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11 de nov. de 2010

CHAZINHO DE COCA - INSIGHTS ALVIVERDES E O PALMEIRAS NA SEMIFINAL DA SULAMERICANA




Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Tom Dib (p/ o Lancenet)

Lembro-me que na infância o meu grande sonho era ser uma daquelas crianças que entram com os jogadores do Palmeiras antes do início das partidas. Nunca cheguei nem perto disso.

Fui ter meus primeiros contatos com ídolos alviverdes depois de “velho”, devido, sobretudo, as minhas atividades junto ao Ferozes FC. Ademir da Guia, Dudu, Cesar Maluco. Gênio e Craques bandeiras da instituição, da nação. Momentos de raríssima felicidade. Mas “ultrajados” pela maturidade da idade. Deixar a “furtiva lacrima” escorrer diante do ídolo é aceitável para um trintão. Mas puxá-lo pelo braço e implorar para que ele demande toda sua atenção somente a você, não. Isso é aceitável somente se você for uma criança. Há 2 décadas deixei de ser. Perdi a chance, deixei o bonde passar. Posso, em algum tempo, com a minha futura prole, permitir que sintam o que eu não senti. Certamente o farei.

Como a molecada de ontem. Como um deles em especial. Não sei seu nome. Não sei quem ele é. Não sei nem porque eu estava atento ao seu clamor por atenção. Agarrado ao braço de Tinga, que apesar de ter condições de tornar-se ídolo, não é ainda um personagem histórico do Palmeiras. Mas ali, naquele momento, para aquele garoto, Tinga era Divino. Nunca será o Divino. Mas foi para o garoto. Na realidade Tinga era “apenas” o portador de uma paixão alheia. Da paixão do garoto. E o garoto era o que eu sempre quis ser quando criança. Ainda sozinho, sentado na mesa do L´osteria Palestra Italia, tomando a primeira de tantas cervejas que me fizeram companhia. Inflamei meu orgulho de pertencer a essa estirpe. De ficar feliz pelo meu próximo. Minha noite estava ganha. Meu palestrinidade estava enorme. Mais um dos meus tantos insights esmeraldinos.

A noite foi de festa. A classificação já estava bem encaminhada. O Palmeiras completo. O Pacaembu repleto.

A triste constatação de que o craque Valdívia tem certamente algo além de uma mera fibrose preocupa. Não por ontem. Pelo que está por vir. Ele é o diferente do time. É dele que se espera a jogada improvável, o fator decisivo no momento de dificuldade.

Contra Goiás ou provavelmente Avaí - ambos os times próximos de deixar de pertencer a elite – talvez Valdívia possa ser substituído por Lincoln que, em conjunto com Marcos Assunção, gera um eficiente nível de qualidade no setor de criação do time. Vide a partida de ontem, diante do bom mistão do Galo. A belíssima jogada do segundo gol, marcado pelo esforçado Luan, foi articulada por Lincoln.

Mas Lincoln é inconstante. A atuação destacada de ontem é conflitante com as anteriores, onde esteve mal. Bom de bola ele é. Mas não é Valdívia. E em uma provável final contra LDU ou Independiente (ou Tolima) é do Valdívia que o time irá precisar. Quem sabe, ao lado de Lincoln. Quem sabe, com Assunção metendo bolas na gaveta em cobranças de falta como as oito anteriores. Como ontem e seu 1º gol olímpico na carreira.

Contando com o ótimo setor defensivo dos bons Maurício Ramos e Fabrício, do excelente Danilo e do sensacional Deola, legítima cria da melhor escola de goleiros do planeta bola . Um setor que quase não é vencido. Que dificilmente leva mais que um gol. Que é o 2º melhor índice do BR10.

Felipão, “o cara” das decisões, “o cara” dos mata-matas, tem em mãos um time qualificado para levantar a 1ª Taça Internacional do Palmeiras desde a Libertadores de 1999. A sonhada Libertadores, que pode e deve chegar através da revitalizada Sulamericana. Assim como em 1998, quando juntos, Palmeiras e Felipão ergueram a Mercosul e pavimentaram o caminho rumo ao título da Libertadores seguinte.

Pode o clube repetir o feito agora. Mas a trajetória começa em 2010, com a Sulamericana e necessariamente passa pela presença e pelos pés habilidosos de Valdívia, o “diferente”.

E ele é tão diferente que até canta o hino do Brasil. Mano Menezes deve se coçar para não convocá-lo (risos).
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Despeço-me dos camaradas que me acompanham ao som de um petardo do Oasis. Uma releitura do clássico dos Beatles: Oasis – I am The Walrus:

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CONVITE: Acesse a rádio web da Universidade Cidade de São Paulo e ouça o podcast do Programa Ferozes Futebol Clube. A 26ª edição já está disponível. Eu e meus comparsas comentamos as rodadas do futebol na cia das boas sonoridades. Lembrando que o Programa vai ao ar toda segunda-feira, às 20:00, AO VIVO. Acompanhe pelo link:
http://comunicacidade.unicid.br/radiotape_ferozes.htm


Adicionem o twitter do Ferozes Futebol Clube e fique por dentro das novidades do esporte e da música:
http://twitter.com/ferozesfc


Adicionem-me no twitter e vamos trocar boas idéias sobre futebol, música e cultura útil e inútil:
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Cheers

18 de fev. de 2010

Via Popload - KASABIAN, FUTEBOL E ROCK’N'ROLL/ LIAM, O ÚLTIMO ROCK STAR VIVO

A pegada aqui é futebol e boa música. Lúcio Ribeiro fez mais uma bela tabelinha, entre essas duas vertentes que vivem se cruzando, em seu Popload. Dessa vez a jogada gira em torno da ação promocional da Umbro acerca da nova 2ª camisa do English Team (lindíssima), com participação marota do Kasabian.

Inglaterra que apesar do escândalo Terry, ainda é a minha favorita, ao lado da Espanha, a conquista da Copa desse ano. O Brasil vem lado a lado, mas perde terreno devido a presença do técnico inventado pela CBF e suas convicções nada convincentes.

A tabelinha trazida pelo Lúcio é merecedora de uma conclusão a gol aqui no Ferozes FC. Reproduzo abaixo a coluna:

KASABIAN, FUTEBOL E ROCK’N'ROLL - Da série “futebol é pop”. De vez em quando até os publicitários têm idéias boas (errr). Principalmente os ingleses. Dona do futebol mais bacana do planeta e provavelmente da música pop também, a Inglaterra assistiu nos últimos dias o lançamento de uma das camisas da seleção local, para jogos “fora de casa”, no campo do “inimigo”. Para tal, a marca Umbro filmou parte do show da inglesíssima Kasabian em um show em Paris, terreno mais “inimigo” para os ingleses no planeta. Não no rock, mas sim no futebol, mas ainda assim… Sem muito aviso nem nenhuma explicação extra, o trecho do show que virou propaganda de TV e cinema é deste jeito: show do Kasabian no Olympia Theatre, em Paris. A banda deixa o palco ovacionada, para voltar depois para o bis. O vocalista do Kasabian chega ao camarim, tira sua camisa suada e bota a vermelha da seleção inglesa, a nova. Deixa a banda voltar ao palco e entra por último, quando a vibe está nas alturas. De vermelho, com a “away shirt” do English Team, o cantor abre os braços como um deus e faz o gesto típico da provocação, como se estivesse chamando a platéia francesa para o pau. O teatro vaia o cara e ele provoca ainda mais. Aí a banda começa o bis, com a fantástica “Fire”, e fica tudo certo. Assim:


E ainda do Popload, notinha musical/escândalo/treta/sensacional/gallaghers style de uma das maiores bandas de todos os tempos. Top 5 na cabeceira desse que vos escreve:

LIAM, O ÚLTIMO ROCK STAR VIVO - Quem ainda liga para o Oasis, que nem existe mais, já foi uma banda essencial e havia muito tempo vivia do próprio nome? Muita gente. Inclusive as premiações britânicas. Além de estar envolvida em mais ou menos dez categorias do NME Awards, que acontece no final deste mês, a finada banda dos irmãos Gallagher foi um dos assuntos mais comentados no Brit Awards desta terça-feira. O Brits é considerado o evento mais importante da música britânica.

Em sua edição número 30, o evento bolou algumas categorias especiais, tipo “Melhor Álbum dos Últimos 30 anos”, no qual o Oasis concorria com o superpremiado “What’s The Story Morning Glory”, um dos álbuns mais vendidos da história do rock.

Acontece que a organização do Brits apostava numa possível reconciliação entre Liam e Noel, que não se falam desde agosto do ano passado, quando a banda acabou minutos antes de subir ao palco em Paris, no festival Rock En Seine.

Noel não apareceu, mas Liam foi lá para “representar”. O Oasis acabou vencendo a disputa e Liam, solitário, subiu ao palco, creditou o prêmio aos fãs e aos antigos membros Bonehead, Guigsy e Alan White. Mas não mencionou o brother Noel.

Em seguida, o garoto-problema do britpop arremessou o microfone para a galera e esnobou o troféu, dando-o para um fã, que estava na plateia, saindo do palco todo indiferente, para perplexidade geral dos presentes e do Noddy Holder, do Slade, responsável pela entrega do prêmio.

O humorista Peter Kay, apresentador do evento, soltou um “knobhead” (”otário”, para não alongarmos o papo) logo na saída de Liam, que pelo jeito não ouviu. Horas mais tarde, Noel foi encontrado em uma festinha dada pelo Kasabian e zoou a atitude do irmão.

Hoje pela manhã, o troféu que o Liam não quis já estava dando sopa no E-Bay, mas os proprietários do site retiraram o leilão do ar. Via Twitter, Liam se manifestou sobre o comentário feito por Peter Kay e disse: “Listen up fat fuck as a real northerner I was brought up 2 say shit 2 people’s faces not behind their back”.

Resumindo: o Oasis ainda causa.


Depois apareceu um vídeo do Liam no backstage da premiação, sendo entrevistado por duas repórteres, uma loira e uma morena. Falou um monte de uma coisa que dá para entender 15% se você estudou inglês por alguns anos com punks nas ruas da periferia de Manchester, abraçou as duas repórteres e perguntou para elas, ali ao vivo, cadê as “drogas classe A”. Nice!


Fonte:
http://colunistas.ig.com.br/lucioribeiro/2010/02/17/kasabian-e-o-futebol-vampire-weekend-e-o-carnaval-rodrigo-santoro-e-o-futuro-de-lost-sebastian-bach-e-voce-o-liam-e-as-premiacoes/

Cheers,

11 de mai. de 2009

Chazinho de Coca - "But all I Need Are Cigarettes & São Paulo"

"But all I Need Are Cigarettes & São Paulo"

"It rains like Manchester" – foi a frase dita por Liam Gallagher e que marcou a passagem do Oasis por São Paulo em 2006. E lá estava eu, sem capa de chuva tomando um banho, literalmente, e lavando a alma, musicalmente falando.
Pois o Pedrão lá de cima parece ter alguma coisa contra (ou a favor) de shows do Oasis aqui em Sampa.

O sábado foi cinzento, mas nada que indicasse uma chuvaço. Capas de chuvas sendo vendidas a 5 reais, convenhamos, até que não estava tão caro. Mas a inflação atinge de cheio os preços das capas de chuvas em dia se show do Oasis. Pressentindo que o mundo viria abaixo, as mesmas eram vendidas a 10 pilas há instantes do show. E ela veio, forte, impiedosa, uma aguaceiro dos diabos.

Seria suficiente para emputecer todo mundo, mas parece que ela é convidada de honra nos shows dos caras. Fosse show do U2 e daria pra imaginar se tratar de efeito especial. Mas não, era show do Oasis e ela parece sempre cair como uma forma de brindar o espetáculo dos ingleses. Brindamos todos então.

"Qual o problema do Oasis com chuva em São Paulo? Toda vez que tocamos aqui chove". Dessa vez foi Noel quem se referiu a sua ilustre espectadora.

Pontualmente às 22:00 o time entrou em campo e foi logo para o ataque com a instrumental Fuckin' In The Bushes, emendando a clássica Rock n´Roll Star. O jogo já estava ganho e a torcida jogava junto.

O setlist foi o mesmo de sempre e como sempre, os pedidos de Live Forever foram solenemente ignorados.

Cigarettes & Alcohol foi o ponto alto para muitas pessoas. Nela Liam mudou o refrão original e mandou um “but all i need are cigarettes & São Paulo.

Eu ainda aponto Slide Away, Morning Glory, Champagne Supernova e a poderosíssima versão de I am the Walrus, clássico dos Beatles. Essa encerrou a noite em altíssimo nível.

É difícil não descrever o momento do ponto de vista de fã da banda, assim com foi impossível não demonstrar a emoção no momento. A bebedeira ao final do show me fez ter lapsos de memória, mas os registros do show ficaram preservados em minha mente para sempre.

Tendo 2 shows dos caras no currículo, afirmo sem medo de errar que o de 2009 foi superior ao de 2006.

Vale também ressaltar o show de organização do evento. Sinalizações para os estacionamentos já eram vistos desde a Marginal. O público entrou organizadamente e ilhas espalhadas por toda a pista facilitavam o acesso a bebidas (água, refrigerante e cervejas). Nem parecia a mesma porcaria de lugar onde aconteceu o Tim Festival de 2007.

Os caras do Oasis parecem mesmo gostar da nossa terrinha da garoa. “Vocês foram ótimos como sempre” foi o que disse Noel. E Liam, para fazer a ponte entre música e futebol e dar ainda mais razão para nossa iniciativa aqui com o blog, disse “Não faça isso” e apontando para um cara que usava uma camisa do Manchester United. Sensacional!

Não foi o meu 1º show dos caras, certamente não será o último. Caras que escreveram alguns dos temas que ditam grandes momentos da minha vida.Certamente eles voltarão ainda melhores da próxima.

Mad fer it!

Veja como foi Cigarettes & Alcohol em São Paulo:


I am the Walrus:


Voltem sempre!

Cheers,

6 de mai. de 2009

Chazinho de Coca - Vantagem verde na Libertadores.

Poderia ter sido mais fácil, o placar poderia ter sido mais amplo, mas fosse assim e em nada lembraria a trajetória alviverde nessa Libertadores.

Luxa surpreendeu novamente na escalação da equipe, colocando Williams e Marquinhos no ataque ao lado de Keirrison, confirmando a presença de Pierre, que era dúvida, e segurando um pouco mais Diego Souza. A escalação de 3 atacantes foi inteligente, pois evitou que o Sport repetisse a boa atuação que teve no Palestra, na 2ª partida entre as equipes na 1ª fase.

Naquela ocasião Nelsinho deixou os alas enfiados como se fossem pontas e marcou a saída de bola palmeirense. Armero e Capixaba ficaram presos no sistema do Sport e o time verde quase não jogou.

Ontem Luxemburgo segurou Armero e Wendell e pressionou com Marquinhos e Williams abrindo pelas pontas. Teoricamente teria tudo pra dar certo, não fosse a péssima atuação de Marquinhos que não acertava um passe sequer e o apagado Williams, que se não errava bisonhamente como seu companheiro, pouco criava. Ainda assim, o Palmeiras começou bem melhor, como de costume, e pressionou o Sport.

Keirrison bem que tentou, buscou movimentação, mas a sorte não anda ajudando o camisa 9.

Aos 4 minutos, aproveitando cruzamento que veio da esquerda, o K9 cara a cara com o ótimo Magrão, tocou e já corria pro abraço, mas a bola tocou no travessão. Sua 3ª bola na trave em 180 minutos.

Até os 20 minutos o Palmeiras manteve-se totalmente no ataque. A partir daí o Sport começou a controlar melhor a partida e o jogo esfriou.

No 2º tempo não houve alterações, mas Luxa adiantou Diego que passou a ser quase um 4º atacante. Ainda com Marquinhos péssimo e Williams mal, coube a ele dar o gás que faltou ao time na 2ª metade do 1º tempo.

Aos 19 minutos entrou em ação o nome do jogo. Em uma dupla alteração, Luxa mandou a campo Ortigoza e Mozart nos lugares de Marquinhos e Williams.

Aos 28 o paraguaio partiu pela direita e recebeu falta feia de Hamilton, que levou o 2º amarelo e foi expulso. A 2ª etapa que já era palmeirense, passou a ser completamente verde. O Sport não encaixou mais nenhum contragolpe. Na cobrança da falta, Cleiton Xavier bateu cruzado e Ortigoza desviou para o fundo do gol. A impressão era de mais gol salvador de Cleiton, mas olhando o VT percebe-se que Ortigoza desviou de “cabelo” o suficiente para matar o goleiro.

Ainda deu tempo de Diego Souza mandar bola na trave, aos 45 minutos.

O palmeirense pode reclamar de pênalti de Durval em Keirrison no 1º tempo. Foi um agarração mais acintoso que os de costume, logo um pênalti marcável.

1X0 é pouco para se considerar uma grande vantagem, mas não ter levado gols deve ser comemorado pelo time, afinal, além da vantagem do empate, o Verdão obriga o Sport a marcar 3, caso faça um.

Confira os melhores momentos do jogão:


Já atrelado a expectativa pelo show do próximo sábado, a parede sonora que embalou a criação desse post foi a espetacular Hello, faixa que abre o mais do que clássico disco (What´s the Story) Morning Glory? do Oasis.

Cheers,

30 de abr. de 2009

Chazinho de Coca - Wonderwall

“I don't believe that anybody feels the way I do about you now”

Diga você, amigo palmeirense. Existe alguém nesse mundo que sinta pelo seu time, o mesmo que você? Sim, claro que existe. Existe o seu camarada palmeirense que hoje transborda de emoção, e mesmo que ele não consiga transcrever o que sente, tem dentro de si um sentimento do tamanho do Universo. O que não quer dizer que o seu não seja maior que o dele. No seu mundo ele é. Esse universo de paixões e sentimentos é inerente a cada um e cada um dá a ele o tamanho e a dimensão que bem entender.

Combalidos corações palestrinos devem ter se extinguido ontem. Saudáveis corações palmeirenses, certamente estiveram a ponto de explodir. Todos os corações alviverdes atravessaram a tênue linha entre a tristeza e a alegria extrema. E todos eles, aposto, não mudariam uma vírgula sequer no dramático roteiro da peça palmeirense de ontem.

E que peça, hein amigo? Digna de estatuetas de ouro. Ainda que ela tenha quase se tornado uma peça muito da ingrata. Tortuosa peça. Com altos e baixos ao longo de sua trama. Mas com um final apoteótico.

Final? Bem, final do 1º de mais 4 capítulos que, esperam os palestrinos, essa trama ainda possa render.

Alguns detratores da paixão pela bola dizem que o futebol é um ópio para as massas. Se esse ópio provoca o delicioso entorpecimento sentimental provocado com aquele gol na bacia das almas, Senhor, que sejam então distribuídos pombos sem asas a toda população. A carranca matinal não mais existirá, garanto.

Almas, corações, emoções, paixões, uma enorme paixão. Os adjetivos que descrevem essa história são quentes, são efervescentes, são Palmeiras.
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-Luxa surpreendeu entrando com Wendell na lateral direita, sem Williams e mais ainda com o garoto Souza como 2º volante. Fora o 3-5-2 que é sempre temerário. Não gostei logo de cara, mas tive de dar o braço à torcer. Souza, o "Ferrugem" fez uma belíssima partida. Seguro, com boa saída de bola e firmeza na marcação. Jumar? Mozart? Vale a aposta em Souza.

-O 1º tempo foi muito bom para o Palmeiras. Com 2 bolas na trave e uma certa tranquilidade, mas que não foram suficientes para reverter em gol. Torres deixou o jogo contundido, tornando o Colo-Colo acéfalo e isso ajudou demais o Palmeiras.

-No 2º o time verde voltou com Williams no lugar de Wendell e voltou pior. Williams parecia claramente fora de ritmo e o Colo-Colo dominou a partida.

-Aos poucos a situação tornava-se mais e mais dramática e os jogadores que fazem a diferença, foram caindo um após o outro. 1º Pierre, que até tentou voltar, mas não deu. Depois Diego Souza, que bateu a cabeça ao tentar dar uma bicicleta e foi a nocaute. Para piorar, Marcão, que vinha fazendo boa partida, foi expulso. A vaga parecia estar mesmo destinada ao time chileno.

-Cleiton Xavier era, na minha opinião, o jogador mais apagado do time. No 1º tempo não acertou quase nenhum passe e no 2º estava mal como todo o time. Mas futebol é aquela coisa, não dá pra você enrolar a bandeira e desistir antes do apito final. Aos 42 da etapa final, Cleiton recebeu bola na intermediária, sassaricou pra lá, pra cá - o time chileno todo fechado, não haviam opções para fazer a jogada - ele trouxe para a perna direita, clareou e fez a única coisa que poderia ter feito. Mandou a bola no único lugar onde o goleiro não conseguiria defende-la. Fez o que quase ninguém mais esperava, salvo o torcedor do time. Classificou o quase desclassificado Palmeiras. Salvou a lavoura, engrandeceu o futebol brasileiro ao colocar o 5º time do país na próxima fase e fez a quinta-feira surgir com tonalidades esverdeadas.

Acompanhe o Pombo sem asa de Cleiton Xavier:


O pombo, na voz de José Silvério (O Pai do Gol):
http://www.radiobandeirantes.com.br/audios/col0%20X1palcleitonxavier.mp3


Despeço-me da nobreza com o clássico Wonderwall, do Oasis.

Cheers,

3 de set. de 2008

Torcedor do City, músico do Oasis aprova chegada de Robinho


Noel Gallagher é ferrenho torcedor do Man C.


Matéria extraída do site do portal Terra.
Torcedor do City, músico do Oasis aprova chegada de Robinho

Noel Gallagher, guitarrista da banda inglesa Oasis e torcedor ilustre do Manchester City, se mostrou satisfeito com a contratação do atacante brasileiro Robinho pelo seu clube na última segunda-feira.

Noel também considerou a compra da equipe pelo grupo árabe Abu Dhabi United Group como uma "recompensa por mais de 40 anos de fidelidade".

O músico disse que estava no Canadá quando soube da aquisição do clube pelos investidores. Gallagher afirmou que recebeu 19 mensagens de texto dizendo que deveria ligar a televisão e conferir o noticiário.

"Disseram para ligar a televisão, que algum príncipe árabe havia comprado o City. Só conseguia rir no início, não acreditava no que estava acontecendo. E pouco antes de subir no palco, descobri que tínhamos contratado Robinho", disse à Radio 5, da Inglaterra.

No entanto, Noel acha que o clube de Manchester ainda não conquistará o título inglês nesta temporada.

"Ainda não seremos campeões neste ano. Mas temos que observar como estes jogadores vão atuar juntos, temos que esperar", disse o músico, que também se mostrou surpreso com todos os fatos que ocorreram na última segunda.

"Eu sempre achei que 40 anos de fidelidade seriam recompensados de alguma forma e sempre soube que chegaria o dia em que superaríamos todos os adversários", declarou.

"Mas devo admitir que não achei que aconteceria desta forma", completou Gallagher.

FONTE: http://esportes.terra.com.br/futebol/europeu/2008/interna/0,,OI3154719-EI11631,00-Torcedor+do+City+musico+do+Oasis+aprova+chegada+de+Robinho.html

15 de jul. de 2008

CHazinho de Coca - Milan anuncia Ronaldinho. O Gaúcho, não o Barriga.

Milan anuncia Ronaldinho. O Gaúcho, não o Barriga.

Depois de muito enrolar, muito se especular – 10, 15, 20 milhões de euros, chega ao final mais uma das novelas em curso no futebol mundial. Ronaldinho Gaúcho já é jogador do Milan e fica por lá até o fim da temporada 2010/11.

O preço pago pelo craque foi bem acima do especulado e chegou aos 21 milhões de euros, com possibilidade de chegar aos 25, caso o Milan consiga se classificar para as três próximas edições da Champions League (nunca vi isso).

Agora vai começar a novela sobre a liberação do jogador para as Olimpíadas ou não.

E a guerra de egos? Seedorf já disse que a camisa 10 é dele. Isso vai gerar mais novelas.

O Milan será o quarto clube de Ronaldinho. Antes ele havia jogado pelo Grêmio, Paris Saint Germain e pelo Barcelona.


Notas Rápidas

Muricy negocia sua permanência

Muricy Ramalho entrou com os dois pés no peito de Juvenal Juvêncio e impôs certas condições para não aceitar a proposta milionária que o futebol do Catar(sempre eles) lhe ofereceu.

Além de contratações com “nível” de seleção brasileira, como o lateral esquerdo Léo, ex Santos e Tinga, ex Internacional, ainda pediu a demissão de Augusto Barros e Silva, o Leco.

Baseado nas exigências, principalmente nessa da demissão do Leco, deduzo que a proposta feita deve ser mesmo gigantesca.



D´Alessandro deve ser anunciado no Internacional.

Pois é, o Inter de Porto Alegre deve anunciar ainda nessa quarta-feira a contratação do meia Argentino.

Na minha humilde opinião, o time gaúcho dá um baita chapéu em todos os outros postulantes ao título do brasileirão com essa contratação.


Ao som de Oasis - The girl in the dirty shirt

Cheers,

4 de jun. de 2008

Chazinho de Coca - Mais uma quarta-feira de decisões.

Mais uma quarta-feira de decisões.

Chegamos a mais uma quarta-feira recheada de partidas importantes. Em São Paulo, Corinthians e Sport começam a decidir a Copa do Brasil. No Rio de Janeiro, o Fluminense recebe o Boca Jrs para a segunda partida da semifinal da Libertadores. Caso o Flu passe pelo Boca, teremos então mais duas quartas-feiras de festa, caso contrário somente mais uma. Depois disso os domingos voltarão a ser os dias mais importantes do futebol brazuca e o Brasileirão, o foco e todos os clubes.

Fluminense X Boca Jrs

Com o excelente resultado obtido na Argentina, o tricolor carioca joga por 2 empates, o 0x0 e o 1x1, o 2x2 leva a decisão para os pênaltis e a partir disso, qualquer igualdade favorece o Boca. O Fluminense ainda não perdeu como mandante nessa Libertadores e levou somente um gol, mas o Boca é pródigo em reverter placares desfavoráveis na casa do inimigo. Com Riquelme confirmado, o time Argentino vem completo. Resta saber quais as condições de jogo do craque do Boca.

Juntando os prós e os contras, acabo colocando 50% de chances para cada lado. Mas tenho a certeza de que será um jogaço.


Corinthians X Sport

O Surpreendente Corinthians do excelente Mano Menezes, chega forte e completo para a decisão, já que Lulinha foi praticamente confirmado para a partida. O Sport perde sua principal peça, Romerito, que voltou para o Goiás. A campanha do Sport foi mais árdua, já que vem de três combates contra os grandes favoritos ao título, Palmeiras, Internacional e Vasco. Já o Corinthians teve um caminho menos complicado, mas nem por isso fácil, ainda mais pra um clube que acaba de vir de um rebaixamento e que contava até pouco tempo com a desconfiança de todos.

Analisando friamente, coloco o Timão com ligeira vantagem para esse jogo, 55% X 45%. Mas que o Corinthians abra os olhos. O Sport fez a primeira partida contra Palmeiras e Internacional na casa do adversário, conseguiu ótimos resultados e depois matou o rival em seu território. Um bom resultado para o Corinthians começa somente a partir dos dois gols de diferença.

De resto, só tenho a desejar uma ótima quarta-feira de decisões para todos. E que ninguém se esqueça de já colocar a cerveja para gelar.

Ao som de Oasis – I am the Walrus

19 de abr. de 2008

Chazinho de Coca - Sonho de um meninote palestrino.


Sonho de um meninote palestrino

Fellipe Perini Rodrigues é um rapazinho nascido no dia 24 de abril de 1992. Nasceu em meio a uma família repleta de corintianos, mas com um tio palmeirense. Fellipe cresceu, tanto que está para completar 16 anos. Rapazote de boas notas na escola, que devido ao convívio com esse tio, aprendeu a apreciar a boa música, a ter bom trato com as garotas e claro, tornou-se palmeirense.

Nascido no ultimo ano da longa fila sem títulos do Palmeiras, Fellipe cresceu numa época dourada do clube. Viu o time ser campeão de quase tudo o que disputou, mas foi começar a entender e curtir o futebol, justamente quando o time entrou em decadência. Sem ter tido como apreciar de verdade as glórias palestrinas, Fellipe sofreu na pele a decepção do rebaixamento. Aprendeu que ser palmeirense é, antes de qualquer coisa, uma prova de amor, um amor muitas vezes não correspondido.

Tirando o título da série B, Fellipe não tem vivencia em grandes decisões, já que o Palmeiras não chega a elas há um bom tempo. Portanto, essa semifinal contra o São Paulo está sendo a sua iniciação ao mundo maravilhoso das decisões do futebol – Seja bem vindo!

Na manhã deste sábado, conversando com ele via MSN, o filhote me confidenciou que nem tem dormido direito por causa do jogo, chegou inclusive a sonhar na noite passada com um cenário cujo qual, se por um acaso acontecer, será um teste para os corações da enorme massa palestrina e por que não, da tricolor também. Segue abaixo a descrição do próprio, para o sonho dourado:


Forza Palestra. diz:
e eu que sonhei com um gol do alex mineiro aos 45 do segundo tempo.


João Paulo diz:
ahuauhahuauhauhahuauha...sério?

João Paulo diz:
como foi?


“Forza Palestra. diz:
Entao nao sei se foi o valdivia ou o alex q tomou a falta! tipo a bola sobrou no meio da área dai o zagueiro chegou atrasado! dai foi o Alex bater, mas perdeu o primeiro pênalti, mas o juizão mandou voltar pq o Ceni defendeu a bola antes dele cobrar o pênalti, daí bateu de novo e marcou. O jogo estava 1X1 e já era 45 do segundo tempo.

João Paulo diz:
ahuahuahuaauahuahuauhaaaua

João Paulo diz:
Sensacional!

Forza Palestra. diz:
meu coraçao nao aguenta se for assim msm.”


É Fellipe, se você com apenas 16 anos não sabe se o seu coração vai agüentar, imagina o do seu pobre tio?!?!

Em homenagem ao personagem central da história, o som que embalou a criação desse texto foi de uma das bandas que ele aprendeu a curtir com o tio: Oasis – The Masterplan
(lembrando que não é necessário nenhum tipo de cadastro para comentar no blog. Basta preencher os espaços com seu nome e endereço de e-mail, selecionando a opção desejada nos campos abaixo da caixa de comentários)


um grande abraço,