26 de abr. de 2010

Intervalo Musica – Under Great White Northern Lights

Uma multidão aglomerada diante de um palco, um único acorde de guitarra e uma única ‘baquetada’ levam o público ao delírio. Só isso ja é o suficiente para demonstrar todo o poder das cores vermelha, branca e preta, cores da ‘bandeira’ da banda The White Stripes tem, em cima de um palco.

Este é o início do 'Under Great White Northern Lighst', documentário comemorativo dos 10 anos da banda. O vídeo registra a turnê realizada em 2007 no Canadá, dirigido por Emmett Malloy e lançado em março deste ano.

Não considere este, mais um simples documentário registrando mais uma simples turnê, pois os shows acontecem em lugares inusitados e em cidades fora dos roteiros das grandes bandas, como em Yellowknife, no fim do continente, com 24 mil moradores, onde o prefeito quem os recepciona. Pequenos bares e auditórios, praças, barco, pista de boliche, ônibus e até asilo de uma tribo indígena, são palcos para os shows.

E as surpresas no filme continuam. Não pensem que os locais pequenos acalmam o ânimo da dupla. Fica claro que Jack e Meg não precisam de um grande palco para fazer muito barulho. A influência folk e country que a banda tem ficam menos explícitos, com as versões viscerais apresentadas nesta turnê.

Quem já conhece os irmãos White, sabe que não existe nada que os desabone. Jack exímio guitarrista, pianista e letrista, reconhecido por grandes nomes como o ‘Stone’ Keith Richards, tem sucesso em todos os seus projetos. Meg, fala pouco, não chama muita atenção, mas duvido que o entrosamento que existe entre a dupla, nítido no documentário, seria maior com qualquer outro baterista, e esta sintonia é importantíssima em qualquer banda.


A banda que gravou “Seven Nation Army”, o hit que ganhou várias versões e foi adotado como hino não oficial de várias torcidas de clubes de futebol em alguns países, inclusive no Brasil, mostra que para bater um bolão não é necessário mais que 2 jogadores.

Deixo aqui o Trailler deste documentário incrível, para os fãns e também para quem ainda não conhece a grandiosidade desta banda.

O clássico do Povo parando a América




E finalmente depois de tantos teremos um mata mata entre Corinthians e Flamengo,os dois times de maior torcida do Brasil.
Com certeza serão dois jogos eletrizantes com casas cheias e muita audiência na telinha.
O Corinthians para vencer deve jogar tudo no primeiro jogo,pois aqui vale a máxima de que "há que se matar o gigante enquanto ele está adormecido".Com a bagunça que impera(trocadilhos a parte) na Gávea,com demissão de técnico e diretores,batucada de jogadores durante discurso de presidente (shame on you Wagner Love)e Petkovic isolado no elenco,o Corinthians entra como franco favorito,numa situação invertida historicamente,uma vez que o Corinthians sempre entrava em Libertadores anteriores com esses tipos de problemas.
Será o confronto de dois gigantes (infelizmente até no peso)camisas 9 do futebol mundial:Adriano e Ronaldo.Ronaldo finalmente enfrentando seu clube de coração,em especial por ser no Maracanã lotado.Será que teremos mais um capítulo de superação do Fenômeno ou ele sucumbirá a força de Adriano,que ainda precisa provar estar em condições de disputar uma Copa do Mundo,já que em 2010 está devendo demais.
Os dois times tem algumas coincidências nos elencos:dois goleiros temperamentais e que alternam grandes defesas e falhas bisonhas,zagas cambaleantes em 2010 (em que pese o Corinthians ter média de gols sofridos baixíssima esse ano) e no meio dois volantes que são o coração dos respectivos times:Elias e Willians.
Com o mesmo físico,mas caracterísiticas distintas,esses dois levam o meio campo dos seus times.Elias,hoje mais meia que volante,marca bem e ainda aparece no ataque para marcar gols e assistências.Willians não vai tanto a frente,mas tem nos seus diversos desarmes durante uma partida,seu ponto forte.
Enfim,só podemos esperar que quarta-feira ninguém tire os olhos do Maracanã,pois ali será disputado o melhor jogo de 2010.E para acompanhá-lo,nada melhor que a maior banda de todos os tempos:Beatles,com Yesterday...

Chazinho de Coca - Falta só uma faixa para o Santos ser campeão. A faixa.


Texto: João Paulo Tozo
Foto: Miguel Schinchariol (p/ o Lancenet)

Os primeiros 45 minutos da 1ª partida da final do Paulistão foram todinhos azuis. Foram tão azuis que até a Taça de Campeão quase se torna azul. Uma Taça que já era alvinegra para muitos. E que passou a ser ainda mais alvinegra após os 45 minutos finais.

O Santo André jogou tudo aquilo que já havia jogado naqueles 3X1 contra o Palmeiras e mais um pouco. O quadrado azul parecia reluzir bem mais que o alvinegro. Bruno Cesar teve atuação irretocável. Um 1º tempo com 7 chances andreenses contra apenas 3 santistas (números Mauro Betisticos). Dessas chances, uma anotada. Gol de Bruno Cesar.

Foi pênalti de Toninho em Neymar?

Depois de ver umas cinco, das 418 câmeras do jogo, digo que foi. Na hora eu achei que não. O juiz não tem 418 câmeras. Acho complicado crucificá-lo.

Neymar é craque?

É sim. Mas estranhamente foi após a sua saída e entrada de André que o Santos ganhou o jogo. Não só com André, claro. Também não por Neymar ter saído. Mas talvez por Wesley ter sido adiantado e jogado mais próximo dos atacantes. Wesley que pra mim foi o nome do jogo na 2ª etapa.

Robinho continua não me convencendo. Mas Wesley e André deram o tom da partida.

O 1º tempo foi muito azul. O quarteto Andreense jogou tudo o que pode e venceu o grande Santos por 1X0.

Infelizmente, para os de azul, no 2º tempo o Santos jogou tudo o que pode e venceu por 3X1. 3 gols em 24 minutos.

Ao todo foram 11 chances do Santo André contra 9 do Santos (mais números Mauro Betisticos). Mas se o quarteto de azul é ótimo. O trio santista é espetacular. Sim, trio. Robinho não tem jogado no mesmo nível de Neymar, Ganso e André.

Ainda houve tempo para a expulsão de Toninho. O que deu a impressão de que o Campeonato seria pintado definitivamente de alvinegro ontem mesmo. Estranhamente o ótimo Santo André voltou a equilibrar o jogo e chegou a um justo 2º gol com Rodriguinho.

Um 3X2 que ainda não dá o campeonato ao Santos, mas que deixa a Taça precisando de poucas pinceladas para torná-la completamente alvinegra. Talvez falte apenas uma faixa. A faixa.

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Despeço-me do feroz jovem de espírito ao som do The Soft Pack - Answer To Yourself.

22 de abr. de 2010

Chazinho de Coca - Palmeiras avança na Copa do Brasil. Mas que sufoco!

Lincoln comemora seu gol - foto de Felipe Gabriel para o Lance!


Poderia ter sido mais tranqüila a classificação do Palmeiras para as 4ª´s de final da Copa do Brasil?

Não só poderia, como deveria. Não deveria também ser necessário ter um desfibrilador na casa de cada palmeirense em dias de jogos do Palmeiras.

Como na 1ª partida diante do Atlético PR, o Palmeiras dominou o jogo. Não levou grandes sustos, mas não causou sustos no torcedor adversário. Houve domínio territorial, mas a dificuldade em se descobrir o que fazer com esse domínio parece um martírio para Diego Souza e Cia. Sobretudo para Diego.

Lincoln sempre entra bem no time, e isso sem ter o apoio técnico de Diego. O esquema com Márcio Araujo na direita e Figueroa no meio deu mais consistência a um setor que patinou feio no Paulistão. O time de Antônio Carlos tem ganho o meio-campo, mas daí pra frente é um Deus no acuda.

O meu “protegido”, Robert, quase colocou tudo a perder aos 14 do 1º tempo. Em jogada pela esquerda, Lincoln entrou na área e foi derrubado por Bruno Costa. Pênalti marcado. 2º amarelo aplicado, zagueiro expulso. Palmeiras com 1 jogador a mais e um pênalti a bater.

Marcasse aquele gol e o ineficaz Atlético PR poderia jogar 5 dias seguidos que não faria 3 gols. Mas Robert bateu como se a bola fosse de boliche. Um recuo para o goleiro que até fez pose para defender sem dar rebote.

Mesmo com um jogador a mais o Verdão não conseguiu ser efetivo no ataque.

Para a 2ª etapa Tonhão mandou Ewerthon no lugar do amarelado Pierre. O time ganhou velocidade e as jogadas passaram a acontecer mais próximas a grande área atleticana. Mas a falta de qualidade nas finalizações continuava gritante. Lincoln e Robert perderam grandes chances.

Apesar de a impressão que se tinha era de que o jogo poderia durar uma semana e ninguém marcaria o gol, a máxima do “quem não faz toma!” prevaleceu mais uma vez. Tudo bem que com uma baita ajuda do juizão.

Em jogada que já começou com toque de mão atleticana no meio campo, Gutemberg de Paula Fonseca achou um pênalti, que não existiu, de Leo em Bruno Mineiro. Na cobrança , Alan Bahia mostrou a Robert como se bate com paradinha.

Um jogo que estava nas mãos verdes, começou a escapar por entre os dedos de forma patética.

O time se atirou ao ataque para evitar os pênaltis . Até que aos 43 minutos aconteceu aquilo que parecia ser improvável – gol – em bela jogada de Márcio Araujo pela direita. O agora lateral direito tabelou com Ewerthon e encontrou Lincoln fechando no 2º pau, o cruzamento foi na medida e o meia só desviou para o gol vazio.

Em menos de 5 minutos o Atlético precisaria marcar 2 gols. Os donos da casa tinham ido para o espaço. A vaga era verde. Mas que sufoco! E que desnecessário esse sufoco.

O Marcão concorda comigo. Disse o Santo goleiro ao final do jogo:

“Com um a mais e foi esse sofrimento”

Veja os melhores momentos:


Despeço-me do nobre feroz que me acompanha hoje com um petardo do Placebo, já que ainda estou no clima do show do último sábado. Placebo – Special Needs:
http://www.youtube.com/watch?v=VA-XQL78WBo



Cheers,

Sampa Noise - Não convenceu



O São Paulo ganhou por 1 a 0 do Once Caldas ontem no Morumbi pela Libertadores.

O time ganhou, mas não convenceu. Tudo bem que ganhou de um time que não havia ganhado em toda sua história.

E por que não convenceu?

Bato na mesma tecla que disse semana passada. Como o Ricardo Gomes tem coragem de tirar o Junior Cesar e colocar o Richarlysson?

Temos que concordar que o Fernandinho fez o gol da vitória que foi importantíssimo, mas também só o fez porque a bola sobrou dentro da área depois de um lindo lance de Marlos, porém Fernandinho não jogou a bola redonda que todos esperavam. Marlos sim foi o melhor em campo mais uma vez, criando boas oportunidades, bons dribles, errou muitas vezes, foi fominha em outras, mas pelo menos foi o cara que encarou o time adversário, indo pra cima sem medo.

Boa também foi a atuação da defesa que apesar de começar um pouco distraída, se arrumou e segurou bem o time do Once Caldas. Rogério fez ótimas defesas, Alex Silva marcou melhor ainda e Miranda pra variar um pouco foi um gigante a frente da defesa.

E Ricardo Gomes surpreendendo mais uma vez, tirou o Fernandinho e colocou Jean, fazendo com que o estádio inteiro o vaiasse e xingasse o técnico de burro, com uma certa razão, porque com essa modificação o time do Once Caldas veio pra cima e dominou a partida. Em seguida Ricardo colocou o Washington no lugar do Jorge Vagner para ver se arrumava o time, e Hernanes cansado foi substituído por Cleber Santana.

Tenho que dizer que grande parte da torcida tricolor, 95% dela, não aguenta mais o Ricardo Gomes, e eles não estão errados.

Um técnico omisso, sem força para passar ao time, sem elaborar jogadas ensaiadas, sem futuro, sem brilho e sem título algum para se orgulhar como técnico.

Eu e o Rene estávamos discutindo esses dias sobre o primeiro título mundial do São Paulo. Não lembramos a escalação do time, apenas lembramos alguns dos jogadores, mas aqui vai a lista Rene.

Time que enche de orgulho os São Paulinos até hoje.

Esse time sim tinha garra e vontade de ser campeão:

Zetti
Vítor
Adílson
Ronaldão
Ronaldo Luís
Pintado
Toninho Cerezo (Dinho)
Raí
Cafu
Muller
Palhinha.

Técnico: Telê Santana.

Dica Musical do dia: Portishead - Dummy Mysterons

19 de abr. de 2010

Sampa Noise – “Vamos ganhar os clássicos quando precisarmos!”



Foi o que disse Ricardo Gomes.

O São Paulo não fica sem ganhar clássicos em campeonatos paulistas desde 1900 e lá vai pedrada.

Ricargo Gomes ontem provou que não tem idéia do que fazer com o time que tem.

Primeiro começar o jogo com Richarlyson foi burrice.

Não querendo dizer que o Richarlyson não saiba jogar futebol, mas o jogador acabou de voltar de uma contusão que o deixou afastado do time, sem ritmo de jogo, de bola e sem noção nenhuma do que fazer em campo. O Junior César nos últimos jogos que entrou como titular jogou futebol com qualidade muito acima do apresentado por Richarlyson.

Quanto ao Washington, sempre me queixei do futebol dele, mas confesso que ontem se ele tivesse jogado desde o começo, a história poderia ter sido um pouco diferente.

Todos queriam ver o Fernandinho jogando com Dagoberto e vimos ontem; mas essa mudança não surtiu o efeito que Ricardo Gomes queria e nem que todos esperavam. Fernandinho foi bem marcado e a bola pouco chegou ao seu domínio.

O time em campo:

O time se comportou muito bem, segurando o empate em 0 a 0 no primeiro tempo, mas criando poucas chances reais de gol.

E como sempre, a área de destaque do jogo foi a defesa, apesar de tomar 3 gols no segundo tempo. A zaga tricolor funcionou muito bem, até o meio-campo começar a perder bolas demais para o meio-campo do Santos, dando chances do time dos meninos da Vila criarem as melhores oportunidades e matar o Tricolor com 3 gols.

Não foi prá qualquer um.

Um time que tem uma média de 4,6 gols por partida em casa, um time de futebol solto, pra frente, sem ter medo e até com um pouco de displicência. Mas esse é o time que não vemos jogar um futebol assim há décadas. Dá pra lembrar sim o bom futebol do Santos de Pelé, jogadas muito bem distribuídas por Ganso, dribles desconcertantes de Neymar, consciência maturidade e habilidade de Robinho velocidade de Pará e Madson, o bom apoio de Wesley, Arouca como xerife do meio-campo e a pontaria de André.

Isso tudo conquistou muitos fãs, mas também criou muita antipatia de outros.

E querendo ou não, temos que admitir que o futebol apresentado pelo Santos é o futebol que todos queriam ver seus times de coração jogar. O momento é deles e temos que admitir que não é fácil, marcar gente tão habilidosa e jovem.

Parabéns ao time do Santos pela vitória e pelo bom futebol!

Dica musical do dia: Dj Marky & Bungle - No Time To Love

"New Tomorrow" - Placebo em São Paulo


O Placebo se reinventou.

Se não é mais a banda do vocalista andrógino, ainda é a banda do vocalista carismático, de voz única e refinada (mais do que nunca). É também a banda do excelente baixista, que rouba a cena quando abre seus braços enormes e encanta o público, que hipnotizado, repete seus gestos “estabanados”. É também a banda do baterista que desce o braço em seu instrumento e que, além de arrancar suspiros das pequenas, mostra que o antigo e também ótimo baterista foi substituído a altura.

Brian Molko e Stefan Olsdal não são mais os mesmos, mas são tão bons quantos sempre foram. Talvez estejam melhores musicalmente. Steve Forrest agregou a pegada firme que é a marca do último disco da banda – “Battle For The Sun”.

Se eles não são mais os mesmos, menos ainda o seu público. Ou são. Mas mudaram como seus ídolos no palco. Falo por experiência própria.

Se das duas outras passagens da banda por aqui a tônica era a forte caracterização baseada no visual pouco convencional de Molko, nessa última foi possível observar o quanto o público amadureceu junto de seus ídolos.

Grande parte dos entusiastas de plantão ficou para trás, “abandonaram” a banda na medida em que ela abandonou suas caracterizações. O que nem é tão ruim assim. Os que ficaram abraçaram a nova fase deles e se identificam com ela. No final das contas, o mais importante é a música.

Uma boa parte desse público já é de pessoas na casa dos 30 anos (onde me incluo). Os mais jovens são aqueles que felizmente não seguiram a tendência “emo” dos últimos anos. Infelizmente é uma fatia pequena da molecada dita “alternativa”.

O Credicard Hall não esteve cheio como das outras vezes, mas esteve tão empolgado quanto.Talvez mais fiel, menos tendencioso.

Foi um baita show. O som esteve límpido ao longo de toda a apresentação – fato raro em se tratando de Credicard Hal.
Menos soturno, mais vibrante, falando de positividades e musicalmente mais "alegre", o último disco da banda não chegou a agradar a totalidade de seu público mais antigo – levei um tempo para compreende-lo também – mas ao vivo o ganho técnico é enorme. A inclusão da violinista Fiona Brice foi uma sacada genial da trupe. A parede sonora estava criada. O público estava ganho.

Um “obrigado” carregado no sotaque mostrou logo de cara um Molko bem simpático.

O 1º disco da banda, auto-intitulado “Placebo”, foi solenemente ignorado na composição do setlist. A falta de Nancy Boy e 36 Degrees foi sentida pelos nostálgicos. De “Without You I´m Nothing", o grande disco da carreira dos caras, somente o mega hit “Every You, Every Me” – também um momento cantado a plenos pulmões, tanto pelos “tiozinhos”, quanto pela molecada presente.

A inserção de poucos “hits” foi uma clara demonstração da nova fase dos caras. Também uma resposta de Molko e cia aos críticos que dizem que a banda vive da fase áurea do final do anos 90 e início dos 00´s.

O Placebo vive e sua existência ainda é pungente.

Banda de cabeceira desse que vos escreve. Possui capítulos e trilhas sonoras de várias fases, de vários momentos. De dias, de noites. São ídolos que estão sabendo envelhecer. O que é uma dádiva. O que é um ganho também, sobretudo para nós que vivemos a criação da banda e hoje amadurecemos junto deles.

Se Nancy Boy, Every You Every Me, Special K e outros petardos foram as trilhas de outros tempos, que delícia ter Ashtray Heart como trilha dos novos.

O Placebo vive. E nós agradecemos.

Assista ao vídeo de “Ashtray Heart”:


Set List
For What It´s Worth
Ashtray Heart
Battle for the Sun
Sleeping with Ghosts
Speak in Tongues
Follow The Cops Back Home
Every You Every Me
Special Needs
Breathe Underwater
Julien
The Never-Ending Why
Bright Lights
Devil in the Details
Meds
Song to say Goodbye
Special K
Bitter End

Bis
Trigger Happy
Infra-Red
Taste in Men

Cheers!

16 de abr. de 2010

Chazinho de Coca - Palmeiras 1X0 Atlético PR, em dois momentos: em campo e na delegacia.

Robert: Foto de Reginaldo Castro do LANCENET.

Em campo: Um grande Palmeiras de futebol pequeno.

A vitória do mandante Palmeiras contra o Atlético PR por 1X0 na 1ª partida válida pelas 8ª´s de final da Copa do Brasil está longe de ser um resultado ruim. Muito pelo contrário. Vencer sem levar gols é o objetivo primordial nesse tipo de disputa. O Verdão vai a Curitiba podendo empatar por qualquer placar. Derrota pelo mesmo placar leva aos pênaltis. Acima disso a vantagem passa a ser do adversário. Mas se o Palmeiras marcar um único gol, o Atlético é obrigado a fazer 3 para que possa se classificar. Uma boa para o Verdão, não?

Boa, mas poderia ter sido MUUUUUITO melhor.

O único momento em todo o jogo onde o Atlético incomodou a defesa verde foi na seqüência interminável de escanteios cobrados por Paulo Baier, todos vencidos por Marcos e seus guardiões. Fora isso, uma cabeçada já na 2ª etapa, defendida pelo Santo.

Pensa então o amigo desavisado que foi um jogo de ataque verde contra defesa rubro-negra. Engana-se.

Vontade não faltou ao Palmeiras. O que já é um ganho, levando em consideração a falta de vibração que acompanhou o time ao longo de todo o Paulistão.

Melhor organizado em campo, de fato, foi o Palmeiras quem impediu o Atlético de jogar. Mas acabou não sendo suficientemente capaz para proporcionar a si mesmo a oportunidade de fazer um bom jogo ofensivo.

De jogada bem trabalhada no ataque, só o lance do gol. Baita troca de passes entre Edinho, que de calcanhar deixou Robert em boa condição para marcar um bonito gol. Isso aos 14 minutos do 1º tempo.

Prenuncio de baile, que não veio.

Diego Souza escalado como segundo atacante, mais uma vez ficou só na intenção. Sem Cleiton Xavier, Lincoln foi o responsável pela armação. Começou bem, mas após o gol de Robert o Atlético foi pra cima e deixou espaços para o contra-ataque que Lincoln até alimentou, mas que só com Robert ligado e não sendo o homem certo para imprimir velocidade, acabou tendo limadas suas investidas.

Figueroa teve boa participação. Escalado no meio, acabou sendo mesmo um ala pela direita, tendo sempre Marcio Araujo cobrindo suas subidas ao ataque. Funcionou bem esse sistema de Antônio Carlos. O problema foi o ataque.

Tonhão demorou a mexer no time. Everthon, por exemplo, poderia ter entrado já no 1º tempo. Com sua velocidade o aproveitamento dos contra-ataques poderia ter sido mais eficaz. Mas entrou já no final e pouco produziu.

E Robert?

Ah, o Robert. Aquele mesmo que “não serve para jogar no Palmeiras”, chegou ontem ao seu 14º gol no ano. Bela marca, não?

É um cara que não foge do jogo, não se esconde. Se não é um primor de técnica, pelo menos faz a sua função, que é marcar gol. Importantes gols contra Santos, São Paulo, Paysandu, ontem. Sobre ele escrevi uma defesa e um pedido de desculpas há algumas semanas, confira:
http://ferozesfc.blogspot.com/2010/04/chazinho-de-coca-robert-o-homem-gol.html

No final das contas o resultado foi bom, mas não foi. O time jogou bem, mas não jogou. Deu para animar um pouco, mas não deu. O que quer dizer que o resultado poderia ter sido melhor do que foi. Que o time tem como e deve jogar mais do que jogou. E que apesar do entusiasmo da torcida, todos esperam mais desse time.

Sacou?

Veja o que rolou na partida:

Nota rápida: Fred esteve ontem no Palestra Italia acompanhando a partida. Perguntado sobre a razão de sua presença, disse que era para encontrar o “amigo Lincoln”. Será?
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Palmeiras 1X0 Atlético PR.

Na delegacia: Lamentável capítulo de racismo termina na delegacia.
D
anilo é um baita zagueiro. Eu acho, sempre achei. Técnico, não é de dar bicão pro mato. Sobe ao ataque como poucos da sua função e cabeceia bem.

Só que perto do maior zagueiro da história do Palmeiras e dos maiores de todos os tempos, ele fica pequeno. Ou alguém ousaria comparar Danilo a Luis Pereira? Qualquer zagueiro atuando hoje a Luiz Pereira? Não rola, certo? Certo.

Alguém avisa o Danilo que Luis Pereira é negro e que vestiu por longos e vitoriosos anos a mesma camisa que ele veste hoje? Muito grato.

Manuel deu cabeçada em Danilo? Deu. Tivesse visto o lance e o juiz deveria ter advertido o cara.

Manuel pisou em Danilo, caído no gramado após receber falta? Pisou. Tivesse visto e o juiz deveria ter expulsado Manuel.

Por que Manuel deu cabeçada em Danilo?

Diz ele que foi depois de ter sido chamado de “macaco” pelo zagueiro.

Ahhhhhhhhh, então houve uma motivação que extrapola qualquer análise dentro de preceitos do futebol.

“Dentro do campo de futebol pode tudo”, costumam dizer. Até a página 2 né, filhão?

Qual é o limite para um xingamento “aceitável” dentro de campo? Sei lá, mas parece haver um código de ética entre a boleirada.

Chamar de Filho da P*** pode. De safado, também. Dizer que a irmã do sujeito é uma belezinha pode? O Zidane não gosta, mas a maioria deixa passar. E chamar de corno, pode? Ih rapaz, Que loucura! Pode, Arnaldo?

Atos racistas não podem. Independe de código de ética sem pé nem cabeça da boleirada. Há muitos contextos a serem inseridos numa “simples” e infeliz ação como essa. Danilo é pessoa pública, ostenta uma camisa que o faz direcionar seus atos a pelo menos 15 milhões de pessoas, dentre as quais existem muitos com tendências racistas e que podem se espelhar no ídolo. Outras tantas que acabam entendendo o ato racista como também direcionado a elas.

E cuspir, pode? Creio que em qualquer pessoa de sangue meramente morno a atitude a uma cusparada recebida não seria das mais pacíficas.

Milton “Cabeça” Neves define bem as cusparadas nos campos de futebol:

“Cusparada na cara é a fratura exposta da alma”

Sei lá se é dele a frase. Mas escutei vindo dele.

Danilo errou feio. Um pedido de desculpas é o mínimo que se espera. Em público, diante das câmeras, com o arrependimento estampado na face. Um pedido de desculpas que deve também ser direcionado ao torcedor palmeirense e ao elenco do time, que certamente ficará sem o seu melhor zagueiro por algumas partidas.

Só lamentos para o Danilo.

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Vou me despedindo da nobre ferocidade que acompanha essa patacoada toda, mas não sem antes indicar o petardo sonoro que me acompanha na feitura desse post. Aproveitando a 3ª passagem dos britânicos pelo país e 3ª vez que irei vê-los de perto: Placebo – Ashtray Heart

Cheers,

15 de abr. de 2010

Nascer, viver e no Santos morrer é um orgulho que nem todos podem ter!


A homenagem tardou, mas chegou. Fossem minhas as palavras e seriam respeitosas. Mas prestes a completar 100 anos, o Peixão merece aqui em nosso humilde espaço, muito mais do que respeito. Merece o testemunho de alguém que vive verdadeiramente essa paixão.

Abro o espaço no Ferozes FC para Rachel Fornis, dentre outras coisas, a responsável por desenvolver o projeto que irá levar o Ferozes FC a outro patamar. Além, claro, de ser súdita do Rei.

Nascer, viver e no Santos morrer é um orgulho que nem todos podem ter!
Hoje é dia de festa, os deuses do futebol devem estar sorrindo, o Santos completa 98 anos de uma história rica, construída através de muitas glórias, títulos, jogadores talentosos e sucesso.

O time que já parou guerra, que mais levou jogadores para a seleção brasileira, que vê raios e mais raios caindo no território sagrado da Vila Belmiro deve comemorar e muito, porque vivemos um momento mágico, comprovando mais uma vez para os céticos de plantão toda a força de nosso passado, presente e futuro.

Mas hoje, mais do que tudo isso, é dia de festa, de comemorar, hoje diante do Guarani, vamos mais uma vez nos emocionar, rir, chorar, nos divertir, porque é isso que o Santos nos traz, os mais puros sentimentos, a simples alegria de ver o manto sagrado entrar em campo.

E nesse espaço deixo minha singela homenagem, com todo o orgulho de ser santista impregnado na minha alma, assim como o de tantas outras pessoas que juntos formamos a nação mais feliz desse mundo, porque não é à toa que nosso hino canta que esse é um orgulho que nem todos podem ter!

Para cima deles santos! Continue contanto essa história linda que tanto nos orgulha e nos enche de paixão.

Rachel Fornis
santista - sócia número: 43546-00

14 de abr. de 2010

O Corinthians em busca da classificação no Uruguai

Depois de passada a ressaca pela eliminação no Campeonato Paulista,o Corinthians volta suas forças ao seu principal objetivo do ano do Centenário:a Taça Libertadores da América.
Hoje o Corinthians terá um jogo complicado contra o Racing do Uruguai,que pode assumir a liderança do grupo em caso de vitória.É hora do Corinthians se impor fora de casa,coisa que não fez em 2010 (exceto no jogo contra o Cerro) e buscar uma vitória que provavelmente lhe garantirá a primeira colocação geral,fazendo com que mande em casa os segundos jogos da fase eliniatória.
Acredito em uma boa vitória do Corinthians,em virtude da boa fase (quatro vitórias consecutivas),e realmente espero que os jogadores,em caso de derrota,não escolham a falta de ritmo de jogo como desculpa,afinal foi culpa dos próprios a não classificação no Paulistão.
Para aguardar esse jogo que promete ser interessante,uma boa pedida é ouvir antes é Two out of three ain't bad do Meatloaf: