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20 de mai. de 2010

Menino da vila: Noite épica no templo sagrado







Texto: Gregório Possa
Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com



Antes de relatar o grande espetáculo presenciado na Vila Belmiro, uma breve apresentação, já que esse é o meu primeiro post no Ferozes. Meu nome é Gregório, tenho 17 anos, aspirante a jornalista e vou acompanhar o alvinegro praiano atualizando não só o torcedor santista mas todos que gostam do bom futebol.

Bom vamos ao que realmente importa, a partida desta noite teve tons dramáticos, com um Santos extremamente nervoso e afobado no primeiro tempo e o Grêmio esbanjando experiência e calma, tanto que dominou as ações desde o começo e obrigou o Santos a se defender dando a impressão de que estava jogando em seus domínios. A primeira boa chance da equipe da baixada só ocorreu nos pés de Neymar que após confusão na entrada da área chutou para bela defesa do goleiro Victor (melhor jogador gremista em campo).
A torcida santista que lotou o estádio sentiu o mau momento da equipe e com apitos e muita festa incentivou seus jogadores que se não melhoraram tecnicamente compensaram o fraco primeiro tempo na raça e na vontade, evitando o pior. Ao fim do primeiro tempo todo o torcedor santista deve ter se perguntado: Aonde estaria o time que encantou o Brasil com seu futebol moleque que impusera medo em todos os seus adversários ? Será que a série de 6 jogos de resultados ruins e apenas uma vitória, seria o indício de um mau momento da equipe da vila ?
Bom, o Santos tratou de responder a todas essas perguntas no segundo tempo e iniciou os 45 minutos mais importantes do ano com atitude, técnica e muita raça mostrando que acima dos Meninos da Vila existem os Homens da Vila e o seu maestro mesmo realizando uma partida longe do esperado acertou belo chute da entrada da área e mostrou ao Presidente do Grêmio - infeliz em suas palavras e declarações durante a semana -exatamente com quem eles estavam lidando.
Com o resultado o Santos mandou na partida e não demorou para fazer o segundo gol, se o gol de Ganso já seria digno de ser o Lance Luckscolor, imagine então a pintura de Robinho que após passe de André deu um único e mágico toque na bola deixando o frustrado goleiro Victor sem reação. 2x0 Santos e a festa estaria armada. Porém o Imortal tricolor como é apelidado por seus torcedores achou seu gol em uma falha do goleiro Felipe que não encaixou a bola após cobrança de falta e Rafael Marques com facilidade diminuiu a vantagem alvinegra aos 29 min.
O Santos nem teve tempo de sentir o gol, a noite era mesmo dos Meninos e após roubada de bola na defesa executaram sua última e mortal jogada para sacramentar a classificação, Marcel deu belo passe pra Wesley que driblou o zagueiro e o desesperado goleiro Victor - que tentou uma ultima investida saindo do gol - e tocou para o gol vazio. Ainda deu tempo do atacante Marcel perder um gol incrível mas nada que apagasse o brilho da noite épica no templo sagrado.
Mais uma vez o Santos jogou bonito e foi eficiente, essa vitória fica como um recado ao técnico Dunga que privou a nossa seleção do espetáculo. Agora a equipe da Vila descansa durante a Copa e aguarda a final em agosto para escrever mais um belo capítulo nesse 2010 tão glorioso.

13 de mai. de 2010

Chazinho de Coca - Grêmio 4X3 Santos. Um jogaço que o Dunga não assistiu.


Texto: João Paulo Tozo
Foto: Ricardo Rimoli (para o Lancenet!)
Um jogo fantástico ontem no Olímpico deixou o Santos com boas chances de chegar as finais da Copa do Brasil. Apesar da derrota.

Um jogo sensacional, cheio de alternativas, com jogadas de brilho, de talento, de raça, de superação. O que mais uma vez mostra que para se ter um time forte e chegar aos resultados não são necessários ter 277 volantes. O jogo de ontem entre Grêmio X Santos o Dunga com certeza não assistiu. Nem deveria, já que não é daquilo que ele gosta.

Já o joguinho pífio de seu seguidor Kleberson na derrota do Flamengo na Libertadores ele dever ter acompanhado de perto. Orgulhoso da lastimável jornada de seu pupilo. E aplaudido. Palmas para o Dunga também.

Olímpico lotado é o tipo de cenário que mesmo os mais preparados craques sabem respeitar.
Alguns deles até sentem a pressão. Não PH Ganso. Cracaço, bolão, jogadorzaço, maestro de um baita time. Jogador para qualquer escrete do mundo. Menos para a seleção do Dunga.

O Grêmio bem que tentou imprimir seu jogo no início. Mas logo aos 15 minutos, em escanteio vindo da direita, Vitor falhou, e Andre completou para o gol vazio. O gol deixou os gremistas desorientados em campo. E o Santos imprimiu o seu jogo alucinante.

Bicões para cima começaram a acontecer na zaga gremista. Isso com vinte e poucos minutos de jogo.

Em uma dessas pixotadas a bola ficou com Ganso, que achou André entrando livre. Passe na medida para o centroavante tocar na saída de Vitor.

O Grêmio só ameaçava nas bolas paradas. Em uma dessas, Douglas obrigou Felipe a fazer grande defesa. No rebote Borges perdeu o gol.

Na sequencia William Magrão fez boa jogada individual e foi derrubado por Durval, dentro da área. Pênalti – batido por Jonas e defendido por Felipe.

Aliás, se o Santos já era um timaço que necessitava de goleiro, a partir do jogo de ontem passou a ser completo. Isso, claro, se Felipe mantiver o nível do jogo no Olímpico.

Na sequencia ao pênalti perdido, Ganso quase marca gol de placa, encobrindo Vitor e mandando a pelota no travessão.

A partir disso Felipe assumiu o papel de principal nome do Santos. Aos 26 e aos 38, operou 2 milagres em disparos de Borges.

Na 2ª etapa, talvez tentando esfriar o jogo, o Peixe cedeu campo ao Grêmio. Dorival mandou Rodrigo Mancha no lugar de Marquinhos e aí a vaca quase foi para o brejo.

Na 1ª jogada em cima de Mancha, Douglas deu passe perfeito para Borges descontar. E logo em seguida, Jonas passou por Mancha e achou Borges, que empatou a peleja.

Vendo que o Grêmio achou o jogo exatamente em cima de Mancha, Dorival sacou o cara e mandou Rodriguinho em seu lugar. O volante obviamente ficou “P” da vida e demonstrou toda sua raiva no banco de reservas.

Dorival começou a perder a mão. O jogo tinha dono. O dono do mando. O dono do Olímpico.

Em menos de 10 minutos o Grêmio virou o jogo. Um golaço de Jonas no ângulo de Felipe quase derruba o estádio.

Hugo que vinha sumido, tabelou com Jonas aos 31 minutos do 2º tempo. Da ótima tabela, saiu passe para mais uma vez Borges, marcar o seu 3º gol, o 4º do Grêmio. Aí sim, uma situação muito boa para os mandantes. Ruim para o Peixe.

Ruim até os 37 minutos. Quando Robinho marcou um golaço, matando a bola no peito e fuzilando Vitor.

Aí os defensores do Dunga irão dizer “Tá vendo, o Robinho é da igreja do Dunga e fez o que fez.”

Ninguém duvida da condição técnica do Robinho. Mas em todo o jogo foi a única aparição digna de elogios do camisa 7 santista. Se o Santos traz para a baixada um ótimo resultado, deve-se a genialidade de Ganso, ao oportunismo de André e aos milagres de Felipe.

Como eu já disse algumas vezes. Para ganhar desse Santos, o adversário precisa marcar muitos gols. Mesmo quando perde o Peixe faz chover gols. Vide as derrotas para Palmeiras, Santo André e a de ontem. Se puxar aí na temporada tem mais.

Um jogaço! No duelo que deve apontar o campeão da Copa do Brasil.

Um jogaço que com certeza quem gosta de futebol assistiu. O Dunga não.

Acompanhe aqui o que técnico da CBF perdeu:


Despeço-me da grande nobreza que nos acompanha ao som do Suede – Pantomime Horses.



Cheers,

30 de abr. de 2010

Chazinho de Coca - A palavra de ordem no Palmeiras é ousar. Mas que seja contra o adversário e não contra a torcida.

Texto: João Paulo Tozo
Foto: Ari Ferreira (para o Lancenet)

Mais uma vez o Palmeiras teve maior posse de bola – algo em torno de 60% - mais uma vez tramou boas jogadas pelo meio, sobretudo com Lincoln - que cada vez mais se aproxima do Lincoln que fez sucesso na Alemanha – e Cleiton Xavier, que retornou ontem ao time depois de tempos fora devido a contusão. Mais uma vez o Palmeiras não soube o que fazer com toda essa posse de bola.

A sabedoria do que fazer com ela talvez estivesse guardada no bolso de Diego Souza, que apático e destemperado, não soube receber as JUSTAS vaias da torcida – e torcida é torcida. Seja do amendoim, das arquibancadas, do televisor, do radinho de pilha. Todos formam uma única torcida. Ofendeu a todos esses os gestos de Diego.

Com Diego sendo o Diego dos últimos meses, Robert era pouco alimentado. Meu “protegido” não foi bem, mas era o único homem de área e a meu ver Tonhão errou ao sacá-lo para colocar Everthon. Acertaria o técnico se tivesse feito a troca com Diego Souza.

Bem, esses detalhes já são favas contadas.

No 1º tempo o Atlético GO adiantou seus laterais, travando as subidas de Armero e Marcio Araujo. Lincoln e Xavier ficaram sobrecarregados, mas deram boa conta do recado. Na 2ª etapa Marcos Assunção ficou mais resignado a marcação, com Edinho sendo quase um 3º zagueiro. Os laterais avançaram e os cruzamentos passaram a ser uma das tônicas. Até nisso o erro na substituição de Robert foi flagrante.

Marcão teve trabalho, operando ao menos 3 milagres daqueles que só ele opera.

Se o Palmeiras teve gol de Robert acertadamente anulado na 1ª etapa. O Atlético teve na 2ª, aparentemente bem anulado. Nesse confesso que preciso rever o lance mais vezes.

Quando Diego Souza já havia mandado toda a coletividade alviverde tomar suco de caju e Paulo Henrique entrado em seu lugar, eis que o centroavante xará do Ganso santista sofreu pênalti , aos 49 minutos. Veja que eu estou afirmando. Ele sofreu pênalti. Li muitos cornetas dizendo que não foi. Foi sim. Como já havia sido toque de mão atleticana dentro da área no começo do 2º tempo.

“Ah mas você mesmo diz que jogador no Brasil parece de vidro porque qualquer coisinha é falta”.

Digo mesmo. Mas se para Gaciba um sopro na orelha é falta, um braço sobrando no pescoço/peito/cara/sei lá onde é mais que isso. Dentro área portanto, pênalti. Não deveria ser assim. Mas dentro dos padrões “Gacibisticos” é.

Terminou 1X0 como no duelo contra o Atlético PR. Isso dá ao time a chance de ousar na postura em Goiânia, já que um gol verde obriga o rival a marcar 3.

Ousar é um verbo que o elenco de Tonhão precisa conjugar muito até o próximo duelo. Ousadia ofensiva que tem faltado ao time. Ousadia que Diego Souza deve deixar de usar no enfrentamento a torcida e exercer contra os rivais, em campo, na bola. Usando o futebol que ele sabe jogar sim. Mas que esqueceu no bolso de alguma calça em algum momento da temporada passada.

Veja os lances:


Despeço-me do feroz, seja corneta ou não, deixando o petardo musical que me acompanha enquanto escrevo o post: The Cure – Friday I´m in Love

Cheers,

28 de abr. de 2010

Chazinho de Coca - Quarta-feira enorme!


Quarta-feira enorme

Quarta-feira é o 2º dia mais importante da semana no futebol. Em épocas de Copa do Brasil e Libertadores, (também Champions League) muitas vezes as quartas deixam os domingos no chinelo.

Hoje é uma dessas quartas. Desde o final da tarde com o mega clássico entre Barcelona e Inter de Milão pelas semifinais da Champions League, até a overdose noturna com o aguardadissimo Flamengo X Corinthians, além de Universitário X São Paulo, ambos pela Libertadores. Passando pelo clássico Atlético MG X Santos, esse pela Copa do Brasil, em mais um dos tantos testes para a rapaziada da Vila provar que é time de decisão.

O feroz fã de futebol não tem do que reclamar. A não ser que seja como eu, que irá perder o jogaço pela Champions League devido aos compromissos profissionais. Mesmo para nós ainda há a noite da quarta, caríssimos. Que beleza!

Prognósticos? Certo, vamos a eles.

Barcelona X Inter de Milão: 1º jogo em Milão um quase improvável 3X1 Inter acendeu o sinal de alerta do melhor time do mundo. Dá também aos italianos com o seu consistente sistema defensivo a chance de esperar o óbvio ímpeto ofensivo do Barça e apostar nos contra ataques alimentados pelo ótimo Sneijder, que está em grande momento. 3X1 é um placar elástico pacas, sobretudo para um jogo entre grandes do futebol mundial. Entre grandes elencos do futebol. Por melhor que seja o Barça, a Inter é um baita time também. A não ser que Messi esteja em jornada como naquela em que massacrou o Arsenal, acho que as chances da Inter chegar a final são de 70%.

Flamengo X Corinthians: 1º jogo das oitavas de final. Um campeão brasileiro em má fase técnica. Em má fase administrativa. Sem técnico. Sem saber direito que rumo tomar. Se quiser tomar o rumo das vitórias, terá de ser muito Flamengo, o que não tem sido. Camisa e tradição pesam sim, mas do outro lado está um clube de camisa e tradição iguais, só que com um planejamento quase impecável em prol dessa competição. O Corinthians é o melhor time da Libertadores até aqui. É para mim o favorito a conquista do título. Tem mais time que o Flamengo. Tem uma comissão técnica que comanda o time há mais de 2 anos e que montou a dedo o elenco para a conquista da tão sonhada Taça. Em decisão de dois jogos, na maioria das vezes o melhor passa. O melhor é o Corinthians. Mas o Barcelona também é melhor que a Inter de Milão e, lá na Champions, a Inter está muito próxima de eliminar o favorito.

São Paulo X Universitário: O São Paulo não é mais o mesmo dos anos anteriores. Mas ainda é um São Paulo na Libertadores, onde se sente tão bem. É também um São Paulo comandado por um Ricardo Gomes que não conseguiu definir até agora o seu time titular. Não sabe se quer Washington ou Fernandinho. Não sabe se joga com 2 ou 3 zagueiros. Ricardo Gomes não sabe. Mas o São Paulo sabe jogar essa competição. Não está entre meus favoritos a conquista desse ano, mas pelo Universitário deve passar sem grandes dificuldades.

Atlético MG X Santos: Duelo aguardado entre a rapaziada cheia de ginga do Santos e o “manager” Vanderley Luxemburgo, “o terno”. Quando o duelo é entre jogadores de um lado e técnico do outro, fica evidente que o lado dos jogadores é muito mais forte que o do técnico. Técnico não joga, ele escala. Escala o que tem e o que pode. No caso de Luxa, vai escalar um time que independente de Tardelli estar em boa jornada, é inferior ao time que Dorival Jr pode escalar – com ou sem Neymar. Será sem Neymar. E sem Neymar o Peixe faz a 1ª partida no Mineirão, diante da inflamada torcida do Galo. É a chance dos mineiros. E que tem de ter em mente que o Santos tem feito 3 gols em quase todos os jogos, mesmo quando perde. É bom o time do Luxa estar com a pontaria calibrada.

Inter de Milão, Corinthians, São Paulo e Santos. Meus favoritos aos 4 jogos apontados na coluna. O feroz aí concorda comigo?

Despeço-me do camarada que me acompanha deixando a dica do som que embalou a feitura do post: Placebo – Julien

Cheers,

22 de abr. de 2010

Chazinho de Coca - Palmeiras avança na Copa do Brasil. Mas que sufoco!

Lincoln comemora seu gol - foto de Felipe Gabriel para o Lance!


Poderia ter sido mais tranqüila a classificação do Palmeiras para as 4ª´s de final da Copa do Brasil?

Não só poderia, como deveria. Não deveria também ser necessário ter um desfibrilador na casa de cada palmeirense em dias de jogos do Palmeiras.

Como na 1ª partida diante do Atlético PR, o Palmeiras dominou o jogo. Não levou grandes sustos, mas não causou sustos no torcedor adversário. Houve domínio territorial, mas a dificuldade em se descobrir o que fazer com esse domínio parece um martírio para Diego Souza e Cia. Sobretudo para Diego.

Lincoln sempre entra bem no time, e isso sem ter o apoio técnico de Diego. O esquema com Márcio Araujo na direita e Figueroa no meio deu mais consistência a um setor que patinou feio no Paulistão. O time de Antônio Carlos tem ganho o meio-campo, mas daí pra frente é um Deus no acuda.

O meu “protegido”, Robert, quase colocou tudo a perder aos 14 do 1º tempo. Em jogada pela esquerda, Lincoln entrou na área e foi derrubado por Bruno Costa. Pênalti marcado. 2º amarelo aplicado, zagueiro expulso. Palmeiras com 1 jogador a mais e um pênalti a bater.

Marcasse aquele gol e o ineficaz Atlético PR poderia jogar 5 dias seguidos que não faria 3 gols. Mas Robert bateu como se a bola fosse de boliche. Um recuo para o goleiro que até fez pose para defender sem dar rebote.

Mesmo com um jogador a mais o Verdão não conseguiu ser efetivo no ataque.

Para a 2ª etapa Tonhão mandou Ewerthon no lugar do amarelado Pierre. O time ganhou velocidade e as jogadas passaram a acontecer mais próximas a grande área atleticana. Mas a falta de qualidade nas finalizações continuava gritante. Lincoln e Robert perderam grandes chances.

Apesar de a impressão que se tinha era de que o jogo poderia durar uma semana e ninguém marcaria o gol, a máxima do “quem não faz toma!” prevaleceu mais uma vez. Tudo bem que com uma baita ajuda do juizão.

Em jogada que já começou com toque de mão atleticana no meio campo, Gutemberg de Paula Fonseca achou um pênalti, que não existiu, de Leo em Bruno Mineiro. Na cobrança , Alan Bahia mostrou a Robert como se bate com paradinha.

Um jogo que estava nas mãos verdes, começou a escapar por entre os dedos de forma patética.

O time se atirou ao ataque para evitar os pênaltis . Até que aos 43 minutos aconteceu aquilo que parecia ser improvável – gol – em bela jogada de Márcio Araujo pela direita. O agora lateral direito tabelou com Ewerthon e encontrou Lincoln fechando no 2º pau, o cruzamento foi na medida e o meia só desviou para o gol vazio.

Em menos de 5 minutos o Atlético precisaria marcar 2 gols. Os donos da casa tinham ido para o espaço. A vaga era verde. Mas que sufoco! E que desnecessário esse sufoco.

O Marcão concorda comigo. Disse o Santo goleiro ao final do jogo:

“Com um a mais e foi esse sofrimento”

Veja os melhores momentos:


Despeço-me do nobre feroz que me acompanha hoje com um petardo do Placebo, já que ainda estou no clima do show do último sábado. Placebo – Special Needs:
http://www.youtube.com/watch?v=VA-XQL78WBo



Cheers,

16 de abr. de 2010

Chazinho de Coca - Palmeiras 1X0 Atlético PR, em dois momentos: em campo e na delegacia.

Robert: Foto de Reginaldo Castro do LANCENET.

Em campo: Um grande Palmeiras de futebol pequeno.

A vitória do mandante Palmeiras contra o Atlético PR por 1X0 na 1ª partida válida pelas 8ª´s de final da Copa do Brasil está longe de ser um resultado ruim. Muito pelo contrário. Vencer sem levar gols é o objetivo primordial nesse tipo de disputa. O Verdão vai a Curitiba podendo empatar por qualquer placar. Derrota pelo mesmo placar leva aos pênaltis. Acima disso a vantagem passa a ser do adversário. Mas se o Palmeiras marcar um único gol, o Atlético é obrigado a fazer 3 para que possa se classificar. Uma boa para o Verdão, não?

Boa, mas poderia ter sido MUUUUUITO melhor.

O único momento em todo o jogo onde o Atlético incomodou a defesa verde foi na seqüência interminável de escanteios cobrados por Paulo Baier, todos vencidos por Marcos e seus guardiões. Fora isso, uma cabeçada já na 2ª etapa, defendida pelo Santo.

Pensa então o amigo desavisado que foi um jogo de ataque verde contra defesa rubro-negra. Engana-se.

Vontade não faltou ao Palmeiras. O que já é um ganho, levando em consideração a falta de vibração que acompanhou o time ao longo de todo o Paulistão.

Melhor organizado em campo, de fato, foi o Palmeiras quem impediu o Atlético de jogar. Mas acabou não sendo suficientemente capaz para proporcionar a si mesmo a oportunidade de fazer um bom jogo ofensivo.

De jogada bem trabalhada no ataque, só o lance do gol. Baita troca de passes entre Edinho, que de calcanhar deixou Robert em boa condição para marcar um bonito gol. Isso aos 14 minutos do 1º tempo.

Prenuncio de baile, que não veio.

Diego Souza escalado como segundo atacante, mais uma vez ficou só na intenção. Sem Cleiton Xavier, Lincoln foi o responsável pela armação. Começou bem, mas após o gol de Robert o Atlético foi pra cima e deixou espaços para o contra-ataque que Lincoln até alimentou, mas que só com Robert ligado e não sendo o homem certo para imprimir velocidade, acabou tendo limadas suas investidas.

Figueroa teve boa participação. Escalado no meio, acabou sendo mesmo um ala pela direita, tendo sempre Marcio Araujo cobrindo suas subidas ao ataque. Funcionou bem esse sistema de Antônio Carlos. O problema foi o ataque.

Tonhão demorou a mexer no time. Everthon, por exemplo, poderia ter entrado já no 1º tempo. Com sua velocidade o aproveitamento dos contra-ataques poderia ter sido mais eficaz. Mas entrou já no final e pouco produziu.

E Robert?

Ah, o Robert. Aquele mesmo que “não serve para jogar no Palmeiras”, chegou ontem ao seu 14º gol no ano. Bela marca, não?

É um cara que não foge do jogo, não se esconde. Se não é um primor de técnica, pelo menos faz a sua função, que é marcar gol. Importantes gols contra Santos, São Paulo, Paysandu, ontem. Sobre ele escrevi uma defesa e um pedido de desculpas há algumas semanas, confira:
http://ferozesfc.blogspot.com/2010/04/chazinho-de-coca-robert-o-homem-gol.html

No final das contas o resultado foi bom, mas não foi. O time jogou bem, mas não jogou. Deu para animar um pouco, mas não deu. O que quer dizer que o resultado poderia ter sido melhor do que foi. Que o time tem como e deve jogar mais do que jogou. E que apesar do entusiasmo da torcida, todos esperam mais desse time.

Sacou?

Veja o que rolou na partida:

Nota rápida: Fred esteve ontem no Palestra Italia acompanhando a partida. Perguntado sobre a razão de sua presença, disse que era para encontrar o “amigo Lincoln”. Será?
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Palmeiras 1X0 Atlético PR.

Na delegacia: Lamentável capítulo de racismo termina na delegacia.
D
anilo é um baita zagueiro. Eu acho, sempre achei. Técnico, não é de dar bicão pro mato. Sobe ao ataque como poucos da sua função e cabeceia bem.

Só que perto do maior zagueiro da história do Palmeiras e dos maiores de todos os tempos, ele fica pequeno. Ou alguém ousaria comparar Danilo a Luis Pereira? Qualquer zagueiro atuando hoje a Luiz Pereira? Não rola, certo? Certo.

Alguém avisa o Danilo que Luis Pereira é negro e que vestiu por longos e vitoriosos anos a mesma camisa que ele veste hoje? Muito grato.

Manuel deu cabeçada em Danilo? Deu. Tivesse visto o lance e o juiz deveria ter advertido o cara.

Manuel pisou em Danilo, caído no gramado após receber falta? Pisou. Tivesse visto e o juiz deveria ter expulsado Manuel.

Por que Manuel deu cabeçada em Danilo?

Diz ele que foi depois de ter sido chamado de “macaco” pelo zagueiro.

Ahhhhhhhhh, então houve uma motivação que extrapola qualquer análise dentro de preceitos do futebol.

“Dentro do campo de futebol pode tudo”, costumam dizer. Até a página 2 né, filhão?

Qual é o limite para um xingamento “aceitável” dentro de campo? Sei lá, mas parece haver um código de ética entre a boleirada.

Chamar de Filho da P*** pode. De safado, também. Dizer que a irmã do sujeito é uma belezinha pode? O Zidane não gosta, mas a maioria deixa passar. E chamar de corno, pode? Ih rapaz, Que loucura! Pode, Arnaldo?

Atos racistas não podem. Independe de código de ética sem pé nem cabeça da boleirada. Há muitos contextos a serem inseridos numa “simples” e infeliz ação como essa. Danilo é pessoa pública, ostenta uma camisa que o faz direcionar seus atos a pelo menos 15 milhões de pessoas, dentre as quais existem muitos com tendências racistas e que podem se espelhar no ídolo. Outras tantas que acabam entendendo o ato racista como também direcionado a elas.

E cuspir, pode? Creio que em qualquer pessoa de sangue meramente morno a atitude a uma cusparada recebida não seria das mais pacíficas.

Milton “Cabeça” Neves define bem as cusparadas nos campos de futebol:

“Cusparada na cara é a fratura exposta da alma”

Sei lá se é dele a frase. Mas escutei vindo dele.

Danilo errou feio. Um pedido de desculpas é o mínimo que se espera. Em público, diante das câmeras, com o arrependimento estampado na face. Um pedido de desculpas que deve também ser direcionado ao torcedor palmeirense e ao elenco do time, que certamente ficará sem o seu melhor zagueiro por algumas partidas.

Só lamentos para o Danilo.

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Vou me despedindo da nobre ferocidade que acompanha essa patacoada toda, mas não sem antes indicar o petardo sonoro que me acompanha na feitura desse post. Aproveitando a 3ª passagem dos britânicos pelo país e 3ª vez que irei vê-los de perto: Placebo – Ashtray Heart

Cheers,

1 de abr. de 2010

Chazinho de Coca - Robert, o "homem gol", coloca o Palmeiras nas 8ª´s de final da Copa do Brasil. "Robert?" Sim, Robert.

Robert, artilheiro do Palmeiras na temporada, um dos artilheiros do ano no Brasil. Apesar de todos os pesares do seu time, é um dos ponteiros na artilharia do Paulistão e em menos de 3 meses já fez o dobro de gols da temporada passada.

É virtuoso? Não. Mata as saudades do Evair? Claaaaaaaaaro que não. Só que mais uma vez decidiu um jogo importante para o Palmeiras. Fazer gols o bichão sabe.

E aí, a culpa pela má temporada do time até aqui é culpa do Robert? Faço a pergunta a vocês, mas a mim também.

O Palmeiras pode ter alguém mais qualificado na posição? Deve. Só que Robert é um cara com o qual se pode contar, até porque as opções no mercado não são TÃO entusiasmantes. O Fernando Torres não vem. Então sejamos realistas.

Vindo de 3 resultados ruins, o Palmeiras conseguiu transformar a partida de volta pela Copa do Brasil contra o Paysandu, da 3ª divisão nacional, e um jogo de risco.

Com uma série de desfalques importantes como Cleiton Xavier, Everthon e Lincoln, ainda que tivesse vencido a partida de ida por 2X1, o Verdão (sim, Verdão, nada de Ex-Verdão como alguns abutres escreveram recentemente) não gerava plena confiança no êxito diante do Papão.

O jovem Bruno Paulo, recém chegado do Flamengo e apresentado na segunda-feira, foi para o jogo. O também jovem Ivo compôs o setor de armação com Diego Souza. Márcio Araujo caiu pela direita no lugar de Eduardo e Armero ficou na sua esquerda.

Há de se dizer que o Palmeiras não foi ameaçado um único momento do jogo. Marcos foi mero espectador e tivesse um cone da CET em seu lugar e o resultado seria o mesmo.

Mas a exibição ficou longe de arrancar suspiros. Com 219% da posse de bola, o time não sabia bem o que fazer com ela. Mostrando também a falta de confiança dos jogadores em tentar algo mais requintado. Toque pra lá, toque pra cá.

Bruno Paulo estreou até que bem. Buscou fazer jogadas individuais e sofreu pênalti ao ser derrubado por Paulão. Nada de escandaloso como o lance que viria a seguir.

Aos 29 minutos, Diego Souza cruzou da direita, o zagueiro Paulão, ele de novo, subiu já formando um bloqueio simples, com o bração escandalosamente esticado, tocando a mão na bola e tirando a criança da cabeça de Robert. O árbitro Pablo dos Santos Alves, de frente pra jogada, fez que não viu a mão escandalosa de Paulão, dando também a sua “mãozinha” para aumentar a tensão no Palestra.

Não houve reclamação acintosa dos jogadores, talvez por vergonha de transparecer que aquele pênalti não dado pudesse vir a fazer falta na contagem final. E não fez mesmo.

Diego Souza as vezes se lembrava que sabe jogar bola e criava boas situações. Mas eram highlights. Com Ivo mal no jogo, o Palmeiras dependia exclusivamente de Diego ou das subidas de Armero, que mais uma vez esteve bem. Pouco para um time como o Palmeiras.

Vendo que a pelota não chegava, Robert começou a buscar jogo na intermediária. Obviamente não obtendo êxito. Como dito acima, o figura não é um virtuoso da bola. E também não é ele quem tem que armar a jogada para si mesmo.

Na 2ª etapa o Palmeiras aumentou o ímpeto, talvez por notar que daquele mato azul e branco não sairia nada. Bruno Paulo tentou 2 vezes, sem grande eficácia.

Mas aí aos 15 minutos aconteceu o tipo de jogada que rascunha bem o que precisa acontecer mais vezes para que o Palmeiras obtenha vitórias mais tranquilamente, com mais naturalidade, sobretudo contra adversários que não lhe deveriam fazer cócegas.

Robert decide no Palestra - Foto de Reginaldo Castro: Lancenet

Armero fez uma de suas boas descidas pela esquerda e, sem afobação, ergueu a cabeça, enxergou Robert fechando no 2º pau e como que se levantasse a bola com as mãos, colocou na cabeça dele, de Robert, do jeito que ele precisa ser acionado, em condição de marcar, de matar. E ele marcou, ele matou.

Pois como já dizia o mestre Armando Nogueira – “No Futebol, matar a bola e um ato de amor”

Robert não matou a bola, matou o jogo. Decidiu de novo. Colocou o Verdão na próxima fase da Copa do Brasil.

Se não selou um pacto de amor com o torcedor, ao menos abrandou o clima pesado que pairava no Palestra e também deu um “xô” nos abutres que rondavam o Jardim Suspenso.

Vou cornetar um cara desses? Vou nada.

Deixo aqui para os filhotes que me acompanham, o petardo musical que esmerilha meus ouvidos na feitura do post: Muse – Sing For Absolution

Cheers,

26 de fev. de 2010

Chazinho de Coca - Palmeiras de Antônio Carlos despacha o Flamengo do PI.

O atento torcedor que parar para analisar os dois jogos do Palmeiras, contra o mesmo Flamengo do Piauí, tentará entender como que pode a mesma equipe apresentar padrão de jogo tão distinto em cada uma das partidas.

O elenco é o mesmo que até outro dia era achincalhado por todos e tido como incapaz de exibir bom futebol.

O que mudou nesse pequeno espaço de tempo?

Nesse meio tempo o Palmeiras apresentou o jovem meia Ivo, ex Juventude. Nada entusiasmante a princípio.

Tomou um sacode de 4X1 do São Caetano, em pleno Palestra Itália.

Muricy Ramalho caiu. Antonio Carlos Zago assumiu.

Essa alteração no comando técnico trouxe também mudanças na distribuição tática dos jogadores. Os mesmos jogadores.

Diego Souza voltou a ser meia, sua posição de origem. O time voltou a ter somente dois volantes. Apenas 2 zagueiros. Todos os 4, devidamente ajustados em suas posições.

Lenny, atacante de ofício, mas esquecido, voltou a formar dupla de ataque. Robert, até então único atacante que vinha sendo (mal) escalado, ganhou companhia, ganhou confiança, gerou esperança.

Saíram de sua cabeça os dois gols da vitória incontestável, do então time sem qualidade, sobre o rival São Paulo, no tradicional choque-rei.

Até Marquinhos, que nem no banco vinha ficando e que quase foi embora do time, voltou no clássico e teve papel preponderante na vitória verde.

Ontem, contra o Flamengo menos famoso e bem menos qualificado, não foi AQUELE teste definitivo para atestar essa recuperação do Verdão. Mas algumas gratas constatações podem ser feitas sobre a nova forma de jogar do time.

A 1ª e acho que principal mudança. As jogadas aéreas deixaram de ser a única forma de o time chegar ao gol, ou no que vinha acontecendo, de tentar chegar ao gol adversário. Mas passou a ser uma, das tantas jogadas do novo arsenal do time. Ontem teve gol de cabeça, gol em jogada com triangulação, golaço de volante posicionado mais a frente do que vinha ficando. Enfim, um verdadeiro ensaio do que pretende ser esse time de Antônio Carlos.

Se antes o elenco era esvaziado e não permitia poupar jogadores fundamentais, ontem, com praticamente o mesmo elenco, Tonhão poupou Cleiton Xavier, o principal criador de jogadas do time. Além de Wendell e Marcio Araujo.

Promoveu o retorno de Figueroa na vaga de Wendell e certamente promoveu sua 1ª dor de cabeça. Figueroa foi muito bem e o chileno alimenta o ataque com muito mais eficácia do que Wendell.

Marquinhos iniciou uma partida, fato que não ocorria desde maio de 2009. O meia atacante fez talvez a sua melhor atuação desde que explodiu como a grande revelação do BR08, quando ainda jogava no Vitória. No Palmeiras, certamente foi sua melhor exibição, das poucas a que teve oportunidade.

Zago mandou também a campo o volante Edinho, que jogou um pouco mais avançado do que o habitual. Resultado? Edinho aparecia como elemento surpresa a todo instante, mas pecava nas finalizações. Isso até que, com o jogo já definido, Antônio Carlos promoveu a estréia de Ivo.

O meia que falou grosso em sua apresentação, não titubeou e na 1ª bola que recebeu fez ótima jogada pela esquerda, foi até a linha de fundo e cruzou forte, onde Edinho, com um lindo voleio, mandou um canhão no canto oposto do goleiro – golaço!

Edinho comemora seu 1º gol no Palmeiras (Foto Eduardo Vianna - Lancenet)

Não apenas taticamente, mas outra grande e benéfica mudança no Palmeiras de Antonio Carlos em relação ao de Muricy é a forma de tratar o material humano. Devidamente retratada quando ele lamenta o fracasso nas negociações com o centroavante argentino Farías

“O Farias não vem mais. Agora é torcer para o Robert não se machucar. O plantel será o mesmo até o final do Paulista. Mas não se preocupem que o nosso time é muito bom”

Quanta diferença!

Na próxima fase da Copa do Brasil o Palmeiras enfrenta o Paysandu. Jogo marcado a princípio para 17 de abril.

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Vou largando a barca, não sem antes lhes indicar o som que embala a feitura deste post: Clan Of Xymox – Louise


Cheers,

11 de fev. de 2010

Chazinho de Coca - As vitórias de Verdão e Tricolor.

Lamentavelmente não pude acompanhar as pelejas de ontem envolvendo os clubes paulistas – Palmeiras e São Paulo.

Da estréia do Palmeiras na Copa do BRasil cheguei a acompanhar o 1º tempo. Suficiente para me mostrar mais uma vez que a omissão de Robert pode custar caro a esse time de Muricy. Mais uma vez o time trabalhou bem a bola, e buscou equilibrar as jogadas, as vezes pelas laterais, as vezes pelo meio. Pelas laterais a coisa não vai funcionar enquanto não existir atacante que aproveite as boas assistências de Figueroa. Pelo meio a dependência recai toda sobre Cleiton Xavier e Diego Souza, mais uma vez o salvador da pátria.

A chegada de Lincoln vai dar um belo desafogo aos dois. Enquanto isso, Muricy reza para que Ewerthon e Velazquez - que já saiu marcando gols pelo Libertad na Libertadores - cheguem. Assim ele terá finalmente um time, não exatamente um elenco.



O São Paulo venceu o Monterey por 2x1 com gols de Washington.

Podem cornetar o cara quanto for, mas o bichão tem estrela em Libertadores. Entretanto o artilheiro são paulino já convive com a sombra cada vez mais presente de Fernandão, que só não chegou ainda ao Morumba porque a diteroria são paulina não quer ceder os 4 jogadores solicitados pelo Goiás. Mas a coisa deve acontecer. E rolando, Washignton deve encarar um banquinho de leve. O que já gerou estresse entre ele e comissão técnica na temporada passada.

Cicinho entrou no decorrer da partida. Daí eu paro pra pensar que essa conversa de rodízio para preservar jogadores é conversa pra boi dormir. Pombas, se existe sempre uma reclamação, na minha opinião descabida, de excesso de jogos e de alta exposição de jogadores, o que justifica a participação de Cicinho no jogo, após longa viagem de Roma até São Paulo? Além da “desgastante” viagem, o cara praticamente não vinha sendo aproveitado pelo clube romano, o que tornou seu aproveitamento já no jogo de ontem uma temeridade tremenda. Isso dentro da ótica dos que reclamam da falta de tempo para preparação dos atletas.

Enfim, sintam-se a vontade para comentar os jogos, cornetem e elogiem quem quiser.

Despeço da feroz realeza ao som do Radiohead - Punch Up At A Wedding

Cheers,