalmou para o meio da área, onde Gabriel Silva finalizou. O Verdão abria o placar e era melhor em campo. Marcos Assunção é um jogador símbolo desse início de trabalho de Felipão. Ganhou definitivamente a vaga de titular e tem atuado como 2º volante, que de fato é a sua posição. Só que Felipão tem lhe dado liberdade para chegar a frente, até porque Assunção finaliza muito bem de fora da área. Uma deficiência há tempos inserida no jogo Verde, que tinha a solução dentro do próprio elenco mas não vinha conseguindo usá-la corretamente.

Aos 19 minutos Kleber entrou na área pela esquerda, driblou dois marcadores e caiu. Reclamou pênalti, que Gaciba não deu.

No que eu enxergo de futebol, coisa de contato e aquela coisa toda, não foi pênalti. Como não foram pênaltis os que Gaciba deu para Palmeiras e Avaí no decorrer do jogo. Mas se ele marcou os outros, o de Kleber também deveria te sido sinalizado. Faltou coerência ao juizão.

Na sequência o nome do jogo mostrou seu cartão de visitas. Caio encheu um canudo de fora da área, perfeitamente defensável, mas que Deola aceitou. 1ª falha do goleiro do Palmeiras. 1º êxito de Caio no jogo.

Equilíbrio no placar, restabelecido também em campo. O jogo ficou bom.

O Palmeiras foi novamente a frente pelo seu lado forte que é o direito.Vitor enfiou bela bola para Ewerthon, que dominou e rolou para Lincoln, que poderia ter finalizado, mas viu Kleber entrando livre, sem marcação e sem goleiro para evitar o gol certo. O meia deu o gol para o Gladiador, que finalizou, mas não contava com a intervenção sensacional, quase divina, de Patrick que surgiu como um foguete e tirou a bola em cima da linha.

O toma lá da cá continuou e o Avaí respondeu na mesma moeda. Rápido contra-ataque, triangulação perfeita, passe de Robinho para Roberto só desviar para o gol.

O equilíbrio acabou aí. O Avaí acendeu no jogo e o Verdão começou a se perder. Até que Pará fez falta forte em Márcio Araujo e foi expulso.

Com 3 volantes no time contra uma equipe com jogador a menos, Felipão sacou Marcio Araujo e mandou o centroavante Tadeu ao jogo. Poderia ter colocado Tinga no lugar de Pierre, que já tinha amarelo e não vinha bem no jogo. Araujo era o mais ofensivo dos 3 volantes naquele momento. Tinga poderia auxiliar o sobrecarregado Lincoln na armação.

Bem, fato é que Tadeu não entrou legal. Mas ainda assim o Verdão empatou. Kleber sofreu o pênalti e o próprio converteu. Marcou seu 1º gol no retorno ao time, mas seu 3º no campeonato, contabilizando aí os 2 que já havia marcado pelo Cruzeiro. Acabou também com a “má sorte” do time em cobranças de penalidades.

Ainda houve chances com o próprio Tadeu e depois com Assunção, em belo chute que Renan defendeu no canto.

Mas quem começava a ganhar o jogo era o Avaí de Caio. Ainda que com jogador a menos. Na medida em que o Palmeiras buscava a virada a todo custo e perdia gols, ainda abria espaços para as escapadas de Caio e Roberto.

Mesmo que com menor volúpia ofensiva, o time catarinense foi mais eficaz na hora de decidir.
Foi assim quando Roberto entrou driblando e sofreu pênalti de Leo. Caio bateu, Deola acertou o canto – ufa! – mas por azar a bola voltou limpa para Caio mandar pro gol. Leo ainda foi expulso ao receber 2º amarelo.

Deola voltou a ser protagonista no 4º, mas negativamente. Em rápido contra-ataque Roberto foi lançado livre de marcação, mas dois palmeirenses o acompanhavam de perto, podendo eventualmente interceptar a jogada. Mas Deola saiu atabalhoadamente do gol e foi até a intermediária para cortar o lance, foi driblado facilmente por Roberto, que depois só rolou para o gol vazio.

São outros tempos no Palmeiras. Uma derrota dessas com qualquer outro treinador e hoje os muros do Palestra amanheceriam pixados, haveria manifestação no CT e aquela coisa toda.

Mas de fato, apesar da derrota o time mostra sim uma postura diferente. Alguns jogadores começam a marcar a era Felipão, como Marcos Assunção, Vitor e Edinho. Parece haver confiança de que o trabalho será bem feito e trará resultados. Ainda que não sejam a um curto prazo. Ainda que sejam necessários os reforços que irão sim chegar. Ainda que a derrota para o Avaí tenha sido merecida.

E o Avaí mostra que não é azarão ao chegar a 2ª vitória consecutiva, contra dois times paulistas. São Paulo, no Morumbi e Palmeiras, em casa. Mais um bom trabalho do eterno Antônio Lopes.

Despeço-me da ferocidade que nos acompanha com o saborosissimo som da Kate Nash – I Just Love You More:


Cheers,