9 de ago. de 2010

Intervalo Musical - Ferocidades nas pick ups ! - MENINAS DO ROQUE @Funhouse

No dia 11 de Agosto, Quarta-feira, acontecerá a 2ª Edição da festa MENINAS DO ROQUE
desta vez no sobradinho de chão quadriculado que eu adoro, a FUNHOUSE.


Proposta da festa: "as mulheres tomam conta da discotecagem"
Mulheres que sabem fazer barulho e são capazes de tocar o terror na pista com muito rock, sem perder a feminilidade.

Assim como na edição anterior, tive a honra de ser escalada para fazer parte deste time de mulheres que batem um bolão nas pick ups.

ESCALAÇÃO:
Denise Lopes (milo)
Karen Bachega (ferozes f.c.)
Andréia Rocha e Marina Lomaski (roquete)
Paula Micchi (dj club)
Amanda Tedesco (cb)

Entrada 10 pilas e lista 7$
Info Lista:
hotcoldnights@gmail.com
assunto : MENINAS DO ROQUE.

Serviço:
MENINAS DO ROQUE NA FUNHOUSE!
11/8 - quarta-feira
a partir das 22:00hrs
Entrada: 10$ - lista 7$
Aceitamos todos os Cartoes de Crédito e Débito:
Rua Bela cintra, 567
Info.
http://funhouse.com.br/
http://twitter.com/hotcoldnights

Intevalo Musical - The Suburbs @Arcade Fire

O recém-lançado "The Suburbs" é o 3º albúm da banda Arcade Fire, merecedor de infinitas audições, mas aviso que você pode se apaixonar logo na primeira.


Arcade Fire ficou famoso por suas magníficas apresentações ao vivo e pelo uso do grande número de instrumentos musicais. Além de guitarra, baixo e bateria, temos o prazer de ouvir em suas músicas, piano, violino, viola, xilofone, teclado, acordeão e harpa, tudo muito bem acompanhado por vozes em perfeita harmonia. E graças a banda, finalmente, o Canadá aparece na cena musical mundial.

2004 a banda lança o primeiro álbum, "Funeral", nome escolhido devido às diversas mortes de pessoas próximas aos integrantes banda, que ocorreram durante a gravação. Logo na 1ª turnê da banda, o gênio David Bowie percebeu o talento dos músicos e chamou a atenção das grandes gravadoras. Na seqüência Bono Vox, que é bastante esperto, convida a banda para abrir os shows do U2 no Canadá, e elege a música "Wake Up" como tema de abertura da turnê Vertigo. Isso é pouco comparada as inúmeras criticas positivas da imprensa, aliás, não me lembro de ler uma crítica negativa.

2007 vem "Neon Bible" o segundo álbum, gravado em uma igreja comprada pelos próprios integrantes, motivados pela acústica. Este disco estréia na 1ª posição das paradas de álbum do Canadá e em 2º lugar na Billboard Top 200.

No Brasil, apresentarem-se em outubro de 2005 no Rio de Janeiro (dia 22), em São Paulo (dia 23) e em Porto Alegre (dia 25) durante o Tim Festival. Na ocasião, Win cantou uma versão da "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso, que está no lado B do single "Cold Wind", lançado na Inglaterra


2010 é o ano do "The Suburbs", que veio ratificar a idéia que, Arcade Fire não brinca com música !
Um petardo que supera todos os trabalhos anteriores, algo que eu considerava quase impossível acontecer, mas acredito ter encontrado uma explicação para tal superação: ‘As faixas são inspiradas em cartas de amor do Liceu, mas mais do que isso, o disco relata a nostalgia e ansiedades da infância nos subúrbios’. Essa declaração explica toda a emoção que as músicas deste disco transmitiram para mim, e música é emoção, seja lá qual for, (assim como no futebol, que transmite emoção, seja lá qual for). Empty Room elegi minha música para dançar, Sprawl II a melhor música do disco e City With no Children a música que me leva para passear sem sair do lugar. A única coisa que me incomodou, é que o disco tem 16 músicas, achei um pouco longo.
A banda manteve todas as qualidades já citadas, porém algo que achava incrível agora veio com arranjos maduros e com ainda mais harmonia, que cercam composições autênticas, determinando originalidade e qualidade incontestável.
Mais uma vez, temos um disco com músicas para qualquer ocasião.

DJ, toca esta por gentileza.

Chazinho de Coca - Verdão não encontra o “pequeno detalhe” e mais uma vez fica só no empate.


Texto: João Paulo Tozo
Foto: G1


Lincoln foi um dos nomes do jogo contra o Corinthians no clássico da semana anterior. Coube a ele fazer a ligação entre meio e ataque.

Ontem Lincoln não esteve em campo contra o Goiás. O Palmeiras teve enormes dificuldades para fazer a bola chegar a Kleber e Everthon. Ainda que Márcio Araujo possa fazer essa função, não é sua principal virtude.

Tinga e Marcos Assunção poderiam fazê-la, mas estes começaram no banco. Então coube ao Verdão pressionar as saídas de bola do Goiás.

12 minutos da 1ª etapa, Kleber – sempre ele – roubou a bola próximo a área adversária. Everthon pegou o rebote e acertou um petardo de fora da área. Belo gol que coroava a superioridade palmeirense.

O Goiás, que não faz boa campanha, sentiu o gol e perdeu-se em campo. Chances para matar o jogo começaram a aparecer ao Palmeiras. Como contra o rival da semana anterior, como contra o Botafogo, enfim, como vê sendo de praxe. Como de praxe o time não foi eficiente no ataque. Como de praxe Everthon voltou a insistir em ficar impedido.

Ao final da 1ª etapa, vendo que Palmeiras não conseguia agredir como deveria, apesar de mandar em campo, o Goiás saiu de seu campo de defesa e passou a pressionar. Deola começou a aparecer e não por acaso acabou sendo o melhor do time.

Vitor ganhou destaque no cenário da bola por sua vocação ofensiva em sua faixa de campo. Foi por isso que ele foi contratado, mas não é isso que ele vem fazendo. Sua timidez tem prejudicado o jogo por aquele lado. Não foi a toa que contra o Corinthians o lado esquerdo esteve mais forte, sobretudo quando Marcio Araujo encostou em Armero.

Felipão pediu, insistiu, mas Vitor permitiu-se ficar preso e por isso foi sacado para dar lugar a Marcos Assunção, já aos 16 da 2ª etapa.

Oras, se é para ter um lado direito burocrático, que a burocracia aconteça com alguém que detenha melhor passe, coisa que faltou muito ao Verdão.

Neste momento do jogo o Goiás já era melhor em campo. Romerito e Felipe davam o tom forte ao agora rápido ataque rival.

Felipão tentou tirar seu ataque do impedimento e mandou Luan no lugar de Everthon. A estréia do rápido atacante não foi suficientemente boa para dar luz ao apagão ofensivo que se abateu no time.

Aparentemente o 1X0 era goleada para o Palmeiras e o recuo tornou-se irritantemente evidente. Mais ainda quando Kleber deu lugar a Tinga.

Tinga tinha mesmo que entrar e ajudar o time a sair daquela situação de antifutebol. Apesar de ter ganho notoriedade na Ponte atuando como 2º volante, Tinga é meia de ofício e poderia ter feito o papel do contundido Lincoln. Só que agora ele armaria jogo para quem? Luan, que fazia sua estréia e não havia entrado bem?

Ainda assim, apesar de todo o absurdo recuo palmeirense, o Goiás padecia de sua incapacidade técnica e tropeçava nas próprias chances. O empate só poderia mesmo sair em falha palmeirense. E ela veio, como um castigo dos deuses da bola ao time que pratica o antifutebol, quando não necessita fazê-lo. Vide a Holanda na final da Copa.

Cruzamento na área, falha de todo sistema defensivo, gol “contra” de Assunção.

Depois o time resolveu atacar. Mas restando 2 minutos? Teve todo e toda a condição para buscar o 2º gol. Não era na base do desespero que iria conseguir.

Felipão disse que ao longo da semana que só faltava um “pequeno detalhe” para o time vencer seus jogos.

O detalhe deve ser tão pequeno que o time não consegue encontrá-lo.

Baixas:

Kleber está fora das próximas 3 partidas do Verdão. As duas contra o Vitória pela Sulamericana, já que a Conmebol lhe aplicou dois jogos de suspensão, ainda pela expulsão na Libertadores quando atuava pelo Cruzeiro. E do jogo contra o Atlético PR, pelo 3º amarelo recebido ontem.

Lincoln e Marcos ainda se recuperam de suas lesões. Acho que para o jogo de quarta-feira pela Sulamericana nenhum dos dois atua.

Valdivia, que finalmente assinou contrato, deve ter condições de jogo só em 20 dias. Palavras de Felipão.

Logo é bom o time ter todo o zelo com essas duas partidas eliminatórias pela competição Sulamericana. Já que no BR10, pelo menos por enquanto, a disputa de título está bem distante.


Despeço-me dos nobres ferozes que nos visita com um petardo do Muse – Feeling Good:



Cheers,

6 de ago. de 2010

Sampa Noise - De cabeça erguida.



Acaba o sonho de mais 1 título da libertadores.

Ontem entraram em campo pelo último jogo da fase semi-final da Libertadores, São Paulo e Internacional.

O São Paulo entrou em campo precisando ganhar de 1 a 0 para levar o jogo para os pênaltis e logo que começou vimos que seria um jogo tenso e de muitos lances de arrepiar.

O São Paulo precisando da vitória entrou em campo valente, correndo por todos os lados do campo e sempre esbarrando na defesa do Internacional.

A solução era a bola alçada na área e foi por esse caminho que o São Paulo achou o 1º gol numa falta que Hernanes cobrou para dentro da área e o goleiro Renan bateu roupa e a bola sobrou para Alex Silva que só encostou na bola que caprichosamente bate na trave e entra. Falha do goleiro e mérito de Alex Silva por estar próximo ao lance.

O Inter veio pra cima. Os dois times jogaram abertos e dispostos a marcar gols. Acabou o 1º tempo com o placar de 1 a 0.

No intervalo ao descer para o vestiário, Rogério disse que queria muito mais uma final e que iriam chegar. Porém a história foi diferente. Logo no início do segundo tempo, uma falta próxima à área do São Paulo, D'Alessandro bateu na bola que foi desviada por Alecsandro e entrou no canto de Rogério. Agora com o jogo em 1 a 1, a classificação estava na mão do Inter.

De imediato a resposta Tricolor veio. Confusão na área, a bola foi chutada e voltou para dentro da área do Internacional, sobrando no pé de Ricardo Oliveira que em posição legal marcou o segundo do Tricolor. Mas mesmo assim ainda não era suficiente para o São Paulo se classificar.

Ricardo Gomes tirou Cleber Santana, que apesar de não me agradar em nada fez uma boa partida ontem, e colocou Marlos. O São Paulo começou a criar chances. Em seguida Ricardo Gomes tirou Dagoberto e colocou Fernandinho, tirou Rodrigo Souto e colocou Marcelinho Paraíba, o que não resolveu muito.

O time correu batalhou e buscou o resultado, mas a bola não entrou no gol do Internacional.

Apesar da grande vitória e um grande jogo de ambos os lados, o São Paulo se despede da Libertadores de cabeça erguida.

Ano que vem, como já é tradição no São Paulo, iremos participar novamente e dessa vez sem algumas peças descartáveis do elenco.

E o rumo que o time vai ter agora?

O que nos reserva ainda esse ano?

O Brasileiro está rolando, agora o time terá que entrar de cabeça no campeonato, correr atrás do título, e conseguir a vaga para a Libertadores do ano de 2011, onde a história pode vir a ser diferente.

Dica Musical do dia: Dj Die & Interface feat William Cartwright A - Bright Lights (Rollers Mix)

5 de ago. de 2010

Menino da vila: Água é pra peixe ! Santos Campeão da Copa do Brasil !



Texto por: Gregório Possa
Fotos: Globoesporte.com


A segunda batalha válida pelas finais da Copa do Brasil apresentou um cenário bem adverso ao Santos, que foi a campo para encarar, além dos 11 jogadores rubro negros, os quase 30 mil apaixonados que lotavam as arquibacandas. A forte chuva que castigou a capital baiana e encharcou o péssimo gramado do Barradão não foi suficiente para tirar o título das mãos dos alvinegros, afinal de contas, água é pra peixe !

O espetáculo proporcionado pelas duas equipes foi fruto do esquema bem ofensivo de ambas, com três atacantes, a equipe santista mostrou que não foi a Salvador para segurar o resultado. Do lado do Vitória, Egídio pela esquerda e o camisa 10 Rámon comandaram as descidas do time ao ataque, que apresentou um volume de jogo intenso desde os primeiros minutos da partida.

A equipe baiana não converteu as chances que teve em gols e coube ao Santos abrir o placar no final da primeira etapa. Edu Dracena recebeu cruzamento de Neymar e acertou uma cabeçada inapelável, praticamente selando o destino da taça.

Precisando reverter uma vantagem de três gols dos alvinegros, o Vitória sufocou o Santos no segundo tempo e logo aos 10 minutos diminuiu o marcador com Wallace. Após o gol a partida ficou eletrizante, um piscar de olhos era o suficiente para perder lances de ataque dos dois lados. De um lado a trave salvava o time da baixada, do outro o goleiro Viáfara mantinha viva as esperanças dos baianos. Aos 32 minutos, Júnior recebeu passe de Neto Coruja e inscendiou ainda mais a partida. Restavam dois gols para o Vitória alcançar um milagre, mas também faltava pernas e futebol para tirar o título mais do que merecido das mãos do Santos.

A conquista inédita coroou um trabalho bem feito não só de jogadores e técnico, mas também da nova diretoria sob comando do presidente Luís Alváro, que assumiu o clube no começo do ano e em pouco mais de 6 meses devolveu ao torcedor a alegria e o orgulho de ser santista. Além da vaga na Libertadores 2011, o Santos se consolidou ao lado do Palmeiras como o maior campeão nacional do país, com 9 títulos (5 taças Brasil, 1 Robertão, 2 Brasileiros e 1 Copa do Brasil). A equipe tem tudo pra ultrapassar o rival se conquistar a tríplice coroa, talento pra isso tem de sobra. Os meninos não estão só encantando e jogando bonito, estão fazendo história !

As críticas ao longo do percurso, as oscilações, as polêmicas em volta dos jogadores, nada disso abalou o trabalho do Dorival Jr e de seus comandados, os meninos não abriram mão da irreverência e continuaram driblando e dançando, sem desmerecer nenhum adversário. Uma frase que ouvi em uma das matérias sobre o jogo enaltece de forma pertinente a conquista alvinegra: ''Nunca a Copa do Brasil, foi tão brasileira.'' De fato, o Santos fez ressurgir a verdadeira essência do nosso futebol e foi coroado com dois títulos, nada mais justo para quem melhor tratou a bola nesse ano de 2010.


Parabéns ao Santos e obrigado por mostrar ao mundo que é possível jogar bonito e ser campeão !


2 de ago. de 2010

Café com Leite: Sobre chorões, mafiosos e economistas e outras coisas

Texto: Beto Almeida 
Foto: UOL

            É pessoal, ninguém sabe, tenho vergonha de contar, mas sou economista. Tudo bem, não é algo assim tão horrível quanto ser são-paulino, mas não é tão legal quanto ser um jogador de futebol. Olha só o Bruno, ex-goleiro do Flamengo, saindo em tudo que é capa de revista e tal, se fosse um economista ia aparecer na seção Dinheiro, aquela que ninguém lê.
            O bacana disso é que posso dar umas dicas de investimento e nem ficar constrangido, tenho uma aura de credibilidade, essa coisa que no Brasil se costuma comprar em cartório e tem de ser assinada e carimbada e diplomada.
            Pois aqui vai minha dica de investimento do dia: comprem ações de fábricas de chupetas, minha gente! Só a chupeta pra parar com o berreiro dos anti-corintianos que estão num chororô só, não chororó - como insiste grafar o corretor ortográfico do meu Word.
            Assim é a sina alvinegra: quando ganha ou empata é tudo graças aos erros da arbitragem, que sempre favorecem o Todo-Poderoso. Quando perde é cavalo paraguaio mesmo.
            O Timão é a equipe das mutretas, esquemas e armações. O Kia Joorabichian, empresário iraniano, não pode pisar nessas tropicais terras, com o risco de ser preso. Envolveu-se em transações milionárias usando o clube como intermediário. Trouxe Tevez e Mascherano, jogadores da seleção argentina, para o Corinthians com dinheiro lavado no petróleo russo, hoje é refugiado na Inglaterra e, como Juvenal Juvêncio, deve dar suas bicadas num bom “scotch” legítimo escocês. É a globalização, meus amigos, que traz a riqueza e o progresso ao nosso mundo, pois imaginem que não muito tempo atrás jogador era comprado para time brasiliano com dinheiro lavado no leite italiano, esqueminha regional, e refugiado tinha de se contentar em dar umas bicadas num “scotch” paraguaio e olhe lá.
            É claro que minto, refugiado e exilado sempre se deram bem, em sua maioria. Quem se lasca mesmo é a massa estrangeira, mesmo que em seu próprio país, que ainda bebe sua cachacinha e fuma o cigarro mais barato, torcendo pra não ser confudida com um terrorista ou outro tipo de meliante. Os suspeitos de sempre.
            Mas divago, falava do Corinthians, esse time que mancha o panteão de clubes nacionais com suas jogadas sujas. Agora pensam construir um estádio, provavelmente com dinheiro público, coisa que nunca aconteceu nesse estado de São Paulo. Parece que só falta um laudo, e não é o Laudo Natel. Antigamente tudo era mais fácil, pois é.
            O Corinthians compra, corrompe, macula os campeonatos que participa. Ainda não conseguiu comprar uma Libertadores da América graças aos esforços da CONMEBOL, instituição acima de qualquer suspeita e zelosa da dignidade do esporte em nosso continente.
            Mas vá lá que já falei demais de futilidades políticas e policiais e menos de futilidades que passam dentro de campo. Pois ontem teve clássico, o chamado derby paulistano. Caras, gosto muito desses anglicismos no futebol, esporte bretão.
            O derby paulistano é o jogo entre Corinthians e Palmeiras, praqueles que não sabem. Foi o jornalista Thomaz Mazzoni quem batizou a rivalidade, em referência à mais importante corrida de cavalo do mundo, o Derby de Epsom. Isso aí segundo o Wikipedia.
            Bem, num Pacaembu esvaziado pela presença de 20 mil bebês-chorões e alguns milhares de fiéis, o Corinthians entrou em campo com seus quatorze jogadores, os onze regulares, goleiro mais linha; e os outros três que eram o juiz e mais dois bandeirinhas. No lado do Verdão, o técnico Luis Felipe Scolari inovou e mostrou porque merece ser o técnico da seleção brasileira na Copa de 2014: entrou com os onze pernas de pau de sempre, porém com dois goleiros - Deola e o colombiano Pablo Armero, que também atuava pela lateral esquerda. Essa visão tática original vai revolucionar o futebol mundial, a laranja mecânica de Rinus Michels será legada ao esquecimento. Senhoras e senhores, Scolari é gênio.
            Não demorou muito pro esquema palmeirense funcionar. Num cruzamento na área dos presuntinhos o Armero desvia a bola com o braço, inspirado talvez em seu conterrâneo Higuita, que deixou saudades e é autor da defesa mais sensacional de todos os tempos: o “Scorpion Kick”, técnica aprendida com Chuck Norris e Bruce Lee durante as gravações de Fist of Fury, ou algo assim. Filmão, recomendo. Tem o Bruce Lee, poxa.
            O fato é que o juiz corinthiano não viu a infração, devia estar amarrando a chuteira na hora. Sabia que o Roberto Carlos ia ser má influência pra equipe!
            Segue que dominamos os primeiro vinte minutos até fazer o gol, finalmente. Numa bela jogada de contra-ataque Jorge Henrique faz um golaço de letra. Tava um centímetro impedido, qualquer um viu, mas o juiz era nosso, toma essa! É nóis!
            Aí vem o tradicional apagão pós-gol...
            E, claro, o Todo-Poderoso deixa o adversário empatar. E olha que o juiz nem deu impedimento pra ajudar a gente, ele deve ter apagado junto com o resto do time.
            Aí veio o segundo tempo e o Palmeiras veio melhor. Fizeram três gols, o juiz anulou todos. Não importa que ele acertou todos os lances, ele era nosso e ponto final. A Rede Globo agradece a audiência e os operários do meu Brasil trabalham mais felizes na segunda-feira. Time de massa é isso, minha gente.
            O empate tava bom pra todo mundo, mas o Coringão é o time da virada. Num contra-ataque que seria mortal, Pablo Armero novamente mete o braço na bola, impedindo o gol alvinegro. E a partida acabou no 1 x 1 mesmo.
Scolari, parabéns. Esse teu esquema de dois goleiros funcionou com perfeição, não vejo a hora de todos adotarem essa brilhante filosofia de jogo.
            Já o esquema corinthiano de comprar os juízes mostrou não ser tão eficiente assim. É, antigamente tudo era mais fácil.

Menino da vila: No Santos, talento é fartura.



Texto: Gregório Possa

A geração inesquecível que desfilou nos gramados de Vila Belmiro na década de 60 está na memória de todos, presentes ou não naquela época. O Santos revelou para o mundo craques inigualáveis que comandados por um tal de Pelé, conquistaram impressionantes 27 títulos em 15 anos. Dificilmente essas marcas serão repetidas e certamente não veremos mais aquelas camisas brancas desfilarem tão lindamente pelos campos do mundo a fora, porém a fábrica de craques do alvinegro praiano nunca parou de funcionar e até hoje o clube revela jovens talentosos que infelizmente pouco mostram seu futebol em solo brasileiro como na época.

Posterior a esse glorioso time, o Santos formou ao longo da história outras gerações de meninos da vila que colocaram a equipe novamente no cenário do futebol nacional. Em 1978, os garotos: Nílton Batata, Juary e João Paulo comandaram o alvinegro praiano rumo ao título paulista daquele ano, foi a primeira geração apelidada de meninos da vila. Em 2002, Robinho, Diego, Alex e Cia formaram o jovem time Campeão Brasileiro, desbancando todos os favoritos na reta-final do certame, alguns remanescentes dessa garotada ainda levariam o bi em 2004.

Em 2010, quando apontavam o Santos como a 4° força do futebol paulista na temporada, mais uma geração gloriosa emergiu, fruto de um trabalho de estruturação das categorias de base feito pelo ex-presidente Marcelo Teixeira, justiça seja feita a esse legado deixado por ele.

Os jovens Paulo Henrique Ganso, Neymar, André e Wesley fizeram renascer na mente do brasileiro a verdadeira essência do nosso futebol. Com goleadas históricas (9x1 sobre o Ituano, 10x0 frente ao Naviraiense, 8x1 sobre o Guarani) , dribles desconcertantes, muita irreverência e espontaniedade nas comemorações, a nova geração de meninos da vila orgulhou o torcedor santista e provou mais uma vez a tradição em revelar jogadores que o alvinegro praiano possui.

Infelizmente, vemos nossos clubes afundados em dívidas geralmente por investirem pesado em contratações caras e badaladas que muitas vezes não dão resultado. Nesses casos, as categorias de base são deixadas de lado e muitos garotos perdem a oportunidade de mostrar seu talento e acabam sendo ofuscados pela falta de estrutura da maioria dos clubes nesse quesito.

O Santos não está isento de dívidas, nem problemas financeiros, mas historicamente mostra que a solução pode estar ao alcance do clube, mesmo frente a turbulências e crises. O 2° lugar na Copa São Paulo e o título recente da Supercopa de Futebol Júnior, apontam mais uma promissora geração pelos lados da baixada, com nomes como: Alan Patrick, Renan Mota e Tiago Alves, além de meninos que ainda estão subindo para o juvenil: Jean Chera e Vitor Andrade. Ou seja, a fábrica de craques não tem data para fechar as portas, principalmente se administrações futuras forem iguais a atual gestão do presidente Luís Alvaro.

De fato, no templo sagrado de Vila Belmiro, está mais do que provado: ''Um raio não cai apenas uma vez no mesmo lugar, cai muito mais !''

Menino da vila: Santos ''B'' com cara de principal.



Texto: Gregório Possa
Foto: Globoesporte.com


O Santos entrou em campo contra o Prudente com uma equipe mesclada entre jogadores reservas e meninos das categorias de base. O torcedor santista que esperava um time desentrosado e sem a mesma técnica apurada de seus principais jogadores acabou por ter uma grata surpresa. As camisas listradas desfilavam em campo como se fossem usadas por Ganso, Neymar, Robinho e Cia.

A equipe alvinegra dominou a maior parte do jogo, tanto que logo aos 5 minutos, o volante/lateral Danilo acertou belo chute da entrada da área e abriu caminho para a vitória santista. Mesmo na frente o Santos continuou pressionando e criou mais duas chances com Zé Eduardo que foi vencido pelo goleiro adversário. Marquinhos - o destaque do jogo - ainda carimbou a trave em cobrança de falta.

Na segunda etapa o Prudente equilibrou o jogo, mas quem marcou foi o Santos, Marquinhos lançou Rodriguinho que bateu de primeira sem deixar a bola cair e fez o gol mais bonito do campeonato até então. Com a vitória praticamente assegurada, os alvinegros relaxaram na marcação e tomaram um verdadeiro sufoco nos minutos finais. Aos 38, Róbson descontou e incendiou a partida. Minutos depois, Léo cometeu penâlti em Henrique Dias, o lateral Paulo César (ex-Santos) cobrou e Rafael defendeu. A pressão continuava e o Prudente ainda teve tempo de colocar uma bola na trave e perder outro penâlti aos 48 minutos, dessa vez nos pés de Róbson, autor do primeiro gol.

Com a sofrida vitória, o Santos sobe para a 7°colocação na tabela com 18 pontos e ganha moral para o confronto decisivo contra o Vitória no Barradão, já o Prudente amarga apenas a 14° posição com 14 pontos, além de ter perdido a invencibilidade em casa neste Brasileirão.



GRÊMIO PRUDENTE 1 X 2 SANTOS
Giovanni; Paulo César, Leonardo, Anderson Luis e Diego (Róbson); Anderson Trindade (Henrique Dias), João Vitor, Marcelo Oliveira e Deyvid Sacconi (Araújo); Wesley e William Rafael; Maranhão, Bruno Aguiar, Vinícius e Léo; Rodriguinho, Danilo, Zezinho (Rafael Caldeira) e Marquinhos (Alan Patrick); Madson (Dimba) e Zé Eduardo
Técnico: Toninho Cecílio Técnico: Dorival Júnior
Gols: Danilo, aos 5 minutos do primeiro tempo; Rodriguinho, aos 21, e Róbson, aos 37 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Anderson Luís, Paulo César, William, João Vitor, Marcelo Oliveira, Henrique Dias e Leonado (GRP); Bruno Aguiar, Zezinho, Léo e Danilo (SAN).
Data: 1º de agosto. Estádio: Eduardo José Farah, em Presidente Prudente (SP). Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ). Auxiliares: Gilson Bento Coutinho (PR) e Márcio Luiz Augusto (SP). Público: 15.890 pagantes. Renda: R$ 213.350,00.

Chazinho de Coca - Palmeiras marca quatro gols, mas o clássico termina empatado em 1X1.



Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Eduardo Vianna (p/ o Lancenet!)

O Palmeiras marcou quatro vezes, o Corinthians uma. Dos quatros gols verdes, três estavam em posição de impedimento e foram corretamente anulados pela arbitragem. O único gol do Corinthians aconteceu também em impedimento, entretanto a arbitragem errou ao validar o tento.

Houve erros para um lado e para outro – pênalti em Kleber e pênalti de Armero, entre outros menores. Mas esses salientados logo acima foram determinantes para a igualdade no placar.

Vacilo só do juizão?

Não foi ele que, sozinho, conseguiu quase encher uma mão na contagem de impedimentos. Everthon foi o autor de dois dos três gols impedidos. Foi também o pior alviverde em campo.

Fosse ele pouca coisa mais esperto e teria notado a linha de impedimento, aguardado e guardado os dois gols legitimamente. Eram lances fáceis. E tivessem acontecido limpamente e hoje não haveria discussão sobre a merecida vitória do Palmeiras no derby. Os 3X1 seriam incontestáveis. Um pouco elástico, talvez. Mas se houve um time merecedor da vitória, esse time não foi o Corinthians.

Estréia de Adilson Batista no comando alvinegro. Primeiro clássico de Felipão em seu retorno ao alviverde. Ingredientes não faltaram para que o jogo fosse grande, como sempre deve ser. E tivemos sim um bom jogo.

Nitidamente um jogo dividido em quatro partes. A 1º de domínio alvinegro. As outras três com superioridade do Palmeiras. Não por acaso o gol do Timão saiu na parte que lhe coube de domínio no jogo. Os gols do Verdão – os invalidados e o validado - saíram no restante do jogo ou nas partes onde o time verde esteve superior.

Jorge Henrique, Alessandro e Bruno Cesar deram o ritmo ao Corinthians. Curiosamente, ou não, o Timão foi melhor enquanto Bruno Cesar esteve ligado no jogo, tanto que o gol saiu de jogada dele. Seu futebol desapareceu na medida em que Kleber Gladiador chamava a responsabilidade do jogo verde. Ele, sozinho, bagunçou todo o sistema defensivo do Corinthians, amarelou a dupla de zagueiros e abriu buracos na retaguarda corintiana e que não foram aproveitados, sobretudo por Everthon, que perdeu uma meia dúzia de gols.

Mas o jogo ficou mesmo favorável ao Verdão quando Felipão mexeu taticamente no time. Marcio Araujo, o melhor do jogo, saiu da direita e postou-se como 2º volante, quase como armador, encostando mais em Armero e tornando o lado esquerdo do Palmeiras forte. O time passou a variar as jogadas pelas duas pontas e pelo meio.

Depois ambos os treinadores fizeram alterações discutíveis.

Adilson sacou Bruno Cesar, que mesmo desligado, ainda era a grande esperança do Corinthians em sair do esquema armado por Felipão. Defederico entrou em seu lugar e nada produziu.

Scolari por sua vez sacou Lincoln, outro bom nome do jogo e mandou Tinga a campo. Tinga entrou bem, mas o time perdeu a ligação rápida entre meio campo e ataque. Everthon que vinha muito mal, estranhamente continuou em campo – e ausente do jogo.

A minha leitura do jogo é essa. O empate não foi uma monstruosidade de injustiça, longe disso. Mas se houvesse um vencedor esse teria de ser o Palmeiras.

Despeço-me da nobre ferocidade que nos acompanha, deixando todos na companhia mais do que sensacional dos Rolling Stones, com o petardo Street Fighting Man:


Cheers,

Sampa Noise - Finalmente.



Finalmente o São Paulo saiu do jejum de vitórias no campeonato Brasileiro. Desde a volta do break da Copa do Mundo, o Tricolor não tinha encontrado seu futebol.


Tá certo que o primeiro tempo do jogo contra o Ceará foi horrível e forçou a torcida a gritar "Raça" e hostilizar Ricardo Gomes, o único a ser excluído dessa manifestação pacífica foi Rogério Ceni.


O São Paulo ontem, com Fernandinho pela esquerda e Ricardo Oliveira centralizado, deu bastante trabalho ao goleiro do Ceará. Com essa forma de jogar, o São Paulo trocou seu habitual 3,5,2 para o 4,4,2; com o Xandão como falso lateral e Jean como volante, o que deixou o time penso para o lado esquerdo onde saía a maioria das jogadas. O 1º tempo dava a impressão que o jogo seria 0 a 0 mas...


Hernanes no intervalo em entrevista disse: “O gol vai sair e vamos ganhar.”.


E realmente foi o que aconteceu. O São Paulo precisou de 2 minutos para liquidar a fatura contra o Ceará por 2 a 1. O primeiro gol saiu da cabeça de Fernandão, o segundo marcou a volta de Ricardo Oliveira que é lançado cara a cara com gol e só toca na saída do goleiro.


Após acertar que o São Paulo iria ganhar, Pai Hernanes ainda disse: “O São Paulo procurou o gol todo o tempo, não tínhamos feito um jogo assim desde a volta da copa. Valeu pelo espírito.”.


O time mostrou brio no segundo tempo, lutou muito para chegar a vitória. É o que queremos ver na quinta-feira contra o Internacional e não poderá ser diferente, afinal o Tricolor precisa de uma vitória de 1 a 0 para levar a decisão da vaga na final para os pênaltis, ou como todos os são-paulinos esperam, ganhar com a diferença de 2 gols e sem levar nenhum para se classificar para mais uma decisão.


Com certeza o jogo que mais mexe com a cabeça dos torcedores e deixa os nervos a flor da pele.


Com essa vitória sobre o Ceará, o São Paulo pulou de 15º na classificação para 9º.


Agora vamos torcer e rezar muito para que o São Paulo passe para a final da Libertadores.


Dica musical do dia: Witchcraft - Pendulum (Rob Swire's Drumstep Mix)