5 de out. de 2010

Café com Leite: De eleições e futebol


Texto: Beto Almeida
Foto: Fernando Santos/Folhapress


E a rodada do Brasileirão foi antecipada por causa da festa da democracia em nosso país, o domingo das eleições. Que democracia é essa que grassa num país de tantas desigualdades eu não sei, e não é o Tiririca que vai me contar.
Vai lá que também cumpri meu dever cívico e depositei meu voto na urna, ou melhor, digitei os botõezinhos necessários para me sentir bem com minha consciência. Aí foi passar o dia com meus pais, pois não transferi meu título e tenho de voltar pra cidade natal pra votar. Boa desculpa pra filar uma comidinha da mamãe.
E as horas passam com muito carinho de irmãos, cunhadas, tios, tias e taças de vinho. Fala-se sobre tudo, política e futebol, inclusive. E nas minhas filosofadas chego à conclusão definitiva sobre o eleitor: ele é, antes de qualquer coisa, um torcedor.
Não tô falando do eleitor comum, aquele que vai votar obrigado, não. To falando daquele que inunda minha caixa de e-mail com mensagens xingando a Dilma. Por          que só recebo essas, podecrê.
Veja bem, que a figura também não pode ser comparada ao torcedor comum. Ele é um torcedor do São Paulo, aquele que só vai na final. Porque só vejo o tipo bradando contra o perigo vermelho nessa época de eleições, o resto do ano nem pra mandar e-mail de mulher pelada. Vai entender.
Feita essa brilhante análise, como sempre costumo fazer, vamos falar do Coringão. Esse sim é o preferido dos brasileiros, de todas matizes ideológicas. Se pudesse ganhava todos campeonatos no primeiro turno. De lavada.
Mas a coisa não é assim, e tem de ser no jogo jogado dentro do gramado. O que é bem melhor e justo. Pois que tropeçamos empatando com o Ceará no Pacaembu, mas nossos adversários diretos pelo título de campeão, Cruzeiro e Fluminense, também empataram seus joguinhos nesse sabadão.
Mas não dá pra perder pontos assim. O Ceará que me desculpe, grande clube do Nordeste e com torcida apaixonada, porém com elenco bem mais modesto que o do alvinegro paulista. Pois o futebol imita a vida, e vice-versa.
E Adílson Batista, dá pra explicar o que o Edu tá fazendo no time? Acho que só você sabe a resposta.
O time também vai sentir falta do São Jorge Henrique Guerreiro, o maratonista. O baixinho se contundiu no jogo. Tudo bem, o Dentinho volta e dá pra fazer um bem bolado lá na frente. Elenco pra isso a gente tem.
O que não dá é pra perder pro Atlético Mineiro, pô. Os mineiros tão no fundo do poço, tem de ensacar os caras. Tá na cara que vão vir com tudo pra cima do Timão, o negócio é resistir à blitz e marcar no contra-ataque. Ou seja, repetir a atuação que o Timão teve contra o Fluminense. Dá pra fazer.

Café com Leite: De eleições e futebol


Texto: Beto Almeida
Foto: Fernando Santos/Folhapress

E a rodada do Brasileirão foi antecipada por causa da festa da democracia em nosso país, o domingo das eleições. Que democracia é essa que grassa num país de tantas desigualdades eu não sei, e não é o Tiririca que vai me contar.
Vai lá que também cumpri meu dever cívico e depositei meu voto na urna, ou melhor, digitei os botõezinhos necessários para me sentir bem com minha consciência. Aí foi passar o dia com meus pais, pois não transferi meu título e tenho de voltar pra cidade natal pra votar. Boa desculpa pra filar uma comidinha da mamãe.
E as horas passam com muito carinho de irmãos, cunhadas, tios, tias e taças de vinho. Fala-se sobre tudo, política e futebol, inclusive. E nas minhas filosofadas chego à conclusão definitiva sobre o eleitor: ele é, antes de qualquer coisa, um torcedor.
Não tô falando do eleitor comum, aquele que vai votar obrigado, não. To falando daquele que inunda minha caixa de e-mail com mensagens xingando a Dilma. Por          que só recebo essas, podecrê.
Veja bem, que a figura também não pode ser comparada ao torcedor comum. Ele é um torcedor do São Paulo, aquele que só vai na final. Porque só vejo o tipo bradando contra o perigo vermelho nessa época de eleições, o resto do ano nem pra mandar e-mail de mulher pelada. Vai entender.
Feita essa brilhante análise, como sempre costumo fazer, vamos falar do Coringão. Esse sim é o preferido dos brasileiros, de todas matizes ideológicas. Se pudesse ganhava todos campeonatos no primeiro turno. De lavada.
Mas a coisa não é assim, e tem de ser no jogo jogado dentro do gramado. O que é bem melhor e justo. Pois que tropeçamos empatando com o Ceará no Pacaembu, mas nossos adversários diretos pelo título de campeão, Cruzeiro e Fluminense, também empataram seus joguinhos nesse sabadão.
Mas não dá pra perder pontos assim. O Ceará que me desculpe, grande clube do Nordeste e com torcida apaixonada, porém com elenco bem mais modesto que o do alvinegro paulista. Pois o futebol imita a vida, e vice-versa.
E Adílson Batista, dá pra explicar o que o Edu tá fazendo no time? Acho que só você sabe a resposta.
O time também vai sentir falta do São Jorge Henrique Guerreiro, o maratonista. O baixinho se contundiu no jogo. Tudo bem, o Dentinho volta e dá pra fazer um bem bolado lá na frente. Elenco pra isso a gente tem.
O que não dá é pra perder pro Atlético Mineiro, pô. Os mineiros tão no fundo do poço, tem de ensacar os caras. Tá na cara que vão vir com tudo pra cima do Timão, o negócio é resistir à blitz e marcar no contra-ataque. Ou seja, repetir a atuação que o Timão teve contra o Fluminense. Dá pra fazer.

4 de out. de 2010

POST IT - CARPEGIANI NO SÃO PAULO


Por: João Paulo Tozo

Paulo Cesar Carpeggiani é o novo técnico do São Paulo.

Acertada a escolha da direção tricolor? Foi algo feito na base do bumba-meu-boi? Não havia melhores opções no mercado?

Se foi acertada ou não, só o tempo irá dizer.

O treinador já teve uma passagem pelo São Paulo, vindo de um bom trabalho na seleção Paraguaia na Copa de 1998. Entretanto, mais do que pelos seus resultados, no tricolor sua passagem ficou marcada pela encrenca envolvendo o goleiro Roger, que posou nu para uma revista e irritou o comandante, que afastou o jogador.

Seu grande feito na carreira de treinador foi o título da Libertadores que conquistou no comando do Flamengo, em 1981. Aqui há de se levar em consideração o fato de Carpeggiani ter assumido o time pelo qual jogava até então. Uma lesão no joelho o obrigou a encerrar a carreira aos 31 anos. Como havia conquistado o respeito do elenco, foi levado a condição de treinador do melhor Flamengo de todos os tempos.

Teve ainda passagens pelo Cruzeiro, pelo futebol do Kuwait, Vitória e também foi um dos tantos treinadores que passaram pelo Corinthians no ano do rebaixamento do clube.

Atualmente vinha fazendo um bom trabalho frente ao Atlético PR.

Foi esse trabalho que o credenciou a ser o técnico do São Paulo ou a aproximação do clube no chamado U4 do BR10 acendeu o sinal de alerta da direção?

Na expectativa de que Baresi vinga-se na função de técnico, a direção do São Paulo deixou escapar por entre os dedos o atual campeão Paulista e da Copa do Brasil, Dorival Jr, e pela mais completa falta de opções, teve de apelar para alguém que possa ser pelo menos chamado de técnico para que o time não afunde no BR10?

Disse o feroz Mauro Beting recentemente que “a arrogância da atual direção são paulina é tão grande que eles tentam vender a idéia de que até os fracassos são planejados”.

Carpeggiani é mais um fruto dessa situação ou foi um nome bem pensado pelos cardeais do Morumbi?

Fica a questão a ser respondia.

E a relação treinador/ clube, como fica?

Quando o clube demite o técnico pelo 1º resultado ruim, todo mundo cai matando. O treinador chora, a imprensa detona o empregador – e com razão.

Mas não é a mesma situação vivida agora pelo Atlético PR, só que inversa? Trabalho competente, resultados favoráveis, briga por Libertadores, mas na 1ª proposta que apareceu Carpeggiani puxou seu carro sem maiores explicações.

Serão só os clubes os errados nessa relação?

É por isso que nesse meio Muricy Ramalho torna-se cada dia mais um Oasis de profissionalismo e de cumprimento da palavra.

30 de set. de 2010

CHAZINHO DE COCA - PROFº ASSUNÇÃO DÁ AULA SOBRE COBRANÇAS DE FALTA E O PALMEIRAS SOBE.


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Tom Dib (p/ o Lancenet)


“Quando a falta é de muito longe, tem de bater forte. Busco fazer a bola quicar perto do goleiro. Se ele pegar a chance de dar rebote é grande”.

E tem mais.

“A chuteira tem de estar certinha, bem amarrada, o meião bem posto. O bico da bola fica virado para o gramado”.

Dicas de como se cobrar faltas, dadas por um cara que faz do Palmeiras o time com a bola parada mais eficaz do futebol brasileiro. De um cara que determinou mais um excelente resultado do ascendente Palmeiras no BR10 e dessa vez em casa, contra um dos candidatos ao título.

Os 2X0 demonstram o bom futebol do Verdão contra o Inter, mas não retrata a dificuldade que foi a partida. Tanto que as duas primeiras oportunidades de gol foram dos visitantes.

Mas além de Assunção, Valdívia e Tinga começam a encaixar seus jogos no meio campo. As antes retangulares bolas que Kleber recebia no ataque começaram a ficar arredondadas. A aproximação do meia chileno no camisa 30 tornou o time ofensivamente muito mais eficaz. A prova disso foi o aumento significativo dos gols do time. Contra o Inter foi a 3ª vitória consecutiva, com 6 gols marcados e só 1 tomado.

Os gols foram de Assunção, ambos em cobranças de falta. Mas um dos lances mais sensacionais da partida mostra o que afirmo acima.

Partindo com bola dominada em meio a 6 marcadores do Inter, Valdívia fez grande jogada, passou por todos e ainda viu Kleber abrir sozinho, sem marcação. Rolou a bola para o atacante, que completamente livre, perdeu gol feito. Tipo da jogada que não acontecia no “antigo” Palmeiras, que vivia praticamente de um “bumba-meu-boi” sem organização alguma.

O problema nunca foi a zaga. Parece que não é mais o ataque.

Enquanto isso Tinga mostrava o futebol que o tornou objeto de desejo de muitas grandes equipes do futebol brasileiro. Aplicou chapéu, deu rolinhos, armou belas jogadas e talvez explique a razão de Felipão ainda não achar ser a hora de Lincoln jogar ao lado de Valdívia.

Com 38 pontos o Palmeiras chega a 8ª colocação no BR10. Sábado enfrenta o Santos, 7º colocado com os mesmos 38 pontos, a frente por ter uma partida a menos e duas vitórias a mais. Se mantiver o bom momento e voltar a vencer, o Verdão pesca mais essa colocação de um rival direto.

Voar mais alto nesse BR10 é possível, mas antes é preciso cortar as asas daqueles que já voam acima das cabeças alviverdes. A distância ainda é grande. Para o G3 são 9 pontos. Só que mais do que pensar nesse Brasileirão, as boas partidas do Palmeiras devem animar o torcedor para a Copa Sulamericana, onde o time tem toda a condição de obter o sonhado êxito.

Despeço-me do camarada que me acompanha com o petardo musical do dia. Dinosaur Jr – Over It:


CONVITE: Acesse a rádio web da Universidade Cidade de São Paulo e ouça o podcast do Programa Ferozes Futebol Clube. A 24ª edição, que rolou na última segunda-feira, já está disponível. Eu e meus comparsas comentamos a rodada do final de semana ao som de muita boa música. Lembrando que o Programa vai ao ar toda segunda-feira, às 20:00, AO VIVO. Acompanhe pelo link:

http://comunicacidade.unicid.br/radiotape_ferozes.htm

Adicionem-me no twitter e vamos trocar boas idéias sobre futebol, música e cultura útil e inútil:
http://twitter.com/joaopaulotozo

Cheers,

Sampa Noise - Ridículo.




Hoje não!!!

Hoje não vou falar que o São Paulo estava apático, nem falar que o time não teve força, muito menos falar que jogou mal, vou simplesmente dizer: RIDÍCULO.

A pior atuação do São Paulo no ano, ou uma delas.
Passamos de uma das melhores defesas do Brasil para uma defesa patética. O meio-campo nem merece comentário. O ataque até se esforçou, mas não adianta nada se a defesa não colaborar.

A grandeza do Rogério Ceni é incontestável, mas vamos falar sério, no jogo de ontem foram dois problemas, uma saída errada e uma bola que ele não conseguiu segurar. Um goleiro com esse cacife errar em 2 gols é demais!

Todo mundo falou do Carleto que entrou pra jogar ontem como titular. Entrou? Nem percebi.

E nosso grande técnico interino Baresi, então? Que trocou o Carleto por Cleber Santana e colocou o nosso ilustre Rycharlisson na ala direita? Mudança inclusive que não vem funcionando há algum tempo. Para que insistir em um jogador fraco desse? O que será que ele tem de tão especial para ter lugar cativo no time?

E foi o mesmo Cleber Santana que fez o pênalti, que, aliás, não existiu. Como já vem acontecendo há algum tempo, sempre acham um pênalti contra o São Paulo.

Mais uma derrota expressiva de um time inexpressivo como o Grêmio ou o Goiás. E a diretoria, que sempre teve total apoio da torcida, insiste em manter um técnico interino para não melhorar o time em nada.

Quando estava perdendo o jogo por 2 a 0, o São Paulo teve força para empatar, não porque merecia, mas sim por sorte.

Vamos torcer para o São Paulo não cair, porque classificação para a Libertadores ou para a copa do Brasil do ano que vem está ficando cada vez mais distante.


Dica Musical do Dia: Netsky Tomorrows Another Day.

26 de set. de 2010

CHAZINHO DE COCA - VERDÃO TEM CAMPANHA DE CAMPEÃO – FORA DE CASA.

Texto: João Paulo Tozo

Foto: Paulo Sérgio (p/ o Lancenet)

A campanha do Palmeiras em jogos fora de seus domínios é de time que briga pelo título. Em casa a campanha não é nada boa.

Nos últimos anos, quando o time ainda atuava no Palestra Italia, a piada corrente era a de que um sapo havia sido enterrado no Jardim Suspenso. Sem o Palestra, o sapo deve ter sido transferido para o Pacaembu, onde alguns sugerem ser mais do que sapo, mas zica mandada pelo mandante mais costumeiro do estádio público.

Seja lá o que for, essa escrita vem sendo mantida na íntegra nesse BR10. Em uma campanha de altos e baixos, os altos costumam acontecer fora, os baixos em casa. Não por acaso a 1ª sequencia de duas vitórias do Verdão no BR10 veio justamente quando o time fez dois jogos fora de casa. O segundo deles contra o Flamengo, algoz alviverde no 1º turno, já no Pacaembu.

A expectativa era a de ver pela 1ª vez o trio Valdívia, Kleber e Lincoln em campo.Entretanto Felipão, receoso com o retorno recente de Lincoln aos treinamentos, mandou apenas os dois primeiros no time titular. Tinga e Marcos Assunção completaram o meio campo Verde.

Estranhamente os rubro-negros deixaram o chileno verde livre. O que não foi nada inteligente. O camisa 10 comandou todas as ações ofensivas do Palmeiras e cansou de deixar Kleber em condições de marcar.

Com 30 minutos o Verdão já vencia por 2X0, dois gols de Kleber, em duas jogadas de Valdívia. Aos 45 o mesmo Kleber poderia ter fechado a conta ao perder o 3º gol cara a cara com Marcelo Lomba.

O rubro-negro que vem sobrevivendo da inspiração de Leo Moura, sucumbiu a marcação forte que o lateral direito recebeu. O meio campo em jornada pífia, nada produziu.

Na 2ª etapa Silas mandou Corrêa na vaga de Toró para dar um pouco de cérebro ao time. Mas foi muito pouco. O Palmeiras parecia atuar em casa.

Valdívia armou outra grande jogada com Vitor e ainda apareceu na área para receber o cruzamento e quase marcar de cabeça.

Sem grandes esforços, o Palmeiras passou a viver dos contra-ataques cedidos pelo Flamengo. Silas tentou Petkovic e jogou um pouco de luz a escuridão técnica flamenguista. Num afobado abafa o Flamengo conseguiu um pênalti. Pet diminuiu. Aos 34 minutos.

Aos 35 Valdívia deu lugar a Lincoln – não foi dessa vez que a torcida viu a dupla de criação atuando .

O afobado Flamengo continuou permitindo ao time verde matar o jogo a qualquer momento. O que aconteceu aos 44, com Lincoln.

Longe de ser brilhante, o Palmeiras foi frio e atuou com inteligência. Valdívia e Kleber funcionaram muito bem e agora podem ganhar a qualidade de Lincoln, que deve assumir a titularidade.

Quem me acompanha no blog FFC, no Esporte Interativo ou no Programa Ferozes Futebol Clube as segundas, sabe minha opinião sobre a campanha pouco condizente com a qualidade do time do Palmeiras. Pode não ser um timaço, como nenhum no BR10 é, mas tem condições de brigar na parte de cima da tabela.

Mas para isso precisa parar de atuar como mandante só na casa do adversário. Se conseguir esse equilíbrio, a torcida pode sim sonhar com vôos mais altos nesse BR10.

———————-

Gostam de David Bowie? A despedida musical de hoje é uma das obras do velho Mestre. Vos deixo na Cia agradabilíssima de David Bowie, com Heroes:

CONVITE: Segunda-feira, às 20:00, ao vivo, rola o Programa Ferozes Futebol Clube, na rádio web da Universidade Cidade de São Paulo. Eu e meus comparsas comentaremos a rodada do final de semana na companhia das boas e alternativas sonoridades. Acompanhe pelo link:

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Cheers,

24 de set. de 2010

Folha seca: Neymar jogou, arbitragem ajudou e 2010 acabou.

Texto: Gregório Possa
Foto: Globoesporte.com


A crise instaurada na equipe do Santos após desentedimento entre Neymar e Dorival Jr. e a demissão do segundo era o anúncio de uma noite mal sucedida na Vila Belmiro. A entrega e a luta dos jogadores em campo não foi suficiente para alcançar a vitória e definitivamente não vejo mais possibilidades de título, o único interesse restante nesse glorioso e conturbado ano de 2010.

De fato, foi um belo clássico. As muitas chances criadas, lances polêmicos e os cinco gols engradeceram mais um grande confronto entre os alvinegros paulistas, mas a partida em si, não deve ser e nem foi o assunto mais comentado essa semana.

O anúncio do desligamento de Dorival Jr. surpreendeu a todos os torcedores e iniciou uma discussão sem fim sobre a atitude da diretoria santista. Alguns afirmam que a demissão do treinador dá a entender que quem manda no time é o garoto Neymar, outros acham que não havia mais clima para que ele permanecesse. Opiniões a parte, Dorival Jr. parece ter forçado sua saída da equipe, tanto que abriu mão de sua multa recisória de R$ 2 milhões. O assédio do São Paulo e a iminente perda de comando sobre seus jogadores fizeram com que o treinador fosse demitido após insubordinação, segundo a diretoria alvinegra.

O diretor de futebol do Santos explicou a atitude do ex-treinador santista: “Na segunda-feira, em uma conversa entre o Presidente e o treinador ficou definido de forma clara que a punição do atleta havia acabado. Novamente, de forma surpreendente e intempestiva, na tarde de ontem, o Dorival Junior disse em entrevista que o jogador continuaria afastado, numa decisão oposta à que havia sido acordada. Este fato nos causou estranheza, até porque atleta afastado normalmente não fica treinando com o grupo”. A mudança repentina de postura quebrou a confiança, culminando na saída de Dorival.

Voltemos ao clássico…

Apesar da boa atuação do Santos, de vez em quando, o futebol insiste em nos revelar amargas surpresas e algumas injustiças. Quem acompanhou a partida deve concordar que o empate seria o resultado justo, mas o empolgante do esporte mais popular do mundo é justamente essas variações durante uma única partida. Mesmo estando na frente por duas vezes, o Santos foi castigado pelas chances perdidas e em um lance infeliz do bandeirinha e da defesa santista, o Corinthians alcançou a vitória e despontou como principal favorito ao título.

Aliás, o comportamento do garoto Neymar no clássico deve ser elogiado. Após a justa punição e toda polêmica que envolveu o jogador durante os últimos dias, ele mostrou personalidade e jogou uma bela partida. Partiu pra cima, fez o seu gol e não reclamou de um lance sequer anotado pelo árbitro Carlos Eugênio Simon e olha que ele apanhou hein !

O alvinegro praiano deve usar o restante das partidas do campeonato para testar jogadores e preparar o time para a temporada 2011, de olho no Tri da América e na viagem para Dubai no fim do ano. Esperamos que o novo treinador possa ter tranquilidade para devolver ao Santos a alegria de jogar, característica que encantou torcedores mundo a fora durante esse ano.

Semana conturbada, derrota no clássico e demissão do treinador. Infelizmente 2010 parece ter chegado ao seu fim moral, já que ainda temos quase um turno para disputar, mas completamente sem forças para almejar algo melhor no campeonato, no caso o título, a única coisa que interessa.

Vamos juntar os cacos, aprender com as derrotas, saber lidar com as polêmicas e acima de tudo enaltecer tudo o que foi conquistado nesse belíssimo ano de 2010.

Parabéns Santos, Campeão Paulista e Campeão da Copa do Brasil 2010.
Que venha um 2011 cheio de glórias e com muito mais história pra contar


Recado para o meu amigo coritiano e blogueiro, Beto: Azar nenhum ser blogueiro do Santos, ainda mais nesse ano com 2 títulos e muito espaço na mídia ofuscando até um time que completa 100 anos. Falam mais de um moleque de 18 anos do que do centenário corintiano. É uma pena ! Espero que vocês não passem em branco esse ano, do jeito que estão conspirando a favor, talvez vocês saiam do status de CENTENADA.

23 de set. de 2010

Café com Leite: De virada é mais gostoso!

Texto: Beto Almeida
Foto: Bruno Miani/UOL

Eu já sabia! É o que todo mundo disse ao término do jogo entre Santos e Corinthians em que este mais uma vez ganhou daquele pra corroborar a freguesia e agravar a crise instalada na Vila Belmiro há uma semana.
Praqueles extraterrestres que habitam lugares distantes do mundo da bola eu conto a história: afinal de contas tenho uma cota de linhas para cumprir. E ela começa quarta-feira passada no jogo entre Santos e Atlético Goianiense onde o garoto Neymar – principal jogador peixeiro e incensado pela mídia esportiva como o novo Pelé e salvador do futebol brasileiro – ao ser preterido pelo técnico Dorival Júnior na cobrança de uma penalidade máxima passou a desancar colegas de equipe e o próprio chefe no meio do campo, tudo captado pelas atentas câmeras de TV em rede nacional e internacional, como deve ser.
Oras bolas, isto é o futebol, meus amigos, minhas amigas, qualquer tema, por mais irrelevante que seja, adquire proporções titânicas em jornais, revistas e programas de televisão, sem falar nos blogs, redes sociais e um tal de twitter, coisas modernosas de modernos, e causa-se o estardalhaço necessário para garantir a audiência, tiragem e visitação, ganha-se uns cobres com a publicidade e a indústria desportiva agradece, imprensa, clubes e o próprio jogador – que, apesar de ser chamado de monstro, não precisa se preocupar com a falta de grana pra pagar as contas.
Aí que o garoto foi punido com uma multa de 30% de seu (dele) salário e suspenso por um jogo, tudo isso acordado entre diretoria, técnico, jogador, seu (dele) pai e o empresário do jogador, figura que não pode faltar nessas horas – pois é pai, melhor amigo e guia espiritual dos guris com alto potencial de ganhar dinheiro.
Mas o acordo não foi combinado, o técnico Dorival Júnior achou por bem suspender o garoto no jogo de ontem contra o Corinthians também, coitado, foi mandado embora, simples assim, como toda demissão: seja de técnico, seja de peão.
Parece que vai treinar o São Paulo, nem fará parte das estatísticas de taxa de desemprego, bom para o país e principalmente pra ele – que levou uma boa grana de multa rescisória.
Coisa que não acontece com a maioria dos desempregados brasileiros, incluídos aí uma grande parcela de corinthianos diante do aparelho televisor para acompanhar o jogo de ontem, todos na expectativa de uma vitória praquela alegria no meio de tanta tristeza tirando um sarrinho do desempregado santista, este vai ter de dormir com a cabeça mais quente ainda, coitado.
Pois essa é a alegria do pobre e do rico, tripudiar da desgraça alheia, é fantástico: o freak-show da vida.
Pois o menino Neymar entrou em campo, trazendo com ele a responsabilidade de conduzir o time praiano à vitória, coisa que não aconteceu. Até que ele começou bem, uns dribles e tal, fizeram o primeiro gol aos 2 minutos, depois só deu Corinthians – que empatou numa grande jogada de Jucilei que deixou Iarley na cara do gol. Depois o Santos fez o segundo gol com Neymar pegando rebote, o Timão empatou, veio o segundo tempo e o Todo-Poderoso carimbou a virada com uma cabeçada de Paulo André num cruzamento de Danilo, o “Morto Muito Louco”. Foi isso, mais detalhes na coluna do colega Gregório Possa, escriba peixeiro pra azar dele.
Taí que o desempregado corinthiano atravessa mais um dia, sobreviveu e sorriu. Vai acordar amanhã com essa lembrança no pensamento, “tem coisas que fazem a gente seguir em frente”. O desempregado santista tem lá as coisas que também o fazem seguir em frente, mas hoje não se trata de futebol.
O fato é que o Corinthians tá jogando o fino, se continuar nessa toada leva o campeonato. Começou a ganhar fora de casa, algo que não vinha acontecendo. È que agora o alvinegro do Parque São Jorge parece ter achado o esquema de jogo ideal, o elenco qualificado permite muitas variações no esquema tático e o técnico Adilson Batista tá mandando muito bem, colocando o time pra frente.
O mais importante é que o ambiente interno parece muito bom, sem as panelinhas freqüentes que grassam nos vestiários. Isso faz toda a diferença. Nisso dou crédito ao Mano Menezes, ele sabe administrar vaidades. E olha que o Timão tem Ronaldo e Roberto Carlos, duas figuras emblemáticas do panteão de jogadores do futebol brasileiro.
Continua assim Timão, os corinthianos (desempregados ou não) agradecem.

22 de set. de 2010

CHAZINHO DE COCA - O G4 FOI PARA O ESPAÇO.

Texto: João Paulo Tozo

Feliz por que seu time está no G4 do BR10? Se a vaga na Libertadores te deixa contente, então torça pra que ele fique pelo menos em 3º.O G4 foi pro espaço.

A partir de agora o país do time campeão da Libertadores perde a vaga extra, que era a 4ª vaga do BR até ontem.

Bem a cara da Conmebol mudar as regras no meio das competições, embora a Libertadores tenha virado um torneio inchado e cheio de time meia boca nos últimos anos e a medida vá diminuir um pouco isso.

Lembro-me que até o final dos anos 90, para se chegar à maior competição de clubes do continente o time precisava ser campeão, nem vice chegava. Só o campeão da Copa do Brasil e do Brasileirão, só, sem choro. O que dava a Libertadores um nível técnico MUUUUITO maior que o que temos aí hoje.

A medida é uma boa, mas não acho justo que se mudem as regras em meio às competições. Estoura planejamento, arrebenta projeções.

As vagas agora são distribuídas da seguinte forma:

Campeonato Brasileiro – 3 vagas

Copa do Brasil – 1 vaga

Além da Sulamericana, que agora garante ao campeão uma vaga na Libertadores. Pelo menos até o fechamento dessa coluna.

20 de set. de 2010

CHAZINHO DE COCA - CHOQUE SEM REIS

No pior choque-rei que assisti na vida, um raro momento de beleza na festa da torcida com os times perfilados antes do triste espetaculo.


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Miguel Schincariol (p/o Lancenet)

Em um jogo indigno de ser chamado de clássico, mais ainda de Choque-Rei, o São Paulo foi menos horroroso que o Palmeiras e aproveitou dois lances de consciência em meio a uma centena de troços que sequer podemos chamar de futebol.

Em um jogo de 447 volantes, as reduzidas esperanças de bom jogo residiam em dois meias que destoam de toda a mediocridade presente – Valdívia do lado verde e Lucas do tricolor.

Sorte do São Paulo que o garoto já vem em bom momento há alguns jogos, enquanto o chileno ainda não se reencontrou em seu retorno ao Palmeiras.

O jogo resumiu-se a isso. Dois gols. Dois gols do São Paulo.

Cabe citar a impressionante capacidade do árbitro José Henrique de Carvalho em marcar faltas em qualquer respiração mais pesada do marcador no cangote do jogador marcado. Quem espirrou em campo correu sério risco de ser advertido com cartão. O jogo de baixíssimo nível técnico teve sim forte influência da fraquíssima arbitragem. E não é questão de prejudicar A ou B, mas sim o jogo como um todo.

Houve sim exagero na expulsão de Felipão. É cada vez mais clara a intenção de certas figuras de nossa arbitragem em se promover em cima de nomes de peso, como Felipão. Talvez seja uma autodefesa para desviar o foco da incapacidade dessas figuras.

Voltando ao campo “de jogo”, tanto Palmeiras como São Paulo deram mais uma demonstração de que nesse BR10 suas condições residem em suas atuais posições mesmo. Salvo alguma improvável arrancada nas rodadas vindouras e ambos deverão manter-se no meio da tabela até o seu final.

Meio que remete a médio, que é o que são os dois times – em questão de qualidade – médios. Nada mais do que isso.

Em Brasileirões foi a 9ª vitoria tricolor no clássico, contra 16 vitórias verdes. Em jogos no Pacaembu, o São Paulo não vencia o Palmeiras há 13 anos.

Dados que não maximizam êxito e nem minimizam derrota. São dados que servem para encher uma lingüiça quase sem recheio. Dados para dar um pouco de luz a um clássico sem brilho algum.
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Despeço-me do camarada que me acompanha com um petardo do Pulp – Bar Italia:

CONVITE: Hoje, às 20:00, ao vivo, rola o Programa Ferozes Futebol Clube, na rádio web da Universidade Cidade de São Paulo. Eu e meus comparsas comentaremos a rodada do final de semana ao som de muita boa música. Acompanhe pelo link:
http://comunicacidade.unicid.br/radiotape_ferozes.htm


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