Parece que esse ano é mesmo do Santos Futebol Clube. São 11 jogadores no departamento médico, incluindo o maestro Ganso, 3 baixas importantissimas por transferência (Robinho, André, Wesley), técnico interino e vaga na Libertadores garantida.
Analisando esse cenário, o título do Brasileirão parece algo surreal não é mesmo ? Para o Santos não !
Aliás nesse 2010 o alvinegro praiano tem mostrado que o impossível pode , muitas vezes, ser bem possível. É sempre bom frizar que jornalistas e comentaristas apontavam esse time como a 4° força do futebol paulista no começo da temporada, além de qualificar o elenco como limitado e que provavelmente brigaria por posições intermediárias ao longo do ano. Esse era o óbvio, mas infelizmente para os adversários contrariamos as expectativas e encantamos o Brasil com um futebol alegre, envolvente e acima de tudo vencedor.
Algumas peças foram perdidas e mesmo assim o Santos continua a brilhar. As três últimas vitórias contra adversários diretos colocou de vez a equipe na briga e agora o retrovisor do líder Cruzeiro parece estar pintado de branco e preto.
Se por um lado a equipe acumula muitos desfalques, pelo outro temos Neymar. O garoto vem comandando os alvinegros e parece ter aprendido a lição. Nada de polêmicas, apenas bom futebol e isso o camisa 11 santista sabe fazer e muito bem.
Como essa é uma super-postagem, e uma super-postagem que se preze não é feita por uma só mão, viemos aqui mostrar como a coletividade dos Ferozes podem trazer um pouco da experiência que foi (pelo menos um dia) desse mega evento, o SWU.
Introdução por João Paulo Tozo
Texto por Dido Reis
Comentado por Rene Crema
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Enquanto alguns que lá não estiveram preferem espinafrar as possíveis e também as relatadas falhas na organização do evento, eu que também não compareci – estive no Credicard Hall conferindo o show do mítico Echo & The Bunnymen – prefiro pensar que é bom notar que o Brasil está entrando no hall dos grandes eventos musicais do planeta.
Houve falhas? Certamente, como em qualquer mega evento, uns com mais, outros com menos.
Nem todas as atrações são top no atual cenário musical? Ok. Mas grandes nomes lá estiveram.
É uma 1ª edição de um evento, que para o bem de quem sacia por esse contato com o cenário musical mundial, espero que finque suas raízes e organize muitas outras edições. Obviamente buscando as melhorias necessárias.
Sobre o Festival SWU, nossos correspondentes Dido e Rene contam com mais detalhes, desde o despertar, até o fechar de seus cansados olhos.
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Dido e Rene, ferocidades no SWU
Eu e Rene Crema fomos os correspondentes do Ferozes FC no Festival SWU, em Itu. Estivemos no 3º e mais aguardado dia do mega evento.
*Sim, estivemos. O barro em meu tênis ainda permanece nele como prova.
Um evento com uma mensagem bacana a respeito de sustentabilidade. No site havia um fórum sobre sustentabilidade e na fazenda MAEDA, local do evento, havia mensagens espalhadas por todos os cantos com dizeres como estes:
- Quando for dormir desligue a TV.
- Faça xixi no banho.
Entre muitas outras propostas de sustentabilidade como coleta de lixo e economia de energia.
Uma ótima iniciativa para um povo que não se importa muito com isso.
*Na verdade tenho minhas dúvidas se a organização do evento também se importa, mas vamos prosseguir
Desde o primeiro dia o evento foi recheado de grandes bandas, DJs e artistas plásticos.
No primeiro dia estiveram nos 4 palcos nomes como: Los Hermanos, Mutantes, The Mars Volta, The Crystal Method, Rage Against The Machine, DJ Mark, entre outros.
No segundo dia, subiu ao palco atrações como: O Teatro Mágico, Capital Inicial, Jota Quest, Regina Spektor, Dave Matthews Band, Joss Stone e Kings of Leon.
Mas o terceiro dia do evento era o mais esperado pelos nossos correspondentes, a ansiedade era tanta de seguir rumo ao show mais esperado do ano, que levantei às 08h00 da manhã, doido para sair. Como naquele dia de final de Libertadores, que o jogo começa às 22h00 e você tá grudado na TV desde as 17h00. Eis que chega o Rene (Crema) com os ingressos. Partimos para aquele dia que prometia muito.
*Sim, eu sei o que é uma final de libertadores! Oh maldade! [risos]
Depois de umas voltas desnecessárias, chegamos ao evento e nos deparamos com algumas situações não muito confortáveis para quem foi de carro:
-A primeira delas foi o estacionamento, que você pagava da seguinte forma: R$100,00 quando havia 2 pessoas no carro e R$50,00 quando havia 4 pessoas. Absurdo!
*Nunca me imaginei procurando gente que ia pro evento pra dar carona!
-O estacionamento era tão longe do 1º dos 4 portões que concordamos que eles deveriam ter colocado carrinhos de golfe para que chegássemos até o local. Mas tudo bem, essas barreiras foram quebradas com nosso bom humor e entusiasmo de ver o Queens of the Stone Age.
*A motivação de ver sua banda do coração, só se equipara ao grito de campeão pelo seu time dentro do estádio!
Depois de caminharmos por um tempo, chegamos ao 1º portão e nos deparamos com uma porrada de gente. Imagine a Sé às 07h30 da manhã e agora multiplica isso por 4. Era a quantidade de gente que aproximadamente se encontravam num cercado, sem muitas regras, era só chegar, se aglomerar com a galera e esperar a porteira abrir.
*Poucas vezes eu desejei tanto uma fila nessa vida!
Já no segundo portão, a organização da fila era a mesma, ou a falta dela, a não ser aqueles pequenos corredores que forçam com que a fila se forme.
Mas, e pra entrar nessas filas? Todo mundo querendo entrar ao mesmo tempo. Foi demorado esse processo. Mas a expectativa era grande e nós vencemos mais esse zagueiro em nosso caminho até o gol.
*Parecia Libertadores! Olha ela ai de novo!
Nesse portão, era onde se verificavam as mochilas e bolsas, para ver se ninguém estava com bebidas e comida. Nem com balas, chicletes e pirulitos podiam entrar. Então a galera distribuía o que tinha para todo mundo comer e não ter que jogar fora. Eu e o Rene, que estávamos sem mochilas, tivemos que esperar eles olharem as mochilas até nossa vez, porque não existia uma organização do tipo, “quem está com mochila pro lado esquerdo e quem não está de mochila pro lado direito”.
A fila seguinte era logo à frente e era onde acontecia a revista policial que foi demorada, mas não tanto como as outras. Depois era a fila para entregar o ingresso para uma pessoa rasgar e te devolver. Fomos direto ao banheiro, afinal demoramos 2 horas para entrar, compramos brejas e fomos rumo aos palcos.
*Poderia usar a palavra “bagunça” ao invés de “fila” no texto! (risos)
Andamos por todos os cantos, na tenda da Heineken onde rolava música eletrônica, e nos palcos principais.
Muito bem montado, um ao lado do outro, o Palco Água e o Palco Ar, onde ficamos a maior parte do tempo. Nós nos colocamos entre os dois palcos, assim podíamos virar o pescoço e ver os shows sem quase nos mexer.
*Muito espertos!
Cavaleras delirando a nação palmeirense e não-palmeirense local!
O dia começou com a banda Glória, que confesso fez com que a gente ficasse longe dos palcos por um tempo. Em seguida a banda Crashdiet que tocava algo parecido com Hard Rock, ficamos e ouvimos. Depois o Razhel mandou muito bem com seu Hip Hop e Beat Box. Yo la Tengo entrou em seguida e fez um ótimo show. A partir daí o peso começou a rolar. Puxando a caravana entra no palco Cavalera Conspiracy, sem muito que dizer... Para alegria do palmeirense ao meu lado no show, Igor Cavalera entra no palco vestindo a camisa do Palmeiras, como em muitos shows que faz pelo Brasil.
*Que emoção minha gente, quantos palestrinos devidamente representados! Claro, ainda gostaria de adicionar que foi a banda que nos deu a real impressão de que o espetáculo havia começado realmente!
Sublime, porrada em nossos ouvidos! Os caras mandam muito!
Em seguida a Banda Avenged Sevenfold, uma mistura de Sepultura com Guns N’ Roses, desonrando o pedal duplo de Igor no show anterior e acabando com meus ouvidos.
Incubus trouxe meus tímpanos de volta para a realidade da boa música. Um show bem performático do vocalista.
*Achei o Crashdiet mais legal que o Avenged Sevenfold!
São muitas as emoções
Daí a confusão:
Pensando que o show do Palco Ar era Pixies e que o Show do Queens fosse acontecer no Palco Água, quase não nos mexemos para ficar em uma posição boa durante o show do Queens. Mas eis que o então "show do Pixies" atrasou por problemas técnicos nos equipamentos e enquanto conversávamos, a luz do Palco Ar se acende e então começamos a escutar Feel Good Hit of the Summer, do QOTSA. Saímos correndo, empurrando a todos que atrapalhavam nossa passagem, não ficamos tão próximos, mas sem dúvida nenhuma um show memorável, que deixou aquele gostinho de quero mais.
*Aqui a emoção toma conta do meu ser, prefiro não comentar, só sei que quero mais!
Clássico absoluto
O Pixies entrou e logo após, fechando o evento, Linkin Park. Ótimos shows, mas nenhum deles deixou a sensação arrebatadora que o Queens of the Stone Age deixou.
*Queria ter ouvido Alec Eiffel, mas Frank Black, Kin Deal e cia também foram excelentes!
Fomos embora exaustos e bobos com tanta qualidade e afinação.
*No final das contas, posso dizer que a aventura foi ótima! Muito rock, futebol, e sustentabilidade verdadeira! É disso que todos precisam!
Com 29 rodadas já disputadas, o Campeonato Brasileiro mostra a deterioração de um time que vinha sendo apontado por muitos como favorito ao título. E não por acaso. Essa situação foi adquirida em campo, com boas atuações e destaques individuais com nível de seleção. Vide seus dois jogadores convocados e a iminência de outros serem chamados.
Mas com 29 rodadas e restando somente 9 para o término da competição, o que era certo, passa a ser duvidoso, para não dizer tenebroso.
Liderança. Vaga no G3 da Libertadores. Tudo isso passou a ficar ameaçado desde o declínio técnico, além claro, dos inúmeros desfalques que vem se acumulando. Sem falar da deficiência no elenco, que não possui peças de reposição em condição de suprir a ausência dos titulares.
É amigo, para quem acha que estou descrevendo a situação do Corinthians no BR10, saiba que a história acima citada passou-se em 2009 e o protagonista dela foi o Palmeiras.
Com uma pequena diferença. Na 29ª rodada do BR09 o Palmeiras era líder com 54 pontos e 5 de vantagem sobre o São Paulo, então vice-líder. Hoje o Corinthians é “apenas“ o 3º colocado com 49 pontos, somente 2 a mais que o Internacional.
Pior que isso é a crise que se instalou no clube desde a saída de Mano Menezes para assumir a seleção. Adilson Batista chegou e desandou um time que vinha caminhando muito bem e foi demitido – ainda acho que precipitadamente. As opções naturais para preencher a vaga não aceitaram o convite (até o encerramento dessa coluna). O interino estreou levando de dois do Vasco – lucro, tendo em vista o volume de jogo dos cariocas e a ausência corintiana em campo.
Não é possível enxergar nesse time condição de mudar drasticamente esse cenário em tão pouco tempo restante para o final do BR10. Mais ainda pelo fato de os times que vem logo atrás estarem em momento técnico bem superior ao do Corinthians. O próprio Palmeiras, que parece ter aprendido a lição, começa a reagir ainda em um momento que pode lhe propiciar brigar na parte de cima do campeonato. Isso sem falar do Santos, que sobe a cada rodada e já é o 5º colocado, apenas 4 pontos atrás do Corinthians.
Todo o resto da história é quase um revival de 2009. O Verdão tinha Diego Souza e Cleiton Xavier na seleção brasileira e mais cinco desfalques entre contundidos e suspensos. Levou de 3X0 do Náutico, nos Aflitos e demarcou ali a mais surpreendente decadência técnica de uma equipe favoritíssima ao título. Ao menos até o BR09.
Resta saber se o restante dessa história irá se repetir. O Palmeiras chegou à última rodada de 2009 ainda sonhando com título, mas acabou fora até da Libertadores, causando uma crise técnica e interna que se arrastou até recentemente.
A queda do Corinthians dá-se praticamente no mesmo momento do campeonato. Mas ao contrário do maior rival na temporada passada, o alvinegro não tem a chamada “gordurinha” para queimar.
Tendo em vista o atual momento, mais ainda após a péssima partida de ontem, pode-se dizer que o Corinthians tem sorte por estar onde está ou encontrar o BR10 em sua reta final. Tivesse ainda mais rodadas e a briga do time seria outra e bem mais ingrata.
“De novo no Brasil? Mas o cara nem tem mais voz!” Sempre que o Echo & the Bunnymen vem ao país, a história é mesma: eles estão sempre por aqui, ou seja, isso é sinônimo de decadência; e a era de ouro do vocalista Ian McCulloch está morta, enterrada e o que restou é um pigarro no fundo da garganta. Pois com muita alegria deu para constatar no show que a banda britânica fez ontem (11) à noite em São Paulo, no Credicard Hall, que tudo isso é balela. Acompanhado por cordas, o grupo tocou o álbum “Ocean Rain” (1984) na íntegra e mostrou sucessos para um público que compareceu em bom número.
A surpresa começou justamente aí. Em meio a uma temporada agressiva de shows gringos e concorrendo com o festival SWU, cerca de 2 mil pessoas resolveram desembolsar o valor do ingresso e encarar uma noite fria para voltar à década de 1980. Era um público bastante específico, maduro, gente que canta Depeche Mode enquanto espera na fila, e mulheres com mais de 40 anos, binóculo nas mãos, ávidas por ver de perto, longe da confusão da frente do palco, seu antigo ídolo – sim, McCulloch já foi rei.
Ele perdeu a majestade ao longo do tempo, deu a cara a tapa vezes e vezes ao encarar o microfone sem ter a mínima condição, mas melhorou, e muito. Longe do cigarro – costumava fumar dois ou três por música –, consegue aguentar o show inteiro sem fazer feio. Mais do que isso: lembra aqui e ali as versões originais de um grupo estrela do rock britânico há quase 30 anos. Nem precisava tanto.
Oito instrumentistas nos violinos e violoncelos, mais um maestro, se encarregaram de reproduzir as cordas de “Ocean Rain”, quarto trabalho do Echo, considerado por muitos o melhor de sua discografia. Shows como esse começaram no fim de 2007, no Royal Albert Hall, em Londres, viajaram por Europa, Estados Unidos e, depois de uma pausa, chegaram agora à América do Sul. Ao vivo, com os arranjos originais, o álbum soa atual, lírico, lindo. Will Sergeant, o segundo e último remanescente do grupo, continua seguro nas guitarras e a banda de apoio, competente. Toda a primeira parte foi memorável, mas é impossível não destacar o hit “The Killing Moon” e “Ocean Rain” – aí, Ian fez a diferença.
Depois de um intervalo de 15 minutos, saíram as cordas e McCulloch confessou: “agora a gente pode se soltar mais um pouco”. “Going Up” abriu o set list de sucessos e manteve os ânimos em alta – também do álbum de estreia, “Crocodiles” (1980), vieram “Rescue”, “Villiers Terrace” e “All That Jazz”. Do último disco, o mediano “The Fountain”, do ano passado, só tocaram o single “Think I Need It Too”. Daí sobrou mais tempo para o público cantar junto “Bring on the Dancing Horses” e “The Cutter”, entre outros hits. No curto bis, um medley de “Nothing Lasts Forever”, que marcou o retorno do Echo, em 1997, com a cover de “Walk on the Wild Side”, de Lou Reed. “Lips Like Sugar”, que todo mundo queria ouvir, fechou uma noite para provar que o Echo & the Bunnymen sim, está vivo. Eles vão voltar em breve para o Brasil, será? Tomara.
Veja abaixo o set list da apresentação no Credicard Hall: “Silver”
“Nocturnal Me”
“Crystal Days”
“The Yo Yo Man”
“Thorn of Crowns”
“The Killing Moon”
“Seven Seas”
“My Kingdom”
“Ocean Rain” “Going Up”
“Show of Strenght”
“Rescue”
“Villiers Terrace”
“Bring on the Dancing Horses”
“Think I Need It Too”
“The Disease”
“All That Jazz”
“All My Colours”
“Back of Love”
“The Cutter” “Nothing Lasts Forever” / “Walk on the Wild Side”
O Palmeiras vinha de 4 jogos de invencibilidade, obtendo três vitórias e um empate, este fora de casa, no clássico contra o Santos.
Fora de casa também vinham acontecendo os melhores resultados do time. Alguém se lembra da última derrota do Verdão fora de seus domínios? Pois eu refresco a memória do amigo feroz – Foi contra o Avaí, na estréia – em campo - de Felipão no Palmeiras – 4X2 para os donos da casa e uma boa atuação de Rivaldo, que lhe credenciou a vir vestir a camisa do Palmeiras.
Ou seja, meu camarada, o Palmeiras está a um turno inteiro sem perder como visitante. Uma campanha digna do que? De campeão. Sim. E que não me venham com cara feia, pois isso nada mais é do que uma reação de seu organismo a necessidade de ingerir alimentos. Grato.
O que fazia com que o time permanecesse na 2ª metade da tabela de classificação?
“Sapo enterrado”, “A bruxa do 71”, “zica corintiana – os caras ficam agourando nosso time, pô”
Chegaram a dizer que Felipão estava ultrapassado. Que Valdívia não vale o investimento. Ih, rapaz, cada absurdo.
Um time de futebol não se faz do dia para a noite. Nenhum comandante consegue dar liga às suas peças num passe de mágicas. Mais ainda quando elas chegam a prazo. Mas uma hora, vira.
Se quatro eram os jogos de invencibilidade. Quatro eram também o tanto de partidas sem vitória no Pacaembu. Eram...
Felipão vem acertando o time de trás para frente. E faz certo. O sistema defensivo do Verdão vem há tempos sofrendo poucos gols. O apagão aéreo de outrora já não atormenta mais.
O acerto no meio campo levou tempo. Mas na mesma medida em que o futebol de Valdívia cresce, o rendimento do time também salta em qualidade. Ainda que com três volantes – não é o esquema que nos enche os olhos, mas para um time que ainda padece de acerto, funciona bem.
Se pouco sofria gols, os mesmos não eram depositados na conta do ataque. Kleber, isolado taticamente (e tecnicamente), recebia só tijolos para arredondar. Isso antes de Valdívia entrar efetivamente no time.
Os 4X1 aplicados ontem contra o Avaí sugerem um jogo fácil. Não no 1º tempo, onde o Avaí teve as melhores chances de gol, sendo atraído ao ataque pelo exageradamente defensivo esquema armado – ou aplicado – na 1ª etapa.
Rivaldo, o mesmo que fez bonito – pelo Avaí - na última derrota Verde fora de casa, não pode ser titular de um time que pode contar com Lincoln. Talvez seja minha única ressalva as escolhas de Felipão.
Mas se não deu no coletivo, deu no individual. Deu no diferencial. O Avaí não o tem. O Palmeiras sim. Tem o chileno Valdívia, que achou um gol de cabeça, de costas, com seu metro e meio de altura, em meio a 417 beques catarinenses.
O primeiro gol do Mago em seu retorno ao time. Era só o começo.
O gol aumentou o ritmo do time, mas curiosamente foi nesse período que o Avaí chegou a seu gol – em impedimento – lance difícil, mas “apitável” – difícil, como todo bandeirinha e arbitro deve saber antes de escolher a profissão - e é só para isso que eles lá estão, mas ainda assim erram em demasia.
E então veio a 2ª etapa e com ela o diferencial predominou, arrebentou com o jogo.
Quando Valdívia chegou ao Palmeiras, em 2006, sua maior deficiência era o arremate a gol. Parece que os anos lhe endireitaram o pé.
Logo aos 4 minutos ele dominou na intermediária, cortou fácil o zagueiro e emendou um petardo, no ângulo esquerdo do Avaí. Um golaço! Arrisco-me a dizer que o mais bonito de seus 26 gols pelo Palmeiras.
Na sequencia outro lance polêmico. Esse um lance nada “apitável”.
Rivaldo entrou na área, cortou pela direita e caiu – sozinho – não foi pênalti. Ou foi o tipo de pênalti que só a juizada brasileira apita.
Se foi compensatório ou não, pouco sei. O que sei é que Kleber cobrou displicentemente e errou – “Ótimo! Grande goleiro! cheio de méritos!
Se esse era o lance para fazer o Avaí ressurgir, o tal do Zé Carlos tratou de afundar o Titanic catarinense ainda mais.
Após a defesa, o figura foi até Kleber e o agrediu. Sem maiores motivos, sem nenhum tipo de explicação. Uma situação patética. Mais ainda por ter o Avaí em seu banco de reservas o ótimo goleiro Renan, que já foi inclusive convocado para a seleção do Mano.
Patacoadas à parte, o juiz acertou uma - Aleluia! - expulsou o fanfarrão e anotou nova penalidade. Dessa vez Kleber não deu vacilo e marcou.
Em uma noite onde tudo deu certo, até Gabriel Silva arriscou seu petardo de fora da área e marcou outro golaço na noite estrelada do Palmeiras.
O Avaí que venceu no 1º turno por 4X2, tomou o revés no 2º por 4X1. Fosse mata-mata e o Verdão estaria classificado (#sulamericanafeelings).
Sulamericana que continua sendo o canal ideal para o Palmeiras chegar a Libertadores do ano que vem.
A.I.N.D.A que o crescimento do time no BR10 salte aos olhos de qualquer um.
Acabou a zica do Pacaembu e o que resta são as 5 partidas de invencibilidade, sendo quatro delas vitórias. Resta analisar que com 42 pontos ganhos, restam ainda 30 em disputa e 10 de diferença para o líder do campeonato.
Aliás, líder e vice-líder que vem tropeçando tudo o que podem e estacionaram em suas pontuações.
Ainda que o discurso de Felipão seja o de ter os pés no chão, no que ele está coberto de razão, a subida do Palmeiras já começa a esverdear o retrovisor do pessoal da frente.
Barbas de molho? Sinal vermelho aceso?
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Por falar em sinal vermelho, o feroz que nos acompanha também deve vir acompanhado de bom gosto musical, creio eu. Então vou deixá-los na Cia agradabilíssima de Siouxsie & The Banshees com a minha predileta deles: Red Light:
CONVITE: Acesse a rádio web da Universidade Cidade de São Paulo e ouça o podcast do Programa Ferozes Futebol Clube. A 24ª edição, que rolou na última segunda-feira, já está disponível. Eu e meus comparsas comentamos a rodada do final de semana ao som de muita boa música. Lembrando que o Programa vai ao ar toda segunda-feira, às 20:00, AO VIVO. Acompanhe pelo link: http://comunicacidade.unicid.br/radiotape_ferozes.htm
Adicionem-me no twitter e vamos trocar boas idéias sobre futebol, música e cultura útil e inútil: http://twitter.com/joaopaulotozo
Quem um dia não aguentava mais a encheção de saco de seus chefes? Quem um dia não aguentava mais ser cobrado sobre metas e afazeres? Quem nunca teve raiva do serviço a ponto de fazer corpo mole e não se preocupar mais com ascensão da empresa? Não ligando caso fosse mandado embora porque não aguentava mais o chefe?
Mas um dia o chefe é mandado embora por motivos que podem ser ligados a sua falta de compromisso com a empresa e eis que chega o chefe novo. Daí pra frente tudo muda. Os funcionários que antes não davam importância para nada começam a mudar seu pensamento e acreditar que agora sim é sua chance de mostrar serviço para ganhar alguma promoção.
Ontem o São Paulo deu um exemplo claro dessa situação acima. Ontem sem exceções, todos jogaram bem, correram, tinham um objetivo e jogaram muita bola.
Carpegiani chegou e mudou a cara do time ou os jogadores que decidiram ganhar posições de titulares do time e decidiram jogar pra valer?
O novo técnico inovou alguns setores do time, como por exemplo, colocando como titular o menino Diogo na lateral esquerda, vaga que vinha sendo preenchida por Richarlysson.
Agora fica a pergunta, por que com um talento como o desse menino Diogo, o Richarlysson é titular? Repito, o que o faz ter lugar cativo no time com o pouco futebol que apresenta?
Até o Jean que não vinha apresentando um bom futebol pela lateral direita jogou bem.
A defesa pareceu melhor posicionada ontem. Meio-campo com pegada e raça, contra-ataques rápidos, Lucas dando muitos passes ótimos e boas arrancadas para o ataque. Dagoberto, sem comentários, correu, driblou, encarou a marcação e fez o primeiro gol do Tricolor sobre o comando de Carpegiani. Fernandinho fez o segundo em jogada individual, recebendo na entrada da área se livrando de 2 zagueiros, driblando o goleiro e empurrando para as redes.
Ainda no primeiro tempo, o Vitória teve um jogador expulso por reclamação e todos pensaram que seria uma goleada. Mas no segundo tempo o São Paulo voltou relaxado, com a vantagem isso tende a acontecer mesmo. Vimos um São Paulo melhor entrosado, buscando o gol e tendo ótimas oportunidades, porém sem a conclusão perfeita.
Apesar de ter deixado o jogo mais frio no segundo tempo, o São Paulo se impôs, mostrou que continua sendo o soberano, porém isso só se deu com a presença de um chefe novo.
Mas como acontece em muitas empresas, o chefe chega todos mostram serviço, babando e cobiçando melhores posições, mas essa fase de mostrar serviço é passageira na maioria das empresas.
O chefe novo um dia passa ser o chefe antigo e não será mais necessário mostrar serviço com tanto empenho. Agora é torcer para que o time se mantenha da mesma forma que entrou em campo ontem.
Determinado, forte, com garra e um bom futebol.
Dica Musical do dia: Sidney Samson - Riverside (TC Remix)
Fred? Neymar? Conca? – Que nada ! Quem decide mesmo é Zé Eduardo ! O título do post apenas complementa o merecimento desse garoto, já que sua atuação na partida contra o Fluminense valeu mais do que mil palavras. Bota a amarelinha nele Mano Menezes !
Brincadeiras a parte, era exatamente isso que os santistas esperavam de uma equipe que ainda sonha com o título. Futebol alegre, defesa segura e um matador para decidir quando as estrelas estão apagadas. Esses são ingredientes infalíveis para bater o líder do campeonato em sua própria casa.
A vitória consagrou o bom trabalho do técnico interino Marcelo Martellote que em meio a uma turbulência soube encontrar a luz e arrumar casa, recuperando o folêgo e a motivação dos alvinegros. Nem os dez desfalques impediram a equipe de lutar e jogar para frente. De fato, não importa os jogadores que vestem o seu manto, o Santos nunca perde sua característica, a ofensividade é a nossa marca, dentro ou fora de casa.
Mesmo com a goleada sobre o líder fica uma pulga atrás da orelha, já que recentemente a equipe santista goleou outro aspirante ao título (4×1 frente ao Cruzeiro) e logo em seguida jogou uma partida pífia contra o Vasco. Portanto é bom aguardar uma sequência de vitórias, só assim entraremos de cabeça na briga pelo título.
A próxima batalha é contra o Atlético-PR em casa. Vencer ou vencer, outro resultado não importa mais nessa reta final !
E a rodada do Brasileirão foi antecipada por causa da festa da democracia em nosso país, o domingo das eleições. Que democracia é essa que grassa num país de tantas desigualdades eu não sei, e não é o Tiririca que vai me contar.
Vai lá que também cumpri meu dever cívico e depositei meu voto na urna, ou melhor, digitei os botõezinhos necessários para me sentir bem com minha consciência. Aí foi passar o dia com meus pais, pois não transferi meu título e tenho de voltar pra cidade natal pra votar. Boa desculpa pra filar uma comidinha da mamãe.
E as horas passam com muito carinho de irmãos, cunhadas, tios, tias e taças de vinho. Fala-se sobre tudo, política e futebol, inclusive. E nas minhas filosofadas chego à conclusão definitiva sobre o eleitor: ele é, antes de qualquer coisa, um torcedor.
Não tô falando do eleitor comum, aquele que vai votar obrigado, não. To falando daquele que inunda minha caixa de e-mail com mensagens xingando a Dilma. Por que só recebo essas, podecrê.
Veja bem, que a figura também não pode ser comparada ao torcedor comum. Ele é um torcedor do São Paulo, aquele que só vai na final. Porque só vejo o tipo bradando contra o perigo vermelho nessa época de eleições, o resto do ano nem pra mandar e-mail de mulher pelada. Vai entender.
Feita essa brilhante análise, como sempre costumo fazer, vamos falar do Coringão. Esse sim é o preferido dos brasileiros, de todas matizes ideológicas. Se pudesse ganhava todos campeonatos no primeiro turno. De lavada.
Mas a coisa não é assim, e tem de ser no jogo jogado dentro do gramado. O que é bem melhor e justo. Pois que tropeçamos empatando com o Ceará no Pacaembu, mas nossos adversários diretos pelo título de campeão, Cruzeiro e Fluminense, também empataram seus joguinhos nesse sabadão.
Mas não dá pra perder pontos assim. O Ceará que me desculpe, grande clube do Nordeste e com torcida apaixonada, porém com elenco bem mais modesto que o do alvinegro paulista. Pois o futebol imita a vida, e vice-versa.
E Adílson Batista, dá pra explicar o que o Edu tá fazendo no time? Acho que só você sabe a resposta.
O time também vai sentir falta do São Jorge Henrique Guerreiro, o maratonista. O baixinho se contundiu no jogo. Tudo bem, o Dentinho volta e dá pra fazer um bem bolado lá na frente. Elenco pra isso a gente tem.
O que não dá é pra perder pro Atlético Mineiro, pô. Os mineiros tão no fundo do poço, tem de ensacar os caras. Tá na cara que vão vir com tudo pra cima do Timão, o negócio é resistir à blitz e marcar no contra-ataque. Ou seja, repetir a atuação que o Timão teve contra o Fluminense. Dá pra fazer.
E a rodada do Brasileirão foi antecipada por causa da festa da democracia em nosso país, o domingo das eleições. Que democracia é essa que grassa num país de tantas desigualdades eu não sei, e não é o Tiririca que vai me contar.
Vai lá que também cumpri meu dever cívico e depositei meu voto na urna, ou melhor, digitei os botõezinhos necessários para me sentir bem com minha consciência. Aí foi passar o dia com meus pais, pois não transferi meu título e tenho de voltar pra cidade natal pra votar. Boa desculpa pra filar uma comidinha da mamãe.
E as horas passam com muito carinho de irmãos, cunhadas, tios, tias e taças de vinho. Fala-se sobre tudo, política e futebol, inclusive. E nas minhas filosofadas chego à conclusão definitiva sobre o eleitor: ele é, antes de qualquer coisa, um torcedor.
Não tô falando do eleitor comum, aquele que vai votar obrigado, não. To falando daquele que inunda minha caixa de e-mail com mensagens xingando a Dilma. Por que só recebo essas, podecrê.
Veja bem, que a figura também não pode ser comparada ao torcedor comum. Ele é um torcedor do São Paulo, aquele que só vai na final. Porque só vejo o tipo bradando contra o perigo vermelho nessa época de eleições, o resto do ano nem pra mandar e-mail de mulher pelada. Vai entender.
Feita essa brilhante análise, como sempre costumo fazer, vamos falar do Coringão. Esse sim é o preferido dos brasileiros, de todas matizes ideológicas. Se pudesse ganhava todos campeonatos no primeiro turno. De lavada.
Mas a coisa não é assim, e tem de ser no jogo jogado dentro do gramado. O que é bem melhor e justo. Pois que tropeçamos empatando com o Ceará no Pacaembu, mas nossos adversários diretos pelo título de campeão, Cruzeiro e Fluminense, também empataram seus joguinhos nesse sabadão.
Mas não dá pra perder pontos assim. O Ceará que me desculpe, grande clube do Nordeste e com torcida apaixonada, porém com elenco bem mais modesto que o do alvinegro paulista. Pois o futebol imita a vida, e vice-versa.
E Adílson Batista, dá pra explicar o que o Edu tá fazendo no time? Acho que só você sabe a resposta.
O time também vai sentir falta do São Jorge Henrique Guerreiro, o maratonista. O baixinho se contundiu no jogo. Tudo bem, o Dentinho volta e dá pra fazer um bem bolado lá na frente. Elenco pra isso a gente tem.
O que não dá é pra perder pro Atlético Mineiro, pô. Os mineiros tão no fundo do poço, tem de ensacar os caras. Tá na cara que vão vir com tudo pra cima do Timão, o negócio é resistir à blitz e marcar no contra-ataque. Ou seja, repetir a atuação que o Timão teve contra o Fluminense. Dá pra fazer.
Paulo Cesar Carpeggiani é o novo técnico do São Paulo.
Acertada a escolha da direção tricolor? Foi algo feito na base do bumba-meu-boi? Não havia melhores opções no mercado?
Se foi acertada ou não, só o tempo irá dizer.
O treinador já teve uma passagem pelo São Paulo, vindo de um bom trabalho na seleção Paraguaia na Copa de 1998. Entretanto, mais do que pelos seus resultados, no tricolor sua passagem ficou marcada pela encrenca envolvendo o goleiro Roger, que posou nu para uma revista e irritou o comandante, que afastou o jogador.
Seu grande feito na carreira de treinador foi o título da Libertadores que conquistou no comando do Flamengo, em 1981. Aqui há de se levar em consideração o fato de Carpeggiani ter assumido o time pelo qual jogava até então. Uma lesão no joelho o obrigou a encerrar a carreira aos 31 anos. Como havia conquistado o respeito do elenco, foi levado a condição de treinador do melhor Flamengo de todos os tempos.
Teve ainda passagens pelo Cruzeiro, pelo futebol do Kuwait, Vitória e também foi um dos tantos treinadores que passaram pelo Corinthians no ano do rebaixamento do clube.
Atualmente vinha fazendo um bom trabalho frente ao Atlético PR.
Foi esse trabalho que o credenciou a ser o técnico do São Paulo ou a aproximação do clube no chamado U4 do BR10 acendeu o sinal de alerta da direção?
Na expectativa de que Baresi vinga-se na função de técnico, a direção do São Paulo deixou escapar por entre os dedos o atual campeão Paulista e da Copa do Brasil, Dorival Jr, e pela mais completa falta de opções, teve de apelar para alguém que possa ser pelo menos chamado de técnico para que o time não afunde no BR10?
Disse o feroz Mauro Beting recentemente que “a arrogância da atual direção são paulina é tão grande que eles tentam vender a idéia de que até os fracassos são planejados”.
Carpeggiani é mais um fruto dessa situação ou foi um nome bem pensado pelos cardeais do Morumbi?
Fica a questão a ser respondia.
E a relação treinador/ clube, como fica?
Quando o clube demite o técnico pelo 1º resultado ruim, todo mundo cai matando. O treinador chora, a imprensa detona o empregador – e com razão.
Mas não é a mesma situação vivida agora pelo Atlético PR, só que inversa? Trabalho competente, resultados favoráveis, briga por Libertadores, mas na 1ª proposta que apareceu Carpeggiani puxou seu carro sem maiores explicações.
Serão só os clubes os errados nessa relação?
É por isso que nesse meio Muricy Ramalho torna-se cada dia mais um Oasis de profissionalismo e de cumprimento da palavra.