10 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Belluzo volta a dizer: "Queremos ser campeões".

Texto: João Paulo Tozo
Foto: Tom Dib (Para o Lancenet!)

Em 2009, Luiz Gonzaga Belluzzo promoveu o dia do “FICO”, quando bancou as permanências de Diego Souza, Cleiton Xavier e Pierre, ainda que esses tivessem propostas para sair.

Contratou Muricy Ramalho, o grande técnico em atividade no país.

E para fechar repatriou um ex-ídolo do time, Vagner Love.

Com essas medidas o presidente do Palmeiras deixou o recado: “Nós queremos ser campeões”.

Alguém naquele momento teria feito o contrário? Em sã consciência não.

O final da história é triste para o palmeirense. Afinal o time despencou na reta final do BR09.




Errou então Belluzzo em suas contratações? Longe disso. Belluzzo errou ao não saber lidar com as crises internas, como na briga entre Obina e Mauricio. Como na crise entre torcida e Love. Dentre outras.

2010 começou sombrio para o Verdão. Fora da Libertadores, logo com caixa enfraquecido. Além da crise técnica de seus principais nomes.

Mais uma vez Belluzzo e a diretora verde mostraram falta de tato na condução das crises.

Mandou embora Muricy Ramalho, que se não conseguia emplacar seu trabalho, em contrapartida contava com um elenco limitado em mãos e não tinha seus pedidos de contratações aceitos. Muricy tinha também a simpatia da torcida.

Depois dispensou Robert, único centroavante do time naquele momento (até o presente momento também. Artilheiro do time no ano). Que se não era muita coisa, ainda era a única.

Afastou Diego Souza, que não vinha em bom momento desde sua convocação para a seleção em 2009, mas ainda assim era o único no time com capacidade para desequilibrar uma partida.

Isso sem falar na estranha dispensa de Antônio Carlos.

Este um ponto culminante para que Belluzzo voltasse a pensar grande.

Convenhamos, com o time na situação em que estava, falar em ser campeão era piada.

Com a queda de Antônio Carlos, um nome passou a ser cantado nos corredores do Palestra Italia – Luis Felipe Scolari.

Felipão seja talvez o único nome capaz de reunir em torno de si as peças que andam tão afastadas no Palmeiras: elenco, direção e torcida.

Com Felipão a torcida terá paciência. A diretoria terá mais tranqüilidade para conduzir seu trabalho e o elenco estará mais blindado. Nesse cenário Felipão poderá trabalhar a sua maneira e emplacar a sua forma de jogo. Como em 1997, quando chegou para fazer a sua vitoriosa trajetória no Palestra Italia. Naquele ano o Palmeiras não foi campeão, mas Felipão formou a base do time que ganharia a América em 1999, tendo antes vencido a Copa do Brasil e a Mercosul, ambos em 1998.

Quer dizer que o Palmeiras não irá briga pelos títulos do 2º semestre de 2010?

Não. Mas é necessário contratar mais. Mais e melhor.

Ontem o Verdão apresentou Kleber Gladiador. Tipo da contratação que não apenas enriquece tecnicamente o elenco, mas que fecha uma das tantas feridas abertas no coração palestrino.

Kleber tem a cara do Palmeiras. Do último momento vencedor do time. A paixão que ele diz ter é de fato demonstrada em campo. Isso a torcida valoriza, muitas vezes até mais do que grandes exibições. E em Kleber ela sabe que as duas possibilidades se encontram.

Trazer Kleber é o começo de uma retomada. Uma retomada que não pode passar apenas pela sua chegada, mas que tem nele seu início. A retomada passa também por Valdívia e Felipão.

A possibilidade da chegada de ambos é muito grande. Como grande ficará a possibilidade do time alviverde brigar por coisas maiores ainda em 2010. Não somente deles, mas principalmente desses três.

Com essas novas investidas, além de brigar por um patrocínio mais rico para o clube, batendo de frente com a poderosa Samsung, Belluzzo volta a dizer “Nós queremos ser campeões”.

Queremos, todos. Mas sabemos que não só de contratações de peso se forma um time campeão.

Não vou cornetar um ou outro. Mas Belluzzo terá de reavaliar sua forma de conduzir as crises para não repetir os erros do ano passado, que infelizmente acabaram por diminuir seus feitos na formação do time.

7 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Corinthians Campeão Mundial Sub-18. A bola usada era redonda.

O sub 18 do Corinthians sagrou-se campeão do mundo ao bater o Chivas por 1X0, gol de Kelvin.

Tá legal. E daí?

E daí que a conquista é relevante, já que mais uma vez prova o quanto é forte a base do Timão.

Além do feito da molecada alvinegra, a conquista mostra que para quem não procura pêlo em ovo, futebol é coisa simples. A bola é redonda para todos.

Nesse caso, ela é Jabulani para todos.

Porque digo isso?

Porque a molecada do Timão jogou toda a competição com a tal bola que não “presta” ou que é “sobrenatural” para alguns dos jogadores do Dunga.

Vão catar coquinhos e joguem o que sabe. Se o que sabem for suficiente para sermos campeões do mundo, ótimo. Não preparem desculpas para o caso de acontecer o contrário. O “Timãozinho” passou por times como Valencia, Real Madrid, Boca Jrs e o Chivas. Não teve Zimbábue e nem Tanzânia no caminho.

Além da desculpa pronta para uma possível eliminação precoce na Copa, esse papo de criticar a bola parte de jogadores, que não por acaso, possuem contratos de publicidade com uma marca rival da que produz as bolas das Copas.

A bola é “sobrenatural” porque ganha velocidade quando chutada.

Conversa mole de Luis Fabiano, que se “esqueceu” do fato de que lá eles contam com altitude, que reduz o atrito da bola com o ar, o que já dá a ela uma movimentação diferente de quando chutada ao nível do mar – de qualquer bola- e que não por acaso, é um fator de desequilíbrio em muitos dos jogos aqui na nossa Libertadores. Torneio pelo qual o próprio Luis Fabiano já jogou pelo São Paulo, mas que nunca reclamou da bola, mas sim da altitude.

Fato é que a garotada do Corinthians jogou com a Jabulani e ganhou. Ganhou porque foram melhores, jogando uma bola redonda, com uma bola redonda. A mesma que esteve nos pés da molecada do Boca e do Real.

Que a nossa seleção possa jogar uma bola redonda também, mais redonda do que a bola dos adversários. Que irão jogar com a mesma bola que a seleção, que não por acaso e ainda bem não é quadrada, mas redonda.


Esta é a Jabulani. Uma bola bonita, moderna e redonda

Ainda no ritmo do tango e já saudoso de Buenos Aires, onde estive no último feriado, despeço-me da nobre ferocidade que nos acompanha com o clássico de Carlos Gardel - Por una Cabeza

Cheers,

Café com Leite: Das coincidências e coisas semelhantes

Texto: Beto Almeida
Foto: Lancenet!


            E o Todo-Poderoso foi ao Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa, jogar contra o Botafogo, também conhecido como “Glorioso”, mais por conta das glórias passadas do que das recentes, ou seja, uma espécie de Santos carioca. Se o Peixe teve Pelé, o Glorioso teve Garrincha, um é atual campeão carioca, o outro atual campeão paulista, e ambos jogam pro gasto.
            O Corinthians entrou em campo com a mesma formação do jogo passado, que me parece a ideal pro momento, já que não podemos contar com Ronaldo, Chicão, Alessandro e Jorge Henrique. Tudo bem, nosso elenco é bom, tá sobrando boleiro no time. O Botafogo também entrou desfalcado de alguns jogadores, mas o que me preocupava era a presença de Herrera e Fábio Ferreira, ex-corintianos. Todo ex é um pé no saco, já disse Antonio Fagundes, na certa esses caras iam jogar com vontade redobrada contra o Timão, aquela coisa de afrontar uma paixão que nunca se esquece. É o futebol imitando a vida, que poético.
            E o jogo começou equilibrado, as defesas prevalecendo sobre os ataques, que não conseguiam chegar ao gol adversário. Até que aos 30 minutos Bruno César, o sósia do Tevez, abre o marcador para o Timão, com um golaço! Tá jogando muita bola o garoto, três gols em quatro jogos, semelhante ao astro argentino no futebol bonito e na cara feia. Isso aí Brunão, continua assim, a Fiel agradece.
            Aí foi só trocar passes até o final do primeiro tempo. O Botafogo até chegou a assustar com uma bola na trave, mas tudo bem. Fomos pro vestiário com a vantagem no placar, e aproveito a pausa pra comentar as possíveis saídas de Dentinho e Elias para a Europa depois da Copa. O time vai sentir demais a ausências desses dois craques. Parece que a intenção do Mano é substituí-los por Defederico e Paulinho. A verdade é que o argentino tá devendo e Paulinho ainda é uma incógnita, temos de ficar espertos pro segundo semestre. Então é aproveitar esses 40 dias de intervalo por causa da Copa e mandar ver nos treinamentos com esses dois aí, o Defederico joga muito e pode substituir o Dentinho à altura, o Paulinho pode se revelar craque. Vamos ver.
            Terminada a brilhante análise acima, voltamos ao segundo tempo da partida. Que começa com Defederico no lugar de Dentinho, que saiu machucado, e o Botafogo partindo pra cima, fazendo um gol logo aos dois minutos, igualando o score (nós corintianos gostamos de usar uma linguagem sofisticada de vez em quando).
            O gol deve ter assustado Mano Menezes, que resolveu tirar o Danilo, que não tava jogando nada mesmo, e colocar Paulinho pra reforçar a marcação. Pô, Mano! Você acha que o empate tá bom? Desse jeito vamos tomar mais um... E tomamos, num contra-ataque bem articulado dos alvinegros cariocas, virando o jogo pro lado deles.
            Aí o treinador corintiano se ligou que a vaca tava indo pro brejo e resolveu tirar o Ralf, que não era o mesmo dos últimos jogos, e pôr Tcheco em campo, pra ganhar mais movimentação e posse de bola. Mr. Joel Santana, técnico do Botafogo, resolve imitar o estilo gaúcho do Mano e fecha mais o meio de campo. Que mané, não percebeu que o Timão levou um gol por conta disso? A vida é repleta de coincidências.
            Dito e feito, aos 45 minutos Roberto Carlos manda um golaço e empata a partida. Mas não valeu! O juizão deu uma falta de Iarley no lance, que só ele viu. O cara devia estar numa realidade paralela, não é possível. E ainda temos de agüentar os chorões dos times adversários falando que os árbitros ajudam a gente.
            Mas aqui é Corinthians, ninguém vai ficar chorando e reclamando de juiz, bola pra frente que tem mais três minutos, dá pra fazer mais um. E dá mesmo: no último minuto da partida, Paulo André marca de cabeça, em cobrança de escanteio realizada por Defederico. Pode soltar os rojões, pular, gritar e amolar o vizinho palmeirense, conseguimos o empate, continuamos invencíveis e liderando o campeonato. Vai, Corinthians!
            É isso, não vemos ninguém à nossa frente. Dividimos a liderança com o Ceará, a surpresa do campeonato, com a mesma pontuação. Nossa vantagem é no saldo de gols. E olha só: pegamos os caras na volta do campeonato. A vida é repleta de coincidências. Mesmo.

Sampa Noise - Vira Vira Virou.



Uma linda vitória nesse domingo! Um time com brio, com responsabilidade e acima de tudo um time que tem Dagoberto!

Dagol desde o início da temporada 2010 é um dos únicos jogadores que sua a camisa e mostra raça, vontade e amor pelo time, sempre se destacando em partidas onde o São Paulo era fraco nos contra-ataques, nas tabelinhas e jogadas pelas laterais.
Tudo começou a ter mais destaque com a chegada de Fernandão. Os dois companheiros de ataque estão se entendendo muito bem obrigado. Os dois mostraram muito entrosamento e perícia.

Ontem, Dagol se superou, fez os 3 gols que garantiram a vitória do São Paulo contra o Grêmio no Morumbi.

Aos 7 minutos do primeiro tempo é conferido ao Grêmio um gol que iniciou em uma jogada pela esquerda com o lateral Bruno Collaço cruzando a bola que caiu no pé de Hugo quem chutou no canto esquerdo de Rogério Ceni. Hugo não comemorou o gol que fez em seu antigo clube:“Fiquei triste por ter feito um gol no Rogério. Ele é um cara fenomenal. Ter vencido com estes atletas e conquistado títulos pelo São Paulo é algo que um dia vou contar aos meus filhos”.

Aos 16 minutos de jogo, pênalti de Rodrigo em Alex Silva. Rogério é chamado para a cobrança, posiciona-se, olha fixo para o goleiro e bate. A bola sobe demais e bate no travessão.

Aos 17 minutos do primeiro tempo, Marlos ganha a bola de Rodrigo e cruza na área. A bola passa por Fernandão e Dagoberto chega pela esquerda e arremata de primeira empatando o jogo.

No Segundo tempo o São Paulo se mostrou seguro e ciente do que buscava. Aos 21 minutos Hernanes lança para área, o lateral Bruno Collaço falha e a bola sobra no pé de Dagol que não perdoa e vira o jogo para o São Paulo e logo após o gol, aos 24 minutos, Marlos puxa o contra-ataque, chuta no travessão, Dagoberto pega o rebote e marca seu terceiro gol na partida.

O time do São Paulo queria muito esta vitória antes da pausa para a Copa do Mundo e alcançou sua meta, já que o objetivo maior não veio, que era estar no G-4.

O São Paulo ocupa a 6º colocação no certame.
Agora só depois da Copa, quando teremos o tão esperado jogo da Libertadores da América e a volta do Campeonato Brasileiro.

Dica Musical do dia: Machete (V.I.P) Dj Hazard

6 de jun. de 2010

Menino da vila: O suficiente para golear e descansar no G4.


Texto:
Gregório Possa
Foto: Globoesporte.com



A equipe santista entrou em campo com alguns desfalques importantes, porém, dependendo apenas de uma vitória para terminar no G4, antes da parada para a Copa do Mundo. Do outro lado os cruzmaltinos queriam espantar a crise e escapar da zona do rebaixamento. Com as esperanças depositadas em Ganso, já que Neymar, suspenso, e Robinho, na seleção, não puderam atuar, o Santos fez o suficiente para golear o frágil time vascaíno e de quebra completou dois jogos sem tomar gol, algo raro pra defesa alvinegra.

Com um time ''remendado'', o Vasco praticamente não ofereceu perigo a retaguarda santista, a não ser em uma chance de Phillipe Coutinho, que após tabela com Nilson, bateu cruzado, obrigando Rafael a executar bela defesa. Por sua vez, o Santos só conseguiu sua primeira chance aos 30 minutos, depois de passe do baixinho Mádson - melhor em campo - André dominou e carimbou a trave de Fernando Prass. O primeiro tempo caminhava para um morno 0x0, até que o goleiro vascaíno, ao tentar repor a bola em jogo, não percebeu a presença de Léo e o experiente jogador do Santos roubou a bola e driblou Fernando Prass que em um lance de extrema infelicidade, cometeu penâlti no lateral santista. André cobrou e abriu o caminho para a goleada alvinegra.

Se na primeira etapa o Vasco pouco ameaçou o gol do Santos, no segundo tempo apenas se defendeu e muito mal. Após jogada casual no meio de campo, o volante Rodriguinho se machucou e Dorival Jr. colocou o lateral Maranhão em campo, o próprio, após belo chute, ampliou o marcador e afundou mais a equipe cruzmaltina. André, recebeu passe do baixinho Mádson, e ainda teve tempo de fazer 3x0, antes de Fumagalli que havia acabado de entrar, ir para o chuveiro mais cedo, após falta dura em Pará. Com um jogador a mais, o Santos que já encontrava facilidade, se viu com grandes possibilidades de tornar o placar ainda mais elástico e partiu para cima, comandada por Mádson, que supriu a fraca atuação de Ganso, a equipe alvinegra pressionou e conseguiu seu quarto gol que só podia ser dele. Zezinho driblou Thiago Martinelli e cruzou para Mádson, coroar sua atuação com um gol, que selou a goleada santista na Vila Belmiro.

A vitória desta tarde dará uma tranquilidade para o Santos trabalhar durante a Copa do Mundo, visando as finais da Copa do Brasil. O futebol vistoso dos meninos da vila encerra o primeiro semestre com 27 vitórias, 5 empates e apenas 7 derrotas, desempenho invejável a qualquer equipe brasileira. Com a possível transferência de alguns jogadores e a vinda de outros, os alvinegros tentarão manter o brilho no segundo semestre e continuar navegando em águas tranquilas. Ao torcedor santista a esperança de que após o merecido descanso, ainda possamos acompanhar, com todos os seus personagens, a arte e as dançinhas dos meninos da vila. Viva o futebol alegre e ofensivo ! E que o Dunga, mesmo contrariando essa caracteristica dos brasileiros, traga o Hexa.


SANTOS 4 x 0 VASCO
Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Zézinho); Rodriguinho (Maranhão), Wesley, Paulo Henrique Ganso (Braitner) e Marquinhos; Madson e André. Fernando Prass, Cesinha, Dedé e Thiago Martinelli;Allan, Rafael Carioca, Souza, Jeferson (Fumagalli) e Ernani; Philippe Coutinho (Magno) e Nílson (Léo Gago).
Técnico: Dorival Jr. Técnico: Celso Roth.
Gols: André, aos 34 gols do primeiro tempo. Maranhão, aos seis, André, aos 17, e Mádson, aos 28 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Rodriguinho (Santos) Nílson, Ernani e Fernando Prass (Vasco). Cartão vermelho: Fumagalli (Vasco)
Local: Vila Belmiro, em Santos-SP. Data: 06/06/2010. Árbitro: José Caldas de Souza (DF). Auxiliares: Erich Bandeira (Fifa/PE) e Ênio Ferreira de Carvalho (DF). Público: 8.585. Renda: R$ 218.995,00

4 de jun. de 2010

Café com Leite: Cotidiano

Texto: Beto Almeida
Foto: Junior Lago (para o Lancenet!)

            Pois é, o barato de jogar com o Inter de Porto Alegre é isso: dá pra escrever a coluna antes do jogo porque é bicho garantido, e a gente trata bem o freguês, o mesmo serviço que entregamos pro São Paulo; ganhamos mais uma vez, é aquela vida cotidiana, a feijoada da quarta-feira, parece um casamento.
            E lá vão os chorolados fazer o trivial, que é reclamar do juiz e dizer que a CBF armou o campeonato pro Corinthians ser campeão no ano do centenário. Essa é a vida mundana, tudo previsível, mas até existem casamentos felizes, daqueles de acordar a mulher com beijinhos e fazer o café da manhã, todo sorrisos, que até mesmo o habitual dá pra fazer diferente. Da minha parte, também faço o mesmo, dar o serviço e descrever a partida, que começa com o Pacaembu lotado, sem novidade.
            Que aparece na escalação do Timão, com Paulo André e Iarley nos lugares de Chicão e Jorge Henrique, machucados, e a manutenção do esquema com dois armadores no meio, dando maior poder ofensivo à equipe. Parece que Mano Menezes enfim acordou, deixou a retranca de lado, que isso é coisa de time gaúcho.
            Porque gaúcho só faz bonito em campeonato de Miss Brasil, bola não é a praia deles, vez em quando um Falcão e Ronaldinho aparecem, uma farofa naquele churrasco que é o futebol de marcação e chuveirinho na área, característica dos gaudérios, sequiosos da tradição.
            E o jogo começa com o Internacional pressionando, o que não assusta ninguém, não dá pra levar a sério um adversário cuja torcida entoa um hino baseado na música “Brasília Amarela” dos Mamonas Assassinas, é muito feio, não à toa gaúcho virou gênero de piada, quéisso. Aos 24 minutos Andrezinho chuta pro gol, obrigando nosso goleiro a fazer boa defesa, o Felipe tá voando, a galera aplaude.
            Eis que a vida segue o curso normal, aos 37 Sorondo derruba Danilo na área, é pênalti. O xará do Rei faz a cobrança, todo mundo espera uma bomba, que nada, o goleirão colorado chega a tocar na bola que caprichosamente corre de mansinho pra dentro do gol, a explosão veio das arquibancadas. Vai, Corinthians!
            E o Corinthians vai, pro vestiário, acaba o primeiro tempo, temos a vantagem no marcador. Pausa pra pipoca e refrigerante, é nóis.
            Começa o segundo tempo, e logo aos 8 minutos Iarley faz o segundo gol do Todo Poderoso, em ótimo passe de Elias que o encontrou livre dentro da área, aí é correr pra torcida que grita e pula ensandecida, o show costumeiro.
            Aí foi aquilo, o Mano tira Bruno César e coloca Paulinho pra reforçar a marcação no meio-campo, o cara tem essa mania, fazer o quê?, e substitui Dentinho, que tava cansado, por Defederico. Mas as favas já estavam contadas, donde menos se espera é que não sai nada mesmo. Os colorados até que tentaram, Alecsandro cabeceia uma bola, nosso goleirão voador toca nela, que bate na trave em seguida. Os orixás tão ali pra isso, proteger nosso bom baiano, mandou muito o Felipe, que gosta duma mandinga.
            É isso, o jogo acaba com a torcida gritando olé, ao freguês resta chorar na volta pra Porto Alegre, e eu que não vou escrever muito no feriado, também cá tenho minha vida pedestre, quero aproveitar um pouquinho.

3 de jun. de 2010

Menino da vila: Totalmente apático, Santos não sai do zero no Mineirão






Texto: Gregório Possa
Foto: Globoesporte.com


O Mineirão foi palco de um dos piores jogos desse Brasileirão. As duas equipes vinham de derrota e entraram em campo com os mesmos oito pontos, buscando uma vaga no G4. Com uma série de desfalques, os times pouco produziram, raros foram os lances que levantaram a torcida e o placar só poderia ser um apático 0x0.

Para ''engrandecer o espetáculo'' Adilson Batista escalou sua equipe com quatro volantes, a fim de não perder de vista os bons meias santistas, que sofreram com a forte marcação cruzeirense. A primeira etapa não fugiu do padrão do resto do jogo, muitos passes errados, pouca criatividade e consequentemente poucas chances de gol. Aos 7 minutos, André recebeu passe de Wesley e bateu forte, em cima de Fábio. Já que não dava com a bola no chão, o Cruzeiro explorou a jogada áerea, aproveitando o fraco retrospecto da defesa santista - que costuma tomar muitos gols pelo alto - e criou sua única chance na primeira etapa, com uma cabeçada do zagueiro Gil que carimbou o travessão do goleiro Rafael.

Quem esperava um segundo tempo mais movimentado, confirmou a expectativa até os quinze primeiros minutos, já que o Santos voltou mais ligado e ameaçou o gol de Fábio com mais veêmencia. Tanto que, com poucos minutos de bola rolando na segunda etapa, Rodriguinho saiu cara a cara com o goleiro cruzeirense e desperdiçou a melhor chance alvinegra na partida. Dorival Jr. percebendo o bom momento, fez algumas alterações, colocando Zezinho e Marcel em campo, porém o centroavante santista tratou de acabar com o esquema montado pelo técnico e sem ao menos tocar na bola foi expulso, depois de entrada violenta em Jonanthan. Após a expulsão o Cruzeiro pressionou a equipe do Santos até o final da partida, mas sem criar chances claras de gol e o jogo acabou exatamente como começou.

Devido a falta de inspiração e das poucas chances criadas, o resultado foi justo. Para o Santos, uma marca negativa, a equipe passou em branco pela primeira vez na temporada. Já a equipe cruzeirense que atuava em casa, teve de ouvir vaias da torcida e ainda pode perder seu treinador após a Copa.

Com a equipe caindo de produção, o Santos não ve a hora da paralisação durante a Copa do Mundo, alguns jogadores não estão rendendo o esperado e o time mostra estar sentindo a sequência de jogos. O futebol que encantou o Brasil durante o primeiro semestre terá um merecido descanso e deve voltar focado na final da Copa do Brasil. Espero que ainda possamos desfrutar do futebol alegre e ofensivo dos meninos do Santos no segundo semestre, antes que eles sigam seus caminhos rumo à terras européias.



CRUZEIRO 0 x 0 SANTOS
Fábio; Jonathan, Gil, Thiago Heleno e Diego Renan (Sebá); Fabrício, Henrique, Marquinhos Paraná e Elicarlos (Pedro Ken); Thiago Ribeiro e Eliandro (Roger) Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Wesley, Rodriguinho, Marquinhos (Zezinho) e Paulo Henrique Ganso; Neyma (Madson) e André (Marcel)
Técnico: Adilson Batista Técnico: Dorival Jr
Cartões amarelos: Elicarlos, Henrique, Jonathan e Fabrício (Cruzeiro); Durval, Zezinho, Paulo Henrique Ganso e Neymar (Santos) Cartão vermelho: Marcel (Santos)
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Dia: 02/06/2010. Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF). Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Cesar Augusto de Oliveira Vaz (DF).

2 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Um quebra-cabeça verde a espera de quem junte suas peças.

O Palmeiras é uma bagunça internamente. Mandos e desmandos. Gente indo contra as prioridades do clube. Dispensas de treinadores e jogadores.

É um conjunto desmontado e com peças perdidas, outras desorientadas. Mas com um pouco de boa vontade e algumas peças certeiras esse conjunto pode tornar-se coeso e grandioso.

A parte defensiva do time não é problema, pelo contrário. Com somente 3 gols sofridos no BR10, não é somente forte em sua função, como é fundamental no auxílio ao inexistente ataque.

A defesa é boa, mas ficaria melhor com a chegada de um Fábio Aurélio, por exemplo. Ou não?


O meio campo é bom. Mas teria um salto de qualidade enorme com a chegada de Valdívia, certo? E com a reintegração de Diego Souza?

Em conversas de almoço e mesas de boteco, venho dizendo há dias que essa dificuldade em vender Diego Souza estava me cheirando a uma possível reintegração.

Propostas chegaram, algumas. Se fosse mesmo pra vender o cara, já deveria ter acontecido.

Ontem chegou a mim um abaixo-assinado de torcedores verdes pedindo a reintegração do camisa 7. Hoje ví no blog do Benja que o elenco palmeirense pediu e, pasme, o próprio Diego pediu para voltar.

Tecnicamente DS7 tem lugar nesse time com os pés nas costas. Ele errou no episódio da discórdia? Sim, errou. Só que mais errado é lesar o time e deixar de fora alguém com a condição técnica dele. Mais ainda se o próprio demonstrar mesmo que quer jogar – e jogar o que sabe.

No caso Diego Souza, mais do que o pedido do time, da torcida e do próprio, acho que sua reintegração está muito mais vinculada a um possível pedido do futuro técnico do time. Técnico que desde a semana passada cravo ser Felipão. Como cravei que Kleber chegaria, o que parece já ser certo.

Com Kleber o ataque ganha muita força e qualidade. O futebol de Everthon deverá evoluir tendo um companheiro desse gabarito. Mas e se chegar o Washington, hoje encostado no São Paulo? E o David? Farias?

Kleber, Valdivia, Diego Souza, Fabio Aurélio, W9. Nomes especulados, outros certos, alguns próximos.

São situações e nomes que podem gerar um satisfatório quebra-cabeça. Que se for montado pelo nome que se sugere ser e no qual eu acredito mesmo que será, poderá gerar um belíssimo cenário.

Você é favorável a reintegração de Diego Souza? Vote na enquete que está no canto superior direito do blog.


Despeço-me da ferocidade cheia de ginga, com o petardo sonoro do Alice in Chains – Would?:
http://www.youtube.com/watch?v=QA8Vq4nEkQc


Cheers,

1 de jun. de 2010

PROGRAMA FEROZES FUTEBOL CLUBE


Há pouco mais de três meses o Ferozes Futebol Clube extrapolou as fronteiras de um blog e chegou as “ondas” do rádio. Ainda que uma rádio web.

É o 3º ato de uma série que se iniciou com o próprio blog. Depois veio o 2º ato com a festa FFC que realizamos semestralmente (que irá expandir) e que sempre conta com figuras importantes da mídia esportiva. E agora chega ao rádio, no 3º ato de uma série que ainda não definimos quantos atos terá. (risos)

Fruto da parceria entre o blog Ferozes Futebol Clube e a Agência de Comunicação da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), o Programa Ferozes Futebol Clube é hoje uma feliz realidade. Ele leva ao rádio o conteúdo escrito que produzimos no Ferozes FC há mais de dois anos – Ferozes discussões acerca das rodadas e dos assuntos que permeiam o futebol, sempre com algum petardo de trilha sonora – de Ray Charles a Beatles. De Black Sabbath a Pixies. Algumas das pepitas auditivas que já usamos como pano de fundo em nossas discussões.

O Programa rola toda segunda-feira, às 20:00, e o que é mais legal – ele é AO VIVO!

Perdeu o programa?

Não tem problema. Basta acessar o podcast e o feroz terá acesso a todos os programas anteriores, desde o inaugural.

Para acessar a rádio e o podcast, basta clicar no logo do programa, que está no canto superior direito do blog.

Contamos com os seus ouvidos.

Cheers,

Golaço Literário - Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro e Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro.



Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro


De Luís Augusto Símon

As glórias do futebol não são feitas apenas por aqueles que fazem ou participam de gols.

Às vezes o herói é justamente quem evita o momento mais esperado de uma partida: o goleiro.

Sujeito estranho. Nem existia antes de 1871, quando foi definido que um atleta de cada lado poderia usar as mãos dentro de sua área. Usa um uniforme diferente, fica concentrado em uma pequena área do campo e é a última esperança do time que está sendo atacado. Mesmo com toda essa responsabilidade - ou até por causa dela -, o goleiro é lembrado, sim, com muito carinho por torcedores apaixonados.

Em um brilhante texto, o jornalista Luís Augusto Símon conta a trajetória dos 11 maiores goleiros do futebol brasileiro: Barbosa, Castilho, Gilmar, Raul, Leão, Zetti, Taffarel, Rogério, Marcos, Dida e Júlio César.



Polêmicas, histórias pouco conhecidas, alegrias e tristezas. Um mergulho histórico e fascinante nas redes dos grandes defensores do país.




Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro

De Mauricio Noriega

Atacante bom é aquele que faz gol. Goleiro bom é aquele que evita gol. E técnico bom, quem é? O grande estrategista, que domina as teorias? O paizão, que trata os jogadores como crianças crescidas e carentes, necessitadas de compreensão e apoio? O tático, capaz de "virar o jogo" no intervalo, com alterações surpreendentes?

O que revela jogadores? O que lida bem com estrelas? O que sabe "ler o jogo"? O que estuda os adversários? Ou, simplesmente, o vencedor? Há diferentes motivos para um técnico ganhar espaço nesta cuidadosa seleção feita pelo jornalista Maurício Noriega.

Numa época em que técnico transformou-se em "professor" é evidente a importância dada a esse profissional do futebol pela mídia especializada e pelos torcedores. Além do perfil dos principais técnicos que atuaram - ou atuam - no Brasil, há entrevistas de personalidades que conhecem bem o estilo do retratado, como ex-jogadores e outros treinadores. Leitura para amantes e admiradores do futebol brasileiro. E para quem gosta de saber mais sobre líderes vencedores.

Os onze de Noriega são: Oswaldo Brandão, Bela Gutman, Vicente Feola, Lula, Zagallo, Minelli, Ênio Andrade, Telê Santana, Vanderley Luxemburgo, Luis Felipe Scolari e Muricy Ramalho