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18 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - "APELÃO" MARCOS ASSUNÇÃO DECIDE OUTRA VEZ E APROXIMA VERDÃO DA FINAL.


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Carlos Costa (p/ Lancenet)


Inteligente que é, o amigo palmeirense deve concordar que o atual elenco alviverde não dispõe de peças capazes de suprir determinadas ausências.

Valdívia faz uma falta tremenda e já vimos que Lincoln não é seu substituto. Não lhe falta condição técnica, falte, talvez, atitude (?).

Tinga é promessa. Tem lampejos. Mas é inconstante.

Valdívia não tem substituto em sua função. Em sua função. PONTO. Pois substituto para decidir partidas ele tem.

Quem de fato vem desequilibrando e decidindo jogos e classificações é o volante Marcos “ARCEnssão”, como disse ontem Mauro Beting na transmissão da Rádio Bandeirantes.

Limitado em opções, o time verde vem surpreendendo e caminhando a passos largos rumo a um título internacional que não vem desde 1999. É um time que já tem a cara de Felipão.

É um time bem definido taticamente. De fibra, que vibra e vem cumprido as determinações do chefe. Ainda que as peças dispostas não sejam exatamente as que lá deveriam estar. Sem um centroavante de qualidade, Felipão ainda precisa tirar Kleber de sua função e lá colocar o esforçado, porém limitadíssimo Luan.

Opção com a qual eu não concordo muito, pois se Luan justifica sua presença pela força de vontade, a mesma não falta a Kleber, que se atuasse na função de Luan, que é a sua de origem, poderia render mais. Na falta de um centroavante de qualidade, mande Tadeu. Dentro da área, de repente a bola esbarra nele e entra. Em Luan isso não vai acontecer. E Kleber não é centroavante. Então acho que o Palmeiras perde duas vezes com essa atual configuração de ataque.

Na ausência técnica de Vitor, vai o coringa Márcio Araújo na lateral direita.

A identidade tática do Verdão esbarra na limitação técnica do elenco. Mas ganha força e projeção na fase espetacular de Assunção.

Ciente de sua importância ao time, Assunção travou desde os primeiros minutos um duelo particular com o goleiro Harlei. Aos 4 minutos o primeiro disparo de um bombardeio que se sucedeu. Esse longe do gol. Como se ainda estivesse calibrando a pontaria.

Depois mais duas faltas venenosas e que complicaram as defesas de Harlei. Depois um tiraço de fora da área que passou lambendo a trave. E limitava-se a isso as tentativas do Palmeiras. O Goiás, frágil, sem força para assustar mesmo em seus domínios, tentava algo atabalhoadamente e abria espaços para contra-ataques puxados por Luan. O que pode explicar a ausência de boas chances de ataque.

Se o 1º tempo do Palmeiras teve como característica o jogo de Luan, o 2º foi de Marcos Assunção. O que também deve explicar a melhora no jogo e o tento no placar.

Se de bola parada não estava acontecendo, então foi com bola rolando que ele marcou mais um dos tantos golaços na temporada. Logo aos 3 minutos. Na gaveta esquerda, um petardo indefensável.

Após a partida, um amigo deu a seguinte definição em minha página no facebook:
Wellington Romualdo "Gol do Apelão! Apertou quadrado e direcional pra baixo. haha"

O Goiás pouco produziu e quando o fez, Deola lá estava para confirmar sua ótima fase. Definitivamente o problema do Palmeiras não é a defesa.

E por enquanto os problemas ofensivos vão sendo sanados com os "tomahawks" de Assunção. É uma arma e tanto, mas não pode ser a única. Ainda que esteja sendo ela a condução verde rumo a cada vez mais próxima final da Copa Sulamericana.
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Deixo o camarada que me acompanha na cia do Alice in Chains, ainda com o saudoso Layne Staley nos vocais, em sua histórica passagem pelo Brasil em 1992 - Alice in Chains - Bleed The Freak:



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Cheers

11 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - INSIGHTS ALVIVERDES E O PALMEIRAS NA SEMIFINAL DA SULAMERICANA




Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Tom Dib (p/ o Lancenet)

Lembro-me que na infância o meu grande sonho era ser uma daquelas crianças que entram com os jogadores do Palmeiras antes do início das partidas. Nunca cheguei nem perto disso.

Fui ter meus primeiros contatos com ídolos alviverdes depois de “velho”, devido, sobretudo, as minhas atividades junto ao Ferozes FC. Ademir da Guia, Dudu, Cesar Maluco. Gênio e Craques bandeiras da instituição, da nação. Momentos de raríssima felicidade. Mas “ultrajados” pela maturidade da idade. Deixar a “furtiva lacrima” escorrer diante do ídolo é aceitável para um trintão. Mas puxá-lo pelo braço e implorar para que ele demande toda sua atenção somente a você, não. Isso é aceitável somente se você for uma criança. Há 2 décadas deixei de ser. Perdi a chance, deixei o bonde passar. Posso, em algum tempo, com a minha futura prole, permitir que sintam o que eu não senti. Certamente o farei.

Como a molecada de ontem. Como um deles em especial. Não sei seu nome. Não sei quem ele é. Não sei nem porque eu estava atento ao seu clamor por atenção. Agarrado ao braço de Tinga, que apesar de ter condições de tornar-se ídolo, não é ainda um personagem histórico do Palmeiras. Mas ali, naquele momento, para aquele garoto, Tinga era Divino. Nunca será o Divino. Mas foi para o garoto. Na realidade Tinga era “apenas” o portador de uma paixão alheia. Da paixão do garoto. E o garoto era o que eu sempre quis ser quando criança. Ainda sozinho, sentado na mesa do L´osteria Palestra Italia, tomando a primeira de tantas cervejas que me fizeram companhia. Inflamei meu orgulho de pertencer a essa estirpe. De ficar feliz pelo meu próximo. Minha noite estava ganha. Meu palestrinidade estava enorme. Mais um dos meus tantos insights esmeraldinos.

A noite foi de festa. A classificação já estava bem encaminhada. O Palmeiras completo. O Pacaembu repleto.

A triste constatação de que o craque Valdívia tem certamente algo além de uma mera fibrose preocupa. Não por ontem. Pelo que está por vir. Ele é o diferente do time. É dele que se espera a jogada improvável, o fator decisivo no momento de dificuldade.

Contra Goiás ou provavelmente Avaí - ambos os times próximos de deixar de pertencer a elite – talvez Valdívia possa ser substituído por Lincoln que, em conjunto com Marcos Assunção, gera um eficiente nível de qualidade no setor de criação do time. Vide a partida de ontem, diante do bom mistão do Galo. A belíssima jogada do segundo gol, marcado pelo esforçado Luan, foi articulada por Lincoln.

Mas Lincoln é inconstante. A atuação destacada de ontem é conflitante com as anteriores, onde esteve mal. Bom de bola ele é. Mas não é Valdívia. E em uma provável final contra LDU ou Independiente (ou Tolima) é do Valdívia que o time irá precisar. Quem sabe, ao lado de Lincoln. Quem sabe, com Assunção metendo bolas na gaveta em cobranças de falta como as oito anteriores. Como ontem e seu 1º gol olímpico na carreira.

Contando com o ótimo setor defensivo dos bons Maurício Ramos e Fabrício, do excelente Danilo e do sensacional Deola, legítima cria da melhor escola de goleiros do planeta bola . Um setor que quase não é vencido. Que dificilmente leva mais que um gol. Que é o 2º melhor índice do BR10.

Felipão, “o cara” das decisões, “o cara” dos mata-matas, tem em mãos um time qualificado para levantar a 1ª Taça Internacional do Palmeiras desde a Libertadores de 1999. A sonhada Libertadores, que pode e deve chegar através da revitalizada Sulamericana. Assim como em 1998, quando juntos, Palmeiras e Felipão ergueram a Mercosul e pavimentaram o caminho rumo ao título da Libertadores seguinte.

Pode o clube repetir o feito agora. Mas a trajetória começa em 2010, com a Sulamericana e necessariamente passa pela presença e pelos pés habilidosos de Valdívia, o “diferente”.

E ele é tão diferente que até canta o hino do Brasil. Mano Menezes deve se coçar para não convocá-lo (risos).
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Despeço-me dos camaradas que me acompanham ao som de um petardo do Oasis. Uma releitura do clássico dos Beatles: Oasis – I am The Walrus:

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28 de out. de 2010

CHAZINHO DE COCA - OPERAÇÃO CASTRILLI SÉCULO XXI


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Ramon Bittencourt(p/ o lancenet)


Depois de 318 convites feitos pelo camarada palestrino Vitor Campos para conhecer a L'Osteria Palestra Itália, dos quais ao menos uns 18 com minha presença confirmada, mas posteriormente furando com o compromisso, eis que a tabela do Verdão deu-me uma chance de, enfim, fazer valer minha palavra.

Os amigos palmeirenses contatados para me acompanhar na empreitada estavam deveras ocupados na noite da quarta-feira, portanto tive que apelar para o mais célebre de meus amigos – corintianos ou não – Tiago Prado – que disfarçando sua volúpia corintiana, fez belo papel em meio a dezenas de palmeirenses ávidos por uma vitória diante do mistão do Galo.

Nossa mesa já estava reservada pelo hospitaleiro Vitor. Cervejas então foram chamadas para molhar as goelas e prepará-las para os gritos de gol.

Dúvidas.

Com 18 minutos um susto, uma apreensão, um medo que irá permanecer pelos próximos dias. Valdívia, que já era dúvida, não deixou dúvidas sobre a duvidosa opção de Felipão por colocá-lo em campo com a sua atual e duvidosa condição física. Dúvidas desfeitas, o Mago foi sacado e em seu lugar entrou Lincoln. Com ele voltou a dúvida. Não sobre sua condição física, mas sobre sua duvidosa atuação nos jogos em que precisava acabar com nossas duvidas.

Não tão mal como contra o Corinthians, mas Lincoln não deu ao time o ritmo esperado.
O Galo levava mais perigo na 1ª etapa. Ricardo Bueno e Neto Berola tabelavam até com facilidade dentro da área do Verdão. Em uma dessas tabelas, Berola saiu na cara de Deola, mas a ótima fase do goleiro verde impediu o Galo de abrir o placar.

Intervalo de jogo e mais cervejas chegam a nossa mesa para abastecer nosso repertório de xingamentos. Tiago, o corintiano, já devidamente desmascarado, mas sentindo-se em casa, dava sinais de que pendia sua torcida para a nossa causa. Então polpetas – as melhores que já comi na vida – chegam a nossa mesa. Se gols não aconteciam em campo, golaços aconteciam em nossa mesa. Maravilha!

Chega a 2ª etapa e com ela uma das mais infelizes arbitragens dos últimos tempos. Vem também o Galo com Obina, que em vista das opções de ataque que Felipão tem hoje, deixa uma pontinha de saudosismo nos alviverdes.

Mas foram as goelas esmeraldinas, já calibradas com as sucessivas cervejas, que soltaram o grito até então solto para xingar até a própria sombra. Coisa de palmeirense. Inclusive o gol, em bela trama de Tinga com Kleber - era gol verde – do Gladiador.

Mais 10 minutos passaram-se e o que era para ser mais um grito de gol no L´Osteria Palestra Italia, tornaram-se verbalizações de cunho ofensivo, direcionados a toda a estirpe de Marcelo de Lima Henrique, o árbitro e personagem nefasto da partida.

O lance da discórdia

Dizem os piadistas de plantão que com Luxemburgo o Atlético não tinha um time. Com Dorival tem dois.

E de fato, mesmo o “misto-quente” de Dorival já é muito melhor do que o time que Luxa mandava a campo até bem pouco tempo.

Tão melhor que não precisava receber o que ainda é uma “suposta” interferência de pessoas alheias ao campo de jogo. Entenda “alheias” como pessoas que ficam no entorno do gramado – pessoal de rádio, TV, gandulas, seja lá o que for – mas que não podem e não devem interferir nos acontecimentos da peleja.

20 minutos e o Palmeiras era melhor. Lincoln recebeu bom passe pela esquerda, invadiu a área e foi derrubado, sem dó nem piedade, por Jairo Campos. Pênalti! Claríssimo, escancarado. Até a mãe do juiz apitava aquele lance. Inclusive o próprio. E foi o que ele fez. Cheio de pose, senhor absoluto da situação. Mas não sem antes verificar que a bandeirinha de Alessandro Matos ou Erich Bandeira, (já nem sei mais qual dos dois era o figura daquele lado) estava impávida, diante da certeza do auxiliar de que o lance era legal – Carimba, Godoy?

A mesa com as magníficas polpetas e geladas cervejas quase vira. Era puro deleite. Tiago, o gamb*, ops, o corintiano, gesticulava e apontava que era mesmo pênalti.

Pô, até ele senhor juiz!

Kleber na marca da cal. Era a grande chance de abrir 2X0 e trazer para São Paulo um resultado magnífico.

Kleber não mais na marca da cal.

Algo aconteceu no momento em que o juizão foi até a proximidade das placas de publicidade, algo lhe foi “soprado aos ventos” – “Ó, o que me tens a contar, vento?”

Certo ou errado, um vento cagueta que nada tem que se meter a besta. Mais lamentável ainda foi o juiz ao acatar a “boa nova ventistica”.

O juizão voltou atrás e inverteu a marcação. Apontou impedimento de Lincoln que nem ele e nem o bandeira haviam visto.

Passivamente os jogadores do Palmeiras aceitaram a marcação. A reclamação veio depois da partida, mas na hora faltou só bater palmas para o juiz fanfarrão.

Tiro de meta cobrado. Valdívia cover chamado. Pedido o cardápio. Mais cervejas e dessa vez acompanhadas de berinjelas recheadas. Que beleza!

Em campo a cirurgia continuava.

8 minutos passados do bizarro pênalti desmarcado e mais uma marcação digna de Javier Castrilli – aquele.

Obina - o até então saudoso - invade a área verde esmeraldina e atira seu corpanzil contra o imóvel Márcio Araújo. Movimento digno de aplausos, estivesse ele no Cirque du Soleil, não em um campo e futebol. Mas o nosso Castrilli da vez, novamente cheio de certeza, com uma postura digna de um diplomata, apontou para o centro a área. Era pênalti. Um daqueles que nem a mãe do Obina marcaria.

Talvez a do juizão marcasse, vai.

Obina bateu e marcou. Empatou e empacou o Palmeiras. De possíveis e próximos 2X0, o Verdão volta com um empate na bagagem.

Bom resultado a se imaginar antes do ocorrido. Péssimo depois da atuação deplorável do senhor Marcelo de Lima Henrique, o Castrilli do século XXI.

Enquanto isso no L´ Osteria, Valdívia cover servia ao anfitrião Vitor um gnocchi com uma almôndega mergulhada no molho. Uma beleza. Não fosse Vitor vegetariano.

Bichão deve ter entrado ontem no bar com dois pés esquerdos.
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O Ferozes FC recomenda: L´Osteria Palestra Italia
R. Caraíbas, 19 – Perdizes (Em frente ao Palestra Italia)
http://www.losteriapalestra.com.br/
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Essa epopéia foi descrita enquanto no ipod deste feroz rolava um dos tantos petardos do grande Mestre. Deixo entã o camarada que aqui me acompanha, na cia especialssima do grande Ray Charles, com Drown In My Own Tears:


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21 de out. de 2010

CHAZINHO DE COCA - EM JOGO DE APAGÃO, BRILHA O VERDÃO




Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Miguel Schincariol (p/ o Lancenet)


Diferente de todas as previsões – ou omissões – dos médicos do Palmeiras, Valdívia foi a campo contra o Sucre da Bolívia.

Sem ser brilhante, mas brilhando o suficiente para ofuscar qualquer hipotético lampejo boliviano, o Mago ditou o ritmo do Palmeiras no 1º tempo.

Com Edinho postado a frente da zaga, Tinga espetado em uma direita sem lateral de ofício e tendo Marcio Araújo resguardando suas costas por aquele lado, além de Gabriel Silva alternando com Luan as espetadas pela esquerda – Gabriel Silva, esse sim lateral esquerdo de ofício e oficialmente acertando todos os cruzamentos que Armero não acertou em sua passagem pelo Palmeiras - Felipão deu total liberdade para Valdívia encostar em Kleber e articular as triangulações quase dentro da área boliviana.

Foi fácil demais. As limitações do adversário são gritantes. Mas gritante também foi a boa distribuição verde em campo. Afinal, o serviço precisava ser feitoi.

E nem foi necessário Assunção acertar um de seus Tomahawks.

Dois cruzamentos de Gabriel Silva, um na cabeça de Kleber e outra de Luan. Palmeiras 2X0, sem quase precisar suar.

O 2º tempo nem bem começou e as luzes da Arena Barueri apagaram-se. Lamentável. Mais ainda pelo horário ridículo da partida – claro, devido aos interesses da TV – e a desnecessária execução dos hinos dos países, que fez o jogo terminar na manhã dessa quinta-feira.

Em campo o Palmeiras voltou com a mesma formação. Lincoln deve estar mesmo muito em baixa com Felipão. Convenhamos, com jogo ganho e tendo o clássico contra o Corinthians no domingo, poupar o chileno seria boa coisa.

Se não rola comentar sobre o paralisado jogo, falemos da torcida do Palmeiras, que deu um show digno de comentários entusiasmados. Nas arquibancadas, com os celulares ligados. Não era SWU, não era Planeta Terra, não era Green Day e nem Echo & The Bunnymen, mas era show do Verdão – em campo e nas arquibancadas.

Apagão “desapagado”, a bola voltou a rolar, mas o Palmeiras esqueceu a sua bola no vestiário. O Sucre, muito mais por desatenção Verde do que por mérito próprio, descontou com Cirillo, que havia acabado de entrar.

A zebra não apareceria de qualquer forma, mas a coluna do meio já seria uma “zebrada” e tanto. Possibilidade descartada 7 minutos depois.

Assunção, sem “tomahawk”, mas com uma “bomba de efeito moral”, colocou a redonda na cabeça de Danilo, que testou forte e passou a régua na fatura alviverde. Foi o 9º jogo de invencibilidade do Verdão.

O Palmeiras encara agora o Atlético MG em um clássico caseiro e certamente mais complicado. A partida será na casa do Galo, no dia 27, quarta-feira da próxima semana. Antes, porém, tem o clássico contra o Corinthians pelo BR10.

Como se vê não haverá mais vida mansa no caminho do Verdão.
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Despeço-me da camaradagem que me acompanha com um petardo do Echo & The Bunnymen – A Promise:

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Cheers,

20 de out. de 2010

CHAZINHO DE COCA - O BICHO VAI PEGAR NA SULAMERICANA. MAS QUEM FALOU QUE ERA BOLINHO?

De uma competição inútil, a Sulamericana passou a dar vaga direta para a Libertadores.

O que a tornou desejada, cobiçada por aqueles que a disputam. Time misto é coisa do passado. Comentar jogo da própria equipe pela TV então...

Assim como a própria Libertadores, a Sulamericana não gera grandes arrombos as vistas dos que clamam por um mínimo de qualidade técnica nos jogos de suas fases iniciais. Mas assim como a competição interclubes mais desejada das Américas, a Sulamericana deve chegar a sua reta final contando com grandes clubes - grandes e em boa parte, já campeões de Libertadores.

Para quem achava que Palmeiras, Atlético MG, Goiás e Avaí teriam vida fácil na competição, melhor prestar mais atenção.

Os jogos de volta das 8ª´s de final tiveram inicio ontem. E a LDU, conhecida dos clubes brasileiros e já campeã de Libertadores, trucidou o Unión San Felipe do Chile por 6X1. Os chilenos pareciam senhores da vaga depois de derrotarem os equatorianos por 4X2 na 1ª partida. Mas o que era sonho tornou-se um terrível pesadelo.

O Defensor Sporting do Uruguai ousou ameaçar a vaga do maior dos campeões da Libertadores - o Independiente. Na partida de ida, 1x0 para os esperançosos Uruguaios. Na volta, a realidade: 4X2 para os argentinos.

Os outros dois campeões de Libertadores jogam hoje.

O Peñarol, esse sim um gigante uruguaio, decide sua sorte contra o Goiás. Os brasileiros venceram a partida de ida por 1X0.

E o brasileiro apontado por muitos como favorito e também membro do clube dos campeões da América, o Palmeiras, tenta não levar sustos em sua já bem encaminhada vaga contra os bolivianos do Universitário Sucre. No jogo de ida o Verdão venceu por 1X0, mas poderia ter voltado com melhor placar, não tivesse anulado um gol legítimo de Lincoln.

Podemos ter então Palmeiras, Independiente, Peñarol e LDU nas 4ª´s de final da Sulamericana. Todos campeões da América. Um legítimo e duro ensaio para a próxima Libertadores.

Isso sem contar os outros grandes clubes, que se não possuem a Libertadores no currículo, carregam sim uma carga histórica de respeito, como o Atlético MG e o Newell´s Old Boys da Argentina.

A competição vai afunilando e peças graúdas pelo caminho vão ficando.

Mas a pergunta que não quer calar é:

Quem falou que era bolinho?

PS: Para o camarada feroz e palmeirense, uma saudosa e saudável recordação.

O título da Libertadores veio em 1999, mas o seu pontapé inicial ou o seu tubo de ensaio aconteceu em 1998, em 29 de dezembro daquele ano. Ali o Verdão venceu o Cruzeiro por 1X0, gol de Arce, na final da Copa Mercosul, que era a Sulamericana da época.

Assim como daquela vez, caso o Palmeiras chegue ao titulo da competição desse ano, terá que passar por gigantes do mundo da bola. Daquela vez teve o próprio Cruzeiro e antes o Boca Jrs.

Bons fluídos geram a recordação, não?



Cheers,

15 de out. de 2010

CHAZINHO DE COCA - MARCOS "TOMAHAWK" ASSUNÇÃO DECIDE OUTRA VEZ




Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Reuters


No caminho do Palmeiras rumo ao título da Libertadores de 99 houve uma Sulamericana no ano anterior – Copa Mercosul era a competição equivalente a Sulamericana atual.

Naquele time recheado de craques, havia um especialista em bola parada: o lateral direito Arce.

De seu pé direito saiu o gol do título da Copa Mercosul no dia 29 de dezembro de 1998, contra o Cruzeiro, no Palestra Italia.

Passados 12 anos daquele momento em que a América era verde e o Palmeiras volta a encarar a 2ª competição mais importante do continente com o foco na Libertadores. E se o elenco atual não é recheado de “foras de série” como era aquele Palmeiras de 98/99 (e hoje ninguém tem um elenco assim), ainda existem individualidades que podem decidir os jogos para o time. Entretanto, na Sulamericana, quem vem decidindo tudo é outro pé direito calibrado: O do volante Marcos Assunção.

Não é exagero afirmar que o Palmeiras tem hoje a bola parada mais letal do futebol brasileiro, de longe. E parece que na Sulamericana Assunção capricha ainda mais. Saiu de seus pés o golaço que decidiu a classificação do Palmeiras na 1ª fase, contra o Vitória. E ontem mais uma vez, em cobrança perfeita, contra o fraco Universitário de Sucre, ele colocou na gaveta. Dando uma vitória ao alviverde que poderia ter sido bem mais imponente, não fossem os erros crassos da arbitragem, que anulou um gol legal de Lincoln e deixou de anotar um pênalti claro em Rivaldo, já no final da partida. Se 3X0 selaria a classificação do Verdão, o gol salvador de Assunção deixa o time em ótima condição no jogo de volta, na Arena Barueri. Aqui basta um empate para o Palmeiras chegar às 4ª´s de final.

Mas convenhamos, esse time chileno é de uma fragilidade latente.

Felipão reclamou da arbitragem, mas rasgou elogios a postura do time. Na altitude, Scolari armou um time paciente, atraindo o Sucre e esperando encaixar contra-ataques. Apesar da maior posse de bola, no 1º tempo os chilenos quase não ameaçaram. Já na 2ª etapa e vencendo por 1X0, o Verdão mostrou sinais de cansaço e sintomas da altitude e levou alguns sustos. Aí Deola mostrou que está em grande fase e operou alguns milagres.
Ao final ocorreram as falhas grotescas da arbitragem, em um momento em que o Verdão voltou a ter as ações do jogo.

Se por um lado o Palmeiras comemora mais um grande resultado, por outro lamenta a contusão de Valdívia. O Mago, que assim como Kleber, não jogaria contra o Ceará no domingo por suspensão, agora passa a ser dúvida para o jogo da volta. Parece que até mesmo para o clássico contra o Corinthians no domingo da próxima semana.

Sem Valdívia, decidir jogos com a bola rolando complica demais. Mas Assunção lá está, com seu pé direito “tomahawk”, pronto para fuzilar as metas adversárias.

Despeço –me do camarada que me acompanha com um petardo sonoro do guitarrista dos Red Hot Chilli Peppers em sua carreira solo: John Frusciante – Going Inside:


CONVITE: Acesse a rádio web da Universidade Cidade de São Paulo e ouça o podcast do Programa Ferozes Futebol Clube. A 24ª edição, que rolou na última segunda-feira, já está disponível. Eu e meus comparsas comentamos a rodada do final de semana ao som de muita boa música. Lembrando que o Programa vai ao ar toda segunda-feira, às 20:00, AO VIVO. Acompanhe pelo link:
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