Havia tempo que não via um Corinthians assim. Parece que a queda (horror na vida de qualquer clube...grande) fez bem.
4 de mai. de 2009
Do Populacho - É, voltou
Seleção do Paulistão.
Em um campeonato onde os grandes dominaram por completo, são eles também quem cedem seus atletas para a minha seleção desse Paulistão.
No afrescalhado 4-3-1-2 ou 4-4-2, como preferir (ou como entender), a minha seleção antes das fases finais seria uma, que não é exatamente a que eu montaria analisando apenas o que aconteceu das semifinais em diante. Jogando tudo em uma panela e fazendo aquela mistura marota, segue o meu selecionado.
Felipe (Cor)
Alessandro (Cor)
André Dias (Spo)
Chicão (Cor)
André Santos (Cor)
Pierre (Pal)
Elias (Cor)
Madson (San)
Diego Souza (Pal)
Keirrison (Pal)
Ronaldo (Cor)
Técnico: Vagner Mancini (San)
Sem plena convicção em algumas posições, muitos do que aí estão só aparecem na lista pelo que fizeram ao longo do campeonato.
E você, já montou a sua seleção?
A Volta por cima!

E nesta conquista, não há como não falar nele, que tantas vezes foi considerado acabado para o futebol. Ronaldo Nazário, o Fenômeno, sinônimo de superação, mais uma vez ridicularizado pelo tamanho da pança, e pelos percalços em sua vida pessoal, fez calar a inveja canhesta de seus críticos. Ele que tantas vezes caiu e se levantou para seguir em frente, mais uma vez provou (como se precisasse), que ninguém mais que ele merece ser chamado de Fenômeno. Diria que o dissimulado gesto obsceno feito na comemoração de seu gol contra o São Paulo, não foi dirigido à torcida são-paulina, e sim, a esses invejosos. E se me dão licença para fazer uso chulo do vernáculo pátrio, me filio ao Fenômeno num sonoro “Chupa”.
Mas seria injusto não falar de outros personagens deste grupo tão aguerrido. Chicão - que não disputou o último jogo, por estar suspenso - foi um guerreiro ao lado do capitão William. Jorge Henrique foi o carregador de piano que tanto personifica a garra corinthiana. Um grande destaque também foi André Santos, com gols importantes. E aquele, que na humilde opinião deste escriba, foi o melhor jogador deste Paulistão, Elias.
Vale falar também na determinação da equipe do Santos, principalmente na segunda partida da decisão, o que só fez engrandecer o espetáculo.
Sobre o campeonato Paulista, ganhou o clube que melhor se planejou para ganhar. É muito cedo ainda para dizer que a atrapalhada diretoria corinthiana aprendeu algo nesse sentido, mas um pequeno passo, não deixa de ser um grande ponto de partida.

Acredito que sobre as partidas que decidiram o Paulistão, profissionais especializados são mais indicados para dar pareceres táticos, então o que cabe aqui para finalizar é o belíssimo samba de Paulo Vanzolini que dá nome a este texto: “Ali onde eu chorei qualquer um chorava/ Dar a volta por cima que eu dei/Quero ver quem dava”. Valeu, Corinthians.
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Pimentel é corintiano, maloqueiro e sofredor. Atualmente morando em Recife, disse que irá torcer contra o Sport na terça-feira. Contra o Sport, nunca a favor do Palmeiras.
27 de abr. de 2009
Chazinho de Coca - Santos 1X3 Corinthians.
-O Santos tem um ataque muito promissor e uma defesa muito ruim. Contra um Corinthians que quase não sofre gols e um ataque com inspirações fenomenais, prevaleceu o time que já é tática e tecnicamente mais bem estabelecido. Promissores, Neymar, Paulo Henrique e Madson bem que tentaram, mas foram bem anulados pelos pilares corintianos. Chicão está em fase irretocável.
- Em vacilo da defesa santista, o desaparecido Douglas sofreu falta na entrada da área. O “irretocável” Chicão mandou no ângulo esquerdo de Fábio Costa.
- O Santos, que já buscava pressionar, atirou-se por completo no ataque. O Corinthians, na dele, postou-se de maneira simples, mas eficaz. O Timão jogava praticamente no 4-3-0-2, sendo esse “zero”, o postulante a “um”, Douglas. Cristian e Elias eram os donos do meio, compensando a inatividade de Douglas. Contudo foi num bicão de Chicão que Ronaldo pegou a defesa santista mais uma vez aberta e, com um domínio genial, matou qualquer tentativa de recomposição daaga e na saída de Fábio Costa, o Fenômeno guardou a criança no fundo das redes.
-O Santos passou a ser todo ataque, mas aí quem brilhou foi Felipe. Contra um Kleber Pereira que parece ter esquecido o caminho dos gols que ele tanto trilhou em 2008, Felipe prevaleceu de forma magistral. Fez ainda defesas milagrosas em chutes de Triguinho e Neymar.
-No 2º tempo Mano Menezes entrou com Fabinho no lugar de Jorge Henrique e com isso trouxe o Santos ainda mais para dentro. E a pressão santista não foi pouca. E não foram poucas as chances desperdiçadas. Até que Triguinho recebeu livre pela esquerda e não sei dizer se bateu direto ou se tentou cruzar, fato é que Felipe não foi tão bem dessa vez e desviou a bola para dentro do gol. O Santos parecia ter renascido e o Corinthians acusou o golpe.
-Mancini colocou Roni no lugar do apagado Kleber Pereira e Robinho no de Paulo Henrique, que já não era o mesmo. O empate parecia questão de tempo, parecia. A desatenta zaga santista foi obrigada a mais uma vez encarar um Ronaldo partindo em direção ao gol. E como parar o Fenômeno nessas condições? Engraçado é ver um cara que parece ter o triplo do tamanho dos outros, partir em velocidade e ganhar facilmente de jogadores mais novos e melhores fisicamente. Ronaldo foi avançando e a defesa foi afastando, afastando. E em um lance de rara beleza, visão de jogo e genialidade, o R9 driblou o zagueiro e como se fosse a coisa mais simples do mundo, deu um tapinha por cima do adiantado Fábio Costa e fechou a conta.
E eu aposto que você pensou: “Ué, mas é tão fácil assim?”
Acompanhe o que de melhor aconteceu na partida:
Escute os gols na narração de José Silvério(O Pai do Gol):
http://www.radiobandeirantes.com.br/audios/san0x1corchicao.mp3
http://www.radiobandeirantes.com.br/audios/san0x2corronaldo.mp3
http://www.radiobandeirantes.com.br/audios/san1x2cortriguinho.mp3
http://www.radiobandeirantes.com.br/audios/san1x3corronaldo.mp3
E eu fico por aqui, enquanto termino de escutar a delícia sonora do dia - Leonard Cohen - Dress Rehearsal Rag.
22 de abr. de 2009
A inflação dos Ingresso na Final.
(Texto enviado pelo colaborador Guilherme Cruz)
Os dois jogos finais do Campeonato paulista ocorrerão na Vila Belmiro e no Pacaembu.
A proposta desses locais para sediarem os jogo finais foram aceitas pela Federação Paulista de Futebol, as cargas de ingressos seguirão os mesmos moldes das semifinais e dos clássicos ocorridos no decorrer do campeonato, ou seja 90% para a torcida do time mandante e 10% para o visitante.
Até aí tudo correto, agora, as medidas utilizadas pelos Presidentes dos dois clubes para aumentarem os valores dos ingressos na final, chega a ser absurda.
O Presidente Marcelo Teixeira elevou os preços a quase mais de 100%, dependendo do setor, em relação ao jogo semifinal contra o Palmeiras. As cadeiras superiores, por exemplo, que na semi custaram R$60.00 custarão agora R$150.00, as arquibancadas tiveram seus valores dobrados e agora o torcedor que quiser ir ao jogo terá que desembolsar R$80.00 ao invés dos R$40.00, cobrados anteriormente.
Andres Sanchez, por sua vez, também inflacionou o clássico, porém foi mais contido. A arquibacada e tobogã que custaram R$30.00 contra o São Paulo, sofreram aumento para R$40.00. A cadeira especial passou de R$70.00 para R$80.00 e a área VIP do estádio chega a custar R$200.00
Que o ingresso custe mais caro em uma final de campeonato pode até ser normal, mais essa inflação desmedida é um descaso com o torcedor que acompanhou o torneio inteiro das arquibancadas e, que mais uma vez por amor ao seu time de coração, desembolsará essas quantias absurdas.
20 de abr. de 2009
Chazinho de Coca - De quem é a culpa?

Foi o que encontraram os funcionários da limpeza do São Paulo às 9:00 do último domingo, quando chegaram ao estádio do Morumbi.
A Polícia Militar informa que na vistoria realizada na noite anterior não havia nada de errado no local. O setor era reservado apenas para torcedores corintianos, que só puderam entrar a partir das 14:15, isso para que a polícia e alguns funcionários pudessem dar uma “aliviada” na recepção preparada.
De toda forma, imagens mostradas hoje na TV Bandeirantes, além de fotografias espalhadas em alguns sites, dão conta de que ao entrarem os torcedores perceberam a “surpresa” e manifestaram sua revolta através de gravações via celular e câmeras digitais. Muitos perguntavam como teria sido possível a torcida são paulina ter tido acesso ao local antes da abertura dos portões.
De fato, é algo para se pensar. Se foram os torcedores tricolores, esses tiveram acesso liberado por alguém. Se não foi a torcida, então quem foi? A Polícia? A própria torcida corintiana? Certamente que não.
Do Populacho - Aí sim, Muricy!
Ao contrário das apostas da maioria dos especialistas em futebol e do empenho de Muricy em não deixar o adversário se classificar dentro do Morumbi, o Corinthians venceu. E como venceu.
De fato, o São Paulo se mostrou com mais vontade e mais jogo durante o primeiro tempo, porém sem conseguir realmente assustar o goleiro Felipe.
Alguma coisa aconteceu no intervalo.
O São Paulo veio mais disposto ao ataque, se expondo mais. Era tudo o que Mano queria para “amansar a fera”. Na arrancada de Douglas, “O” camisa 10, ao menos neste jogo, a bola chega em Ronaldo, que lança Jorege Henrique, que bate e...trave, mas Douglas já estava lá, se lembrado de quem disse que ele se esconde em jogo grande, e conferiu.
19 de abr. de 2009
HOJE É DIA DE DECISÃO...
(Texto enviado pelo colaborador Guilherme Cruz).
Hoje o Corinthians tem tudo para manter a história e tradição, eliminando mais uma vez o seu maior rival nos últimos anos. O Timão tem vantagem no geral de confrontos contra o SPFC, mas é em decisão que a soberania corintiana põe por terra a soberba sãopaulina. Ainda mais quando a primeira partida é vencida pelo time alvinegro. Nas decisões, aonde o Timão venceu o primeiro jogo, apenas por uma vez o São Paulo conseguiu sagrar-se classificado ou campeão.
O majestoso desse domingo será mais um jogo brigado e truncado, com certeza haverá muita entrega dos dois lados, porém deve se cuidar para que luta e entrega não descambe para pancadaria. Os gestos de Cristian, do jogo passado, devem ser esquecidos por são paulinos, assim como não daremos importância a um gigante Morumbi com apenas 6 mil pagantes (lembrando que 4 mil serão corintianos).
Hoje é dia de decisão, hoje é dia de sofrimento e unhas roídas em frente a tv e tomara hoje seja dia de manter a escrita.
Chazinho de Coca - No Palestra Itália, derrota do cidadão.
O jogo nem havia começado, mas a derrota já havia acontecido – derrota do cidadão.
Fui ao Palestra Itália acompanhado de minha namorada para assistir a um grande clássico. Mas fomos impedidos, simplesmente por sermos o peixe(ops) pequeno da história.
A saga começou quando fomos adquirir nossas entradas no posto autorizado da loja MCS (POSTO TIM) DO SHOPPING ARICANDUVA. O inicio das vendas estava programado para as 10:00 do sábado e as 10:20 nós estávamos lá, quando fomos informados pelo atendente de que os ingressos só chegariam as 12:30. Bem, enrolamos do jeito que deu e retornamos no horário dito. Com um pouco de atraso, as vendas foram iniciadas.
Um cadastro tosco e realizado manualmente era feito. Comprei 2 entradas inteiras, no valor de R$40,00 cada.
Por volta das 16:30 estávamos na porta do Palestra Itália, e exatamente as 17:15 entramos, ou tentamos entrar.
Fila encarada, revista realizada, ingresso travado na catraca.
O ingresso da minha namorada não estava sendo aceito. Quando surge o primeiro personagem do capítulo Palestra, o “cara da catraca”.
Tentou uma, duas, três vezes e nada. Quando ele nos informou que o problema era da catraca e então tentou em uma outra, sendo mal sucedido mais uma vez. E então entra em cena o segundo personagem, “o Supervisor das catracas”.
A essa altura, a minha preocupação era a de que eles alegassem de que eram entradas falsas. Mas o buraco era ainda mais embaixo.
O Supervisor, cheio de astúcia, verificou os ingressos e repreendeu o pobre catraqueiro. Não era falso, era para a partida errada. Nos venderam entradas para o jogo contra a LDU, pela Taça Libertadores, em jogo a se realizar na próxima terça-feira, sendo que tais ingressos só terão suas vendas iniciadas nesse domingo. É mole?
LDU, aí vamos nós!
Já sentindo que seria lesado, busquei algum responsável e que pudesse resolver a situação, sem que nós torcedores, consumidores, pessoas de bem, fossemos prejudicados pela falha, pela falta de responsabilidade alheia. E então entra o terceiro personagem da saga, “o representante da federação paulista”.
O escalão dos personagens aumentava a cada nova investida, mas a resolução apresentada era cada vez mais pífia, cada vez mais cretina.
Esse personagem disse que pouco poderia fazer, mas me aconselhou a buscar um tal de “chefe dos representantes da federação”. Por um minuto achei que fosse falar com o Del Nero, mas que nada. Na verdade esse quarto personagem era uma espécie de supervisor desses senhores que não sei o que faziam por lá. E seguindo a tendência de resoluções patéticas apresentadas, esse senhor disse que nada poderia fazer, mas que eu tentasse falar com o segurança de não sei qual setor, para que ele me permitisse conversar com não sei qual responsável, de não sei qual departamento.
Ah tá, agora sim.
Já estava quase na hora do jogo e nós já sabíamos qual seria o desfecho do caso, mas era patético, vergonhoso e humilhante nos ver naquela situação, de mãos atadas devido a incompetência alheia, sendo que era para estarmos devidamente bem instalados nas arquibancadas.
Antes, porém, apareceu um personagem coadjuvante, já que nem soube me dizer que função lhe cabia. Só disse que iria resolver uma questão e voltaria para me ajudar – devo estar lá esperando ele até agora.
Por fim o quinto personagem, “o segurança do tal setor”.
Obviamente que ele nada poderia fazer, era apenas um segurança, mas pelo simples fato de ter sido o único a me dar ouvidos, apesar de ser o único desses todos que estava efetivamente dando um duro danado, conversando com torcedores mal educados e pessoas com dúvidas, passou a ser o único digno de ser chamado de profissional, no meio de tantos personagens inúteis, setores desnecessários e uma empáfia dos diabos.
O Palmeiras não merece tamanha desorganização, nós cidadãos, torcedores e consumidores não merecíamos tamanho descaso.
Coube nos recolher a nossa insignificância e ir para nosso bar predileto, assistir confortavelmente ao jogo, sendo servido da forma como merecemos.
E claro, não vou me esquivar de nossa responsabilidade no caso. Afinal, fomos desatentos ao não olhar o detalhe da discórdia. Mas caramba, será que além de passar por tudo isso, ainda devo nos achar culpados? Desatentos, apenas isso.
Os ingressos? Bem, nós somos os únicos no mundo que já temos entradas para o jogo de terça contra a LDU.
E por sorte poderemos ir ao jogo. Mas e se não pudéssemos? Quem iria no ressarcir? De quem é a culpa?
Um golaço da desorganização, um golaço da falta de vergonha na cara. Dá-lhe derrota da cidadania.
14 de abr. de 2009
La Mano de dios - Um clássico alvinegro
Um clássico alvinegro
Esqueçamos a mais uma vez péssima atuação de Sálvio Spinola e dos bandeiras. Esqueçamos a entrada maldosa de Ronaldo em André Dias e a cabeçada de Miranda, impedido em 20 centímetros (depois das câmeras tira-teima é fácil ver esse tipo de lance). Vamos falar aqui do que fez o Corinthians merecer a vitória no clássico de domingo.
Primeiro de tudo, o São Paulo não jogou como o São Paulo. Não teve posse de bola, não dominou o meio de campo e não se arriscou no ataque. Além disso, não teve Rogério Ceni numa noite inspirada, falhando novamente em dois lances que poderiam ter dado tons de tragédia à partida.
Mas não foi uma derrota do São Paulo, e sim uma vitória do Corinthians. No papel o Tricolor é mais time, mas em campo o Timão jogou com doze, dada a entrega e a vontade de seus jogadores. Essa raça toda dominou a partida, com o Corinthians mais perigoso durante grande parte do jogo. E foi um gol de raça aquele de Elias ainda no primeiro tempo, e de muita entrega e oportunismo o de Christian, roubando a bola de Jorge Wagner no meio campo, aos 47 minutos do segundo tempo.
Foi uma vitória para corinthiano nenhum botar defeito.
Ao som de Fela Kuti - Zombie. Isso é afrobeat.
Rapidinhas: desnecessária e vergonhosa a comemoração de Christian após o gol. Quando o jogador comporta-se como marginal, não dá para exigir educação da torcida. E o que fará o TJD? Mais uma vez, ficará só olhando...
6 de abr. de 2009
Chazinho de Coca - O santo do Santos.
Parecia que a Ponte era a postulante a vaga nas semifinais. Durante todo o jogo a Macaca manteve-se em cima do Peixe. Fábio Costa fez seguramente a sua melhor partida na temporada.
A responsabilidade parece estar pesando sobre o garoto Neymar, que apático quase não apareceu no jogo. Com isso Kleber passou todo o 1º tempo sumido entre os zagueiros. Madson era um dos poucos aparentemente cientes da importância do jogo. Longe de fazer grande partida, ao menos procurava alternativas para a inoperância santista.
Longe de viver a melhor fase, contudo com o faro de gol sempre apurado, Kleber Pereira resolveu fazer aquilo que melhor sabe – gols. E decisivos.
Aos 41 da 1ª etapa, Kleber recebeu bom passe de Pará e só desviou do goleiro Aranha.
Justiça foi feita logo no início do 2º tempo. Primeiro com Deivyd, que recuperou bola em jogada bisonha do time santista e logo aos 9 segundos empatou o jogo. A virada veio aos 4 minutos, em cabeceio de Gum.
Enquanto isso a Lusa se garantia contra o Santo André. Vendo a Ponte dominar o jogo e a Lusa fazendo sua parte, o Santos entrou em parafuso. Só que era dia do artilheiro.
Em mais uma rara jogada bem tramada pelo Santos, Kleber recebeu dentro da área e dessa vez encheu o pé, deixando tudo igual e aumentando o tom de dramaticidade.
O jogo se arrastava e o Peixe parecia não ter mais forças para realizar um novo milagre. Mas se o
Santos e os seus santos caseiros não conseguiam realizar o milagre, parece que os santos dos céus elegeram um novo santo santista, só que no adversário. Em um lance de extrema infelicidade, o zagueiro Jean meteu a mão na bola em jogada aérea do Peixe. Pênalti aos 43 minutos, um achado, um milagre. Convertido por ele, o homem que não é santo, mas é gol. Kleber Pereira marcou o 3º santista, o 3º dele e decretou a classificação, na bacia das almas. Santíssimas almas.O futebol não é dos melhores, mas depois de uma vitória dessas, o Peixão chega forte para enfrentar o Palmeiras na briga pela vaga na final. Expectativa de duelos sensacionais.
Confira os gols do épico santista:
Cheers,
Chazinho de Coca - “O jogo é quarta, o jogo é quarta”
“O jogo é quarta, o jogo é quarta”
O que já está na cabeça da torcida há tempos, nos comentários da imprensa desde a derrota do Palmeiras para o Colo-Colo, mostrou ser também grande expectativa do elenco alviverde, principalmente depois do gol de Diego Souza na partida contra o Botafogo de Ribeirão Preto.
Ao marcar o gol da virada e que garantiu a 1ª colocação ao time, o meia não se conteve e foi comemorar com a torcida, gesticulando e gritando “o jogo é quarta, o jogo é quarta”, fazendo referência ao jogo decisivo contra o Sport na Ilha do Retiro pela Libertadores. A torcida já entusiasmada com a virada, quase incendiou o Palestra depois disso.
O Palmeiras não fez uma grande partida, tanto que saiu do 1º tempo com 1X0 na lomba. Em cobrança de falta de longa distância, Bruno estava adiantado e foi pego de surpresa.
Na 2ª etapa Luxa promoveu a entrada de Ortigoza no lugar de Lenny. O Coalhada voltou a não decepcionar. Em bola enfiada por Cleiton Xavier, o paraguaio se esticou todo e meio que de carrinho, tocou com força suficiente para desviar do goleiro Everton.
1 minuto depois surgiu o gol de Diego Souza, hoje o jogador mais eficiente do time. Mostrando força, garra e contando com a sorte, Diego conseguiu sair da marcação dos zagueiros e bateu seco, no canto direito do goleiro.
O Verdão pega o Santos nas semifinais. O 1º jogo deverá ser na Vila e o 2º no Palestra Itália. As partidas irão acontecer aos sábados.
Confira os lances da partida:
Ao som de Libertines – Last post on the bugle
2 de abr. de 2009
Chegou a hora de decidir, Luxemburgo.
Líder do Campeonato Paulista ao longo de toda a competição. Time que passou de desacreditado na pré-temporada a exaltado no decorrer das 1ª´s rodadas. Com índices de aproveitamento e gols marcados próximos aos alcançados por grandes esquadrões do passado, além de ter o artilheiro da competição. Foi 1º time classificado para a fase final do campeonato.
Apesar de todo esse retrospecto positivo, o Palmeiras entra na última rodada do Campeonato Paulista correndo o sério risco de perder a liderança que ostentou por todo esse tempo.
Para piorar, 3 dias depois o time enfrenta o Sport, na Ilha do Retiro, em jogo que é considerado por todos como de vida ou morte, mas dessa vez pela principal competição do 1º semestre – a Libertadores.
Para garantir a 1ª colocação no Paulista e partir com vantagem sobre todos os concorrentes, o Verdão deve vencer o Botafogo no Palestra Itália. Caso contrário pode ser ultrapassado pelo São Paulo, que mais uma vez vem comendo pelos cantos. Convenhamos, a missão alviverde não é das mais difíceis.
Difícil é colocar o time titular nesse jogo, correndo o risco de perder alguém ou mesmo desgastar os atletas para a batalha do dia 08. Que dilema hein, Luxa? .jpg)
O momento de definição chega exatamente quando o técnico está para completar seu jogo de nº 350 no comando do Palmeiras, com 213 vitórias, 75 empates e 61 derrotas. Com 69,5% de aproveitamento, ele tem o melhor desempenho da história palestrina, superando nomes como Osvaldo Brandão e Felipão.
A situação é complicada, o time caiu de produção justamente nessas últimas rodadas. Keirrison passa por seca de 3 jogos e a zaga é um tormento interminável.
Analisar essa queda de produção não é tão simples, mas também não tem como eximir o técnico de culpa. Afinal já são mais de 20 jogos na temporada e ele ainda não se definiu quanto ao esquema tático do time. Na maior parte do tempo ele tem optado pelo esquema que o próprio sempre se disse contra – o 3-5-2. Estranhamente o time sofre mais gols, a zaga deflagra mais panes quando atua nesse esquema. O ponto crítico é que até poucas rodadas, o ataque garantia as vitórias e as falhas da defesa não eram tão notadas. Hoje isso não ocorre com tanta facilidade, além do que Keirrison vinha cansando de fazer gols, mas tendo sempre um atacante ao seu lado, as vezes Williams, outras Lenny ou mesmo Diego Souza, mas talvez para fortalecer o seu 3-5-2, Luxa passou a recuar o 2º atacante, prendendo ainda mais Cleiton Xavier, fazendo assim com que o K9 jogue isolado no ataque.
Me estranha demais essas posturas de Luxemburgo. Ele não consegue enxergar ou finge não ver que o time ganha qualidade, tanto no ataque, como principalmente na defesa quando atua no 4-4-2, inclusive com alguns jogadores se manifestando a favor do esquema.
Certo é que chegou o momento de tomar decisões. O Palmeiras entra no mês que pode definir muita coisa em sua temporada. Serão 8 decisões em abril, podendo sair delas uma classificação sensacional para as oitavas da Libertadores e o bicampeonato paulista ou o naufrágio absoluto na competição continental e a perda de um Paulistão já tido como ganho.
Com que status o Verdão vai disputar o BR 09?
La Mano de Dios - Considerações
Considerações
Agora que a primeira etapa do arrastado Campeonato Paulista está a ponto de ser concluída, creio que algumas considerações podem ser feitas sobre os times que estão no alto da tabela. Vamos lá:
Palmeiras: de favorito a tudo no começo do ano, o Verdão hoje briga para não sair da Libertadores e terminar a primeira fase do Paulista em primeiro na tabela, duas situações muito distantes daquelas esperadas por grande parte do pessoal que acompanha o futebol. Isso quer dizer que o time é ruim? Longe disso. Quer dizer que as expectativas foram, como sempre, muito altas, e que o Palmeiras tem ainda um belo caminho a percorrer.
Corinthians: a estrela da Série B tem que suar a camisa para ganhar dos times do Paulistão, e Ronaldo, que vinha para jogar algumas partidas é titular absoluto. Muito em conta de seu próprio esforço, mas sobretudo graças à incompetência alheia. Com centro-avantes que não fazem gol, Ronaldo teve que virar a solução. O Timão precisa abrir os olhos se quer ter vida longa no Brasileirão.
São Paulo: a proposta de jogar o Paulista com a molecada deveria ter sido posta em prática. O São Paulo só deu sono no campeonato, vencendo e não convencendo. Porém mais uma vez o Tricolor é a grande sombra dos líderes da tabela e pode ganhar o Paulistão, mesmo sem querer.
Portuguesa: apesar de seus cartolas, a Portuguesa segue firme no campeonato - quem diria. Tem bons jogadores e há algumas rodadas vem sabido mesclar a experiência com a juventude. Fora a estrela de Edno, que se destaca no time. Enquanto tiver gente com mentalidade de time pequeno no comando, a Lusa nunca vai ser grande.
Santos: a casa da Mãe Joana ganhou uma faxina, e mesmo com Marcelo Teixeira e seus acólitos fazendo de tudo para afundar, o Peixe ainda sobrevive. Crédito de Vágner Mancini, que mata um leão por dia na Vila Belmiro, e muita sorte, pois o raio caiu outra vez no mesmo lugar: Neymar é uma realidade.
E aí, concordam? Discordam? Coloquem suas opiniões, queremos ouvir o que você tem a dizer!
Ao som de Traffic - Vagabond Virgin. Convenhamos, Steve Winwood é gênio.
20 de mar. de 2009
"Coalhada" no comando de ataque do Verdão.
Essa é sensacional!
Na falta de Keirrison e Williams, ambos suspensos pelo 3º cartão amarelo, Luxemburgo irá apelar para o Coalhada. Quem?
Lembra-se do personagem de Chico Anysio, um jogador com um cabelo "style" pacas? Pois é, o Coalhada.
O goleiro Marcos achou o cara dentro do elenco alviverde. Trata-se de Ortigoza, o jovem atacante paraguaio que o Palmeiras trouxe no início desse ano.
– A dupla com o Coalhada vai dar certo. Mas o cabelo dele é ridículo. Ele só está esperando um jogo da Libertadores para cortar o cabelo no Paraguai, porque o cabeleireiro dele deve ser de lá – brincou Lenny, admitindo que não conhecia o personagem de Chico Anysio.
– Espero aproveitar a oportunidade e marcar um gol, que seria muito importante. Substituir Keirrison é uma grande responsabilidade – disse o Coalhada do Verdão.
Marcão não vale o que come. (ahahahaha)

Fonte informativa: http://www.lancenet.com.br/clubes/palmeiras/noticias/09-03-19/511191.stm?coalhada-e-a-opcao-no-ataque-do-verdao
18 de mar. de 2009
Chazinho de Coca - "Vou de Taxi"
Novamente no 4-4-2, o Palmeiras não teve grandes problemas para bater o Noroeste pelo placar de 2X0. Keirrison foi o nome do jogo, assinalando os dois gols ainda no 1º tempo.
Quem criou dificuldades para o Verdão foi a chuva, que impossibilitou o ônibus do time de chegar ao Palestra Itália, fazendo com que os 30 membros da delegação tivessem que chegar de taxi ao estádio.
Novamente com Sandro Silva ao lado de Pierre e atuando somente com 2 zagueiros, o Palmeiras chega ao seu 2º jogo consecutivo sem levar gols. Obra do acaso? Certamente que não. A proteção criada pela dupla de volantes praticamente impossibilita que o atacante rival fique no mano a mano com os zagueiros do time, que não primam pela velocidade. Facilita tamém a cobertura das laterais, quando Armero e/ou Capixaba avaçam ao ataque, dificultando lançamentos nas costas dos laterais e diminuindo consideravelmente os cruzamentos na área, tormento do time na temporada. Enfim esse 4-4-2 só trouxe benefícios.
Ao lado de Keirrison, Cleiton Xavier e Armero foram os destaques.
No 2º tempo o time tirou o pé do acelerador. Com a vitória assegurada, o time praticamente garantiu presença nas semifinais do Paulistão. Os 36 pontos deixaram o Palmeiras com 6 de vantagem sobre o Corinthians, 2º colocado. No Paulistão de 2008, a Ponte Preta classificou-se em 4º com 35 pontos.
Apesar de Luxemburgo dizer que ainda não se considera classificado, fica cada vez mais evidente que a partir de agora, as atenções estarão voltadas para os duelos decisivos contra o Sport, pela Libertadores. O 1º deles ocorre no dia 08 de abril, na Ilha do Retiro e a vida do time na principal competição do 1º semestre depende de vitória nos dois jogos contra o algoz da temporada passada.
Acompanhe os gols e os melhores momentos da partida de ontem:
No embalo do aguardadíssimo Radiohead – Blow Out
Cheers,
16 de mar. de 2009
Chazinho de Coca - 4-4-2 finalmente.
Luxemburgo parece ter enxergado o óbvio ou então leu meus comentários aqui no FFC – basta dois zagueiros bem postados, quando se tem 2 volantes com qualidade no desarme, mas que também saibam ajudar na armação.
Óbvio que o técnico sabe disso, assim como é óbvio que estou brincando quando digo que ele leu minhas colunas. Mas demorou um pouco além do necessário para ele escalar o time no 4-4-2. No Paulistão até estava funcionando, mas na Libertadores está sendo um fiasco.
Sábado contra o Barueri, Luxa mandou a campo o time com Capixaba, Danilo, Mauricío Ramos e Armero – Pierre e Sandro Silva, além de liberar Cleiton Xavier para jogar mais avançado, armando as jogadas ao lado de Diego Souza, com Williams e Keirrison no ataque.
Basta dizer que o placar de 3X0 não condiz com as inúmeras chances de gols perdidas pelo time, só Keirrison perdeu 4 claríssimas. Basta dizer que a zaga não teve problemas – aleluia – e que até Pierre, no jogo onde recebeu justa homenagem pelo seu centésimo jogo pelo time, marcou um belíssimo gol de fora da área.
Luxa já sinaliza que poderá repetir o esquema, disse inclusive que Edmilson pode fazer a função realizada por Sandro Silva no sábado.
Vale ressaltar que Lenny entrou e fez uma partidaça, brindando a torcida com uma jogada de craque, achando Diego Souza livre para marcar o 2º gol. O mesmo Diego parece ser, finalmente, o jogador que todos esperavam que fosse quando contratado a peso de ouro em 2008.
E Keirrison, que parecia estar em má jornada, mas que de tanto insistir achou seu gol. Aí está a diferença do centroavante diferenciado. Souza por exemplo, não perde gols pois não procura os gols, logo não os soma na competição. Keirrison procura o gol a todo instante, finaliza muito, perde muitos, mas guarda outros tantos. Seus 14 gols na temporada na são obra do acaso.
No Paulistão a classificação é questão de tempo. Na Libertadores a situação é complicadíssima, mas o time ainda depende apenas de suas forças. Forças que parecem ser mais bem aproveitadas nesse 4-4-2 tão aguardado por todos.
Confira os lances da partida:
Coluna escrita no embalo de She and Him - Why Do You Let Me Stay Here?
Cheers,
12 de mar. de 2009
Chazinho de Coca - Exageros em Itu.
Itu é uma cidade muito interessante, conheço bem o lugar. Ruelas com clima histórico, população educada e que costuma te receber muito bem. Itu ostenta a fama de ser a cidade onde tudo é grande, exagerado. Na principal praça da cidade, você se depara com um orelhão maior que muita seringueira, encontra uma loja que vende escovas, pentes, clipes, lápis, tudo gigantesco.
Na cidade onde tudo é exagerado, o Palmeiras exagerou em errar. O Ituano acertou 4 bolas na trave durante a partida, talhando com machadadas de irônia, a escrita iniciada na partida contra o Santos, no mesmo estádio, quando o Peixe meteu 7 bolas na trave do adversário. É o estádio do “quase gol”, dos quase muitos gols.
Luxemburgo levou novamente a campo uma equipe composta em sua maioria por reservas. Segundo o técnico, existe um “desgaste” devido ao excessivo número de jogos.
Meu Deus! Me lembro e não faz tanto tempo assim, que os clubes que disputavam a Libertadores também brigavam pela Copa do Brasil. O mesmo Palmeiras, em 1999, chegou as quartas de final da Copa do Brasil, a final do Paulistão e a final da Libertadores. Foi campeão continental, vice paulista, tendo jogado a 1ª partida com o time todo reserva, aí sim justo pois disputava na mesma semana a final da Libertadores. Era um exagero de jogos, é fato. Mas hoje não há esse exagero todo e ainda assim os jogadores se “desgastam” muito facilmente. E não só do Palmeiras, que fique bem claro.
Luxa disse que esse time atingiria seu ápice no 2º semestre. Depois de toda a reformulação, trata-se de um diagnóstico normal. Mas o time mostrou que pode atingir um patamar próximo do ideal antes disso, só que agora esbarra nessa de “desgaste”.
Enfim, foi um jogo duro de assistir, com a zaga errando tudo, com Marquinhos fazendo valer a perseguição da torcida, com Jumar sendo expulso ainda na 1ª etapa e Bruno, o melhor em campo ao lado de Armero, tendo que se desdobrar para evitar que as bolas insistentemente desviadas pela sua zaga entrassem. Quando passava por ele, não passava pela abençoada trave alviverde.
Na 2ª etapa Luxa promoveu a entrada de Cleiton Xavier, Keirrison e Pierre. Pierre entrou muito bem, mas os outros não. Ainda assim a equipe melhorou substancialmente e chegou a dominar a partida em alguns momentos, mas errava todo bendito último passe.
Os gols? Bem os gols foram assinalados ainda no 1º tempo. Alex Afonso, “aquele”, ajudado por um dos vários desvios da zaga alviverde e que matou Bruno. E Lenny pelo Palmeiras, depois de grande jogada de Armero.
O time é bom, quando completo é garantia de grande atuação ofensiva. Mas a zaga, ahhhh essa zaga. Ouso dizer que se não melhorar minimamente, o time não vai chegar a lugar algum esse ano.
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O som que embala esse post todo exagerado é também um mar de exageros, belíssimos exageros. Da linda Scarlett Johansson, com a linda Falling Down, do discaço Anywhere I lay my head.
Cheers,
9 de mar. de 2009
Chazinho de Coca - Pinceladas do clássico e os 3 atos de Ronaldo.
Um clássico que marcou uma saudável união entre as diretorias, que por sua vez estendeu-se a grande maioria dos torcedores. Ontem durante flashes de TV antes do jogo, ví certas coisas que me fizeram acreditar que ainda há esperanças para o problema da violência entre as torcidas e elas passam, em grande parte, pelas ações entre os mandatários dos clubes.
Nesses flashes, eu ví com meus próprios olhos, um corintiano com bandeiras e demais adereços, na fila de entrada da torcida do Palmeiras, sem que ele fosse perturbado. Ví ônibus de torcedor alviverde passando diante de membros da diretoria corintiana e não ser direcionado um único xingamento, apenas cantorias de festejo ao time do coração. Ví outro corintiano com a camisa roxa do Timão, parado e conversando com amigos diante do hotel onde estava a delegação alviverde, obviamente cheio de torcedores do time, sem que isso gerasse uma única confusão entre eles.
Como nem tudo são flôres, um ônibus de torcedor “organizado” do Palmeiras foi parado em blitz policial e com alguns membros, apreendidas bombas de fabricação caseira. Um foco de bandidagem no mar de esperanças que foi o clássico.
Foi dado um grande 1º passo, o exemplo foi mostrado, cabe agora a todas as diretorias de grandes clubes darem continuidade a essas ações e não repetir o clima de animosidade criado por tricolores e pelos mesmos corintianos no clássico anterior. Não cabe também espaço para notas como a emitida ela diretoria são paulina, tentando desqualificar a ação feita pelas diretorias de Palmeiras e Corinthians. Por que não a marca “Trio de Ferro” e não apenas “Derby”? Esse foi o tema da sensacional coluna do Mauro Cezar da ESPN, que disponibilizarei logo mais.
O Jogo.
A retranca armada por Mano Menezes não surpreendeu, o que me deixou perplexo foi a guilhotinada de Luxemburgo no tão elogiado esquema de velocidade que ele vinha implantando no time. Ao escalar 2 volantes, Luxa fez aquilo que eu vinha tanto cobrando em jogos de Libertadores, um meio mais pegador, mas com qualidade na saída de bola, afinal Sandro Silva faz muito bem a função de marcador, mas também a de ajudar na armação.
Cleiton Xavier foi liberado para armar, assim como Diego Souza, mas deixar Keirrison isolado no ataque foi um balde de água fria. O técnico sacou Williams e manteve os 3 zagueiros.
Com 6 defensores em campo, não dava para se esperar grandes coisas dos empobrecidos ataques e o 1º tempo foi um sono só, muito também devido ao calor provocado pelos 5 sóis para cada um no estádio. Keirrison pouco era acionado e Souza, péssimo, era um jogador a menos para o Corinthians
Na 2ª etapa, Luxa acordou e colocou Williams e desde então passou a ter o domínio do jogo.
Em bela enfiada de bola de Keirrison, Felipe errou bisonhamente, Diego Souza limpou o goleiro e fuzilou. Poderia ter saído outros gols, mas não era tarde de Keirrison, nem mesmo de Cleiton Xavier.
Quando Mano colocou Ronaldo, não que o Corinthians tenha melhorado substancialmente, mas voltou a ter 11 em campo, já que Souza saiu. O Verdão continuava melhor, mas pecava nas finalizações. Enquanto isso, o “gordinho” ensaiava o seu 3º e grande ato. O 1º deles foi feito pela ponta, onde levou a marcação do zagueiro e cruzou, na cabeça de Dentinho, que não conseguiu finalizar. Depois, fazendo aquilo que se espera de qualquer atacante e que Souza não consegue, mas Ronaldo faz de maneira brilhante, o Fenômeno mandou um balaço de fora da área, acertando caprichosamente o travessão de Bruno, que já estava batido no lance. E então, quando tudo parecia deteminado, a câmera mostrava Marcão colado em Ronaldo, escanteio pela esquerda, na cobrança, Ronaldo dá um passo para trás, suficiente para subir livre, no 2º pau e marcar o seu 1º gol depois de mais de 400 dias, um gol que o Corinthians não marcava no maior rival desde 2006.
Gordo, jogando com 1 saco de laranja nas costas, visivelmente sem ritmo, mas ainda assim, bastou sua presença para o Timão comemorar algo que nenhum dos outros atacantes nesses mais de 2 anos, havia conseguido lhe proporcionar.
No embalo de The Libertines – Last Post on the Bugle.
Cheers,
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Segue agora a coluna do Mauro Cezar Pereira da ESPN.
União entre Corinthians e Palmeiras gera reação lamentável do São Paulo.
"Em pouco tempo só existirão cinco grandes no Brasil. Pensei que Palmeiras e Corinthians anunciariam fusão para ficarem entre eles". A frase, publicada na coluna Painel F.C. da Folha de S. Paulo, é atribuída a Adalberto Baptista, diretor de marketing são-paulino. O motivo? A reunião na qual palmeirenses e corintianos apresentaram suas ações conjuntas para o derby deste domingo em Presidente Prudente. Provocação típica de torcedor, nada além disso. E ainda dizem que os dirigentes do São Paulo são diferentes dos demais, melhores, superiores... Talvez até sejam, afinal, a referência, em geral, é pífia, o parâmetro está sempre bem lá embaixo mesmo...Também pode ser que tal frase esconda o receio de que os dois maiores rivais estejam começando a acordar.
O Palmeiras tem na presidência um homem inteligente e de bom senso. O Corinthians nem tanto, mas a simples aproximação dos clubes é bom sinal. Claro que a convivência pacífica entre cartolas não irá tornar amáveis as relações entre as torcidas organizadas dos times, tampouco reduzirá a violência associada a tais grupos. Mas é um movimento saudável, capaz de gerar dividendos, como transformar um jogo que pouco vale em grande evento.
E o são-paulino, integrante de uma equipe que recebe elogios até pelas mais tolas ações ditas de marketing, como a venda de pedaços do gramado e o tal batismo tricolor, parece acusar o golpe. Se forem tão evoluídos como tentam nos convencer, os dirigentes do São Paulo se aproximarão de alvinegros e alviverdes para formar ações sob o rótulo “Trio de Ferro”.
Corinthians e Palmeiras não precisam se fundir para aumentar suas chances de superar o dono da hegemonia do futebol nacional. Basta que tenham pelo menos um olho nessa terra de cegos que é a cartolagem brasileira. Como faz a turma do Morumbi, que deve manter o dela bem aberto, afinal, unidos os dois podem, com um par de olhos, enxergar melhor do que os visionários tricolores.
http://espnbrasil.terra.com.br/maurocezarpereira/post/38004_UNIAO+ENTRE+CORINTHIANS+E+PALMEIRAS+GERA+REACAO+LAMENTAVEL+NO+SAO+PAULO
8 de mar. de 2009
Chazinho de Coca - Foi feita história.
Pegue um dos maiores clássicos do planeta. Junte a isso a estréia (de verdade) daquele que, com toda certeza, está no patamar dos mais fantásticos gênios da história do mais vibrante dos esportes.
Palmeiras + Corinthians + Ronaldo = Está escrita a história.
O palmeirense saiu com gosto amargo na boca. Mas mesmo ele, mesmo o torcedor do Palmeiras, vitorioso até os 47 da etapa final, a mais de 2 anos sem levar gol do maior rival, duvido, aposto e ganho, que ficou, não feliz, mas pelo menos emocionado com o desfeche do clássico.
Mais que isso, ver aquele cara que fora condenado a encurtar sua genial carreira devido as seguidas contusões, mas que antes já havia escrito sua história no futebol, dando ao país títulos mundiais, conquistas pessoais, mas que sempre nos encheram de orgulho. Uma bandeira, uma marca, um nome, um ídolo. E que me desculpe os corintianos, não apenas um ídolo deles, mas de todos nós.
O jogo terminou 1X1, o Palmeiras continua líder e invicto, o Corinthians continua na vice-liderança e também invicto. Na tabela de classificação, pouca coisa mudou. Na história do clássico, foi um capítulo fabuloso nessa milionária história. Foi o maior dos clássicos, trazendo um dos maiores dos jogadores da história. Um “mero” 1X1, com gol (de cabeça) do Fenômeno. Quer melhor roteiro?
A leitura do jogo fica pra depois. Nesse momento, mais do que falar sobre o jogo, tornou-se necessário falar sobre o momento histórico