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18 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - "APELÃO" MARCOS ASSUNÇÃO DECIDE OUTRA VEZ E APROXIMA VERDÃO DA FINAL.


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Carlos Costa (p/ Lancenet)


Inteligente que é, o amigo palmeirense deve concordar que o atual elenco alviverde não dispõe de peças capazes de suprir determinadas ausências.

Valdívia faz uma falta tremenda e já vimos que Lincoln não é seu substituto. Não lhe falta condição técnica, falte, talvez, atitude (?).

Tinga é promessa. Tem lampejos. Mas é inconstante.

Valdívia não tem substituto em sua função. Em sua função. PONTO. Pois substituto para decidir partidas ele tem.

Quem de fato vem desequilibrando e decidindo jogos e classificações é o volante Marcos “ARCEnssão”, como disse ontem Mauro Beting na transmissão da Rádio Bandeirantes.

Limitado em opções, o time verde vem surpreendendo e caminhando a passos largos rumo a um título internacional que não vem desde 1999. É um time que já tem a cara de Felipão.

É um time bem definido taticamente. De fibra, que vibra e vem cumprido as determinações do chefe. Ainda que as peças dispostas não sejam exatamente as que lá deveriam estar. Sem um centroavante de qualidade, Felipão ainda precisa tirar Kleber de sua função e lá colocar o esforçado, porém limitadíssimo Luan.

Opção com a qual eu não concordo muito, pois se Luan justifica sua presença pela força de vontade, a mesma não falta a Kleber, que se atuasse na função de Luan, que é a sua de origem, poderia render mais. Na falta de um centroavante de qualidade, mande Tadeu. Dentro da área, de repente a bola esbarra nele e entra. Em Luan isso não vai acontecer. E Kleber não é centroavante. Então acho que o Palmeiras perde duas vezes com essa atual configuração de ataque.

Na ausência técnica de Vitor, vai o coringa Márcio Araújo na lateral direita.

A identidade tática do Verdão esbarra na limitação técnica do elenco. Mas ganha força e projeção na fase espetacular de Assunção.

Ciente de sua importância ao time, Assunção travou desde os primeiros minutos um duelo particular com o goleiro Harlei. Aos 4 minutos o primeiro disparo de um bombardeio que se sucedeu. Esse longe do gol. Como se ainda estivesse calibrando a pontaria.

Depois mais duas faltas venenosas e que complicaram as defesas de Harlei. Depois um tiraço de fora da área que passou lambendo a trave. E limitava-se a isso as tentativas do Palmeiras. O Goiás, frágil, sem força para assustar mesmo em seus domínios, tentava algo atabalhoadamente e abria espaços para contra-ataques puxados por Luan. O que pode explicar a ausência de boas chances de ataque.

Se o 1º tempo do Palmeiras teve como característica o jogo de Luan, o 2º foi de Marcos Assunção. O que também deve explicar a melhora no jogo e o tento no placar.

Se de bola parada não estava acontecendo, então foi com bola rolando que ele marcou mais um dos tantos golaços na temporada. Logo aos 3 minutos. Na gaveta esquerda, um petardo indefensável.

Após a partida, um amigo deu a seguinte definição em minha página no facebook:
Wellington Romualdo "Gol do Apelão! Apertou quadrado e direcional pra baixo. haha"

O Goiás pouco produziu e quando o fez, Deola lá estava para confirmar sua ótima fase. Definitivamente o problema do Palmeiras não é a defesa.

E por enquanto os problemas ofensivos vão sendo sanados com os "tomahawks" de Assunção. É uma arma e tanto, mas não pode ser a única. Ainda que esteja sendo ela a condução verde rumo a cada vez mais próxima final da Copa Sulamericana.
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Deixo o camarada que me acompanha na cia do Alice in Chains, ainda com o saudoso Layne Staley nos vocais, em sua histórica passagem pelo Brasil em 1992 - Alice in Chains - Bleed The Freak:



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Cheers

15 de out. de 2010

CHAZINHO DE COCA - MARCOS "TOMAHAWK" ASSUNÇÃO DECIDE OUTRA VEZ




Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Reuters


No caminho do Palmeiras rumo ao título da Libertadores de 99 houve uma Sulamericana no ano anterior – Copa Mercosul era a competição equivalente a Sulamericana atual.

Naquele time recheado de craques, havia um especialista em bola parada: o lateral direito Arce.

De seu pé direito saiu o gol do título da Copa Mercosul no dia 29 de dezembro de 1998, contra o Cruzeiro, no Palestra Italia.

Passados 12 anos daquele momento em que a América era verde e o Palmeiras volta a encarar a 2ª competição mais importante do continente com o foco na Libertadores. E se o elenco atual não é recheado de “foras de série” como era aquele Palmeiras de 98/99 (e hoje ninguém tem um elenco assim), ainda existem individualidades que podem decidir os jogos para o time. Entretanto, na Sulamericana, quem vem decidindo tudo é outro pé direito calibrado: O do volante Marcos Assunção.

Não é exagero afirmar que o Palmeiras tem hoje a bola parada mais letal do futebol brasileiro, de longe. E parece que na Sulamericana Assunção capricha ainda mais. Saiu de seus pés o golaço que decidiu a classificação do Palmeiras na 1ª fase, contra o Vitória. E ontem mais uma vez, em cobrança perfeita, contra o fraco Universitário de Sucre, ele colocou na gaveta. Dando uma vitória ao alviverde que poderia ter sido bem mais imponente, não fossem os erros crassos da arbitragem, que anulou um gol legal de Lincoln e deixou de anotar um pênalti claro em Rivaldo, já no final da partida. Se 3X0 selaria a classificação do Verdão, o gol salvador de Assunção deixa o time em ótima condição no jogo de volta, na Arena Barueri. Aqui basta um empate para o Palmeiras chegar às 4ª´s de final.

Mas convenhamos, esse time chileno é de uma fragilidade latente.

Felipão reclamou da arbitragem, mas rasgou elogios a postura do time. Na altitude, Scolari armou um time paciente, atraindo o Sucre e esperando encaixar contra-ataques. Apesar da maior posse de bola, no 1º tempo os chilenos quase não ameaçaram. Já na 2ª etapa e vencendo por 1X0, o Verdão mostrou sinais de cansaço e sintomas da altitude e levou alguns sustos. Aí Deola mostrou que está em grande fase e operou alguns milagres.
Ao final ocorreram as falhas grotescas da arbitragem, em um momento em que o Verdão voltou a ter as ações do jogo.

Se por um lado o Palmeiras comemora mais um grande resultado, por outro lamenta a contusão de Valdívia. O Mago, que assim como Kleber, não jogaria contra o Ceará no domingo por suspensão, agora passa a ser dúvida para o jogo da volta. Parece que até mesmo para o clássico contra o Corinthians no domingo da próxima semana.

Sem Valdívia, decidir jogos com a bola rolando complica demais. Mas Assunção lá está, com seu pé direito “tomahawk”, pronto para fuzilar as metas adversárias.

Despeço –me do camarada que me acompanha com um petardo sonoro do guitarrista dos Red Hot Chilli Peppers em sua carreira solo: John Frusciante – Going Inside:


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Cheers,

30 de set. de 2010

CHAZINHO DE COCA - PROFº ASSUNÇÃO DÁ AULA SOBRE COBRANÇAS DE FALTA E O PALMEIRAS SOBE.


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Tom Dib (p/ o Lancenet)


“Quando a falta é de muito longe, tem de bater forte. Busco fazer a bola quicar perto do goleiro. Se ele pegar a chance de dar rebote é grande”.

E tem mais.

“A chuteira tem de estar certinha, bem amarrada, o meião bem posto. O bico da bola fica virado para o gramado”.

Dicas de como se cobrar faltas, dadas por um cara que faz do Palmeiras o time com a bola parada mais eficaz do futebol brasileiro. De um cara que determinou mais um excelente resultado do ascendente Palmeiras no BR10 e dessa vez em casa, contra um dos candidatos ao título.

Os 2X0 demonstram o bom futebol do Verdão contra o Inter, mas não retrata a dificuldade que foi a partida. Tanto que as duas primeiras oportunidades de gol foram dos visitantes.

Mas além de Assunção, Valdívia e Tinga começam a encaixar seus jogos no meio campo. As antes retangulares bolas que Kleber recebia no ataque começaram a ficar arredondadas. A aproximação do meia chileno no camisa 30 tornou o time ofensivamente muito mais eficaz. A prova disso foi o aumento significativo dos gols do time. Contra o Inter foi a 3ª vitória consecutiva, com 6 gols marcados e só 1 tomado.

Os gols foram de Assunção, ambos em cobranças de falta. Mas um dos lances mais sensacionais da partida mostra o que afirmo acima.

Partindo com bola dominada em meio a 6 marcadores do Inter, Valdívia fez grande jogada, passou por todos e ainda viu Kleber abrir sozinho, sem marcação. Rolou a bola para o atacante, que completamente livre, perdeu gol feito. Tipo da jogada que não acontecia no “antigo” Palmeiras, que vivia praticamente de um “bumba-meu-boi” sem organização alguma.

O problema nunca foi a zaga. Parece que não é mais o ataque.

Enquanto isso Tinga mostrava o futebol que o tornou objeto de desejo de muitas grandes equipes do futebol brasileiro. Aplicou chapéu, deu rolinhos, armou belas jogadas e talvez explique a razão de Felipão ainda não achar ser a hora de Lincoln jogar ao lado de Valdívia.

Com 38 pontos o Palmeiras chega a 8ª colocação no BR10. Sábado enfrenta o Santos, 7º colocado com os mesmos 38 pontos, a frente por ter uma partida a menos e duas vitórias a mais. Se mantiver o bom momento e voltar a vencer, o Verdão pesca mais essa colocação de um rival direto.

Voar mais alto nesse BR10 é possível, mas antes é preciso cortar as asas daqueles que já voam acima das cabeças alviverdes. A distância ainda é grande. Para o G3 são 9 pontos. Só que mais do que pensar nesse Brasileirão, as boas partidas do Palmeiras devem animar o torcedor para a Copa Sulamericana, onde o time tem toda a condição de obter o sonhado êxito.

Despeço-me do camarada que me acompanha com o petardo musical do dia. Dinosaur Jr – Over It:


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