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16 de abr. de 2010

Chazinho de Coca - Palmeiras 1X0 Atlético PR, em dois momentos: em campo e na delegacia.

Robert: Foto de Reginaldo Castro do LANCENET.

Em campo: Um grande Palmeiras de futebol pequeno.

A vitória do mandante Palmeiras contra o Atlético PR por 1X0 na 1ª partida válida pelas 8ª´s de final da Copa do Brasil está longe de ser um resultado ruim. Muito pelo contrário. Vencer sem levar gols é o objetivo primordial nesse tipo de disputa. O Verdão vai a Curitiba podendo empatar por qualquer placar. Derrota pelo mesmo placar leva aos pênaltis. Acima disso a vantagem passa a ser do adversário. Mas se o Palmeiras marcar um único gol, o Atlético é obrigado a fazer 3 para que possa se classificar. Uma boa para o Verdão, não?

Boa, mas poderia ter sido MUUUUUITO melhor.

O único momento em todo o jogo onde o Atlético incomodou a defesa verde foi na seqüência interminável de escanteios cobrados por Paulo Baier, todos vencidos por Marcos e seus guardiões. Fora isso, uma cabeçada já na 2ª etapa, defendida pelo Santo.

Pensa então o amigo desavisado que foi um jogo de ataque verde contra defesa rubro-negra. Engana-se.

Vontade não faltou ao Palmeiras. O que já é um ganho, levando em consideração a falta de vibração que acompanhou o time ao longo de todo o Paulistão.

Melhor organizado em campo, de fato, foi o Palmeiras quem impediu o Atlético de jogar. Mas acabou não sendo suficientemente capaz para proporcionar a si mesmo a oportunidade de fazer um bom jogo ofensivo.

De jogada bem trabalhada no ataque, só o lance do gol. Baita troca de passes entre Edinho, que de calcanhar deixou Robert em boa condição para marcar um bonito gol. Isso aos 14 minutos do 1º tempo.

Prenuncio de baile, que não veio.

Diego Souza escalado como segundo atacante, mais uma vez ficou só na intenção. Sem Cleiton Xavier, Lincoln foi o responsável pela armação. Começou bem, mas após o gol de Robert o Atlético foi pra cima e deixou espaços para o contra-ataque que Lincoln até alimentou, mas que só com Robert ligado e não sendo o homem certo para imprimir velocidade, acabou tendo limadas suas investidas.

Figueroa teve boa participação. Escalado no meio, acabou sendo mesmo um ala pela direita, tendo sempre Marcio Araujo cobrindo suas subidas ao ataque. Funcionou bem esse sistema de Antônio Carlos. O problema foi o ataque.

Tonhão demorou a mexer no time. Everthon, por exemplo, poderia ter entrado já no 1º tempo. Com sua velocidade o aproveitamento dos contra-ataques poderia ter sido mais eficaz. Mas entrou já no final e pouco produziu.

E Robert?

Ah, o Robert. Aquele mesmo que “não serve para jogar no Palmeiras”, chegou ontem ao seu 14º gol no ano. Bela marca, não?

É um cara que não foge do jogo, não se esconde. Se não é um primor de técnica, pelo menos faz a sua função, que é marcar gol. Importantes gols contra Santos, São Paulo, Paysandu, ontem. Sobre ele escrevi uma defesa e um pedido de desculpas há algumas semanas, confira:
http://ferozesfc.blogspot.com/2010/04/chazinho-de-coca-robert-o-homem-gol.html

No final das contas o resultado foi bom, mas não foi. O time jogou bem, mas não jogou. Deu para animar um pouco, mas não deu. O que quer dizer que o resultado poderia ter sido melhor do que foi. Que o time tem como e deve jogar mais do que jogou. E que apesar do entusiasmo da torcida, todos esperam mais desse time.

Sacou?

Veja o que rolou na partida:

Nota rápida: Fred esteve ontem no Palestra Italia acompanhando a partida. Perguntado sobre a razão de sua presença, disse que era para encontrar o “amigo Lincoln”. Será?
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Palmeiras 1X0 Atlético PR.

Na delegacia: Lamentável capítulo de racismo termina na delegacia.
D
anilo é um baita zagueiro. Eu acho, sempre achei. Técnico, não é de dar bicão pro mato. Sobe ao ataque como poucos da sua função e cabeceia bem.

Só que perto do maior zagueiro da história do Palmeiras e dos maiores de todos os tempos, ele fica pequeno. Ou alguém ousaria comparar Danilo a Luis Pereira? Qualquer zagueiro atuando hoje a Luiz Pereira? Não rola, certo? Certo.

Alguém avisa o Danilo que Luis Pereira é negro e que vestiu por longos e vitoriosos anos a mesma camisa que ele veste hoje? Muito grato.

Manuel deu cabeçada em Danilo? Deu. Tivesse visto o lance e o juiz deveria ter advertido o cara.

Manuel pisou em Danilo, caído no gramado após receber falta? Pisou. Tivesse visto e o juiz deveria ter expulsado Manuel.

Por que Manuel deu cabeçada em Danilo?

Diz ele que foi depois de ter sido chamado de “macaco” pelo zagueiro.

Ahhhhhhhhh, então houve uma motivação que extrapola qualquer análise dentro de preceitos do futebol.

“Dentro do campo de futebol pode tudo”, costumam dizer. Até a página 2 né, filhão?

Qual é o limite para um xingamento “aceitável” dentro de campo? Sei lá, mas parece haver um código de ética entre a boleirada.

Chamar de Filho da P*** pode. De safado, também. Dizer que a irmã do sujeito é uma belezinha pode? O Zidane não gosta, mas a maioria deixa passar. E chamar de corno, pode? Ih rapaz, Que loucura! Pode, Arnaldo?

Atos racistas não podem. Independe de código de ética sem pé nem cabeça da boleirada. Há muitos contextos a serem inseridos numa “simples” e infeliz ação como essa. Danilo é pessoa pública, ostenta uma camisa que o faz direcionar seus atos a pelo menos 15 milhões de pessoas, dentre as quais existem muitos com tendências racistas e que podem se espelhar no ídolo. Outras tantas que acabam entendendo o ato racista como também direcionado a elas.

E cuspir, pode? Creio que em qualquer pessoa de sangue meramente morno a atitude a uma cusparada recebida não seria das mais pacíficas.

Milton “Cabeça” Neves define bem as cusparadas nos campos de futebol:

“Cusparada na cara é a fratura exposta da alma”

Sei lá se é dele a frase. Mas escutei vindo dele.

Danilo errou feio. Um pedido de desculpas é o mínimo que se espera. Em público, diante das câmeras, com o arrependimento estampado na face. Um pedido de desculpas que deve também ser direcionado ao torcedor palmeirense e ao elenco do time, que certamente ficará sem o seu melhor zagueiro por algumas partidas.

Só lamentos para o Danilo.

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Vou me despedindo da nobre ferocidade que acompanha essa patacoada toda, mas não sem antes indicar o petardo sonoro que me acompanha na feitura desse post. Aproveitando a 3ª passagem dos britânicos pelo país e 3ª vez que irei vê-los de perto: Placebo – Ashtray Heart

Cheers,

27 de set. de 2009

Chazinho de Coca - Gol de 100 mil reais deixa Palmeiras na rota do penta.


O zagueiro Danilo chegou ao Palmeiras com muita desconfiança por parte da torcida e da imprensa. Encostado no Atlético PR, veio com a missão de dar jeito no setor defensivo palmeirense, que até então era o grande problema da equipe. Ao lado de Mauricio Ramos, outro que chegou sob olhar desconfiado de todos, Danilo não só deu um basta nos problemas defensivos da equipe, como tornou-se imprescindível ao time.


Ontem contra o seu ex clube, Danilo era carta fora do baralho, já que uma multa contratual o impedia de jogar contra o Atlético PR. A não ser que a diretoria alviverde pagasse multa de 100 mil reais.


Esse tipo de veto acontecia muito até os anos 80, mas praticamente deixou de existir na década de 90 e voltou com força mais recentemente.


Devido ao alto valor e, na maoria das vezes, o custo não valer tão a pena, as diretorias preferem não abrir os cofres e os jogadores presos a essas clausulas deixam de atuar contra seus ex-clubes.


Muricy que já não conta com Pierre e ontem não tinha Wendell, Armero e Cleiton Xavier, não vacilou em pedir a diretoria alviverde que pagasse por Danilo. Pedido aceito, pagamento feito, jogador em campo, vitória conquistada.


Com 3 volantes, já que Jumar atuou no lugar de Cleiton Xavier, o Palmeiras teve muitas dificuldades para criar as jogadas. Sobrecarregado, Diego Souza não brilhou como de costume e mais uma vez o time atuou recuado demais.


Por outro lado, as laterais foram bastante acionadas com Marcão, que fora deslocado para a lateral esquerda e Figueroa, que fez sua 1ª partida como titular. O chileno foi mais uma vez muito bem no setor e foi o destaque, ao lado de São Marcos e dele, Danilo.


O 1º tempo caminhava para um final em 0X0 ruim para os alviverdes, mas Danilo fez lançamento preciso para Figueroa, que dominou dentro da área e fuzilou Galatto.


Vindo de 3 derrotas e namorando a zona do abacaxi, o Atlético voltou do intervalo com postura muito ofensiva e o Palmeiras, mais uma vez, marcando muito próximo de sua área. E aos 17 minutos, Chico desviou de cabeça a cobança de escaneio, a bola ainda tocou em Danilo e entrou.


Certamente não era o desfecho que Danilo queria para um capitulo no qual ele fora designado para ser protagonista. Tanto que aos 24 minutos, Figueroa retribuiu a jogada do 1º gol e cobrou escanteio no 1º pau, Danilo antecipando-se a marcação, desviou e marcou o gol da vitória. O 2º gol dele com a camisa do Palmeiras.


Mas Danilo ainda teria o seu ato final para gravar de vez o seu nome em mais esse capítulo da história alviverde. Na base do desespero os curitibanos foram pra cima e aos 37 minutos, Paulo Baier bateu para o gol livre, com Marcos já vencido e quando ele se preparava para comemorar o empate, eis que surge Danilo, em cima da linha e dá de vez a vitória ao Palmeiras.


Foi uma vitória de superação do jogador que era visto com desconfiança por todos. Uma vitória que certifica os esforços de uma diretoria e comissão técnica que abriu mão de lucros imediatos para buscar lucros históricos, com a possibilidade real da conquista de título.


São 6 pontos de vantagem e a responsabilidade toda jogada nas costas dos adversários diretos na briga pelo título.


Coluna escrita no embalo de som nenhum, já que após noitada regada a muito whisky, música não é exatamente algo que apateça meus ouvidos neste exato momento.


Cheers