06/11/2009

Palpites e considerações acerca da 34ª rodada do BR09

Meus nobres,

Vamos aos palpites da trepidante e empolgante 34ª rodada do BR09.

Na briga pela improvável fuga da série B, o Sport recebe o Cruzeiro, mais para Libertadores do que para título. O 1º acredito já ter ido. O 2º não deve atingir o G4 derradeiro. Palpite: Sport x Cruzeiro - empate

Um jogo de 2 bons times, de campanhas dignas. Vitória e Avai devem carimbar presença na Sulamericana. O que não é um objetivo para ninguém no início do campeonato. Palpite: Vitória x Avaí – Vitória

Aqui a briga é pela permanência na série A - muito mais próxima do Peixe do que do Timbu. Palpite: Santos x Náutico - Santos

Jogaço! Partidaça! Classicaço! Eis o legítimo jogo com cara de anos 80. Um Galo renascido depois de temporadas de ostracismo, contra um Flamengo de melhor futebol no 2º turno. Melhor futebol, não melhor campanha. Palpite: Atlético x Flamengo – empate

Aqui o jogo do time que já pensa em 2010. Que pensa em Roberto Carlos, em Riquelme. Que esqueceu de 2009. Que esqueceu do BR09, mas que é Corinthians, que joga em casa. Contra o bravo Santo André que tenta se segurar na elite. Palpite: Corinthians x Santo André – empate


Esse é o outro jogaço da rodada. Mais tenso que o do Mineirão. Vale a liderança de 2 pontos ou de igualdade na pontuação, mas vale. Vale a confirmação de uma recuperação que pode e deve ser tardia na luta contra o rebaixamento, mas uma recuperação que elevou os ânimos tricolores. Pela obrigação de voltar a ganhar algo grande após 10 anos, de ganhar um BR após 15 anos. Palpite: Fluminense x Palmeiras – Palmeiras (apertadíssimo)


Aqui vai dar um certo sono. Atlético PR não deve cair, não deve dar em nada. O Goiás deve pegar Sulamericana e nem precisa se matar para isso. Palpite: Atlético-PR x Goiás - empate

Um time massacrado pela opinião pública por práticas estranhas nas últimas semanas. O outro briga mais por Libertadores do que por título. Palpite: Barueri x Internacional - Internacional


O Fogão briga para não deixar o espaço que é seu na elite, mas vem de uma eliminação feia na Sulamericana. O Coxa ainda pode cair, mas não deverá faze-lo. Palpite: Botafogo x Coritiba - empate

Chazinho de Coca - O Sentimento Não Pode Parar

Dor é o que sentimos ao nascer. É a primeira manifestação dada por nós em vida, é o nosso “olá mundo”.

Sentimos dor ao longo de todas as fases da vida. São dores provocadas pelas vicissitudes de nossa existência.

Dói o crescer dos primeiros dentes. Dói a perda de pessoas e de seres queridos. Dói a consciência. Dói o cotovelo. Tudo dói. E como dói!

Dói o desencanto de um amor não correspondido. Dói a perda de um amor nutrido, amadurecido, vivido e que por razões que fogem as mãos, se vê diminuído. Dói - e nesse eu não gosto nem de pensar - a perda do amor maior, do que foi a sua vida, do que fez de você vivo, aquele que ao seu lado fez surgir vida.

Dores certas, queiram ou não, lá estarão. Fazendo sempre par com o amor.

Relação que facilita a criação de rimas, mas que torna difícil a dádiva divina da vida.

Mais ainda para aqueles que escolhem sofrer de certas dores que poderiam ser evitadas. Já não bastam todas essas?

Existe uma besta quadrada chamada torcedor , que também rima com dor, mas que rima com amor. Um não vive sem o outro e todos eles juntos dão sentido há algo que ninguém explica – o amor por um clube de futebol.

Ninguém nasce torcedor, na pureza da concepção do termo. Não existe o campo “torcedor do time tal” na certidão de nascimento de ninguém. Mas não conheço um único sofredor – digo, torcedor – que em seus momentos de exaltação clubistica não afirme ter nascido torcedor do time tal.

Torcer para um clube de futebol é experimentar na pele, no coração, na alma, a avassaladora força do amor, tanto quanto a desastrosa força da dor.

O clube não pede para você amá-lo, você simplesmente o ama. Ele não te promete nada em troca, mas você empurra, você o conduz a vitórias. Em troca disso, muitas vezes, o que se tem é dor.

Dói perder para o rival. Dói perder uma final. Dói ver a sua gloriosa bandeira erguer a meio-pau, e descendo, caindo – cair – ir do céu ao inferno, da luz as trevas, do estrelato ao limbo. Ser rebaixado dói. Como dói!

Você o leva a glórias e em troca ele te conduz, muitas vezes, a escória. Mas o torcedor é bravo, ele tem um amor infinito. Ele chora o desastre, ele enrola a bandeira, mas ele não enrola ninguém quando vai de peito aberto ver seu time trilhar aquele interminável caminho de dor.

O clube está rebaixado, mas não há vergonha no mundo que faça o torcedor abaixar sua cabeça.

O torcedor mantém alta a sua crista de galo, de periquito (de porco), de mosqueteiro(s), de manéquinho, de tantos e tantos com ou sem crista. Mas com o mesmo amor, sentindo todos a mesma dor, em busca de um sorriso de esperança ao final de cada espinhosa peleja.

Amanhã, sábado, 06 de novembro de 2009. A casa do futebol, o teatro maior do esporte será palco de mais uma demonstração explícita de um amor que foi ao longo de todo o ano, alimentado por muitas e inglórias situações de dor. A recondução de um gigante ao seu posto de origem. A retomada de uma dignidade que nunca foi indigna, mas que foi conduzida por alguns petulantes indignos.


O Vasco, o Vascão, O time dos portugas, o time do Bacalhau. O time do Dinamite, o time do Animal.

Bacalhau não tem crista, mas a do vascaíno está alta, está em alta. Por que nesse 06 de novembro, nenhum amor do mundo será maior do que da torcida do Gigantesco da Colina.

Retorne Vascão da Gama - " Por que o sentimento não pode parar".

Cheers,

05/11/2009

In loco Rua Augusta - Lado Centro / Os 8 de Esparta

OS 8 DE ESPARTA

Em um dos jogos mais emocionantes do campeonato brasileiro o São Paulo miraculosamente consegue 1 ponto para seguir na disputa do título.

No primeiro tempo vimos um jogo totalmente disputado, vimos um Grêmio que jogou muito mais do que já jogou em todo campeonato, os ataques se davam pelos dois lados, o atacante Maxi Lopes do Grêmio fez uma partida digna de respeito, talvez pelo suposto interesse do São Paulo em sua contratação, o tricolor paulista chegava por todos os lados, as duas defesas trabalharam muito.

O Grêmio abriu o placar explorando uma falha na defesa que ocorre há alguns jogos no time paulista, o segundo pau está sem cobertura, o esquema tático permite essa falha, isso sem contar que o zagueiro Rodrigo faz falta, o gremista Rafael Marques cabeceia sem pular e finaliza para alegria gaúcha.

O tricolor não demora a revidar e em um cruzamento perfeito do jogador Hernanes que tem sido o braço direito do time deixou Dagoberto de frente pro gol que finalizou com o desvio do zagueiro gremista.

Vira-se o tablado e o que vimos no segundo tempo até os 30 minutos foi um Grêmio mais ofensivo, porém o jogo continuava equilibrado. Até o fatídico lance onde pelo segundo jogo consecutivo o São Paulo foi favorecido por um pênalti claro não marcado. A revolta foi geral do lado gremista, e Souza (ex-São Paulo) corre do meio do campo para empurrar o juiz, que dá o cartão amarelo que saiu barato.

Eis que Borges entra no lugar de Washington, faz um falta e toma amarelo, em uma segunda que foi cometida o juiz (talvez para compensar o lance de pênalti) soltou um vermelhaço e Borges saiu com o papel de palhaço. Em seguida em uma entrada infantil Dagoberto dá um carrinho no mesmo jogador (Túlio) e é também expulso.

O circo está armado. Os dois atacantes do tricolor chutaram o balde, que voou pelo campo e acertou a barraca que se desmanchou e rolou barranco abaixo, e então já nos acréscimos Jean empurra a barraca rio abaixo.

O final de jogo mais emocionante impossível foi como a luta dos espartanos que em poucos contra um exército feroz e gigantesco defenderam o arco com unhas e dentes. Rogério foi mais que santo nesse final, para variar, o atacante Perea colombiano errou bolas improváveis na frente do gol e o torcedor tricolor quase morreu do coração a esta altura cardíaco em estado de risco quando Marlos quase vislumbra o barbante com a bola marota que sobrou na área adversária.

Este pode ter sido o ponto do campeonato para o tricolor.

Polêmicas de arbitragem vão cercar esta semana, porém continuo com a mesma opinião: a arbitragem nacional está um lixo, uma vergonha, e na dúvida de um lance o juiz sempre favorece os primeiros colocados.

Em homenagem ao jogo espartano de hoje minha dica fica com esta banda que é um dos braços que vieram do maravilhoso At the Drive-In:

03/11/2009

Do Populacho! Rapidinha Sobre Roberto Carlos!


Notícias tem sido ventiladas a respeito do interesse do Corinthians no lateral esquerdo Roberto Carlos, aquele mesmo, o das meias, jogador do Fenerbahce.

O (ex)jogador tem contrato com seu clube até maio/2010, mas já estaria 80% acertado, segundo Neto, comentarista da TV Bandeirantes, e sua esposa já procuraria casa em Higienópolis, se é que esta última informação vale de alguma coisa.

O problema é que o comandante Mano Menezes não se agradou com a possibilidade e já solicitou outro nome à diretoria. O comentário oficial, disparado por Rosemberg, é que por causa da grande identificação do jogador com o Palmeiras não interessa ao Corinthians.

Porém R.C. é grande amigo de Ronaldo, atacante do Timão, que pode exercer grande pressão pela contratação.

O fato é que um time previsto pelos mais otimistas com Roberto Carlos, Ronaldo e Riquelme daria muito trabalho para qualquer treinador. Não, não por causa da técnica apurada, mas as consequencias de egos inflados em conflito podem ser desastrosas, ainda mais em ano de Libertadores.

A diretoria que abra os olhos pois nem sempre trazer a melhor peça disponível é trazer a peça certa, e um erro assim, nestes termo, pode se converter em derrocada do time e fim da lua-de-mel entre diretoria, treinador e torcida.

(fonte foto: www.terra.com.br)

Chazinho de Coca - Sobre Palmeiras X Corinthians + Sobre o malismo alheio.

Alguns clichês tornaram-se marcas registradas desse Campeonato Brasileiro dos pontos corridos: “O 1º jogo vale tanto quanto o último”, “notas de corte”, “tal time aprendeu a disputar o campeonato”, “campeão do 1º turno geralmente leva a taça”, “essa vitória será lembrada como um marco após o título” e etc e etc.

Nenhuma delas fala sobre um empate emblemático. Também não serei eu quem terá a pretensão de cravar um novíssimo jargão. Mas que o empate conseguido pelo Palmeiras diante do Corinthians foi o típico jogo que será lembrado, no mínimo como especial, no caso da conquista do título, disso eu não tenho dúvidas.

Time pressionado pela perda temporária da liderança. O maior rival como adversário, descompromissado com o campeonato, mas sedento para quebrar um tabu de resultados negativos que já é histórico. Além de poder ser o fiel (com o perdão do trocadilho) da balança na disputa pela Taça.

Já era pra ser um momento importante da competição. Tornou-se emblemática após a perda de seu ídolo, escudo, termômetro, Santo. Após a abertura do placar pelo rival. Ao ver que o grande nome do adversário estava inspirado. Ao ver que o seu correspondente em campo não dava sinais de brilho.

A derrota estava desenhada. A destituição de sua condição de líder estava praticamente celebrada pelo detentor provisório do posto.

O time jogava por uma bola, nas palavras de seu treinador. Teve de jogar por duas. As alcançou. Perdeu a tal “gordura” (opa, outro dos jargões) que havia adquirido. Mas ganhou ânimo. Readquiriu a confiança. Manteve a escrita dos últimos 3 anos. Permaneceu líder.

Suou sangue para se segurar onde está. Da mesma maneira que, dizem seus jogadores, os outros terão de fazer para tomar a liderança que é sua há tanto tempo.

Acompanhe os gols do grande clássico:

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Considerações elementares

-Nada disso ou boa parte do escrito acima teria sido possível caso o zagueiro Danilo tivesse sido expulso após a entrada violenta dada em Jorge Henrique;

-Há também de se ponderar que Jorge Henrique é dos grandes “cai-cais” do nosso futebol, o que pode fazer a juizada ponderar 317 vezes qualquer falta contra o jogador;

-Embora a marcação da falta, com a posterior punição de Danilo com o amarelo, deixa claro que o juiz viu a falta, a considerou passível de punição, mas não para expulsão. Consideração equivocada.

- O que não tira o brilho dos comandados de Muricy, da ótima performance ofensiva dos zagueiros palmeirenses e, sobretudo, da belíssima atuação do chileno Figueroa.

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Acerca da “malice alheia”

"Malice" e "malismo". Termos que não existem, mas que num futebol onde tudo pode, também ganham sua condição de uso.

Mala branca está longe de ser uma ação criminosa como é a mala preta. Mas atrela a si uma série de possibilidades que cheiram mal aos narizes de boa índole. Tanto que é passível de punição. Da pessoa, não do clube.

Mas a punição deve ser aplicada a quem arquitetou a referida detentora de alças, não a quem a delata. Não se deve com ações paralelas, afetar a normalidade do caminhar de uma competição que até então, mostrava-se livre de suposições tenebrosas e maldosas.

Pobre do São Paulo que, gaiato na história e que passou a figurar como candidato a vilão. Ainda que os personagens sejam cruzeirenses e baruerenses(??).

Pobreza de espírito de cartolas de um clube sustentado por prefeitura. Que afastam o artilheiro e o goleiro do time, mas os absolve imediatamente após a realização de importante peleja do certame brasileiro. Isso afeta a tabela. Isso afeta os olhos de quem se posta a acompanhar o mais delicioso dos esportes. Isso afeta uma série de sérios planejamentos.

Isso remete a reclamação de um passado bem recente, quando o hoje líder, contratou jogadores ainda no decorrer do campeonato passado (Marquinhos e Williams). Pratica hoje repetida pelo atual vice-líder, então campeão passado e que, dizem, já contratou Fernandinho, destaque do Barueri.

Ação que incide ainda mais na busca por conjunções e que, segundo Juca Kfouri, mostra os mesmos clubes já em tratativas adiantadas para a utilização da Arena Barueri pelo mesmo São Paulo, no decorrer das reformas do seu Morumbi.

Situações que passariam ao vento, caso a cartolagem do pequeno Barueri tivesse agido dentro do que se entende por normal.

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Cheers,

31/10/2009

In loco Rua Augusta - Lado Centro / Três pontos merecidos?

O time do SPFC entrou em campo e em um contra-ataque em uma sobra de bola Jorge Vagner finalizou aos 4 minutos do primeiro tempo e fez o gol do time da capital paulista. O jogo demonstrou que se o São Paulo Futebol Clube deseja ser campeão precisa de mais futebol. Contra o Grêmio em casa o jogo não será tão fácil, e o meio de campo precisa se acertar.



Assim como no jogo anterior contra o Internacional o meio de campo deu um show de passes errados, lançamentos mal feitos e falha na disputa da bola aérea. Na parte da defesa o time tricolor se virou muito bem, o que safou a equipe de muitos ataques perigosos do Barueri, a marcação do time mostra o porque a defesa deles é considerada uma das melhores do campeonato.

Outro destaque da partida se dá no trio de arbitragem, que foi péssimo. Impedimentos inexistentes prejudicaram as duas equipes, mas o mais absurdo foi o pênalti que Renato Silva(SPFC) fez em Otacílio Neto(Barueri) e o juiz não marcou, o que claramente muda o rumo do campeonato, o fato deste colunista torcer pelo tricolor não muda o fato que o pênalti foi claro. O que assusta é que esses erros estão em todos os jogos, e não somente no jogo do time paulista. As pessoas falam em voltar para o sistema de mata-mata, encabeçado pelo lobby da TV Globo, mas vamos encarar um fato, para voltar a esse sistema a arbitragem brasileira precisa melhorar e muito, pois se o sistema voltar na situação atual os jogos das finais serão seriamente prejudicados com esse tipo de arbitragem.

O torcedor do tricolor vai pra casa com uma minhoca na cabeça, sabendo que precisa melhorar para disputar a sétima taça do clube, e torcer amanhã pelo Corinthians mesmo sendo contra sua natureza.

Vale a pena destacar a atuação dos jogadores Dagoberto e Hernanes, o primeiro que chutou uma bola na trave em uma jogada maravilhosa que faz lembrar o porque o nosso país se move pelo futebol, mas não só isso, ele estava em todos os lugares do campo, correndo o máximo possível e jogando com amor a camisa, o segundo fez lançamentos muito bons que não foram aproveitados pelos colegas de equipe. O destaque negativo do tricolor fica com o jogador Adrian González que não acertou nenhum passe, e quando digo não acertou não é pelo fato que não chegou ao jogador do seu time mas foram passes fora de tempo, cruzamentos na mão do goleiro adversário e falta de domínio da bola, coisa que pra posição de lateral é inaceitável já que 2 laterais e 1 tiro de meta se deram a falta de domínio de bola do lateral.


Uma dica de som para os leitores da coluna:

Nine Inch Nails + Peter Murphy

30/10/2009

DJ mais uma vez!


Então tá né, rapaziada. O flyer bonitão aí de cima fala por si, mas eu complemento por ele.

DJ Click (A.K.A Here) é um rapazote carimbado da agradável noite paulistana . Figura, possui a ginga e a peraltice necessária para organizar eventos bacanas.

Para a noite do próximo sábado ele preparou essa patacoada toda exposta no flyer e convidou esse pobre escriba para ir lá, chegar junto na cabine de DJ e mandar ver na trocação de cd´s.

Há tempos que não me meto com essa coisa de ser dj, mas continuo apurando meus ouvidos com o que há de agradável na música. E, partindo da temática NOVENTISTA da festa, sinto-me livre para descambar as musiquetas que embalam ótimos air guitars.

Sendo assim, basta ir a Audio Delicatessen no próximo sábado, curtir um som maroto, apreciar projeções do mestre Hitchcock, tomar umas cervejas geladas e, de repente, trocar umas idéias “futeboleiras” com a gente.

Não se esqueça de levar o flyer para poder pagar somente 10 notas de 1 real e curtir a noitada com a gente :)


Cheers,

Chazinho de Coca - De repente, líder!

Foram 14 jogos com 10 deles saindo atrás no placar. Foram 12 pontos dos quais apenas 1 foi conquistado. 4 jogos sem vitória, com 1 empate e 3 derrotas. Nessas 3 derrotas, nada de balançar as redes adversárias. Obina havia marcado apenas 1 gol desde a chegada de Muriçoca Ramalho. O último lampejo de campeão havia acontecido nos 30 minutos finais do clássico contra o Santos. Diego Souza não jogava nada desde sua convocação para o time do Dunga. Ortigoza não gozava de muito prestígio com o “chefe”. Pierre, Mauricio Ramos , Cleiton Xavier e agora Edmilson, baleados. Os rivais chegaram. Um deles até postou-se na dianteira provisória, que por 17 rodadas fora uma dianteira verde.

Mas de repente, líder!

De repente o time não saiu atrás no placar. De repente foi conquistado em um só jogo, o triplo de pontos que se havia conquistado em 4 rodadas. De repente balançou-se a rede do adversário em 4 momentos. De repente Obina guardou a criança 3 vezes no gol do rival. De repente aconteceu uma performance de campeão durante os 45 minutos finais. De repente Diego Souza despertou e esbanjou seu ótimo futebol. De repente Ortigoza fez grande partida e deu dinâmica interessante ao ataque verde. De repente os suplentes de Pierre, Mauricio Ramos, Cleiton Xavier e de Edmilson deram conta do recado, com sobras.

E de repente os rivais ficaram para trás. E de repente a liderança que quase ganhou 3 cores, voltou a brilhar com o verde intenso.

E de repente a torcida......bom, o “de repente” não dá encaixe com essa torcida. Firme, forte. Outrora nas derrotas, hoje na vitória. Sempre presente. Empurrando o time que, DE REPENTE, voltou a dar pinta de campeão.

De repente você até quer dar uma sacada no jogão de ontem no Palestra:



Falando em campeão, tive como parceiro na feitura do post, Matt Bellamy e o seu fantástico Muse. Banda de cabeceira, banda de coração. No máximo do volume do meu tocador de mp3, Muse, com o petardo Invincible.


“Together we're invincible”

Cheers,

29/10/2009

Do Populacho! - Pelo menos uma!!

A torcida do Corinthians não aguentava mais, mas, finalmente, uma vitóriazinha para quebrar o gelo. Com belo gol do argentino De Federico o Timão deu uma alegria no fim de noite da quarta-feira, contra o Vitória-BA. Mas não se enganem...que joguinho morno.

O Corinthians ainda precisa de reforços, principalmente no meio e laterais. Riquelme, ao que parece, não vem, e se vier será só no ano que vem...e se vier terá de controlar seu conhecido humor. Chegou a especular-se a volta de Douglas, mas nada certo. Para as laterais nenhum comentário.

Os que chegaram a pouco não serviram, ainda, para as posições vagas. Federico é meia-atacante, como ele mesmo gosta de dizer, e Edno ainda não teve chance de mostrar o que pode fazer.

Mas a vitória sobre o Vitória não tem o mesmo peso que teria no clássico de domingo, contra o (até agora, faltando 5 minutos para começar o jogo contra o Goiás, ex)líder Palmeiras.

O timão realmente não tem mais o que fazer neste BR-09, mas isto não necessariamente tira a vontade de bagunçar a parte de cima da tabela.

Intervalo Musical - O diabo é o pai do rock

Intervalo Musical em clima de Halloween. O juiz apita e solta as bruxas hoje. Mistérios entram em campo.


Existem muitas histórias e lendas na música, acontecimentos bizarros e grandes fatalidades que geram tristeza.

Sim, todos conhecem “A lenda da morte de Paul McCartney”, dizem que o atual Paul é um sósia do anterior. E sim, todos conhecem “A lenda Elvis não morreu”, dizem até que ele foi morar na Argentina, mas ninguém agüenta mais falar sobre estas lendas.

O universo musical é cercado de acidentes, assassinatos e suicídios, na maioria dos casos mortes estranhas e chocantes. A lista de engasgados com o próprio vômito e/ou por uso exagerado de drogas, ilícitas ou não, é imensa: Bon Scott, Jimi Hendrix, John Belushi, John Bonham e Sid Vicious, este tinha acabado de sair da prisão acusado de assassinar a facadas a sua namorada Nancy, um mistério que nunca foi provado, pois Sid jurava não lembrar de nada.

James Sheppard surrado até à morte. Ian Curtis e Paul Hester, enforcados. Kurt Cobain suicidou-se com um tiro. Johnny Ace brincou de roleta russa. Marvin Gaye baleado e morto pelo pai. John Lennon, assassinado por um fã, impossível medir a dimensão desta tragédia. Jeff Buckley afogou-se no rio Mississipi, para mim uma perda irreparável. Michael Hutchence, morto asfixiado enquanto masturbava-se em um quarto de hotel, “bizarríssimo”. E o gênio do pop Michael Jackson, a morte mais especulada de todos os tempos, história de vida conturbada e repleta de lendas sobre as transformações físicas do cantor.

Mortes difíceis de aceitar (só não vou citar o padre Adelir Antonio de Carli, também conhecido como “padre voador”, porque ele não era músico) são: Les Harvey, eletrocutado no palco por mexer em um microfone com os pés molhados, e Bob Marley, diagnosticado com câncer no dedão do pé direito, recusou-se a amputar o dedo, devido aos princípios rastafari.

Artistas, e em alguns casos fãs, não perdem tempo quando os assuntos são lendas e mistérios.

Mistério que existe há 14 anos é o desaparecimento do guitarrista e compositor do Manic Street Preachers, Richey Edwards. O seu carro foi deixado junto a uma ponte popular entre os suicidas, mas o seu corpo nunca foi encontrado. Desde então, muitos fãs garantem ter visto Richey em lugares como Ilhas Canárias e Goa. Ainda bem que a banda não acabou, pois está entre as minhas preferidas.

O álbum “Journal For Plague Lovers” do Manic Street Preacher, teve a capa censurada em diversas lojas por provocar sentimentos como angustia e perplexidade. Mas é nas letras que o nono álbum na discografia da banda revela sua força. Todas as canções foram escritas por Richey Edwards em uma espécie de diário que o músico deixou com o baixista Nicky Wire semanas antes de sumir, em fevereiro de 1995. Deixo aqui a música “Jackie Collins Existential Question Time” deste álbum.



Um desses mistérios insondáveis ganhou corpo com o documentário “Jandek on Corwood”. Jandek, veterando do blues e folk norte-americano, lançou 35 álbuns desde 1978. Recluso, ninguém sabe com certeza quem ele é. As capas dos discos não dizem nada sobre esta músico. O documentário é realizado recorrendo a testemunhos e opiniões de críticos, jornalistas e DJs, e também à única entrevista telefônica concedida pelo artista em 1985, e ainda assim, não se sabe se foi ele mesmo o entrevistado. Este Jandek sabe como estimular a curiosidade das pessoas.

Você já ouviu falar do “Enigma de Publius”? O enigma trata-se de um provável quebra-cabeça que teria sido montado pelo Pink Floyd nos últimos discos, havendo um possível prêmio para aquele que descobrir. Este enigma mobilizou milhares de pessoa em todo o mundo.

Quando o Kiss estava no auge da sua carreira, foram lançados HQ’s da banda. Houve rumores que os 100 primeiros exemplares tinham sangue dos integrantes da banda misturados à tinta da impressão. Gene Simons vomitando sangue e cuspindo fogo levou parte da opinião pública a chamar a banda de satanista, e o nome “KISS” chegou a ser interpretado como a sigla para “Knights In Satan’s Service” (Cavaleiros à Serviço de Satan).

Os Rolling Stones tem muitas “histórias”. As que envolvem o Keith Richards eu até acho graça, como ele ter trocado todo o seu sangue e ter cheirado as cinzas do pai. Mas Mick Jagger declarou que o fundador da Igreja de Satan, Antony LaVey, foi o inspirador da música Simpathy For The Devil, canção onde o personagem principal é o demônio cantando em primeira pessoa.

Black Sabbath, quero somente lembrar, pois o nome da banda e o vocalista Ozzy “príncipe das trevas mordedor de morcego” já diz tudo !

Eagles, aparentemente nada nesta banda remete ao assunto, mas descobriu-se que a música Hotel Califórnia possuía mensagens satânicas gravadas ao inverso e que tratava sobre a sede da Igreja de Satan, que havia sido anteriormente no hotel.

The Doors e seu vocalista Jim Morrison, sempre polêmico, casou-se em um ritual pagão com uma bruxa, além de dizer que trazia dentro de si o espírito de um índio feiticeiro.

AC/DC grava um álbum chamado “Highway to Hell” (Auto Estrada para o Inferno). Depois vem um famoso assassino psicopata conhecido como “Night Stalker” que, afirma matar influenciado pelas letras da banda. Não poderia ficar fora da lista dos malévolos.

Iron Maiden, tem como mascote um simpático morto vivo sempre associado a um demônio, chamado Eddie. Lança um disco com o nome “The Number of The Beast” (O Numero da Besta). Resultado: Apareceu em 1985 um garoto de 14 anos, com um grande “666” tatuado no peito, que matou 3 pessoas alegando estar dominado por Eddie.

E não pensem que o diabo é o pai somente do rock. Música erudita também pode ter má influência. Há 200 anos atrás, Nicolo Paganini, compositor e violinista considerado um gênio, usava cordas de tripa de carneiro em seu violino, até ai é somente estranho, mas a lenda sobre o encordoamento de seu violino vai além, dizem que ele substituía carneiro por humanos, ganhando uma sonoridade sobrenatural que levava as pessoas ao pavor ou ao êxtase.

No futebol, não lembro de histórias onde a bruxa estava solta em campo, mas uma que ficará na memória é a final do Paulistão 99, Corinthians x Palmeiras. Edílson jogador do Corinthians, conhecido como “O Capetinha”, briga com, Paulo Nunes, jogador do Palmeiras, conhecido como “O Diabo Loiro”. A briga entre o “capeta” e o “diabo” em campo, causou uma confusão generalizada acabando com o jogo antes dos 45 minutos.

Dos relatos acima, muitos são verídicos e trágicos. Outros somente lendários e que nunca serão comprovados, mas fica claro que muitas vezes a música provoca efeitos imprevisíveis. Acredito que a forma como a música “toca” o coração, a mente e a alma das pessoas, gera toda esta magia, seja ela boa ou não.

Este vídeo não é musical. É um curta em stop-motion do Tim Burton, uma homenagem ao consagrado ator Vincent Price, conhecido por contracenar em filmes de suspense e terror, narrado pelo próprio Price. Cinema também tem magia, mistério e terror. Adoro !



E você, lembra de alguma história bizarra ou lenda, da música ou do futebol ?

Happy Halloween !
Ósculos e Amplexos.