Wanderley Luxemburgo, Muricy Ramalho e Carlos Alberto Parreira estão desempregados. Ao lado de Mano Menezes, formam hoje o quarteto “fantástico” de treinadores no futebol brasileiro. Lógico, sem contar Felipão, que está no exterior.
Seja talvez a 1ª vez em anos, ou mesmo em décadas, que os principais comandantes brasileiros encontram-se desempregados todos de uma vez.
O que pode explicar esse fenômeno?
Talvez o nosso futebol tenha supervalorizado a função do técnico nos últimos anos.
Mas por quê?
Ao longo desses anos, os nossos jovens valores partiram cada vez mais cedo para o exterior, deixando no país algo como a “série B” dos atletas profissionais, raro algumas exceções.
Tendo cada vez menos jogadores que façam a diferença individualmente, os técnicos viram-se obrigados a desenvolver esquemas táticos mirabolantes, muitas vezes fugindo de suas características – vide Luxemburgo e o seu 3-5-2 dos últimos tempos no Palmeiras, quando o próprio condenou o esquema com 3 zagueiros por anos.
Muricy Ramalho e o seu São Paulo tricampeão é outra prova disso. Tendo um time com poucos valores individuais, onde o grande destaque foi sempre o goleiro, o treinador construiu um esquema sólido, que não empolgava plasticamente, mas que era competente ao ponto de tornar-se quase imbatível no país.
Luxemburgo recebia mais de 600 mil reais/ mês no Palmeiras. Muricy pediu valor semelhante para assumir o mesmo cargo. Só Ronaldo recebe vencimentos superiores a esses no país, e mesmo assim, mediante as estratégias de marketing que possibilitam ao Corinthians pagar os mais de 1 milhão de reais/ mês para o seu Fenômeno. Ou seja, o próprio jogador, usando do valor de sua marca, é quem gera o lucro necessário para se bancar no clube.
Demonstração clara de uma inversão de valores, onde o técnico ganhou um status superior ao dos próprios jogadores.
É justo? Vale a pena?
Complicado dizer sim ou ao. Muricy fez por merecer o que recebia no São Paulo. Luxemburgo não o fez no Palmeiras. Mas aí a questão não é o merecimento ou não, mas o valor que se paga.
Marcos recebe no Palmeiras algo superior a 200 mil reais/ mês + prêmios que elevam o valor a mais de 300 mil reais. Isso é a metade do que recebia Luxemburgo. Relembrando a trajetória do time na Libertadores. Quem foi mais importante ao longo da campanha e mesmo a temporada?
Veja que não discuto o mérito, mas o valor .
Parreira é outro desempregado. Mas aí a situação do tetracampeão mundial é mais complicada. Ele obteve menos de 50% dos pontos disputados nessa sua última passagem pelo Fluminense. O trabalho não foi bom. Assim como não tem sido bom nenhum dos seus trabalhos desde que saiu do Corinthians em 2002. Mas ele tem grife, tem renome.
Independente do valor que esses profissionais cobram, o simples fato de tê-los livres no mercado já começa a devastar os clubes do país.
Luxemburgo só caiu depois de Muricy ficar disponível. Tite passou a balançar no Inter com mais força desde as quedas de Muricy e Luxemburgo, claro, também devido aos resultados nas finais disputadas.
Ontem Mancini foi demitido do Santos. Teria caído se Muricy e Luxemburgo estivessem empregados?
Mas abrir mão de ter um profissional desse nível é saudável?
O Palmeiras sinaliza com essa possibilidade. O interino Jorginho pode ser efetivado, principalmente pelo bom trabalho e pelos elogios rasgados que recebe do próprio elenco. O eterno ídolo Evair pode ser seu auxiliar técnico. Ambos receberão algo que não deve superar os 100 mil reais/ mês. O clube irá economizar algo em torno de 4,5 milhões de reais até o fim da temporada com essa diminuição de gastos na comissão técnica. Belluzzo diz que deverá investir esse valor +a ajuda da Traffic para trazer 2 nomes de peso para o elenco.
Mas e quando pintar o 1º revés. Jorginho e Evair vão segurar a bronca?
Perguntas, indagações, dúvidas que permeiam o imaginário do feroz torcedor brazuca. Que devastam os cofres, os trabalhos e os homens envolvidos nos clubes do país.
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Rapidinha.
Termina-se hoje o BR09 e o futebol carioca teria 3 times na série B. Fluminense e Botafogo caindo e Vasco, hoje em 8º, permanecendo no limbo. Vai dormir com um barulho desses, meu nobre?
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Coluna marota escrita no embalo da minha banda do dia. Uma das que constituem a minha cabeceira – MUSE , com Take a Bow, do discaço ao vivo HAARP. Veja a apresentação sensacional dos figuras:
Cheers,
14 de jul. de 2009
Chazinho de Coca - Tops de linha livres no mercado.
13 de jul. de 2009
Força, Zé Carlos.
Do blog do feroz Mauro Beting:
Flamengo lança campanha de ajuda a Zé Carlos
Ex-goleiro do clube, campeão brasileiro em 1987 e da Copa do Brasil de 1990, está com câncer.
Solidariedade. Esta é a palavra-chave da campanha que o Flamengo está lançando para ajudar a um dos maiores goleiros de sua história, José Carlos da Costa Araújo, o Zé Carlos. Aos 47 anos, o ex-goleiro está com câncer. Sua saúde passa por um momento extremamente delicado.
O clube criou um hotsite denominado “Força Zé Carlos”, visando mobilizar torcedores, amigos e interessados. O objetivo é ajudar Zé Carlos e sua família para seu tratamento. A campanha pretende não só captar recursos financeiros, mas também colher palavras de apoio e solidariedade de amigos, companheiros de profissão e admiradores.
Conhecido pelos amigos e por torcedores como Zé Grandão, o ex-goleiro assinou uma carta de autorização para que o clube empreenda essa campanha. Segundo o termo, os depósitos feitos pelos amigos e torcedores devem ser feitos diretamente para a conta poupança de nº 5947-9, agência 2905, da Caixa Econômica Federal, de titularidade de Davi de Abreu Fraga Araújo, filho do jogador. Os recursos serão ser administrados por Zé Carlos ou por pessoas por ele autorizadas.
Em pé: Leandro, ZÉ CARLOS, Andrade, Edinho, Leonardo e Jorginho. Agachados: Bebeto, Aílton, Renato Gaúcho, Zico e Zinho - Timaço do Flamengo em 1987.
Mais do que ajuda financeira, o hotsite mostra a importância de Zé Carlos para a história do clube. Com ele guardando a meta, o futebol rubro-negro conquistou o tetracampeonato brasileiro em 1987, sua primeira Copa do Brasil (1990) e os campeonatos estaduais de 1986 e 1996.
O hotsite traz depoimentos de companheiros de Zé Carlos no futebol profissional ou no time de Masters do Flamengo. Entre eles, Junior, Nunes e Renato Gaúcho. Esta seção será atualizada frequentemente, na medida que cheguem outras mensagens de amigos. Apresenta ainda 10 momentos significativos na carreira do goleiro, que defendeu as cores do clube em dois períodos (de 1984 a 1991 e de 1996 a 1997), num total de 352 jogos.
Os torcedores poderão interagir por meio de um Twitter (https://twitter.com/ZeCarlos_Mengao) criado especialmente para a campanha.
Pode ainda enviar mensagens de solidariedade, que serão entregues à família. O formulário está no hotsite.
Grande parte do conteúdo foi produzido especialmente para o hotsite por torcedores dedicados a pesquisar a história do clube. Mauricio Neves, idealizador do site Manto Sagrado, escreveu uma crônica enquanto Adriano Melo, que mantém uma coluna no Blog da FlamengoNET, assina um texto minucioso sobre a carreira do atleta.
O hotsite traz ainda a listagem completa de jogos de Zé Carlos no Flamengo, fornecida por outro pesquisador, Arturo Vaz, autor do livro “Goleiros Rubro-Negros. Heróis Esquecidos de uma Nação”. E um link autorizado para o site do INCA, para que o público em geral possa ter mais informações sobre o câncer naquele que é o centro de referência do país sobre o assunto.
A iniciativa é do departamento de Marketing do Clube de Regatas do Flamengo, com apoio do Jornal dos Sports, que cedeu as fotos.
Mais informações: http://mkt.flamengo.com.br/hotsite/zecarlos/
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11 de jul. de 2009
Post It - A 1000 por hora - Palmeiras 4X1 Nautico. Verdão vice líder - Jorginho efetivado?
Rapidinho, meus nobres.
-Jorginho dando oportunidade pra molecada.
-Palmeiras 1X1 Santos - Avaí 0X3 Pameiras - Palmeiras 4X1 Nautico
-Contra o Nauticio - Gols de Pierre e Armero.
-Invicto
-Vice-líder do BR09.
-Diego Souza (sangue nos olhos) e Marcos defendem a permanencia de Jorginho.
Jorginho técnico efetivo do Palmeiras?
10 de jul. de 2009
La Mano de Dios - Cartas marcadas

Cartas marcadas
Falar que o fato de Muricy não ter fechado com o Palmeiras era uma coisa evidente seria cometer uma falácia. Tudo levava o técnico ao Parque Antártica. Por que não, afinal? Um clube de São Paulo, bem estruturado, com um projeto a longo prazo bem definido, com uma diretoria aparentemente disposta a encarar seu departamento de futebol de acordo com a realidade brasileira. Talvez a rivalidade com o São Paulo pesasse, mas o profissionalismo de Muricy me faz descartar essa explicação.
Talvez os valores não batessem, e, segundo a coluna do João (logo abaixo), foi isso que pesou. Concordo com tudo o que ele disse sobre a falta de habilidade da cúpula palmeirense na condução das negociações, porém, uma outra sombra se avultava nas tratativas, uma sombra colorada, vinda do Rio Grande do Sul.
Não é mentira dizer que Tite nunca foi unanimidade no Internacional, até porque unanimidade não existe, e, se existe é burra, como diria o sábio. Mas não é mentira dizer também que Muricy e o Inter são um caso de longa data, uma relação interessante para ambos. Assim como não é mentira dizer que os resultados que o Colorado vem apresentando não condizem com o time que foi montado.
Nesse contexto, e agora que a poeira está baixando, Muricy não ter fechado com o Palmeiras e sua mudança para o Internacional é uma crônica que já tinha seu fim anunciado...
Ao som de Jorge Ben - Descalço no Parque. Ben é samba bom.
Rapidinhas: a Globo não gosta de futebol. Por que não houve jogo às 16:10 na rodada do sábado, 4 de julho? Melhor, por que o Corinthians, campeão de audiência nas transmissões do Plim Plim não jogou no sábado, sendo que disputou a final da Copa do Brasil na quarta-feira, dia 1? Porque Roberto Carlos estava no Caldeirão do Huck na tarde de 4 julho...
Chazinho de Coca - Erros e acertos na novela Muricy.
Muricy não vem para o Palmeiras. Desde o princípio, mesmo nos momentos onde a aproximação era evidente, parecia que algo não dava liga. Mas aí era coisa do meu “achômetro”, os fatos apontavam para um outro caminho.
Muricy era a melhor opção depois da queda de Luxemburgo, mas é como disse Mauro Beting em seu blog – “Muricy é a melhor opção para 2009, não para 2010” – fazendo referência a demora na definição.
O Palmeiras tinha um gasto mensal com a comissão técnica de Luxemburgo que era fora dos padrões nacionais. Errou ao aceitar pagar aquilo tudo para ele e sua trupe, principalmente por não reverter o investimento em títulos.
A proposta feita para Muricy cobria os vencimentos que o tricampeão recebia no São Paulo, mas era inferior ao que Luxemburgo recebia. A diretoria prometeu prêmios gordos de acordo com as metas alcançadas. Acertou ao encontrar um caminho limpo para a redução da folha salarial, sem perder a qualidade no comando.
Mas tinha o precedente luxemburguiano. São profissionais do mesmo gabarito, com a ressalva de que o atual momento de Muricy é superior ao de Luxemburgo. No correto pensamento de Muricy, não deve entrar a hipótese de ele receber menos do que qualquer outro profissional do seu segmento no país. Embora o próprio sinalizasse que estava propenso a um acerto. Diz a boca pequena que seu representante é quem fez jogo duro com o Palmeiras. Que ele queria pagamentos semelhantes ao de Luxemburgo.
Acertou o Palmeiras ao buscar adequar a folha salarial do clube à realidade do país.
Errou o Palmeiras ao arrastar a novela Muricy. Trata-se de um grande profissional, mas ele não é maior que o clube. Bastava apresentar a proposta, receber um sim ou não e bola pra frente. Deram muito tempo, permitiram que ele e seu representante dessem as cartas.
Acertou Muricy ao se achar merecedor de um salário maior. Acertou o Palmeiras ao manter sua nova política financeira.
Não ficarei espantado se Muriçoca acertar com o Internacional, que ontem deu mais razão ainda a minha tese de que os elogios feitos por 99,99999% da crônica e dos palpiteiros há mais de 3 anos, não se justificam quando se analisa os resultados do time em campo.
E agora, quais são as opções do Palmeiras? Dorival Jr? Nelsinho Baptista? Wagner Mancini, que balança no Santos? Tite, que balança no Inter? Silas? Fala-se em ex-jogadores como Evair, Zinho e Arce.
Por que não dar chance para Jorginho seguir como efetivo?
* (Informação de última hora) – Muricy pediu R$ 600 mil por mês e luvas de R$ 1 milhão. O Palmeiras ofereceu R$ 400 mil + premiações.
8 de jul. de 2009
Golaço Literário - Meu Pequeno Palmeirense

São Paulo, SP, 25 (AFI) - Ser palmeirense foi uma decisão própria, uma escolha. Assim a jornalista Soninha Francine classifica seu ingresso à torcida palestrina. Sem qualquer pressão ou influência na família (mesmo pelo lado italiano), Soninha se tornou palmeirense; e uma das mais apaixonadas, diga-se de passagem. A ponto de traduzir esse amor escrevendo, a convite da Editora Belas Letras, o livro “Meu Pequeno Palmeirense”, em que conta as suas histórias como torcedora, mescladas com os principais momentos dos quase 100 anos da Sociedade Esportiva Palmeiras. O livro é o quinto volume da série Meu Time do Coração, criada pela Belas-Letras, que visa resgatar a magia do futebol para as crianças por meio da literatura e estimular o surgimento de novos torcedores. As ilustrações ficam por conta de Eduardo Baptistão, caricaturista do jornal “O Estado de São Paulo”.
“Meu Pequeno Palmeirense” passeia pelas alegrias e tristezas vividas pelo Palmeiras em sua história com um toque muito pessoal de uma torcedora que teve como primeira lembrança alviverde o goleiro Leão, ainda aos sete anos de idade.
“Recordo bem que ficava conversando com minhas amigas na escola sobre as defesas do Leão naquele jogo, lembro bem do uniforme que ele usava... Foi meu primeiro ídolo no Verdão”, afirma Soninha.
Para escrever “Meu Pequeno Palmeirense”, Soninha Francine procurou ser totalmente sincera em suas descrições sobre os momentos escolhidos e as sensações que viveu em cada um deles.
“Para mim, o jeito mais legal de o torcedor se identificar com o que escrevi no livro é ser verdadeira quanto às emoções que nós palmeirenses sentimos com determinada vitória ou derrota, ou como nos referimos aos principais ídolos da nossa história. Acredito que não se deve dar peso diferente às glórias ou frustrações porque ambas nos trouxeram fortes emoções e torcer de verdade para um time é viver tudo isso”, explica.
Escrever este livro foi um prazer enorme para Soninha porque conseguiu unir de uma só vez duas de suas grandes paixões: as crianças e o Palmeiras.
“Por natureza eu adoro escrever e não tenho problema nenhum em falar sobre meu time do coração, pelo contrário, faço isso com muito prazer. E tenho uma relação muito especial com as crianças; gosto muito delas e elas retribuem. Juntar isso em um livro não poderia ser um presente maior para mim”, diz a mãe de três palmeirenses – Raquel, de 25 anos, Sara, de 22 e Júlia, de 12 anos.
Outro ponto marcante de “Meu Pequeno Palmeirense” são as ilustrações; em livros infantis são indispensáveis bons desenhos e, neste caso, a tarefa ficou a cargo de Eduardo Baptistão. Este palmeirense, nascido no tradicional bairro italiano da Mooca, em São Paulo e pai de dois filhos, Clara e Pedro, palestrinos, óbvio, trabalha há 18 anos como ilustrador do jornal “O Estado de São Paulo”. Reconhecido e premiado nacional e internacionalmente, por suas caricaturas, Baptistão é daqueles que para tudo o que estiver fazendo para acompanhar um jogo do Palmeiras.
“Fico enlouquecido quando sei que o Palmeiras está jogando e não tenho como acompanhar. Uma vez, eu ia de carro para um casamento e o Verdão estava jogando contra o Corinthians. Cheguei à igreja e o jogo ainda não tinha acabado; não tive dúvidas: saí do carro com meu rádio de pilha no bolso e não desliguei enquanto o jogo não acabou. O principal: ganhamos do Corinthians”, recorda Baptistão.
“Meu Pequeno Palmeirense” é um produto oficial do Palmeiras, editado pela Belas-Letras. A editora é a responsável pela idealização da série. Já foram lançados os títulos Meu Pequeno Gremista, escrito por Humberto Gessinger, Meu Pequeno Colorado, de Luís Augusto Fischer, Meu Pequeno Corintiano, de Serginho Groisman, Meu Pequeno Rubro-Negro, de Gabriel, O Pensador. O próximo lançamento previsto é do livro “Meu Pequeno Tricolor”, com texto de Evandro Mesquita e ilustrações de Luciano Cunha.
Chazinho de Coca - Cruzeiro na decisão (para algumas mídias paulistas) - por Mauro Beting
Não é de hoje que a emisora dos Marinhos faz pouco caso do torcedor de futebol. Jogos às 22:00 com término no dia seguinte, alteração de jogos ao seu bel prazer para dar encaixe perfeito em sua "rica" programação. Eles nos lesam tanto como torcedor, que nós nem nos damos mais conta disso. Mas de um tempo pra cá a coisa se tornou absurda. Indiferente ao tamanho, a importância de competições internacionais, a emissora do "plin-plin" deu as costas para a Taça Libertadores da América ao longo de toda a sua disputa. Pior ainda é ela dar as costas agora para a decisão dessa competição, que conta com um representante brasileiro e que pode tornar-se tricampeão.

Para uma melhor absorção do que se passa, reproduzo abaixo a coluna do feroz Mauro Beting, onde o bichão trata do assunto com o seu singular bom humor.
Cruzeiro na decisão (para algumas mídias paulistas) - Por Mauro Beting
Enquanto isso, numa emissora de rádio paulista…
- Atenção para o giro de placar na sua, na minha, na nossa, na rádio do Dr. Hermes! Aqui, campo B-3 do Parque São Jorge: pentagonal decisivo da segunda fase da seletiva do returno, categoria infanto: Corinthians-A zero, Corinthians-D zeroooo!
- Morumbi, Neto Filho! Por aqui, 43 minutos do segundo tempo, final da Copa do Brasil: São Paulo e Flamengo vão empatando por 5 a 5 e é pênalti pro Mengão; O Imperador bateeee!
- Palestra Itália, decisão por pênaltis, final da Copa Sul-Americana: Palmeiras 13 x Boca Juniors 13. Marcos está com o braço quebrado e sangra muito na testa. Vai cobrar Palermooooo!
- Um momento, Sobrinho Neto, antes de você dar o resultado de Brasil x Argentina, em Johannesburgo, direto do plantão da Rádio Difusora Imparcial! Aqui no Parque São Jorge, o arremesso lateral é para Átila cobrar. O Átila que é tataraneto por parte de tia do grande dr. Abud, diretor-adjunto honorário da sala de carteado do Corinthians há 83 anos. Ele cobra com perfeição o lateral! Sabe tuuuudo o Átila, o número “huno” da Fiel!!!
- Olha o gol!!!
(Narradores no Morumbi e Palestra chamam o comandante Neto Filho. Ele parece não ouvir e segue elogiando o potencial magnífico de Aníbal, reserva do infanto C corintiano. Ele lembra ainda as obras do dr. Abud nesses 104 anos como conselheiro. Ainda mais por ele ter aberto as portas do clube em 2005 para Waltttheer Ssamphaiyio, agente que conta com 171 atletas da base. Como Neto Filho não dá bola aos chamados do gol de Adriano, e da defesa de braço quebrado de Marcos, os outros narradores resolvem reclamar do esquema de favorecimento da arbitragem para o Corinthians-A, que sempre teve “apito amigo” contra o Corinthians-C…)!
- Tem gol!
- Já falei para esperar um pouco, Sobrinho Neto… Esse Átil…
(Como Sobrinho Neto está bravo com Neto Filho – ele não repassou a cota do merchan da “Ogivas Nucleares Chernobomb”, e não pagou o testemunhal que Sobrinho gravou imitando a voz de Lima Duarte dizendo “Pensou Ogiva Nuclear? Pensou Chernobomb! É bum! Xibumbombom!” -, o plantonista não quis nem saber):
- Gooool do Cruzeiro! Kléber Gladiador! De peixinho de bicicleta, recebendo lançamento de Fábio, depois de o goleiro do Cruzeiro defender a quarta cobrança de pênalti seguida de Verón! Agora, na Argentina, Cruzeiro 3 x 2 Estudiantes! Mesmo o time mineiro atuando com sete jogadores e contra a péssima arbitragem. São 86 minutos do segundo tempo em La Plata, Neto Filhooooo!
(Viriato Cândido, o “comentarista do verbo divino”, antecipa-se ao narrador e pergunta no ar):
- Mas o Cruzeiro está jogando hoje? Que torneio é esse, Sobrinho Neto? É a Copa Roca?
- Não, doutor Viriato. É a Libertadores da América. A decisão…
- Mas por que não está passando na TV? Por que não estamos fazendo esse jogo? (Viriato pergunta ao narrador e chefe de equipe, que responde apenas mostrando o último boletim do Ibope da rádio. E segue narrando o campeonato interno do clube paulistano):
- Difusora Imparcial! A rádio que está onde o povo está! Um abraço a toda a diretoria do clube e a todas as torcidas organizadas alvinegras! A torcida que mais cresce no Brasil! Assim como a nossa audiência!!!
Agora, falando um pouco mais sério:
Não é culpa do Corinthians – só mérito.
Não é culpa de muitos jornalistas escalados pela chefia comercial mais que editorial.
É irresponsabilidade do meio cada vez menos inteiro que se sujeita aos índices de audiência (mais aos índices que à audiência).
Os números que mandam nos nomes e desmandam a lógica jornalística, esportiva e humana de priorizar a decisão da Libertadores.
E estamos falando de um gigante como o Cruzeiro.
Imagine se finalista fosse um clube do Paraná, da Bahia, de Pernambuco…
Ah, sim: não há risco de algum jogo do Corinthians ser adiado no BR-09 para que possa ser transmitido no horário de Barcelona x Cruzeiro, pelo Mundial de Clubes.
http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/
7 de jul. de 2009
Post It - Assina, Muricy! Mas com quem?
-O tal prazo que a diretoria do Palmeiras diz dar para definir o seu novo treinador aumenta a cada dia. Enquanto isso, Jorginho vai conduzindo o elenco e mostrando bom serviço.
-Muricy não dá as caras e é seu empresário quem faz o meio campo entre o técnico e a diretoria alviverde.
-Informação dada pelo excelente jornalista Alexandre Pretzel, da Rádio Bandeirantes, dá conta de que Muricy não assinou com o Palmeiras pois está em vias de acertar o seu retorno ao Internacional.
-Fernando Carvalho, vice-presidente do clube gaúcho e autor do DVD da discórdia, disse no programa Bate Bola da ESPN que Tite está confirmado no cargo, mesmo que perca a final da Recopa. Depois entrou ao vivo na Rádio Bandeirantes e confirmou a informação.
-Pretzel diz que suas fontes lhe garantem que a cúpula do Inter está articulando a chegada de uma proposta “irrecusável” do futebol árabe para Tite, dessa forma o treinador saí de maneira honrosa do clube. Muricy por sua vez assumiria o líder do campeonato e tentaria conduzir o time ao título que não vem há 30 anos.
-O Palmeiras é o time com a maior série invicta atualmente na elite do futebol – nove jogos, com seis empates e três vitórias.
Post It - Falação e apresentação
-Rui “Cabeção” foi apresentado esta tarde no Fluminense
-Cafú é mais um veterano que, ao lado de Marcelinho Carioca, acredita que ainda pode atuar no Brasil em bom nível. “Pelo que vemos dos jogos no Campeonato Brasileiro, acho que dá para atuar tranquilamente.” (FONTE - http://www.gazetaesportiva.net/)
-Muitos já colocaram o lateral direito no Santos, mas parece que é o Barueri o seu provável destino.
-O Flamengo não conseguiu segurar Ibson na Gávea, mesmo com o atleta dizendo que preferia seguir no clube carioca. O Porto, detentor dos direito do jogador, já o negociou com o Spartak, por 5 milhões de euros. Ibson vai jogar ao lado do meia Alex, ex Internacional.
-Ronaldo “Fenômeno” disse ontem em um programa de TV, que não acredita nas pesquisas que apontam o Flamengo como a maior torcida do país. Para o centroavante corintiano, muitos desses números são baseados em medições feitas em locais onde o Flamengo e o 2º time local.
-Em resposta, Kleber Leite disse hoje que o "Fenômeno" virou humorista.
La Mano de Dios - És tudo ilusión
És tudo ilusión
Semana passada, fiquei impressionado quando vi o Santiago Bernabéu com mais de 50 mil pessoas para receber Kaká. Ontem, caí da cadeira ao ver os 80 mil que receberam Cristiano Ronaldo.
Qual a razão de meu espanto? A expectativa que esses dois craques criaram naquelas pessoas foi algo que me assustou. Indo um pouco mais longe, a expectativa que o futebol vem criando nas pessoas deixa-me impressionado às vezes. Há torcedores que vêem no esporte a válvula de escape para todas suas frustrações no cotidiano, que encaram o jogo (e consequentemente a vitória) como o objetivo máximo de suas existências.
Torcedores que sentiram vontade de comparecer a um estádio num dia de semana para ver a chegada de um jogador de futebol e ouvir o discurso de pessoas que não têm nada a dizer realmente têm o clube na mais alta conta, alta até demais. Não foi nem para assistir a uma partida, esse sim um acontecimento digno de nota. É muita importância para um evento tão singelo.
O que esses 80 mil esperam de Cristiano Ronaldo e Kaká? E o que esses dois craques sentem quando percebem o que representam? Às vezes, vendo manifestações como essas, tendo a achar que o caráter lúdico do esporte está se perdendo a cada dia que passa. A coisa toda hoje não passa de um show. E, como todo show, é tudo ilusão.