3 de jun. de 2010

Menino da vila: Totalmente apático, Santos não sai do zero no Mineirão






Texto: Gregório Possa
Foto: Globoesporte.com


O Mineirão foi palco de um dos piores jogos desse Brasileirão. As duas equipes vinham de derrota e entraram em campo com os mesmos oito pontos, buscando uma vaga no G4. Com uma série de desfalques, os times pouco produziram, raros foram os lances que levantaram a torcida e o placar só poderia ser um apático 0x0.

Para ''engrandecer o espetáculo'' Adilson Batista escalou sua equipe com quatro volantes, a fim de não perder de vista os bons meias santistas, que sofreram com a forte marcação cruzeirense. A primeira etapa não fugiu do padrão do resto do jogo, muitos passes errados, pouca criatividade e consequentemente poucas chances de gol. Aos 7 minutos, André recebeu passe de Wesley e bateu forte, em cima de Fábio. Já que não dava com a bola no chão, o Cruzeiro explorou a jogada áerea, aproveitando o fraco retrospecto da defesa santista - que costuma tomar muitos gols pelo alto - e criou sua única chance na primeira etapa, com uma cabeçada do zagueiro Gil que carimbou o travessão do goleiro Rafael.

Quem esperava um segundo tempo mais movimentado, confirmou a expectativa até os quinze primeiros minutos, já que o Santos voltou mais ligado e ameaçou o gol de Fábio com mais veêmencia. Tanto que, com poucos minutos de bola rolando na segunda etapa, Rodriguinho saiu cara a cara com o goleiro cruzeirense e desperdiçou a melhor chance alvinegra na partida. Dorival Jr. percebendo o bom momento, fez algumas alterações, colocando Zezinho e Marcel em campo, porém o centroavante santista tratou de acabar com o esquema montado pelo técnico e sem ao menos tocar na bola foi expulso, depois de entrada violenta em Jonanthan. Após a expulsão o Cruzeiro pressionou a equipe do Santos até o final da partida, mas sem criar chances claras de gol e o jogo acabou exatamente como começou.

Devido a falta de inspiração e das poucas chances criadas, o resultado foi justo. Para o Santos, uma marca negativa, a equipe passou em branco pela primeira vez na temporada. Já a equipe cruzeirense que atuava em casa, teve de ouvir vaias da torcida e ainda pode perder seu treinador após a Copa.

Com a equipe caindo de produção, o Santos não ve a hora da paralisação durante a Copa do Mundo, alguns jogadores não estão rendendo o esperado e o time mostra estar sentindo a sequência de jogos. O futebol que encantou o Brasil durante o primeiro semestre terá um merecido descanso e deve voltar focado na final da Copa do Brasil. Espero que ainda possamos desfrutar do futebol alegre e ofensivo dos meninos do Santos no segundo semestre, antes que eles sigam seus caminhos rumo à terras européias.



CRUZEIRO 0 x 0 SANTOS
Fábio; Jonathan, Gil, Thiago Heleno e Diego Renan (Sebá); Fabrício, Henrique, Marquinhos Paraná e Elicarlos (Pedro Ken); Thiago Ribeiro e Eliandro (Roger) Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Wesley, Rodriguinho, Marquinhos (Zezinho) e Paulo Henrique Ganso; Neyma (Madson) e André (Marcel)
Técnico: Adilson Batista Técnico: Dorival Jr
Cartões amarelos: Elicarlos, Henrique, Jonathan e Fabrício (Cruzeiro); Durval, Zezinho, Paulo Henrique Ganso e Neymar (Santos) Cartão vermelho: Marcel (Santos)
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Dia: 02/06/2010. Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF). Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Cesar Augusto de Oliveira Vaz (DF).

2 de jun. de 2010

Chazinho de Coca - Um quebra-cabeça verde a espera de quem junte suas peças.

O Palmeiras é uma bagunça internamente. Mandos e desmandos. Gente indo contra as prioridades do clube. Dispensas de treinadores e jogadores.

É um conjunto desmontado e com peças perdidas, outras desorientadas. Mas com um pouco de boa vontade e algumas peças certeiras esse conjunto pode tornar-se coeso e grandioso.

A parte defensiva do time não é problema, pelo contrário. Com somente 3 gols sofridos no BR10, não é somente forte em sua função, como é fundamental no auxílio ao inexistente ataque.

A defesa é boa, mas ficaria melhor com a chegada de um Fábio Aurélio, por exemplo. Ou não?


O meio campo é bom. Mas teria um salto de qualidade enorme com a chegada de Valdívia, certo? E com a reintegração de Diego Souza?

Em conversas de almoço e mesas de boteco, venho dizendo há dias que essa dificuldade em vender Diego Souza estava me cheirando a uma possível reintegração.

Propostas chegaram, algumas. Se fosse mesmo pra vender o cara, já deveria ter acontecido.

Ontem chegou a mim um abaixo-assinado de torcedores verdes pedindo a reintegração do camisa 7. Hoje ví no blog do Benja que o elenco palmeirense pediu e, pasme, o próprio Diego pediu para voltar.

Tecnicamente DS7 tem lugar nesse time com os pés nas costas. Ele errou no episódio da discórdia? Sim, errou. Só que mais errado é lesar o time e deixar de fora alguém com a condição técnica dele. Mais ainda se o próprio demonstrar mesmo que quer jogar – e jogar o que sabe.

No caso Diego Souza, mais do que o pedido do time, da torcida e do próprio, acho que sua reintegração está muito mais vinculada a um possível pedido do futuro técnico do time. Técnico que desde a semana passada cravo ser Felipão. Como cravei que Kleber chegaria, o que parece já ser certo.

Com Kleber o ataque ganha muita força e qualidade. O futebol de Everthon deverá evoluir tendo um companheiro desse gabarito. Mas e se chegar o Washington, hoje encostado no São Paulo? E o David? Farias?

Kleber, Valdivia, Diego Souza, Fabio Aurélio, W9. Nomes especulados, outros certos, alguns próximos.

São situações e nomes que podem gerar um satisfatório quebra-cabeça. Que se for montado pelo nome que se sugere ser e no qual eu acredito mesmo que será, poderá gerar um belíssimo cenário.

Você é favorável a reintegração de Diego Souza? Vote na enquete que está no canto superior direito do blog.


Despeço-me da ferocidade cheia de ginga, com o petardo sonoro do Alice in Chains – Would?:
http://www.youtube.com/watch?v=QA8Vq4nEkQc


Cheers,

1 de jun. de 2010

PROGRAMA FEROZES FUTEBOL CLUBE


Há pouco mais de três meses o Ferozes Futebol Clube extrapolou as fronteiras de um blog e chegou as “ondas” do rádio. Ainda que uma rádio web.

É o 3º ato de uma série que se iniciou com o próprio blog. Depois veio o 2º ato com a festa FFC que realizamos semestralmente (que irá expandir) e que sempre conta com figuras importantes da mídia esportiva. E agora chega ao rádio, no 3º ato de uma série que ainda não definimos quantos atos terá. (risos)

Fruto da parceria entre o blog Ferozes Futebol Clube e a Agência de Comunicação da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), o Programa Ferozes Futebol Clube é hoje uma feliz realidade. Ele leva ao rádio o conteúdo escrito que produzimos no Ferozes FC há mais de dois anos – Ferozes discussões acerca das rodadas e dos assuntos que permeiam o futebol, sempre com algum petardo de trilha sonora – de Ray Charles a Beatles. De Black Sabbath a Pixies. Algumas das pepitas auditivas que já usamos como pano de fundo em nossas discussões.

O Programa rola toda segunda-feira, às 20:00, e o que é mais legal – ele é AO VIVO!

Perdeu o programa?

Não tem problema. Basta acessar o podcast e o feroz terá acesso a todos os programas anteriores, desde o inaugural.

Para acessar a rádio e o podcast, basta clicar no logo do programa, que está no canto superior direito do blog.

Contamos com os seus ouvidos.

Cheers,

Golaço Literário - Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro e Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro.



Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro


De Luís Augusto Símon

As glórias do futebol não são feitas apenas por aqueles que fazem ou participam de gols.

Às vezes o herói é justamente quem evita o momento mais esperado de uma partida: o goleiro.

Sujeito estranho. Nem existia antes de 1871, quando foi definido que um atleta de cada lado poderia usar as mãos dentro de sua área. Usa um uniforme diferente, fica concentrado em uma pequena área do campo e é a última esperança do time que está sendo atacado. Mesmo com toda essa responsabilidade - ou até por causa dela -, o goleiro é lembrado, sim, com muito carinho por torcedores apaixonados.

Em um brilhante texto, o jornalista Luís Augusto Símon conta a trajetória dos 11 maiores goleiros do futebol brasileiro: Barbosa, Castilho, Gilmar, Raul, Leão, Zetti, Taffarel, Rogério, Marcos, Dida e Júlio César.



Polêmicas, histórias pouco conhecidas, alegrias e tristezas. Um mergulho histórico e fascinante nas redes dos grandes defensores do país.




Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro

De Mauricio Noriega

Atacante bom é aquele que faz gol. Goleiro bom é aquele que evita gol. E técnico bom, quem é? O grande estrategista, que domina as teorias? O paizão, que trata os jogadores como crianças crescidas e carentes, necessitadas de compreensão e apoio? O tático, capaz de "virar o jogo" no intervalo, com alterações surpreendentes?

O que revela jogadores? O que lida bem com estrelas? O que sabe "ler o jogo"? O que estuda os adversários? Ou, simplesmente, o vencedor? Há diferentes motivos para um técnico ganhar espaço nesta cuidadosa seleção feita pelo jornalista Maurício Noriega.

Numa época em que técnico transformou-se em "professor" é evidente a importância dada a esse profissional do futebol pela mídia especializada e pelos torcedores. Além do perfil dos principais técnicos que atuaram - ou atuam - no Brasil, há entrevistas de personalidades que conhecem bem o estilo do retratado, como ex-jogadores e outros treinadores. Leitura para amantes e admiradores do futebol brasileiro. E para quem gosta de saber mais sobre líderes vencedores.

Os onze de Noriega são: Oswaldo Brandão, Bela Gutman, Vicente Feola, Lula, Zagallo, Minelli, Ênio Andrade, Telê Santana, Vanderley Luxemburgo, Luis Felipe Scolari e Muricy Ramalho

31 de mai. de 2010

Café com Leite: Professores de História

Texto: Beto Almeida
Foto: Tom Dib (para o Lancenet!)


            E domingão teve sardinha no menu, aquele trivial que todo corintiano está acostumado a degustar quando joga contra o time da Baixada, com direito a goleada e show de dança do escrete mosqueteiro, que jogou o verdadeiro futebol bailarino.
            Senti que as coisas iam dar certo logo pela manhã, o dia estava lindo, inspirador mesmo, atraindo aquelas boas energias para o meu lado. E as coisas só melhoraram quando o Todo-Poderoso anunciou sua escalação para o início da partida: Mano Menezes teve uma iluminação e resolveu sair jogando com dois armadores no meio de campo, Danilo e Bruno César (!), em lugar daqueles três volantes que estávamos habituados. Vai ver ele também acordou inspirado como eu.
            A verdade é que demorou pro comandante da nossa esquadra fazer isso. Com o elenco que o Timão tem, não é preciso ter medo desses times da moda. A nossa camisa tem história, nossa torcida impõe o medo, ainda mais num bando de moleques. E foi com esse espírito que iniciamos a peleja, partindo pra cima e dominando as ações do jogo.
            E foi nessa toada que logo aos dois minutos o Corinthians abriu o marcador: Bruno César, que semana passada estaria no banco, chutou de fora da área, o goleiro peixeiro, abalado pelo Pacaembu quase lotado, soltou a bola nos pés de Jorge Henrique, o Baixinho Onipresente, que está em todos os lugares do campo. Aí é caixa, contabiliza o 1 x 0 e manda um torpedo pruma viúva do Pelé.
            E a aula de História pros meninos da vila continuava... O professor Roberto Carlos cruza uma bola na cabeça do Onipresente, por capricho da natureza, bateu na trave. Uuuuuuuu... É nóis.
            Mas é aquilo: o Corinthians sai na frente e depois relaxa. O time teve um branco e permitiu ao Santos ter a posse de bola. Que vacilo, os caiçaras partiram pro ataque e começaram a sufocar nossa equipe, até que Marquinhos, melhor jogador do Santos em campo, fez um gol. O juiz não validou o lance, marcando impedimento.
            Aí começou a choradeira santista, com jogador indo pro vestiário falando de complô da arbitragem       para favorecer o Corinthians. Bullshit, o jogador tava impedido mesmo, e o lance era difícil. Aquela coisa de negar a realidade quando ela é desfavorável. E pautar a imprensa para o resto da semana.
            Começa o segundo tempo com o time praiano melhor em campo, tanto que aos sete minutos André empata o jogo. Então, o erro fatal – a molecada da vila comemora com uma dancinha ridícula na frente da maior torcida do mundo. Aqui ninguém leva desaforo pra casa. O sangue ferve, os ânimos se acirram. O Todo-Poderoso se transforma: parece o exército grego pronto para devastar Tróia.
            O castigo foi cruel. Em menos de um minuto Bruno César, futuro camisa 10 da seleção brasileira, anota o segundo gol corintiano. A massa delira, eu também. Mas ainda é pouco para tamanha afronta. Queremos mais, podemos e teremos. Porque somos melhores, somos Corinthians, uma religião ludopédica.
            Ficou claro que de Moby Dick aquela baleia não tinha nada. Para você ter uma idéia de como a coisa ficou feia pro lados dos sardinhas: o Ralf, quem diria, fez jogada de craque e marcou um golaço. É impressionante como evoluiu o futebol deste garoto. Ele anulou o Neymar (quem?) que teve de sair mais cedo pra chorar no vestiário. O incensado Ganso (quem?) não deu as caras na partida, dando munição pro Dunga justificar a não convocação deles pra Copa. Coisa que Roberto Carlos não fez. Em excelente cruzamento pela esquerda, o xará do Rei serve uma bola na cabeça de Paulinho, que marca o quarto gol corintiano, encerrando a pescaria.
            Magnânimo, o Timão permitiu aos caiçaras o segundo gol no final da partida. Coisas de professores de História, passando a mão na cabeça dos meninos que aprenderam uma baita lição.

Sampa Noise - Morno!




São Paulo e Guarani entraram em campo nesse domingo e fizeram um jogo bem democrático, que traduzido para língua futebolística quer dizer um jogo bem morno.

Tão morno que tive que me convencer a assistir ao jogo até o final.

O Guarani atacou muito bem o São Paulo, mas sem sucesso. Houve muitos erros de passes para os dois lados. O jogo foi bastante movimentado no meio-campo onde a bola ficava a maior parte do tempo.

São Paulo se mostrou um time seguro na defesa mesmo com a saída de Alex Silva que deixou o campo com o supercílio aberto com um corte profundo depois de uma disputa de cabeça na defesa. Já com 5 desfalques, Richarlysson, Rodrigo Souto, Cicinho, Marlos e Miranda, o time do Morumbi se comportou muito bem, tanto na defesa como no meio-campo.

Um jogo digno de um empate, sem muitas emoções, sem muitas jogadas empolgantes, sem brilho individual.

Os dois lances que mais empolgaram a torcida foram duas bolas nas traves, uma do lado do São Paulo e outra do time do Guarani.
São Paulo entra em campo no dia 02/06/2010 às 21h50 no Serra Dourada contra o time do Goiás.

Dica musical do dia: Danny Breaks Volume 1 (logistics_remix)

30 de mai. de 2010

Menino da vila: Vitória corintiana incontestável, apesar dos erros da arbitragem.





Texto: Gregório Possa
Foto: Terra



O Clássico dessa tarde no Pacaembu teve um sabor especial para os corintianos, que depois da derrota para o Santos no Paulistão - com direito a chapéu e dançinhas - esperavam anciosamente a hora da revanche, e ela veio com mais de 25 mil corintianos apoiando incansavelmente a sua equipe e mostrando que a ressaca pós Libertadores faz parte do passado. Do outro lado os pouco mais de 2 mil santistas acreditavam em mais uma vitória dos meninos e na possibilidade de tomar a liderança do rival.

Com uma marcação impecável desde o começo do jogo, o Corinthians neutralizou a equipe santista e não demorou para abrir o placar. Logo no primeiro minuto, Bruno César chutou forte de fora da área, o goleiro Felipe rebateu nos pés de Jorge Henrique, que mesmo concluindo mal contou com nova falha do arqueiro santista e fez 1x0 para os alvinegros do Parque São Jorge. Os garotos Ganso e Neymar eram anulados pela marcação corintiana, era a hora dos coadjuvantes da equipe da baixada entrarem em cena e logo após o gol corintiano, Marquinhos, depois de bom chute de longe, obrigou o goleiro Felipe a trabalhar pela primeira vez no jogo. Antes do primeiro lance polêmico da partida, o Corinthians criou mais uma chance com Jorge Henrique, que recebeu cruzamento de Roberto Carlos e cabeçeou a bola na trave. Aos 27 minutos, Sálvio Espinola, o árbitro da partida, anulou gol legítimo de Marquinhos, impedindo o empate santista que poderia mudar a história do jogo. O Santos sentiu a equipe do Corinthians recuada e por pouco não conseguiu o empate, após corte feito pelo goleiro corintiano, Neymar dominou a bola, driblou Felipe e bateu por cobertura, Chicão, de cabeça evitou o gol.

Na volta para o segundo tempo, o Santos voltou ligado e empatou a partida aos 12 minutos, Marquinhos achou André livre, este bateu fraco no cantinho do goleiro Felipe. Na comemoração, para variar um pouco, nova dançinha. Porém mal deu tempo de comemorar, na única boa jogada de Jucilei em todo o jogo, o Corinthians achou seu gol, o jogador corintiano cruzou, Elias deslocou Edu Dracena e a bola sobrou para Bruno César que fuzilou o goleiro santista. 2x1. A partir daí o jogo ficou aberto, Dorival Jr. sacou o garoto Neymar, completamente apagado no jogo e colocou Mádson - que voltava ao time após puxão de orelha do comandante e da diretoria santista. De nada adiantou o 3° gol corintiano saiu nos pés de Ralf, que após drible no defesor santista deu um belo toque no canto de Felipe, com direito a provocação a torcida santista, já que Dentinho e o autor do gol corintiano simularam uma pescaria. O Santos reagiu e criou duas ótimas chances uma nos pés de Marquinhos, que exigiu outra boa defesa do goleiro corintiano e a outra nos pés do baixinho Mádson que perdeu gol incrível na cara de Felipe. No final do jogo mais dois gols, um pra cada lado, Paulinho de cabeça fez 4x1 para o Corinthians e Marcel usando do mesmo recurso do volante corintiano diminiu para equipe visitante e o placar final foi mesmo de 4x2.

Após a bela vitória, o Corinthians permanece na liderança isolada do Brasileirão com 13 pontos e enche de esperança o torcedor corintiano, que após ver a equipe manter a tradição e ser eliminada da Libertadores, espera ao menos o quinto título da competição nacional. O Santos, que não estava em boa tarde, viu o resultado ruir mais uma vez diante de sua fraca defesa e o instável desempenho de seu goleiro que oscila entre boas e péssimas atuações. Com a derrota a equipe da vila caiu para a oitava posição no campeonato e busca sua recuperação contra o Cruzeiro na Quarta-Feira no Mineirão.

Apesar da fraca arbitragem que prejudicou a equipe da vila em pelo menos três lances cruciais, o Corinthians teve seus méritos e com uma marcação muito forte conquistou a vitória de forma incontestável, cabe ao Santos, analisar os erros dessa partida e voltar a apresentar o bom futebol que o credenciou como o melhor time do Brasil da atualidade. O futebol ofensivo e alegre, que todo brasileiro gosta de ver, foi protagonizado pelos meninos da vila na maior parte do ano, porém tudo tem um preço, a defesa torna-se vulnerável e o Santos ao mesmo tempo que faz muitos gols, também toma muitos gols e nem sempre consegue compensar no ataque, os erros da defesa. Vale ressaltar que a equipe da vila perde quando pode perder, foi assim na Copa do Brasil, no jogo de volta contra o Guarani e nos jogos de ida contra Atlético-MG e Grêmio e agora no Brasileirão contra o Corinthians, porque além de jogar bonito o Santos demonstra eficiência e muita maturidade para assimilar as derrotas e seguir em frente. Parabéns ao Corinthians que utilizou com extrema eficiência a única forma de bater os meninos da vila que é jogar pra frente assim como eles. E ao Santos - Campeão Paulista e finalista da Copa do Brasil - o meu muito obrigado, por revolucionar o futebol nacional em 2010, atacando seus adversários a todo momento mesmo correndo riscos, proporcionando alegria a todos os torcedores que gostam do futebol bem jogado e mostrando ao mundo a verdadeira essência do nosso jogo - a arte e a ofensividade, caracteristicas tipicamente brasileiras.



CORINTHIANS 4 X 2 SANTOS
Felipe, Jucilei, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias, Bruno César (Paulinho) e Danilo; Jorge Henrique (Iarley) e Dentinho (Paulo André). Felipe, Pará (Marcel), Edu Dracena (Zezinho), Durval e Léo; Arouca, Wesley, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Madson) e André.
Técnico: Mano Menezes. Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Jorge Henrique, a 1 minuto do primeiro tempo, André, aos sete, Bruno César, aos oito, e Ralf, aos 21, e Paulinho, aos 39, e Marcel, aos 42 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: William, Bruno César, Chicão (Corinthians); Neymar (Santos).
Estádio: Pacaembu. Data: 30/05/2010. Horário: 16h . Árbitro:Salvio Spinola Fagundes Filho (Fifa-SP). Auxiliares: Ednilson Corona (Fifa-SP) e Vicente Romano Neto (SP). Público: 27.681 pagantes. Renda: R$ 825.707,50.

27 de mai. de 2010

Menino da vila: 3 jogadores de saída da Vila Belmiro

Texto: Gregório Possa
Fonte e Foto: Globoesporte.com

A equipe santista confirmou nesta quinta-feira, o empréstimo dos pouco aproveitados: Rodrigo Mancha e Maikon Leite, que atuarão no Grêmio Prudente e Atlético-PR respectivamente. O volante santista foi barrado após péssima atuação contra o Grêmio na 1° partida da semifinal da Copa do Brasil e não tinha mais clima pra seguir na equipe da vila, já Maikon Leite desde que chegou ao Santos em 2008 não conseguiu se firmar, devido a uma série de lesões que comprometeram seu trabalho, agora ele tentará obter êxito na equipe paranaense da mesma forma que ocorreu com Wesley, que saiu como um jogador renegado e voltou como peça essencial no time.

Outro jogador que está de saída da equipe é o goleiro Fábio Costa que desde sua contusão no brasileiro do ano passado não conseguiu voltar a equipe e perdeu a vaga de titular para Felipe que vem acumulando boas atuações, o goleiro campeão brasileiro e bi campeão paulista pelo Santos deve seguir para o exterior

Café com Leite: Pedra no Sapato

Texto: Beto Almeida
Foto: Celio Messias (para o Lancenet!)


            Você sabe quem é Guillermo Cañas? Se não sabe, explico. Tenista argentino, hoje aposentado, que nunca teve muito destaque no circuito profissional. Ganhou alguns bons torneios, porém nenhum de grande importância. Você sabe quem é Roger Federer? Se não sabe, explico. Tenista suíço, maior jogador em atividade atualmente, detentor de vários títulos do Grand Slam, quebrou quase todos os recordes do esporte e é considerado por muitos o maior tenista de todos os tempos.
            “Mas essa não é uma coluna sobre futebol?”, você me pergunta. Respondo: É, sim. E, se faço essa introdução, é por um bom motivo. Pois, veja bem: Guillermo Cañas, o tenista mediano, é conhecido justamente por vencer quase todas as partidas que disputou com Federer, o melhor do mundo. Tal qual o Grêmio Prudente (ex-Barueri) é lembrado por ser uma pedra no sapato do Corinthians.
            Sim, ladies and gentlemen, todos nós temos um nêmesis, aquela coisa que, por menor que seja, nunca conseguimos superar. Aquele cisco no olho que para os outros sai com um leve sopro, nós temos de enfiar a cara no ventilador. E ele teima em nos incomodar. Parece existir só pra isso, ser uma maldição na vida da gente. Mesmo na forma de um time de futebol.
            Pois assim é o Grêmio Prudente (ex-Barueri). Sempre deu trabalho ao Todo-Poderoso, apesar de ser uma equipe nanica. São bem organizados, jogam direitinho e tal. Mas, poxa vida, é um time tão mequetrefe que vive de alugar seu nome para uma cidade ou outra. Pode?
            Pode, e confesso que assisti o jogo de ontem apreensivo. Sabia que esse time ia dar trabalho pro Timão. Ainda mais quando nosso técnico insiste em escalar três volantes pra sair jogando. Não deu outra, o jogo começa bem equilibrado, mas aos 17 minutos o Grêmio consegue o primeiro gol da partida com Wanderley. Eu já sabia, e confesso que até fiquei curioso para saber como o alvinegro reagiria saindo atrás do marcador – teria capacidade de resistir ao golpe?
            Teve, manteve a tranqüilidade e, aos trancos e barrancos, conseguiu o empate num lance de bola parada: Defederico (muito ansioso querendo mostrar jogo, foi regular) cruzou bola na área que Chicão ajeitou para Willian marcar, aos 32. Aí a torcida se empolgou, o time cresceu e passou a jogar melhor. Só que do outro lado tava a tal pedra no sapato, e aí...
            Aí que o Grêmio Prudente (ex-Barueri) volta a fazer das suas e anota mais um gol com Diego em cobrança de falta, aos 44 minutos. Os times vão pro intervalo, eu vou pra padaria tomar café e aproveito pra fumar um cigarrinho no caminho. Tava nervoso.
            Os times voltam, eu volto, começa o segundo tempo. O Corinthians fez uma alteração: Jucilei no lugar de Moacir, que não foi bem. Volta logo, Alessandro. E eu preocupado, porque o Mano insistia com os três volantes. Mas o Timão estava melhor em campo, tinha posse de bola, porém nenhuma criatividade para chegar ao gol. Parecia o São Paulo jogando. Ou seja, qualquer coisa era mais interessante que ver TV naquela hora.
            E foi o que fiz, procurar no YouTube alguma música com o título “Pedra no Sapato” pra ilustrar a coluna. Então fui surpreendido pela expulsão de Mano Menezes por cornetar o juiz. Vendo que a vaca ia pro brejo, colocou Jorge Henrique e Bruno César, que deviam ter começado a partida, nos lugares de Defederico (deprimido pela não convocação para a seleção argentina) e Elias.
            E Bruno César mostrou que tem estrela: na primeira vez que tocou na bola, cobrando uma falta, fez o gol de empate, num desvio do zagueiro do time que agora é de Presidente Prudente.
            O fato é que a entrada desses dois jogadores melhorou muito a movimentação do time, que passou a pressionar muito mais o adversário. Meteu uma bola na trave, e no final quase Jucilei consegue a vitória, numa bola que passou rente a meta do goleiro Márcio.
            Foi por pouco, bem pouco, que não conseguimos mais uma vitória. Tudo bem, um empate fora de casa não é mau negócio, mas do outro lado estava o Grêmio Prudente (ex-Barueri). Nossa pedra no sapato.
            

Chazinho de Coca - Mãe Dinah Strikes Again (ptII)

O São Paulo estancou o AVC ontem, ao vencer o Palmeiras por 1X0, no Morumbi. Mantendo por mais um ano o tabu palmeirense no estádio tricolor, já que o próximo e último encontro entre ambos, em 2010, deverá ser no Pacaembu. O Palmeiras não vence o SP no Morumbi desde 2002, nos 4X2 com gol antológico de Alex.

Um Choque-Rei sem realeza, sem brilho, sem nada. Quase sem torcida. Tomando emprestadas as palavras de Mauro Beting – Um 0X0 com gol.

Os gênios da CBF adoraram. Só mesmo sendo muito gênio para marcar um clássico desse tamanho em uma quarta-feira, há dias de uma Copa do Mundo. 15 mil pagantes foi até demais.

1º tempo de domínio tricolor. 2ª etapa ligeiramente alviverde. Placar justo. Com futebol injusto, indigno em ostentar as camisas das duas instituições.

O Dido irá trazer em sua coluna mais detalhes da partida.

Aqui vou me reservar a espinafrar a genialidade dos organizadores do campeonato. A falta de ação da diretoria palmeirense que apesar da pífia jornada, tem coragem de dizer que o elenco é bom. Do juizão que deixou de dar pênalti que foi e deu um que não foi. Dos jogadores do Palmeiras que perderam 6 dos últimos 7 pênaltis dados ao time.

Eu que sempre fui exímio batedor de faltas e pênaltis, sinto-me ultrajado ao ver o nível técnico dessa boleirada de hoje que sequer fazer um golzinho de penalidade consegue.

Ok, relevem essa última passagem.

O São Paulo ficou na dele, não foi espetacular, longe disso. Mas ganhou e com justiça. Espetacular foi Ceni, que evitou um gol de pênalti ilegítimo – “Ahhh, Everthon!”

Se o Palmeiras não trouxer jogadores que cheguem para vestir a camisa e sair jogando, irá brigar na metade de baixo da tabela. Com muita, mas MUITA força de vontade pode pensar em Sulamericana. Pouco para um clube desse tamanho.

E é por falar em reforços verdes que eu encarno novamente a Mãe Dinah.

Ano passado eu cravei apenas interpretando fatos, notícias, dito pelo não dito, conversinhas tortas e conclusões inconclusivas, que Muricy Ramalho seria técnico do Palmeiras. Isso quando o próprio e a diretoria verde diziam o contrário. E depois cravei a chegada de Vagner Love, quando a conversa mole da cúpula verde também indicava o oposto.

No caso Muricy, a queda de Luxemburgo logo após a saída de Muriçoca do SP, já deu metros de pano para manga. A desculpa de que Luxa lesou a hierarquia pelo simples fato de tomar as dores do clube no caso Keirrison soou bastante estranho, convenhamos. Logo depois Muriça passou a ser nome de consenso no Verdão. Mas a tal da vontade da família do técnico e o próprio dizendo que queria férias, jogavam água no chope verde. Depois vieram conversinhas moles de Belluzzo e Muricy por telefone, via Rádio Bandeirantes, marcando uma cerveja e uma mortadela, como forma de tirar um lazer por que era todo mundo “muito do bem”. Já era mais do que sinal de que a contratação iria sair. Eu cravei num dia, dois dias depois ela saiu mesmo.

No caso Love a mesma coisa. Belluzzo disse no famoso dia do “Fico” que iria trazer um grande atacante da Eurásia. Claro que todo mundo pensou em Love. No dia seguinte chegou Robert, do futebol mexicano. O que segundo TODOS, era a certeza de que Love não viria. Só que se esqueceram que o México não fica na Eurásia. Então apostei na chegada do “artilheiro da folia” e acabou acontecendo mesmo.

Situações bastante parecidas, para não dizer idênticas, as que acontecem hoje nos casos Felipão e Kleber Gladiador.

Surgiu ontem a informação de que o Palmeiras já havia fechado com Kleber. Mais tarde a direção desmentiu. Todo mundo disse que era conversa e que Kleber, se vier, só no ano que vem.

Pelo Cruzeiro Kleber está há 2 ou 3 jogos de completar os 6, que o impediriam de acertar com outro clube brasileiro esse ano. Vamos esperar. Mas se ele “sentir uma fisgada” nos próximos jogos e ficar de fora, lembrem-se do que estou dizendo.

O caso Felipão é ainda mais emblemático.

Felipão rescindiu contrato lá no Bunyodikrsnzckzavosvsks e na sequência Antônio Carlos caiu no Palmeiras. Demitiram o cara por ele ter chamado a atenção dos jogadores em um caso de indisciplina. O que deveria ser aplaudido e não motivo de demissão. Depois Felipão passou a ser nome cantado pelas alamedas esverdejantes do Palestra Italia (já saudoso).

Conversa vem e vai. Em um dia está próximo, no mesmo dia está longe e no seguinte ele vem para ser zagueiro. Uma enxurrada de informações desencontradas.

Bem, ontem a direção verde descartou Scolari, alegando que o Messias preferiu seguir as vontades de sua família em permanecer na Europa. Então já começaram a pensar em efetivar Parraga e tudo mais. Exatamente como aconteceu com Jorginho no caso Muricy. O mesmo roteiro, o mesmo cenário, só que com personagens diferentes.

Vou cravar então, ainda que baseado muito na vontade de torcedor, mas também na interpretação isenta que meu papel de blogueiro exige: Kleber e Felipão (e também Valdívia) chegam ao Palmeiras após a Copa.

Anotem e depois me cobrem. Ou não.

Mãe Dinah desencarnando.

Cheers,