14 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Alemanha, Inglaterra, Argentina, França, Uruguai...

O tempo passa, o tempo voa...e a Copa do Mundo já chega ao seu 5º dia. Depressa demais, não?

Nem parece que já estamos vivendo “essa que é a maior Copa de todos os tempos, amigo.”

Ok. Nada de jargões.

Estamos vivendo a Copa, mas parece que a coisa ainda não engrenou como deveria. Jogos modorrentos, mesmo onde se esperava mais bola. Casos de Uruguai X França e principalmente
Inglaterra X EUA.

Alemanha X Austrália

Por outro lado já temos a 1ª boa “surpresa”. Que de surpresa na verdade só o jogo fácil praticado. Falo da Alemanha. Eterna favorita. Uma daquelas que eu coloquei no meu grupo de favoritas por usucapião, mas que foi até agora a única seleção a mostrar, de fato, um futebol convincente.



Tudo bem que o adversário foi a Austrália. Mas o problema é dos australianos. Os alemães fizeram o que de uma seleção de ponta se espera e não deixaram margem para dúvidas de que chegam fortes os tricampeões do mundo. Mesmo sem Ballack, mas com Lahm, Klose e sobretudo Podolski em momentos de brilho.

Uruguai X França protagonizaram até aqui o pior jogo da Copa. Ainda que Argélia X Eslovênia já tenham “jogado”.

Se para a França o ataque resume-se a um Ribery extremamente espetado na esquerda, sem nenhuma companhia do mesmo gabarito no ataque titular e tendo ainda o fanfarrão técnico Domenech no banco, que além da desfaçatez de deixar Nasri e Benzema em casa, ainda mantém Henry no banco. Enquanto isso insiste no fraco Anelka no time titular. Para o Uruguai o bom ataque não é devidamente alimentado pelo seu pobre meio-campo. A defesa é das mais seguras, mas se for viver de 0X0 o time não terá grandes participações nessa Copa. Foi um 0X0 no placar e na nota do jogo.

Argentina X Nigéria

Os hermanitos comandados por Maradona pegaram um adversário complicado. A Nigéria é uma eterna pedra no sapato argentino. Messi e Cia começaram bem o jogo e o placar aberto sem grandes dificuldades deu a impressão de que seria um passeio ao som do tango. Que nada!


Talvez mais por um desajuste sul americano do que realmente uma boa partida africana. Milito tem lugar no time titular com as pernas amarradas, mas Maradona só o mandou pro jogo já na reta final. Os nigerianos tiveram chances para empatar, mas ao final a vitória hermana acabou sendo justa. Apertada, mas justa. É bom não duvidar dessa Argentina, que vai andar muito bem na Copa.

Inglaterra X EUA

De todas as estréias a mais complicada, porém, foi da Inglaterra. Favorita de destaque para 9 em cada 10 analistas e entusiastas, o English Team encarou o antigo bobo do futebol, que ainda que insistam em jogar “futebol” com as mãos, estão aprendendo bastante rápido que o verdadeiro futebol se joga com os pés.

Assumo o meu desapontamento com o empate em 1X1 da Inglaterra. Minhas apostas antes da Copa apontam uma final entre espanhóis e ingleses. Ainda que sejam ambas consideradas como eternas amarelonas, não é lá muito correto analisar o jogo de hoje pela bagagem histórica. Pode no máximo ser esse um ponto de relevância, não de preponderância.

Basta ser um pouquinho ligado no que se passa no atual cenário da bola pra saber que os EUA vem em ascensão. Alem das consecutivas participações em Copas, os estadunidenses chegam de uma excelente Copa das Confederações, onde eliminaram com propriedade a sensação e campeã da Eurocopa, a Espanha, além de fazer uma final de igual para igual contra o Brasil. Onde cedeu a virada na bacia das almas ao time de Dunga.

Rooney não está mesmo na melhor de sua forma. Vem de contusão e ainda não parece 100% recuperado. Mas o selecionado inglês tem ótimas peças em todos os setores. Começou arrasador, já abrindo o placar em grande jogada entre os craques Lampard e Gerrard. Mas depois murchou, cedendo espaço para o bom Donovan comandar o pessoal que joga soccer.

Os EUA estão sim em ascensão, mas para ganhar o devido respeito ainda precisam aprender que futebol se joga com os pés.

Apesar de tudo, mantenho ainda minhas apostas em Espanha X Inglaterra na final.

A Copa tem sequencia hoje, com dois jogos de enormes destaques – Holanda X Dinamarca e a atual campeã do mundo, Itália, que encara o bom Paraguai.

Continuo acompanhando e torcendo para que os jogos melhorem, e muito.

Cheers,

11 de jun. de 2010

Café com Leite na Copa: África do Sul x México

Texto: Beto Almeida
Foto: EFE

            A real é essa: acho Copa do Mundo um tremendo pé no meu saco, apertando bem forte, nessa época não se fala de outra coisa em tudo que é canal, jornal e revista, mesa de boteco e balcão de padaria, que joça, os israelenses fuzilando uma flotilha humanitária e um vazamento de petróleo que dura mais de mês, mas qual o quê, todo mundo quer é saber da Jabulani e duma discussão entre dois jogadores na seleção canarinho.
            Pois é, a Copa pauta o mundo, e nós, esse imenso rebanho bovino global, temos de comer o capim que entregam pra gente, comigo não é diferente, embarco nesse navio, munido da minha vuvuzela, que não preciso explicar o que é, todo mundo já sabe, nessa altura dos acontecimentos.
            O mais bacana é que essa nação de chuteiras pára para (sei que é feio, mas sempre quis escrever isso) ver os jogos do Brasil, alguns assistem os jogos com os colegas de trabalho, e até com o chefe, pasmem!, não pode nem gritar e falar palavrão, aquela espontaneidade toda, que maravilha.
            E cá no blog me coube a tarefa de escrever sobre o primeiro dia dos jogos, não adianta convencer a chefia do contrário, me tira dessa, não tem jeito, é a maior Copa de todos os tempos e tal, beleza, tomo um anti-alérgico e encaro o desafio, que também sou feroz.
            Então vamos lá, África do Sul e México fazem o jogo de abertura, o estádio “Soccer City” de Joanesburgo lotado, pô, tem de falar pros sul-africanos que “soccer” é coisa de quem não sabe nada de bola, já queimaram o filme monstro nessa, é “football” galera, ou “calccio”, como dizem os italianos, podem escolher.
            Mas divago, a torcida faz a maior festa, eles são animados, tocando aquelas porcarias de vuvuzelas que fazem um barulho irritante do caramba, a minha cabeça parece que vai explodir, imagina quem tava lá, então vejo a seleção sul-africana entrando em campo, cantando e dançando, pronto, me ganharam, sou facinho mesmo.
            Começa o jogo, o México vai pra cima, correndo como pra atravessar a fronteira, os africanos conseguem segurar os caras, acaba o primeiro tempo sem gols, ou outros fatos relevantes.
            Meu coração tá dividido, a África do Sul de Miriam Makeba e seu “Pata Pata”, do Mandela, da luta contra o apartheid, os caras merecem uma alegria, e os nossos irmãos mexicanos, dos mariachis, de Zapata, de Chiapas, do Trio Los Panchos e do Chaves, sim, latino-americanos como nós, tô torcendo prum empate.
            Começa o segundo tempo, os Bafana Bafana (nessa altura dos acontecimentos todo mundo sabe o que isso quer dizer) marcam o primeiro gol dessa Copa, com Tshabalala, o craque da camisa 8, eleito melhor jogador da partida.
            Mas os mexicanos não se entregam, os caras são descedentes de guerreiros maias e astecas, também têm história, chegam ao empate com Rafa Marques, pouco depois. E é isso, o jogo acaba, deu empate, tô feliz.
            Mas tristeza não tem fim, felicidade sim, então me toco que mais tarde vou ter de assistir mais um jogo da Copa, França e Uruguai. Mas essa é outra história, pra outra coluna.

Olha só a Miriam Makeba, saudade dela.

E o Trio Los Panchos, puta coisa linda.

A 1ª vez a gente nunca esquece.


Começou a Copa do Mundo de 2010. Copa que como já diria o poeta “Já é a maior Copa de todos os tempos, amigo”.

Chacotas à parte, se para a África do Sul e para o próprio continente africano essa é a 1ª Copa realizada, para nós do Ferozes FC também é a 1ª que iremos cobrir.

Portanto, seja poeta ou não, essa é sim a maior Copa de todos os tempos, amigos. Pelo menos para nós.

Tentaremos cobrir o maior número de jogos, seja aqui pelo blog ou em nosso programa de rádio às segundas-feiras. Sempre abusando do direito de ser fanfarrão. Mantendo a tradição de espinafrar quem tiver de ser espinafrado. Seja o Messi ou o Rafik. Seja o Domenech ou o Dunga.

Bom, esses últimos nós espinaframos sempre mesmo.

Nem bem começou e essa Copa já é um dos grandes momentos da história do FFC. Espero que seja para todos vocês.

Uma grande Copa a todos!

Cheers,

10 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Belluzo volta a dizer: "Queremos ser campeões".

Texto: João Paulo Tozo
Foto: Tom Dib (Para o Lancenet!)

Em 2009, Luiz Gonzaga Belluzzo promoveu o dia do “FICO”, quando bancou as permanências de Diego Souza, Cleiton Xavier e Pierre, ainda que esses tivessem propostas para sair.

Contratou Muricy Ramalho, o grande técnico em atividade no país.

E para fechar repatriou um ex-ídolo do time, Vagner Love.

Com essas medidas o presidente do Palmeiras deixou o recado: “Nós queremos ser campeões”.

Alguém naquele momento teria feito o contrário? Em sã consciência não.

O final da história é triste para o palmeirense. Afinal o time despencou na reta final do BR09.




Errou então Belluzzo em suas contratações? Longe disso. Belluzzo errou ao não saber lidar com as crises internas, como na briga entre Obina e Mauricio. Como na crise entre torcida e Love. Dentre outras.

2010 começou sombrio para o Verdão. Fora da Libertadores, logo com caixa enfraquecido. Além da crise técnica de seus principais nomes.

Mais uma vez Belluzzo e a diretora verde mostraram falta de tato na condução das crises.

Mandou embora Muricy Ramalho, que se não conseguia emplacar seu trabalho, em contrapartida contava com um elenco limitado em mãos e não tinha seus pedidos de contratações aceitos. Muricy tinha também a simpatia da torcida.

Depois dispensou Robert, único centroavante do time naquele momento (até o presente momento também. Artilheiro do time no ano). Que se não era muita coisa, ainda era a única.

Afastou Diego Souza, que não vinha em bom momento desde sua convocação para a seleção em 2009, mas ainda assim era o único no time com capacidade para desequilibrar uma partida.

Isso sem falar na estranha dispensa de Antônio Carlos.

Este um ponto culminante para que Belluzzo voltasse a pensar grande.

Convenhamos, com o time na situação em que estava, falar em ser campeão era piada.

Com a queda de Antônio Carlos, um nome passou a ser cantado nos corredores do Palestra Italia – Luis Felipe Scolari.

Felipão seja talvez o único nome capaz de reunir em torno de si as peças que andam tão afastadas no Palmeiras: elenco, direção e torcida.

Com Felipão a torcida terá paciência. A diretoria terá mais tranqüilidade para conduzir seu trabalho e o elenco estará mais blindado. Nesse cenário Felipão poderá trabalhar a sua maneira e emplacar a sua forma de jogo. Como em 1997, quando chegou para fazer a sua vitoriosa trajetória no Palestra Italia. Naquele ano o Palmeiras não foi campeão, mas Felipão formou a base do time que ganharia a América em 1999, tendo antes vencido a Copa do Brasil e a Mercosul, ambos em 1998.

Quer dizer que o Palmeiras não irá briga pelos títulos do 2º semestre de 2010?

Não. Mas é necessário contratar mais. Mais e melhor.

Ontem o Verdão apresentou Kleber Gladiador. Tipo da contratação que não apenas enriquece tecnicamente o elenco, mas que fecha uma das tantas feridas abertas no coração palestrino.

Kleber tem a cara do Palmeiras. Do último momento vencedor do time. A paixão que ele diz ter é de fato demonstrada em campo. Isso a torcida valoriza, muitas vezes até mais do que grandes exibições. E em Kleber ela sabe que as duas possibilidades se encontram.

Trazer Kleber é o começo de uma retomada. Uma retomada que não pode passar apenas pela sua chegada, mas que tem nele seu início. A retomada passa também por Valdívia e Felipão.

A possibilidade da chegada de ambos é muito grande. Como grande ficará a possibilidade do time alviverde brigar por coisas maiores ainda em 2010. Não somente deles, mas principalmente desses três.

Com essas novas investidas, além de brigar por um patrocínio mais rico para o clube, batendo de frente com a poderosa Samsung, Belluzzo volta a dizer “Nós queremos ser campeões”.

Queremos, todos. Mas sabemos que não só de contratações de peso se forma um time campeão.

Não vou cornetar um ou outro. Mas Belluzzo terá de reavaliar sua forma de conduzir as crises para não repetir os erros do ano passado, que infelizmente acabaram por diminuir seus feitos na formação do time.

7 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Corinthians Campeão Mundial Sub-18. A bola usada era redonda.

O sub 18 do Corinthians sagrou-se campeão do mundo ao bater o Chivas por 1X0, gol de Kelvin.

Tá legal. E daí?

E daí que a conquista é relevante, já que mais uma vez prova o quanto é forte a base do Timão.

Além do feito da molecada alvinegra, a conquista mostra que para quem não procura pêlo em ovo, futebol é coisa simples. A bola é redonda para todos.

Nesse caso, ela é Jabulani para todos.

Porque digo isso?

Porque a molecada do Timão jogou toda a competição com a tal bola que não “presta” ou que é “sobrenatural” para alguns dos jogadores do Dunga.

Vão catar coquinhos e joguem o que sabe. Se o que sabem for suficiente para sermos campeões do mundo, ótimo. Não preparem desculpas para o caso de acontecer o contrário. O “Timãozinho” passou por times como Valencia, Real Madrid, Boca Jrs e o Chivas. Não teve Zimbábue e nem Tanzânia no caminho.

Além da desculpa pronta para uma possível eliminação precoce na Copa, esse papo de criticar a bola parte de jogadores, que não por acaso, possuem contratos de publicidade com uma marca rival da que produz as bolas das Copas.

A bola é “sobrenatural” porque ganha velocidade quando chutada.

Conversa mole de Luis Fabiano, que se “esqueceu” do fato de que lá eles contam com altitude, que reduz o atrito da bola com o ar, o que já dá a ela uma movimentação diferente de quando chutada ao nível do mar – de qualquer bola- e que não por acaso, é um fator de desequilíbrio em muitos dos jogos aqui na nossa Libertadores. Torneio pelo qual o próprio Luis Fabiano já jogou pelo São Paulo, mas que nunca reclamou da bola, mas sim da altitude.

Fato é que a garotada do Corinthians jogou com a Jabulani e ganhou. Ganhou porque foram melhores, jogando uma bola redonda, com uma bola redonda. A mesma que esteve nos pés da molecada do Boca e do Real.

Que a nossa seleção possa jogar uma bola redonda também, mais redonda do que a bola dos adversários. Que irão jogar com a mesma bola que a seleção, que não por acaso e ainda bem não é quadrada, mas redonda.


Esta é a Jabulani. Uma bola bonita, moderna e redonda

Ainda no ritmo do tango e já saudoso de Buenos Aires, onde estive no último feriado, despeço-me da nobre ferocidade que nos acompanha com o clássico de Carlos Gardel - Por una Cabeza

Cheers,

Café com Leite: Das coincidências e coisas semelhantes

Texto: Beto Almeida
Foto: Lancenet!


            E o Todo-Poderoso foi ao Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa, jogar contra o Botafogo, também conhecido como “Glorioso”, mais por conta das glórias passadas do que das recentes, ou seja, uma espécie de Santos carioca. Se o Peixe teve Pelé, o Glorioso teve Garrincha, um é atual campeão carioca, o outro atual campeão paulista, e ambos jogam pro gasto.
            O Corinthians entrou em campo com a mesma formação do jogo passado, que me parece a ideal pro momento, já que não podemos contar com Ronaldo, Chicão, Alessandro e Jorge Henrique. Tudo bem, nosso elenco é bom, tá sobrando boleiro no time. O Botafogo também entrou desfalcado de alguns jogadores, mas o que me preocupava era a presença de Herrera e Fábio Ferreira, ex-corintianos. Todo ex é um pé no saco, já disse Antonio Fagundes, na certa esses caras iam jogar com vontade redobrada contra o Timão, aquela coisa de afrontar uma paixão que nunca se esquece. É o futebol imitando a vida, que poético.
            E o jogo começou equilibrado, as defesas prevalecendo sobre os ataques, que não conseguiam chegar ao gol adversário. Até que aos 30 minutos Bruno César, o sósia do Tevez, abre o marcador para o Timão, com um golaço! Tá jogando muita bola o garoto, três gols em quatro jogos, semelhante ao astro argentino no futebol bonito e na cara feia. Isso aí Brunão, continua assim, a Fiel agradece.
            Aí foi só trocar passes até o final do primeiro tempo. O Botafogo até chegou a assustar com uma bola na trave, mas tudo bem. Fomos pro vestiário com a vantagem no placar, e aproveito a pausa pra comentar as possíveis saídas de Dentinho e Elias para a Europa depois da Copa. O time vai sentir demais a ausências desses dois craques. Parece que a intenção do Mano é substituí-los por Defederico e Paulinho. A verdade é que o argentino tá devendo e Paulinho ainda é uma incógnita, temos de ficar espertos pro segundo semestre. Então é aproveitar esses 40 dias de intervalo por causa da Copa e mandar ver nos treinamentos com esses dois aí, o Defederico joga muito e pode substituir o Dentinho à altura, o Paulinho pode se revelar craque. Vamos ver.
            Terminada a brilhante análise acima, voltamos ao segundo tempo da partida. Que começa com Defederico no lugar de Dentinho, que saiu machucado, e o Botafogo partindo pra cima, fazendo um gol logo aos dois minutos, igualando o score (nós corintianos gostamos de usar uma linguagem sofisticada de vez em quando).
            O gol deve ter assustado Mano Menezes, que resolveu tirar o Danilo, que não tava jogando nada mesmo, e colocar Paulinho pra reforçar a marcação. Pô, Mano! Você acha que o empate tá bom? Desse jeito vamos tomar mais um... E tomamos, num contra-ataque bem articulado dos alvinegros cariocas, virando o jogo pro lado deles.
            Aí o treinador corintiano se ligou que a vaca tava indo pro brejo e resolveu tirar o Ralf, que não era o mesmo dos últimos jogos, e pôr Tcheco em campo, pra ganhar mais movimentação e posse de bola. Mr. Joel Santana, técnico do Botafogo, resolve imitar o estilo gaúcho do Mano e fecha mais o meio de campo. Que mané, não percebeu que o Timão levou um gol por conta disso? A vida é repleta de coincidências.
            Dito e feito, aos 45 minutos Roberto Carlos manda um golaço e empata a partida. Mas não valeu! O juizão deu uma falta de Iarley no lance, que só ele viu. O cara devia estar numa realidade paralela, não é possível. E ainda temos de agüentar os chorões dos times adversários falando que os árbitros ajudam a gente.
            Mas aqui é Corinthians, ninguém vai ficar chorando e reclamando de juiz, bola pra frente que tem mais três minutos, dá pra fazer mais um. E dá mesmo: no último minuto da partida, Paulo André marca de cabeça, em cobrança de escanteio realizada por Defederico. Pode soltar os rojões, pular, gritar e amolar o vizinho palmeirense, conseguimos o empate, continuamos invencíveis e liderando o campeonato. Vai, Corinthians!
            É isso, não vemos ninguém à nossa frente. Dividimos a liderança com o Ceará, a surpresa do campeonato, com a mesma pontuação. Nossa vantagem é no saldo de gols. E olha só: pegamos os caras na volta do campeonato. A vida é repleta de coincidências. Mesmo.

Sampa Noise - Vira Vira Virou.



Uma linda vitória nesse domingo! Um time com brio, com responsabilidade e acima de tudo um time que tem Dagoberto!

Dagol desde o início da temporada 2010 é um dos únicos jogadores que sua a camisa e mostra raça, vontade e amor pelo time, sempre se destacando em partidas onde o São Paulo era fraco nos contra-ataques, nas tabelinhas e jogadas pelas laterais.
Tudo começou a ter mais destaque com a chegada de Fernandão. Os dois companheiros de ataque estão se entendendo muito bem obrigado. Os dois mostraram muito entrosamento e perícia.

Ontem, Dagol se superou, fez os 3 gols que garantiram a vitória do São Paulo contra o Grêmio no Morumbi.

Aos 7 minutos do primeiro tempo é conferido ao Grêmio um gol que iniciou em uma jogada pela esquerda com o lateral Bruno Collaço cruzando a bola que caiu no pé de Hugo quem chutou no canto esquerdo de Rogério Ceni. Hugo não comemorou o gol que fez em seu antigo clube:“Fiquei triste por ter feito um gol no Rogério. Ele é um cara fenomenal. Ter vencido com estes atletas e conquistado títulos pelo São Paulo é algo que um dia vou contar aos meus filhos”.

Aos 16 minutos de jogo, pênalti de Rodrigo em Alex Silva. Rogério é chamado para a cobrança, posiciona-se, olha fixo para o goleiro e bate. A bola sobe demais e bate no travessão.

Aos 17 minutos do primeiro tempo, Marlos ganha a bola de Rodrigo e cruza na área. A bola passa por Fernandão e Dagoberto chega pela esquerda e arremata de primeira empatando o jogo.

No Segundo tempo o São Paulo se mostrou seguro e ciente do que buscava. Aos 21 minutos Hernanes lança para área, o lateral Bruno Collaço falha e a bola sobra no pé de Dagol que não perdoa e vira o jogo para o São Paulo e logo após o gol, aos 24 minutos, Marlos puxa o contra-ataque, chuta no travessão, Dagoberto pega o rebote e marca seu terceiro gol na partida.

O time do São Paulo queria muito esta vitória antes da pausa para a Copa do Mundo e alcançou sua meta, já que o objetivo maior não veio, que era estar no G-4.

O São Paulo ocupa a 6º colocação no certame.
Agora só depois da Copa, quando teremos o tão esperado jogo da Libertadores da América e a volta do Campeonato Brasileiro.

Dica Musical do dia: Machete (V.I.P) Dj Hazard

6 de jun. de 2010

Menino da vila: O suficiente para golear e descansar no G4.


Texto:
Gregório Possa
Foto: Globoesporte.com



A equipe santista entrou em campo com alguns desfalques importantes, porém, dependendo apenas de uma vitória para terminar no G4, antes da parada para a Copa do Mundo. Do outro lado os cruzmaltinos queriam espantar a crise e escapar da zona do rebaixamento. Com as esperanças depositadas em Ganso, já que Neymar, suspenso, e Robinho, na seleção, não puderam atuar, o Santos fez o suficiente para golear o frágil time vascaíno e de quebra completou dois jogos sem tomar gol, algo raro pra defesa alvinegra.

Com um time ''remendado'', o Vasco praticamente não ofereceu perigo a retaguarda santista, a não ser em uma chance de Phillipe Coutinho, que após tabela com Nilson, bateu cruzado, obrigando Rafael a executar bela defesa. Por sua vez, o Santos só conseguiu sua primeira chance aos 30 minutos, depois de passe do baixinho Mádson - melhor em campo - André dominou e carimbou a trave de Fernando Prass. O primeiro tempo caminhava para um morno 0x0, até que o goleiro vascaíno, ao tentar repor a bola em jogo, não percebeu a presença de Léo e o experiente jogador do Santos roubou a bola e driblou Fernando Prass que em um lance de extrema infelicidade, cometeu penâlti no lateral santista. André cobrou e abriu o caminho para a goleada alvinegra.

Se na primeira etapa o Vasco pouco ameaçou o gol do Santos, no segundo tempo apenas se defendeu e muito mal. Após jogada casual no meio de campo, o volante Rodriguinho se machucou e Dorival Jr. colocou o lateral Maranhão em campo, o próprio, após belo chute, ampliou o marcador e afundou mais a equipe cruzmaltina. André, recebeu passe do baixinho Mádson, e ainda teve tempo de fazer 3x0, antes de Fumagalli que havia acabado de entrar, ir para o chuveiro mais cedo, após falta dura em Pará. Com um jogador a mais, o Santos que já encontrava facilidade, se viu com grandes possibilidades de tornar o placar ainda mais elástico e partiu para cima, comandada por Mádson, que supriu a fraca atuação de Ganso, a equipe alvinegra pressionou e conseguiu seu quarto gol que só podia ser dele. Zezinho driblou Thiago Martinelli e cruzou para Mádson, coroar sua atuação com um gol, que selou a goleada santista na Vila Belmiro.

A vitória desta tarde dará uma tranquilidade para o Santos trabalhar durante a Copa do Mundo, visando as finais da Copa do Brasil. O futebol vistoso dos meninos da vila encerra o primeiro semestre com 27 vitórias, 5 empates e apenas 7 derrotas, desempenho invejável a qualquer equipe brasileira. Com a possível transferência de alguns jogadores e a vinda de outros, os alvinegros tentarão manter o brilho no segundo semestre e continuar navegando em águas tranquilas. Ao torcedor santista a esperança de que após o merecido descanso, ainda possamos acompanhar, com todos os seus personagens, a arte e as dançinhas dos meninos da vila. Viva o futebol alegre e ofensivo ! E que o Dunga, mesmo contrariando essa caracteristica dos brasileiros, traga o Hexa.


SANTOS 4 x 0 VASCO
Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Zézinho); Rodriguinho (Maranhão), Wesley, Paulo Henrique Ganso (Braitner) e Marquinhos; Madson e André. Fernando Prass, Cesinha, Dedé e Thiago Martinelli;Allan, Rafael Carioca, Souza, Jeferson (Fumagalli) e Ernani; Philippe Coutinho (Magno) e Nílson (Léo Gago).
Técnico: Dorival Jr. Técnico: Celso Roth.
Gols: André, aos 34 gols do primeiro tempo. Maranhão, aos seis, André, aos 17, e Mádson, aos 28 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Rodriguinho (Santos) Nílson, Ernani e Fernando Prass (Vasco). Cartão vermelho: Fumagalli (Vasco)
Local: Vila Belmiro, em Santos-SP. Data: 06/06/2010. Árbitro: José Caldas de Souza (DF). Auxiliares: Erich Bandeira (Fifa/PE) e Ênio Ferreira de Carvalho (DF). Público: 8.585. Renda: R$ 218.995,00

4 de jun. de 2010

Café com Leite: Cotidiano

Texto: Beto Almeida
Foto: Junior Lago (para o Lancenet!)

            Pois é, o barato de jogar com o Inter de Porto Alegre é isso: dá pra escrever a coluna antes do jogo porque é bicho garantido, e a gente trata bem o freguês, o mesmo serviço que entregamos pro São Paulo; ganhamos mais uma vez, é aquela vida cotidiana, a feijoada da quarta-feira, parece um casamento.
            E lá vão os chorolados fazer o trivial, que é reclamar do juiz e dizer que a CBF armou o campeonato pro Corinthians ser campeão no ano do centenário. Essa é a vida mundana, tudo previsível, mas até existem casamentos felizes, daqueles de acordar a mulher com beijinhos e fazer o café da manhã, todo sorrisos, que até mesmo o habitual dá pra fazer diferente. Da minha parte, também faço o mesmo, dar o serviço e descrever a partida, que começa com o Pacaembu lotado, sem novidade.
            Que aparece na escalação do Timão, com Paulo André e Iarley nos lugares de Chicão e Jorge Henrique, machucados, e a manutenção do esquema com dois armadores no meio, dando maior poder ofensivo à equipe. Parece que Mano Menezes enfim acordou, deixou a retranca de lado, que isso é coisa de time gaúcho.
            Porque gaúcho só faz bonito em campeonato de Miss Brasil, bola não é a praia deles, vez em quando um Falcão e Ronaldinho aparecem, uma farofa naquele churrasco que é o futebol de marcação e chuveirinho na área, característica dos gaudérios, sequiosos da tradição.
            E o jogo começa com o Internacional pressionando, o que não assusta ninguém, não dá pra levar a sério um adversário cuja torcida entoa um hino baseado na música “Brasília Amarela” dos Mamonas Assassinas, é muito feio, não à toa gaúcho virou gênero de piada, quéisso. Aos 24 minutos Andrezinho chuta pro gol, obrigando nosso goleiro a fazer boa defesa, o Felipe tá voando, a galera aplaude.
            Eis que a vida segue o curso normal, aos 37 Sorondo derruba Danilo na área, é pênalti. O xará do Rei faz a cobrança, todo mundo espera uma bomba, que nada, o goleirão colorado chega a tocar na bola que caprichosamente corre de mansinho pra dentro do gol, a explosão veio das arquibancadas. Vai, Corinthians!
            E o Corinthians vai, pro vestiário, acaba o primeiro tempo, temos a vantagem no marcador. Pausa pra pipoca e refrigerante, é nóis.
            Começa o segundo tempo, e logo aos 8 minutos Iarley faz o segundo gol do Todo Poderoso, em ótimo passe de Elias que o encontrou livre dentro da área, aí é correr pra torcida que grita e pula ensandecida, o show costumeiro.
            Aí foi aquilo, o Mano tira Bruno César e coloca Paulinho pra reforçar a marcação no meio-campo, o cara tem essa mania, fazer o quê?, e substitui Dentinho, que tava cansado, por Defederico. Mas as favas já estavam contadas, donde menos se espera é que não sai nada mesmo. Os colorados até que tentaram, Alecsandro cabeceia uma bola, nosso goleirão voador toca nela, que bate na trave em seguida. Os orixás tão ali pra isso, proteger nosso bom baiano, mandou muito o Felipe, que gosta duma mandinga.
            É isso, o jogo acaba com a torcida gritando olé, ao freguês resta chorar na volta pra Porto Alegre, e eu que não vou escrever muito no feriado, também cá tenho minha vida pedestre, quero aproveitar um pouquinho.

3 de jun. de 2010

Menino da vila: Totalmente apático, Santos não sai do zero no Mineirão






Texto: Gregório Possa
Foto: Globoesporte.com


O Mineirão foi palco de um dos piores jogos desse Brasileirão. As duas equipes vinham de derrota e entraram em campo com os mesmos oito pontos, buscando uma vaga no G4. Com uma série de desfalques, os times pouco produziram, raros foram os lances que levantaram a torcida e o placar só poderia ser um apático 0x0.

Para ''engrandecer o espetáculo'' Adilson Batista escalou sua equipe com quatro volantes, a fim de não perder de vista os bons meias santistas, que sofreram com a forte marcação cruzeirense. A primeira etapa não fugiu do padrão do resto do jogo, muitos passes errados, pouca criatividade e consequentemente poucas chances de gol. Aos 7 minutos, André recebeu passe de Wesley e bateu forte, em cima de Fábio. Já que não dava com a bola no chão, o Cruzeiro explorou a jogada áerea, aproveitando o fraco retrospecto da defesa santista - que costuma tomar muitos gols pelo alto - e criou sua única chance na primeira etapa, com uma cabeçada do zagueiro Gil que carimbou o travessão do goleiro Rafael.

Quem esperava um segundo tempo mais movimentado, confirmou a expectativa até os quinze primeiros minutos, já que o Santos voltou mais ligado e ameaçou o gol de Fábio com mais veêmencia. Tanto que, com poucos minutos de bola rolando na segunda etapa, Rodriguinho saiu cara a cara com o goleiro cruzeirense e desperdiçou a melhor chance alvinegra na partida. Dorival Jr. percebendo o bom momento, fez algumas alterações, colocando Zezinho e Marcel em campo, porém o centroavante santista tratou de acabar com o esquema montado pelo técnico e sem ao menos tocar na bola foi expulso, depois de entrada violenta em Jonanthan. Após a expulsão o Cruzeiro pressionou a equipe do Santos até o final da partida, mas sem criar chances claras de gol e o jogo acabou exatamente como começou.

Devido a falta de inspiração e das poucas chances criadas, o resultado foi justo. Para o Santos, uma marca negativa, a equipe passou em branco pela primeira vez na temporada. Já a equipe cruzeirense que atuava em casa, teve de ouvir vaias da torcida e ainda pode perder seu treinador após a Copa.

Com a equipe caindo de produção, o Santos não ve a hora da paralisação durante a Copa do Mundo, alguns jogadores não estão rendendo o esperado e o time mostra estar sentindo a sequência de jogos. O futebol que encantou o Brasil durante o primeiro semestre terá um merecido descanso e deve voltar focado na final da Copa do Brasil. Espero que ainda possamos desfrutar do futebol alegre e ofensivo dos meninos do Santos no segundo semestre, antes que eles sigam seus caminhos rumo à terras européias.



CRUZEIRO 0 x 0 SANTOS
Fábio; Jonathan, Gil, Thiago Heleno e Diego Renan (Sebá); Fabrício, Henrique, Marquinhos Paraná e Elicarlos (Pedro Ken); Thiago Ribeiro e Eliandro (Roger) Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Wesley, Rodriguinho, Marquinhos (Zezinho) e Paulo Henrique Ganso; Neyma (Madson) e André (Marcel)
Técnico: Adilson Batista Técnico: Dorival Jr
Cartões amarelos: Elicarlos, Henrique, Jonathan e Fabrício (Cruzeiro); Durval, Zezinho, Paulo Henrique Ganso e Neymar (Santos) Cartão vermelho: Marcel (Santos)
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Dia: 02/06/2010. Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF). Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Cesar Augusto de Oliveira Vaz (DF).