13 de ago. de 2008

Vocês vão ter que me engolir - Era uma vez uma corinthiana...

Foi assim que tudo começou. Estava eu lá, uma vidinha pacata, conhecida como corinthiana desde que nasci. Não se sabe se por culpa dos tios ou do padrasto, mas tava lá, eu era uma corinthiana.

Não acompanhava com grande afinco os jogos, mas tentava ao menos saber onde estava meu time nos campeonatos. Nas zapeadas da tv, dava uma parada se tivesse jogo do alvinegro.
Assim foi até meus 26 aninhos.

Numa destas paixões de nossas vidas, fui apresentada à Associação Portuguesa de Desportos. Fui convidada para ir em um jogo justamente contra o meu todo poderoso. Jogo fácil, barbada, não podia deixar passar, fui lá para conferir.
E não é que aquele atrevido, (que no Brasileirão estava na 2ª divisão), ganhou do todo poderoso! Que abuso daquele timinho...

Comecei a ficar intrigada com aquilo (ou talvez indignada!). Na primeira vez em que fui assistir um jogo do time o qual fui ensinada a torcer desde pequena, ele perde para um timinho aí, que tem poucos, mas fervorosos e fiéis torcedores. Resolvi voltar naquele tal de Canindé para investigar melhor esta situação (e claro comer maravilhosos bolinhos de bacalhau).

E voltei outra, e outra, e outra... e quando me vejo, estou lá berrando: “Esta é uma casa portuguesa com certeza...”

No começo tentei achar que era apenas para acompanhar o amado, fazer um gosto, mas paixões vêm e vão....

De repente, me peguei indo sozinha no estádio para apoiar o time, comprando camiseta, entrando em comunidade... aí não tinha mais jeito, fui obrigada a assumir: Tenho orgulho de ser Lusa!

E onde fica o Corinthians nesta história? Costumo brincar com o seguinte: meu coração gosta de sofrer, precisa sempre de um na primeira e do outro na segunda (que os anjos não me ouçam, oxalá o Timão vai subir e a Lusa não irá cair!). Fico assim: torço pela Portuguesa, mas tenho um carinho imenso pelo Corinthians. Sei que este papo de 1º time e 2º time pode ser inconcebível para alguns, mas no meu coração cabe fácil, sem preconceito algum, sou assim, um ser bígamo.

E devido a este meu caso de D. Flor e seus dois maridos, fui convidada pelos ilustríssimos autores deste blog para dar pitacos sobre esses dois amores.

Estou muita lisonjeada e espero poder contribuir com meus pitacos rosados.

Tomara que gostem...

Ao som de
Weezer - Pork and Beans.

12 de ago. de 2008

Pira na Chulipa - É Bronze !!!


- Que todos nós sabemos que Olimpiada é um momento único pro atleta, que treina, batalha, sua a camisa por 4 longos e árduos anos, e disputar esse evento é a honra máxima que ele vai alcançar, isso nós sabemos.

- Porém, sem querer ser hipócrita, estamos de saco cheio de ganhar só bronze, sempre o mesmo discurso, "o importante é estar lá", claro que é, mas enquanto o pensamento for só esse, continuaremos a ter 300 atletas pra nada, corrigindo 277. Mas tambem culpar o atleta não é o correto, devemos culpar nosso governo, que não apoia, o apoio que digo, não é só para as classes altas não, imagina quantos campeões não estão traficando, matando, assaltando por ai, nas favelas, nas cidades esquecidas desse nosso Brasil, todos os países dão apoio pros seus atletas, dão chance e tranquilidade para que eles vivam pelo esporte, isso facilita o aparecimento de pessoas que querem viver pelo esporte, e com isso aumenta a chance de termos mais campeões, quanto tempo iremos viver esperando surgir a cada 5 ou 6 anos um Gustavo borges, ou um Aurélio Miguel, um Hugo Hoyama, e por ai vai.

- E quando temos atletas com total condições de superar todos os obstáculos, ele esbarra numa vingança pessoal, estou falando do nosso judóca bi-campeão mundial João Derly, ele, que todos acreditavamos como certo, um medalhista de ouro, eis que esbarra num caso de traição, vingança e derrota. Porém, o judóca português Pedro Diaz, algoz do brasileiro e o "injustiçado" na história, veio a publico esclarecer que foi alvo de especulação da imprensa marrom portuguesa. O que se sabe é que na vedade nada se sabe, mas que tem coelho nesse mato, isso tem.

- Uma declaração vista por mim como absurda foi da nadadora Joana Maranhão, ela declarou que as nadadoras que subiram ao pódio na competição são muito feias. Dona Joana, pensei muito sobre isso e o que tenho pra falar é bem direto. Se no nosso país houvesse chance igual para todos, garanto que teriamos muitos feios no pódio e não uma bonitinha de fora chorando a derrota.

- Quadro de Medalhas (10 primeiros)

País Ouro Prata Bronze Total
China 13 3 4 20
Estados Unidos 7 6 8 21
Coréia do Sul 5 6 1 12
Itália 3 4 2 9
Austrália 3 1 5 9
Japão 3 1 2 6
Rússia 2 4 3 9
Alemanha 2 1 1 4
Reino Unido 2 1 1 4
10º República Tcheca 2 0 0 2


- Já o Brasil aparece em 31º, com 3 bronzes. Todos no judô !!!

Abraços pra Geral.

Chazinho de Coca - Ponte Preta: 108 anos de vida, tradição, história, amor e orgulho


O blog FFC homenageia a gloriosa Macaca Campineira. Reproduzo abaixo, texto extraído do site oficial da Ponte Preta:
http://www.pontepretaesportes.com.br/ler.php?id=3281



Ponte Preta comemora aniversário com festa, lançamento da Camisa 1 de 1969, DVD, lançamento do Projeto Memorial e muito mais

No distante 11 de agosto de 1900, há 108 anos, um grupo de alunos do Colégio Culto à Ciência passava suas tardes jogando bola em campos improvidados de um bairro de Campinas. O bairro era batizado em virtude de uma ponte de madeira feita pela ferrovia e que, para ser melhor conservada, havia sido tratada com piche. Os jovens alunos que naquele dia resolveram fundar um clube não tiveram dúvidas ao nomeá-lo com o mesmo nome do bairro: ali surgia a Ponte Preta, mais antigo clube do Brasil em funcionamento ininterrupto e dono da maior torcida do interior do País. E para comemorar um acontecimento tão ilustre, o clube preparou para hoje, 11 de agosto,2008 uma cerimônia oficial de comemoração.

Ela começa a partir das 20 horas, quando todos os conselheiros natos, eleitos e consultivos do clube com seus compromissos em dia – bem como a imprensa especializada –serão recebidos no Salão Nobre do Majestoso para uma noite de festa.

“Esta noite começará com uma sessão solene do Conselho e um depoimento especial do jornalista Flávio Prado, um eterno defensor da Macaca, sobre sua paixão pela Ponte. Também teremos o lançamento de uma nova camisa comemorativa, dos 108 anos. Uma camisa que, temos certeza, a torcida gostará muito”, revela o presidente Sérgio Carnielli.

Além do lançamento da camisa, a número 1 de 1969, haverá lançamento do projeto Memorial Ponte Preta, queima de fogos, coquetel e uma homenagem surpresa... A Ponte Preta merece! Parabéns, Ponte, por seus 108 anos!


Fonte: Assessoria de Imprensa

11 de ago. de 2008

La Mano de Dios - Vamos dar risada

Amigos, recebi essa notícia de um leitor do blog hoje por e-mail. Publico para a alegria de todos os leitores. Leiam até o fim que vale muito a pena.

(observação: não averiguei se a sentença e o processo são verdadeiros. Quem souber os meios de fazer isso, favor informar)

TJ/RJ - 06/08/2008 15:06:31 - Primeira instância - Distribuído em 11/07/2008

Regional da Pavuna
Cartório do 25º Juizado Especial Cível
AUTOS nº. 2008.211.010323- 6

RECLAMANTE: CARLOS ALMIR DA SILVA BAPTISTA

RECLAMADO: JORNAL MEIA HORA DE NOTÍCIAS

SENTENÇA

Dispensado o relatório, nos termos do artigo 38 da Lei 9.099/95.

Primeiro registro que é absolutamente incrível que o Estado seja colocado a trabalhar e gastar dinheiro com uma demanda como a presente, mas... ossos do ofício!

Ressalto, desde já, estarem presentes todos os pressupostos de regular desenvolvimento do processo e as condições para o legítimo exercício da ação. O autor é capaz e está bem representado, o juízo é competente e a demanda está regularmente formada. As partes são legítimas, há interesse de agir, já que a medida é útil na medida em que trará benefício ao autor, necessária, já que sem a intervenção judicial não poderia ser alcançado o que se pede, e o pedido, por sua vez, é juridicamente possível, tratando-se de compensação por dano moral e pedido de retratação. O que não existe nem de longe é direito a proteger a absurda pretensão do reclamante. A questão é de direito e de mérito e assim será resolvida evitando-se maiores delongas com esse desperdício de tempo e dinheiro do Estado.

O reclamante, cujo time foi derrotado na final da Libertadores, sentiu-se ofendido com matérias publicadas pelo jornal reclamado, que, segundo ele, ridicularizavam os torcedores, incitavam a violência e traziam propaganda enganosa.

As matérias, no entanto, são apenas publicações das diversas gozações perpetradas pelas demais torcidas do Estado em razão da derrota do time do reclamante. Tais gozações são normais, esperadas e certas de vir sempre que um time perde qualquer partida, quanto mais um título importante que o técnico, jogadores e torcedores afirmavam certo e não veio. Mais. As gozações são inerentes à existência do futebol, de modo que sem elas este não existiria porque muito de sua graça estaria perdida se um torcedor não pudesse debochar livremente dos outros.

É certo que o reclamante "zoou" os torcedores de outros times da cidade em razão de derrotas vergonhosas na mesma competição em que seu time foi derrotado, em razão de um dirigente fanfarrão ou em razão de uma choradeira com renúncia, e nem por isso pode o mesmo ser processado. Ressalto que se o reclamante viu tudo isso e ficou quietinho, sem mangar de ninguém e sem se acabar de rir, – não ficou, mas utilizo-me dessa (im)possibilidade para aumentar a argumentação – deve procurar outros esportes para torcer, porque futebol sem deboche não dá!

Ainda que a matéria fosse elaborada pelo jornal reclamado, é possível à linha editorial ter um time para o qual torcer e, em conseqüência lógica de tal fato, praticar "zoações", o que, em se tratando de futebol, é algo necessário e salutar à existência do esporte. Registro que há jornais que não só têm a linha editorial apoiando um ou outro clube, como há os que são criados pelos torcedores para, dentre outras coisas, escarnecer os rivais, o que é perfeitamente viável.

Evidente, por todo o ângulo em que se olhe, que não há a menor condição de existir a mínima lesão que seja a qualquer bem da personalidade do reclamante. "Zoação" é algo inerente a qualquer um que escolha torcer por um time de futebol e vem junto com a escolha deste. O aborrecimento decorrente do deboche alheio é inerente à escolha de uma equipe para torcer e, portanto, não gera dano moral, ainda que uma pessoa, por excesso de sensibilidade, se sinta ofendida e ridicularizada.

Continua o reclamante na sua petição afirmando que o reclamado incita a violência com sua conduta. É engraçado, porque o próprio reclamante afirma que teve que dar explicações à diretoria de seu local de trabalho em razão de desavenças com seus colegas. A inicial não é clara neste ponto, mas se houve briga em razão do reclamante não aceitar as gozações fica ainda mais evidente que o mesmo deve escolher outro esporte para emprestar sua torcida, porque, como já dito, futebol sem deboche, não dá! E o que é pior! O reclamante, se brigou, discutiu ou se desentendeu foi porque quis, porque é de sua vontade e de sua índole e não porque houve uma publicação em jornal. Em momento algum o jornal sugere que haja briga, o que só ocorre em razão de eventual intolerância de quem briga, discute ou se desentende.

Por fim, o argumento mais surreal! A propaganda enganosa! Chega a ser inacreditável, mas o reclamante afirma que houve propaganda enganosa porque na capa do jornal há um chamado dizendo existir um pôster do seu time rumo ao mundial, mas no interior a página está com "uma foto com os jogadores (...) indo em direção a uma rede de supermercados" . Ora, e a que outro mundial o time do reclamante poderia ir se perdeu o título da Libertadores? Qualquer um que leia a reportagem, inclusive toda a torcida de tal time e em especial o reclamante, sabe, por óbvio, que jamais poderia existir foto da equipe indo à disputa do título mundial no Japão, porque isso nunca ocorreu.

A pretensão é tão absurda que para afastá-la a sentença precisaria apenas de uma frase: "Meu Deus, a que ponto nós chegamos??!! !", ou "Eu não acredito!!!" ou uma simples grunhido: "hum, hum", seguido do dispositivo de improcedência.

É difícil encontrar nos livros de direito um conceito preciso do que seria uma lide temerária, mas esta, caso chegue ao conhecimento de algum doutrinador, será utilizada como exemplo clássico para ajudar na conceituação.

O reclamante é litigante de má-fé por formular pretensão destituída de qualquer fundamento, utilizar-se do processo para conseguir objetivo ilegal, qual seja, ser compensado por dano inexistente, além de proceder de modo temerário ao ajuizar ação sabendo que não tem razão e cuja vitória jamais, em tempo algum, poderá alcançar.

Isto posto, JULGO IMPROCEDENTE O PEDIDO.

Condeno o reclamante como litigante de má-fé ao pagamento das custas, nos termos do caput do artigo 55 da Lei 9.099/95.
Publique-se. Registre-se. Intimem-se.
Após as formalidades legais, dê-se baixa e arquivem-se.

Rio de Janeiro-RJ, 31 de julho de 2008.

José de Arimatéia Bezerra Macedo
Juiz de Direito


E lá vem ele (de novo)


Depois de passar um tempo na praia de Santos, Cuca volta ao Rio de Janeiro.

É isso aí, o treinador não ficou nem uma semana sem emprego. Já será apresentado amanhã no Fluminense, ocupando o lugar de Renato Gaúcho, demitido nesta segunda-feira.

Não é brincadeira, já são 19 técnicos em 19 rodadas de Campeonato Brasileiro. E esse será o terceiro time que Cuca dirige no ano...

Acabou a brincadeira


Isso aí, meus amigos, agora já era: Renato Gaúcho não é mais técnico do Fluminense.

Renato foi grande jogador em sua época, e vem se firmando como um ótimo técnico, mas parece que não deu conta de segurar a bronca que foi perder o título da Libertadores. O Fluminense, que vinha fazendo milagres no campeonato da América, vai de mal a pior no Brasileirão, mostrando que aquela derrota para a LDU ainda não foi superada.

No meio disso tudo, Renato Gaúcho mostrou que não dava mais conta de administrar o elenco e os maus resultados do campeonato nacional.

Um técnico promissor que prova o ditado: o homem morre pela boca.

Chazinho de Coca - Da glória a degola. Eis o resumo do 1º turno do Brasileirão.

Da glória a degola. Eis o resumo do 1º turno do Brasileirão.

O 1º turno do Campeonato Brasileiro terminou neste domingo. Surpresas aos montes, algumas agradáveis, outras nem tanto.

Na parte de cima da tabela, o Grêmio foi a surpresa. Pouco cotado para fazer bonito na competição, o tricolor gaúcho terminou o 1º turno com 41 pontos, 5 pontos a frente do 2º colocado, Cruzeiro e 7 do 3º, Palmeiras.

Cruzeiro e Palmeiras voltam a ter a companhia do São Paulo na busca pela ponta da tabela, mas todos eles esbarram em uma persistente instabilidade, que se não for sanada há tempo, vai permitir ao Grêmio disparar mais e mais, dado o fato do time gaúcho já ter atingido essa estabilidade. Em grande parte por conhecer suas limitações e não tentar excedê-las.

Vitória, Coritiba, Flamengo e Botafogo também se aproximam dessa área e podem logo figurar dentro do G4. O Vitória é outra das gratas surpresas. Voltando a série A do brasileirão depois de anos perambulando entre a segunda e a terceira divisão, o time baiano mostra um time jovem, com algumas boas individualidades e principalmente o ótimo trabalho do técnico Wagner Mancini.

O Botafogo, que muitos apostavam como candidato ao rebaixamento, encontrou no belo trabalho do técnico Ney Franco a chance de brigar na parte de cima da tabela. Já são 6 jogos de invencibilidade e uma escalada sensacional.

O Coritiba tem sua trajetória de sucesso baseada sobretudo pela grande fase do ótimo Keyrrison (que diz a boca pequena, já é jogador do Palmeiras para a próxima temporada). O Coxa vem forte e me parece ser candidato a brigar por vaga na Libertadores.

Já o Flamengo, apesar da vitória na última rodada, não dá sinais de ter força para brigar na ponta. O time até tem qualidade, mas a desestruturação é evidente e o time está rachado com a torcida, o que sempre é prejudicial.


A Degola.

Se a briga pelo título e pelas vagas na Libertadores estão emocionantes, tanto quanto ou até mais esta a briga para escapar do chamado G menos 4.

A formação desse grupo, mostra o mal causado pelas perpetuações no poder de alguns clubes.

Depois de Palmeiras e Corinthians sofrerem nas mãos dos tiranos Mustafá Contursi e Alberto Dualibi, respectivamente. Agora parece ser a vez do Santos entrar num buraco sem fim. Não por acaso o cenário na Vila Belmiro é o mesmo, com um presidente que se acha dono do clube e que já vem agindo ao seu bel prazer há anos. O Peixe já entrou naquele ritmo de trocas de técnicos a cada par de rodadas e o resultado disso, geralmente não é bom.

O Vasco é outro exemplo de péssima administração e da tirania perpetuada. A queda de Eurico Miranda veio, mas parece ter vindo já tarde demais. Ao menos para esse brasileiro. A missão do técnico Tita é brigar para o time não cair e se conseguir, pode se dar por satisfeito.

O Fluminense briga até agora para tentar esquecer a derrota na Libertadores. Acaba de demitir seu técnico “humorista” e vai tentar, depois de tantas derrotas e da penúltima colocação na tabela, deixar de “brincar” na competição.

Outros clubes tentam de todas as formas brigar por umas das vagas na segundona da próxima temporada mas até o momento, esses sãos os times mais “competentes”. E claro, sem contar o “melhor” deles, Ipatinga, que parece já ter assegurado sua vaga.

É pra se segurar na cadeira e cuidar da saúde do coração. Esse segundo turno promete.

Abraços aos nobres,

Tabela e Resultados - Brasileirão Série A, 19a. Rodada




FONTE: UOL



Atualizada em 10/08/2008

TIME PG J V E D GP GC SG

1 Grêmio 41 19 12 5 2 35 12 23
2 Cruzeiro 36 19 11 3 5 32 19 13
3 Palmeiras 34 19 10 4 5 32 21 11
4 São Paulo 33 19 9 6 4 33 21 12
5 Vitória 32 19 10 2 7 30 21 9
6 Coritiba 32 19 9 5 5 29 19 10
7 Flamengo 31 19 9 4 6 30 19 11
8 Botafogo 31 19 9 4 6 29 19 10
9 Sport 27 19 8 3 8 21 24 -3
10 Internacional 26 19 7 5 7 21 20 1
11 Figueirense 25 19 6 7 6 24 35 -11
12 Atlético-MG 24 19 6 6 7 25 37 -12
13 Goiás 23 19 6 5 8 23 28 -5
14 Portuguesa 22 19 6 4 9 26 39 -13
15 Náutico 21 19 6 3 10 20 29 -9
16 Atlético-PR 20 19 5 5 9 17 21 -4
17 Vasco 19 19 5 4 10 30 39 -9
18 Santos 17 19 4 5 10 21 33 -12
19 Fluminense 16 19 4 4 11 21 29 -8
20 Ipatinga-MG 16 19 4 4 11 20 34 -14

PG - pontos ganhos; J - jogos; V - vitórias; E - empates; D - derrotas;
GP - gols pró; GC - gols contra; SG - saldo de gols



19ª RODADA

09/08 (sábado)
HORA JOGO ESTÁDIO RELATO
18h20 Flamengo 1 x 0 Atlético-PR Maracanã
18h20 Atlético-MG 0 x 4 Grêmio Mineirão
18h20 São Paulo 2 x 1 Goiás Morumbi

10/08 (domingo)
HORA JOGO ESTÁDIO RELATO
16h00 Botafogo 1 x 0 Palmeiras Engenhão
16h00 Vitória 5 x 0 Vasco Barradão
16h00 Portuguesa 2 x 1 Cruzeiro Canindé
16h00 Coritiba 3 x 0 Sport Couto Pereira
18h10 Internacional 1 x 1 Figueirense Beira-Rio
18h10 Náutico 1 x 0 Santos Aflitos
18h10 Ipatinga-MG 2 x 1 Fluminense Ipatingão



20ª RODADA
HORA JOGO ESTÁDIO CIDADE RELATO
Sábado, 16 de agosto
18h20 Atlético-PR x Ipatinga-MG Arena da Baixada Curitiba -
18h20 Figueirense x Portuguesa Orlando Scarpelli Florianópolis -
18h20 Cruzeiro x Vitória Mineirão Belo Horizonte -

Domingo, 17 de agosto
16h00 Grêmio x São Paulo Olímpico Monumental Porto Alegre -
16h00 Goiás x Náutico-PE Serra Dourada Goiânia -
16h00 Santos x Flamengo Vila Belmiro Santos -
16h00 Vasco x Internacional São Januário Rio de Janeiro -
18h10 Fluminense x Atlético-MG Maracanã Rio de Janeiro -
18h10 Sport x Botafogo Ilha do Retiro Recife -
18h10 Palmeiras x Coritiba Parque Antarctica São Paulo -

José SIlvério - A emoção do futebol através da voz


Reprodução da entrevista concedida pelo maior narrador esportivo do Brasil, José Silvério ao portal IG.


José SIlvério - A emoção do futebol através da voz


José Silvério conta qual é a narração mais marcante em toda a sua carreira e por que não usa bordões nas transmissões

Priscilla Ralston


Um dos principais narradores esportivos do país do futebol. Com 72 anos de idade, ele continua soltando a sua voz e, para nossa alegria, dá emoção ao futebol há 45 anos. José Silvério já faz parte da história do futebol brasileiro.


iG: Tem alguma narração histórica, que ficou gravada na sua memória como especial?


José Silvério: Tenho muitas. Eu sempre digo que toda narração tem alguma história. De uma forma geral, nunca é igual. A não ser aqueles jogos que são meio enfadonhos, que o tempo demora para passar, de uma forma geral sempre tem algo novo. Em 45 anos, tem muitas coisas.Por exemplo, em 1977, teve o famoso jogo em que o Corinthians foi campeão contra a Ponte Preta. Em São Paulo só se falava nisso. Foi logo depois que eu fiquei como locutor titular da Jovem Pan. Então somou: eu passei a ser o principal locutor na rádio e o Corinthians foi campeão. Esse jogo foi muito importante para mim. Até hoje recebo correspondência falando daquele jogo. Tem gente que me manda copias de CDs e montagens daquele dia.


iG: Você não é muito de bordões, certo?


José Silvério: Eu praticamente não tenho bordão. Tem algumas coisas que eu criei, que disse em algum momento; mas não bordões, não são importantes para mim. Eu sempre achei que locução de futebol é uma coisa do momento. O que passou no domingo pode ser diferente no jogo que passou na quarta-feira. A história do jogo para mim é diferente. Então eu sempre pautei a minha conduta pelo momento atual.


iG: Você é torcedor do Vasco, não?


José Silvério: Na verdade quando eu era menininho era Vasco. Tem momentos que torço, mas não sou "torcedoooor". Até porque acho que seria uma traição da minha parte torcer para alguém. O torcedor não merece.


iG: Você jogava futebol?


José Silvério: Eu joguei mais futebol de salão, até os 45 anos. Teve um torneio interno da Jovem Pan e eu joguei com um dedo da mão quebrado, marquei um gol e fomos campeões. Daí eu falei: 45 anos e com a mão quebrada, chega! E nunca mais joguei.


iG: Como prepara a garganta para gritar aquele "goooooool" esticado?


José Silvério: Preparação especial não tem. Mas sou um cara que vivo me preparando: durmo cedo, não bebo e não fumo. Tenho uma saúde muito boa. Não tenho nenhuma doença de velho e não tenho problema de garganta também não.


iG: Você tem alguma idéia de quantas vezes gritou "gol"?


José Silvério: Domingo passado estávamos brincando na transmissão e alguém perguntou. Não deu para fazer uma conta, mas sugeri uma media de 50 jogos por ano (tem gente que acha que foi mais, mas eu até acho que foi menos), mas digamos dois ou três gols por jogo, da para ter uma idéia... Mas muito por cima.


iG: Você não vai para os Jogos Olímpicos de Pequim?


José Silvério: Não, o Campeonato Brasileiro segue aqui e isso é importante para nós.


iG: Você tem alguma expectativa em relação à Seleção Brasileira para esta Olimpíada?


José Silvério: Eu até estava pensando isso hoje de manhã, lendo o jornal. Mas eu confesso que nem me liguei. Fiquei nessa confusão de libera-não-libera jogador, se o Ronaldinho Gaúcho vai ou não entrar em forma... Aliás, o futebol da Olimpíada só vai despertar a gente quando a Seleção começar jogando bem.


iG: O que você acha dessa polêmica em torno da vida pessoal e do peso de alguns jogadores internacionais?


José Silvério: Por princípios não me envolvo em nada pessoal do jogador. Mas o que ando vendo é que os jogadores estão exagerando, não no que eles fazem, mas ao deixar que as pessoas percebam o que fazem. Eles não estão conseguindo separar a vida profissional da pessoal. Acho que esta faltando um pouco mais de vontade de participar profissionalmente. Deveriam deixar de lado as badalações e cuidar da vida profissional. É uma passagem muito rápida, e, pelo dinheiro que eles ganham hoje, terão tempo de curtir a vida depois. A imagem deles está sendo muito atingida. Hoje em dia esses jogadores só são ídolos das pessoas alienadas, as pessoas sérias estão deixando de ter respeito por eles. Isso é um assunto muito sério, é difícil falar da vida de qualquer um. Todos têm o direito de ter a vida que quiserem.


iG: Vamos brincar de técnico, qual é a sua Seleção?


José Silvério: Seleção é uma coisa de momento. Os jogadores mudam muito de comportamento. O Brasil está passando por um momento em que os jogadores deixaram de ser tão importantes porque tem muito jogador no mesmo nível. Já não temos aquele jogador que “sem ele a Seleção não vai”. A minha experiência de 2006, na Alemanha - quando o Brasil tinha jogadores excepcionais e na hora H deram para trás – me fez pensar que entramos em uma fase que o jogador deixa de ser importante como antigamente. O coletivo é mais importante que o lado individual.


iG: Qual o seu herói favorito?


José Silvério: Eu sou meio utópico. Gosto das coisas de sonhos, que não existem, amores impossíveis, Super-Homem, Batman... Os que fazem coisas fora do normal. Ou então, todos os homens que trabalharam fazendo grandes descobertas para a humanidade, como os grandes médicos e cientistas.


iG: Você usa a internet para...


José Silvério: Para tudo. Consulto o noticiário, e-mails... Não diria que sou titulado em internet, mas muitos dos comentários que eu faço, gravo no meu laptop e envio.


iG: Qual o último CD que você comprou?


José Silvério: Eu compro CD toda semana. O último foi o da Rosa Passos, uma cantora bahiana.


iG: E o último filme que você viu?


José Silvério: Foi o "Batman – O Cavaleiro das Trevas". Curti muito.


8 de ago. de 2008

Chazinho de Coca - Xô Fantasmas!

Xô Fantasmas!

Se num passado recente, jogar em casa era motivo de pavor para o Palmeiras, em 2008 esse panorama mudou completamente. Com a vitória de ontem, o Verdão chegou a impressionante marca de 92,5% de aproveitamento dentro do Palestra Itália e continua invicto em seu território na temporada 2008.

O Jogo

Outro fantasma não tão antigo, insistia em incomodar o Palmeiras até a noite de ontem – o algoz Vitória.

Na pavorosa temporada de 2002, o Palmeiras foi a Salvador enfrentar o Vitória, precisando vencer para escapar do rebaixamento. Contudo, o placar de 4X3 para os baianos selou de vez o passaporte alviverde para a série B em 2003.

No ano seguinte, ainda sem os novatos que tiraram o time do buraco, o Palmeiras recebeu o Vitória em seu território pela 3ª fase da Copa do Brasil. O primeiro tempo terminou já com 3X0 para o Vitória e ao final, o placar apontou um assombroso 7X2 para os visitantes, em um dos momentos mais catastróficos da vida palmeirense.

Capítulos e capítulos depois desse episódio, após quedas e subidas, no mesmo Palestra Itália, o Palmeiras recebeu novamente o Vitória, mas dessa vez em situação completamente inversa. O Verdão brigando para se aproximar ainda mais da ponta da competição, enquanto o time baiano buscava chegar ao G4.

Chuva, gramado encharcado, mas quase 20 mil torcedores empurrando o time da casa. Os times mostraram o porque fazem grande campanha e promoveram uma partidaça.

Do lado baiano, Marquinhos é o dono do time. Habilidoso, rápido e inteligente, puxou grande parte dos contra-ataques do Vitória. O lateral Marcelo Cordeiro era outro que aparecia com grande destaque. Mas se do meio pra frente o Vitória é um belo time, atrás não possui a mesma categoria. Foi aí, que o Palmeiras encontrou o caminho da grande vitória.

Valdívia mais uma vez esteve iluminado e ao lado de Alex Mineiro, bagunçou a retaguarda baiana com muita movimentação. Diego Souza era outro destaque, só que mais uma vez perdeu gols imperdíveis, o que gerou irritação da torcida.

O jogou continuou equilibrado, até que em jogada ensaiada de escanteio, Evandro cruzou, Alex Mineiro no 1º pau desviou e Valdívia, livre no segundo, só tocou de cabeça. Festa no chiqueiro!

O Vitória continuou em cima e só não empatou porque Marcelo Cordeiro perdeu gol feito. O jogo continuou lá e cá até o fim da 1ª etapa.

Na volta do intervalo, logo no 1º ataque, o Palmeiras começou a tranqüilizar sua torcida. Novamente Evandro levantou na área e Alex Mineiro, com 1,75 de altura, ganhou dos grandões da zaga do Vitória e balançou a rede.

O segundo gol desestruturou o time baiano e o Palmeiras perdeu inúmeras chances para ampliar o placar. Mas aos 35 minutos, um golaço no Palestra. O destaque do jogo, Sandro Silva, recebeu a bola pela direita e em arrancada sensacional, deixou três adversários para trás e com categoria, tocou na saída de Viáfara.

Grande jogo, grande momento do Palmeiras no Campeonato Brasileiro.

A zaga que vinha dando dor de cabeça a Luxa, parece ter achado seu jogo. Os laterais Granja e Leandro continuam comendo a bola. Valdívia voltou a brilhar e Diego Souza vem compondo muito bem a armação do time, falta só acertar as finalizações. Alex Mineiro é o artilheiro alviverde no século e chegou ao seu 11º gol na competição. Mas o destaque mesmo é a nova dupla de volantes, Jumar e principalmente Sandro Silva. Um achado de Luxemburgo e que de uma hora para a outra, colocou no banco os, até então, intocáveis Pierre, Martinez e Léo Lima.



Despeço-me dos nobres, ao som da pequena Katy Perry, com a saborosa I Kissed a Girl.

Acompanhe abaixo, a empreitada do topetudo Rene, nas chuvosas terras palestrinas.

Abraços,