20 de out. de 2008

Chazinho de Coca - 2X2 num jogo nota 10.

2X2 num jogo nota 10.

Dos 3 resultados possíveis, deu aquele que menos interferiu na classificação. Mas alguém discorda de que foi o grande jogo do campeonato? Palco, público e cenário perfeitos para um verdadeiro espetáculo. Então as estrelas brilharam como nunca e tornaram o clássico entre Palmeiras X São Paulo, um dos mais fantásticos jogos do ano.



Não vou realizar uma leitura tática ou técnica da partida, pois foi impossível fixar o pensamento em desenhos e armações. Uma partida eletrizante do início ao fim. Penalti e gol logo de cara, dupla expulsão na sequência. Infeliz jornada do outrora carrasco tricolor, Léo Lima. Partidaça de Rogério Ceni, digna dele próprio.

O São Paulo entrou melhor e se deu melhor nas expulsões, afinal o alviverde perdeu mais com a saída de Diego Souza, do que o tricolor com a saída de Borges. Muricy escalou melhor o São Paulo, Luxa sentiu a falta de Martinez, numa zaga que havia sido vazada apenas 1 vez desde que o volante de ofício assumiu a nova função. Os 2X0 do 1º tempo refletiram bem esse panorâma.

Já os 45 minutos finais foram definidos nas alterações de ambos os treinadores. As investidas de Luxemburgo surtiram notória melhora em seu time, o que não aconteceu com os pupilos de Muricy. Talvez esteja no banco a diferença entre os times. No elenco e não nos treinadores, hoje, disparados os melhores do país.

Melhores do país - talvez não apenas os 2 técnicos, mas também os times. Talvez isso explique o porque, esse Palmeiras X São Paulo foi tão memorável e, ainda que o empate pouco tenha alterado o campeonato, com toda certeza demarcou espaço na memória do torcedor que teve o privilégio de acompanhar tamanho espetáculo. Um 2X2 num jogo nota 10.


Cheers,

17 de out. de 2008

Casagrande: "não achava que era doença"

Reproduzo abaixo, uma matéria com o grande Walter Casagrande Júnior. E antes de prosseguir, acho pertinente dizer o quanto fico feliz por vê-lo de volta desse inferno todo. Longa vida ao grande Casão.

Fonte: Portal Terra

Casagrande: "não achava que era doença"

Ricardo Calazans

Um ano após ser internado, contra a vontade, em uma clínica para dependentes químicos em São Paulo, Walter Casagrande Júnior voltou a aparecer em público na última quinta-feira e fez um relato sincero e emocionado de sua luta contra as drogas em entrevista a um programa da TV Globo, que irá ao ar já na madrugada deste domingo. Muitas vezes, o desejo de usar drogas era mais forte do que a própria vontade do ex-jogador de Corinthians, Flamengo, São Paulo e Seleção Brasileira.

"Eu me injetava chorando, sabia que não podia fazer aquilo, mas não resistia", disse. "Cheirava e me injetava, mas não achava que isso era doença. Pensava que podia parar, mas a dependência química é progressiva, fatal e incurável. Vou ter que conviver com ela até o fim da minha vida, mas nunca mais quero ter uma overdose na frente do meu filho de 12 anos", completou.

Comentarista licenciado da própria emissora, Casagrande contou em detalhes o drama de sua doença, da qual só tomou conhecimento após capotar com seu carro, em setembro do ano passado. "Tenho 1,91m e dei entrada no hospital pesando 70 quilos, cheio de marcas de picadas nos braços. Quando acordei do coma, três dias depois, estava internado", contou.

O comentarista foi mantido na clínica Greenwood, em Itapecirica da Serra, por determinação de seu filho mais velho, Victor Hugo, 22 anos. Durante oito meses, o ex-jogador não teve contato algum com parentes ou amigos e recebeu alta somente há duas semanas.
Mas ainda está reaprendendo a usar sua liberdade. "Nos quatro primeiros meses, eu tentei lutar contra o tratamento. Meu filho me bancou lá, disse que eu não sairia, e me salvou. Sou um cara pacato, mas tenho um poder de autodestruição enorme", afirmou.

Casagrande contou que começou a usar drogas ainda na adolescência. "Venho de uma geração em que os ídolos morreram de overdose. Admirava Jim Morrison. Quando comecei, não foi com maconha. Eu usava cocaína e heroína", disse.
Até sua internação, em setembro de 2007, Casagrande já havia sofrido quatro overdoses.

Durante o período como jogador, porém, ele garante que soube segurar a onda.
"Fiquei oito anos longe das drogas, lá na Itália. Antes, aqui no Brasil, eu usava maconha e cocaína na véspera dos jogos, gostava da sensação de prazer. Mas quando você pára de jogar, no dia seguinte não é ninguém. Senti falta daquela adrenalina, queria de volta a emoção dos estádios cheios. Foi quando caí de cabeça nas drogas", afirmou.

Em janeiro de 2006, Casagrande se internou voluntariamente por 40 dias. "Há um tempo, eu havia começado a perder o controle da minha vida, da minha disciplina, e fui me distanciando da família, dos amigos. No trabalho eu também já encontrava dificuldades e estava fora da Copa do Mundo da Alemanha naquela época. Batalhei muito, fiquei sem usar drogas e consegui ir à Copa, para comentar os jogos", lembrou.

Na volta para casa, no entanto, ele teve uma recaída assistindo ao DVD de Ray, filme sobre a vida do músico Ray Charles, que teve uma longa relação com a heroína. "A dependência química é sutil, vem de repente. Vi o personagem na fissura e pensei: quero me injetar agora", contou o ex-jogador.

Casagrande, porém, não ficou à vontade para entrar no debate sobre a descriminalização das drogas. "Eu sempre fui a favor, mas não acho que seja uma prioridade para o Brasil, neste momento. Mas também não vou me engajar em projeto algum contra as drogas; seria hipócrita de minha parte falar contra isso. O que posso fazer é incentivar a internação e o esclarecimento sobre a doença da dependência química", afirmou.

O comentarista foi o primeiro dos entrevistados do programa. A atriz Malu Mader, que entrou em seguida, é sua amiga de longa data e não escondeu a alegria por reencontrá-lo. "Não sabia que você estaria aqui, foi um depoimento emocionante, contundente e muito útil", comentou a atriz.

A banda Skank prestou, logo depois, uma homenagem ao ex-jogador: enquanto tocava "É uma Partida de Futebol", um telão exibia gols de Casagrande jogando pelo Flamengo, Corinthians e Seleção. "Você é o único que conseguiu unir rock e futebol, Casão", brincou o vocalista da banda, Samuel Rosa.

Há duas semanas de alta, Casagrande ainda não se acostumou à velha nova rotina. "Fiquei um ano trancado, sem ver ninguém, e a cada pessoa que encontro sinto uma emoção muito forte.

Tenho que ir devagar. Até agora, só saí de casa para ver um show da Rita Lee e para vir aqui", disse, coberto de aplausos da platéia jovem do programa.
"Só saio para jantar com psicólogos. Eu ainda preciso deles", disse. Prontamente, foi convidado por Malu Mader para jantar com ela e o marido, o guitarrista Toni Bellotto, dos Titãs.
Até o fim do ano, há possibilidade de que volte a comentar jogos para a TV, mas ele não quer apressar as coisas. Ainda freqüenta a clínica diariamente, das 12h30 às 17h, onde encontra outros dependentes químicos e uma psicóloga.

Mas mostrou que está com o senso crítico afiadíssimo ao responder à pergunta de um rapaz, que queria saber sobre o atual time do Corinthians, que disputa a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. "Você quer saber de drogas, né?", brincou.

16 de out. de 2008

"A vitória apaga tudo" ou "em boca fechada nao entra mosca'

Refletindo sobre a atual seleção brasileira, um pequeno texto sobre a classificação do brasil para a copa de 2002, publicado na FSP em 15.11.2001. Não assisti o jogo de ontem. Deve ter sido horrivel... tão horrivel quanto jogos da eleimintória para 2006, para 2006, para 1994...

BRASIL 3 x 0 VENEZUELA

Ufa!

Reservas e titulares do Brasil se abraçam na comemoração de gol da seleção na vitória sobre a Venezuela, ontem, no estádio Castelão


Após 18 jogos, 6 derrotas, 4 técnicos e quase 2 anos, seleção se classifica à Copa-2002 na partida final das eliminatórias

FÁBIO VICTOR
JOSÉ ALBERTO BOMBIG
SÉRGIO RANGEL
ENVIADOS ESPECIAIS A SÃO LUÍS

Apesar de tudo, vamos à Copa.

Ontem, em São Luís, Maranhão, aos gritos de "olé" e "daqui do Maranhão, a seleção vai pro Japão", o time comandado por Luiz Felipe Scolari impôs 3 a 0 na Venezuela e se classificou para mais uma Copa do Mundo de futebol.
Três gols, os três no primeiro tempo, para alívio da torcida, dos cartolas e dos executivos da bola.

Dois de Luizão, novo salvador da pátria, recém-recuperado de uma contusão, e um do sempre criticado Rivaldo, sem as tradicionais chuteiras brancas, artilheiro da equipe nestas eliminatórias -oito gols, o mesmo que o preterido Romário fez em três jogos.

Apesar de se classificar apenas no 18º dos 18 jogos da mais longa eliminatória sul-americana da história, de ter ficado apenas em terceiro lugar na competição, de ter o pior aproveitamento de pontos de sua história (55,5%) e de ter perdido definitivamente sua hegemonia no continente, a seleção brasileira vai a mais uma Copa.

Apesar de ter sofrido seis derrotas, algumas para adversários com pouca tradição como Bolívia, Equador e Paraguai, apesar de não conhecer uma base para seu time titular e de ter colocado em campo nada menos que 59 jogadores, número recorde, o Brasil vai à sua 17ª Copa.

Apesar da falta de padrão, apesar de ter consumido três treinadores diferentes -Wanderley Luxemburgo, Emerson Leão e Scolari-, apesar de ter sido vaiada por seus próprios torcedores na maioria dos jogos que realizou em seus domínios e de produzir verdadeiros fiascos, o Brasil continuará sendo o único país do mundo a ir a todas as Copas.

Apesar de ter perdido pontos para oito dos nove adversários -a Venezuela foi a única exceção-, apesar de ter sofrido derrotas acachapantes para equipes como o Chile e de ter sido vazada 17 vezes, outro recorde negativo, a seleção tentará seu quinto título, o penta, em mais uma Copa.

Apesar de a Confederação Brasileira de Futebol, entidade máxima da modalidade no país, estar sem comando desde que seu presidente, Ricardo Teixeira, passou a ser alvo de duas CPIs no Congresso, apesar de o jogo decisivo ter sido disputado no Maranhão para agradar à família Sarney e do PFL ser o partido que pode decidir o futuro das investigações, o Brasil vai à Coréia e ao Japão.

Apesar de o velho vício de misturar política com futebol não ter sido esquecido, apesar de o resultado de ontem projetar que boa parte dos problemas do futebol continuará sem solução, o Brasil já sonha em voltar para São Luís com mais uma Copa na mão.

Apesar da desorganização da CBF e das consecutivas derrotas para os clubes europeus na guerra para contar com os atletas, apesar do pequeno período de treinamento que seus técnicos tiveram para montar as equipes, apesar de ter sido um saco de pancadas quando jogou fora de casa -só ganhou uma vez, em Lima, contra o Peru-, o Brasil será cabeça-de-chave na próxima Copa.

Apesar de não ter um time de verdade, apesar de ter apenas seis meses para se preparar, apesar de não ter um comandante definido em campo e apesar de não saber nem se o técnico vai durar até 31 de maio, dia em que o Mundial tem início, o Brasil vai à Copa.

Enfim, apesar da crise e apesar de tudo, o país do futebol tentará a sorte em mais uma Copa.

Vamos. Todos juntos.

La Mano de Dios - Dias estranhos

Meus amigos, difícil dizer algo quando alguém de tanto talento já disse tudo. Ao invés de brindá-los com minhas críticas à seleção brasileira que deu mais um vexame ontem no Maracanã, deixo aqui um texto do grande Juca Kfouri, escrito para o seu blog (http://blogdojuca.blog.uol.com.br/):

Ai, ai, ai, viva o Paraguai!
Por Juca Kfouri

Tinha até mais gente do que se esperava: 46 mil pagantes e 54 mil presentes ao Maracanã.

Muito mais gente que o novo 0 a 0, agora contra a Colômbia, mereceu.

Porque o jogo foi daqueles irritantes, que deveriam ser proibidos para menores de idade, porque não há quem veja um jogo desses e continue a gostar de futebol.

A Seleção Brasileira tem sido assim: ganha fora e empata em casa.

Talvez porque seus jogadores estejam mesmo mais acostumados a jogar no exterior do que no Brasil.

Se for por isso, tudo bem.

Que vá jogar no raio que a parta e nos deixe em paz aqui com nossos campeonatinhos que, ao menos, emocionam em vez de dar raiva.

Seja como for, o Brasil termina sua campanha nesta temporada nas eliminatórias sozinha em segundo lugar, porque a Argentina perdeu do Chile.

Mas, imagine, a seis pontos do líder Paraguai.

Do líder Paraguai!

Chazinho de Coca - Mais uma palhaçada da nossa "querida" CBF.

Campeão pela seleção brasileira em 1962, o ex meia esquerda Amarildo, foi impedido de entrar no Maracanã para acompanhar ao patético espetáculo protagonizado pela seleção de 2008.

Tive conhecimento do ocorrido enquanto assistia ao canal ESPN, algumas horas antes do início da partida entre Brasil X Colômbia. Foram mostradas cenas do momento em que ele tentou entrar e foi barrado. Uma cena triste, mas que não chegou a surpreender. Afinal, nós estamos cansados de ver a Globo e outros poderosos do setor, fechar camarotes inteiros, com convidados que pouco ou nada contribuíram para o futebol. Não foi a 1ª e infelizmente não deverá ser a última vez que presenciamos a uma vergonha como essa.

O assessor da CBF, Rodrigo Paiva, defendeu a entidade no caso e disse que houve um mal entendido. Óbvio que houve, possivelmente nem ele e nem os responsáveis presentes ao estádio sabiam que se tratava de um campeão do mundo. Seria pedir demais dessa gente tão acostumada a lidar com "mega astros" como os que temos em nossa seleção. Vale lembrar também que, Amarildo foi “apenas” campeão do Mundo em 1962, atuando em 4 jogos, depois de substituir somente Rei do futebol. Pouca coisa comparada ao que nos brinda hoje em dia esses “grandes craques” da seleção de Dunga, não é mesmo?

Mais um momento patético, vergonhoso e inesquecível (no péssimo sentido) de uma entidade e de uma seleção que há muito, já não representam muita coisa para a torcida brasileira.
50 mil pagantes para um jogo da seleção brasileira, no templo maior do nosso futebol? Pífio!

O jogo? Esse me fez dormir na virada do 1º para o 2º tempo, então não posso escrever a respeito. Mas que não me venha Dunga e cia dizer que a Colômbia jogou com 300 atrás, porque no 1º tempo, o Brasil foi pressionado em casa e jogou como time pequeno, o que de fato é, ao menos atualmente.

Abraços,

Pira na Chulipa - Propaganda enganosa!



- Imagina você ter a disposição um exército com os melhores soldados disponíveis, onde cada um pode concluir com maestria suas responsabilidades dentro de um plano tático e com isso derrotar fácilmente qualquer adversário;

- Mas ao invés disso, você simplesmente pega esses soldados e os solta no meio da guerra de qualquer jeito, sem traçar planos, metas e táticas, o que se vê são soldados correndo a esmo, pra qualquer lado, sem um minimo de objetividade;

- Nossa Seleção Brasileira, hoje não passa de um conglomerado de jogadores comandados por um ex jogador que não tem a minima noção do que faz, isso não tem nada a ver com o que Dunga fez no passado, um guerreiro, um lider dentro de campo, porém, isso não faz dele um técnico, ele não consegue pensar, não sabe observar, não tem a minima capacidade de organizar um time, e pra completar a cerejinha do bolo, não tem a menor noção do vexame que ta passando;

- Ontem pela terceira vez consecutiva o Brasil não sai do zero a zero dentro do seus domínios, pela terceira vez, faz o torcedor sair de casa pra ver uma partida digna de castigo para aqueles que tiveram a paciência de ver a pelada no estádio;

- Isso por que dias antes, essa mesma seleção infame, havia goleado a Venezuela(?) , na casa do adversário, deixando assim o torcedor mais otimista para comparecer ao estádio;

- Mas o que vimos foi um verdadeiro show de horrores, talvez o time do Guarani se fosse escalado jogaria melhor que esse amontoado de ricos jogadores, que só sabem jogar quando levam umas belas cutucadas nos seus ricos traseiros;

- Esse torcedor devia pedir seu dinheiro de volta, pois pagou por uma partida de futebol da nossa Canarinho, e o que teve foi uma pelada das mais terriveis (táh certo, nem tão terrivel, a Colombia até que mostrou um plano tático e um bom toque de bola) de um time que não merece nem chamado de Seleção e sim de Turba;

- Como explicar, jogadores como Lucas, Daniel Alvez, Anderson, Hernanes, Nilmar, Alex (Fenerbahçe), Kleber Pereira fora;

- Como explicar o time precisando de uma vitória, jogando com dois volantes de marcação (que alias, pra mim Gilberto Silva não joga nem em time da série B), se troca um zagueiro por, pasmem, outro zagueiro O_o !!! 

- Como explicar um Kleber na lateral, quando esse não está jogando absolutamente nada, enquanto se tem um André Santos e um Leandro voando baixo pelos seus clubes (Corinthians e Palmeiras); 

- Escrevo aqui como torcedor, que não suporta mais ver tanta falcatrua e imbecilidade junta, comandando um dos nossos maiores tesouros, nossa SELEÇÃO BRASILEIRA !!!

Abraços !!! 

PS. Queria me desculpar com o saudoso time Guarani de Campinas ao compará-lo com esse horripilante time do Brasil. 

15 de out. de 2008

Ingressos esgotados para o Choque-Rei.

Não sobrou um único ingresso para contar história. Todos as 27.640 entradas colocadas a venda para o super clássico entre Palmeiras X São Paulo, já estão devidamente adquiridas ou nas mãos dos cambistas calhordas.

Para o setor Visa, as entradas haviam sido esgotadas há mais de 1 semana.

Agora é comprar a carne, caixas de cerveja e realizar aquele churrasco cheio de ginga e acompanhar a partida pela tv, com o áudio do Pai do Gol pela rádio.


A enquete acerca do choque-rei continua rolando aqui no FFC. VOTE!




14 de out. de 2008

La Mano de Dios - Os desprezados

Os desprezados

Ontem à noite foi inaugurada a loja do São Paulo Futebol Clube no Shopping Ibirapuera, em Moema. A idéia da SAO Store é vender produtos diferenciados focando os torcedores abastados, com mimos que chegam ao valor de 5 mil reais. Segundo o Departamento de Marketing do Tricolor, a idéia é ampliar o número de lojas do time na cidade e, posteriormente, expandir o negócio pelo país.

A loja é realmente uma beleza e o torcedor que tiver o dinheiro para gastar ali com certeza sairá feliz. Mas uma coisa deixa-me intrigado.

O São Paulo é, segundo pesquisa recente, o time com a torcida que mais cresceu nas áreas periféricas da cidade. Aquela imagem de "time da burguesia" não se aplica mais com tanta exatidão ao Tricolor paulista.

Ao mesmo tempo, o São Paulo tem o estádio mais fora de mão da cidade. Quem já tentou sabe o sufoco que é ir ao Morumbi utilizando o serviço público de transporte. A volta então, é melhor deixar pra lá. Para quem vai de carro, é comum pagar R$20,00 por uma vaga num dos estacionamentos improvisados das cercanias, pois além de tão desprovido de linhas de metrô e ônibus, o Morumbi também é pobre em vagas para carros de passeio. Esse (não tão) novo torcedor são-paulino está muito distante da casa de seu time.

A SAO Store, assim como o bar temático no Morumbi, são grandes iniciativas de marketing, que com certeza aproximarão mais o torcedor do time. Porém, espera-se que o São Paulo, cada vez mais distante da pecha de "time de burguês", não deixe seu torcedor proletário para trás.

La Mano de Dios - O abraço

O abraço

Em 30/6/1956 era publicada a crônica de Nelson Rodrigues "O tapa celestial", narrando o tapa que o juiz Frederico Lopes tomou de um jogador durante a partida, num Maracanã lotado.

Pois bem, hoje falarei de um ato tão grandioso quanto esse, mas, por outro lado, positivo. Meus amigos, Kaká não precisava fazer média ao dar aquele abraço forte em Dunga após o golaço que marcou contra a Venezuela. Aliás, Kaká é o tipo de jogador que não doura a pílula - lembram-se do puxão de orelha que o craque deu no próprio time após o primeiro jogo da Copa em 2006? -, não tem meias palavras e, mais do que isso, é de uma transparência pouco comum no meio futebolístico.

O abraço do craque no criticado técnico tem um valor muito maior do que a vitória da Seleção sobre a fraca Venezuela. Foi um abraço, mas poderia ter sido uma das tantas declarações inteligentes que Kaká já deu à imprensa. O gesto do melhor jogador do mundo mostra que, apesar de tudo (inclusive do despreparo de Dunga para ocupar o cargo de técnico da Seleção), o time acredita no trabalho do treinador. Mais do que isso, Kaká, que tem muitos motivos para desprezar Dunga, ao dar aquele abraço mostrou que é diferente com a bola nos pés e também sem ela.

Humildade, e não humilhação. Humildade que falta para muita gente no meio futebolístico, inclusive para aquele que recebeu tão bela manifestação de confiança e respeito.

Mídia Esportiva - Casagrande está de volta.


Uma grande notícia para os amantes do futebol e para aqueles que não se contentam com comentaristas que explicam o óbvio e vivem em cima do muro - Walter Casagrande Júnior está de volta à televisão. Inicialmente no Sportv.


Depois de passar por um momento complicado em sua vida, Casão retoma seu excelente trabalho. Antes, porém, Casagrande deve conceder sua 1º entrevista no programa Altas Horas, de Serginho Groissman.


Grande notícia!