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30 de nov. de 2009

Chazinho de Coca - A Esperança é Verde

Com Cleiton Xavier o Palmeiras é outro, definitivamente. Com ele em campo, Diego Souza joga como Diego Souza. O ataque rende como ataque de time candidato a título e o Palmeiras volta a jogar como Palmeiras. Como o Palmeiras que liderou o BR09 por 19 rodadas. Longe do Palmeiras que desandou e despencou da ponta para a 4ª colocação.

Muricy mandou muito bem ao escalar o time com 3 armadores. A bola foi bem tratada e Vágner Love a recebia sempre em boas condições.

"Queria trocar tudo que tenho por esse título do Palmeiras"

Com Mauricio Ramos ao lado do ótimo Danilo, ainda que a falta de ritmo de Maurício tenha atrapalhado no início, a postura é outra. O time não saiu atrás do placar como vinha acontecendo. Não se desesperou como com acontecia sistematicamente.

O gol do maestro Cleiton Xavier logo no 1º minuto de jogo, deu mostras de que aquele seria um Palmeiras diferente.

Goiás e Santo André ajudavam , e nem o gol de empate de Tardelli assustou o, até a rodada passada, assustado Palmeiras.

O gol antológico de Diego Souza do meio campo foi tão fora do comum que levou alguns segundos para crer no que se via. A rede balançando não era prova suficiente de que aquilo estava acontecendo de fato.


De desacreditado, apedrejado, de time humilhado em público e por parte do público, o Alviverde chega a última rodada do BR09 com chances de ter o título que esteve em suas mãos por mais tempo do que de qualquer outro.

Ainda que a combinação necessária para isso seja complicada. Ainda que tenhamos alguns times desonrando a própria tradição com a estampada e descarada falta de combatividade.

Com a descarada e desavergonhada possibilidade de se lesar o campeonato mandando-se times reservas para jogos decisivos. Ainda assim, sobrevive o verde. Ressurge o alviverde.

Veja os lances do jogaço e tente mensurar o tamanho do gol de Diego Souza:
http://video.msn.com/?mkt=pt-br&playlist=videoByUuids:uuids:4d9c0a18-c0ea-44be-8c72-fc5ca8997500&showPlaylist=true&from=IV2_pt-br_lancenet&fg=lancenet

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Embalado e embalando a feitura do post, tive como “companhia” o ótimo Muse, do não tão ótimo último disco dos figuras (tendo como base o padrão Muse de qualidade), mas com a centelha de genialidade de Matt Bellamy na sua “United States Of Eurasia”.

Cheers,

30 de abr. de 2009

Chazinho de Coca - Wonderwall

“I don't believe that anybody feels the way I do about you now”

Diga você, amigo palmeirense. Existe alguém nesse mundo que sinta pelo seu time, o mesmo que você? Sim, claro que existe. Existe o seu camarada palmeirense que hoje transborda de emoção, e mesmo que ele não consiga transcrever o que sente, tem dentro de si um sentimento do tamanho do Universo. O que não quer dizer que o seu não seja maior que o dele. No seu mundo ele é. Esse universo de paixões e sentimentos é inerente a cada um e cada um dá a ele o tamanho e a dimensão que bem entender.

Combalidos corações palestrinos devem ter se extinguido ontem. Saudáveis corações palmeirenses, certamente estiveram a ponto de explodir. Todos os corações alviverdes atravessaram a tênue linha entre a tristeza e a alegria extrema. E todos eles, aposto, não mudariam uma vírgula sequer no dramático roteiro da peça palmeirense de ontem.

E que peça, hein amigo? Digna de estatuetas de ouro. Ainda que ela tenha quase se tornado uma peça muito da ingrata. Tortuosa peça. Com altos e baixos ao longo de sua trama. Mas com um final apoteótico.

Final? Bem, final do 1º de mais 4 capítulos que, esperam os palestrinos, essa trama ainda possa render.

Alguns detratores da paixão pela bola dizem que o futebol é um ópio para as massas. Se esse ópio provoca o delicioso entorpecimento sentimental provocado com aquele gol na bacia das almas, Senhor, que sejam então distribuídos pombos sem asas a toda população. A carranca matinal não mais existirá, garanto.

Almas, corações, emoções, paixões, uma enorme paixão. Os adjetivos que descrevem essa história são quentes, são efervescentes, são Palmeiras.
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-Luxa surpreendeu entrando com Wendell na lateral direita, sem Williams e mais ainda com o garoto Souza como 2º volante. Fora o 3-5-2 que é sempre temerário. Não gostei logo de cara, mas tive de dar o braço à torcer. Souza, o "Ferrugem" fez uma belíssima partida. Seguro, com boa saída de bola e firmeza na marcação. Jumar? Mozart? Vale a aposta em Souza.

-O 1º tempo foi muito bom para o Palmeiras. Com 2 bolas na trave e uma certa tranquilidade, mas que não foram suficientes para reverter em gol. Torres deixou o jogo contundido, tornando o Colo-Colo acéfalo e isso ajudou demais o Palmeiras.

-No 2º o time verde voltou com Williams no lugar de Wendell e voltou pior. Williams parecia claramente fora de ritmo e o Colo-Colo dominou a partida.

-Aos poucos a situação tornava-se mais e mais dramática e os jogadores que fazem a diferença, foram caindo um após o outro. 1º Pierre, que até tentou voltar, mas não deu. Depois Diego Souza, que bateu a cabeça ao tentar dar uma bicicleta e foi a nocaute. Para piorar, Marcão, que vinha fazendo boa partida, foi expulso. A vaga parecia estar mesmo destinada ao time chileno.

-Cleiton Xavier era, na minha opinião, o jogador mais apagado do time. No 1º tempo não acertou quase nenhum passe e no 2º estava mal como todo o time. Mas futebol é aquela coisa, não dá pra você enrolar a bandeira e desistir antes do apito final. Aos 42 da etapa final, Cleiton recebeu bola na intermediária, sassaricou pra lá, pra cá - o time chileno todo fechado, não haviam opções para fazer a jogada - ele trouxe para a perna direita, clareou e fez a única coisa que poderia ter feito. Mandou a bola no único lugar onde o goleiro não conseguiria defende-la. Fez o que quase ninguém mais esperava, salvo o torcedor do time. Classificou o quase desclassificado Palmeiras. Salvou a lavoura, engrandeceu o futebol brasileiro ao colocar o 5º time do país na próxima fase e fez a quinta-feira surgir com tonalidades esverdeadas.

Acompanhe o Pombo sem asa de Cleiton Xavier:


O pombo, na voz de José Silvério (O Pai do Gol):
http://www.radiobandeirantes.com.br/audios/col0%20X1palcleitonxavier.mp3


Despeço-me da nobreza com o clássico Wonderwall, do Oasis.

Cheers,

10 de fev. de 2009

Chazinho de Coca - Sustentação Alviverde.

Sustentação Alviverde.

Os 4X1 do Palmeiras sobre o Santos, marcaram a sétima vitória do time de Luxemburgo, em sete partidas realizadas no ano. Cinco delas pelo Paulistão e outras duas pela Libertadores.

Um pilar de sustentação tem dado o tom do time nesse início de temporada. A zaga com Danilo, que as vezes tem a companhia de Maurício Ramos, outras de Jeci, além da cadeira cativa de Edmilson, deixou de ter as panes da temporada passada. Ajustar alguma coisa nas bolas aéreas ainda se faz necessário, mas é algo que pode ser feito, já que muito pouco falta se ajustar nesse surpreendente Palmeiras de 2009.

Armero entrou e dominou o setor esquerdo. Pierre continua sendo o cão de guarda do meio campo. Mas está em seu atual companheiro de setor, o grande diferencial desse Palmeiras.

Muito se fala em Keirrison, e não por menos. Aos 20 anos, o K9 tem uma postura digna de quem já está há tempos comandando ataques de grandes equipes. A espantosa marca de 7 gols em 5 partidas lhe dá a condição de ser apontado como o principal destaque dessa equipe. Não apenas ele, porém.

Mais do que o K9, que todos já sabiam que jogava essa bola, o termômetro desse time chama-se Cleiton Xavier. Destaque de um pouco destacado e rebaixado Figueirense, ele chegou como o menos badalado dos contratados. De cara ganhou a camisa 10, vaga desde a saída de um dos grandes ídolos recentes do clube, o chileno Valdívia.

Apesar da 10, Luxemburgo arma o time com Cleiton Xavier como segundo volante. Mas contra um Santos com apenas um atacante, Luxa não precisava atuar com três zagueiros. Avançou
Edmilson para ser volante e Cleiton passou a ser efetivamente o armador, exclusivamente um armador.

Os 1º´s 30 minutos foram um massacre alviverde. A primeira etapa poderia ter terminado 5X0 sem grandes exageros e quase, para não dizer todas as bolas, passavam pelos pés do camisa 10. Ele inclusive quase marcou um golaço dando um tapa por cima de Fábio Costa, mas a bola passou rente a trave.

Xavier não faz firula, mas não faz o óbvio. Não tem a habilidade do Valdívia, mas tem a frieza que muitas vezes faltou ao craque chileno. Ele é um legítimo 10, mas poderia usar a 8 e fazer a função que coube aos grandes “8” do futebol. O que lhe garante essa possibilidade é a sua condição física.

Em uma mesma jogada você consegue vê-lo dar combate na saída de bola adversária, depois desarmando no meio, o que faz com grande capacidade, e no que o time recupera a bola, já está avançado, como um legítimo 10. Ali ele não enrola, recebe a bola e a distribui com tapas simples e eficazes, como no 4º contra o Santos.
Dificilmente veremos um chapéu ou algum lance de mais efeito de Cleiton Xavier, ainda que sua capacidade o permita, mas ele prefere clarear as coisas para os atacantes, outras vezes, para si próprio.

Para mim, surpreendentemente, assumo, o grande destaque desse Palmeiras de 2009.

Acompanhe os lances do clássico:


No embalo de Cut Copy, com a sensacional Lights and Music.

Cheers,

22 de jan. de 2009

Chazinho de Coca - Palmeiras chuta a desconfiança e começa bem o ano.

Palmeiras chuta a desconfiança e começa bem o ano.




Não é a boa estréia na temporada que irá esconder os erros nesse novo Palmeiras. Aliás, o time é novo, mas o problema é antigo – a bola alta.

Por baixo a nova zaga alviverde mostrou mais segurança, mas com Marcelinho Carioca levantando tudo quanto era jogada na área adversária, a defesa do Verdão voltou a bater cabeça. Edmilson cairá como uma luva nesse sistema defensivo, não só pela altura e pela qualidade, mas pela liderança que irá exercer nessa molecada toda.

Por outro lado, a vitória magra serviu para acalmar os ânimos da impaciente torcida, que já pegava no pé do time depois dos tropeços na pré-temporada. O que se viu ontem foi uma amostra do time rápido e técnico que Luxemburgo tanto prega querer aplicar na temporada 2009.

Os 3 estreantes foram bem, sobretudo o herdeiro da camisa 10, Cleiton Xavier. Com boa movimentação, bons passes e volume de jogo, Cleiton fez o que se espera do articulador do time. Ao lado do outro destaque e surpresa positiva, Lenny, o jogador costurou a defesa adversária com passes e triangulações rápidas.

Foi numa dessas rápidas jogadas que saiu o gol da vitória.

Jefferson tomou a bola no meio campo e partiu pra cima, Lenny apresentou-se bem na entrada da área e recebeu de costas, no que percebeu a passagem de Xavier e com um bonito tapa na bola, deixou o camisa 10 na cara do gol, ele tirou o goleirão com categoria e assinalou o 1º gol do campeonato.

Lenny jogou ontem, o que não jogou em toda a temporada 2008. Criticado pela mídia e pelo torcedor, a eterna jovem promessa recebeu apoio apenas do técnico Luxemburgo, que apesar de cobrá-lo com veemência, dizendo que o jogador empina pipa no ventilador e que é criado pelos avós, sempre bancou e apostou nele. Ontem Lenny partiu pra cima, driblou, cavou falta, apresentou a antiga falha na hora de finalizar, mas fez bela partida.

Impressionante a satisfação do técnico a cada bom lance de Lenny, demonstrando isso com aplausos e incentivos. É fato, se Lenny vingar nessa temporada, deverá instalar uma estátua do treinador na sala de seus avós.

Se por um lado o time ganhou a esperança de um bom ano de Lenny, outro jogador que a torcida sempre esperou mais, não encaixou boa partida – Diego Souza. Vontade não faltou, faltou sangue frio para finalizar lances capitais, gols feitos. Diego não foi bem e, na minha opinião, a não ser que mude drásticamente sua condição, deverá perder a posição de titular. Marquinhos e Keirrison vêm aí e agora tem essa ascensão de Lenny. Kleber e Luiz Adriano estão quase certos. Ele que abra os olhos.

Confira os melhores momentos da estréia palmeirense na temporada 2009:
Cheers,