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20 de jan. de 2011

CHAZINHO DE COCA - TIRONE É O NOVO PRESIDENTE DO PALMEIRAS.

Arnaldo Tirone Jr é o novo presidente do Palmeiras. A vitória foi larga, pra não dizer esmagadora. Ainda que Nobre - preferido da torcida - ganhasse todos os míseros 21 votos de Palaia, mesmo assim não teria conseguido sequer incomodar o vencedor.

Tirone Jr tem apoio político de Mustafa Contursi, ex presidente que fez figuração na era da co-gestão com a Parmalat e que levou o clube a série B quando teve que assumir a responsabilidade sozinho.

Por outro lado, "Juninho" é filho de Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras na década de 60, era de ouro que emplacou o surgimento da 1ª versão da Academia - caros, até arrepia ao escrever "Academia".

Este blogueiro já havia cravado apoio a candidatura de Paulo Nobre em outrora. Mas não cabe agora criticar ou cornetar uma direção que sequer começou seu trabalho. Mas estamos de olho.

Que Tirone Jr traga de volta os bons fluidos da distante década de 60 e não o martírio e a vergonha emplacada por Mustafá em seus últimos momentos como presidente.

Mais do que nomes de candidatos, de cargos e funções, um nome apenas interessa a todos, seja de posição, oposição ou 3ª Via. Mais do que um nome, uma instituição. Uma sociedade formada não por 288 eleitores, mas por 18 milhões de torcedores.

Boa sorte, Tirone.

Eterno, Verdão!

30 de abr. de 2009

Chazinho de Coca - Wonderwall

“I don't believe that anybody feels the way I do about you now”

Diga você, amigo palmeirense. Existe alguém nesse mundo que sinta pelo seu time, o mesmo que você? Sim, claro que existe. Existe o seu camarada palmeirense que hoje transborda de emoção, e mesmo que ele não consiga transcrever o que sente, tem dentro de si um sentimento do tamanho do Universo. O que não quer dizer que o seu não seja maior que o dele. No seu mundo ele é. Esse universo de paixões e sentimentos é inerente a cada um e cada um dá a ele o tamanho e a dimensão que bem entender.

Combalidos corações palestrinos devem ter se extinguido ontem. Saudáveis corações palmeirenses, certamente estiveram a ponto de explodir. Todos os corações alviverdes atravessaram a tênue linha entre a tristeza e a alegria extrema. E todos eles, aposto, não mudariam uma vírgula sequer no dramático roteiro da peça palmeirense de ontem.

E que peça, hein amigo? Digna de estatuetas de ouro. Ainda que ela tenha quase se tornado uma peça muito da ingrata. Tortuosa peça. Com altos e baixos ao longo de sua trama. Mas com um final apoteótico.

Final? Bem, final do 1º de mais 4 capítulos que, esperam os palestrinos, essa trama ainda possa render.

Alguns detratores da paixão pela bola dizem que o futebol é um ópio para as massas. Se esse ópio provoca o delicioso entorpecimento sentimental provocado com aquele gol na bacia das almas, Senhor, que sejam então distribuídos pombos sem asas a toda população. A carranca matinal não mais existirá, garanto.

Almas, corações, emoções, paixões, uma enorme paixão. Os adjetivos que descrevem essa história são quentes, são efervescentes, são Palmeiras.
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-Luxa surpreendeu entrando com Wendell na lateral direita, sem Williams e mais ainda com o garoto Souza como 2º volante. Fora o 3-5-2 que é sempre temerário. Não gostei logo de cara, mas tive de dar o braço à torcer. Souza, o "Ferrugem" fez uma belíssima partida. Seguro, com boa saída de bola e firmeza na marcação. Jumar? Mozart? Vale a aposta em Souza.

-O 1º tempo foi muito bom para o Palmeiras. Com 2 bolas na trave e uma certa tranquilidade, mas que não foram suficientes para reverter em gol. Torres deixou o jogo contundido, tornando o Colo-Colo acéfalo e isso ajudou demais o Palmeiras.

-No 2º o time verde voltou com Williams no lugar de Wendell e voltou pior. Williams parecia claramente fora de ritmo e o Colo-Colo dominou a partida.

-Aos poucos a situação tornava-se mais e mais dramática e os jogadores que fazem a diferença, foram caindo um após o outro. 1º Pierre, que até tentou voltar, mas não deu. Depois Diego Souza, que bateu a cabeça ao tentar dar uma bicicleta e foi a nocaute. Para piorar, Marcão, que vinha fazendo boa partida, foi expulso. A vaga parecia estar mesmo destinada ao time chileno.

-Cleiton Xavier era, na minha opinião, o jogador mais apagado do time. No 1º tempo não acertou quase nenhum passe e no 2º estava mal como todo o time. Mas futebol é aquela coisa, não dá pra você enrolar a bandeira e desistir antes do apito final. Aos 42 da etapa final, Cleiton recebeu bola na intermediária, sassaricou pra lá, pra cá - o time chileno todo fechado, não haviam opções para fazer a jogada - ele trouxe para a perna direita, clareou e fez a única coisa que poderia ter feito. Mandou a bola no único lugar onde o goleiro não conseguiria defende-la. Fez o que quase ninguém mais esperava, salvo o torcedor do time. Classificou o quase desclassificado Palmeiras. Salvou a lavoura, engrandeceu o futebol brasileiro ao colocar o 5º time do país na próxima fase e fez a quinta-feira surgir com tonalidades esverdeadas.

Acompanhe o Pombo sem asa de Cleiton Xavier:


O pombo, na voz de José Silvério (O Pai do Gol):
http://www.radiobandeirantes.com.br/audios/col0%20X1palcleitonxavier.mp3


Despeço-me da nobreza com o clássico Wonderwall, do Oasis.

Cheers,

27 de jan. de 2009

A nova era da Sociedade Esportiva Palmeiras.

A nova era da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Este seria um mero post informativo acerca das eleições do Palmeiras. Deu o óbvio, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo é o novo presidente do Palmeiras.

Fato aguardado por noventa e tantos por cento da angustiada e verdadeira torcida alviverde.

Mas a segunda-feira, dia 26 de janeiro de 2009, marcou aquela que entrou para a história, como a maior e mais importante eleição da história do clube. Os fatos decorrentes disso não me permitem fazer um mero post informativo. Portanto já me adianto e me desculpo pelo provável discurso inflamado.

Imagine você, ao final das últimas eleições para prefeitura de São Paulo, com a vitória de Kassab assegurada , se seria possível vermos ele e sua rival, Marta Suplicy, saírem juntos da sede do governo, segurando a bandeira da cidade e cantando o hino nacional, por exemplo.

Utopia que o mais fervoroso palmeirense (onde me incluo), jamais imaginou ver nas sempre conturbadas e polêmicas eleições do Palmeiras.

Ao final da eleição, com Belluzzo declarado vencedor, o torcedor teve a oportunidade de ver, de sentir, de imaginar que, pela 1ª vez em anos, talvez na história, o clube, a marca, a nação pela qual ele escolheu torcer, amar e viver, terá uma unidade política, terá uma cúpula formada por pessoas integras, inteligentes e que sobretudo irão batalhar pelo bem do clube, afinal, assim como eu, como você, como os 15 milhões que estavam ontem de olhos e ouvidos voltados para o Palestra Itália, eles são legítimos palmeirenses.

A imagem fala por si – Frizzo abraçado a Belluzzo, ambos segurando a bandeira do clube, saem juntos do salão nobre e vão comemorar a vitória - não do Belluzzo, mas do Palmeiras – junto da torcida. Acompanhando os dois, Gilberto Cipullo foi cantar o hino com a torcida.

Frizzo e Belluzzo comemoram juntos com a torcida


– Não é hora de ressentimentos. É hora de somar – afirmou Frizzo.

– Foi a melhor eleição de todos os tempos – vibrou Belluzzo.– Vamos continuar o trabalho, com mais apetite – disse Cipullo.

Belluzzo sugeriu a colaboração de Frizzo nesses 2 anos de mandato.

Para um clube que viveu anos de trevas políticas, sob a ditadura de um antigo e ultrapassado presidente, essas eleições marcam um ponto final nas maléficas pretensões desse moribundo cidadão e marcam também uma nova era política, de integração, de inovação, de projetos focados na grandiosidade, na história dessa Sociedade Esportiva Palmeiras.

Parabéns Belluzzo, Frizzo e Cipullo, parabéns torcedor, parabéns Palmeiras.



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PS: Imagens e declarações dos personagens extraídos do lance.net.