20 de set. de 2010

Sampa-Noise Lucas ou Marcelinho?



Não importa se é Lucas ou Marcelinho, o que realmente importa é que no clássico Choque Rei, Lucas desequilibrou, apanhou e marcou 1 gol contra o Palmeiras na tarde de ontem no Pacaembu.

Alex Silva de volta ao time mostrou que faz a diferença no comando da defesa junto com Rogério Ceni, gritando a todo instante com o time para não perderem a concentração, ele anulou o ataque palmeirense.

Baresi escalou bem o time no 3-5-2 com Ilsinho no lugar de Dagoberto, mas ainda no primeiro tempo Ilsinho foi substituído após contusão por Zé Vitor.

O primeiro tempo foi fraco para ambas as equipes com poucos chutes a gol, muitos passes errados e os 2 times muito nervosos com a partida. Já no segundo tempo as coisas esquentaram. Aos onze minutos de jogo Lucas marcou o primeiro do São Paulo em um lance isolado, trazendo assim o Palmeiras para frente, pressionando e obrigando Rogério Ceni a praticar boas defesas.

Mas não tinha como, o dia era dele, a tarde iluminada de domingo pertencia a um rapaz, Lucas, que depois de fazer o gol ainda teve ótimos lances, chegando à lateral e driblando dois zagueiros do Palmeiras como ele bem quis. Em outro lance o garoto quase fez um gol de placa, recebeu a bola na entrada da área, deu um chapéu em Marcos Assunção e correu para pegar a bola na frente, mas Deola se antecipou e foi dos pés dele que saiu o segundo gol do tricolor em um contra-ataque rápido, o time tricolor avançou com Lucas que esperou Fernandão se posicionar entre os zagueiros e lançou por cobertura para o atacante concluir.

Depois tivemos algumas mudanças no Palmeiras, mas sem muita efetividade.
Com essa vitória o São Paulo quebrou um tabu de 13 anos sem ganhar do Palmeiras no Pacaembu.

E agora o que esperar? Teremos um time mais competitivo, teremos ao menos garra para conquistar os resultados, podemos esperar uma classificação para a Liberta do ano que vem???

Minha opnião é a seguinte:

O time vai continuar nessa oscilação, de ganha 1 perde 2 e etc. Copa do Brasil ano que vem? Por que não? É melhor jogar a Copa do Brasil do que disputar a segundona.

Dica musical do dia:

Ouvi essa música semana passada e confesso que fiquei maluco... Um dos maiores produtores do gênero na atualidade sem dúvida!!!!

Example- Last One Standing (TC Remix)

19 de set. de 2010

Café com Leite: Brad Pitt


Texto: Beto Almeida
Foto: Fabio Braga/Folhapress

Pois é, gente... O Timão jogou no sábado o jogo bem jogado, aquele que dá pro gasto e ganhou do lanterna – o Grêmio Itinerante, hoje em Presidente Prudente – por um placar de 3 gols a zero, num Pacaembu tão gelado quanto meus pés.
Com a vitória alcançamos a liderança isolada do campeonato, sacramentada com o empate do Fluminense diante do Flamengo no dia seguinte. Ê coisa boa, torcer pro Timão! E a gente ainda tem um jogo a menos que o resto, olhaí.
Tenho um amigo que acha perigoso assumir a liderança agora na metade da competição: “O ideal era ser segundo colocado até umas cinco rodadas pro final, aí sim a gente decolava pra ser campeão, sem aquela pressão de ser líder. Todo time cai matando em quem tá em primeiro lugar”.
“Bobagem”, eu falo. “Todo time cai matando em cima do Corinthians do mesmo jeito, não importa a colocação. A gente é o eterno primeiro lugar presses caras, o rival que todos adoram ter, o Mais Querido e Mais Odiado – a dualidade das querenças”.
“Taí uma verdade”, ele olha pro alto pensativo e aproveita pra entornar o resto de cerveja que sobra no copo.
Ah, Coringão... Triste sina essa, ser inimigo de todo mundo.
Sintam o drama que se desenrola na padaria onde tomo café e saboreio meu pão na chapa, lugar onde todos os brasileiros duma parcela da Lapa se encontram para sorver sua cafeína matinal que dará ânimo para o resto do dia e jogar conversar fora:
- Aí corinthiano, a CBF já tá ajudando vocês de novo, hein? O juizão garfou o Cruzeiro lá nó Engenhão. Ano do Centenário, né?
- Pois é, que nem 2005, que roubaram do Inter pra dar o título pro Corinthians, você numviu que o André Sanches é amigão do Ricardo Teixeira, foram pra Copa juntos?
“É agora que vão falar do Lula...”, penso, logo sinto – fantástico blog da minha amiga Nina, recomendo!
- E o Lula que é corinthiano e deu um estádio pros caras, puta imoralidade isso aí, o meu tricolor tem casa própria, não precisou de esmola do governo, não...
- Sabe como é, ano de centenário dos caras, né?
- É, ano do semtênada, rárárárá...
Eu, na minha, tomo meu café de boa.
Nós, corinthianos, maloqueiros e sofredores já estamos acostumados com esse tipo de provocação. O Corinthians nunca é vencedor por mérito próprio: sempre é preciso armar uma conspiração gigante para ganhar um campeonato, temos todos os juízes, bandeirinhas e congêneres em nossa folha de pagamento, nossa influência é tão grande e poderosa que nossos tentáculos se espalham por CBF e Governo Federal, Estadual e Municipal, quiçá (adoro essa palavra) a ONU. O Timão é mais poderoso que os Estados Unidos da América. É o Corinthians que vai conseguir a paz no Oriente Médio.
Claro, não se trata disso. É o que chamo de "efeito Brad Pritt" – o cara não tá nas cabeças porque é um excelente ator. Ele é só mais um rostinho bonito, sem talento nenhum, sacumé... No fundo, todos sentem um pouco de inveja dele. Todos querem ser um pouco Brad Pitt. Todos querem ser um pouco corinthianos.

 

16 de set. de 2010

Café com Leite: Aquele abraço!


Texto: Beto Almeida
Foto: Alex Carvalho/UOL

E o Coringão foi pro Rio de Janeiro, a “Cidade Maravilhosa”, ganhar do Fluminense, rival direto pelo título de campeão do campeonato brasileiro de futebol, jogando uma boa bola e conquistando a mesma pontuação do tricolor carioca e a segunda colocação no torneio.
Tudo bem, o alvinegro tem um jogo a menos por causa de uma partida adiada em virtude das comemorações pelos cem anos do clube em 1º de setembro, evento mais comemorado que o Dia da Independência aqui pelos lados da capital paulista.
Pois meninos, eu vi. Mais de cem mil corinthianos festejando e cantando os “parabéns pra você, nesta data querida” ao time que do Brasil é o mais brasileiro. Mas isso é outra história, pra outra mesa de bar.
Que a história de hoje começa no sábado passado quando eu calçado da minha bota de gelo fui ao estádio do Pacaembu assistir a peleja entre Corinthians e Grêmio. Todo mundo sabe que o Timão perdeu esta perdida, mas não por esta coluna – entrei em depressão e não consegui escrever sobre isso e se o faço agora é por sugestão do psicólogo.
Bem, o fato é que, noves fora a derrota, o Jucilei se destacou na partida. Muito bem nos desarmes e no apoio ao ataque mostrou porque foi convocado por Mano Menezes para a seleção brasileira. O garoto jogou muito e o Todo-Poderoso só não ganhou dos gaúchos por conta de uma tarde infeliz de Iarley, que perdeu um pênalti e outros gols feitos, como dizem na gíria ludopédica e futebolística.
Não se pode ganhar todas, assim é a vida mundana, quem ganha sempre não faz parte do meu círculo de amizades – eu que freqüento a Virada do Centenário no Anhangabaú e não as mesas do Leopoldo.
Pois as derrotas deixam os homens mais fortes e firmes em seus propósitos também, senão veja a raça e garra que o Coringão desfilou nos gramados do Engenhão ontem. Os jogadores disseram que encaravam a partida como uma final de campeonato, e era mesmo, perder para o Fluminense seria uma estocada fatal nas pretensões do alvinegro ao título. Apesar de ainda ter muito campeonato pela frente, o Fluminense abriria uma vantagem perigosa em relação ao clube do Parque São Jorge, além de iniciar um processo de quebra de confiança dentro da equipe. Com a vitória corinthiana acontece tudo isso aí que falei com sinal trocado, ou seja, os cariocas que ficaram com essa brocha na mão, como dizem na gíria paterna e vôterna.
O importante é que o time jogou muito bem, superando os primeiros 20 minutos iniciais de alguma pressão do adversário. Depois dominou o meio-campo e daí pra fazer o primeiro gol foi um exercício de paciência. O Timão tinha maior posse de bola e foi cozinhando o pó-de-arroz até o final do primeiro tempo quando fez um gol com Jucilei – o craque que matou a bola no peito e fuzilou no canto direito do goleiro Jorge Henrique. Énóis.

Aí vamos pro intervalo.

Comentário do intervalo: “O Corinthians ganha muito com a volta de Roberto Carlos e Alessandro à equipe. Esses jogadores precisam de substitutos à altura, não de jogadores improvisados em seus lugares quando não podem jogar.” Eu

Voltamos pro segundo tempo. Em uma frase.

O Fluminense voltou pro segundo tempo com Rodriguinho no lugar de André Luis com a intenção de jogar no ataque, o Corinthians se segura e num contragolpe rápido faz o segundo gol aos 21 minutos num cruzamento de Alessandro para Iarlei que logo é substituído por Boquita que tem a função de prender a bola no meio-campo, o Fluminense diminui com Washington, o Corinthians segura o placar de 2x1, apita o final de jogo o juiz Carlos Eugênio Simon!
O trio de arbitragem foi muito bem, também.
Pois é, se o Coringão continuar batendo essa bola, não vai ter outra: será campeão. Jogou um futebol redondo e consciente, de gente grande. Para uma equipe que não havia ganho um jogo fora de casa, nada melhor que obter essa primeira vitória sobre o principal concorrente no campeonato. Isso deu uma moral pro time que é monstra, como dizem na gíria jóvi e descolada da moçada e rapaziada.
Agora é aproveitar a buena onda e ir com tudo pra cima do Grêmio que hoje é Prudente no sábado. Vai Coríntia, não para de lutar!

 

CHAZINHO DE COCA - FELIPÃO CONTINUA INVICTO CONTRA O GRÊMIO.


Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Ricardo Rimoli (p/ o Lancenet)


Felipão não retornava ao Olímpico desde 2000, quando ainda treinava o Cruzeiro. Voltou hoje, no dia em que o Grêmio comemorou 107 anos de existência.

No estádio gremista Felipão tem história. Multicampeão pelo tricolor gaúcho, virou ídolo com a conquista da Libertadores de 1995. Gremista de coração, Scolari foi hoje recebido pela torcida da casa como ídolo que é. E como técnico rival, que também é, Felipão acertou a mão na armação de seu Palmeiras, o clube que ele escolheu gostar depois de passagem também vitoriosa, onde também conquistou uma Libertadores.

No Olímpico, o Palmeiras de Felipão não tomou conhecimento da festa e da pressão dos gremistas. Parece também ter dado uma bica nos fundilhos da crise que vinha rondando e já quase se instalando pelos lados alviverdes.

O esquema foi o mesmo, com 4 volantes no meio campo. Kleber e Everthon bem abertos no ataque. Parece que atuar assim fora de casa funciona. Sobretudo contra um adversário que estava em festa e que não podia decepcionar seu torcedor. O ferrolho Verde anulou as investidas de Souza , Douglas e cia.

Marcos Assunção que vive momento de graça com seu pé calibrado, meteu mais um petardo indefensável, dessa vez para o ótimo Vitor.

Na base do contra-ataque o Verdão poderia ter ampliado ainda no 1º tempo. Mas o aproveitamento do ataque ainda deixou a desejar.

O início de 2º tempo que poderia ser de lamentação pelo 3º amarelo de Kleber e que o tirou do clássico de domingo contra o São Paulo, passou a euforia quando Assunção, sempre ele, colocou a bola na cabeça de Everthon, que dessa vez não perdeu o gol feito.

Valdívia entrou no lugar de Everthon e Pierre entrou na vaga de Tinga para fechar ainda mais o meio-campo. A vitória estava praticamente assegurada.

Mesmo o gol do Grêmio não diminuiu a boa atuação do Palmeiras. Cabe agora ponderar se esse é mesmo o esquema ideal para esse time de Felipão, ou se adaptar o esquema para partidas em casa é uma saída.

Domingo contra o Vasco o time atuou com 3 atacantes e nada criou. Pode ser que a postura dos jogadores – os mesmos do último domingo - tenha sido outra hoje.

O que não pode mais é o time ter medo de atuar em casa e desabrochar fora. O clássico contra o São Paulo é mando verde e vencer significa efetivamente um novo e bom momento no campeonato. Um revés traz de volta a desconfiança.

É hora do Palmeiras decidir de quer viver de cravo ou de ferradura. Por hora, a vitória contra o Grêmio deve ser sim muito comemorada.

OBS: Felipão, que deixou o Olímpico fazendo juras de amor ao Grêmio, deu mais um presente de grego ao tricolor dos pampas. Dirigindo o Verdão, essa foi a 4ª partida de Felipão contra o Grêmio, e nunca saiu derrotado. Em casa um 5X0 e um 6X1 e no Olímpico um 1X1 e agora esse 2X1.
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Vou me despedindo dos camaradas que me acompanham por aqui com um clássico oitentista do Soft Cell – Torch:

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Cheers,

13 de set. de 2010

Sampa-Noise - Freio na ladeira!!!!




Ontem o São Paulo sofreu uma freada em sua ascensão para o G4.

O São Paulo entrou em campo pelo certame nacional contra o Botafogo de Loco Abreu e foi derrotado por 2 a 0 no Engenhão. Essa derrota custou ao São Paulo uma posição na tabela, que de oitavo caiu para nono.

No primeiro tempo o Tricolor conseguiu segurar o ataque do Botafogo que veio pra cima. Apesar da boa atuação da defesa do São Paulo no primeiro tempo, o ataque pouco produziu, foram muitas bolas tocadas para Marcelinho o que facilitou a marcação do Botafogo sobre o Tricolor.

Aconteceram algumas modificações estranhas no time, como por exemplo, colocar o Rycharlisson na lateral no lugar de Junior Cesar. No começo pensei que o lateral são-paulino estivesse machucado, mas não estava. Ele estava no banco e isso foi uma opção de Baresi. Opção que não surtiu efeito algum.

Com a esperança do meio-campo pra frente do São Paulo funcionar, começou o segundo tempo. Mas nada. O time não melhorou em nada e continuou apagado do meio pra frente, facilitando assim a entrada do time do Botafogo na área são-paulina. E tanto atacaram que fizeram seu primeiro gol. Numa falha da defesa Tricolor, Loco Abreu tocou para o gol e marcou.

O São Paulo até teve a chance de empatar o jogo, mas desperdiçou várias oportunidades com Dagoberto e Fernandão. Muitas bolas cruzadas na área e nenhuma jogada de efeito pelo chão.

Apesar de ter ganhado 3 partidas seguidas, o time do São Paulo ainda tem muito o que melhorar. A chegada de Ilsinho ainda não surtiu efeito e ele que começou a jogar no São Paulo pela lateral direita ontem, entrou para compor o meio-campo, posição que
jogava no Shaktar, e pouco pegou na bola.

Um jogo feio, sem vontade por parte do São Paulo, mas com muita garra do time do Botafogo que saiu vitorioso de campo e se aproxima do Fluminense e Corinthians na ponta da tabela.

Dica Musical do dia: Noisia - My World ft. Giovanca

CHAZINHO DE COCA - KLEBER, VALDÍVIA…..E SÓ.




Texto: João Paulo Tozo
Imagem: Ari Ferreira (p/ o Lancenet)

Adianta lamentar ao final de cada rodada e lembrar de que há jogadores atuando como titulares e que não tem, ou pelo menos não estão, em condições de defender o Palmeiras?

Que Valdívia, apesar de estar fora de forma, ainda não estar em plenas condições de desempenhar todo o seu jogo, ainda assim é MUITO superior aos que ocupam hoje a posição de titular que deveria ser sua?

E que um Kleber só não faz verão?

Mais do que tudo isso, é triste pensar em termos de time e elenco. Não é o melhor do BR10? Não é.

Mas é pior do que, por exemplo, ao do Botafogo? Não é também.

Então porque o Botafogo está firme no G4 e faz grande campanha e o Palmeiras patina num universo de incontáveis e insossos empates?

O Botafogo tem em seu elenco jogadores que até pouco tempo eram odiados pela torcida, mas que hoje recuperaram prestígio e o moral do time.

O Palmeiras também tem esses jogadores que não geram empatia no torcedor. Podemos enumerá-los até: Luan, Everthon, Rivaldo, Vitor.

Luan foi destaque no São Caetano, saiu cedo do país e voltou como esperança de velocidade no ataque. Mas no ataque teoricamente com 3 atacantes que Felipão armou ontem, ele foi uma camisa vagando pelo gramado. Sem vibração, sem atitude, fugindo do jogo.

Vítor vem de duas excelentes temporadas onde foi eleito o melhor lateral direito do país. Sabe jogar. Mas estranhamente no Palmeiras é omisso em sua faixa de campo. Não faz aproximação dos meias, não trabalha jogadas de ultrapassagem e ainda deixa sempre uma avenida as suas costas

Rivaldo é uma incógnita. Veio do Avaí após atuação contra o próprio Palmeiras e que encheu os olhos de Felipão.

Sinceramente, nem naquela partida em que o Avaí venceu o Verdão por 4X2 eu vi esse futebol todo que encantou Scolari. E no Palmeiras vem sendo de uma inutilidade ímpar. Espero que me faça pedir desculpas. Mas até aqui, de Rivaldo, esse Rivaldo não faz por merecer nem o nome.

Felipão havia encontrado uma boa formação quando mandava o time com um falso esquema de 3 zagueiros, sendo Fabrício um lateral esquerdo quando atacava, mas que compunha muito bem o tripé defensivo quando o time se defendia.

Não é da posição? E daí. Os que de fato são estão em fase medíocre. Não entendi até hoje a razão da alteração de Scolari.

Kleber, que não é centroavante, não tem altura de para centroavante, mas que reúne não só condições técnicas, mas boa vontade para surtir mais efeito do que peças efetivamente d setor, vem tentando do jeito que dá. Tentando arredondar bolas quadradas que recebe.

O Palmeiras teve 15 minutos de bom futebol. Os 15 primeiros minutos do 2º tempo. Exatamente quando Valdívia entrou no jogo. E então triangulações começaram a acontecer e até Everthon apareceu para o jogo. Parecia que o gol iria sair. Só que mais uma vez o o torcedor estava fadado a acompanhar um tenebroso empate sem gols.

11º empate do time.

Dá vontade de comentar novamente que se metade disso fossem vitórias, ainda que o resto fossem derrotas, o time estaria brigando pelo G4. Mas ser redundante não é muito a minha cara.

Por sorte o Vasco da Gama é o Vasco do atacante Nunes. Por sorte também o sistema defensivo alviverde não tem sido o problema. Então vamos de empates, empates e empates.
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Para aliviar mais essa dor de cabeça dos camaradas palestrinos, vos deixo com um petardo sonoro do Oasis – Morning Glory

CONVITE: Hoje, às 20:00, ao vivo, rola o Programa Ferozes Futebol Clube, na rádio web da Universidade Cidade de São Paulo. Eu e meus comparsas comentaremos a rodada do final de semana ao som de muita boa música. Acompanhe pelo link:
http://comunicacidade.unicid.br/radiotape_ferozes.htm

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Cheers,

9 de set. de 2010

Café com Leite: Da psicologia, religião, Beatles e o papel da mulher na sociedade


Texto: Beto Almeida

Vailá que não tem jeito, o Coringão não consegue ganhar fora de casa, justificando a alcunha de time caseiro: coisa que os rivais, ou seja, todo mundo, querem imputar ao glorioso clube do Parque São Jorge já faz um tempo.
A verdade é que qualquer time desse meu Brasil brasileiro já tem escrita no estatuto aquela regra que diz que quando enfrentar o Corinthians o elenco deve fazê-lo com gana redobrada: a maior rivalidade do futebol é essa, meus amigos e amigas, uma nação contra outra nação - a nação do resto versus a nação corinthiana – fato documentado e comprovado em qualquer mesa de boteco no interior e no exterior também.
Ninguém quer perder pro Timão, muito menos em casa. E dá-lhe retranca, ferrolho e botinada. Não tem jogo fácil pro Todo-Poderoso, até o Palmeiras jogou bem contra a gente - arrancou um empate! Sentiu o nível da parada?
E não ia ser diferente em Curitiba contra o Atlético Paranaense. Nessas horas o Paulo Baier tem uma atuação digna de convocação pra seleção brasileira. É cada coisa que até Deus duvida.
Mas, naboa... Demorou pro time perceber isso, né?
Vamos ser justos: o técnico e o time sabem disso faz tempo, ontem mesmo vi jogadores comentando isso nas entrevistas. Então porque a vitória não vem? Mesmo jogando contra times inferiores tecnicamente?
A resposta é simples e complicada, como tudo nessa vida de meu Deus e dos diabim que ficam urucando a nossa desdita, e tem explicação na psicologia freudiana, lacaniana, cognitiva ou fenomenológica: a culpa é da mulher.


:O


Brincadeira, pessoal! Só ia falar disso caso quisesse fundar uma nova religião, ou pra arrumar uma explicação do porquê os Beatles se separaram, a velha história de que foi por causa da Yoko Ono e tal. Convenhamos, tá na cara que o problema era o Lennon: ou você acha que um cara que casa com uma mina que tem a bunda mais feia que a dele tá batendo bem da cachola?

A verdade é que o time está muito ansioso quando joga fora de casa. Sai pra matar o jogo logo, acaba se descuidando na defesa e toma um gol. Aí o adversário recua e só joga no contra-ataque. Foi assim com o Cruzeiro. Ou então, o time supera essa ansiedade inicial e sai na frente, mas sente falta do apoio da torcida e sei lá, toma um gol. O Coringão precisa de uma vitória fora pra adquirir confiança. É normal.
Mas isso tem de acontecer logo. Se o Timão pretende ser campeão brasileiro este ano, tem de ganhar fora de casa. Apesar do ânimo redobrado dos adversários.

CHAZINHO DE COCA - O 10º EMPATE DO PALMEIRAS.



Texto: João Paulo Tozo


O Vitória foi mais um empate no caminho palmeirense no BR10. Mais um, em meio a 10. DEZ empates em 20 jogos. Metade da participação do Palmeiras no BR10, de empates.

Não é o time dos sonhos? Não é.

É time para brigar na metade debaixo da tabela? Não é também.

Precisa jogar sempre com 3 zagueiros e volantes?

Olhando pelo jogo de hoje, sobretudo pelo de hoje, a impressão é de que não.

Um 1º tempo burro, para não dizer outra coisa. Maus tratos em relação a bola dignos de prisão por agressão. Tamanho o desespero em se desfazer daquela que deveria ser o objeto de desejo da boleirada.

Alguém precisa avisar o Felipão de que o Valdívia, esteja 5% e com uma das pernas amarradas, joga mais do que qualquer um dos que ele vem escalando no meio campo.

A mesma pessoa pega e avisa ao Rivaldo de que de Rivaldo ele só tem o nome.

O Vitória não é nenhuma maravilha, longe disso. Mas tem Ramon, que chama o jogo, que não tem medo da bola e que torna, muitas vezes, o frágil ataque do Vitória em um ataque muito mais letal do que, por exemplo, o do Palmeiras.

Diferente do Rivaldo, o genérico. Com ele a bola pega fogo. A bola tem espinhos. A bola é perdida e não há conseqüente combate para seu resgate.

No intervalo Felipão entrou com Valdívia no lugar de Pierre e Tadeu no de Luan.

A simples presença de Valdívia, que prende a bola, buscas as melhores opções e que pensa o jogo, já tornou o Palmeiras mais perigoso.

Kleber enfim ganhou a companhia qualificada que lhe faltou em todo o 1º tempo. Com isso o Palmeiras passou a trabalhar as jogadas próximo da área do adversário e deixou de ter a troca de passe acéfala no meio campo.

Ainda assim, o 10º empate do Verdão só veio graças a presença de Viafara no gol, que mais uma vez falhou feio e entregou a Tadeu o gol feito.

O Palmeiras é o time que mais empatou no BR10. Se desses 10 empates, pelo menos 5 deles fossem vitórias, ainda que o restante fosse convertido em derrotas, hoje o time teria 35 pontos e estaria brigando cabeça a cabeça pela ponta do campeonato.

Felipão pegou o bonde andando no BR10. Boa parte do elenco não se dedica como de um profissional se espera. Estão longe de ter a entrega do Kleber. Há também os problemas nos atrasos dos direitos de imagem, enfim. Há uma série de problemas que ajudam no momento negativo do time.

Mas pensar ofensivamente os 90 minutos ao invés de ter de correr atrás do resultado tendo apenas 45 minutos para fazê-lo, as vezes pode transformar a busca pelo empate na busca pelo gol da vitória.

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Para esfriar a cabeça dos amigos alviverdes que nos acompanham, deixo a dica musical de hoje: Lobão – Noite e Dia:

http://www.youtube.com/watch?v=AXD5xOYW8N4

Cheers


3 de set. de 2010

Sampa Noise - Ufaaa!!!!!!



Sem ganhar a 5 jogos, o Tricolor Paulista quebra jejum e respira um pouco.

Ainda não da para deixar de se preocupar, porque o futebol ainda não convenceu em nada.

Uma vitória apertada, suada e com gol de um dos integrantes do elenco mais criticados depois da eliminação da Copa Libertadores.

O São Paulo enfrentou na noite de ontem o Atlético Goianiense, o bicho papão dos times grandes de São Paulo.

Aos 23 minutos do primeiro tempo, Jean cobrou escanteio curto, recebeu a bola de volta na lateral e cruzou na medida. Xandão só teve o trabalho de desviar de cabeça, marcando um bonito gol.

Daí para o final do primeiro tempo, vimos um São Paulo jogando melhor, buscando o gol e com boas oportunidades. O São Paulo foi para o vestiário com a vantagem.

Na volta para o segundo tempo, aos 5 minutos, Elias enfiou a bola para Juninho que invadiu a área, driblou Rogério Ceni e marcou o gol.

Algumas substituições foram feitas no time Tricolor. Saiu Marcelinho e entrou Cleber Santana e saiu Fernandinho para a entrada de Dagoberto. Aos 23 minutos a substituição fez efeito. Marlos cruzou da direita, Dagoberto de cabeça, deixou o São Paulo com a vantagem.

Mais uma modificação no São Paulo. Saiu Jean e entrou Samuel. Naquele momento para o São Paulo só interessava a vitória e, se a mudança foi para segurar o resultado, eu concordo com a atitude do técnico interino do Tricolor.

Ontem o jogo foi bom, não perdemos para o time que anda tirando o sono de nossos rivais paulistas e ainda subimos 2 posições na tabela.

O grande nome da partida sem dúvida alguma foi Dagoberto, que mesmo criticado, mesmo
com o São Paulo tentando vendê-lo, mesmo com os torcedores torcendo o nariz com ele em campo, ele ficou e ontem mostrou que ainda pode fazer muito pelo São Paulo.

Tendo dito isso, encerro a coluna de hoje com uma dica musical bem antiga, uma música que marcou as baladinhas de São Paulo na década de 90.

Paroles - Mike Inc.

1 de set. de 2010

Café com Leite: Timão, 100 anos



Texto: Beto Almeida

Tem coisas que não conseguimos transmitir em palavras, não dá. Como explicar o que é ser corintiano? Me rendo, não tenho o talento dos mestres, essa pena fabulosa, sou pequeno  diante dessa Nação – pois o Corinthians é a massa de milhões de torcedores vestindo o preto e o branco – cantando em coro que este sim, é do Brasil o clube mais brasileiro, na comunhão de raças e classes sociais, ponto comum entre tantas diferenças e indiferenças que grassam nessa terra, a religião que abraça todos os crentes e descrentes, homens e mulheres e crianças que corintianos, são iguais.
O Corinthians é o time do chefe e do peão, e este odeia aquele, mas na hora do gol se abraçam como se fossem grandes amigos – e nessa hora eles são – porque quando o Corinthians entra em campo todos somos corintianos.
E é teu símbolo que carregam tatuado no peito, esse amor que nunca há de acabar, o amor perene e eterno, posto que transcende o humano. É imortal.
Salve, Corinthians! Parabéns pelos 100 anos.
Parabéns, corintianos!