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26 de out. de 2009

Chazinho de Coca - Vermelho total no futebol europeu.



Hoje não vou falar sobre a rodada do final de semana do BR09, a qual será destrinchada com maestria pelos outros comparsas do blog.

Mas falarei sim, de um momento mágico. Mais um oferecido pelo mais delicioso dos esportes.

O vôo da Águia da Vitória sobre o Estádio da Luz. Águia da Vitória que é o símbolo máximo do grande Benfica de Portugal. Clube que tradicionalmente brinda os amantes do futebol e deixa em estado de êxtase os seus torcedores com um sobrevôo fantástico de uma águia de verdade, sempre anterior ao início dos jogos no belo Estádio da Luz. A águia é da espécie “Imperial Ibérica (Aquila adalberti).” Coisa linda!

O Benfica que não passa pelo melhor de seus momentos, mas que busca retornar ao caminho das glórias e retomar o seu posto de gigante europeu.

O simbolismo da águia é lindo. A imagem é linda. O momento é mágico. Confira:


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Continuando na Europa, mais precisamente na Inglaterra, pais dono do campeonato nacional mais legal do continente, o 2º mais legal do mundo, campeonato que teve nesse último domingo o grande clássico Liverpool X Manchester United.

Manchester buscando retomar a liderança do “Inglesão”, enquanto os donos da casa tentavam acalmar os ânimos de seu torcedor, que havia protestado antes da partida contra os donos do clube, os estadunidenses George Gillet e Tom Hicks, devido a pior sequencia de derrotas dos Reds nos últimos anos.

O que estadunidenses entendem de futebol? Eu me pergunto e lhes pergunto.

Bem, fato é que o 2º time mais legal do mundo entrou em campo já pressionado por esse protesto, além das quatro derrotas consecutivas, sendo 2 pelo campeonato inglês e duas pela Champions League. Com 15 pontos, ocupava apenas a 8ª colocação e ainda não contaria com o capitão Gerrard, lesionado.

Entretanto, o que se viu em campo foi um outro Liverpool, o verdadeiro Liverpool, melhor dizendo.

Os Reds não entraram na provocação da torcida adversária, que lançou centenas de balões vermelhos em direção a área de Reina, jocosamente remetendo ao gol do “artilheiro” Balão Vermelho, na rodada anterior. Pegando na saída de bola do Man. U e apostando na velocidade de Torres, o Liverpool foi mais perigoso ao longo de todo o jogo.

Aposta certeira, já que aos 19 minutos do 2º tempo, El Niño Torres abriu o placar. Foi seu 9º gol na competição, chegando a artilharia do campeonato.

O Man. U partiu no desespero e o clima esquentou. Vidic e Mascherano foram expulsos e aos 51 minutos, em grande jogada de Lucas, N´Gog deu números finais a vitória do grande Liverpool. Que agora ocupa a 5ª colocação com 18 pontos. O líder é o Chelsea com 24.
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Enquanto escrevo a coluna, escuto uma maravilha de banda que conheci no último sábado – Camera Obscura, com French Navy. Se liga no petardo:


Cheers,

19 de out. de 2009

Golden Goal - Balão Artilheiro

Nada de golaços. A Golden Goal de hoje traz um dos gols mais bizarros de todos os tempos e, na sua cola, faz uma retrospectiva com um outro momento inusitado do jogo com a pelota.

Os gramados brasileiros historicamente não costumam ser tolerantes com os nossos queridos goleiros. Tirando uma meia dúzia de bons locais para a plenitude da prática futeboleira, ainda temos muitos “Aflitos” que afligem tornozelos e joelhos da boleirada. Para o goleiro a coisa é ainda pior, já que além de suas juntas expostas a terrenos bandidos, ainda os pobres defensores de nossas metas têm de se desdobrar e apurar cada vez mais seus reflexos para defender não somente os disparos dos intrépidos atacantes, mas também para vencer a imponderabilidade baseada na ineficácia administrativa da cartolagem, que acaba por dar destinos insólitos a bolas que dentro dos padrões da física deveria dormir firme e quieta nos braços desses pobres defensores. Destinos desviados por morrinhos e buracos que ajudam a constituir uma série de obstáculos ao goleiro.

Isso tudo sem contar o recente advento da tecnologia empregada na confecção das bolas e que as deixa cada vez mais velozes e indefensáveis.

Dureza a vida do goleiro brasileiro.

O europeu costuma não conviver tanto assim com esses obstáculos a parte. Mas também estão sujeitos a intervenção humana ou se preferir, de corpos estranhos ao ambiente de jogo.

Árbitros e auxiliares, além de mastros das bandeirinhas de escanteio são considerados neutros, mas fazem parte do jogo. A bola que toca neles deve seguir seu destino, sem intervenção da arbitragem. Tenha alterado a trajetória da bola ou não.

Em um clássico entre Palmeiras X Santos em 1983 aconteceu uma bizarrice que ilustra muito bem essa situação.

Perdendo por 2X1, o Palmeiras tinha um escanteio a favor. O árbitro José Assis Aragão permaneceu postado ao lado da trave direita do goleiro santista. Então veio a cobrança e em um bate e rebate a bola sobrou para Juninho, que de fora da área encheu o pé. A bola que iria para fora desviou em Aragão e morreu no fundo gol. O jogo terminou empatado em 2X2 e aquele gol entrou para a história. Aragão foi até escolhido o “Artilheiro do Fantástico” na ocasião.

Apesar da reclamação santista, a validação do gol possui fundamentação na regra. Gol legal. Veja o golaço do Aragão:


Clipta - new video wave: Palmeiras 2 x 2 Santos - Gol de Juiz - 1983


Os goleiros europeus dificilmente encontram deformações artilheiras em seus gramados. Além da ótima condição encontrada para a prática de seu trabalho, eles convivem com festas lindas de seus torcedores. Objetos lançados ao ar, flâmulas, bandeiras, cartazes e balões artilheiros.

Balões lindos, festivos e com o dom para ostentar a camisa 9. Que o diga o goleirão Reina do Liverpool.

No último sábado o Liverpool perdeu para o Sunderland por 1X0, gol anotado por ele, pelo Balão Vermelho. Um balão vermelho da torcida do Liverpool.

Dura coincidência que deixou o time de Pepe Reina na incomoda 8ª colocação do Campeonato Inglês. Mais dura ainda, pois segundo a regra o juiz deveria ter anulado o gol e reiniciado a partida do ponto onde o balão meteu a bola pra dentro. O balão, ao contrário dos árbitros, dos assistentes e das bandeirinhas de escanteio, é um elemento que não pertence ao jogo, logo a sua ação deve ser coibida. Por mais aptidão para centroavante que o balão vermelho tenha.

Veja o gol bizarro do Balão:


Cheers,

29 de set. de 2009

Golden Goal - Steven Gerrard e Fernando Torres


No último sábado o Liverpool sacolou o pobre Hull City por sonoros 6X1. Com direito a um hat-trick de Fernando Torres, que vem comendo a bola, além de um verdadeiro golaço do cara que, pelo menos para mim, vem jogando mais do que os sempre propagados “melhores do mundo” – Steven Gerrard.

No 1º vídeo o caro feroz tem a oportunidade de ver os 3 belos gols do espanhol Fernando Torres:



Já o gol de Gerrard foi o golaço da rodada no planeta, na minha humilde opinião. O desenho do lance é que é o sensacional. Veja que Gerrard cobra o escanteio, a zaga afasta para fora da área, onde um jogador do Liverpool, o qual eu não consigo identificar pelo vídeo, recebe e devolve para Gerrard, em posição duvidosa, mas nada clara. Daí o bichão emenda uma bola venenosissima, como num escanteio um pouco mais aberto e mata o goleiro, o zagueiro e quase mata o câmera para acompanhar o lance. E nem me venham dizer que foi sem querer, pois não estamos falando de um cabeça de bagre, ok? (risos)



A idéia com esse post é agraciar a presença do feroz que por aqui passar, com coisas belas produzidas pelo nosso esporte preferido. Pretendo subir ao menos um post desse por semana, dentro do possível, e claro, desde que nossos craques produzam belezas como essas.

You'll Never Walk Alone

Cheers,

22 de abr. de 2009

John Lennon, camisa 10 do Liverpool.

Conhecido por ter sido expulso dos Beatles para dar lugar a Ringo Star, o baterista Pete Best, atualmente com 67 anos de idade, fez nessa semana revelações sobre as preferências esportivas dos integrantes da banda e que fez parte em seu início.

Mesmo com quase todos os biógrafos da banda apontando um pouca predileção dos quatro por esportes, Best disse que John Lennon sempre gostou de jogar uma pelada e que tinha habilidade para atuar como jogador de futebol.


Lennon camisa 10!

O ex-baterista dos Beatles foi mais longe e afirmou que Lennon tinha o sonho de jogar pelo Liverpool, maior time da cidade onde os integrantes da banda moravam. “Ele poderia até jogar de verdade. Estávamos sempre jogando uma bola por aí quando éramos jovens, cada um sonhando que atuava por um grande clube”, explicou.

De acordo com Best, quando os Beatles começaram a fazer sucesso, seu então empresário Brian Epstein os proibiu de falarem sobre suas preferências futebolísticas, para que não tivesse uma divisão entre seus fãs.

O ex-integrante dos Beatles Paul McCartney, atualmente com 66 anos, admitiu apenas recentemente ser torcedor do Everton, o outro grande clube da cidade de Liverpool.

Fonte:
http://uolesporte.blog.uol.com.br/arch2009-04-19_2009-04-25.html

Agradecimentos, notinhas e afins.

Obrigado, Ferozes!

Agradecimento aos queridos ferozes, Mauro Beting e Wanderley Nogueira pela atenção que me deram no ocorrido do último sábado no Palestra Itália. Mauro “Balada” reproduziu meu texto/saga em seu blog no lance.NET. Já Wanderley Nogueira me concedeu espaço para falar à audiência da rádio Jovem Pan AM, no programa No Pique da Pan da última segunda-feira.

Nunca duvidei de que, desde moleque, escolhi bem minhas referências na crônica esportiva ;)

Segue a minha coluna reproduzida no blog do Mauro Beting:
http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/2009/04/19/o-torcedor-esse-bravo-cidadao/
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Vieri jogando no Brasil?

Pois é, e as chances disso acontecer já estão na casa dos 90%. Quatro grandes clubes brasileiros estão na briga. A idéia partiu do próprio jogador, que aposta no futebol brasileiro para reconquistar seu espaço na seleção italiana e disputar a Copa de 2010. Mantendo a forma nos EUA, Vieri recebeu proposta do Los Angeles Galaxy, mas não aceitou.
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Que jogaço no Anfield Road!

Arshavin com 4 gols para o Arsenal e Benayoun e Fernando Torres com 2 cada para o Liverpool, escreveram a história de mais um jogo espetacular protagonizado por equipes inglesas. O Arsenal saiu na frente, depois veio a virada incrível do Liverpool, que cedeu novamente o empate aos 22 da 2ª etapa e o revés aos 25. Aos 27 Torres empatou de novo, quando aos 45 Arshavin desempatou, mas Benayoun, aos 48 já no bico do corvo, deixou tudo igual e fez justiça ao jogo.

Mais um 4X4 para a coleção do Liverpool.
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São Paulo joga para confirma a ponta.

Jogando em casa contra o time reserva do América de Cali, o São Paulo deverá confirmar hoje a 1ª colocação de seu grupo na Libertadores. Contudo, Muricy Ramalho deverá trabalhar bem o emocional da boleirada, depois de 3 derrotas consecutivas e a eliminação no Campeonato Paulista. Muricy irá repetir a escalação que perdeu para o Corinthians no último domingo, com Dagoberto no ataque.

Mais do que a vitória, que a meu modo de ver é certa, o tricolor precisa resgatar o futebol de Hernanes, esquecido em algum lugar há algumas partidas. A torcida já começa a pegar no pé do jogador.

Aliás, o que acontece com os promissores Keirrison e Hernanes? Mudança na postura tática de suas equipes? Salto alto? Queda de rendimento dos elencos? Pensamento em possíveis transferências? Qual é a deles?

15 de abr. de 2009

A eterna lembrança

A eterna lembrança

Ainda na linha da Tragédia de Hillsborough, que hoje faz 20 anos, segue abaixo o link para o texto na Wikipedia sobre o ocorrido e a lista de livros indicados para quem deseja saber um pouco mais sobre um dos mais marcantes acontecimentos do futebol dos últimos tempos.

Os 96 daquele dia não devem ser esquecidos.

http://en.wikipedia.org/wiki/Hillsborough_disaster

  • No Last Rights: The Denial of Justice and the Promotion of Myth in the Aftermath of the Hillsborough Disaster; Phil Scraton, Ann Jemphrey and Sheila Coleman ISBN O-904517-30-6
  • Hillsborough: The Truth; Phil Scraton; ISBN 1-84018-156-7
  • 'Death on the Terraces: The Contexts and Injustices of the 1989 Hillsborough Disaster' Phil Scraton in P. Darby eta al (eds) Soccer and Disaster: International Perspectives ISBN 0-7146-8289-6
  • Scrutiny of Evidence Relating to the Hillsborough Football Stadium Disaster (Command Paper); Home Office; ISBN 0-10-138782-2
  • Sports Stadia After Hillsborough: Seminar Papers; RIBA, Sports Council, Owen Luder (Ed.); ISBN 0-947877-72-X
  • The Day of the Hillsborough Disaster; Rogan Taylor (Ed.), Andrew Ward (Ed.), Tim Newburn (Ed.); ISBN 0-85323-199-0
  • The Hillsborough Stadium Disaster, 15 April 1989: Inquiry by Lord Justice Taylor (Cm.: 765); Peter Taylor; ISBN 0-10-107652-5
  • The Hillsborough Stadium Disaster: Inquiry Final Report (Command Paper); Home Office; ISBN 0-10-109622-4
  • Words of tribute: An anthology of 95 poems written after the Hillsborough tragedy, 15 April 1989; ISBN 1-871474-18-3

A tragédia que mudou os rumos do futebol inglês completa 20 anos.

Estamos no Brasil e a realidade aqui é diferente. Mas falamos de futebol e ele é o mesmo esporte em todos os cantos do planeta bola. Será que precisaremos ter a nossa própria tragédia, o nosso próprio massacre para que os rumos do nosso futebol também possam ser alterados?


O site GLOBOESPORTE.COM trouxe hoje uma matéria tratando do tema e é impressionante como em muitos pontos podemos fazer paralelos entre o passado tenebroso do futebol inglês com a nossa atual realidade nos estádios brasileiros. Por sorte ainda não tivemos a nossa própria tragédia para retratar.

Segue a matéria com pontos destacados onde eu encontro esses paralelos entre o passado inglês e o presente brasileiro.
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Incidente no estádio Hillsborough vitimou quase uma centena de torcedores do Liverpool e se tornou um marco na modernização do esporte no país

Rodrigo Sirico - Rio de Janeiro

Em 15 de abril de 1989, a Inglaterra viveu a maior tragédia da história de seu futebol. Liverpool e Nottingham Forest se enfrentavam pela fase semifinal da Copa da Inglaterra no estádio Hillsborough, do Sheffield Wednesday. A superlotação de uma das alas do estádio levou à morte 96 torcedores do Liverpool. A tragédia é até hoje sentida pela torcida dos Reds, mas acabou por se tornar um marco para a modernização do futebol inglês.




Relatório Taylor

O incidente foi encarado como a gota d'água para que os problemas com o futebol fossem resolvidos. O Lorde Taylor de Gosforth foi designado para conduzir o inquérito sobre os motivos para a tragédia em Hillsborough. Suas conclusões foram apresentadas no que ficou conhecido como "Relatório Taylor". As principais causas apontadas para as mortes foram a falha do controle policial sobre a multidão e a inadequação das instalações do estádio.

O relatório sugeriu algumas mudanças que foram prontamente atendidas. As principais diziam que os estádios não poderiam ter grades ou alambrados para separar o público do campo. Além disso, todo torcedor que comprasse ingresso deveria ter uma cadeira para ver o jogo. As "gerais", áreas nas quais se vê o jogo de pé, teriam de ser completamente abolidas.

Havia também regulamentação para preços de ingressos, sobre a quantidade de bilhetes destinados à torcida visitante e outras regras. Com a modernização dos estádios, os clubes passaram a faturar mais nos dias de jogos. Este fator é considerado como um dos principais para a ascensão do Campeonato Inglês enquanto negócio.

Como aconteceu a tragédia

Curiosamente, em 1989, o Hillsborough era um dos poucos estádios na Inglaterra considerados aptos a receber jogos de grande porte, como era aquela semifinal de Copa da Inglaterra. Não só pela capacidade (mais de 50 mil pessoas à época), mas justamente por ter alambrado separando torcedores do gramado.(uma das razões para o desastre)

No fim dos anos 80, a Inglaterra vivia o auge do hooliganismo(vivemos o nosso hoje, não?). Os clubes do país estavam banidos das competições europeias exatamente pelo mau compartamento dos fãs do Liverpool. A punição se deu após a final da Copa dos Campeões da Europa de 1985, no estádio de Heysel, na Bélgica, contra o Juventus. Na ocasião, 39 torcedores, a grande maioria do Juventus, morreram imprensados contra um muro após tumulto iniciado pelos fãs dos Reds.

Tendo este quadro em vista, a Polícia inglesa perdeu o controle da situação e demorou a entender que o desespero das pessoas que forçavam as grades da beira do campo se dava porque elas tentavam salvar suas vidas. Ainda assim, dezenas de policiais, em vez de ajudar as vítimas, formaram um cordão de isolamento no meio do campo, temendo que os "invasores" partissem em direção à torcida do Nottingham Forest para brigar.

Segundo a investigação, a tragédia aconteceu porque os torcedores do Liverpool com ingresso comprado não conseguiam entrar no estádio. Como foi dado o apito inicial, houve empurra-empurra do lado de fora e um dos portões foi aberto. A multidão se dirigiu diretamente à ala central, onde não havia mais lugares (deveria ter sido conduzida às alas laterais, que tinham lugares). Os torcedores que estavam junto ao alambrado foram esmagados. No total, 96 morreram e centenas saíram feridos.

15 de abril vira data sagrada para o Liverpool

A data é digna de tanto respeito por parte do Liverpool que o clube chegou a pedir à Uefa que não marcasse seu jogo de volta pela Liga dos Campeões, contra o Chelsea, para o dia 15 de abril. A partida foi realizada nesta terça, 14 (empate por 4 a 4 classificou o Chelsea). No último sábado, antes do jogo contra o Blackburn, pelo Campeonato Inglês, o minuto de silêncio em homenagem aos 96 mortos na tragédia foi carregado de emoção.

O clube mantém em seu estádio, o Anfield Road, um memorial com os nomes dos 96 mortos na tragédia de Hillsborough. O local tem uma chama que nunca se apaga, em respeito aos que perderam suas vidas naquele 15 de abril de 1989.

O atacante Fernando Torres dedicou os gols que marcou nos 4 a 0 sobre o Blackburn, no último sábado, às vítimas de Hillsborough.

- Estes gols são para os 96 e suas famílias, porque sei que sábado foi um dia muito importante para eles. Foi nosso jogo em casa mais perto da data do incidente - disse o espanhol ao site do Liverpool.

Polêmica sobre 'A verdade'

Uma grande polêmica se iniciou nos dias seguintes à tragédia e perdura até hoje. O tabloide "The Sun" publicou em sua capa uma manchete em letras garrafais: "A verdade". De acordo com a publicação, torcedores do Liverpool urinaram sobre os policiais que tentavam salvar vidas durante o incidente. Ainda, equipes de salvamento teriam sido agredidas durante seu trabalho.

A versão foi passada à imprensa por uma fonte policial que não quis se identificar.

Outros jornais chegaram a publicá-la, mas deram menos destaque e, de uma forma geral, pediram desculpas nos dias seguintes.

O "The Sun" manteve sua versão e é alvo até hoje de boicote na região de Liverpool. O tabloide, que vendia cerca de 200 mil cópias por dia naquela área, até hoje não chega a vender 20 mil.



- Lembro-me de como os torcedores do Liverpool se ajudaram, auxiliaram os que estavam em dificuldades e resgataram muitos. Nunca vamos esquecer aquele dia nem as 96 pessoas que perderam a vida. O país compreende esta situação e existe um enorme apoio moral por parte da população. Nunca vamos esquecer a forma como os torcedores se entreajudaram. É esse o verdadeiro espírito do Liverpool - disse no último fim de semana o primeiro ministro britânico, Gordon Brown.

fonte:
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Eu disse no início da coluna que ainda não tivemos a nossa própria tragédia para retratar. Bobagem ou inocência a minha. Nossa tragédia é cotidiana e ela é deflagrada quando eu e você somos impedidos de sair de nossas casas com as camisas de nossos clubes de coração simplesmente por medo, por não saber se seremos agredidos verbal ou fisicamente nas ruas, nos metrôs ou nos bares. É também escancarada quando temos de estudar medidas como clássicos com uma torcida só ou mesmo nos inúmeros casos de mortes nas cercanias dos estádios.

Acho que já temos nossos motivos, não precisamos olhar a desgraça alheia para ver que precisamos de mudanças para ontem.

10 de jul. de 2008

CHazinho de Coca - Diego Cavalieri assina com o Liverpool.

Diego Cavalieri assina com o Liverpool.




Chega a um final feliz a novela entre Diego Cavalieri e Liverpool. Diego assinou contrato nesta quinta-feira e já participou de seu primeiro treino ao lado dos novos companheiros.

Sobre a receptividade dos ingleses, Cavalieri disse.
-Tudo se resolveu da melhor maneira possível e estou muito feliz. Hoje posso falar como jogador do Liverpool, porque o contrato foi assinado e já participei do treinamento com meus novos companheiros. Fiquei impressionado com a receptividade que tive, tanto dos jogadores quanto pelo técnico Rafa Benitez. Devo ser escalado para participar do primeiro jogo-treino da pré-temporada, no fim de semana, e será uma boa oportunidade de mostrar serviço. (Lance.Net!)

Apesar da grande qualidade debaixo das traves e da admiração da torcida palmeirense, Diego deu “azar” por disputar a titularidade do Palmeiras com São Marcos, mas conseguiu se transferir para um dos gigantes da Europa. Devido a qualidade já demonstrada com em terras brasileiras, deve logo brigar em condições de igualdade pela vaga de titular no time inglês e posteriormente, a uma vaga na seleção brasileira.

Ao falar sobre o Verdão, Cavalieri emocionou-se.
- Sou muito grato ao Palmeiras por tudo que me proporcionou. Foi o clube que me revelou, sempre recebi muito carinho dos torcedores, jogadores, funcionários e diretoria. Vou levar o Palmeiras no coração para sempre. Estarei torcendo por meus companheiros à distância e confio que este grupo dará muitas alegrias à torcida ainda este ano.(Lance.Net!)

Diego fica no Liverpool por quatro temporadas.