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3 de dez. de 2010

Intervalo Musical - 15 dias, 9 shows

O mês de Novembro foi realmente privilegiado para os paulistas amantes de música.

Uma infinidade de shows invadiram São Paulo este ano. Festivais inéditos como o SWU (leia: http://ferozesfc.blogspot.com/2010/10/ferozes-conferindo-o-swu.html) e o já tradicional Festival Planeta Terra (leia: http://ferozesfc.blogspot.com/2010/11/chazinho-de-coca-festival-planeta-terra.html), trouxeram uma quantidade admirável de músicos ao Brasil. Grandes nomes como Lou Reed e Paul McCartney, e nomes menores como, The Mummies, Hot Chip, Passion Pit, Yeasayer... passaram por aqui. Claro que eu não consegui assistir todos, afinal, show no Brasil é muito caro, sem falar no tempo e disposição que teria que dispensar, e não tinha, mas confesso que meu coração agora dói por ter perdido o show do Beatle.

Sobre os shows que assisti:


Começando pelo dia 10 de Novembro, local Via Funchal. Show doce, delicado, que começa morno, mas que depois contamina o público com muita alegria, alegria que leva todos à cantar e dançar. Alegria típica do simpático, exímio dançarino, animador de platéia, e músico Stuart Murdoch, este que escolheu no público um grupo de pessoas para dançar no palco, por coincidência neste grupo tinha duas amigas, e depois premiou cada um com um abraço e uma medalha, atitude única. Outro momento "so sweet" foi quando o Stuart colocou os seguranças para correr atrás dele, indo até a grade que separava a pista vip da pista 'comum', a impressão que tive é que ele também não curte muito este papo de pista vip. Enfim, este foi o show do Belle & Sebastian (1), lindo, como era de se esperar.


16 de Novembro, Massive Attack (2). Admito, nunca fui uma grande fã de trip hop, apesar de reconhecer a qualidade e admirar o talento de algumas bandas. Decidi ir neste show nos 45 minutos do 2º tempo, no susto mesmo, o show estava marcardo para começar às 22:00, cheguei na porta as 21:30, peguei fila para estacionar, peguei fila para comprar ingresso, peguei fila para entrar, consegui colocar os pés dentro do HSBC Music Hall ouvindo aplausos, passei a 1ª música me expremendo e atravessando uma densa aglomeração de pessoas até encontrar um local que achei relativamente bom para ver o show, na 2ª musica já estava acomodada. Foi incrível. Massive Attack preparou o show para o Brasil, atrás da magnífica banda, com músicos que prezam pela perfeição, havia um painel de luzes onde passavam informações políticas, sociais e econômicas, algumas comparando países, outras sobre futebol, incluindo o Campeonato Brasileiro 2010. Porém, um momento que me marcou, foi na música “Future Proof’, em que no painel passava uma sequência de códigos binários revezando com códigos hexadecimais, e a impressão que tive foi que as notas musicais foram convertidas neste códigos, o que causou um efeito estupendo. Não dá para descrever a magnitude do Massive Attack, somente assistindo ao show pode-se ter noção da perfeição.

Três dias depois o Sesc Pompéia proporcionou um ótimo show, a um preço módico que equivalia à duas cervejas na balada. O The Raveonettes (3), que tive o prazer de assistir em Curitiba, fez uma grande show com guitarra barulhenta, bateria bem marcada, toda aquela influência de Jesus And Mary Chain que valorizo, mas para variar achei o volume baixo, marca registrada dos shows na choperia do Sesc. Momento fã: 1 dia antes, Sune Rose Wagner (vocalista do Raveonettes) visitou a festa Generation X, na DJ Club, e lógico que não perdi a oportunidade e sai da festa com o meu poster da banda autografado.

No dia seguinte foi o Festival Planeta Terra (haja fôlego). O Terra tinha dois palcos e um cardápio saboroso de bandas, muito organizado e pontual, por isso foi impossível assistir a todos os shows que gostaria, ainda mais com amigos fanfarrões que me arrastaram para andar nos brinquedos, inclusive três vezes seguidas no Splash, o que me deixou molhada durante todo o show do Phoenix. No final das contas, eu assisti somente 4 shows, nenhum no indie stage.


Of Montreal (4), é o que chamo de doce surpresa, no palco uma bagunça sincronizada, show de interpretação com fantasias, um performance deliciosa de assistir. Destaque para o baixista que era um espetáculo à parte. Eu adoro Of Montreal achei magnífico sem deixar nada a desejar.

Phoenix (5), com seu vocalista Thomas Mars que "mergulhou" no público, “nadou” aproximadamente 40 metros, subiu em uma pequena plataforma, e repetiu o processo para voltar ao palco. Ficou deitado no chão enquanto a sua banda se apresentava, demonstrou-se um belo "rockeiro da pesada", mas ao mesmo tempo sensível e simples. Ganhou minha total admiração por sua personalidade e competência musical. A banda toda é ótima, baixista incrível, o baterista excepcional, na minha opinião o show mais empolgante. Eu que esperava algo mediano, pois havia os assistido no Nokia Trends, fiquei impressionada.

Se você quiser, pode conferir o mergulho de Thomas Mars no Terra TV:
http://terratv.terra.com.br/videos/Diversao/Musica/Planeta-Terra/Planeta-Terra-2010/4921-332527/Vocalista-da-Phoenix-mergulha-na-plateia-em-HD.htm

Pavement (6), foi exatamente o que esperava! Momento fã: fui para o Terra só para ver Pavement, as outras bandas vinham de brinde. Não tenho o que falar mal, não esperava menos, e nem mais, uma apresentação não muito calorosa com os fãs, mas impecável, recheada com minhas músicas preferidas, momento de grande alegria para mim.

Agora vem a banda divisora de águas, Smashing Pumpkins (7). A organização do festival anuncia a entrada da banda, cinco minutos de palco vazio e público silencioso. De repente a banda entra, gritos, assovios, aplausos, muito barulho, e até algumas lágrimas, é o que vejo ao meu redor. Olho para o palco vejo a D'arcy morena no baixo e o Iha de cabelo curto na guitarra. Mentira, não eram eles, mas o Corgan aparentemente fez questão de manter a estética da primeira formação da banda. Eu não sei dizer exatamente se estava muito exausta, ou se o show foi monótono, mas sei que foi menos do que esperava. O baterista era muito bom, muito técnico, mas aquele imenso solo achei chato demais. Billy Corgan, ou "Billy Ronaldinho" como se auto-denominou, sentiu-se "the god of metal" e mandou um solo i.n.t.e.r.m.i.n.á.v.e.l. de guitarra, e haja paciência. Já que a banda era esteticamente parecida com a primeira formação, pensei que o set seria baseado no Gish e no Siamese Dream, mas não, não foi, e a única música que me fez prestar um pouco mais de atenção foi “Ava Adore”. Porém, alguns amigos acharam o show perfeito, magnífico e tudo mais de bom que existe. Não sei, vai ver, eu estava realmente cansada demais!

Lembrei: Que tristeza não ter ido ao show do Paul, continuando....

Dia 25 voltei à adolescência e fui assistir a duas bandas punks: The Adolescents (8) e Buzzcocks (9). Realmente foram shows para quem tem muita saúde e idade não muito avançada, mas foram maravilhosos. Adolescents exatamente como imaginava, inclusive, conforme havia previsto, vi um amigo "voando" na platéia. E Buzzcocks simplesmente perfeito !

Ainda estou me recuperando do desgaste físico e de tantas emoções, mas agora tenho que me preparar para a rodada final do BR 2010. "VAI TIMÃO". Haja coração !!!!

DJ,toca esta por gentileza !

21 de out. de 2010

ESTRÉIA - HOJE - 21/10 - GENERATIONX @DJ CLUB

HOJE ESTRÉIA "A FESTA" !

Eu, Karen Bachega, e mais um time de DJ's de primeira, estreiam hoje nas pick ups do DJ CLUB BAR, com a mais nova opção na noite paulistana.
Para você que está cansado de "mais do mesmo"


GENERATION X
WE ♥ THREE-MINUTE POP SONGS

* Slacker Indie * Scottish Indie * Indiepop *
* Indiepop Sueco * Shoegaze * Soul Music *


Sonic Youth, Pavement, Dinosaur Jr, Sebadoh, Pelvs, Teenage Fanclub, Belle & Sebastian, Jens Lekman, Camera Obscura, Guided By Voices, The Pains Of Being Pure At Heart, Second Come, BMX Bandits, The Pastels, Pixies, The Vaselines, Hefner, The Pipettes, The Wave Pictures, The Breeders, Beulah, Apples In Stereo, Neutral Milk Hotel, Herman Dune, Field Mice, Another Sunny Day, Heavenly, Of Montreal, Blueboy, Ariel Pink, Mudhoney, The Monochrome Set, Slowdive, Drop Nineteens, Comet Gain, Yo La Tengo, M83, Vivian Girls, The Jesus And Mary Chain, Television Personalities, My Bloody Valentine, Orange Juice, The Popguns, The Wedding Present, Lê Almeida, Helen Love, The Magnetic Fields, Felt, The Pooh Sticks, Shop Assistants, Stereolab, Lemonheads, Swirlies, Eric´s Trip, The Sea Urchins, The Velvet Crush, Pale Sunday, Seefeel, e muitas outras.

Começa em São Paulo o mais novo projeto indie GENERATION X, que veio pra ficar e para se diferenciar do resto. Reserve suas quintas!

Mantendo uma linha pop, o projeto tenta mudar um pouco a cara da cena indie de São Paulo, que está atolada em discotecagens deveras previsíveis. O indie é muito mais que aquele hit do Kaiser Chiefs, aquela do Franz Ferdinand ou os beats do New Order. Apenas queremos tocar coisas que gostamos e infelizmente não tem muito espaço na noite.

Os DJs residentes (revezando na pista e no lounge): MARCIO CUSTÓDIO, GILBERTO CUSTÓDIO, PLINIO CESAR BATISTA, ULISSES BARBOSA, MARIANA GARCIA, KAREN BACHEGA, RUGGERO FIANDANESE e COTINZ. Promoter: ALEX ORBIT

O nome do projeto é inspirado na famosa Geração X, aquela geração preguiçosa do início dos anos 90 que usava roupas largas e que não fazia muita coisa de útil na vida, a não ser ficar em casa de pijama escutando bandas como Pavement, Sonic Youth e Sebadoh. É isso que resolvemos chamar de Slacker Indie.

SERVIÇO:
TODAS AS QUINTAS NO DJ CLUB BAR - ESTRÉIA 21 DE OUTUBRO, 23hs
MULHER VIP A NOITE TODA (inauguração) - HOMENS R$ 20,00 consumação

DJ CLUB BAR
Alameda Franca, 241 – Jardins
Info: 8084 9483
Twitter: @generationxsp
Blog: http://generationxsp.blogspot.com/
E-mail: generationxsp@gmail.com

9 de ago. de 2010

Intervalo Musical - Ferocidades nas pick ups ! - MENINAS DO ROQUE @Funhouse

No dia 11 de Agosto, Quarta-feira, acontecerá a 2ª Edição da festa MENINAS DO ROQUE
desta vez no sobradinho de chão quadriculado que eu adoro, a FUNHOUSE.


Proposta da festa: "as mulheres tomam conta da discotecagem"
Mulheres que sabem fazer barulho e são capazes de tocar o terror na pista com muito rock, sem perder a feminilidade.

Assim como na edição anterior, tive a honra de ser escalada para fazer parte deste time de mulheres que batem um bolão nas pick ups.

ESCALAÇÃO:
Denise Lopes (milo)
Karen Bachega (ferozes f.c.)
Andréia Rocha e Marina Lomaski (roquete)
Paula Micchi (dj club)
Amanda Tedesco (cb)

Entrada 10 pilas e lista 7$
Info Lista:
hotcoldnights@gmail.com
assunto : MENINAS DO ROQUE.

Serviço:
MENINAS DO ROQUE NA FUNHOUSE!
11/8 - quarta-feira
a partir das 22:00hrs
Entrada: 10$ - lista 7$
Aceitamos todos os Cartoes de Crédito e Débito:
Rua Bela cintra, 567
Info.
http://funhouse.com.br/
http://twitter.com/hotcoldnights

9 de mar. de 2010

Intervalo Musical – Caiu na área é Peanuts !

Hoje tem Peanuts no intervalo, com música e muita ‘animação’ !

Se existiu algo na TV durante minha infância que lembro com carinho, (além dos jogos da Copa do Mundo, que era uma grande festa em casa) é Peanuts. E o mais engraçado é que assistir novamente os episódios de Charlie Brown com sua turma e seu cachorro Snoopy, me fez gostar ainda mais.

Cheguei a conclusão que Charles Schulz foi genial, retratando o cotidiano e escondendo uma mensagem em cada um dos seus personagens. Quem assistiu com certeza em algum momento se identificou com Minduim. Timidez, insegurança, dramas existenciais, vontade de ser aceito e muitas vezes ser vítima de chacota dos amigos e até do seu cachorro, enfim, todas as dificuldades que cercam os seres humanos quando o assunto é viver em sociedade e torcer para seu clube do coração. Quem não teve medo de ser rejeitado por sua ‘garotinha ruiva’? Quem não tem um amigo confidente, assim com Minduim tem Linus? Quem nunca viu seu time perder e não disse “que puxa!”?

Muitos comentários sociais são claros, como por exemplo, o personagem Franklin em uma vizinhança racialmente integrada, ou Charlie Brown recusando um patrocínio para o time de beisebol porque o patrocinador não queria garotas no time. Isso demonstra que Schulz estava pelo menos 20 anos à frente de seu tempo. E atualmente o futebol feminino ainda sofre!

Arte também é marca registrada na série Peanuts. Várias referências artísticas em várias áreas são citadas como grandes escritores e artistas plásticos. E é claro que a boa música também está presente.

O personagem Schroeder era um fanático por música, obcecado por Beethoven, e quando tocava seu piano, emitia notas que flutuavam reluzentes ao seu redor. Isso demonstrava claramente a paixão de Schulz pela música.

Bom, já deu para perceber que, além de música e futebol, sou apaixonada pela série Peanuts, pois tudo o que escrevi até agora, foi somente para mostrar o porque eu gosto tanto.

Mas, vamos falar sobre o que interessa no Intervalo Musical.

No decorrer do tempo foram lançados discos com as trilhas sonoras da série, incríveis, recheados por um seleto time de músicos renomados do jazz, altamente recomendáveis. Pronto, cheguei no ponto que queria.

Em 1962, a Columbia Records lançou um disco intitulado Peanuts, com Kaye Ballard e Arthur Siegel representando Lucy e Charlie Brown, cantando músicas compostas por Fred Karlin, um trompetista capaz de executar jazz, blues, música clássica e rock, participou da trilha sonora de centenas de filmes e foi vencedor de Oscar e Emmy.



Vincent Guaraldi, pianista, o meu preferido, expressa perfeitamente o universo lúdico da série. Tem vários discos lançados pela Fantasy Records, entre eles: "A Boy Named Charlie Brown", de 1964, "A Charlie Brown Christmas", de 1965, "Oh, Good Grief!", de 1968 e "Charlie Brown's Holiday Hits", de 1998. Todos relançados em CD.

O responsável pela gravação do disco “Joe Cool’s Blues”, foi Wynton Marsalis, ao lado do seu irmão Ellis. Wynton é considerado uma dos maiores trompetistas da atualidade e “embaixador da música americana”. (mais sobre: http://www.wyntonmarsalis.org/)



David Benoit, indicado 5 vezes ao prêmio Grammy pela sua extraordinária contribuição para o jazz contemporâneo, gravou “Here’s to You, Charlie Brown!”, em 2000.



Outros nomes do jazz gravaram discos com as músicas dos Peanuts, como: George Winston “Linus & Lucy” e Clark Gesner “You're A Good Man, Charlie Brown”. E o disco “Happy Anniversary, Charlie Brown”, tem a voz de vários músicos consagrados.

Poderia ficar aqui escrevendo o dia inteiro sobre este artista, mas acho que ficou claro que Charles Schulz só marcou gol de placa em sua carreira, com suas criações um tanto quanto inspiradoras !

DJ, toca esta do Vicent Guaraldi, por gentileza:

2 de mar. de 2010

A Voz do Brasil – Monaural

O FEROZES F.C. RECOMENDA: Banda que bate um bolão !

Monaural no SESC Vila Mariana
O rock sujo e visceral invade o SESC Vila Mariana - SP


O power-trio roqueiro radicado em São Paulo faz show no anfiteatro do Sesc Vila Mariana.

MONAURAL – Supernova
Dia 03/03/2010. O show começa pontualmente ás 20:30. Imperdível!
Camisetas e cds da banda serão vendidos no local!
Entrada R$12 e R$6 (Somente para usuários inscritos no SESC).
Estacionamento: a partir de R$ 5,00
Anfiteatro 131 (Lugares)
R. Pelotas,141 - 04012-000 - São Paulo
Informações: 5080-3000
www.sescsp.org.br

O Monaural
(por Ayuso)
Ressoou pela primeira vez em 2003, em um pequeno e abafado quarto subterrâneo localizado na zona leste de São Paulo. A banda formada por Ayuso (vocal e guitarra) e Herik (Bateria) surgiu como uma opção ao tédio na época. Para Herik apenas um convite a Ayuso para resgatar algumas canções das suas duas primeiras bandas (Bionic Shoes - 1999 / Estéreo- 2000). Inspirada em lançamentos dos selos Subpop e Dischord a banda tenta mesclar o grunge e o pós-punk ambos ‘noventistas’ em busca de sua identidade sonora. “A grungeira pós-punk paulistana sem papas na língua!” (DJ Vanessa Porto).

Com fortes influências de Nirvana, Helmet, Jawbox e Fugazi. O Monaural manteve seu som rasgado e arranhado com sinceridade. Fazendo um rock simples, sujo e visceral. Às vezes pode se surpreender ouvindo uma balada ou outra no violão. As letras são escritas em português e são cantadas com muita dedicação e sentimento pelo vocalista e letrista Ayuso, que aborda temas introspectivos e muitas vezes até políticos. Ao vivo Ayuso usa e abusa dos “feedback’s” de guitarra carregados de muita distorção. Os Riffs de baixo de Renata Paola são cortantes e desenham belas texturas agressivamente melódicas. As batidas colossais da bateria de Herik definem o som pulsante e pesado da banda.

Gravaram seu primeiro demo com oito músicas depois de apenas seis meses da entrada do primeiro baixista, Gualter Viacava. O primeiro e tosco registro serviu como um incentivo para sair tocando pela noite em alguns bares da cidade. Em 2005, Monaural finalizava seu segundo trabalho, um ep ‘Farsa’. Saindo tocando agora dentro e fora da cidade de São Paulo, dividindo palco com diversas bandas de renome na cena como La Carne, Hater Sonics, Wastednation, Yang, Zefirina Bomba, Volpina, Biggs, Ludovic, Lobotomia, Cólera entre outras. Em 2007 a banda recebe Fernando Saiki (Forte Apache) como segundo guitarrista fazendo o grupo deixar um pouco de lado seu formato tradicional como power-trio que posteriormente foi retomado e mantido até os dias de hoje.

Gravaram seu primeiro álbum, ‘Expurgo’, no final de 2008. O disco contou com a produção de Davi Rodriguez (Orange Disaster/ Ecos Falsos) e Clayton Martin (Os Ostras/ Cidadão Instigado) e para a ilustração da capa o quadrinista underground Marcatti (Ratos de Porão / Fráuzio).
Gualter Viacava deixa a banda antes do lançamento oficial de Expurgo e dá o lugar para Guilherme Maia que acompanha a banda nas seguintes apresentações de seu lançamento.
O bom disco resultou em resenhas, entrevistas para blogs e zines, ganhando até uma matéria para a Revista Up! “Forte e cru, como uma bofetada de saudosismo que acerta em cheio o miocárdio”. (Junior Belle - Revista Up).

Expurgo recebe sua versão física e é lançado oficialmente no começo de 2009. A banda organizou e agenciou algumas dezenas de shows de divulgação para seu novo disco. A suposta “turnê” atingiu algumas cidades do interior de São Paulo chegando a Santa Catarina (Florianópolis) no sul do país. Logo em seguida a banda ganha seu primeiro vídeo-clipe! A faixa escolhida foi “De Nada” dirigido por André Peniche o vídeo vem arrancando elogios de feras e especialistas de música alternativa. “Great! Bom pra caralho, my friends. I like it” (Jack Endino -produtor musical norte americano que gravou bandas como Nirvana, Soundgarden, Mudhoney, etc).

A seqüência de shows se encerra antes de terminar o ano com a saída de Guilherme Maia da banda. E quem assume o contra-baixo agora é Renata Paola (Ex-Bass ‘N’ Troubles).
O Monaural teve seu bootleg “Som e fúria” lançado no começo de 2010 pelo selo francês Chabane’s Records (http://www.chabanesrecords.c.la) em parceria com o site de música alternativa Minerva Córner (http://www.minervacorner.com)
E com a nova formação vem preparando novo material para um possível split com a banda gaúcha Megadrivers.


Monaural é: Ayuso: Vocal e Guitarra / Renata Paola: Baixo e vocal e Herik Soares: Bateria.

Discografia:
Monaural (2003) - lançamento: independente
Farsa (2005) - lançamento: independente
Coletânea Sinfonia de Cães 1.500 tons (2007) - Lançamento Sinfonia de Cães
Expurgo (2009) - lançamento: independente
Som e Fúria (bootleg ao vivo, 2010 ) - Lançamento: Chabane’s Records & Minerva Córner

Reviews de Expurgo

- “Se você sente falta de mais bandas no estilo "Rock Alcoólatra Inconseqüente", tai uma boa pedida” (Marko Paulo - Páginas vazias)
- “Um rock ácido e emergente ” (Canibal Vegetariano)
- “Pode tirar sua blusa Xadrez do armário que o Monaural trouxe toda a sujeira do grunge de volta a cena!” (Ricardo Idéia - 100% Skate)
- “E o album Expurgo está aí para comprovar que o rock underground ainda produz boas bandas e com conteúdo.” (Sergio Chaves - Café Espacial)
- “Eu imaginava que “expurgo” - disco que estava pra ser lançado pela Monaural, corresponderia às minhas expectativas geradas pelo single "acaba logo com isso" e realmente o pedacinho do que já tinha ouvido era só a ponta do Iceberg. Grande disco.” (Giancarlo Rufato)

Conheça mais:
http://www.myspace.com/monaural
http://www.oinovosom.com.br/monaural
http://www.fotolog.com/monaural
http://www.flickr.com/monauralrock
http://www.youtube.com/monauralrock
http://www.twitter.com/monaural
http://www.tramavirtual.com/monauralrock

Para baixar o álbum “Expurgo” :
http://www.mediafire.com/?yiwrj5lwymy

Contatos para shows:
monauralrock@gmail.com - (0xx11) 6525-6271 ou 2157-4867 (Ayuso)

DJ, toca esta por gentileza.

25 de fev. de 2010

Timão na Libertadores - A Estréia

Infelizmente não pude acompanhar a aguardada estréia do Corinthians na Libertadores do Centenário. Reuniões me tomaram o tempo que seria dedicado para acompanhar a peleja.

Felizmente eu conto hoje em dia com um braço direito que não me deixa chutar a bola pro mato. Um braço direito feminino – e corintiano – o mesmo braço direito que hoje cria e estampa no Ferozes FC as colunas mais quentes do mundo musical. Deixo com vocês, as impressões e reflexões corintianas de Karen Bachega:





Timão na Libertadores - A Estréia

A estréia do Corinthians na Libertadores foi marcada pela ansiedade que cerca este tão almejado título. Desde Julho do ano passado, após a classificação do Timão, não se fala em outra coisa que não seja "ganhar a Libertadores". Ainda mais no ano do centenário e após investimento pesado no elenco. Eis um troféu que faz falta na parede do Parque São Jorge.

Sobre o jogo ontem, aqui vai meu olhar de torcedora sofredora:

Vi um time tenso, ansioso e desorientado no meio da fumaça dos fogos de artifício. Resultado: tomou gol em 1 minuto. Claro que isso tinha que acontecer, pois o torcedor corintiano tem que sofrer, como sempre.

Primeiro tempo, o Racing ditou as regras e o Timão só acompanhou o ritmo ditado pelo adversário, que fechava a sua grande área, até Elias, aos 11 minutos, marcar um golaço, que me provocou um certo alívio.

Roberto Carlos, a tal grande contratação, o que fez? Dois cruzamentos razoáveis.

Alessandro, nunca gritei tanto com ele na minha vida. Jorge Henrique, o meu preferido atualmente, apagado pela defesa truculenta do Racing. Final de primeiro tempo, 1 x 1, eu decepcionada. Segundo tempo, o nosso time parecia mais tranqüilo, mas chegar ao gol pelo meio era impossível, tanto que todas as belas jogadas foram pelas laterais, (parecia que só o Mano não percebia isso), o Racing continuava com sua defesa fechada, mas também não ultrapassou muitas vezes o meio do campo.

Em meio a tantas tentativas, e alguns lances com arte de Ronaldo, mais um gol dele, o nome do jogo, Elias (acho que acordou para voltar a jogar como no Paulista do ano passado).


Foto: Eduardo Vianna (Lancenet)

O Corinthians tem time para ganhar a Libertadores? Eu acho que sim. Acho que o Corinthians e o Flamengo são os favoritos, e o Corinthians tem uma vantagem, já que seus carrascos de outras edições não disputam a atual – Palmeiras e River Plate. Porém, isso não quer dizer muita coisa, ainda mais neste campeonato onde nem sempre o melhor ganha, mas geralmente o que tem a melhor “cabeça”.

Elenco, vontade e torcida, não falta. Falta talvez um pouco de experiência em Libertadores, tranqüilidade e entrosamento para o Timão fazer bonito e trazer para casa o único título que não conquistou, AINDA.

Libertadores quae sera tamem

22 de fev. de 2010

Intervalo Musical – A Voz do Brasil - Inverness

Novidade na área.
Além de nossa coluna que voltará a ser semanal, todas as terças, agora também teremos um espaço dedicado aos projetos musicais independentes nacionais, afinal, a internet, este poderoso veículo de comunicação está aqui para nos ajudar, e tenho certeza que muita coisa boa vai aparecer por aqui.

Se você tem uma banda, um projeto solo, é DJ, enfim, se você gosta de música de verdade e tem algo para mostrar, este espaço foi criado para você, brasileiro independente.

E em nossa grandiosa estréia, algo que realmente recomendo (é só prestar atenção nas influências da banda).

INVERNESS
(por Flávio Fraschetti)

Há quatro anos, Inverness era apenas um sonho de Lucas (guitarra e vocal) enquanto estudava na Filadélfia, Estados Unidos. De volta a São Paulo percebeu que precisava encontrar parceiros para colocar essas idéias em prática.

Começou a buscar outros músicos que se interessassem pelos mesmos sons: no reencontro com o amigo de infância Márcio (bateria) falou de seus projetos e a banda começou a tomar forma. Ao mesmo tempo, conheceu os ex-integrantes da banda Cagedream, Mateus (guitarra e vocal) e Flávio (baixo, guitarra).

Depois de muito papo e alguns ensaios estava concretizado o projeto Inverness, banda de rock paulistana que compõe exclusivamente em inglês e cujo som traz influências de Animal Collective, My Bloody Valentine, Radiohead e Spiritualized, experimentando ao mesmo tempo com as estruturas da música pop e com os timbres e possibilidades de seus instrumentos.

A banda se apresenta nesta terça-feira no Na Mata Café. O show traz novidades no set list e inaugura no palco algumas músicas do segundo álbum, intitulado "Somewhere I Can Hear My Heart Beating", que será lançado em breve!

O show começa às 21:00,
Na Rua Na Mata, 70 - Itaim Bibi.

Mais em: http://www.namata.com.br/

Saiba mais sobre a banda em: www.invernessmusic.net .

bjao!!
Frá.

Mande sua apresentação, divulgue seu show, coloque a boca no trombone, enviando e-mail para os Ferozes F.C.: kbachega@gmail.com ou jptozo@yahoo.com.br

DJ, toca esta por gentileza.


20 de jan. de 2010

Intervalo Musical – Lançamento na Área – B.R.M.C.

Começa o ano, começa o campeonato, a bola já está rolando e os 15 minutos de bola parada entre o 1º e o 2º tempo, conhecido como intervalo, não poderia faltar, pois é o momento onde falamos sobre os dribles, as faltas, as grandes jogadas e os melhores momentos... só que da música, pois aqui, o Intervalo é Musical.

O lançamento na área ainda não foi feito, mas está previsto para o dia 8 de Março de 2010.

Considerando o trio que compõe a seleção, o tempo que estão treinando e os lançamentos anteriores, acredito que o próximo lançamento resultará em mais um belo gol da banda Black Rebel Motorcycle Club.

“Beat The Devil’s Tattoo”, o próximo e 6º álbum do B.R.M.C. será composto pelas seguinte músicas:
01 – Beat the Devil’sTattoo
02 – Conscience Killer
03 – Bad Blood
04 – War Machine
05 – Sweet Feeling
06 – Evol
07 – Mama Taught Me Better
08 – River Styx
09 – The Toll
10 – Aya
11 – Shadow’s Keeper
12 – Long Way Down
13 – Half-State

Para quem não conhece esta preciosidade:
Nasceu em 1998 na cidade de São Francisco (EUA) a banda Black Rebel Motorcycle Club, nome tirado de gangue do filme “O Selvagem” (de 1953) e composta inicialmente por Peter Hayes, Robert Tuner e Nick Jago. Nick entre suas idas e vindas, atualmente é substituído por Leah Shapiro.

Em 2001 lançam o primeiro disco, que leva o nome da banda, e com o single “Whatever Happened to My Rock’n’Roll” pegam carona no sucesso das bandas conhecidas como novo rock. É ai que acontece o grande 'boom' comercial, a explosão da banda na mídia. No entanto a influência de Jesus & Mary Chain e o neo-psicodelismo, notado até no visual, acabou atraindo um público seleto e mais velho o que acabou afastando a banda do hype.

“Take Them On, On Your Own” (2003), segundo álbum, segue a fórmula do primeiro, mas não tem a mesma força. Em 2005 o aclamado “Howl” chega com músicas que passeiam entre rock, folk, blues, com pitadas de melancolia, um disco incrível na minha opinião. “Baby 81” em 2007, sintetiza todos os álbuns anteriores. E em 2008 “The Effects of 333”, 5º disco, primeiro independente, comercializado digitalmente, com 10 faixas instrumentais, diferente e associado a ‘ambient music’.

Esta é uma das minhas bandas de cabeceira. Vale a pena conhecer todo o trabalho deles, pois cada lançamento é uma surpresa sempre agradável aos ouvidos, ao corpo e a alma. É por isso que aguardo ansiosamente o “Beat The Devil’s Tattoo” .

DJ, toca esta por gentileza.

25 de nov. de 2009

Intervalo Musical - The Organ

9ª rodada do Intervalo Musical com uma novidade antiga.

Acho maravilhoso viver cercada por amigos que gostam de futebol e música. A reta final do BR09 somada à quantidade de bandas que surgem a todo instante, são excelentes motivos para nos reunirmos, apreciarmos uma boa bebida com alguns petiscos e trocarmos muitas informações sobre estes dois assuntos tão aprazíveis. A melhor parte nisso tudo é que sempre sou apresentada a alguma novidade musical.

Algumas vezes é novidade só para mim, como aconteceu sábado passado. Estava em uma festa onde aconteceu um mini especial do The Smiths, e durante a música This Charming Man, um amigo ao lado, percebendo minha animação ao ouvi-la, disse: “Você conhece The Organ? Se você gosta de Smiths, Cure e Joy, você tem que ouvir”.

Claro que no dia seguinte eu procurei, encontrei e ouvi. Foi paixão à primeira audição !


The Organ, banda canadense, formada por: Katie Sketch (Vocais), Jenny Smyth (Orgão), Debora Cohen (Guitarra), Shmoo Ritchie (Baixo) e Shelby Stocks (Bateria), nasceu em 2001 com os 2 pés nos anos 80.

Eu sei, eu sei! A moda dos anos 80 foi embora, estamos todos cansados deste assunto e confesso que não é minha década musical preferida, mas não podemos esquecer que a década de 80 também deixou sua marca e influencia até hoje muitas bandas. Se Joy Division influenciou Interpol (adoro) e Jesus And Mary Chain influcenciou The Raveonettes e Black Rebel Motorcycle Club (2 bandas sensacionais) , então porque não falar de uma banda que, além de Joy, tem influência de The Smiths, The Cure, Echo & the Bunnymen e Siouxsie & The Banshee?


Em 2004 lançaram o primeiro, majestoso e único álbum, o “Grab That Gun”, para o deleite de quem gosta das influências do The Organ. O teclado oportuno realça o ritmo dançante e torna as canções contagiantes.

Em 2006 The Organ assinou um contrato com a Too Pure Records, relançando e facilitando o acesso ao álbum. Mesmo assim eu só descobri em 2009, que infortúnio !

Para aumentar minha tristeza, eu acabei de conhecer a banda e já descobri que ela acabou em 2006 mesmo. Entre 2001 e 2006, temos o único albúm e mais 7 maravilhas entre Singles e EP’s.

Brother”, a 1ª faixa do álbum, logo ‘de cara’ lembrou-me Joy. Na 2ª música, “Steven Smith”, senti um pouco de nostalgia. Quando chegou em “I Am Not Suprised” estava com muita vontade dançar. O disco encerra com “Hidden Track” e seus 37 segundos de órgão. Não é necessário pular nenhuma faixa, todas as músicas são ótimas.

Fica aqui minha breve dica, para quem gosta dos anos 80 e não conhecia esta velha novidade.

DJ, toca esta por gentileza.





Ósculos e Amplexos.

29 de out. de 2009

Intervalo Musical - O diabo é o pai do rock

Intervalo Musical em clima de Halloween. O juiz apita e solta as bruxas hoje. Mistérios entram em campo.


Existem muitas histórias e lendas na música, acontecimentos bizarros e grandes fatalidades que geram tristeza.

Sim, todos conhecem “A lenda da morte de Paul McCartney”, dizem que o atual Paul é um sósia do anterior. E sim, todos conhecem “A lenda Elvis não morreu”, dizem até que ele foi morar na Argentina, mas ninguém agüenta mais falar sobre estas lendas.

O universo musical é cercado de acidentes, assassinatos e suicídios, na maioria dos casos mortes estranhas e chocantes. A lista de engasgados com o próprio vômito e/ou por uso exagerado de drogas, ilícitas ou não, é imensa: Bon Scott, Jimi Hendrix, John Belushi, John Bonham e Sid Vicious, este tinha acabado de sair da prisão acusado de assassinar a facadas a sua namorada Nancy, um mistério que nunca foi provado, pois Sid jurava não lembrar de nada.

James Sheppard surrado até à morte. Ian Curtis e Paul Hester, enforcados. Kurt Cobain suicidou-se com um tiro. Johnny Ace brincou de roleta russa. Marvin Gaye baleado e morto pelo pai. John Lennon, assassinado por um fã, impossível medir a dimensão desta tragédia. Jeff Buckley afogou-se no rio Mississipi, para mim uma perda irreparável. Michael Hutchence, morto asfixiado enquanto masturbava-se em um quarto de hotel, “bizarríssimo”. E o gênio do pop Michael Jackson, a morte mais especulada de todos os tempos, história de vida conturbada e repleta de lendas sobre as transformações físicas do cantor.

Mortes difíceis de aceitar (só não vou citar o padre Adelir Antonio de Carli, também conhecido como “padre voador”, porque ele não era músico) são: Les Harvey, eletrocutado no palco por mexer em um microfone com os pés molhados, e Bob Marley, diagnosticado com câncer no dedão do pé direito, recusou-se a amputar o dedo, devido aos princípios rastafari.

Artistas, e em alguns casos fãs, não perdem tempo quando os assuntos são lendas e mistérios.

Mistério que existe há 14 anos é o desaparecimento do guitarrista e compositor do Manic Street Preachers, Richey Edwards. O seu carro foi deixado junto a uma ponte popular entre os suicidas, mas o seu corpo nunca foi encontrado. Desde então, muitos fãs garantem ter visto Richey em lugares como Ilhas Canárias e Goa. Ainda bem que a banda não acabou, pois está entre as minhas preferidas.

O álbum “Journal For Plague Lovers” do Manic Street Preacher, teve a capa censurada em diversas lojas por provocar sentimentos como angustia e perplexidade. Mas é nas letras que o nono álbum na discografia da banda revela sua força. Todas as canções foram escritas por Richey Edwards em uma espécie de diário que o músico deixou com o baixista Nicky Wire semanas antes de sumir, em fevereiro de 1995. Deixo aqui a música “Jackie Collins Existential Question Time” deste álbum.



Um desses mistérios insondáveis ganhou corpo com o documentário “Jandek on Corwood”. Jandek, veterando do blues e folk norte-americano, lançou 35 álbuns desde 1978. Recluso, ninguém sabe com certeza quem ele é. As capas dos discos não dizem nada sobre esta músico. O documentário é realizado recorrendo a testemunhos e opiniões de críticos, jornalistas e DJs, e também à única entrevista telefônica concedida pelo artista em 1985, e ainda assim, não se sabe se foi ele mesmo o entrevistado. Este Jandek sabe como estimular a curiosidade das pessoas.

Você já ouviu falar do “Enigma de Publius”? O enigma trata-se de um provável quebra-cabeça que teria sido montado pelo Pink Floyd nos últimos discos, havendo um possível prêmio para aquele que descobrir. Este enigma mobilizou milhares de pessoa em todo o mundo.

Quando o Kiss estava no auge da sua carreira, foram lançados HQ’s da banda. Houve rumores que os 100 primeiros exemplares tinham sangue dos integrantes da banda misturados à tinta da impressão. Gene Simons vomitando sangue e cuspindo fogo levou parte da opinião pública a chamar a banda de satanista, e o nome “KISS” chegou a ser interpretado como a sigla para “Knights In Satan’s Service” (Cavaleiros à Serviço de Satan).

Os Rolling Stones tem muitas “histórias”. As que envolvem o Keith Richards eu até acho graça, como ele ter trocado todo o seu sangue e ter cheirado as cinzas do pai. Mas Mick Jagger declarou que o fundador da Igreja de Satan, Antony LaVey, foi o inspirador da música Simpathy For The Devil, canção onde o personagem principal é o demônio cantando em primeira pessoa.

Black Sabbath, quero somente lembrar, pois o nome da banda e o vocalista Ozzy “príncipe das trevas mordedor de morcego” já diz tudo !

Eagles, aparentemente nada nesta banda remete ao assunto, mas descobriu-se que a música Hotel Califórnia possuía mensagens satânicas gravadas ao inverso e que tratava sobre a sede da Igreja de Satan, que havia sido anteriormente no hotel.

The Doors e seu vocalista Jim Morrison, sempre polêmico, casou-se em um ritual pagão com uma bruxa, além de dizer que trazia dentro de si o espírito de um índio feiticeiro.

AC/DC grava um álbum chamado “Highway to Hell” (Auto Estrada para o Inferno). Depois vem um famoso assassino psicopata conhecido como “Night Stalker” que, afirma matar influenciado pelas letras da banda. Não poderia ficar fora da lista dos malévolos.

Iron Maiden, tem como mascote um simpático morto vivo sempre associado a um demônio, chamado Eddie. Lança um disco com o nome “The Number of The Beast” (O Numero da Besta). Resultado: Apareceu em 1985 um garoto de 14 anos, com um grande “666” tatuado no peito, que matou 3 pessoas alegando estar dominado por Eddie.

E não pensem que o diabo é o pai somente do rock. Música erudita também pode ter má influência. Há 200 anos atrás, Nicolo Paganini, compositor e violinista considerado um gênio, usava cordas de tripa de carneiro em seu violino, até ai é somente estranho, mas a lenda sobre o encordoamento de seu violino vai além, dizem que ele substituía carneiro por humanos, ganhando uma sonoridade sobrenatural que levava as pessoas ao pavor ou ao êxtase.

No futebol, não lembro de histórias onde a bruxa estava solta em campo, mas uma que ficará na memória é a final do Paulistão 99, Corinthians x Palmeiras. Edílson jogador do Corinthians, conhecido como “O Capetinha”, briga com, Paulo Nunes, jogador do Palmeiras, conhecido como “O Diabo Loiro”. A briga entre o “capeta” e o “diabo” em campo, causou uma confusão generalizada acabando com o jogo antes dos 45 minutos.

Dos relatos acima, muitos são verídicos e trágicos. Outros somente lendários e que nunca serão comprovados, mas fica claro que muitas vezes a música provoca efeitos imprevisíveis. Acredito que a forma como a música “toca” o coração, a mente e a alma das pessoas, gera toda esta magia, seja ela boa ou não.

Este vídeo não é musical. É um curta em stop-motion do Tim Burton, uma homenagem ao consagrado ator Vincent Price, conhecido por contracenar em filmes de suspense e terror, narrado pelo próprio Price. Cinema também tem magia, mistério e terror. Adoro !



E você, lembra de alguma história bizarra ou lenda, da música ou do futebol ?

Happy Halloween !
Ósculos e Amplexos.

20 de out. de 2009

Intervalo Musical – Vamos Voltar à Pilantragem

Apita o árbitro ! Final do primeiro tempo. Hora o intervalo. E hoje vamos falar de música, cinema e futebol.

Em maio deste ano, assisti no cinema o documentário 'Ninguém Sabe o Duro que Dei', e recomendo, goste você ou não de Wilson Simonal.

Vamos à apresentação: Wilson Simonal de Castro, cantor, brasileiro, (Rio de Janeiro, 23/02/1938 – 25/06/2000), filho de empregada doméstica, era cabo do exército antes de começar a cantar e deu “um duro danado” ate revelar-se um “showman”. Começou cantando calipsos e rock em inglês e, de baile em baile, foi descoberto pelo compositor Carlos Imperial, o pai da 'Pilantragem', que o levou para o seu programa de TV 'Os Brotos Comandam'. No auge da carreira apresentava o programa 'Show em Si Monal' (primeiro programa de TV apresentado exclusivamente por um negro no Brasil)

O que era a Pilantragem?
Movimento cultural idealizado por Carlos Imperial, à pedido de Simonal, era o samba inspirado no soul e no rock (fazendo concessão ao uso da guitarra elétrica nos arranjos). Segundo o próprio Carlos Imperial: “pilantragem é a apoteose da irresponsabilidade consciente”.

O documentário mostra a vida deste artista genial, capaz de reger um coro de 15 mil vozes no Maracanãzinho (esta cena no documentário é de arrepiar). Mas além de mostrar o sucesso, mostra também a decadência e a pergunta que nunca calou “Simonal era ou não era um dedo-duro do DOPS (Departamento da Ordem Política e Social)?”.

O Crime:
Simonal achava que seu contador o estava roubando, contratou dois agentes do DOPS para torturar seu contador. Simonal, que já não tinha uma posição política claramente definida na época, declara: “Ninguém mexa comigo porque eu tenho amigos no DOPS”. Processado sob acusação de extorsão mediante seqüestro do contador, Simonal levou como testemunha o agente, que o apontou em julgamento como informante do DOPS, foi julgado culpado pelo seqüestro e referido como colaborador das Forças Armadas. Neste momento foi decretada a morte da carreira do Simonal, que foi banido por músicos e jornalistas, caindo no ostracismo. Somente em 2003 Simonal foi moralmente reabilitado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos, em julgamento simbólico. Tarde demais, infelizmente.

Com as declarações de Chico Anysio, Sergio Cabral, Miele (maravilhoso), Ziraldo e Jaguar, este que chora acompanhado de uma garrafa de cachaça, o documentário mostra que Simonal foi sim arrogante e pretensioso, ao mesmo tempo ingênuo, mas não um dedo-duro.

Algo que não sabia e descobri no documentário, foi sobre a amizade entre Simonal e Pelé. Simonal era garoto propaganda da Shell. O patrocínio ao cantor se misturava com o patrocínio à seleção brasileira da Copa de 1970. A Shell o levou ao México com seu grande amigo Pelé e cia., ele na condição de cantor oficial do Brasil.


Momento muito engraçado no documentário, é quando o próprio Pelé conta sobre a escalação de Wilson Simonal para jogar pela seleção na Copa. No primeiro treino Simonal quase morre com falta de ar, sem a menor condição física para jogar sai de campo carregado. Claro que tudo não passou de uma grande brincadeira, mas por incrível que pareça, Simonal acreditou que defenderia a “seleção canarinho” em um jogo de Copa do Mundo.

Fundador de um movimento cultural, apresentador de programa de TV, um grande comunicador cheio de empatia, carisma e “swing”. Gravou 21 LP’s, entre eles, ‘Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga’, só o nome do álbum já é espetacular, ‘Jóia’, que realmente é uma preciosidade, ‘Alegria, Alegria!’ e ‘Homenagem à graça, à beleza, ao charme e ao veneno da mulher brasileira’ .Cantou uma série de sucessos inesquecíveis como, ‘Mamãe Passou Açucar em Mim', ‘Sá Marina’, ‘Tributo a Martin Luther King’, ‘Meu Limão, Meu Limoeiro’ e ‘País Tropical’. Cantou contra o racismo e à mulher, cantou a alegria, a beleza e o amor.

Com muito gingado e uma voz poderosa, cantando “Nem Vem Que Não Tem, Nem vem de garfo, Que hoje é dia de sopa, Esquenta o ferro, Passa a minha roupa, Eu nesse embalo, Vou botar prá quebrar, Sacudim, sacundá, Sacundim, gundim, gundá!”, Simonal representou a pilantragem, conquistando tudo e à todos.

Culpado ou inocente?
Isso não importa mais. No final o que realmente pesa na história deste grande cantor, é a interrupção de uma carreira brilhante. Isso no país que adora esquecer e/ou perdoar pessoas como Jânio, Collor, PC e agora Sarney, Simonal pagou sua pena até o fim da vida, sem direito a anistia.

Hoje foi muito difícil escolher uma música.

DJ, toca esta por gentileza.

Chamada para próxima terça-feira: Intervalo Musical - Halloween

14 de out. de 2009

Intervalo Musical - Sons Preferidos

Chegou a hora do intervalo, portanto, 15 minutos para falarmos sobre música.

Não é novidade ou sequer algo desconhecido, mas como estou aqui sempre falando sobre o que eu gosto, sinto-me obrigada a falar deste álbum que, considero um dos melhores de todos os tempos. E não só eu, sempre que são feitas listas de melhores álbuns de todos os tempos por músicos e críticos, em qualquer veículo de comunicação, este disco sempre aparece entre os 10 melhores.

Comparo este LP à seleção brasileira de 1970, considerada a melhor equipe de futebol de todos os tempos com Pelé, em sua última edição de Copa do Mundo, Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Tostão, Gérson, Piazza, Clodoaldo e Rivelino. É como se cada uma das músicas que compõem este disco, fosse um jogador desta seleção.

Pet Sounds, 11º álbum da banda The Beach Boys, de 1966.

The Beach Boys, nasceu na Califórnia em 1961, formada originalmente pelo genial Brian Wilson, seus 2 irmãos de Dennis e Carl, o primo Mike Love e o amigo Alan Jardine. Sofreram inúmeras alterações tanto na formação, devido a problemas com abuso de drogas, mortes e batalhas legais entre os integrantes, coisa de ‘estrelas’, quanto no estilo musical, influenciados por surf music, musica erudita, country, soul, blues, pop, rock, chegaram no art rock, este estilo caracterizado por seus ambiciosos temas e experimentações, teve seu inicio marcado com o lançamento do Pet Sounds.

O criativo Brian Wilson, surdo de um ouvido, insatisfeito com o seu grupo musical, após ouvir Rubber Soul dos Beatles e fortemente influenciado por Phil Spectro na época, contratou mais músicos de estúdio, utilizou instrumentos não usuais como cordas orquestradas, sinos de bicicleta, órgãos, flautas, sons de instrumentos havaianos de corda, latas de refrigerante, cães latindo, enfim, muitas idéias experimentais, e produziu o perfeito Pet Sounds.

Resultado: Um disco nobre, com letras, instrumentos e vozes na mais perfeita e sofisticada harmonia. Não existe uma única música mediana neste disco espetacular, possuindo uma das canções mais belas do mundo, inclusive na opinião de Paul McCartney, God Only Know, uma declaração de amor, um pedido de desculpas de Brian para sua esposa por seu comportamento instável, cantando “Só Deus sabe o que eu seria sem você”.

Meus pensamentos agora:
"Só Deus sabe o quanto este disco influenciou grandes nomes da música posteriormente.”
“Só Deus sabe o que seria de nós amantes do futebol sem você nossos times do coração."

Incrivelmente não foi o disco mais vendido, aliás não passou a 10ª posição nas paradas Norte Americana, mas foi o que abriu as portas do Reino Unido para os rapazes da Califórnia.

Considerado o melhor álbum do rock dos anos 60 através das palavras do produtor George Martin (maestro e produtor dos Beatles) afirmando que “sem Pet Sounds não existiria Sgt. Pepper´s”, influenciou Beatles, que outrora foi influência, e também The Who. Até os Rolling Stones apreciaram muito e fizeram uma campanha para que seus fãs comprassem o disco. Sentiram o peso destes nomes? Deu para ter uma noção da importância deste disco? Se ainda existe dúvida, escute!

As demais faixas deste disco são todas merecedoras de incontáveis audições. Desde à surpreendente abertura com Wouldn’t It Be Nice e seus metais, passando pela dançante Sloop John B, até Caroline, No e sua letra lindíssima, todas únicas e inigualáveis.

Foto da capa, tirada no zoológico de San Diego.


Faixas: “Wouldn’t It Be Nice”, “You Still Believe In Me”, “That’s Not Me”, “Don’t Talk (Put Your Head On My Shoulder)”, “I’m Waiting For The Day”, “Let’s Go Away For A While”, “Sloop John B”, “God Only Knows”, “I Know There’s An Answer”, “Here Today”, “I Just Wasn’t Made For These Times”, “Pet Sounds”, “Caroline, No” e “Hang On To Your Ego” (bônus incluído em algumas edições).

Curiosidade: O grande single, Good Vibrations, foi produzido durante a gravação do Pet Sounds, mas Brian excluiu do disco e lançou apenas em compacto. Sua justificativa foi não querer mistura-la com as outras faixas do álbum para não mascarar a força da composição.

Em Novembro de 2004 senti um imenso prazer, pois tive a possibilidade de assistir o show do Brian Wilson, jamais perderia este show. Ele e sua banda tocaram algumas músicas deste disco, e mais uma vez sorri, chorei, cantei e dancei, em meio a pessoas de todos os tipos e idades, embalada por meus “sons preferidos”, embalada por músicas que encantam sempre.

Esta é para você !

9 de out. de 2009

Intervalo Musical Bônus – Saudosismo Corintiano !


Hoje teremos Intervalo Musical Bônus, pois prorrogamos para TODAS AS TERÇAS-FEIRAS.

Mas, já que estamos aqui, vou aproveitar para mostrar dois presentes lindos que ganhei da minha amiga Luciana Cury.

Ela bem sabe que sou corintiana e também que sou apaixonada por música, por isso foi revirar sua imensa, antiga e divina coleção de discos de vinil para me presentear com estes 2 compactos históricos, para mim algo “invendável, inegociável e imprestável” (Parafraseando Vicente Matheus, referente o Sócrates)

Todos sabem que 1977 foi um grande ano para o Corinthians, quando o Timão ganhou o título de Campeão Paulista, pondo fim a um jejum de 22 anos e, em meio a uma grande festa veio o lançamento destes compactos:

TIMÃO MARAVILHA
Lado 1:
1-Timão Maravilha – Rick, Rock & Robyn

Lado 2:
1-Mulher Corintiana – Odair Cabeça de Poeta

Que maravilha, uma música para mim !

CAMPEÃO PAULISTA 77 – OS DEMÔNIOS DA GAROA

Lado 1:
1-Oi Nois Aqui Traveis
2-Hino do Corinthians

Lado 2:
- O Timão

Homenagem do corintianíssimo Demônios da Garoa, que dispensa qualquer apresentação.

VEJO TODOS AQUI NA TERÇA-FEIRA.

(ouvindo: The Pains Of Being Pure At Heart - Hey Paul).

2 de out. de 2009

Intervalo Musical - The Raveonettes 2009


O juiz apita, hora do intervalo. Na quarta rodada aqui no FFC entra o Intervalo Musical, com um belíssimo lançamento na área.

Entra em campo The Raveonettes, fazendo um gol de placa com o lançamento do seu 5º álbum,
In and Out of Control.

Mesmo sem fugir muito da fórmula já utilizada, afinal, em time que está ganhando não se mexe, porém, com uma porção à mais de pop, achei este disco excelente e merecedor de muitos elogios, o mesmo sentimento que tive com os discos anteriores.

Os Raveonettes, formado por Sune Rose Wagner e Sharin Foo, duo dinamarquês de rock, usuários fiéis de instrumentos Fender, uniram-se em 2001 e até hoje me proporcionam prazer quando ouço suas músicas. Sharin, linda e dona de uma voz doce, encanta qualquer um tocando baixo, junto com Sune, vocalista e guitarrista competente que, com harmonia não deixam à desejar quando o assunto é rock.

Em Setembro de 2005, The Raveonettes era apenas um coadjuvante na edição do Curitiba Rock Festival, quando todas as atenções estavam voltadas para Weezer e Mercury Rev. Com bom entrosamente e presença de palco fizeram uma apresentação memorável. No final estava extasiada, fico feliz por não ter perdido este show.

Uma das musicas preferidas



Você ainda não conhece o In and Out of Control? Quer saber se vai gostar? Então vá direto a faixa 7, Suicide, senão ficar com vontade de ouvir novamente e nem de balançar o corpo, esqueça, Raveonettes não é a sua praia. Na primeira faixa, Bang!, a velha, boa e agradável melodia pop que logo de cara me conquistou. Destaque para Break Up Girls!, com guitarras “barulhentas” que lembram Jesus and Mary Chain, coisa que aprecio muito (não é por acaso que sou fã). E nada melhor que “Wine” para finalizar brindando tranqüilamente um grande disco.

Não consigo dizer que este é o melhor álbum da banda, alias, não consigo definir o melhor e o pior entre os 5 albuns. Sem perder algumas características marcantes que identifica a banda, cada um tem algo que lhe é peculiar. Acho todos ótimos.

Conferi esta preciosidade e digo que é altamente recomendável !

A seguir, a 5 faixa do no disco. DJ, toca esta por gentileza.

25 de set. de 2009

Intervalo Musical - 90's

90’s – O RETORNO

Certa vez assisti na TV Edgard Scandurra (guitarrista do Ira) falando, não me lembro das palavras exatas mas era algo do tipo, “no mundo rola uma coisa cíclica, e a cada 20 anos a moda volta”. Pensei nisso e achei perfeito.

Prova disso é que toda nostalgia que estava girando em torno da década de 80 está acabando, que bom, pois acho a moda nesta época desagradável, salvo uma porção de bandas. E quem está chegando? A década de 90. O que muito me alegra, pois foi a “minha época”, estava descobrindo o mundo, formando minha opinião e principalmente ouvindo muita música.

Quero deixar claro, gosto de música de todas as épocas, mas hoje o assunto será limitado.

Em meio a tantos avanços, mudanças e fatos históricos como o fim da guerra fria, globalização, popularização do celular, final de Copa do Mundo e um grito ecoando nos quatro cantos do Brasil “é tééééétra, é tééééétra”, vídeo games, dvd, Corinthians tricampeão brasileiro, browser, clonagem, São Paulo bicampeão da Libertadores, alimentos geneticamente modificados, reciclagem, fim da fila para o Palmeiras e uma Libertadores, teoria das cordas, dogma 95..., a década de 90 começa bem com a popularização do computador pessoal e da internet, junto com a explosão da MTV no Brasil, facilitando demais o acesso à música. Novas bandas surgiam a cada instante, e todas estas facilidades somadas a alta velocidade da informação, contribuíram muito para a divulgação e surgimento de novos estilos mas, simplesmente por gostar muito vou destacar bandas de rock, principalmente as independentes que são as maiores beneficiadas.

A música eletrônica se difunde com o rock e aparecem bandas como Nine Inch Nails, Rammstein, KMFDM e Ministry

Nas paradas de sucesso surge o grunge, trazido por bandas como Nirvana, Alice in Chains, Soundgarden, Stone Temple Pilots, Mudhoney e Pearl Jam. Tudo isso era bom, mas tinha muito mais para conhecer.

Simultaneamente conheci o pop rock britânico e, imediatamente me apaixonei. A grande maioria Influenciada por bandas da 1ª Invasão Britânica (quem leu a estréia do Intervalo Musical – The Rolling Stones, sabe do que estou falando, mas tratasse de outra década, portanto vamos manter o foco), surgem as conhecidas Oasis, Blur, Placebo, The Verve, The Charlatans, Belle & Sebastian, as minhas queridas Manic Street Preachers, Muse, Ocean Colour Scene, Pulp, Suede, Super Furry Animals, Ash..., sem esquecer a espetacular Spiritulized. Enfim, a lista é aparentemente infinita.

Acho Spiritualized tão espetacular que quero compartilhar:



Viajando para outro continente, chegando precisamente nos Estados Unidos da América, aparece outra lista gigantesca de bandas que descobri ao longo da década de 90, mas que até hoje eu ouço com prazer imenso. Bettie Serveert, Superchunck, Pavement, Weezer, Buffalo Tom, Velocity Girl e Nada Surf fazem parte desta lista.

E finalmente no Brasil, período fortemente marcado por Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A grandes colaboradores do movimento manguebeat, algo que considero realmente diferente além de ótimo e felizmente apareceu aqui, ainda mais considerando outras bandas que surgiram como Jota Quest, Raimundos e Charlie Brown Jr., que na minha opinião “ninguém merece”.
Lembro com carinho e sinto orgulho em dizer que fui nos shows do Brincando de Deus, Pelvs, Second Come e Low Dream, pois representaram muito bem o Brasil, e eu adoro.

Neste momento descobri o quanto é difícil falar de um assunto tão abrangente tentando não deixa-lo cansativo. Está faltando muito, portanto fique à vontade para citar alguma lembrança desta época que eu pequei deixando de escrever aqui.

Recebo de braços abertos o retorno da década de 90. Não sou retrógrada, também gosto do novo, mas um pouco de nostalgia não faz mal. É só para relembrar dos anos que eu efetivamente comecei a “viver”. Os anos dourados da minha vida.

Apesar de ser de 1983, esta banda marcou minha década de 90, presenciei muito “air guitar” nas pistas e é uma das minhas paixões da época. Sempre peço:

“DJ, toca esta por gentileza”

11 de set. de 2009

Intervalo Musical

Durante as partidas de futebol existe um intervalo de 15 minutos onde a bola NÃO está rolando.
Vamos aproveitar este intervalo para bater aquele papo descontraído, 100% informal, sobre algo que assim como o futebol, faz a gente vibrar muito, traz lembranças, nos faz rir e até chorar e, para não deixar toda a emoção que o futebol traz 'esfriar' neste intervalo, vamos falar de música.
Assim como cada um tem seu time do coração, cada um tem sua predileção por um estilo de música.
Eu sou apaixonada pelo Corinthians e pelo tal do Rock'n Roll. Pronto falei !
Por isso vamos conversar sobre rock e todas as suas incontáveis vertentes. Às vezes, pode aparecer por aqui algo sobre pop, jazz, mpb, eletrônico, samba de raiz, entre outros estilos, afinal boa música é sempre bem-vinda.

The Rolling Stones - A Seleção do Rock

Você deve estar pensando: "que clichê falar de rock e Rolling Stones!".
Eu pergunto: "Quem poderia representar melhor o rock?"
Vamos aos fatos:
Pense em uma banda que nasceu 1962, cresceu e não esqueceu de acompanhar as mudanças do mundo durante 47 anos com tanto sucesso.
No atual elenco temos Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ron Wood (Ron Wood, que antes tocava com a banda The Faces, liderada pelo maroto Rod Stewart). Darryl Jones, que é baixista contratado, não é considerado membro oficial. E não vamos esquecer de quem marcou presença nos Stones, o gigante Brian Jones, Bill Wyman e Mick Taylor.
Conhecida como uma das bandas da "Invasão Britânica" que foi a grande explosão da música inglesa na América do Norte (lembrando que este tipo de representatividade no futebol só quem tem é o Corinthians, com a invasão de 1976 no Maracanã), começou sob a forte influência de R&B e Rock, com covers de canções de Chuck Berry e Muddy Waters e a composição I Wanna Be Your Man da dupla John Lennon e Paul McCartney - que eu adoro. O álbum Stick Fingers teve a capa idealizada pelo Andy Warhol. Parcerias incríveis que vão de Buddy Guy a Jack White fazem parte da história da banda. Hits como Satisfaction, Start Me Up, Sympathy For The Devil, Jumping Jack Flash, Miss You e Angie fizeram dos Stones uma das bandas mais conhecidas do rock, mas também os levaram aos grandes clichês do gênero porém, é impossível negar que são músicas espetaculares e destaco Gimme Shelter que considero um marco na história, chega a dividir o rock em "AGS" (Antes de Gimme Shelter) e "DGS" (Depois de Gimme Shelter). Impossível não sentir uma vibração intensa e inexplicável quando se escuta estas músicas. Jean Luc Godard fez Sympathy For The Devil, um documentário sobre apenas uma das músicas da banda e o Martin Scorcese fez Shine A Light, um documentário sobre apenas um show da banda, ambos ótimos.
Os Rolling Stones já venderam mais de 500 milhões de álbuns no mundo inteiro. Facilmente se enche um estádio de futebol anunciando que lá haverá um show dos Rolling Stones e, em um único show, eles podem fazer mais de 1,5 milhões de pessoas "cantar, pular, gritar, rir e chorar". (isso não lembra futebol ?).
Recepções efusivas da crítica, problemas com drogas, conflito de egos, tudo isso faz parte da rotina de grandes rockstars, nada que desabone os Stones na minha opinião. O fato deles serem populares e de ouvir músicas deles em todas as rádios não me incomoda; faz tempo que aprendi a discernir entre popular bom e popular ruim.
Em um breve resumo citei grandes nomes da música e da arte, lembrei de grandes shows. Poderia falar páginas e mais páginas sobre a grandiosidade desta banda e tudo o que ela representa para o rock. Com certeza você também se lembra de algo não citado aqui que descreve a magnitude desta banda, mesmo que você não goste dela.
E por estas e outras que The Rolling Stones está no meu Top 5.
E agora? Você ainda acha que eu deveria fazer minha estréia aqui, falar sobre rock, e não falar de Rolling Stones?

É isso ai ! Espero revê-los em breve. Críticas, sugestões e elogios são bem-vindos, afinal "Sua opinião é muito importante para nós"
Pode trazer quem quiser, é só chegar, puxar a cadeira e ficar à vontade.

Agradecimentos: Luciana Cury e Viviane Santana pela colaboração e incentivo e João Paulo Tozo pelo convite para participar desta equipe.

Chamada: Na próxima vai rolar Show do Beirut e, não é promoção de restaurante árabe.

DJ, toca esta por gentileza !