2 de ago. de 2010

Chazinho de Coca - Palmeiras marca quatro gols, mas o clássico termina empatado em 1X1.



Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Eduardo Vianna (p/ o Lancenet!)

O Palmeiras marcou quatro vezes, o Corinthians uma. Dos quatros gols verdes, três estavam em posição de impedimento e foram corretamente anulados pela arbitragem. O único gol do Corinthians aconteceu também em impedimento, entretanto a arbitragem errou ao validar o tento.

Houve erros para um lado e para outro – pênalti em Kleber e pênalti de Armero, entre outros menores. Mas esses salientados logo acima foram determinantes para a igualdade no placar.

Vacilo só do juizão?

Não foi ele que, sozinho, conseguiu quase encher uma mão na contagem de impedimentos. Everthon foi o autor de dois dos três gols impedidos. Foi também o pior alviverde em campo.

Fosse ele pouca coisa mais esperto e teria notado a linha de impedimento, aguardado e guardado os dois gols legitimamente. Eram lances fáceis. E tivessem acontecido limpamente e hoje não haveria discussão sobre a merecida vitória do Palmeiras no derby. Os 3X1 seriam incontestáveis. Um pouco elástico, talvez. Mas se houve um time merecedor da vitória, esse time não foi o Corinthians.

Estréia de Adilson Batista no comando alvinegro. Primeiro clássico de Felipão em seu retorno ao alviverde. Ingredientes não faltaram para que o jogo fosse grande, como sempre deve ser. E tivemos sim um bom jogo.

Nitidamente um jogo dividido em quatro partes. A 1º de domínio alvinegro. As outras três com superioridade do Palmeiras. Não por acaso o gol do Timão saiu na parte que lhe coube de domínio no jogo. Os gols do Verdão – os invalidados e o validado - saíram no restante do jogo ou nas partes onde o time verde esteve superior.

Jorge Henrique, Alessandro e Bruno Cesar deram o ritmo ao Corinthians. Curiosamente, ou não, o Timão foi melhor enquanto Bruno Cesar esteve ligado no jogo, tanto que o gol saiu de jogada dele. Seu futebol desapareceu na medida em que Kleber Gladiador chamava a responsabilidade do jogo verde. Ele, sozinho, bagunçou todo o sistema defensivo do Corinthians, amarelou a dupla de zagueiros e abriu buracos na retaguarda corintiana e que não foram aproveitados, sobretudo por Everthon, que perdeu uma meia dúzia de gols.

Mas o jogo ficou mesmo favorável ao Verdão quando Felipão mexeu taticamente no time. Marcio Araujo, o melhor do jogo, saiu da direita e postou-se como 2º volante, quase como armador, encostando mais em Armero e tornando o lado esquerdo do Palmeiras forte. O time passou a variar as jogadas pelas duas pontas e pelo meio.

Depois ambos os treinadores fizeram alterações discutíveis.

Adilson sacou Bruno Cesar, que mesmo desligado, ainda era a grande esperança do Corinthians em sair do esquema armado por Felipão. Defederico entrou em seu lugar e nada produziu.

Scolari por sua vez sacou Lincoln, outro bom nome do jogo e mandou Tinga a campo. Tinga entrou bem, mas o time perdeu a ligação rápida entre meio campo e ataque. Everthon que vinha muito mal, estranhamente continuou em campo – e ausente do jogo.

A minha leitura do jogo é essa. O empate não foi uma monstruosidade de injustiça, longe disso. Mas se houvesse um vencedor esse teria de ser o Palmeiras.

Despeço-me da nobre ferocidade que nos acompanha, deixando todos na companhia mais do que sensacional dos Rolling Stones, com o petardo Street Fighting Man:


Cheers,

Sampa Noise - Finalmente.



Finalmente o São Paulo saiu do jejum de vitórias no campeonato Brasileiro. Desde a volta do break da Copa do Mundo, o Tricolor não tinha encontrado seu futebol.


Tá certo que o primeiro tempo do jogo contra o Ceará foi horrível e forçou a torcida a gritar "Raça" e hostilizar Ricardo Gomes, o único a ser excluído dessa manifestação pacífica foi Rogério Ceni.


O São Paulo ontem, com Fernandinho pela esquerda e Ricardo Oliveira centralizado, deu bastante trabalho ao goleiro do Ceará. Com essa forma de jogar, o São Paulo trocou seu habitual 3,5,2 para o 4,4,2; com o Xandão como falso lateral e Jean como volante, o que deixou o time penso para o lado esquerdo onde saía a maioria das jogadas. O 1º tempo dava a impressão que o jogo seria 0 a 0 mas...


Hernanes no intervalo em entrevista disse: “O gol vai sair e vamos ganhar.”.


E realmente foi o que aconteceu. O São Paulo precisou de 2 minutos para liquidar a fatura contra o Ceará por 2 a 1. O primeiro gol saiu da cabeça de Fernandão, o segundo marcou a volta de Ricardo Oliveira que é lançado cara a cara com gol e só toca na saída do goleiro.


Após acertar que o São Paulo iria ganhar, Pai Hernanes ainda disse: “O São Paulo procurou o gol todo o tempo, não tínhamos feito um jogo assim desde a volta da copa. Valeu pelo espírito.”.


O time mostrou brio no segundo tempo, lutou muito para chegar a vitória. É o que queremos ver na quinta-feira contra o Internacional e não poderá ser diferente, afinal o Tricolor precisa de uma vitória de 1 a 0 para levar a decisão da vaga na final para os pênaltis, ou como todos os são-paulinos esperam, ganhar com a diferença de 2 gols e sem levar nenhum para se classificar para mais uma decisão.


Com certeza o jogo que mais mexe com a cabeça dos torcedores e deixa os nervos a flor da pele.


Com essa vitória sobre o Ceará, o São Paulo pulou de 15º na classificação para 9º.


Agora vamos torcer e rezar muito para que o São Paulo passe para a final da Libertadores.


Dica musical do dia: Witchcraft - Pendulum (Rob Swire's Drumstep Mix)


29 de jul. de 2010

Café com Leite: Polvo Profeta

Texto: Beto Almeida 
Foto: Reuters

Perguntei pro polvo Paul:
- Pode previsão?
- Pode. Porém, pergunta pertinente.
- Pra próxima partida, Poderoso prevalece?
- Pode postar: Palmeiras perde.
- Placar?
- Parco.
- Por quê?
- Porque porco pipoca. Pá!

Menino da vila: Uma mão na taça, mas poderia ser as duas.


Texto:
Gregório Possa
Foto: Globoesporte.com

A primeira partida da final da Copa Brasil deixou bem claro a superioridade técnica do Santos. Com um volume de jogo avassalador, os meninos da vila executaram uma verdadeira ''blitz'' pra cima do Vitória que praticamente não saiu do seu campo de defesa. Analisando os melhores momentos pode-se contar 8 ou 9 chances claras de gol, além de um penâlti batido com total displicência pelo garoto Neymar, que pode custar caro ao time.

A equipe baiana entrou em campo com uma postura bem clara, se defender e sair no contra ataque, porém não executou com efiência nem um, nem outro. O Santos pressionava e envolvia a marcação adversária e não permitia a saída rápida do Vitória. Precisando reagir a equipe visitante sofria com a defiência técnica de seus jogadores e não conseguia trocar dois ou três passes seguidos. A bela atuação dos volantes do Santos (Wesley e Arouca) aliada com a raça e disposição do lateral Pará dificultaram e muito a vida dos rubro-negros.

Sem o brilho de Ganso e Robinho, o garoto Neymar chamou a responsabilidade no primeiro tempo e comandou o ataque santista, a maioria das chances passava pelos pés dele, o menino abusado partia pra cima, driblava, cavava faltas frontais, tanto que em uma delas, Paulo Henrique bateu com rara precisão e carimbou a trave do goleiro Lee. Aos 14 minutos, o gol saiu no peito e no talento de Neymar - o nome do primeiro tempo - após receber cruzamento de Pará, o atacante santista completou para o gol com extrema categoria, só empurrando de peito.

As únicas possibilidades de gol do Vitória eram nas bolas paradas, porém os cobradores não foram eficientes e facilitaram a vida da defesa santista. Nem a diminuída de ritmo do Santos aliviou a pressão sobre a defesa baiana. No final do primeiro tempo, outra chance clara, André recebeu passe de Neymar e perdeu um gol feito, cara a cara com o goleiro.

A segunda etapa só invertou os lados do campo, já que a pressão santista continuava intensa e o quadro do primeiro tempo não foi alterado, o Vitória com 10 atrás e o Santos perdendo gols incríveis. Aos 27 minutos, a chance crucial. Neymar sambou pra cima do zagueiro Wallace e sofreu penâlti, ele mesmo cobrou de forma bisonha e recuou para o goleiro Lee, tentando cobrar a lá El Loco Abreu, o camisa 11 santista ficou só na tentativa.

As mexidas de Dorival Jr. assustaram a torcida que logo esboçou algumas vaias, mas parece que esse ano - haja o que houver - o mar está realmente pra peixe. Mesmo sacando o maestro santista, a substituição deu certo, Marquinhos que entrou no lugar de Ganso, não só fez um golaço de falta, mas também salvou a pele de Neymar que deve ter se sentido aliviado após o gol do companheiro. Quando o jogo parecia encaminhado e o 2x0 confirmado, o Santos ainda criou outra chance nos pés de Zé Eduardo que chutou duas vezes pro gol, parando no goleiro Lee e na defesa do Vitória.

O resultado teoricamente é bom, porém as chances perdidas, incluindo um penâlti, deixam um gostinho amargo na boca dos santistas. A final está aberta, o Vitória conta com 100% de aproveitamento em casa e o Santos com o fato de ter marcado gols em todas a partidas e possuir o melhor ataque da competição. A vaga na Libertadores está mais próxima de Santos, na teoria, porque na prática tudo será decidido em território baiano.

27 de jul. de 2010

Chazinho de Coca - O Valdivia voltou. Que os bons fiquem. Que os bons voltem.


“Parem as máquinas!”

Já diria o famoso apresentador e comentarista esportivo. O motivo é nobre, o motivo é válido, inclusive para o detentor da frase citada.

O Mago Valdívia voltou para o Palmeiras.

Aqui no Ferozes FC eu tento emitir minhas opiniões sempre no limite entre a isenção e a paixão. Uma questão não atrapalha a outra, mas caminham juntas.

Desde a lamentável saída do chileno em 2008 - muito em razão do antigo treinador, o mesmo que depois foi mandado embora do clube e que recentemente tentou melar a negociação entre Palmeiras e Valdivia – grande parte da imprensa especializada e os teóricos de mesa de boteco refutam e criticam a forma com que o camisa 10 foi vendido em 2008. “O valor não era grandes coisas”, “Perder um jogador como esse para um mercado tão irrisório?”.

Ou seja, perder Valdívia foi um péssimo negócio para o Palmeiras, concluíram os fantásticos detentores da razão no esporte. Então porque raios trazê-lo de volta agora passa a ser discutível?

A simples ânsia pela polêmica é o que motiva tão antagônicas análises sobre o mesmo assunto? Ou é o caso de ele ter escolhido o clube “errado”?

Ahhh, como não!

Não é mania de perseguição. Eu percebo essa diferença de boa vontade de parte da imprensa em relação a determinados clubes há tempos, mas nem por isso me apego a isso para usar o FFC como um canal de desabafo. Isso eu faço na mesa do bar.
Mas dessa vez a coisa ganhou alguns contornos bastante contraditórios. A verdade é que Valdívia é um baita de um jogador. Joga em qualquer time brasileiro. EM QUALQUER UM! Só que ele veio para o Palmeiras.

Então é justo que o amigo torcedor alviverde comemore sim. É a sua manifestação colocando os termos “Mago Valdivia” e Valdivia Voltou” entre os 10 assuntos mais comentados no mundo pelo twitter, é derrubando o site do Palmeiras com o tremendo número de acessos e aguardando a volta do bom futebol do chileno, que a “isenta” análise desses “cientistas da bola” virarão palavras ao vento.

“Quase 6 milhões de Euros por um jogador de 26 anos?”

E daí? Ainda bem que estão trazendo e não vendendo. Depois os mesmos vêm querer reclamar que os bons estão lá fora? Daí não vale mais, negão.

Time de futebol não é banco. Time de futebol precisa conquistar vitórias e títulos. Esses sim, acontecendo, irão render os lucros necessários para que o clube, seja ele qual for, possa montar bons elencos.

“O Valdívia não tem mercado no Manchester, no Barcelona, na Inter”.

Mas tem mercado no Palmeiras, tem mercado no Brasil. Tem mercado onde quer que seja necessário um meia de habilidade e precisão. Essa mania de achar que o que é bom tem de estar na Inglaterra, na Italia ou na Espanha é uma conversinha tacanha e retrograda.

Que os bons fiquem. Que os bons voltem.

Valdívia:



Cheers,

26 de jul. de 2010

Menino da Vila: Santos prevalece na primeira convocação de Mano Menezes.












Texto: Gregório Possa
Foto: Globoesporte.com


De forma muito serena e educada como sempre, o técnico Mano Menezes anunciou os 24 convocados para o amistoso contra os Estados Unidos, dia 10 de agosto. A expectativa sobre a convocação dos meninos da vila era muito grande e foi confirmada com o anúncio de quatro jogadores do alvinegro praiano, três dentro do proagnóstico (Neymar, Ganso, Robinho) e o quarto uma completa surpresa, André.

Muitos estreantes compõem a lista, atitude sábia do nosso novo comandante, que pretende testar os jovens talentos brasileiros visando a Copa de 2014. Esse tipo de renovação é muito válida e mostra que a seleção deve respirar novos ares se quizer voltar a ser, de fato, aquela temida e respeitada seleção pentacampeã do mundo. Não que o Brasil tenha perdido esse posto, mas os últimos resultados abalaram a confiança e encheram de força os adversários que não veem mais os brasileiros como a seleção a ser batida.

Esperamos que esse novo ciclo seja de total sucesso, títulos e muitas alegrias para o povo brasileiro, que vê reascender a esperança com tantas boas promessas vestindo a camisa mais pesada e gloriosa do mundo. Ao alvinegros da lista, toda sorte do mundo ! mostrem toda a irreverência e talento tipicamente brasileiro e sejam não só os meninos da vila, mas os meninos do Brasil e dessa nova seleção que tem tudo pra ser vitoriosa.

Como diz Fernando Vanucci: '' A Copa é logo ali'', portanto, cabe a nós torcer pra que o novo projeto dê certo e que possamos mostrar ao mundo que não somos apenas o país do futebol, mas também o país da Copa do Mundo.

Café com Leite: Valeu, Mano!

Texto: Beto Almeida 
Foto: Joel Silva/Folhapress

É isso aí, o técnico Mano Menezes saiu do Corinthians para virar funcionário da Globo, ops, técnico da seleção brasileira. Tudo bem, cada um com suas escolhas, é normal cometer erros na vida.
Quem se deu bem nessa história foi Adilson Batista, ex-técnico do Cruzeiro, que passa a comandar a equipe alvinegra nesta terça-feira. Ele tem uma ação trabalhista contra o Timão da ordem de R$500 mil, legal saber que o Todo-Poderoso não leva isso em conta na hora de contratar seus profissionais, exemplo que deveria ser seguido por toda empresa neste país tropical e abençoado por Deus.
Taí: acho que o escrete corinthiano só tem a ganhar com o novo técnico. Gosto do estilo dele de querer jogar pra frente e mantendo a posse de bola. O Mano é bom técnico, ganhou a Copa do Brasil, Paulista, etc. e tal, mas bastava o time marcar um gol pra botar a equipe na retranca.
É Mano, teu ciclo no Timão acabou, obrigado.
E teu jogo de despedida foi ontem contra os campineiros do Guarani. Nada mais justo que encerrar tua história no Timão com uma vitória e o retorno à liderança do Campeonato Brasileiro, tchê.
Pois é galera, o Fluzinho do quase-técnico da seleção Muricy Ramalho pisou na bola e empatou com o Botafogo no Engenhão. Caiu pro segundo lugar. Merecido. Retomamos o que era nosso por direito e destino e as armas de Jorge.
Mas vamos falar do jogo com o Guarani, né? O Todo-Poderoso começou arrasador, logo no primeiro minuto abriu o marcador com um gol de Jorge Henrique. Alegria no Pacaembu que contava com trinta mil fiéis, entre eles minha amiga Karen Bachega, cuja presença deixou o espetáculo mais bonito.
O domínio do Corinthians foi tão avassalador nos primeiros vinte minutos que poderíamos ter matado a partida no primeiro tempo mesmo. Mas, não... O Timão sempre tem que deixar o adversário empatar o jogo, sabe, pra dar aquela emoção.
E o empate veio no segundo tempo com gol de Mazola aos dezoito minutos.
Pronto, assim que o Bugre conseguiu o empate o Corinthians acordou novamente. Daí que Dentinho foi expulso num lance onde cabia o cartão amarelo, o juizão pra compensar a besteira expulsou um do Guarani também. A regra é clara nesses casos.
Empurrado pela torcida, o time corinthiano chegou ao segundo gol numa cobrança de falta de Bruno César – o garoto joga muito e merece um lugar na nova seleção brasileira. Viu, Mano?
Só pra deixar tudo mais tranqüilo pro nosso lado, o sósia do Tevez fez mais um de cabeça, num cruzamento do Rei, Roberto Carlos. 3 x 1, pra fechar a conta e passar a régua, como dizem na padaria onde tomo meu café matinal e tardal.
Aí foi aquela festa, o Mano fazendo a volta olímpica com os jogadores e sendo ovacionado pela torcida. Valeu, Mano. Você mandou bem.

Chazinho de Coca - O palmeirense começa a conjugar o verbo "planejar".


Texto: João Paulo Tozo
Foto: Jarbas de Oliveira (p/ o Lancenet!)


Quando Felipão diz que não se pode esperar que esse time do Palmeiras brigue pelo título do BR10, ele só fala a verdade.

O time ainda é bastante desequilibrado em seus setores. A ocupação de espaço é deficiente. Não a toa essa é uma das principais preocupações de Scolari nesse seu início de trabalho – organizar melhor as peças e com isso povoar de verde todos os espaços do campo.

O que não quer dizer que o time não vem melhorando. Taticamente já é bem visível a ação do trabalho do treinador. Individualmente o ataque ganhou muita força com Kleber, mas Ewerthon ainda está devendo, além do que nenhum dos dois é goleador. As jogadas acontecem, mas em sempre resultam em gols.

Ontem essa deficiência saltou aos olhos na partida contra o Ceará. Jogo complicado, mas no qual o Verdão foi melhor em quase todo o cotejo – sobretudo na 2ª etapa.

No começo o time verde aceitou a proposta ofensiva dos donos da casa. Lincoln preso não conseguia acionar o ataque. Por outro lado a zaga esteve bem, ainda que o goleiro Deola não transmita a segurança necessária. Marcos ainda não tem um substituto a sua altura – se é que haverá um algum um dia.

Com quase metade do time suspenso, Felipão deu maior liberdade a Vitor e Armero para apoiarem o ataque. Leo fez boa cobertura no lado esquerdo, por onde o Ceara mais atacou.
Até os 30 minutos o jogo foi mais cearense. Até que Kleber perdeu grande chance e acendeu o time.

Tinga saiu mais para o jogo e deu a Lincoln a companhia que faltava na armação. O meia, aliás, tornou-se a melhor opção do time.

Na 2ª etapa o Palmeiras imprimiu velocidade, agora também com Patrick apoiando mais e Vitor sendo quase um meia pela direita. O jogo ficou bom. Aos 7 minutos Kleber meteu bola no travessão.

Estevam Soares mandou Wellington Paulista para o lugar de Erik Flores, na tentativa de dar mais rapidez a saída de jogo. O Palmeiras marcava a saída de bola cearense e ganhava quase todas as bolas pelo meio.

Mas a mexida de Estevam só foi surtir algum efeito a partir da tola expulsão de Leo, que até vinha bem, mas levou um drible fácil e apelou.

Deola então teve de mostrar serviço. Ainda que estabanado, promoveu defesas importantes e conseguiu segurar o 0 no placar.

Felipão ainda aguada por Valdívia. Mas há de se salientar que o ótimo meia não irá salvar sozinho essa lavoura. O time precisa de ao menos um zagueiro de bom nível para fazer dupla com Danilo, quando esse voltar de suspensão. Felipão quer também um meia de pé esquerdo, mas sinceramente não há grandes opções no mercado. O último que passou pelo Palmeiras foi Alex Cabeça. Terá de ser ele novamente? Para esse ano a chance é zero.

E além de organizadores de jogo, o time necessita urgentemente de um fazedor de gols. Ele não é o Kleber e muito menos o Ewerthon. Mas se o meia tá difícil, o que dizer de um centroavante de bom nível?

Já são 10 pontos separando o Palmeiras do 1º colocado – 4 rodadas. A preocupação de momento é muito mais em se afastar do pelotão de trás do que pensar em título. Título que pode vir a ser o da Sulamericana, agora sim uma competição de grande importância, que leva a Libertadores.

Felipão sabe disso. Em seu discurso realista está também inserido um planejamento que traz a memória do torcedor o ano de 1998, quando o time já com vaga garantida na Liberta que depois conquistou, fez um forte trabalho na Sulamericana da época, a Copa Mercosul, conquistando o título e dando ao elenco a tarimba em competições internacionais.

Fosse qualquer outro o treinador e a palavra “crise” voltaria ao cotidiano do time. Mas com Felipão a paciência existe. O verbo “planejar” ganha a conjugação que há tempos o palmeirense esqueceu como se faz.

Despeço-me da rapaziada feroz que nos acompanha ao som do petardo do Ride – Drive Blind:


Cheers,

25 de jul. de 2010

Menino da vila: Mistão do Santos leva a melhor sobre o do São Paulo

Texto: Gregório Possa
Fotos: Globoesporte.com


Pouco, mas muito pouco pode ser destacado do clássico desta tarde na Vila Belmiro. A sequência ruim, a falta de interesse no Brasileiro e os dois times poupando titulares foram fatores primordiais para um jogo truncado e sem emoção alguma para os torcedores, que esperavam a vitória pelo menos pra ganhar alguma moral e confiança para as decisivas partidas do meio de semana para ambas equipes.

Jogando em seus domínios, o Santos tomou a iniciativa da partida, mas sem assustar muito o goleiro Rogério Ceni que trabalhou apenas uma vez em todo o primeiro tempo, quando defendeu uma bela cobrança de falta, executada por Marquinhos. A equipe tricolor sentindo a falta de seus titulares, errava muitos passes e só chegou ao gol do Santos com chutes de fora da área, sabendo da insegurança do arqueiro alvinegro.

A partida encaminhava-se para um melancólico empate, mas parece que 2010 é mesmo do Santos, pelo menos em relação ao tricolor do Morumbi, já que das quatro partidas disputadas no ano, os alvinegros venceram todas (inclusive a de hoje). Após cobrança de falta de Marquinhos, Renato Silva, desviu para o próprio patrimônio e deu números finais ao jogo. As alterações das duas equipes pouco mudaram o andamento da partida e o jogo terminou da forma que começou, completamente morno.

Com a vitória, a equipe da baixada respira na tabela e sobe para a oitava posição com 15 pontos, já o São Paulo se aproxima da zona de rebaixamento e começa a correr riscos no campeonato. As duas equipes voltam suas atenções para as decisões de quarta-feira, o tricolor pega o Inter pela semifinal da Libertadores e o Santos encara o Vitória pelas finais da Copa do Brasil.

Apesar dos últimos resultados desfavoráveis, Santos e São Paulo devem brigar pelo título nacional, isso se não desmancharem suas equipes nessa janela de transferências, principalmente os alvinegros que contam com jovens talentosos e muito assédio dos clubes europeus.

Os dois times mais gloriosos do Brasil tentarão apagar a volta ruim pós Copa com o foco que tinham desde o primeiro semestre, se conseguirem esse objetivo, certamente o torcedor nem se lembrará dessa sequência ruim. O Santos mesmo vencendo, não convenceu e precisa melhorar muito se quizer conquistar o título inédito da Copa do Brasil.

Sorte aos meninos da vila !

22 de jul. de 2010

Café com Leite: Duracell


Texto: Beto Almeida 
Fotos: UOL

            Caramba, o Corinthians não perde a mania de dar uma força pros lanternas, parece pilha alcalina. A secadeira dos torcedores rivais foi monstro e o Atlético Goianiense levou de 3 a 1 o jogo contra o Todo-Poderoso.

            Também, a tragédia já estava anunciada: a semana inteira a imprensa esportiva falando da provável ida de Mano Menezes para a seleção brasileira. Pô, o cara tava com a cabeça inchada de tanto blá-blá-blá, como ia se concentrar em dirigir o time nesta partida?

            Fato é que o Mais Querido começou melhor a partida, tocando a bola e jogando bonito. O alvinegro perdeu inúmeras chances de abrir o marcador, mesmo porque o time goiano não é o último colocado à toa.

            Aí me vai o Chicão querer sair jogando como se fosse o Falcão... Claro que perdeu a bola, possibilitando um contra-ataque (ainda tem hífen?) pro Atlético-GO. Júlio César derruba Rodrigo Tiui na área, é pênalti.

            Chicão – guarde esse nome, vai aparecer novamente no texto.

            Robston bate e marca pro Atlético.

            Beleza, é tradição sofrer, o coração agüenta, vamuquevamu, pra cima dos caras que tá fácil. E tava mesmo, conseguimos o empate logo depois numa bela trama do ataque corinthiano. Bruno César faz cruzamento que Danilo escora de cabeça para Iarley fuzilar para o gol. É noise.

            Danilo – guarde esse nome, vai aparecer novamente no texto.

            Acaba o primeiro tempo. Volto daqui a 15 minutos.

            Um...

            Dois...

            Três...

            Quatro...

Cinco...

Seis...

Sete...

Oito...

Nove...

Dez...

Onze...

Doze...

Treze...

Quatorze...

Quinze.

Beleza, tamu de volta e os dois times voltam pro segundo tempo. Quer dizer, só os goianos voltaram, porque o Todo-Poderoso parece que ficou no vestiário. A gente voltou jogando como se fosse o Santos. Ou o São Paulo. Ou, blargh!, o Palmeiras.

Lembra do Danilo? É aqui que volto a falar dele. Tá certo, o cara veio do Japão, tudo bem, o lugar é do outro lado do mundo. Mas ele é o maior caso já registrado de jetlag da história. A figura simplesmente ainda não acordou.

Daí que vai me cruzar uma bola pro outro lado do campo, chuta no juiz. É claro que perde ela na volta, contra-ataque dos goianos de novo, pegando nossa defesa desarrumada, pimba!, 2 x 1 e a segunda maior torcida do Brasil (a anti-corinthiana) comemora ensandecida.

É aquilo, corinthiano sofre e tal...

Bola pra frente, vamos virar a bagaça. Aqui é Coríntia!, já dizia um general grego, nas batalhas e no cinema também. Ou era algo parecido com isso.

Daí que Iarley é derrubado na área do adversário. O juiz marca o pênalti. É noise.

Lembra do Chicão? É aqui que volto a falar dele. Não satisfeito em ter feito a cagada no primeiro gol do Atlético, me atrasa a bola pro goleiro quando cobra o pênalti. Valeu.

Mano... Vaipra seleção. Quem é que coloca Chicão pra bater pênalti quando tem Roberto Carlos no time?

A segunda maior torcida do Brasil comemorou, e comemorou novamente quando o Atlético Goianiense fez o terceiro gol, encerrando a partida e acabando com a nossa invencibilidade. Enquanto isso, a maior torcida do Brasil ia dormir com a cabeça um pouco mais quente, nem tanto, talvez só uma coceirinha. A gente ainda é líder da bagaça, seus secadores dugarai!

Agora o Timão pega o Guarani no domingo, ou no sábado, sei lá. Mas não me arrisco a fazer previsões. Dá zica.