12 de set. de 2008

Chazinho de Coca - Quem é André Balada?

Quem é André Balada?




André Neles, alguém se lembra dele? Não, não é referência ao "Denilson Neles" do Galvão Bueno na Copa de 2002. O "Nele" desse Andre é apenas o sobrenome.

E André Balada, alguém consegue se recordar de algo dele? Se lembrar de algo que ele tenha feito, acho que não, mas dele eu acredito que a maioria se lembra, certo? Não?!? Enfim, André Balada é o nome da fera.

Com passagens bisonhas, risíveis e pra não dizer, lamentáveis por clubes como Palmeiras e Figueirense, o "jogador" ressurgiu das trevas recentemente, quando abriu ao mundo seu histórico com drogas e noitadas intermináveis.

André, que ganhou o apelido "Balada" justamente por ser famoso na noite, atirou muita m**** no ventilador. Na entrevista concedida ao "Jornal da Tarde", Balada disse que utilizava cocaína quando atuava pelo Verdão. Para piorar a situação, disse ainda que usava com outros jogadores e que o elenco sabia de sua dependência.

Balada só não citou nomes, o que gerou a fúria de Vágner Love, lá do outro lado do mundo. "Ele deveria dar nome aos bois, mas preferiu jogar no ventilador", disse Love.

O goleiro Marcos e o técnico Jair Picerni, comandante da equipe na época, também garantiram não saber de nada.

O jogador diz que hoje está livre das drogas, pois encontrou o rumo através da igreja.

Mas para Balada, toda polêmica é pouca. Agora ele resolveu aumentar a confusão dizendo que fazia uso da droga junto do centroavante Jardel - "Eu e o Jardel saímos muitas vezes, já usamos drogas. Dele eu posso falar porque ele mesmo declarou isso nacionalmente".

Aproveitou para desmentir que usou cocaína nos vestiáios do Palmeiras e que, daquele elenco, ele era o único usuário.

Depois que mordeu vai querer assoprar, Balada?

É isso que dá abrir espaço para "estrelas" com tão pouco brilho, com tão pouco a falar. Balada está na dele, deve estar sofrendo com o ostracismo e encontrou nessa entrevista, a chance de voltar aos holofotes. Sofrível opção, assim como sofrível é a sua passagem pelo futebol.


Abraços aos nobres,

Chazinho de Coca - Um mero complemento acerca da seleção que já foi nossa

Um mero complemento acerca da seleção que já foi nossa.


Os meus dois caríssimos amigos e companheiros carecas já disseram tudo, eu apenas complemento as opiniões de ambos.


Salvo a Copa de 2002, a seleção brasileira é isso aí, um amontoado de mandos e desmandos, de cadeiras cativas, de ex-jogadores que se acham conhecedores da arte de comandar e um rei, um soberano rei que parece estar cagando e andando para tudo isso. Afinal, ele conseguiu - a Copa de 2014 será aqui e ele será o dono da festa.

Não preciso dar nomes aos bois(ou preciso?). Um Rei, com toda a sua côrte pré disposta a atender seus mais "nobres" desejos.

Isso é a CBF, isso é a seleção brasileira, que outrora foi nossa. Hoje é dele!



PS: O programa do History Channel que "rivalizou" com a seleção e foi citada pelo Gustavo em sua coluna, como alternativa para o programa de índio, foi "Caçadores de Aliens". Eu, como gosto de coisas boas, não pensei duas vezes em, ao invés de zapear entre os canais, fixar o canal 82 da minha TV e jogar o controle no outro sofá.

Eu nem estava mesmo afim de dormir naquela hora.

Escrevo ao som do gênio Jean Michel Jarre - Souvenir of China

Cheers,

Fim de Semana Sonoro : Crosby Stills Nash & Young



Sei lá porque, mas meu gosto musical é suscetível a variações de acordo com a temperatura. No calor senegalesco que tivemos essa semana em SP tendo a voltar minha escuta para sons mais brandos. E das praias das grandes melodias e harmonias vem a dica da semana: Crosby, Stills & Nash (as vezes Young).

Um dos primeiros super-grupos do rock, o CSN(Y) foi formado por artistas que já tinham uma carreira de sucesso em outras bandas anteriormente: Stephen Stills e Neil Young no Buffalo Springfield, David Crosby nos Byrs e o inglês Graham Nash nos Hoillies.

O trio se reuniu em 1969 com a proposta de um som acustivo, voltado para arranjos vocais perfeitos. Lançaram o belíssimo primeiro disco homônimo no mesmo ano e, diz a lewnda, a estréia ao vivo se deu em Woodstock.

Em 1970 gravaram segundo disco de estúdio, o mais eletrficado (e já contando com a participação de Neil Young) e bastante influenciado pelo hippismo Dejá Vu. Pouco tempo depois, antevendo a queda do flower power, o single “Ohio” foi posto nas lojas. A música de Young fala sobre o assassinato de quatro estudantes em uma universidade naquele Estado após a invasão da polícia para debelar uma manifestação.

Ainda no início dos anos 70 a banda lançou o duplo ao vivo “4 Way Street”. Depois se reuniram mais algumas vezes e o primeiro disco lançado após a reforma do grupo, CSN (1977) é digno de registro. Posteriormente lançaram outros trabalhos, mas nunca com o mesmo brilho.

Em carreira solo e outras combinações os quatro obtiveram exitos. Não mencionaremos neil young, que merece certamente uma coluna aparte. Stills lancou um belissimo disco homonimo com com outro grupo que formou em 1972, o Manassas. Crosby lancou o excelente solo em 1971, "Everybody knows this is nowhere" e, associado com Nash, um belo disco em 74.

A banda se reuniu a Young para promover seu disco “Living with war” em shows poderosos nos anos recentes e um registro dessa tour foi lançado.

Discografia Selecionada:

Crosby Stills & Nash - 1969
Dejá Vù - 1970
4 WAy street (ao vivo) - 1971

Os Dois Lados da Moeda: ...as cadeiras vazias do Engenhão.


O bom de um espaço digital como o Ferozes é isso, cada um de nós escreve sob sua ótica acerca dos assuntos que lhes interessam. Esse não será um texto leve.

Hoje assisti a algumas mesas redondas comentando o horripilante jogo da seleção de ontem – o jogo em si vi picotado, depois dos 20 primeiros minutos já percebi que seria perda de tempo e me concentrei num programa qualquer do History Chanel.

Não tenho nada a dizer sobre a partida em si – quanto a isso a mesma coisa de sempre, salvo quando um ou outro pisa nos calos dos nossos craques. Um time com mobilidade risível, criatividade nula... tão estimulante quanto dançar tango com a avó.

Meu comentário vai acerca da cobertura da imprensa esportiva de TV durante uma semana em que a seleção goleou o Chile e deu vexame contra a Bolívia. Esse é o assunto que tende sempre a me chamar a atenção quando estou vendo qualquer programa esportivo: “que diabo de idéia esses negos estão tentando me vender?”

Segunda-feira tudo era festa em grande parte da imprensa esportiva. Vamo lá Brasil! Assisti os comentários no Sportv e no Jogo Aberto. No canal fechado era só alegria e diversão. Salvo momentos de sobriedade no “Bem Amigos”, o oba oba parecia generalizado. “É a visita do Fenômeno aos seus amigos de seleção!” Agora vai Brasiu-iu-iu-iu. “A Bolívia está no papo, vai ser de goleada”. Todos pareciam subscrever a infeliz frase deixada por Robinho no quadro branco de algum lugar do Chile. Voltamos a ser os melhores!!!!

Epa! Epa! Mas há uma semana nosso técnico não estava para cair!?

A cobertura do Jogo Aberto foi mais sóbria, não diria nem sóbira, coerente é mais o termo – a antes e depois do jogo a opinião geral era de que o Chile era uma porcaria de time (não concordo), o ufanismo não baixou na Band - nem a melancolia chegou por lá após o empate coma Bolívia.

Chegamos a opinião na quinta-feira. Dunga não é técnico e Ronaldinho não tem condições de jogar na seleção - opinião generalizada.

Daí esse que vos escreve fica perplexo.

Quando o Dunga não convoca o Ronaldinho ele está fazendo pirraça. Quando convoca é porque a CBF pressiona, não devia mesmo convocar. E a imprensa, não pressiona pela convocação do Ronaldinho?

Pressiona... com meios sórdidos: mostrando aquele golaço que ele fez com a camisa do Barcelona há quatro anos, suas arrancadas ainda pelo Grêmio - isso quando não nos conta sobre qualquer espirro que ele dá por ai. Eu não sei o quanto disso é o encanto que os canais da mídia tem pela mitologia que que eles próprios criam e o quanto disso é perversidade mesmo. Vamos e venhamos: o Ronaldinho não joga lhufas, em lugar algum, há mais de dois anos. Até quando vamos esperar por uma jogada genial dele?

As possíveis razões para isso deixo para um outro artigo. Mas para não parecer que lhe jogo sobre os ombros o peso de 180 milhões de torcedores insatisfeitos, digo apenas que: sei lá se ele ainda tem motivação pra essa coisa de “ser atleta”. Veja, não deve ser fácil ser jogador de futebol - em que pese ser o sonho de 9 entre dez garotos brasileiros. Você se sujeita há N fatores desgastantes. Ok, “em qual profissão não se passa por isso?”, alguém pode me dizer. De acordo, mas a essa pergunta eu retrucaria: “Caso você tivesse dinheiro suficiente para nunca mais trabalhar, continuaria se subentendo a elas?”

Fechamos as aspas.

Acabada a copa de 2006 o discurso era unânime: jogador não deve ter lugar cativo na seleção. Seis meses depois, seleção sem Ronaldinho não é seleção. Não deve ter trabalho mais descompromissado que fazer cobertura esportiva – especialmente da seleção: quando o time está mal e ganha algo fazemos uma festa, todo mundo está feliz e ninguém cobra coerência mesmo. Quando o time joga mal é só descer a lenha e servir de canal para uma catarse coletiva em nome dos milhões de torcedores sem voz.

Quanto ao Dunga. Não acho que com outro lá a coisa estaria muito melhor. Já tivemos outros. Nos últimos 10 anos tivemos uns 5. Pergunta: em que momento a coisa foi melhor? Japão 2002, talvez – e apenas pelo resultado podemos assegurar isso.

O fato é que o povo não é bobo – ou cansou de sê-lo. As cadeiras vazias do Engenhão ontem são o testemunho disso. Não adiantou a festa e os salamaleques pós Chile. Não adiantou distribuir ingresso nas ruas do Rio de Janeiro.

Há algo de muito errado com esse negócio que chamamos de Seleção Brasileira. Podemos demitir o treinador – se isso resolve um problema ou tapa o sol com a peneira é outro papo.

É isso.

Ao som de Crosby Stills Nash & Young

11 de set. de 2008

La Mano de Dios - Tudo normal na Seleção

Tudo normal na Seleção

Pois é, meus amigos, depois dos 3x0 contra o Chile, tudo voltou ao normal na seleção de Dunga: não jogamos nada.

Apresentando um futebol menos do que burocrático, a seleção canarinho não conseguiu superar a defesa da Bolívia, lanterna das Eliminatórias Sul-Americanas. Ronaldinho Gaúcho, Diego e Robinho foram ineficazes, centralizando demais o jogo e trombando com os defensores bolivianos. Com isso, Luís Fabiano ficou isolado na frente e mal tocou na bola.

Mas o vexame ainda não tinha chegado ao fim. No segundo tempo, com um a mais, o Brasil não conseguia fazer sequer uma jogada de linha de fundo. Maicon e Juan não poderiam ser piores ontem. Com o setor de criação sofrendo de bloqueio mental, sobrou para o setor defensivo fazer alguma coisa. Aí, meu amigo, um abraço. Nossos volantes são dois Dungas em campo, sem metade da fibra que compensava a falta de talento de nosso atual técnico.

Na defesa, Luizão e Lúcio abusavam dos chutões (e da violência, no caso do irmão de Alex Silva), tentando uma ligação direta com o ataque. Coisa que nem aqui nas peladas de churrasco a gente faz...

No fim das contas, foi um empate decepcionante. Nenhum torcedor lúcido espera uma goleada com a seleção de Dunga, mas empatar com a Bolívia em pleno Engenhão definitivamente não estava nos planos de ninguém.

Tudo normal na Seleção. Jogadores muito aquém da camisa que vestem, um time com a defesa longe do meio e o meio longe do ataque, sem nenhum esquema tático reconhecível, com um técnico que não sabe trabalhar com o escrete que tem.

Tudo normal na Seleção. Até quando?

Estou com sono, fui dormir tarde para ver esse joguinho da seleção. Me despeço de vocês ao som de Amy Winehouse - The Ska EP. Sabiam que a menina, que não é boba nem nada, lançou um disco com 3 clássicos do ska jamaicano e uma pérola de Sam Cooke? Pois é...

Rapidinhas: depois da vergonha de ontem, nem Dunga conseguiria ser grosseiro com os jornalistas. Na coletiva, visivelmente abalado, nosso técnico estava mansinho...

Chazinho de Coca - Vale Tudo?

Vale Tudo?

"Vale tudo Gil..vale tudo Gil?!?"

O Mestre Bodão, bebendo na fonte de "sabedoria" do atacante Gil, (não é local e nem momento para entrar nesse detalhe) diria que vale “quase tudo”.

Sem entrar no mérito do que de fato não vale, a verdade é que os clubes ponteiros do campeonato brasileiro estão de olho nesse escândalo envolvendo o técnico Celso Roth com a Polícia Federal, onde foi indiciado por evasão de dívidas.

André Dias do São Paulo, chegou a se pronunciar a respeito - "Pode mexer tanto com jogadores como com a comissão técnica do Grêmio. É a hora de aproveitarmos” (Gazeta Esportiva).

Desde que fique só na esfera esportiva, tudo bem. Só não vai ficar legal se, de uma hora para a outra, ao ver que o Grêmio não perde sua estabilidade com esse escândalo todo, algum ou alguns clubes passem a pressionar outras esferas, futebolísticas ou não, na intenção de tirar o time gaúcho da parada.

Afinal de contas, pensando bem na questão do que é que vale nesse caso todo, acredito que o Mestre Bodão diria que, além “daquilo” que não vale, sacanear o líder do campeonato dessa forma também não é válido.

Abraços,

10 de set. de 2008

Da série "frases célebres do mundo da bola"

"Se concentração ganhasse jogo, o time da penitenciária não perdia uma."

De Neném Prancha, roupeiro do Botafogo.

Diz aí, beleza de frase para inaugurar esta nova seção, hein?

9 de set. de 2008

Plantão Chulipa Informa

O Ferozes ta mudando um pouco a cara e eu queria agradecer ao ótimo goleiro Ricardo da seleção de Portugal que se propôs(cof cof) a fazer uma pose para nossa foto ! Muito obrigado !


É isso ae, só pra dar uma renovada galera.

Milão pra ter a cara estampada na camisa do Corinthians

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2008/09/04/ult59u169629.jhtm

Por R$ 1 mil, Corinthians põe torcedor em camisa; elenco acha caro
Thales Calipo
Em São Paulo

A diretoria do Corinthians planeja inserir o rosto de torcedores na camisa dos jogadores na partida que marcar a volta do time à elite do futebol nacional. Para isso, os interessados em ter o rosto no uniforme alvinegro deverão pagar R$ 1 mil. Apesar de elogiar a nova ação de marketing do clube, os atletas acharam o valor caro para os padrões brasileiros.

Meia corintiano elogiou ação, mas apontou que valor cobrado pode afastar torcedores

"Vai ficar muito bacana e essa é uma iniciativa muito legal. Se eu tivesse condições, eu colocaria a foto, mas a maioria dos torcedores não tem. Quem tiver, no entanto, deveria fazer, pois acho que ficará bonita", afirmou o meia Douglas.

Pelo projeto do clube, serão disponibilizados 400 espaços para inserção de fotos por camisa, sendo que cada uniforme da equipe titular, com exceção do utilizado pelo goleiro, será um projeto distinto. Dessa forma, contando os dez fardamentos que estarão em jogo, o Corinthians ambiciona angariar cerca de R$ 4 milhões.

"A relação da torcida com o time é como a de um casamento. Entendo o torcedor que não quer se associar ao momento de sair da segunda divisão, pois a maioria que falar que esteve na Série A, e não na Série B, mas eu acho que o corintiano não deve apoiar só nos momentos bons, mas também nos ruins. Por isso eu acho que quem tiver condições vai querer participar desta campanha", completou o capitão William.

Apesar de original no futebol, essa ação já foi desenvolvida com sucesso na Fórmula 1. A primeira escuderia a fazer isso foi a Honda. Na seqüência, a Red Bull fez o mesmo e faturou US$ 1 milhão, receita que foi destinada a um fundo que apóia pessoas com lesão na medula.

Se beber, não dirija. Nem jogue futebol.


Lembram de Ortega, que jogou muita bola no River Plate no primeiro semestre?

Pois é, Burrito vai terminar seu contrato jogando os próximos dez meses no Independiente Rivadavia, time argentino da segunda divisão. Vai receber US$ 1 milhão por esse período.

Ortega tinha proposta do Al Ain, dos Emirados Árabes, mas, aos 34 anos, preferiu continuar na Argentina, no clube da região de Mendoza, pois teria assim mais facilidade de ir até Santiago, no Chile, onde trata-se contra o alcoolismo.

É triste.

(notícia tirada da excelente edição da Trivela desse mês)