
O Internacional perdeu para o Mazembe na semifinal do Mundial Interclubes. Uma decepção retumbante para o torcedor colorado, óbvio. Mas fracassou na temporada um clube campeão da América?
“Fracassou” é um termo pesado demais. Ele diminui o êxito que conduziu o clube ao jogo de ontem e mais, diminui o feito histórico dos africanos.
Saiba o amigo que me acompanha que ontem o Mazembe fez história em Abu Dabhi. Colocou pela 1ª vez o continente africano em uma final de mundial.
Sabe quando foi a única vez em que uma final da competição não teve um sul-americano e um europeu? Na conturbada edição de 2000, disputada no Brasil e que teve dois sul-americanos na final.
O Mazembe pôs fim a idéia dos que sempre se perguntam “o que asiáticos e africanos fazem no mundial?”
Eles disputam a final. Essa é a resposta.
É feito suficiente para por fim a outra atrocidade.
Ou alguém acha justo que o próximo clube africano tenha que disputar um jogo a mais que sul-americanos e europeus? Mantida a atrocidade, que então o próximo sul-americano dispute esse jogo. Ou o europeu, dependendo do que a Inter de Milão fizer hoje.
O Mazembe acabou com a fina casca de moralidade que dava aval a essa regra estapafúrdia.
15 de dez. de 2010
CHAZINHO DE COCA - MAZEMBE FEZ HISTÓRIA
9 de dez. de 2009
Chazinho de Coca - Dona Fifa, por que não deixar o seu Mundial mais interessante?

O ser humano nunca está contente com nada mesmo.No futebol a coisa não é diferente.
Vide a eterna discussão acerca da forma de disputa de determinadas competições e para onde elas levam nossos clubes.
Teve início hoje, o Mundial de Clubes da Fifa, onde nenhum brasileiro encontra-se envolvido, dado o fato de o campeão da Libertadores ser o argentino Estudiantes. O que se é lamentável por um lado, exclui aqui qualquer chance para possíveis teorias da “dor de cotovelo”.
Quando a disputa não era oficializada pela Fifa e o campeão mundial surgia da disputa de uma única partida, realizada entre o campeão sul-americano e o europeu, muitos diziam não ser aquela uma formula justa de se apontar o grande campeão do ano, dado o fato de a competição não levar representantes de todos os continentes para sua disputa.
Bem, então no ano de 2000, a Fifa resolveu tomar as rédeas de um “verdadeiro” mundial, globalizando a sua disputa. Torneio realizado no Brasil, em 2 grupos com 4 clubes cada.
Aparentemente tudo lindo. Não fosse a pouca vergonha causada pela exclusão do então atual campeão da América, o Palmeiras, colocando em sua vaga o Vasco da Gama. Teorias conspiratórias a parte, a sua fórmula era de fato interessante.
Hoje a Fifa continua organizando o torneio com representantes de todos os continentes, mas beneficiando os campeões da Libertadores de da Champions League, que entram direto nas semifinais. Obviamente isso esvazia a 1ª fase e conseqüentemente impede maior visibilidade dessa competição.
Hoje li em alguns blogs o descontentamento com os modorrentos jogos da 1ª fase.
Já que não se paga para fazer sugestões, deixo aqui a minha.
Por que não voltar a fórmula de 2000? - a melhor de todas, na minha opinião – e já que o interesse comercial está mesmo nos clubes sul-americanos e europeus, poderia se levar 2 representantes de cada. E aqui fica uma 2ª sugestão, que ao meu modo de ver, valorizaria a Copa Sulamericana e a Copa da Uefa.
Campeões de Libertadores e Champions League teriam suas vagas garantidas. Os vice-campeões dessas competições disputariam a 2ª vaga de seus respectivos continentes contra os campeões da Sulamericana e da Uefa.
Isso daria sentindo a hoje sem sentido Copa Sulamericana e também a Copa da Uefa, além de valorizar o trabalho dos vice-campeões continentais.
No Mundial o Campeão da Libertadores seria cabeça de chave do grupo onde teria o campeão da Uefa ou da disputa entre Campeão da Uefa X vice da Champs. Da mesma maneira que o campeão da Champs seria cabeça de chave do grupo onde teria o 2º representante sul-americano.
Acho deveras bacana essa idéia. Pena que ela já começa derrotada, devido ao fato de Libertadores e Sulamericana possuírem patrocinadores distintos e que não dão um passo adiante na busca de uma maior valorização de suas próprias competições. A Conmebol, cega que só, parece também não enxergar isso.
Fica a dica.
22 de dez. de 2008
Do blog do André Rizek: LDU!
E tem gente (despeitada) que continua acreditando que os europeus não ligam para esse negócio de ser campeão mundial de clubes. Geralmente, o apelo é usado quando o time do Velho Continente perde o jogo. “Também, eles não se importam”, costumam dizer.
Parecia que o Manchester, até pela maneira como a imprensa inglesa tratou o Mundial, também não ligava. Não foi o que se viu nessa final de domingo. De novo. No campo e nas entrevistas depois do jogo.
No primeiro tempo, jogo de um time só. Os ingleses não saíram do campo da LDU. E, mais uma vez os arautos do “eles são bons, nós sul-americanos pobretões não somos de nada” se animaram com o que acontecia em campo. Veio o segundo tempo e a LDU ficou com um homem a mais logo no começo. E aí o jogo ficou divertido…
É divertido ver Cristiano Ronaldo desarmado com categoria por um beque da LDU dentro da área, que sai jogando de cabeça erguida. É divertido assistir ao Van der Saar ter de fazer três belas defesas (uma delas já nos descontos) para ser campeão. É divertido ver o Manchester ter que respeitar um pobre time equatoriano. No esporte (na vida), quase sempre torcemos para o David contra o Golias. O barato do futebol é ver que nestes 90 minutos, por algum motivo, estamos diante da maior chance de assistir ao extraordinário, o pequeno vencer o grande.
Quase deu…
Sei que para a LDU era um jogo mais importante que para o Manchester (estava na cara). Mas os ingleses tomaram um belo susto. Que hombridade, que time comprometido, organizado, raçudo essa LDU. Que ano maravilhoso dessa equipe.
Cada vez mais, eu gosto desse Mundial da Fifa…
É o último jogo que comento em 2008. Ainda responderei os comentários (de maneira “picada”) até o dia 24. O blogueiro se despede feliz de ver que, apesar dos milhões que cada vez mais separam Europa e América do Sul, futebol ainda é futebol! Futebol ainda é futebol…
Um ótimo fim de ano!
Nos vemos dia 05 de janeiro.
Muita paz para todos nós.
http://colunistas.ig.com.br/andrerizek/
12 de dez. de 2008
Há 15 anos, Zetti, Leonardo, Muller e cia reforçavam o planeta com as cores vermelho, branco e preto.
Há 15 anos, Zetti, Leonardo, Muller e cia reforçavam o planeta com as cores vermelho, branco e preto.
Lembro-me como se fosse ontem.
Partidas de futebol durante a madrugada não era algo com o qual eu estava habituado. Será que já estou? Bem, eu com meus 14 anos, já começava a me acostumar com uma fase de glórias futebolísticas. O ano era 1993, um ano e tanto, se é que vocês me entendem.
Alguns amigos de infância ousavam fazer chacotas de minhas vibrações triunfantes. “Bobalhão, nem passaporte vocês tem”. Era disso pra baixo.
“Torcer para o São Paulo é uma grande moleza”, já dizia Milton Neves.
Quem tornava o trabalho do torcedor são paulino ser essa moleza toda eram Leonardo, Cerezo, Ronaldão, Cafu, Muller, o espetacular Zetti, mestre Tele Santana, dentre outros.
No dia 12 (bendito dia 12) de dezembro de 1992 o São Paulo era campeão do mundo pela 1ª vez e no mesmo 12 de dezembro, só que de 1993, o tricolor era bicampeão.
Um timaço de futebol, que jogava e ganhava de outros timaços. Saudosismo escancarado e declarado o meu.
Campeões, bicampeões do mundo. Um feito e tanto! Um time e tanto! Para quem acompanhou aquilo, um momento e tanto! Imagina para quem torcia pelo São Paulo naqueles dias 12 de dezembro, de anos subseqüentes.

Salve o tricolor paulista.
Cheers,
