15 de jan. de 2010

Chazinho de Coca - Vagner, de "Love" a "Hate".

“Vagner Love, artilheiro do amor” – alcunha ganha após episódio amoroso que teve como figura principal o até então, Vagner. Molecote promissor dos juniores do Palmeiras.

Transformado em Love, Vagner logo se tornou sério candidato a ídolo de um clube gigantesco que vivia as amarguras da série B.

Foi fator decisivo da retomada da dignidade desse clube em seu retorno a elite. Uma vez lá, passou a brigar pelas artilharias dos campeonatos. Entretanto, seu sucesso gerou a cobiça de clubes do exterior.

Um senhor com nenhum trato para administrar um clube como o Palmeiras era o presidente da época e negociou Love com o 1º que apareceu - nesse caso, um clube russo - por meros trocados em notas de dólar – 8 milhões dessas notas, melhor dizendo.

Lá Love virou ídolo. Conquistou títulos locais e uma Copa da Uefa, o maior título da história dos russos.

Entre idas e vindas, mancadas feitas e perdões recebidos, Love voltou ao Palmeiras. A transação feita pela atual diretoria verde foi motivo de louvores de todas as partes. A contratação de Love era uma espécie de carimbo de “sim, queremos ser campeões”.

Mas para realizar a aquisição, o Palmeiras precisou abrir mão dos 10% que teria direito no caso de uma futura venda de Love para outro clube.

Bancou para Love um salário acima de qualquer padrão brasileiro. Ao contrário de Ronaldo, Love não tem grife para se “auto bancar” com reversão midiática. Logo a grana veio do bolso verde.

O valor extrapolava o teto do clube, que tinha como base o salário do maior ídolo do clube, o goleiro Marcos.

Love chegou, jogou, mas o time desandou justamente após a sua entrada. Diz a boca pequena que o elenco rachou devido ao alto valor de seu salário.

O carimbo de “sim, queremos ser campeões” passou a ser “sim, deixamos o título escapar por entre os dedos”.

Após a infeliz agressão que Love recebeu de “torcedores”, após a também infeliz forçada de barra do artilheiro do amor para sair do clube que tanto se esforçou, tanto se endividou para repatriá-lo, Love, enfim, conseguiu sua liberação. Vai distribuir seu “amor” no clube que, segundo o próprio, é o seu amor desde criancinha, desde que era só Vagner.

Para liberar Vagner, o Palmeiras acordou com ele a redução de uma dívida que gira em torno de 1,5 milhão de dólares, entre 13º e direitos de imagem – “Santa ironia, Batman” – depois de tudo, quem deve ainda é o clube.

A trajetória de Love no Palmeiras, no final das contas, foi de prejuízo para o clube. Prejuízo financeiro, prejuízo técnico, prejuízo histórico.

Sua trajetória no clube que o revelou chegou ao fim. Ao invés de marcar uma passagem vitoriosa, ficou a marca da ingratidão.

14 de jan. de 2010

Chazinho de Coca - O "Senhor Centenário", o marketing e o futebol.

O Centenário do Corinthians começou com vitória – 3X0 no Huracan da Argentina, em amistoso realizado no Pacaembu – até o Souza fez gol, Aleluia Motherfuckers!

Mais do que o início vitorioso na temporada mais aguardada pela coletividade alvinegra, a partida marcou, de forma oficial, o fim da carreira do, apontado por muitos, maior ídolo corintiano de todos os tempos – Marcelinho Carioca.

Em suas passagens pelo clube, Marcelinho contabilizou algo em torno de 10 títulos. Nenhum outro conseguiu se aproximar disso no Timão.

Mas a história de Marcelinho com o Corinthians continuará sendo escrita ao longo do ano.

Marcelinho Carioca é o “Senhor Centenário”. Uma espécie de embaixador das ações promocionais do clube no que diz respeito a data. Ele estará presente em lançamentos das lojas do clube, terá uma camisa comemorativa com seu nome lançado, dentre outras inúmeras ações.

Só não entendi porque o “Senhor Centenário” não esteve presente na apresentação de Roberto Carlos e depois na dos outros contratados. Erro estratégico, mas enfim...

Quando se fala em ações promocionais, fala-se em Departamento de Marketing e não de Futebol. O marketing alimenta o clube e o futebol. O futebol é independente de qualquer outro depto.

Nossos grandes clubes demoraram a perceber essa tendência, mas já estão inseridos nessa prática.

Mano Menezes é técnico do time, logo pertence ao depto de futebol. Provavelmente ele nada entende de mkt e nem precisa, já que é ótimo no que faz.

Ao longo dos últimos dias, a imprensa questionou Marcelinho sobre a possibilidade de prolongar sua carreira por mais uma temporada para, quem sabe, fazer parte do elenco de Mano Menezes.

Lembram-se? Marcelinho = MKT / Mano = Futebol

Marcelinho deu a entender que estaria apto a fazer parte do elenco ou que pelo menos aceitaria passar para os jogadores a importância de se jogar no Corinthians, de se usar a “2ª pele”, como ele gosta de dizer.

Como se jogador profissional precisasse de orientação extra para entender o quanto é importante ostentar a camisa que veste. Descabidas as boas intenções “Marcelisticas”.

Mano Menezes, que nada entende de MKT, que nada tem a ver com as ações de MKT e que não tem papas na língua, agradeceu, mas tratou de descartar qualquer possibilidade de aproveitamento do Marcelinho, do MKT, em SEU Depto de Futebol.

A imprensa que tantas vezes e sempre com razão, pegou no pé dos clubes para que houvesse essa visão macro em questões extra campo, quando a encontra, parece não entendê-la ou faz questão de não entendê-la, e com incessantes insinuações, alimentadas pela esperança descabida de Marcelinho, ajudou a instaurar o clima de discórdia entre MKT e Futebol no Timão.

O Marketing do Timão vem fazendo trabalhos invejáveis. O Futebol idem e começou bem o ano. São deptos distintos, mas vivem sob o mesmo teto. Se o teto ruir, cai na cabeça de todo mundo.

Despeço-me da feroz nobreza ao som de Wumpscut – Embryodead.

Cheers,

12 de jan. de 2010

Chazinho de Coca - A bola vai voltar a rolar. Vem aí o Paulistão 2010.


A agonia está para acabar. O Campeonato Paulista dá a largada para a temporada 2010 do futebol brasileiro.

“Ahhh mas tem a Copinha São Paulo de Juniores”. Bela porcaria. Um campeonato com 92 times não pode empolgar ninguém. Quem sabe, lá pela 3ª ou 4ª fase nós possamos ver alguns bons jogos. Saudades da antiga Copa São Paulo.

O Paulistão, se não tem mais o peso de outrora, serve sim como um belíssimo preparatório para o restante da temporada, sobretudo para se acertar times recém formados ou remodelados. Fora que ele oferece ao público a chance de acompanhar todos os clássicos do estado em um curto espaço de tempo, alimentando sempre as rivalidades históricas.

A perspectiva entre os grandes variam de acordo com os seus históricos recentes.

Para São Paulo e Corinthians, ganhar o Paulistão pode não ser um objetivo traçado, mas usá-lo bem pode dar a ambos o suporte necessário para se chegar ao objetivo do 1º semestres, que e vencer a Libertadores. Para esses, o Paulistão seria um belo “brinde”.

Para o Santos a conquista do Paulistão pode ratificar o novo momento do clube, desde a reformulação de sua direção, chegando a comissão técnica e elenco. Depois de um 2009 onde a briga foi para não cair no BR09, o êxito no Paulistão pode ser um grande recomeço para o Peixe.

Porém o time não empolga no papel. As contratações não inspiram, por si só, um grande vislumbre em sua torcida. Fala-se nas contratações de Fernandão e Nuno Gomes. Mas até aqui é só especulação.

O Palmeiras pode viver uma relação de amor e ódio com a competição. Após descer do céu ao inferno numa velocidade assombrosa em 2009, o torcedor alviverde não enxerga no Paulistão a chance de curar as feridas abertas. O Paulista valerá sim ao Verdão, e muito, caso o time conquiste também a Copa do Brasil. Ou então o efeito pode ser contrário.

O time base é o mesmo de 2009, que já é bom. Ao contrário do que se especula, o clube faz certo sim ao reforçar o elenco. Para reforçar o time são necessários investimentos altíssimos, dado ao alto custo dos que lá já estão como titulares.

Douglas, Marcelo Moreno e Kleber podem chegar.

Confira abaixo a rodada inaugural do Paulistão 2010:
16/01/2010 17:00 Palmeiras x Mogi Mirim Palestra Itália
16/01/2010 19:30 Ituano x Mirassol Dr. Novelli Junior
16/01/2010 19:30 Ponte Preta x Santo André Moisés Lucarelli
16/01/2010 19:30 Bragantino x Oeste Nabi Abi Chedid
16/01/2010 19:30 Rio Claro x Botafogo Dr. Augusto Schimidt Filho
17/01/2010 11:00 Sertãozinho x Grêmio Barueri Frederico Dalmazo
17/01/2010 17:00 Monte Azul x Corinthians Santa Cruz
17/01/2010 17:00 São Paulo x Portuguesa Desp Cícero Pompeu de Toledo
17/01/2010 19:30 Rio Branco x Santos Dr. Décio Vitta
17/01/2010 19:30 São Caetano x Paulista Anacleto Campanella




Cheers,

9 de jan. de 2010

Do Populacho! Frentes de Libertação e a Copa da África.


A Copa do Mundo da África já está marcada pelas tentativas de libertação de estados subjulgados por outros maiores. A FLEC (Frente de Libertação do Estado de Cabinda), conforme noticiou a agência LancePress, assumiu a autoria do atentado ao ônibus da seleção do Togo, cuja maior referência é Adebayor. O fato traz a tona novas questões e reflexões sobre os mitos africanos. Se por um lado a copa do mundo muito pouco trará aos pobres da África, por outro nos fará entender que o colossal continente é muito mais do que savanas e desertos.

Leia mais no Lance.

7 de jan. de 2010

Al Habsi Ali Abdullah Harib impede Torcedor de marcar verdadeiro gol de placa.

O dia 06 de janeiro de 2010 poderia ter entrado para a história do futebol mundial, não tivesse o goleirão Al Habsi Ali Abdullah Harib, da poderosa seleção de Omã, impedido um gol de placa a ser marcado por um habilidoso e cheio de ginga torcedor da seleção da Indonesia.

O mallander partiu sem marcação da direita, atravessou o gramado com enorme desenvoltura e achou uma verdadeira avenida pela esquerda de Omã. Em altíssima velocidade e portando na mão esquerda um dispositivo estranho ao jogo, ele passou por todos os adversários e só foi parar no goleirão Al Habsi, que fechou o angulo e evitou o que seria um gol antológico.


Ainda que tenha perdido o gol, o torcedor saiu de campo ovacionado e carregado, nos braços da PM local. Veja:



E Omã venceu a partida por 2X1

In Loco - Rua Augusta Lado Centro: São Paulo FC – preparado para 2010.

São Paulo FC – preparado para 2010.

O SPFC retomou hoje suas atividades após as férias de final de ano, seus jogadores já começaram com o treino pesado pela manhã e com bola durante a parte da tarde. O jogador Washington não se reapresentou hoje junto com o grupo pois como de praxe após seus problemas cardíacos em 2004 foi fazer sua bateria de exames com o cardiologista pessoal.

O tricolor chegou com reforços que serão apresentados formalmente no final desta tarde, a diretoria do time prometeu 7 contratações para esta temporada, logo os torcedores podem esperar alguma novidade mais antes do começo do estadual.

Segue um raio-x dos reforços tricolores:

Léo Lima: O Jogador já defendeu a camisa do Vasco da Gama e na última temporada fez uma excelente atuação no time do Goiás, geralmente atua como volante ou meia. Seu comportamento é conhecido pelas torcidas adversárias e pela mídia, tem de tudo para se consagrar no tricolor porém, temos que analisar que por 3 vezes o jogador foi dispensado pelos clubes(Palmeiras e Flamengo por baixa produtividade e Grêmio por mal comportamento) e na Europa em sua curta estadia passou por 3 times (CSKA Sofia, Marítimo e Porto) o que não traz 100% de confiabilidade para o jogador.

Xandão: faz parte da trinca que disputou o Brasileirão 2009 pelo Barueri e foi contratada pelo SPFC, o zagueiro que atuou do lado de André Luis teve um bom desempenho no último campeonato e diz que chega ao time para disputar uma vaga de titular, já atuou com bom desempenho nos times Paraná e Fortaleza, não faz o tipo herói da torcida porém joga com determinação, precisando consertar algumas falhas em bola aérea.

André Luis: também ex-jogador do Barueri o jogador talvez seja a contratação mais polêmica do tricolor, muitos dizem que o jogador não tem mais capacidade de rendimento, que o tricolor não deveria tê-lo contratado, o fato é que se ele e Léo Lima resolverem dar as mãos e causar problemas, os dois poderiam acabar com o time este ano, o zagueiro já atuou na Seleção Brasileira, jogou no Santos com destaque e foi Campeão Brasileiro, e foi para Europa, no Benfica não conseguiu render o esperado e apartir daí o jogador começou em um declínio em sua carreira até chegar ao ponto de ser preso em campos em 2008 em partida contra o Náutico. Na última temporada mostrou um futebol de mediano para bom e é a nova aposta do tricolor que já é famoso por resgatar jogares “esquecidos” no futebol brasileiro.

Fernandinho: fechando a trinca dos jogares do Barueri que migraram para o SPFC o atacante que foi destaque no BR09 chega ao tricolor com sede de gol e números que mostram que pode ser o novo ídolo da torcida. Alguns dizem até que para o time fechar contrato com ele teve que levar André Luis e Xandão como parte de um “contrato falado”, o fato é que se espera muito do atleta que tem um condicionamento físico muito bom vai disputar a concorrida vaga no ataque do São Paulo.

Marcelinho Paraíba: jogador do rebaixado Coritiba, dizem que ele carregou o time nas costas no BR09, que sua atuação por varias vezes foi brilhante, o fato é que dos 25 gols do time o artilheiro fez 13, e que além de gols fez assistências que garantiram segundo o footstats que ele participasse de 60% dos gols do time e que foi o jogador que esteve envolvido em mais jogadas de gol no campeonato, esse é Marcelinho Paraíba, um jogador rápido, decisivo e sem medo de fazer gols, pelo menos assim o era em seu time e assim que o SPFC espera que seja em seu time.


Ao time retornam também Renan, Roger e Wagner Diniz.

Sobre Cicinho, segundo informações coletadas o empresário do jogador se reúne hoje com a diretoria do Roma, o jogador declarou que ganharia até 10 vezes menos para jogar no SPFC e seria mais feliz. Cicinho teve contusão e operou em outubro do ano passado, desde então não joga no time que defende, situação que o irrita profundamente, o mesmo deu declarações na mídia italiana que desejava voltar para o Brasil e foi multado em 30% do salário, é quase certa a presença do jogador no tricolor 2010.

Encrenqueiros, veteranos, retornos e polêmica giram em torno dos reforços do SPFC este ano, o treinador Ricardo Gome terá um belo leque de opções este ano para colocar em campo, veremos qual será o time titular no primeiro jogo do time em 2010 dia 17/01 contra a Portuguesa.

Com vocês deixo um som bacana pra se animar em homenagem aos jogadores encrenqueiros:

Chazinho de Coca - A nova norma de conduta do Santos. A chegada de Giovanni e uma comparação a chegada de RC no Corinthians.

Por um Santos mais moderno, o novo presidente do clube, Luis Álvaro Ribeiro, criou um manual de disciplina a ser seguido por todos.

Alguns pontos que podem gerar polêmicas merecem destaque.

-Durante comemoração de gols os atletas não poderão mais tirar a camisa.

Essa já é uma ação passível de punição a ser aplicada pela arbitragem. A prática visa defender os interesses de quem injeta dinheiro nos clubes – patrocinadores de camisa, principalmente – que perdem muito da exposição de marca desejada quando o autor de um gol tira a camisa durante a comemoração de um gol. Justamente no momento em que todos os holofotes estão no cara. Não é apenas um ato de burrice do sujeito que deveria saber que aquilo lhe dará uma punição, como também é um desrespeito com quem coloca boa parte do dinheiro que vai para seus vencimentos. Mais ainda. Desrespeita o próprio clube, que assim como o patrocinador, deixa de mostrar seu escudo para a grande massa.

Apesar de ser plenamente favorável a medida, nunca achei que coubesse a arbitragem defender esses direitos, mas sim ao clube. Não amarelar o cara, mas sim puni-lo no bolso, acho uma medida muito mais cabível. Acerta em cheio o presidente santista ao adotar essa nova conduta entre o elenco.

- Os atletas estão proibidos de fazer manifestações religiosas quando ostentam a imagem do clube.

Vamos nos despir de pré-conceitos aqui, ok? O clube de futebol é uma entidade laica, logo não deve estar atrelado a qualquer tipo de manifestação de cunho religioso. Sem falar que dentro de toda torcida existe simpatizantes de todo tipo de seita e religião ou mesmo de ateus. Ver seu clube associado a algo no qual ele não acredita pode afastá-lo do estádio e da vida do clube.

Recentemente o próprio Santos teve problemas internos devido a pregação que ocorria entre grupos de jogadores. O volante Roberto Brum foi afastado do elenco em 2009, pelo então técnico Luxemburgo. Brum foi punido coincidentemente após declarações do vidente Robério de Ogum, onde recomendava a Luxa que afastasse Brum e toda a sua “patota”, caso quisesse que o Peixe tivesse êxito no BR09. Como se sabe, Robério de Ogum acompanha Luxemburgo a anos. E Roberto Brum é evangélico ferrenho. Como se sabe também, de nada adiantou afastar o jogador. O Peixe naufragou feio no último Brasileirão.

- A partir de agora todos são obrigados a falar com a imprensa.

Será o prenúncio do fim das épocas da mordaça instaurada sobretudo por figuras nefastas da bola como Eurico Miranda e Mustafá Contursi?

O jogador de futebol não fala a imprensa. Fala para o seu torcedor, através da imprensa.
Jogador que se nega a falar deveria ter parte de seus direitos de imagem cortados. Afinal, ele está lá representando o clube, que por sua vez tem representado em seus uniformes as marcas de quem o patrocina. Simples assim.

Os tempos não são de fartura para o Peixe. Mas pelo menos no começo de sua gestão, o novo presidente demonstra uma belíssima visão administrativa.

Ainda sobre o Santos.

Parece que o Santos está programando uma grande festa para a apresentação do meia Giovanni, nos moldes da que o Corinthians fez com Roberto Carlos.

Em conversa com amigos, alguns trataram disso em tom jocoso. Afinal, Giovanni está com 37 anos e não deverá ser o meia dos sonhos do torcedor (não mais). Ou será?

Mas e Roberto Carlos com seus 36 anos, é o lateral dos sonhos?

Antes de responder, pense na trajetória de ambos ao longo dos tempos.

Giovanni jogou muita bola nas temporadas de 95 e 96 pelo Santos, muita mesmo. Em 1995 ele foi fator decisivo no resgate do orgulho de um clube e torcida que há anos viviam a margem de sua gloriosa história. Só não foi Campeão Brasileiro daquele ano porque o árbitro Márcio Rezende de Freitas (o Simon da época) não deixou. Depois em 96 o Santos foi o único a fazer frente ao super Palmeiras dos 102 gols e Giovanni ainda terminou aquele Paulistão como artilheiro.

Depois foi vendido ao Barcelona, onde jogou com Rivaldo. Lá ele foi campeão espanhol, mas nunca empolgou como havia feito no Santos. Depois passou pelo Olympiacos da Grécia e fez parte da seleção brasileira vice-campeã mundial em 1998. Voltou ainda ao Santos em 2005, pelo Al Hilal da Arábia Saudita, Ethnikos da Grécia e enfim pelo Mogi Mirim no ano passado.

Roberto Carlos surgiu no União São João e de lá foi para o Palmeiras em 1993. Lá ele ganhou quase tudo – Bi Paulista, Bi Brasileiro, Rio-SP, dentre outros. Em 1995 foi para a Inter de Milão, onde rapidamente adaptou-se ao estilo europeu. De lá foi para o Real Madrid, onde ficou por 11 anos e ganhou tudo, inclusive status de um dos maiores laterais esquerdos de todos os tempos. Para mim é sim, o melhor que eu assisti jogar, disparado.

Em 1997 ele ficou em 2º no prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa. Foi finalista de outras 5 premiações nos anos seguintes.

Em 2007 foi para o Fenerbahçe da Turquia e agora chega ao Corinthians.

RC foi ainda convocado para três Copas do Mundo e foi campeão em 2002. Ficou marcado pela falha de marcação no gol de Henry que eliminou o Brasil em 2006.


Onde quero chegar com essas comparações todas? Oras, Giovanni foi um belíssimo jogador, mas nunca esteve no mesmo patamar de Roberto Carlos. Sua carreira segue curva descendente desde que saiu do Barcelona e sua passagem no Mogi Mirim não foi nada empolgante.

Roberto Carlos foi titular sempre por onde passou e ganhou tudo. Evidentemente não é mais o mesmo, mas dá motivos sim para que o torcedor corintiano possa se entusiasmar mais do que o santista.

O que não quer dizer que Giovanni não mereça ser festejado como um dos grandes jogadores da história do Santos. Pela sua história com o clube ele merece, e muito.

E até pelo que aconteceu com Petkovic no Flamengo. Pode-se acreditar em sucesso sim, por que não? E eu torço por isso.

Despeço-me da nobreza ao som de Skinny Puppy – Assimilate

Cheers,

LIXEIRA CELESTIAL

Do site “Mulher e Futebol”

LIXEIRA CELESTIAL

Com o mesmo sofisma de sempre, tentarei induzi-los sutilmente pelos caminhos tortuosos de meus pensamentos malignos e, cabe aqui um aviso, os argumentos podem partir do falso ao inconclusivo, portanto, não merece que ninguém se sinta ofendido.

Um dia, num jogo decisivo, vi pela TV um Padre na torcida. Deveria ser proibido, acho covardia. Ele fala diretamente com a Chefia, tem moral e tem o poder de perdoar pecados como xingamentos à mãe do próximo, no caso, o árbitro. Chega a ser um doping de torcida, um chunchu. Não é justo que um time conte com uma reza oficial, profissional e exclusiva, enquanto os outros padecem com mandingas amadoras e mixurucas, como colocar a mesma cueca da sorte a cada nova decisão do brasileirão e ainda, carregando nas costas, toneladas de pecados imperdoáveis.


Me intriga pensar quais seriam as ofensas proferidas por um Padre, quando o goleiro do seu time toma um frango. Será que ele parte pra ignorância e xinga sem piedade, coisas como: “panela queimada!”, “xícara sem asa!” e “bolacha sem recheio!”.


De qualquer modo, o time para o qual o Padre parecia torcer, perdeu e comeu o pão-que-o-diabo-amassou, com o perdão da citação. Será que nestes casos de futebol, um Sacerdote fica terminantemente proibido de usar seus poderes e seu cargo em vão (desculpe pelo "em vão", eu sei, futebol é sagrado)? Ou, será que a oração dependia de cada um dos 30 milhões de torcedores estar em dia com o carnê celestial? Sem dívida pecaminosa, confissões atualizadas, zerados pra xingar à vontade.


Outra coisa que perturba o meu sono é o time que ganha sem merecer. Quais os critérios divinos utilizados para todos serem atendidos com justiça? No fim das contas, Ele deve ser parcial ou imparcial? Como ser neutro sabendo do passado e do futuro de todos os envolvidos, dentro e fora de campo? Quanta gente ali, com aqueles pensamentos condenáveis, "jogando água fora da bacia" e mesmo assim, levando a melhor.


E se o time ganhar com gol “roubado”, um Dirigente Espiritual não deve intervir? Perdoar o juiz e deixar a coisa seguir em frente, não é prevaricação? Minha mediocridade e falta de conhecimento nos dois assuntos - religião e futebol, que teimam em se misturar dentro e fora de campo - impedem que eu compreenda questões tão complexas e contraditórias. Mas, uma coisa eu farei para ajudar, mandarei um tweet para o @Ocriador, sugerindo que as autoridades espirituais não tenham um time do coração, e de quebra, perguntarei sobre “La mano de Dios” do Maradona. Afinal foi Ele ou foi ele?


Já escrevi no texto "crendo, descrendo e torcendo" sobre as manobras mentais que o torcedor ateu-graças-a-deus precisa fazer para acreditar-não-acreditando, em qualquer mandinga na hora do jogo decisivo, o que nos leva a outras suposições: Primeiro, se o time tem torcedor ateu, já sai em desvantagem diante das decisões divinais; Segundo, é imperdoável que o elemento use da descrença-em-coisas-invisíveis em momentos intelectuais e da crença-em-coisas-invisíveis apenas quando lhe convém, como nos dois casos mais importantes de sua vida: em finais de campeonato ou no seu leito de morte.


Entre tantas dúvidas, não podemos deixar de mencionar a mais atual delas: que peso teria uma cueca da sorte, usada em toda final de campeonato (muito importante: sem lavar), comparada a uma oração coletiva que acorda toda a vizinhança (como está na última moda entre os jogadores)? Devo ressaltar que, fazer doação de milhões para Igreja, sair pastoreando o rebanho e construir um templo, estão fora de questão, é covardia colocar puxa-saco - que adora tomar toda atenção do Onipresente apenas para si próprio - no mesmo patamar de pobres mortais que contam apenas com a cueca encardida para ajudar causas nobres.


E os jogadores - aqueles que não nadam em dinheiro - se ganharam ou perderam o jogo não vem ao caso, mas em que ponto erraram para não obter o lucro exorbitante? Transaram antes do casamento?


Para onde vão - no mesmo pé de igualdade, para não discriminar nenhuma forma de expressão da fé - as preces, orações, os “trabalhos”, simpatias, rezas, pedidos, promessas e mandingas, quando não encontram um lugar, quando não são ouvidas e atendidas? Ficam num grande arquivo celestial reciclável, ou são como spam, aqueles e-mails que ninguém quer receber, e vão direto para a lixeira celestial?


Quanto ao domingo, é bom que o torcedor brasileiro se apresse em fundar uma nova religião, já que na Argentina, desde 1998 existe a Igreja Maradoniana, tipo de coisa que só torcedores de futebol, ateus ou não, são capazes de criar e acreditar.




http://www.mulherefutebol.com/blog_it.php?id=88

6 de jan. de 2010

Chazinho de Coca - O que esperar do Palmeiras em 2010?

Dos grandes clubes de São Paulo, o Palmeiras é aquele que menos fez pompa com suas contratações.

Todos começam a especular acerca da montagem do time. Vamos então falar do TIME do Palmeiras, ainda sem colocar as contratações.

Marcos; Figueroa, Mauricio Ramos, Danilo e Armero; Pierre, Edmilson, Cleiton Xavier e Diego Souza; Obina e V. Love.

Com algumas alterações no decorrer do BR09, esse foi o time base liderou o último brasileirão por mais tempo do que qualquer outro time (19 rodadas). Lesionados jogadores chaves, as peças de reposição não seguraram o nível e o time caiu. Um problema de elenco, não de time. Time por time eu não vejo o Palmeiras abaixo de nenhum dos ditos favoritos no ano, muito pelo contrário.

Com as contratações do promissor zagueiro Leo, do bom Marcio Araujo e do volante Edinho (95% concretizada), as eventuais trocas das mesmas peças nos campeonatos vindouros serão mais qualificadas. Além de darem a Muricy um leque maior de variações.

Qualificar elenco e não o time, acho que está aí a chave para evitar futuros naufrágios. Mas se é para melhorar o já bom time alviverde, que então venham jogadores que já peguem a camisa e saiam jogando. Rafael Sóbis quer voltar ao Brasil e ontem o seu representante disse que a prioridade dele no país é o Palmeiras. Sóbis é fã e grato a Muricy Ramalho, que o revelou no Inter.

O meia Macnelly Torres do Colo-Colo também pode vir. Douglas, ex Corinthians também foi oferecido ao clube e agrada Muriçoca – Esses não chegam exatamente para pegar a camisa e jogar, já que o time conta com Xavier e Diego.

Além dos eternos sonhos Kleber e Valdívia. Kleber não esconde que quer vir, mas aí o jogo é duríssimo com o Cruzeiro, que não quer liberá-lo por empréstimo. Valdívia só vem se o Palmeiras bancar os 6,5 milhões de euros pedidos pelo clube árabe. Nem em sonho o Palmeiras tem essa grana, mas ainda tentará outras alternativas.

Se não é um time de sonhos (não temos nenhum no país), o bom time verde pode melhorar. Se o elenco é deficitário, as tratativas indicam que esse é um problema que deverá ser sanado.

Os cavaleiros do apocalipse que vislumbram um 2010 tenebroso pelos lados do Palestra Itália, deveriam olhar esses aspectos com um mínimo de imparcialidade.

Falou Belluzzo

Belluzzo comentou ontem alguns assuntos pertinentes.


Sobre o Palmeiras priorizar a Copa do Brasil, ele foi enfático ao afirmar que clube grande não tem direito de priorizar nada. Tem que entrar para ganhar tudo.

Concordo, até a página 2. A princípio sim, o clube deve pensar em vencer os campeonatos que disputa. Veja o Corinthians em 2008. Fez um excelente 1º semestre, venceu a Copa do Brasil e garantiu vaga na Liberta. Daí em diante a impressão que se deu é que o Corinthians entrou de férias. Fez um péssimo BR09, muito aquém de suas possibilidades. Como se já tivesse feito aquilo que dele se espera.

Mas imaginando-se que o Palmeiras obtenha êxito em todas as caminhadas. Uma hora elas irão se cruzar. Daí sem chance. Paulistão ou Copa do Brasil? Não vou nem responder. Mas pense você, caro leitor, na hipótese do Palmeiras não vencer a próxima Copa do Brasil. Depois de toda decepção na última temporada. Da perda do titulo ganho e da vaga da Libertadores. O Paulistão de nada irá servir. Ele valerá sim, e muito, caso o time vença também a Copa do Brasil.

Belluzzo falou também sobre V.Love.

Aqui ele tratou de amenizar a situação. No que acho que ele está certíssimo. Se Love for mesmo ficar, será ele o comandante de ataque e, pensando no bem do clube, é de extrema importância que ele esteja se sentindo bem para que possa produzir e então, caso ele não produza, que possa sim ser cobrado.

Mas também não descartou uma possível saída de Love. No caso do Flamengo insistir em tê-lo, deverá colocar a mão no bolso ou aceitar aquilo que o Palmeiras julga justo. Aqui não importa Love, não importa Flamengo, mas sim os interesses do clube que o contratou.

Sobre a questão da segurança de Love, Belluzzo disse que conversou com o governador Serra, palmeirense declarado, que garantiu a Love a segurança que ele pede.

Opa, se for assim também vou pedir a Belluzzo que leve um lero com o governador e me garanta uma segurança extra. Os tempos de violência atingem a todos nós, não é mesmo?

Sobre isso eu já disse aqui mesmo. Segurança o clube deve dar aos seus funcionários dentro de suas dependências e onde quer que ele o esteja representando. Fora disso, a responsabilidade passa ser dos órgãos de segurança pública. Como é comigo, com você, com todo mundo que paga impostos. Ou então o próprio Love, que ganha bem pra isso, que arque com o custeio.

Por enquanto é isso, caríssimos ferozes. Vou me despedindo da realeza, não sem antes lhes recomendar o som que embalou a feitura desse post.

Alice in ChainsCheck My Brain – dos discaço de 2009: Black Gives Way To Blue

Cheers,

5 de jan. de 2010

Chazinho de Coca - Um Centenário diferente.

Completar 100 anos de existência deve ser motivo de orgulho para qualquer grande instituição. Para os clubes de futebol então, esse orgulho é compartilhado com seus milhares ou milhões de torcedores.

Muito se planeja em cima dessa data. Eventos, festejos, grandes contratações, títulos. Entretanto o que tem sido visto nos centenários dos clubes que já atingiram a marca não é nada animador para quem está prestes a entrar nos anos dos 3 dígitos.

Em 1995 o Flamengo foi o 1º dos grandes a “comemorar” a data. Em um momento onde Kleber Leite gastou tubos de dinheiro, montou-se aquele que era pra ter sido o “ataque dos sonhos”, com Sávio, Edmundo e Romário. Luxemburgo, o mais badalado técnico da época, chegou para comandá-los. Logo Luxa e Romário brigaram e racharam o elenco. O Campeonato Carioca se foi com o gol antológico “barrigusitico” de Renato Gaúcho. Na Copa do Brasil, fracasso. Na Supercopa, naufrágio. E no Brasileirão, uma lástima.

Em 2002 foi a vez do Fluminense chegar a marca dos 100 anos. O Flu vinha de temporadas tenebrosas, onde passeou por quase todas as divisões possíveis do futebol brazuca – segundona, terceirona – logo o contentamento da torcida seria sanado com uma campanha decente na elite.

Naquele ano o Tricolor venceu o esvaziado Campeonato Carioca, na edição que ficou mais conhecida como “Caixão”, devido as patacoadas de Eduardo “Caixa D´agua” Viana , presidente da Federação Carioca.

De semelhante ao centenário do rival Flamengo, além da temporada sem sal, o Flu teve Romário no comando de ataque - Como se vê, ter o baixinho no ano do centenário era pra lá de feroz - No BR02 o Fluminense até que caminhou bem, terminando na 4ª colocação.

Em 2003 o Grêmio pensou em pintar o Brasil em azul, preto e branco. Mas o que se viu foi o Internacional voltar a ganhar o estadual, fato que não ocorria desde 97. Tite caiu após eliminação na Libertadores e Adilson Baptista teve de salvar o time do rebaixamento no BR daquele ano.

O Botafogo chegou aos 100 em 2004, após amargar a 2ª divisão no ano anterior. O retorno deu ao clube esperanças de uma boa jornada. Mas o time nem as semifinais do estadual chegou. No BR04 o Fogão ficou as 12 primeiras rodadas sem vencer um único jogo e a dança dos técnicos veio em ritmo avassalador. Escapou de novo rebaixamento só na última rodada.

O Atlético Mineiro apagou suas 100 velhinhas em 2008. O ano foi uma lástima. No estadual foi humilhado pelo maior rival por 5X0 na final e ainda sofreu com 2 eliminações frente ao Botafogo no decorrer da temporada – Copa do Brasil e Sulamericana.

Em 2009 o Internacional e o Coritiba foram os grandes que tentaram comemorar algo nos 100 anos. O final do Coritiba está fresco na memória de todos. O rebaixamento do clube na última rodada, jogando em casa, provocou uma onda de violência que destruiu o estádio Couto Pereira, além de deixar inúmeros feridos, em um dos momentos mais tristes , não apenas na história do glorioso Coxa, Campeão Brasileiro de 85, mas também do futebol pentacampeão mundial.

O Internacional foi razoavelmente bem. Venceu o estadual ao massacrar o Caxias por 8X0. Mas foi derrotado na final da Copa do Brasil pelo Corinthians. No BR09 surgiu como favorito, mas em certo momento foi dado por muitos (onde me incluo) como carta fora do baralho. Mas em uma boa recuperação, comandada pelo interino Mario Sergio, conseguiu brigar pelo título até o fim e ficou com o vice.

Agora em 2010 a cidade de São Paulo se prepara para os festejos de seu 1º clube centenário – O Sport Club Corinthians Paulista.

Eu poderia, embasado pelos centenários citados acima, criar um cenário de terror para os corintianos.

Mas ao contrário de todos os outros que gastaram montanhas de dinheiro com estrelas e não tiveram um mínimo de zelo para estruturar suas equipes, eu vejo esse centenário alvinegro sendo desenvolvido, detalhe por detalhe, por uma diretoria que já se mostrou competente ao resgatar do limbo o time em 2007, além de ter promovido o maior de todos os retornos a elite de um grande que caiu, com as conquistas do Estadual e da Copa do Brasil.

Não só isso, mas o Timão vem desenvolvendo campanhas de marketing de invejar qualquer grande adversário. As contratações de Ronaldo e agora Roberto Carlos, não apenas fortalecem o elenco, como geram receitas inestimáveis. A comissão técnica é de 1ª e o time está sendo montado na ponta dos dedos.

Apesar de todo o auê que essas contratações geram, além do que o próprio Corinthians já causa na mídia e no futebol como um todo, não se vê dirigentes, jogadores e comissão técnica com deslumbramento. Estamos vendo sim, um conjunto de pessoas em busca de um grande, mas não único objetivo – a conquista da Libertadores.

Quando Andres Sanches diz que o Corinthians não deve se planejar para estar somente NESSA Libertadores e vencer de qualquer maneira ESSA Libertadores, mas sim em criar um ciclo de seguidas participações nessa competição, fazendo com que inevitavelmente, em uma delas, o tão sonhado título seja conquistado, ele mostra para qualquer bom entendedor que o clube esta olhando também os aniversários de 101 anos, 102, 110 e assim por diante. Não vivendo o centenário como se fosse o último ano de sua existência.

Malandro velho no futebol, Andres deve ter aprendido com os erros dos adversários, como não se comemorar 100 anos.


Essa “centenária” coluna foi escrita no embalo do petardo do Phoenix, com a faixa Lasso.

Cheers.