Continua tudo igual na briga pelo caneco do BR09. O líder é o mesmo, assim como o vice-líder. Os 5 pontos que os separam também são os mesmos. As coincidências continuam acontecendo assustadoramente da mesma maneira. Se um vence, o outro dá o troco na mesma moeda. Mas se acontece algum tropeço, o outro parece se espelhar na má jornada do rival e também tropeça.
A bagunçada 29ª rodada do Brasileirão deu mais uma amostra dessa “regularidade” dos principais postulantes ao título. No sábado o São Paulo foi ao Maracanã enfrentar o ascendente Flamengo. Pressionado ao longo de toda a partida, conseguiu abrir o placar através de grande jogada de Dagoberto. Parecia o cirúrgico e matemático São Paulo tricampeão. Mas na 2ª etapa o Flamengo fez valer seu maior volume de jogo e o grande momento de Petkovic. A virada de 2X1 fez jus ao melhor jogo do time que tem a 2ª melhor campanha do 2º turno, com 18 pontos.
Enquanto isso, o Internacional empatava em 1X1 com o Atlético PR, no Beira-Rio.
Mais uma ótima oportunidade para o líder Palmeiras disparar na tabela, podendo ampliar sua vantagem para 8 pontos. Jogo contra o Náutico, de péssima campanha e candidatíssimo a vaga na série B em 2010.
Apesar dos 7 desfalques e da evidente “Diego dependência”, o futebol mostrado pelo líder não foi digno de sua liderança. Assustadoramente apático, assustadoramente sem opções para mudar o panorama do jogo, o jogo foi um massacre do time de Carlinhos Bala e Cia. Mais uma vez ficou provado que o Palmeiras tem sim um grande time, mas um elenco apenas médio.
Foi a 1ª vez na competição que o Palmeiras perdeu por diferença de 3 gols. Não foi a 1ª chance perdida para disparar de vez na tabela.
Dos 2 jogos sem Diego Souza, o Verdão somou apenas 1 ponto. Contudo, a margem para que os adversários desconstruam essa vantagem verde diminui a cada rodada. Restam agora apenas 9 jogos, sendo que para o Palmeiras são apenas 8, descontando aí a vantagem que o time tem de conseguir segurar a ponta ainda que seja derrotado e os adversários vençam.
Cheers,
13 de out. de 2009
Chazinho de Coca - Tudo igual na briga pelo caneco do BR09
9 de out. de 2009
"O Killers e o Palmeiras" - do Popload do Lucio Ribeiro
* O KILLERS E O PALMEIRAS - Da série futebol é pop, nesta semana teve uma reportagem do “Globo Esporte”, programa jornalístico esportivo do horário do almoço, em que o técnico Muricy Ramalho era o personagem. O sempre carrancudo e cinquentão Muricy, atual Palmeiras e ex-São Paulo, na juventude foi hippongo e roqueiro, jogava com o cabelão comprido nos anos 70 etc. Na matéria do “GE”, o repórter “pegou carona” no carro do Muricy, do Palmeiras para a casa do técnico, para entrevistá-lo no caminho. A trilha sonora da reportagem era o que o Muricy ouvia no som do seu carro. E durante boa parte do tempo tocou “Mr. Brightside”, música da época em que o Killers era bem bom. Olha o Muricy!

Intervalo Musical Bônus – Saudosismo Corintiano !
Hoje teremos Intervalo Musical Bônus, pois prorrogamos para TODAS AS TERÇAS-FEIRAS.
Mas, já que estamos aqui, vou aproveitar para mostrar dois presentes lindos que ganhei da minha amiga Luciana Cury.
Ela bem sabe que sou corintiana e também que sou apaixonada por música, por isso foi revirar sua imensa, antiga e divina coleção de discos de vinil para me presentear com estes 2 compactos históricos, para mim algo “invendável, inegociável e imprestável” (Parafraseando Vicente Matheus, referente o Sócrates)
Todos sabem que 1977 foi um grande ano para o Corinthians, quando o Timão ganhou o título de Campeão Paulista, pondo fim a um jejum de 22 anos e, em meio a uma grande festa veio o lançamento destes compactos:
TIMÃO MARAVILHA
Lado 1:1-Timão Maravilha – Rick, Rock & Robyn
Lado 2:
1-Mulher Corintiana – Odair Cabeça de Poeta
Que maravilha, uma música para mim !
CAMPEÃO PAULISTA 77 – OS DEMÔNIOS DA GAROA
Lado 1:
1-Oi Nois Aqui Traveis
2-Hino do Corinthians
Lado 2:
- O Timão
Homenagem do corintianíssimo Demônios da Garoa, que dispensa qualquer apresentação.
VEJO TODOS AQUI NA TERÇA-FEIRA.
(ouvindo: The Pains Of Being Pure At Heart - Hey Paul).
In loco - Rua Augusta lado centro
Rodada do banco de reservas
Olá leitores do blog Ferozes F.C., hoje é dia de estréia nos campos deste blog, e é com orgulho que me filio a esse veículo para complementar o excelente trabalho que meus companheiros já fazem por aqui. Meu nome é Angelo Gabriel, conhecido pelos amigos como Malka, natural do ABC Paulista, roqueiro, e até onde sei gente fina. Vamos ao que interessa? É hora de falar como foi essa rodada.
O campeonato brasileiro deste ano mostra mais uma vez como o campeonato de pontos corridos pode sim ser disputado até o final. A emoção dos torcedores nos dois dias que se passaram foi intensa, coisa bonita de se ver, principalmente na ponta do campeonato. Vimos palmeirenses assistindo a jogo do São Paulo, e são paulinos desesperados gorando o Palestra até o último minuto. A tabela da metade pra cima não mudou muito coisa, a rodada ajudou muito ao intrépido Internacional, e só.
Voltando a atenção para o tricolor paulista, vemos um time cada vez mais dependente de Dagoberto, que por sua vez está longe de resolver os problemas sozinho, as bolas seguem cada vez mais em direção a seus pés por parte de um time geralmente apático apesar de ofensivo se comparado com o ano passado, mas vimos cada vez mais um São Paulo com dois problemas crônicos em suas partidas: 1- Quando o time marca abrindo o placar parece desistir de jogar, as táticas outrora adotadas que pode-se ver em campo antes do gol são esquecidas e substituídas por um jogo sem sentido e de passes irregulares; 2- O tricolor toma muitos cartões amarelos em suas partidas, foi quase um milagre somente o Dagoberto e o Gonzales terem recebido, porém Dagoberto continua a espalhar a fama de ataque faltoso do time. Ainda sobre os cartões amarelos do time tricolor, temos que atentar o fato que o time não conseguia há muitas rodadas manter um time dito “titular” em campo, sendo assim o esquema tático fica quebrado e não consegue funcionar como deveria.
Vimos em campo nessa rodada algo semelhante acontecer no Morumbi, o técnico Ricardo Gomes aposta em colocar o reserva Washington e assim como no jogo contra o Corinthians o grande e um pouco atrapalhado atacante marca em um rebote do goleiro do Coritiba. Ele vem se mostrando eficiente, coisa que a torcida do tricolor precisa enxergar já que as cobranças em torno dele são fortes por parte dos mesmos.
O torcedor tricolor teve momentos aflitos também quando teve que assistir ao jogo de Palmeiras e Avaí. Depois de uma rodada anterior na qual o Palestra parecia indestrutível, com direito a um golaço e tabela com bola por entre canetas do goleiro, o que parecia restar após esse empate tricolor era sentar e ver o adversário ser campeão e quebrar os três anos de caneco com esperança para um quarto, porém, o que vimos foi um Palmeiras com excesso de confiança, que entra em campo com certeza de vitória e acaba tendo uma surpresa, o Avaí que ao final do jogo ainda pressionava o time em sua própria casa não marcou por falta de um pouco mais de qualidade, e se não fosse o lançamento do Ortigoza para Robert marcar e a força que a substituíções de Muricy trouxeram ao time o Palmeiras iria sentir o São Paulo mais perto de seu cangote.
Essa rodada foi emocionante, sem muitas mudanças de cenário porém com o coração do torcedor saindo pela boca, e foi também a rodada do banco de reservas, pois Washington(SP), Ortigoza(PAL) e Robert(PAL) foram decisivos para segurar as pontas para seus times.
Seguem os gols do jogo tricolor para vocês:
Enquanto escrevia esta coluna eu ouvia: Pixies – Velouria ; Cat Power – Metal Heart; Ray Charles – Georgia is on my Mind
Chazinho de Coca - Tropeços, tropeços e tropeços.
Desde a quarta-feira com o empate entre São Paulo e Coritiba que muitos passaram a contar com o ovo antes da galinha. Trocando em miúdos, que não os de frango, muitos davam como certa a vitória palmeirense sobre o Avaí e a posterior abertura de 7 pontos em relação ao tricolor ou de 6 em relação ao Atlético MG, caso esse também vencesse seu jogo, contra o Botafogo.
Certamente seria estabelecida uma vantagem difícil de ser tirada em 10 jogos. Só esqueceram de avisar o bom time do Avaí. Bom e catimbeiro.
Cera e contra-ataque foram as armas dos visitantes. Armas que se mostraram eficientes. Tanto que em nenhum momento da partida, e por conseqüência da rodada, o Palmeiras conseguiu abrir a tal vantagem de 7 pontos, pelo contrário. O 1º tempo caminhava para seu final e o placar apontava 0X2 para o Avaí, o que transformava o empate do São Paulo não em perda de 2 pontos, mas no ganho de 1, já que a vantagem diminuía para 4 pontos.
A “Diego dependência” existe e ela ficou bem nítida ontem, sobretudo no 1º tempo. Deve-se levar em conta os desfalques e o retorno surpreendente e com o futebol que não surpreendeu de Jeferson. O forte lado esquerdo do Verdão ontem foi pálido. O que fez o mais uma vez destacado futebol de Figueroa ser acionado e sobrecarregado pela direita. No meio Cleiton Xavier tinha de se desdobrar para cobrir a má jornada de Souza e Jumar, o que fez seu futebol não ser o de costume.
Ao final da 1ª etapa a torcida viu-se aliviada com o gol de Vagner Love. Virar o jogo com 2X0 na lomba seria treta feia.
Na 2ª etapa Muricy deu jeito no time. Mandou a campo o mais uma vez iluminado Robert, no lugar do mais uma vez apagado Obina. Além de Williams no lugar do Jeferson de sempre. Foi outro jogo.
Enquanto isso o Galo Mineiro levava uma sova do Botafogo. Por vezes me vi acompanhando o jogo do RJ e se um desavisado se deparasse com o jogo, certamente apontaria o Fogão como time que briga pelo título, tamanho o bom futebol apresentado ontem. André Lima parecia atacante de seleção brasileira. Até então estava 3X0 Botafogo.
Voltando ao Palestra, o jogo começava a ter ares de dramaticidade. O Palmeiras pressionava mas faltava o detalhe final. Os amarelos começavam a aparece e o Palmeiras já desfalcado até o talo, se viu em situação complicada até para montar o time para o próximo jogo contra o Nautico.
Quando o Avaí voltava a gostar do jogo, Ortigoza, que havia entrado no lugar de Souza, cruzou no meio da área e na cabeça do iluminado Robert. 2X2 e o Palestra quase veio abaixo.
Ainda houve tempo de Vagner Love ser expulso. Uma expulsão que ao meu modo de ver não foi justa. Vermelho direto? O amarelo cairia muitíssimo bem.
Para a próxima rodada, o Verdão que já não terá Diego Souza e Armero que estarão em suas seleções e Mauricio Ramos machucado, ainda perdeu Edmilson e Obina pelo 3º amarelo e Vagner Love, expulso.
Veja o que de bacana aconteceu:
De bom, além da excelente recuperação, leva-se a certeza de que a sorte continua vestindo verde. Quando os adversários vencem e se aproximam, o Palmeiras também vence e abre vantagem. Quando o Verdão tropeça, todos os outros cooperam e também tropicam pelo caminho. E assim a vantagem continua de 5 pontos para o vice-líder São Paulo.
E da mesma maneira que Diego Souza, Cleiton Xavier e V. Love geram uma combinação explosiva, na música, algo que junte Michel Stipe e o Placebo de Brian Molko também resulta em algo substancial para os ouvidos alheios. Do disco Meds, a espetacular Broken Promisse é o petardo que embala o post de hoje.
Cheers,
8 de out. de 2009
Do Populacho! - Mais um empate!
6 de out. de 2009
Golden Goal - Golaços de bola parada, de Playstation e de Linha de Passe.
A Golden Goal de hoje traz 3 golaços da última rodada e que em nada se parecem. Cada um com sua beleza particular.
O 1º é o gol de falta de Correa, do Atlético Mineiro. O meia voltou para o país jogando muito e, com a precisão de poucos nos passes e lançamentos, está fazendo a festa de Diego Tardelli. A jogada que originou a falta começou com lançamento do próprio Correa, que lançou Tardelli, que por sua vez se atirou ao chão quando o marcador chegou junto. A falta, que não existiu, resultou na expulsão do zagueiro e na falta que decretou a vitória do Galo. Trata-se também de uma homenagem ao ótimo momento de Correa. Confira:
O 2º golaço da rodada é internacional. É de Pedro, do Barcelona. Golaço com cara de Winning Eleven, com cara de Fifa 09. O bichão recebeu na direita da área e no domínio levou a criança para a entrada da área, de onde virou e meteu no ângulo. Um golaço que deu a vitória sobre o Almeria. Você faz um desses no Playstation?
Depois de um golaço em lance de bola parada e de outro em uma pancada no ângulo, o 3º é o clássico golaço de linha de passe. Toques rápidos, precisos, de categoria e iniciada por um maestro. É o 3º gol da vitória do Palmeiras contra o Santos. Gol dado a Vagner Love, mas um gol desenhado por vários personagens. Começando pelo totozinho sensacional de Diego Souza no meio campo e achando Cleiton Xavier, que com mais um belo toque por cima dos marcadores, achou V.Love fazendo o pivô e como um pivô, matou a marcação com um leve toque, devolvendo a bola para Cleiton, no único momento da jogada onde a bola foi conduzida e enfiada com categoria para Robert, que com perspicácia tocou entre as pernas do goleiro santista. Deveria ser o 2º gol de Robert e a 14ª assistência de Cleiton Xavier no BR09, mas V.Love surgiu como um relâmpago e completou a jogada para gol. Se liga na maravilha que foi a jogada:
Aconteceram também os golaços de Zé Roberto, do meio campo, pelo Hamburgo e o de Pallermo, de cabeça e de muuuuuuuito longe, pelo Boca. Mas esses estão nas listas de tudo quanto é canto e nós somos um canal futebolístico indie, logo fugimos do convencional (risos)
Deliciem-se, ferozes.
Cheers,
5 de out. de 2009
Do Populacho! - Volta à Fazendinha!
Chazinho de Coca - Jogando luzes na liderança alviverde.
São 12 rodadas consecutivas na liderança. Time que mais venceu e menos perdeu no BR09. Melhor defesa e melhor saldo de gols. Mais uma vitória e volta a obter a média de 2 pontos por jogo, índice que o time já atingiu em outro momento na competição e que é suficiente para lhe garantir o título, independentemente do que os outros façam.
São dados suficientes para justificar a incontestável vitória do Palmeiras sobre o Santos, na Vila Belmiro. Mas acredito que eles sirvam mesmo é para jogar luz no porque do alviverde estar nessa grande condição no campeonato. Para buscar compreender o resultado do jogo de ontem, basta olhar as escalações:
Santos: Felipe; George Lucas, Fabão, Eli Sabiá e Triguinho; Rodrigo Souto, Pará, Germano e Madson; Neymar e Kléber Pereira
Palmeiras: Marcos; Figueroa, Maurício, Danilo e Armero; Edmilson, Souza, Cleiton Xavier e Diego Souza; Obina e Vagner Love
Chega a me espantar as declarações de Luxemburgo quando chegou ao Santos, dizendo que pretendia classificar esse time para a Libertadores. Simplesmente não dá para se levar a sério. A briga santista é para não terminar o campeonato numa situação ruim, apenas isso.
Não bastasse o limitado time que tem em mãos, Luxa ainda não pode contar com a saudosa eficácia de Kleber Pereira, que vive péssimo momento. Vê no prematuramente lançado e classificado como craque, Neymar, transformar-se num reconhecido “cai-cai”. Não bastasse isso, ainda fica sem seu braço direito em campo, Emerson, que foi cortado por um tal de “desconforto muscular”. Denominação da moda que no frigir dos ovos quer dizer uma “P*** dor dos infernos”. Um “modismo” que ainda tirou Fabão e George Lucas logo no início do jogo.
Não bastasse tudo dar errado para o Peixe, tudo dá certo para o Palmeiras. Danilo mais uma vez fez um grande jogo, salvando milagrosamente uma bola que era quase gol de Madson. É um zagueiro que faz a leitura tática do jogo, como o próprio Muricy gosta de dizer, e que com isso ajuda na melhor armação do setor defensivo.
Figueroa ganhou a lateral direita na bola e colocando as bolas onde bem entende na zaga adversária. Com ele o Palmeiras deixou de ser tão central e passou a abrir as jogadas por aquele lado. Já são 2 assistências e 1 gol marcado em apenas 2 jogos como titular. 
Na partida de ontem Obina não foi bem, mas em seu lugar entrou Robert, que marcou o gol da virada e ainda teve muita lucidez na jogada do 3º gol. Gol anotado por Vagner Love, que decide quando precisa.
E tudo isso orquestrado, desenhado e finalizado pelo grande jogador do BR09, o grande jogador do time no ano – Diego Souza.
Veja o que de melhor aconteceu no clássico na Vila Belmiro:
Restam 11 rodadas para o término do BR09. O Verdão mantém os 5 pontos de vantagem para o São Paulo, que por sua vez necessita de ao menos 2 tropeços alviverdes, sem que o tricolor paulista se dê ao luxo de ter margens de erros, para assim poder ultrapassar o rival.
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Despeço-me da feroz nobreza, mas não sem deixá-los com a pancada musical que embalou a feitura desse post. Do clássico disco Facelift, de 1990. Daquela que para mim, foi a grande banda grunge de todos os tempos – Alice in Chains, com Bleed the Freak. Saca só que maravilha:
Cheers,
2 de out. de 2009
Intervalo Musical - The Raveonettes 2009
O juiz apita, hora do intervalo. Na quarta rodada aqui no FFC entra o Intervalo Musical, com um belíssimo lançamento na área.
Entra em campo The Raveonettes, fazendo um gol de placa com o lançamento do seu 5º álbum, In and Out of Control.
Mesmo sem fugir muito da fórmula já utilizada, afinal, em time que está ganhando não se mexe, porém, com uma porção à mais de pop, achei este disco excelente e merecedor de muitos elogios, o mesmo sentimento que tive com os discos anteriores.
Os Raveonettes, formado por Sune Rose Wagner e Sharin Foo, duo dinamarquês de rock, usuários fiéis de instrumentos Fender, uniram-se em 2001 e até hoje me proporcionam prazer quando ouço suas músicas. Sharin, linda e dona de uma voz doce, encanta qualquer um tocando baixo, junto com Sune, vocalista e guitarrista competente que, com harmonia não deixam à desejar quando o assunto é rock.
Em Setembro de 2005, The Raveonettes era apenas um coadjuvante na edição do Curitiba Rock Festival, quando todas as atenções estavam voltadas para Weezer e Mercury Rev. Com bom entrosamente e presença de palco fizeram uma apresentação memorável. No final estava extasiada, fico feliz por não ter perdido este show.
Uma das musicas preferidas
Você ainda não conhece o In and Out of Control? Quer saber se vai gostar? Então vá direto a faixa 7, Suicide, senão ficar com vontade de ouvir novamente e nem de balançar o corpo, esqueça, Raveonettes não é a sua praia. Na primeira faixa, Bang!, a velha, boa e agradável melodia pop que logo de cara me conquistou. Destaque para Break Up Girls!, com guitarras “barulhentas” que lembram Jesus and Mary Chain, coisa que aprecio muito (não é por acaso que sou fã). E nada melhor que “Wine” para finalizar brindando tranqüilamente um grande disco.
Não consigo dizer que este é o melhor álbum da banda, alias, não consigo definir o melhor e o pior entre os 5 albuns. Sem perder algumas características marcantes que identifica a banda, cada um tem algo que lhe é peculiar. Acho todos ótimos.
Conferi esta preciosidade e digo que é altamente recomendável !
A seguir, a 5 faixa do no disco. DJ, toca esta por gentileza.
